09 agosto 2008

Sauber C13 - Andrea De Cesaris (1994)



Esta miniatura é da marca Onyx.
Ao ver a lista dos pilotos da Formula 1 com mais de 200 participações em GP’s deparamos com o nome do italiano Andrea De Ceraris. Depois de analisar a sua carreira penso ”como foi possível que ele tenha aguentado tanto tempo na Formula 1?”.
A miniatura que apresento é alusiva a esse feito de Andrea De Cesaris, é o Sauber C13 que regista o seu 200º GP. Esse feito foi alcançado no GP do Canadá de 1994 sendo esse também o seu primeiro GP pela Sauber. Como é possível ver a decoração do Sauber era especial tendo nos flancos do carro os nomes que julgo serem das pessoas da equipa Sauber e a alusão ao 200º GP do piloto.
Andrea De Cesaris participou em 208 GP’s, sendo que as suas últimas nove participações foram pela Sauber. A sua primeira corrida na Formula 1 foi no GP do Canadá de 1980 pela Alfa-Romeo. A sua última corrida aconteceu em 1994 no GP da Europa. Apenas conseguiu uma pole-position e uma melhor volta. Não venceu nenhum GP tendo conseguido 5 pódios e conquistado 59 pontos.
O Sauber C13 utilizado em 1994 foi da responsabilidade dos designers: Andre de Cortanze e Leo Ress. A Sauber era uma equipa que tinha entrado na Formula 1 em 1993. Neste ano de 1994 iria dispor de motores Mercedes. No ano anterior os motores designavam-se de Sauber mas na realidade eram motores da Mercedes. O nome da Mercedes voltava assim à Formula 1 depois de uma ausência de 39 anos (desde 1955). No ano seguinte, em 1995, a Mercedes deixou a Sauber para se associar à McLaren, ligação que ainda se mantêm actualmente.
A Sauber terminou o campeonato de 1994 na 8ª posição com 12 pontos. As melhores classificações que o Sauber C13 alcançou foram dois quartos lugares: um Imola por Wendlinger e o outro em França por Frentzen.

1994 – O Campeonato
A Formula 1 viveu em 1994 um dos seus piores momentos da sua história mais recente. Esse ano ficou marcado pelas mortes de dois pilotos, por desclassificações e suspensões, pelos acidentes e suspeições. Foi um campeonato que provavelmente os responsáveis da Formula 1 devem ter respirado de alívio quando terminou mas ainda assim com um acidente polémico que envolveu os dois candidatos ao título.
Ainda antes de terminar o campeonato de 1993 Alain Prost (francês) anunciou que se retiraria no fim do ano, deixando um lugar vago na Williams. Prost sagrou-se campeão e retirou-se da Formula 1. Ayrton Senna (brasileiro) procurando sempre o melhor carro da Formula 1 ocupou a vaga na Williams substituindo Prost.
Ao fim de quase 10 anos Senna não tinha, em 1994, um rival assumido e era o último do grupo dos 4, que dominaram a Formula 1 desde 1985, ainda em actividade: Nelson Piquet (brasileiro) saiu em 1991, Nigel Mansell (inglês) saiu em 1992 e Prost saiu em 1993 após conquistar o seu quarto título. No entanto havia um jovem piloto alemão que prometia ser um sério candidato ao título: Michael Schumacher. Ironicamente ou não, e salvaguardadas as devidas semelhanças, a situação de Senna, o melhor piloto da época, e a de Schumacher o jovem piloto que pretende destronar o piloto reinante faz-me lembrar a situação, uns anos antes, em que Senna era o piloto que pretendia destronar Alain Prost da posição do melhor da Formula 1. Ciclos da vida na Formula 1…
O campeonato teve início no GP do Brasil com Senna a fazer a pole-position e a dominar até que um pião lhe ditou o abandono. Schumacher no Benetton-Ford venceu a prova.
No GP do Pacífico Senna volta a ser o pole-position mas é infeliz porque desiste no início devido a um toque de Mika Hakkinen (finlandês). Schumacher volta a vencer.
O fim-de-semana do GP de Imola marcou terrivelmente a Formula 1. Nos treinos de sexta-feira morreu o austríaco Roland Ratzenberger quando o Simtek se despistou violentamente devido à quebra do aileron dianteiro. Após 7 anos voltava a morrer um piloto da Formula 1. Elio de Angelis (italiano), em 1986, tinha sido o último piloto a morrer.
Ainda nos treinos Rubens Barrichelo (brasileiro) sofreu um violento acidente do qual saiu milagrosamente ileso embora isso o tivesse impedido de participar no GP.
No início da prova o piloto português Pedro Lamy (Lotus) embate no Benetton de J.J. Letho (finlandês), sem gravidade para os pilotos. Os destroços do acidente feriram algumas pessoas. Devido ao acidente o pace-car entra em pista, permanecendo algumas voltas até que a pista fosse limpa. Ayrton Senna, que tinha efectuado novamente a pole-position, era o líder quando a corrida recomeçou após o regresso do pace-car às boxes. Foi na liderança da corrida que Ayrton Senna se despistou na rápida curva de Tamburello embatendo com violência no muro. Senna foi prontamente assistido mas viria a falecer. Schumacher vence novamente, pela terceira vez consecutiva.
No Gp seguinte, no Monaco, Karl Wendlinger (austríaco) sofreu um grave acidente nos treinos que o deixou em coma durante dias. Felizmente o piloto austríaco recuperou mas na minha opinião a sua carreira ficou marcada por este acidente.
Após mais este acidente houve algumas medidas que foram tomadas por parte da FIA em nome da segurança mas que foram muito discutidas pelas equipas que duvidavam da sua validade prática.
O vencedor do GP do Mónaco foi o mesmo dos anteriores GP’s, Michael Schumacher.
Antes do GP de Espanha, Pedro Lamy ficou ferido com gravidade quando testava em Silverstone. Lamy teve múltiplas fracturas nas pernas em consequência de um despiste quando testava as novas alterações técnicas. Lamy só voltaria à Formula 1 no ano seguinte.
O GP da Espanha realizou-se com outra polémica que envolveu a Benetton e a FIA. Flávio Briatore, chefe da Benetton, escreveu uma carta à FIA demonstrando o desagrado pelas medidas técnicas impostas e a falta de tempo para as testar.
Na Williams David Coulthard (escocês) ocupou o segundo carro passando Damon Hill (inglês) a ser o primeiro piloto da equipa. Hill venceu a prova espanhola e Schumacher ficou em segundo lugar. Mas nos dois GP’s seguintes, Canadá e França, o alemão voltaria a vencer enquanto Hill fica em segundo lugar nas duas provas. Nigel Mansell apareceu na Williams no lugar de Coulthard mas não conseguiu terminar a corrida.
No GP da Grã-Bretanha Schumacher ultrapassou Hill, que era o pole-position, na volta de aquecimento, por isso Schumacher foi penalizado com um “stop-and-go” de 5 segundos. Essa penalização foi ignorada durante bastante tempo ao longo da corrida até que por fim acabou por ser cumprida. Schumacher ainda termina no segundo lugar atrás de Hill mas mais tarde foi desclassificado e condenado com uma suspensão de dois GP’s.
No GP da Alemanha a vitória foi para o Ferrari de Gerhard Berger (austríaco); Schumacher não terminou a prova e Hill não aproveitou para se aproximar do alemão no campeonato. Hill foi apenas 8º classificado!
No GP da Hungria Michael Schumacher voltou a vencer com Hill em segundo lugar.
Michael Schumacher efectua uma excelente corrida na Bélgica mas é desclassificado por causa de uma verificação técnica que dá conta do desgaste irregular do patim de madeira instalado no fundo do carro. Hill acaba por ficar com a vitória e vai para as duas provas seguintes, Itália e Portugal, sem a oposição de Schumacher que terá de cumprir a suspensão. A Williams e Damon Hill aproveitam da melhor maneira a ausência do alemão ao vencer as duas corridas reduzindo a diferença para apenas um ponto quando faltavam 3 GP’s para o fim do campeonato. Nestas 3 corridas que faltavam Nigel Mansell voltou a ocupar o lugar de Coulthard na Williams.
As duas corridas seguintes não resolveram a questão e deixaram tudo na mesma: no GP da Europa vence Schumacher e Hill é o segundo, no GP do Japão inverteram-se as posições, Hill é o primeiro e Schumacher é o segundo. E assim se chegou ao último GP do ano: Schumacher na frente com mais um ponto que Hill.
O GP da Austrália tinha como aliciante a discussão do título mas tudo ficou resolvido num acidente entre Schumacher e Hill. O piloto da Benetton comete um erro e tem um ligeiro despiste indo bater no muro danificando o seu carro. Hill que seguia atrás de Schumacher tenta ultrapassa-lo mas o alemão ao regressar à pista bate intencionalmente em Hill no momento em que este o passava e foram ambos obrigados a abandonar. Para a história ficou a vitória de Nigel Mansell, a última da sua carreira.
A questão do título ficou resolvida a favor de Schumacher duma maneira pouco desportiva. Assim terminava um campeonato que não deixou saudades para ninguém, com Schumacher e a Williams a vencerem os respectivos campeonatos.

Os pilotos do Sauber C13 em 1994 foram: Heinz Harald Fretzen, Andrea De Cesaris, Karl Wendlinger e J.J. Letho.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

05 agosto 2008

Lotus 107B - Pedro Lamy (1993)



Esta miniatura é da marca Onyx.
Hoje vou falar do carro que permitiu que Portugal voltasse a ter um piloto na Formula 1 depois de Nicha Cabral. Deste modo a miniatura de hoje é o Lotus 107B de Pedro Lamy. Na minha opinião a qualidade das miniaturas da Onyx é apenas razoável; o principal defeito que lhes aponto está na qualidade dos decalques, sendo que por vezes verificamos a falta de pormenores tão básicos como são os espelhos.
A Lotus utilizou no campeonato de Formula 1 de 1993 o modelo 107B. Este Lotus não era mais do que uma evolução do carro de 92, o modelo 107.
Os designers responsáveis pelo Lotus 107B foram Peter Wright e Chris Murphy. O motor utilizado era o Ford Cosworth HB V8. Mas como a Lotus não era o cliente preferencial da Ford, utilizava uma versão inferior do motor que era fornecido à Benetton (cliente principal da Ford).
Contudo, nesta altura a equipa Lotus vivia já com graves dificuldades financeiras e já não era a mesma equipa que obteve algum sucesso nos anos em que por lá andou Ayrton Senna (de 1985 a 1987), já para não falar da equipa Lotus que vencia campeonatos nas décadas de sessenta e setenta.
Desde que o piloto brasileiro deixou a equipa, a Lotus entrou numa fase descendente que se acentuava a cada ano que passava e que viria a culminar no seu desaparecimento da Formula 1 no final do ano de 1994.
Foi neste ambiente pouco favorável que o piloto português, Pedro Lamy, viria a fazer a sua estreia na Formula 1 no GP de Itália de 1993, substituindo o italiano Alessandro Zanardi que tinha sofrido um acidente no GP anterior, em Zolder.
A qualificação de Pedro Lamy no GP de Itália não foi brilhante, foi o último da grelha enquanto o seu colega de equipa, Johnny Herbert, era o 7º na grelha de partida. Na corrida Pedro Lamy aproveitou para ir conhecendo o Lotus e assimilar o mais rapidamente possível todos os aspectos da Formula 1. Deste modo Lamy efectuou uma prova cautelosa e quase terminava num excelente 9º lugar se o motor tivesse resistido a corrida toda. Mas como o motor cedeu à 49ª volta Pedro Lamy teve que contentar-se com o 11º lugar.
No GP seguinte, em Portugal, de certo que Pedro Lamy esperava efectuar uma excelente prestação. Na qualificação Lamy ficou em 18º lugar e voltou a fica atrás de Johnny Herbert. Lamy fez um bom arranque e ganhou alguns lugares; durante a corrida foi subindo mais algumas posições. Quando seguia em 11º lugar, com hipóteses de subir mais um lugar Lamy comete um erro na 61ª volta e dá um toque nos rails que o obrigaram a desistir.
No GP do Japão Pedro Lamy voltou a ficar atrás de Herbert na qualificação e durante a prova os dois pilotos da Lotus rodaram juntos quase sempre no fim da classificação. Lamy viria a desistir vitima de um acidente quando estava à frente do seu colega de equipa e quando faltavam apenas 4 voltas para o fim da corrida.
No último GP do campeonato de 1993, na Austrália, Pedro Lamy teve a prestação mais fraca na sua recente carreira na Formula 1. Fica novamente atrás de Herbert na qualificação e na corrida desiste logo no início devido a um acidente.
O campeonato termina mas Pedro Lamy consegue um contrato para correr na Lotus durante o ano de 1994. Infelizmente Pedro Lamy apenas consegue fazer as quatro primeiras corridas de 1994 porque sofreu um grave acidente quando efectuava testes em Silverstone. Pedro Lamy partiu as duas pernas e ficou afastado o resto do ano. A recuperação foi demorada mas conseguiu regressar à Formula 1. Em 1995 faz os últimos 8 GP’s pela Minardi tendo conquistado um ponto. Em 1996, ainda na Minardi, efectua a sua primeira e única temporada completa na Formula 1 mas sem conseguir pontuar. A carreira de Pedro Lamy na Formula 1 resume-se aos 32 GP’s que disputou na Lotus (8 GP’s em 1993 e 1994) e na Minardi (24 GP’s em 1995 e 1996). Apenas conseguiu um ponto. Depois da Formula 1, Pedro Lamy direccionou a sua carreira para outras categorias (como já referi neste post).

Os pilotos do Lotus 107B em 1993 foram: Johnny Herbert, Alessandro Zanardi e Pedro Lamy.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

01 agosto 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali da Austrália de 1999)



Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Hoje volto a falar do Toyota Corolla WRC; tenho na minha colecção várias miniaturas deste carro. Assim a miniatura é mais um Toyota Corolla WRC, do piloto espanhol Carlos Sainz.
A Toyota encerrou no ano de 1999 a sua actividade como equipa oficial no mundial de ralis. A Toyota deixava o Mundial de Ralis como campeã entre as equipas mas os seus pilotos, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) deixavam escapar o título de pilotos para o finlandês Tommi Makkinen da Mitsubishi.
A miniatura hoje apresentada é o Toyota Corolla WRC na versão do Rali da Austrália, que era o penúltimo rali do campeonato de 1999 e aonde a Toyota conseguiu conquistar o campeonato de marcas desse ano graças ao segundo lugar de Carlos Sainz.
No final da época a Toyota retirava-se dos ralis para se dedicar exclusivamente à Formula 1.
Foram muitos anos a correr nos ralis onde a Toyota teve como os pontos mais altos quando conquistou 4 títulos de pilotos (Carlos Sainz em 1990 e 1992; Juha Kankkunen em 1993 e Didier Auriol em 1994) e 3 títulos de marcas (1993, 1994 e 1999), tendo vencido mais de quarenta ralis do mundial. Mas nem tudo correu bem para a Toyota, basta lembrar que foram excluídos em 1995 devido a irregularidades mecânicas e castigados com um ano de proibição em 1996.
Entre os pilotos que guiaram para a Toyota ao longo dos anos há que destacar vários: Juha Kankkunen, Bjorn Waldegaard, Didier Aruiol, Marcus Gronholm, mas o mais emblemático terá sido Carlos Sainz.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
O Mundial de Rali foi pela primeira vez à China mas, segundo rezam as crónicas, a organização não foi das melhores, onde quase tudo foi criticado, desde as más condições das estradas, passando pelo clima que transformou os troços em pistas de lama, até à proibição do contacto dos visitantes com os habitantes locais (possivelmente um pouco semelhante com o que se passará actualmente com os Jogos Olímpicos que se vão disputar brevemente na China).
No plano desportivo, o resultado saldou-se por uma vitória (a última nos ralis) da Toyota e de Didier Auriol. A Ford perdeu muito cedo os seus dois carros, Makinen também ficou pelo caminho e apenas o Subaru de Richard Burns, que ficou em segundo lugar, deu luta ao francês. O terceiro lugar foi para o outro Corolla de Sainz.
No Rali de San Remo o finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) efectuou uma excelente prova e obteve uma vitória importantíssima num rali em que não era o favorito. Os Peugeot 206 WRC estiveram em grande plano com os franceses François Delecour e Gilles Panizzi a oferecerem uma excelente luta a Makinen. No final Panizzi era o segundo classificado e Auriol (Toyota) era o terceiro.
No Rali da Austrália ficou tudo decidido nos campeonatos: Richard Burns (Subaru) foi o vencedor, Sainz (Toyota) ficou em segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro. A Toyota venceu o título de marcas graças ao segundo lugar de Sainz e Makinen venceu o título de pilotos graças ao seu terceiro lugar e à desistência de Auriol.
O RAC, ultimo rali do ano, serviu apenas para cumprir o calendário, onde há apenas a registar os dois primeiros lugares para os pilotos da Subaru, Burns e Kankunnen respectivamente, e mais um pódio (o segundo) para o Seat Cordoba WRC com Harri Rovampera (finlandês) ao volante.
Tommi Makinen sagrou-se campeão pela quarta vez consecutiva, com 62 pontos e 4 vitórias. Richard Burns ficou em segundo lugar com 55 pontos e 3 vitórias.
A Toyota venceu o campeonato de marcas com 109 pontos e apenas 1 vitória. A Subaru ficou em segundo lugar com 105 pontos e 5 vitórias.

23 julho 2008

Peugeot 306 Maxi - A. Lopes - L. Lisboa (Rali de Portugal de 1998)



Editado a 4/04/2020. Não sei porquê talvez por desleixo, nunca corrigi o erro que a Altaya fez nesta miniatura. Assim com base num comentário, o qual agradeço ao seu autor, corrijo o erro da Altaya quando mencionava no fascículo  e na base que esta miniatura é do Rali de Portugal de 1999 quando na verdade é do ano de 1998. Adrujilo Lopes e Luís Lisboa terminaram o Rali de Portugal de 1998 na 14ª posição sendo o terceiro melhor português. Rui Madeira num Toyota Celica GT-Four foi o melhor português (9º da geral). Colin McRae (escocês) foi o vencedor do rali num Ford Subaru Impreza S4 WRC.
Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes apenas conseguiu um resultado satisfatório no Rali de Portugal de 1999. Adruzilo Lopes terminou o rali na 16ª posição e não conseguiu lutar pela classificação de melhor piloto nacional; na categoria de Formula 2/Kit Car (carros de duas rodas motrizes) apenas conseguiu ser o melhor piloto nacional. Nessa categoria, onde Adruzilo ficou em terceiro, a vitória foi para Alister McRae (irmão de Colin McRae) num Hyunday. Colin McRae venceu o rali num Ford Focus enquanto Rui Madeira (subaru) foi o melhor piloto nacional.
Adruzilio Lopes foi três vezes campeão nacional de ralis (1997, 1998 e 2001) sempre na Peugeot. Neste ano de 1999, Adruzilo Lopes ainda participou, com o 306 Maxi, nos seguintes ralis do mundial: Catalunha (desistiu), Mil Lagos (43ª posição) e Sanremo (desistiu).
A miniatura de hoje é o Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes na versão do Rali de Portugal de 1998. (ano corrigido)
Nota: aconselho a consulta do anterior post já publicado sobre o Peugeot 306 Maxi.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
No Rali da Acrópole a vitória da Subaru e de Richard Burns confirmou uma tendência que vinha desde o início do campeonato: as vitórias sucediam-se duas a duas para cada uma das marcas, primeiro para a Mitsubishi, depois para Ford, seguindo-se a Citroen e agora duas vitórias para a Subaru. Carlos Sainz (Toyota) e Tommi Makinen (Mitsubishi) subiram ao pódio por esta ordem.
O Rali da Nova Zelândia foi significativo para Tommi Makinen (Mitsubishi) isto porque o finlandês viria a vencer a prova consolidando assim a sua liderança no campeonato. Makinen lutou contra Colin McRae (Ford), que vira a desistir, e lutou contra Didier Auriol (Toyota) mas o piloto da Mitsubishi soube resistir a tudo e a todos. Juha Kankkunen (Subaru) ficou em segundo lugar e Tony Gardmeister ao ficar na terceira posição conseguia o seu e do Seat Cordoba WRC primeiro pódio da carreira. E com a vitória da Mitsubishi foi quebrada a “estranha” sequência de vitórias que vinha acontecendo desde o início do campeonato.
No Rali dos Mil Lagos esperava-se uma grande luta entre os principais candidatos à vitória. Contudo a prova foi completamente dominada pelos pilotos da Subaru: Burns e Kankkunen. Os restantes candidatos nada puderam fazer perante a superioridade da Subaru. Makinen desistiu e apenas conseguiu dois pontos na classificativa que era televisionada. Didier Auriol (Toyota) conseguiu nessa classificativa três pontos. A vitória no rali foi para o veterano Kankkunen, seguido do seu colega de equipa Burns e a terceira posição foi para Sainz (Toyota), posição essa conquista a McRae na tal classificativa onde todos os pilotos, mesmo os que já tinham abandonado, podiam participar.
(continua)

21 julho 2008

Ford Focus WRC - C. McRae - N. Grist (Rali de Portugal de 1999)



Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Ford Focus WRC veio substituir o Escort no panorama dos ralis. Com umas linhas modernas e elegantes, o Focus prometia vir a ser uma excelente aposta da Ford para tentar conquistar os títulos de pilotos e de marcas que teimavam em lhes escapar desde há muitos anos. Efectivamente, a Ford não vencia o campeonato de marcas desde 1979.
A estreia do Focus nos ralis aconteceu em 1999, no Rali de Monte Carlo, tendo registado uma desclassificação devido à utilização de uma bomba de água irregular. E após os dois primeiros ralis do campeonato onde sofreu alguns problemas de juventude, o Ford Focus obteve a sua primeira vitória na terceira prova que realizava, no duro Safari. O quarto rali de 1999 foi em Portugal e Colin McRae (escocês), que vinha de uma excelente vitória no rali africano, não deve qualquer problema em dominar a concorrência. A vitória sorriu assim à Ford e a McRae. A Toyota, que ocupou os restantes lugares do pódio, não teve argumentos para incomodar McRae e o Focus.
Mas após estes dois triunfos, o Ford Focus WRC não voltou a conquistar mais nenhum pódio nos restantes ralis. No final do campeonato, a Ford ficou-se pelo quarto lugar e viu assim mais uma vez adiada a conquista dos títulos.
A miniatura de hoje é alusiva ao Ford Focus WRC com o qual Colin McRae venceu o Rali de Portugal de 1999. De realçar a bela decoração do patrocínio da Martini.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
O Rali de Portugal foi para McRae e o para o Focus a continuação da vitória obtida no Safari. O escocês venceu o rali português e a Toyota colocou os seus dois pilotos no pódio, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês), respectivamente. Tommi Makinen (finlandês), que era um dos favoritos à vitória, viu-se obrigado a abandonar com problemas no seu Mitsubshi.
Os dois ralis seguintes, disputados em asfalto, foram a confirmação do poder dos kit car. Surpreendentemente, os kit car, concretizaram as ameaças deixadas no ano anterior nestes ralis. No Rali da Catalunha, os Citroen Xsara KitCar dominaram a concorrência sendo que apenas Didier Auriol (Toyota) conseguiu fazer frente aos pilotos da Citroen. E os Xsara KitCar não ficaram nas duas primeiras posições porque Jesus Puras (Citroen) foi obrigado a abandonar com problemas mecânicos. A vitória foi para Philippe Bugalski (francês), Auriol ficou em segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro, que beneficiou do abandono de Sainz quando o espanhol era o terceiro. No Rali da Córsega não só venceu novamente a Citroen como desta vez ficaram com o segundo lugar. Bugalski foi o vencedor novamente e Puras ficou em segundo lugar. Foi a confirmação da superioridade dos kit car sobre os poderosos WRC. O segredo estava na relação peso/potência: 290 cv para 960 kg e para os WRC 300 cv para 1230 kg. Este factor aliado ás provas em asfalto fazia com que os kit car, de apenas duas rodas motrizes, tivessem prestações melhores que os WRC de tracção total. O terceiro classificado foi Carlos Sainz, que desta vez beneficiou da desistência de McRae para chegar ao último lugar do pódio. De realçar neste rali foi também a estreia do Peugeot 206 WRC. Apesar de nenhum dos carros ter chegado ao fim, o 206 WRC deixou boas indicações.
O Rali da Argentina, que encerrou a primeira metade do campeonato, iria confirmar a tendência deste ano: a Mitsubishi venceu as duas primeiras provas, a Ford a terceira e quarta provas, a Citroen a quinta e sexta provas. A Subaru colheu os frutos do desenvolvimento efectuado por Juha Kankkunen. O rali foi dominado pelos dois Subaru de Kankkunen e Richard Burns (britânico), de tal modo que foi decidido pela equipa que seria Burns a vencer mas Kankkunen “trocou” as ordens recebidas e venceu a prova argentina. O experiente Kankkunen desculpou-se que teria percebido mal as indicações dos tempos em relação a Burns… O terceiro lugar foi para Didier Auriol em Toyota Corola WRC.
(continua)

17 julho 2008

Seat Ibiza GTi Evo II - T. Gardemeister - P. Lukander (Rali de Monte Carlo de 1999)



Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Após 3 títulos consecutivos (1996 a 1998) na categoria de 2 litros, conquistados pelo Seat Ibiza, a marca espanhola optou em 1999 pela categoria máxima dos ralis: o WRC.
Mas hoje é sobre o Seat Ibiza que vou falar sendo assim apresento a miniatura do Ibiza GTI Evo II que Tony Gardemeister (finlandês) utilizou no Rali de Monte Carlo de 1999.
Quando a Seat regressou aos ralis em 1995, após 18 anos de ausência, o modelo escolhido foi o Ibiza com um motor de 2 litros de 16 válvulas e que debitava cerca de 240 cv. O Ibiza logo se mostrou competitivo dentro da sua categoria de tal modo que no ano seguinte disputou o campeonato de 2 litros (carros de duas rodas motrizes). E durante três anos consecutivos (de 1996 a 1998) venceu esse campeonato. Entretanto a Seat resolveu em 1998 estrear o novo modelo que iria disputar o WRC. Assim no ano de 1999 a Seat já não defendeu o título do campeonato de 2 litros para disputar o campeonato de WRC. No entanto o Seat Ibiza continuou a ser utilizado e a disputar ralis pelas equipas privadas, como é o caso desta miniatura que pertence à equipa privada ASTRA.
No Rali de Monte Carlo de 1999, Tony Gardemeister com o Ibiza ficou na 14 posição final mas venceu na categoria de 2 litros.
O Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
Neste ano houve algumas novidades no panorama dos ralis, para além da habitual troca de pilotos entre as equipas: uma pontuação adicional (3, 2 e 1 pontos) para os três primeiros classificados do troço designado de Super Especial onde podiam participar todos os pilotos inclusive aqueles que já tinham abandonado; o mundial ia pela primeira vez à China; e novas marcas a disputar o campeonato na categoria máxima e mais uma que regressava aos ralis (Skoda, Seat e Peugeot).
O Rali de Monte Carlo abriu, quase como sempre, a época desportiva. A Ford apresentou o novo modelo, Focus, que substituía o Escort. Colin McRae (escocês) deixou a Subaru e assinou pela Ford mas no rali foi infeliz porque foi desclassificado no final devido a uma irregularidade na bomba de água do seu Focus. Richard Burns substituiu McRae na Subaru. Tommi Makinen (finlandês), campeão em título, disputou a vitória no rali com Gilles Panizzi (francês) e no final assegurou mais uma vitória ao seu vasto palmarés, depois de o francês ter desistido. A Mitsubishi começava da melhor maneira o campeonato. O finlandês Juha Kankkunen (Subaru) ficou na segunda posição e Didier Auriol (francês) conseguiu levar o Toyota Corolla à terceira posição.
No Rali da Suécia, Tommi Makinen (Mitsubishi) deu continuidade à sequência vencedora que vinha de Monte Carlo e obteve uma vitória sobre o Toyota de Carlos Sainz (espanhol). Na terceira posição ficou o Ford Focus de Thomas Radstrom (sueco).
À terceira prova que disputava, o Ford Focus venceu. No Safari Colin Mcrae deu ao Focus a sua primeira vitória nos ralis. Mas para isso teve que resistir à dureza da prova africana tendo ainda beneficiado da desclassificação de Makinen por ter sido ajudado pelo público quando mudava uma roda. Depois de Colin ficou Auriol e Sainz, ambos em Toyota.
(continua)

11 julho 2008

BMW V12 LMR - J. Winkelhock - P. Martini - Y. Dalmas (24 Horas de Le Mans de 1999)



Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
A única vitória da BMW nas 24 Horas de Le Mans foi conseguida com o BMW V12 LMR em 1999. Esse feito alcançado com os pilotos Pierluigi Martini (italiano), Joachim Winkelhock (alemão) e Yannick Dalmas (francês).
A miniatura apresentada é a versão do BMW V12 LMR que venceu em Le Mans.
Depois de ter participado na mítica prova em colaboração com a McLaren, a BMW optou por desenvolver um carro para participar oficialmente como equipa no ano de 1998. Assim foi desenvolvido o BMW V12 LM. No entanto a prova não correu como esperado para a equipa germânica e os dois BMW V12 LM inscritos tiveram que abandonar e ambos pelo mesmo motivo: problemas com as rodas.
Para o ano seguinte a BMW apresentou uma versão melhorada do modelo do ano anterior: o V12 LMR. As primeiras vitórias deste novo modelo surgiram na América, no ALMS (American Le Mans Series). As provas neste campeonato serviram de preparação para o grande objectivo da BMW: vencer em Le Mans. E assim foi. O BMW V12 LMR de Martini, Winkelhock e Dalmas venceram as 24 Horas de Le Mans, sendo esta a única vitória de um BMW no circuito de La Sarthe. O outro BMW da equipa teve que desistir.
O BMW V12 LMR apresentava umas linhas surpreendentes, robustas e pesadas mas bastante aerodinâmicas. O motor era um 12 cilindros em V de 5990 cc, o que permitia atingir uma velocidade máxima de 350 km/h.
Este trio de pilotos que pilotou o BMW V12 LMR nasceu sensivelmente na mesma altura: Winkelhock a 24 de Outubro de 1960; Martini a 23 de Abril de 1961; e Dalmas a 28 de Julho de 1961. Os três pilotos passaram, em diferentes anos e nos respectivos países, pelas categorias de formação com o objectivo de chegarem à Formula 1. Sendo esse objectivo atingido embora sem grande expressão na categoria máxima do desporto automóvel. Neste aspecto e dos três pilotos, será Martini o que mais tempo esteve na Formula 1 (participou em 118 GP’s, dos quais apenas 16 foram feitos pela Dallara em 1992), aliás é um piloto que associo logo à Minardi. Isto porque foi o primeiro piloto desta simpática (já extinta) equipa na Formula 1 sendo a sua carreira na Formula 1 quase toda feita na Minardi. Winkelhock, irmão mais novo de Manfred Winkelhock (que faleceu em 1985 numa de SportProtótipos), é o que menos experiência tem na Formula 1 (em 1989 tentou por sete vezes qualificar-se para a grelha de partida sem nunca o conseguir). Para Martini e Winkelhock esta vitória na edição de 1999 em Le Mans surge como um dos pontos mais altos das suas carreiras. No entanto para Dalmas, que teve também uma passagem na Formula 1 sem grandes feitos (participou em 23 GP’s), a vitória em 1999 foi a sua quarta em Le Mans. Efectivamente, Yannick Dalmas é um dos poucos pilotos que já venceu por quatro vezes a mítica prova, sempre em carros diferentes: 1992 com a Peugeot, 1994 com a Porsche, 1995 com a McLaren e em 1999 com a BMW. Actualmente, estes três pilotos já encerraram as suas carreiras desportivas.

07 julho 2008

Volvo S40 - R. Rydell - J. Richards (Bathurst 1000 1998)



Esta miniatura é da marca Onyx.
Em 1998 Rickard Rydell (sueco) e Jim Richards (australiano) venceram o Bathurst 1000 num Volvo S40. A miniatura que hoje apresento é desse Volvo S40.
O Bathurst 1000 é uma corrida que se disputa na Austrália, no circuito do Monte Panorama. Esta prova de 1000 km é bastante famosa na Austrália mas confesso que nunca ouvi falar sobre o Bathurst 1000. Para obter algumas informações sobre esta prova tive que recorrer à Wikipédia.
Esta prova, que é disputada em Outubro, teve início nos anos sessenta. A primeira vez que se disputou foi em 1960 na Ilha Phillips e tinha 500 milhas de duração. Desde então todos os anos o evento é realizado mas é só a partir de 1973 que a prova passou a ter a duração de 1000 km.
Ao longo da sua história, o Bathurst foi sofrendo algumas alterações no que concerne às classes dos carros que participavam. Desde os carros de produção passando pelos do Grupo C, Grupo A, V8 SuperCar e os Super Touring, já por lá andaram. Actualmente a prova é disputada em exclusivo pelos V8 Supercars.
O Volvo S40, um dos Super Touring de 2 litros, venceu a prova na sua classe em 1998 com Rickard Rydell e Jim Richards. Este modelo da Volvo, que já vai na sua segunda geração (2004-2008), surgiu em 1995. O S40 foi uma produção conjunta da Volvo com a Mitsubishi e tinha como base o Carisma. O Volvo S40 estava disponível em duas carroçarias (Sedan e Station Wagon) com várias motorizações: 1.6 L, 1.8 L, 1.9 L Turbo, 1.9 L Diesel, 2.0 L, 2.0 L Turbo.
Rickard Rydell nasceu a 22 de Setembro de 1967 na Suécia. Este piloto ainda se mantém em actividade sendo a sua carreira já bastante longa. Rydell iniciou-se nos karts, passou depois por vários campeonatos da Formula 3 durante os anos oitenta até 1993. Fez pole-position no GP de Macau em 1991 e venceu a prova em 1992. Desde 1994 a sua carreira está vocacionada para os turismos. Já venceu várias provas ao longo dos anos e venceu o Campeonato Britânico de Turismo (BTCC) em 1998 com o Volvo S40. Actualmente está a competir no WTCC com a Seat, a sua equipa desde 2004. Rydell também já participou nas 24 Horas de Le Mans tendo inclusive vencido em 2007 a classe GT1 com um Aston Martin DBR9.

Jim Richards nasceu a 2 de Setembro de 1947 na Nova Zelândia. Richards fez praticamente toda sua carreira desportiva nos Campeonatos de Turismo da Austrália. Ao longo da sua carreira venceu vários títulos nesses campeonatos. No Bathurst 1000, Jim Richards soma 7 vitórias: 1978 (Holden), 1979 (Holden), 1980 (Holden), 1991 (Nissan), 1992 (Nissan), 1998 (Volvo) e 2002 (Holden). A carreira de Jim Richards terá encerrado em 2006.

01 julho 2008

Toyota Corolla WRC - P. Matos Chaves - S. Paiva (Rali de Portugal de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Hoje volto novamente a falar sobre o Toyota Corolla WRC, depois de o já ter abordado em dois posts anteriores (aqui e aqui). Mas desta vez a miniatura do Toyota Corolla WRC representa uma versão nacional; o piloto é o Pedro Matos Chaves no Rali de Portugal de 1998. Esta foi a sua primeira participação no Rali de Portugal.
O rali português desse ano foi um dos mais disputados de sempre. No final da prova o escocês Colin McRae (Subaru) bateu o espanhol Carlos Sainz (Toyota) por uns meros 2 segundos. Entre os portugueses, o prémio do melhor piloto nacional foi para Rui Madeira num Toyota Celica GT-Four, que ficou na 9ª posição final. Pedro Matos Chaves foi um dos seus adversários, mas o piloto portuense optou por efectuar um rali cauteloso e regular, a pensar mais na classificação do campeonato nacional, acabando por terminar o rali na 13ª posição mas à frente de Adruzilo Lopes que era um dos seus adversários no nacional de ralis.
Pedro Matos Chaves nasceu a 27 de Fevereiro de 1965 no Porto. A carreira de Pedro Matos Chaves teve início nos karts em 1980. Depois evolui para os troféus (Toyota Starlet). Passou pela Formula Ford tendo vencido o campeonato nacional em 1985. Segui depois para a Formula Ford Britânica para dar continuidade à sua carreira. Em 1989 e 1990 corre na Formula 3000 onde participa no campeonato britânico e internacional. No ano de 1990 venceu o campeonato britânico de Formula 3000. Em 1991 consegue dar o salto para a Formula 1. Finalmente, e depois de Nicha Cabral nos anos sessenta, Portugal tinha um piloto na Formula 1. Infelizmente, Pedro Matos Chaves que tinha assinado pela Coloni, equipa de fracos recursos, a Formula 1 assistia a uma grande afluência de equipas o que levou a que algumas tivessem que participar em pré-qualificações. A Coloni era uma dessas equipas. Durante 13 GP’s Pedro Matos Chaves tentou qualificar, sem sucesso, o fraco Coloni para a grelha de partida de um GP. Depois do GP de Portugal, a 13ª e última tentativa de se qualificar para um GP, Pedro Matos Chaves desistiu e deixou a Coloni. Portugal continuou sem ter um representante, depois de Nicha Cabral, à partida de um GP. Em 1992 a sua carreira dá um passo atrás e regressa à Formula 3000 Internacional. Durante os 3 anos seguintes (1993 a 1995) corre na Formula Indy Lights, que mais não é do que uma categoria inferior da Formula Indy. Nesses 3 anos apenas conseguiu vencer uma prova, precisamente no último ano. A melhor classificação aconteceu no primeiro ano onde foi 4º no campeonato. Mas não consegue subir na categoria por isso resolve deixar o campeonato.
Em 1996 corre no Campeonato Espanhol de GT onde se sagra vice-campeão. No ano seguinte passa para o FIA GT na categoria de GT2.
No ano de 1998 passa a correr nos Ralis. Depois de muitos anos a correr em pistas Pedro Matos Chaves resolve apostar nas provas de terra batida com a Toyota. O sucesso chega nos dois anos seguintes (1999 e 2000) quando se sagra campeão nacional de ralis.
Pedro Matos Chaves venceu também o Campeonato GT Espanhol em 2002, ano em que também se estreou nas 24 Horas de Le Mans tendo obtido o 23º lugar (5º na classe GTS) com um Saleen S7-R. No ano seguinte volta a Le Mans para ficar em 22º lugar com o mesmo carro do ano anterior.
Nos anos de 2005 e 2006 ainda participa no nacional de ralis com um Renault Clio S1600, altura em que encerra a sua carreira desportiva como piloto.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
Nesta recta final do campeonato de 1998, o Rali de San Remo teve um vencedor um tanto surpreendente. O piloto Tommi Makinen (finalndês) da Mitsubishi, não sendo um grande especialista em asfalto, deu um passo decisivo para a renovação do título ao vencer um rali cujas características não lhe eram favoráveis. Causou alguma surpresa porque não era tido como um dos favoritos à vitória final no San Remo. Colin McRae apenas foi o terceiro, atrás de Piero Liatti (italiano), ambos em Subaru. Carlos Sainz, outro dos candidatos ao título, ficou-se pela quarta posição.
No Rali da Austrália a vitória de Tommi Makinen foi um misto de sorte, em dois momentos, aliada a alguma incompetência incompreensível da parte da Toyota. Sorte porque Makinen, depois de ter alguns problemas no seu Mitsubshi que foram resolvidos pelos seus mecânicos, beneficiou do abandono de McRae quando este liderava o rali, vitima do turbo. Makinen venceu com 16 segundos de avanço sobre Sainz. Mas Makinen viria a ser penalizado com 1 minuto por ter “queimado a partida”. Um vídeo provava a irregularidade de Makinen. A Mitsubishi reclamou e após uma longa reunião que terminou já de madrugada, a penalização foi retirada. Depois de uma hora à espera do apelo da Toyota, que não aconteceu, a vitória de Makinen foi confirmada. Bastaria à Toyota apresentar o vídeo que provava a irregularidade cometida por Makinen e a vitória ficaria para Sainz. Assim foi Makinen quem saiu da Austrália com a vitória e com o título quase no “bolso”.
O RAC de 1998 ficou para a história dos ralis como um dos mais cruéis e cínicos finais de um campeonato. A vítima seria o infeliz espanhol da Toyota, Carlos Sainz. Makinen chegou ao RAC com dois pontos de vantagem sobre Sainz mas um acidente praticamente no inicio do rali ditou o seu abandono. Deste modo, bastava a Sainz terminar o RAC na quarta posição para se sagrar campeão. E assim foi quase até ao fim do rali britânico. Sainz era quarto classificado até que na última especial e a 500 metros da meta uma biela do motor do seu Toyota gripou. As imagens do Toyota a deitar fumo e do desespero do piloto e co-piloto, aos pontapés ao veículo, correram o mundo inteiro. Tommi Makinen recebeu a notícia da conquista do seu terceiro mundial no aeroporto quando se preparava já para regressar à Finlândia.
O britânico Richard Burns (Mitsubsihi) venceu o RAC e Juha Kankkunen (finlandês) ficou em segundo lugar num Ford.
Makinen venceu o campeonato com 58 pontos (5 vitórias) e Sainz ficou em segundo lugar com 56 pontos (2 vitórias).
A Mitsubishi sagrou-se campeã com 91 pontos (7 vitórias) e a Toyota terminou na segunda posição com 85 pontos (3 vitórias).

27 junho 2008

Ferrari 126C2 - Patrick Tambay (1982)


Esta miniatura é da marca Brumm.
Hoje faço uma pausa na sequência das publicações sobre o Campeonato do Mundo de Ralis de 1998, que será retomado no próximo artigo.
A miniatura apresentada é o Ferrari 126C2 de 1982 e é a mais recente na minha colecção. Não é um modelo inédito na minha colecção mas também não é uma repetição das duas que já tinha.
Em 1982 a equipa da Ferrari começou o campeonato com uma dupla de pilotos e, infelizmente, foi forçada a terminar com uma dupla de pilotos diferente; os pilotos iniciais eram Gilles Villeneuve (canadiano) e Didier Pironi (francês). Villeneuve viria a falecer nos treinos para o GP da Bélgica sendo posteriormente substituído por Patrick Tambay (francês). Pironi ficou gravemente ferido num acidente no GP da Alemanha e foi substituído por Mário Andretti (norte americano). As anteriores miniaturas do Ferrari 126C2, já apresentadas, eram as versões de Gilles Villeneuve e de Didier Pironi. Neste momento com a aquisição do 126C2 de Tambay fica-me a faltar apenas o Ferrari de Andretti.
O Ferrari 126C2 foi da responsabilidade de Harvey Postlethwaite e do director técnico Mauro Forghieri. O motor era um 6 cilindros turbo com 1496 cc que debitava 580 cv de potência. A Ferrari obteve nesse ano 3 vitórias mas não conseguiu conquistar o título de pilotos devido aos infortúnios dos seus pilotos. No entanto venceu o campeonato de construtores.
A miniatura é o Ferrari 126C2 de Patrick Tambay na versão do GP de Itália de 1982 onde conseguiu o segundo lugar.
Patrick Tambay nasceu a 25 de Junho de 1949 em França. Fez recentemente 59 anos. Patrick Tambay pertenceu à geração de grandes pilotos franceses que surgiu no final da década de setenta. A sua carreira teve início em 1977 no GP da Inglaterra pela equipa Ensign. Nesse ano participa em 7 GP’s onde pontua em 3 deles. Foi o suficiente para conseguir um contrato com a McLaren. Em 1978 e 1979 corre pela McLaren mas esta era já uma equipa longe dos grandes momentos da primeira metade dos anos setenta. Apenas consegue algumas pontuações ao longo dos dois anos sem nunca atingir o pódio. Em 1980 não participa na Formula 1. Regressa em 1981 para fazer 6 provas com a Theodore, onde consegue pontuar uma vez, e faz 8 GP’s pela Ligier, sem conseguir terminar nenhum dos GP’s. Patrick Tambay fica sem contrato para 1982. A morte do seu grande amigo, Gilles Villeneuve, representou para Tambay o regresso à Formula 1 substituindo-o na Ferrari. No GP da Alemanha de 1982 Patrick Tambay consegue a sua primeira vitória na Formula 1. Ainda na Ferrari, Patrick Tambay consegue em 1983 o seu melhor ano na Formula 1. Mais uma vitória, vários pódios e 4 pole-positions. No final do campeonato fica em 4º lugar e ajuda a Ferrari a conquistar o título de construtores. Mas esperava-se mais de Tambay na Ferrari e sai. Tambay assina pela Renault, onde corre nos anos de 1984 e 1985. Tal como na McLaren, Tambay chega à Renault já numa altura em que a equipa se encontra em decadência. Nesses dois anos com a Renault o melhor que consegue é a pole-position e o segundo lugar no GP da França em 1984 e dois terceiros lugares em 1985. A Renault retira a equipa da Formula 1 no final de 1985 e Tambay assina pela Lola para 1986. Foi o último ano de Tambay na Formula 1 tendo pontuado apenas uma vez (5º lugar no GP da Áustria). Patrick Tambay participou em 114 GP’s, venceu apenas dois, obteve 5 pole-positions, duas melhores voltas, 11 pódios e 103 pontos. Patrick Tambay também esteve presente em algumas edições das 24 Horas de Le Mans.

Os pilotos do Ferrari 126C2 em 1982 foram: Gilles Villeneuve, Didier Pironi, Patrick Tambay e Mário Andretti.
Vitórias: 3 (D. Pironi: 2; P. Tambay: 1)
Pole-position: 3 (D. Pironi: 2; M. Andretti: 1)
Melhor volta : 2 (D. Pironi: 2)

24 junho 2008

Renault Mégane Maxi - J. C. Macedo - M. Borges (Rali de Portugal de 1998)


Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
A equipa da Renault Galp-Gest e os seus pilotos iniciaram o Rali de Portugal de 1998 com legitimas ambições a conseguir o primeiro lugar entre as equipas portuguesas. A equipa estava bem organizada, com mecânicos experientes e com meios suficientes fornecidos pela Renault. Os dois pilotos eram Pedro Azeredo e José Carlos Macedo que eram pilotos com talento e experiencia.
Apesar da excelente qualidade da concorrência interna (Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes, Toyota Celica GT- Four de Rui Madeira e Toyota Corolla de Pedro Matos Chaves), a equipa Renault esperava obter um bom resultado, mas não foram os seus adversários que impediram a obtenção desses objectivos. Infelizmente para a equipa Renault foram os problemas mecânicos nos Mégane Maxi que ditaram o destino dos seus pilotos. Os dois Mégane, de Azeredo e de Macedo, desde o inicio se debateram com problemas de aquecimento no motor, de modo que não chegaram a sair de Viseu. Os mecânicos não conseguiram resolver o aquecimento do motor que afectava os dois Mégane e assim terminava o Rali de Portugal de 1998 para a equipa Renault Galp-Gest.
Rui Madeira (Toyota Celica GT-Four) acabou por ser o melhor português ao terminar na 9ª posição.
Esta miniatura que hoje apresento é o Renault Mégane Maxi de José Carlos Macedo no Rali de Portugal de 1998.
Clique aqui para mais informação sobre o Renault Mégane Maxi.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
O Rali da Acrópole foi inicialmente liderado pelo britânico Richard Burns em Mitsubishi. Mas na segunda etapa o Toyota de Didier Auriol (francês) passou para a liderança enquanto o finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) abandonava. Mas foi Colin McRae (Subaru) quem acabou por vencer o rali. Para tal acontecer McRae teve de beneficiar de uma avaria momentânea no motor do Toyota de Auriol e que o relegou para a segunda posição final. O finlandês Juha Kankkunen ficou em terceiro lugar com o Ford.
No Rali da Nova Zelândia a Toyota reapareceu em força apesar das condições atmosféricas adversas em que decorreu a prova. A liderança do rali esteve praticamente entregue apenas a Sainz e a Auriol, ambos em Toyota Corolla WRC. Discutido segundo a segundo, a decisão sobre quem seria o vencedor manteve-se uma incógnita até ao final. Foi já nas últimas especiais que Sainz “roubou” a liderança ao seu colega de equipa e bateu Auriol por meros 4 segundos. O terceiro lugar foi para Tommi Makinen (Mitsubishi).
Tal como na Nova Zelândia, o Rali dos Mil Lagos foi disputado com tempo chuvoso. Foi precisamente aqui, no rali do seu país, que Tommi Makinen iniciou a renovação do título. Em excelente forma Makinen venceu pela quinta vez consecutiva na Finlândia. Carlos Sainz obteve a segunda posição e McRae, outro dos candidatos ao título, desiste mais uma vez. O terceiro lugar foi para Kankkunen.
A 3 ralis do fim do campeonato, Sainz liderava com mais 9 pontos de vantagem sobre Makinen e McRae.
(continua)

23 junho 2008

Subaru Impreza WRC - C. McRae - N. Grist (Rali de Portugal de 1998)


Esta miniatura é da marca Troféu.
O Subaru Impreza foi apresentado em Novembro de 1993 e estava disponível em várias versões: em duas ou quatro rodas motrizes, de quatro portas ou station wagon. O coupé de duas portas apenas apareceu em 1995. No que diz respeito às motorizações havia o Impreza de 1.6, 1.8 e de 2.0 litros. O motor boxer de 2 litros dispunha de turbo.
Em 1988 a Subaru formou um grupo de trabalho com o principal objectivo de desenvolver e preparar os Subaru para os ralis: a Subaru Tecnica International (STi).
As evoluções do Impreza foram-se sucedendo com o passar do tempo; em 1997 o interior foi completamente renovado.
O Subaru Impreza de 1998 dispunha de um motor turbo de 2.212 cc, 16 valvulas (4 válvulas por cilindro) que debitava 290 cavalos de potência às 6.500 rpm.
A equipa da Subaru de 1998 era composta por 3 pilotos: Colin McRae (escocês), Piero Liatti (italiano) e Kenneth Eriksson (sueco). Como é óbvio, McRae era o primeiro piloto e a aposta da Subaru para conquistar os títulos mundiais. Mas no final do campeonato estes objectivos não foram alcançados; tanto McRae como a Subaru ficam em terceiro lugar nos respectivos campeonatos.
A miniatura de hoje é o Subaru Impreza com o qual Colin McRae venceu o Rali de Portugal de 1998. A qualidade da miniatura é muito boa, aliás como são as da marca Troféu. Os detalhes são excelentes.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
À quarta prova do campeonato, no Rali de Portugal, e depois da vitória inicial da Toyota e das duas da Mitsubishi, seria a vez da outra marca candidata ao título vencer o seu primeiro rali neste ano.
A vitória foi bastante disputada, a tal ponto de ter sido registada umas das menores diferenças entre os dois primeiros classificados: Colin McRae venceu o rali com apenas dois segundos de diferença sobre o espanhol Carlos Sainz (Toyota). Freddy Loix (belga), com uma bela actuação, levou o segundo Toyota ao terceiro lugar.
No Rali da Catalunha assistiu-se ao domínio de Didier Auriol (francês) e ao seu regresso às vitórias, após 3 anos sem vencer. O erro da Toyota foi não ter inscrito o francês como segundo piloto, no seu lugar estava o belga Loix. Assim os pontos da vitória de Auriol não contaram para a Toyota. Freddy Loix (Toyota) terminou a prova em segundo lugar enquanto Sainz não pontua tendo abandonado o rali. A surpresa veio do Citroen Xsara Kit Car do espanhol Jesús Puras que foi o principal opositor de Auriol. Enquanto esteve em prova lutou pela liderança com francês da Toyota, até que o cárter do Citroen partiu ditando o seu abandono. O finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) terminou na terceira posição.
No Rali da Córsega, disputado em asfalto tal como na Catalunha, um Kit Car, o Peugeot 306 Maxi de François Delecour, voltou a incomodar os WRC. Colin McRae conseguiu suster os ataques de Delecour e levou o Subaru Impreza à vitória. Delecour surpreendeu ao ficar em segundo lugar, Piero Liatti (Subaru) completou o pódio.
O finlandês Tommi Makinen, campeão em título, mostrou aos seus adversários a razão dos seus títulos ao dominar completamente o Rali da Argentina. Apenas McRae ofereceu alguma oposição do finlandês da Mitsubshi mas uma saída de pista afastou-o do pódio. Makinen venceu, Sainz ficou em segundo lugar e Juha Kankkunen (Ford) foi o terceiro.
Agora que estavam disputados 7 ralis, o campeonato era liderado por Sainz (28 pontos) seguido de McRae (26 pontos) e Makinen (24 pontos).
(continua)

17 junho 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali Safari de 1998)


Esta miniatura é da marca Vitesse.
Ainda na sequência do post anterior, hoje apresento a miniatura do Toyota Corolla de Carlos Sainz na versão do Rali Safari de 1998.
Sobre este modelo da Toyota já falei na anterior publicação, apenas faltou referir que nesta época a equipa da Toyota de ralis era chefiada por Ove Andersson (sueco), que recentemente faleceu em consequência de um acidente quando participava numa prova de ralis para clássicos.
Esta miniatura da Vitesse está com uma qualidade bastante apreciável. Os detalhes exteriores estão muito bons sendo, no entanto, no interior que noto uma qualidade acima da média. Para além dos cintos é possível ver os manómetros no tablier, puxadores das portas e o extintor. Muito bom.
Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
A maior novidade no panorama dos ralis neste ano foi o regresso da Toyota depois de um ano de afastamento devido à penalização sofrida durante o campeonato de 1996.
O campeonato iniciou como habitualmente no Rali de Monte Carlo. O finlandês da Mitsubishi e campeão em título, Tommi Makinen, iniciou o Monte Carlo de forma magnífica. Dominou inicialmente sem oposição até que uma saída de estrada ditou o seu abandono. Carlos Sainz (espanhol), de regresso à Toyota, aproveitou da melhor forma possível o abandono de Makinen e não deixou fugir a vitória. Juha Kankunnen (finlandês) não conseguiu contrariar a melhor forma do espanhol mas conseguiu levar o seu Ford Escort à segunda posição final. O terceiro classificado foi o escocês Colin McRae num Subaru.
No Rali da Suécia Tommi Makinen voltou a estar muito forte inicialmente, mas desta vez e ao contrário do que se passou no Monte Carlo, foi Makinen quem beneficiou do abandono do líder. Thomas Radstrom (sueco), num Corolla, foi líder inicial mas um despiste deste deixou Makinen na frente. Com a luta pela liderança do rali resolvida restou apenas a Kankkunen e a Sainz disputarem a segunda posição. E foi Carlos Sainz quem levou a melhor. Kankkunen ficou em terceiro lugar apenas a 7 segundos do espanhol.
O Rali Safari foi disputado num traçado muito duro e em condições bastante adversas: muito quente e poeirento. Aliás como quase sempre. Para não variar, Tommi Makinen voltou a ser o centro das atenções ao liderar desde o inicio até quase ao fim da dura prova. Makinen perdeu uma vitória quase certa devido à quebra da correia de distribuição do seu Mitsubishi Lancer. Já sem os outros adversários em prova, os Subaru tinham já abandonado e Carlos Sainz estava atrasado devido a um capotanço, a vitória coube ao britânico Richard Burns, colega de equipa de Makinen. Burns vencia pela primeira vez um rali do mundial. Nas posições seguintes ficaram os pilotos da Ford, Kankunen e Ari Vatanen (finlandês), segundo e terceiro respectivamente.
O campeonato, depois de 3 ralis disputados, era liderado por Carlos Sainz e Juha Kankunen, ambos com 16 pontos. A próxima prova seria o Rali de Portugal onde se registou, na altura, uma das mais pequenas diferenças entre o vencedor e o segundo classificado. (
continua)

13 junho 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali de Monte Carlo de 1998)


Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Contrariamente ao que se possa pensar, o Corolla foi o primeiro modelo da Toyota a vencer um rali do mundial; foi no Rali dos Mil Lagos de 1975 com Hannu Mikkola (finlandês).
O Corolla foi criado pela Toyota em meados da década de sessenta, mais precisamente em 1966. Foi um modelo que, ao longo dos anos, vendeu milhões de veículos para a Toyota. No plano desportivo, não teve grande relevância até meados da década de noventa, isto se exceptuarmos a primeira vitória da Toyota nos ralis do mundial em 1975 (como já referi anteriormente).
O Toyota Corolla veio substituir o Celica, modelo de grande sucesso nos ralis da Toyota. A estreia do Corolla no Mundial de Ralis aconteceu em 1997 no Rali dos Mil Lagos, por coincidência onde 22 anos antes tinha vencido. O novo Corolla surgia também depois de uma penalização, de um ano de afastamento (1996), que a Toyota tinha sofrido em consequência de irregularidades encontradas no Celica de 1995 (turbos modificados).
O Toyota Corolla era um modelo de dimensões mais reduzidas que o Celica; de quatro rodas motrizes, tinha um motor de 4 cilindros, 16 vávulas de 1972 cc que debitava 300 cavalos de potência e dispunha de uma caixa de seis velocidades.
O ano de 1997 foi de estreia, já tardia no campeonato, do Corolla mas para 1998 a Toyota voltou a contar com o piloto espanhol Carlos Sainz para tentar conquistar novamente os títulos. Sainz regressava assim a uma “casa” que conhecia muito bem e onde tinha conquistado os seus dois títulos mundiais (1990 e 1992). Neste ano o Toyota Corolla venceu 3 ralis: dois por Sainz (Monte Carlo e Nova Zelândia) e um pelo francês Didier Auriol (Catalunha). Contudo estas vitórias não foram suficientes para a Toyota conquistar os títulos. Na classificação por marcas, a Toyota ficou em segundo lugar atrás da Mitsubshi mas foi nos pilotos que se assistiu a um dos maiores azares já vistos no mundial de ralis; Carlos Sainz chegou ao último rali do ano, o RAC, a dois pontos de Tommi Makinen (o finlandês da Mitsubshi). Makinen desistiu logo no início e deixou Sainz com a vida facilitada para conquistar o título. O espanhol da Toyota sem a oposição de Makinen limitou-se a gerir o rali de forma a não esforçar desnecessariamente o Corolla mas no último troço do rali, quando seguia em quarto lugar e a 500 metros da meta uma biela gripou… Tommi Makinen recebeu a notícia da conquista do título quando já se encontrava no aeroporto enquanto um azarado Sainz sofria um dos mais rudes golpes da sua carreira. Recordo-me perfeitamente das imagens captadas pela televisão dos momentos seguintes ao abandono com o co-piloto de Sainz aos pontapés ao Corolla.
A miniatura de hoje é o Toyota Corolla WRC que o piloto espanhol Carlos Sainz utilizou na vitória do Rali de Monte Carlo de 1998. Nestas colecções (da Altaya) as miniaturas não vêm decoradas no interior, o que neste caso é de salientar que esta miniatura traz os cintos, nome do piloto e co-piloto e marca das bacquets.

11 junho 2008

Williams FW15C - Alain Prost (1993)


Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Dando continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido, a Williams utilizou na temporada de 1993 o Williams FW15C. O novo monolugar da Williams seguia a natural evolução do anterior. O seu responsável foi o inglês Adrien Newey. A Williams entrava no quinto ano de parceria com a Renault.
A equipa de Frank Williams vinha de uma época em que venceu os dois títulos mas contrariando o lema “equipa que vence não se mexe” trocou a sua dupla de pilotos: Alain Prost (francês) e Damon Hill (inglês) substituíram Nigel Mansell (inglês) e Riccardo Patrese (italiano). Alain Prost, que tinha optado por um ano sem correr em 1992, regressava para mais uma última temporada. Prost conquistaria mais um título, o quarto (1985, 1986, 1989 e 1993) e estabelecia um novo recorde: 51 vitórias. A Williams voltava a conquistar o título de construtores; era o seu sexto título (1980, 1981, 1986, 1987, 1992 e 1993).
Alain Prost nasceu em França a. Prost foi um dos melhores pilotos da história Formula 1. Prost coleccionou praticamente todos os títulos nas categorias de formação por onde passou: Kart (1973, 1974 e 1975), Formula Renault de França (1976), Formula Renault da Europa (1977), Formula 3 de França (1978 e 1979) e da Europa (1979). A sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1980 com a McLaren. Conseguiu o seu primeiro ponto logo na estreia: sexto lugar no GP da Argentina. A primeira vitória chegou no ano seguinte no GP da França com a Renault. Os dois anos seguintes (1982 e 1983), ainda na Renault, mantêm-se como um dos candidatos ao título. Em 1983 termina o campeonato no segundo lugar, a um ponto do campeão, Nelson Piquet (brasileiro). A derrota da Renault foi mal “digerida” e Alain Prost abandona, em conflito, a equipa francesa para assinar pela McLaren. Em 1984, Alain Prost e Niki Lauda, seu colega na McLaren, protagonizam um dos maiores domínios de uma equipa na Formula 1. Mas Prost perde o título por 0,5 ponto para Lauda. Depois de dois vice-campeonatos (1983 e 1984), Alain Prost consegue finalmente o título em 1985. Título que renova em 1986, num dos mais espectaculares campeonatos da história da Formula 1. Contra muitas previsões, Alain Prost conseguiu vencer os dois pilotos da Williams (Mansell e Piquet) que dispunham indiscutivelmente do melhor carro de 1986. O ano seguinte, já com o McLaren-Porsche a dar sinais evidentes de “velhice”, não consegue segurar o título e termina em quarto lugar no campeonato. Mas Prost conseguiu quebrar o recorde de maior número de vitórias de Jackie Stewart, datado de 1973. Em 1988, com Ayton Senna (brasileiro) como colega de equipa na McLaren e com os motores Honda, Prost disputou um longo duelo com Senna. A McLaren registou nesse ano o maior domínio de uma equipa: 15 vitórias em 16 GP’s. Mas Senna ficou com o título de campeão, o seu primeiro tíitulo. Alain Prost respondeu no ano seguinte ao reconquistar o título de campeão, o seu terceiro. No final de 1989 abandona a McLaren em conflito com Senna, depois de um controverso GP do Japão, e assina pela Ferrari para o ano de 1990. Numa equipa diferente mas contra o adversário de sempre, Prost voltou a perder o campeonato para Senna e novamente num polémico GP do Japão. Em 1991 Alain Prost lutou contra uma Ferrari que lhe deu muitos problemas. Prost não terminou o campeonato porque foi despedido da Ferrari devido a declarações que caíram mal entre os dirigentes da equipa. O ano de 1992 foi de interregno, forçado ou por opção. Alain Prost regressou em 1993 para correr pela Williams, aquela que era a melhor equipa do momento. Prost conseguiu mais um título (o quarto), estabeleceu o recorde de 51 vitórias e encerrou a sua carreira de piloto. Alain Prost participou em 199 GP’s, venceu 51, conseguiu 33 pole-positions e 41 melhores voltas. Venceu quatro campeonatos ao longo de 13 temporadas e correu por 4 equipas: McLaren (1980, 1984 a 1989), Renault (1981 a 1983), Ferrari (1990 e 1991) e Williams (1993). Depois da carreira como piloto, Alain Prost esteve alguns anos envolvido na Formula 1 como conselheiro de equipas. Em 1997, tendo como base a equipa Ligier, Alain Prost fundou a sua própria equipa de Formula 1: Team Prost Grand Prix. Cinco temporadas depois, em 2001, com fracos resultados desportivos e péssimos resultados financeiros, a equipa de Prost “fechou as portas”.
A miniatura de hoje representa o Williams FW15B de Alain Prost (1993).
1993 – O Campeonato
Neste ano as maiores novidades eram: o regresso de Alain Prost para fazer mais uma época; o abandono de Nigel Mansell, que foi para a Formula Indy, e a estreia de Michael Andretti (campeão da Formula Indy) na Formula 1. A experiencia do filho de Mário Andretti na Formula 1 foi bastante fraca; Michael deu a entender que nunca se adaptou à Formula 1 e os seus resultados foram de tal modo fracos (só conseguiu 7 pontos e um terceiro lugar) que Mika Hakkinen (finlandês) o substituiu nos últimos três GP’s do ano.
Outra novidade era o facto de a McLaren ter terminado a sua longa ligação com a Honda. Para resolver este problema, a McLaren assinou um contrato com a Ford para o fornecimento dos motores. Mas a posição da McLaren em relação à Ford não era a mais desejável, isto é, a sua posição era de cliente normal. A Ford fornecia os motores mais recentes e desenvolvidos à Benetton. Esta situação não agradou a Ayrton Senna, que esteve para não correr na Formula 1 (?), (ainda tentou ocupar um lugar na Williams) mas acabou por renovar pela McLaren sendo pago prova a prova.
O campeonato teve início na África do Sul e não foi surpresa nenhuma a vitória de Alain Prost. Ayrton Senna ficou em segundo lugar e Mark Blundell (inglês) levou o Ligier à terceira posição.
Dispondo do melhor conjunto (chassis e motor) do ano, Alain Prost ainda sentiu algumas dificuldades nas primeiras provas mas depressa resolveu a questão do título. Depois do terceiro lugar no GP da Europa, Prost venceu as corridas de San Marino e Espanha (quarta e quinta prova, respectivamente). No Mónaco apenas conseguiu o quarto lugar. Mas nos quatro GP’s seguintes (Canada, França, Inglaterra e Alemanha), o francês da Williams resolveu praticamente a questão do título, ao vencer as quatro corridas, tendo Senna conseguido apenas 8 pontos contra os 40 de Prost. No GP da Bélgica fica em terceiro lugar e nos últimos três GP’s (Portugal, Japão e Austrália) do ano termina sempre na segunda posição.
Ayrton Senna, depois da segunda posição no GP inicial, conseguiu vencer as duas provas seguintes (Brasil e Doningthon Park). No GP da Europa (Doningthon Park) Senna assinou umas das mais brilhantes páginas da história da Formula 1. A sua vitória, disputada numa corrida à chuva, foi brilhante. Mestre na chuva, Senna conseguiu uma fantástica primeira volta, passando de quinto para o primeiro lugar. Parecia que para todos os outros pilotos a pista estava molhada enquanto para Senna esta estava seca. Após a desistência em San Marino, Senna terminou em segundo na Espanha e venceu o GP do Mónaco. Foi a sua 5ª vitória no Mónaco. E aqui assumiu a liderança do campeonato. Nos oito GP’s seguintes, Ayrton Senna andou afastado dos pódios e apenas conseguiu 11 pontos. Nos últimos dois GP’s voltou às vitórias. A vitória do GP da Austrália ficou como a sua última na Formula 1.
Damon Hill (inglês), colega de equipa de Prost, venceu pela primeira vez na Formula 1, no GP da Hungria. Hill venceu ainda as duas provas seguintes (Bélgica e Itália).
Michael Schumacher (alemão) venceu o GP de Portugal. Foi a única vitória da Benetton, muito pouco para a equipa oficial da Ford. A McLaren, que não beneficiava das mesmas condições que a Benetton, venceu mais GP’s e ficou melhor classificada do que Benetton.
Alain Prost sagrou-se campeão com 99 pontos (7 vitórias) e terminou a sua carreira como piloto da Formula 1. Ayrton Senna ficou em segundo lugar com 73 pontos (5 vitórias) e preparou-se para substituir Prost na Williams para 1994.
A Williams venceu o campeonato de construtores com 168 pontos (10 vitórias), tendo a McLaren ficado em segundo lugar com 84 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Williams FW15C em 1993 foram: Alain Prost #2 e Damon Hill #0.
Vitórias: 10 (A. Prost: 7; D. Hill: 3)
Pole-position: 15 (A. Prost: 13; D. Hill: 2)
Melhor volta : 10 (A. Prost: 6; D. Hill: 4)

06 junho 2008

Chrysler Viper GTS-R - P. Lamy - O. Beretta - T. Archer (24 Horas de Le Mans de 1998)


Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Apresentado no Salão do Automóvel de Detroit na primeira metade dos anos 90, o Chryler Viper depressa passou para as pistas; nos EUA corre com o nome de Dogde enquanto na Europa assume a designação de Chrysler.
A empresa francesa Oreca, com vários anos de experiencia no desporto automóvel, foi contactada pela Chrysler para desenvolver e preparar o Dodge Viper para as corridas, quer nos EUA quer na Europa. Nos EUA o Viper corria com uma equipa canadiana que representava a Chrysler, para a Europa era a equipa da Oreca que corria com os Viper.
O Chrysler Viper GTS-R dispunha de um motor V10 de 7986 cc, com 460 cavalos de potência e atingindo uma velocidade máxima de 360 km/h.
Durante três anos consecutivos (de 1998 a 2000) vence na sua classe (GT2 e GTS) as 24 Horas de Le Mans. Em Nurburgring também consegue 3 vitórias absolutas: 1999, 2001 e 2002. Conquistou vários campeonatos: o FIA GT (1997, 1998, 1999, 2001 e 2002), American Le Mans Series (1999 e 2000); só para referir os mais importantes.Esta miniatura representa o Chrysler Viper GTS-R da equipa Oreca, utilizado por Pedro Lamy (português), Olivier Beretta (monegasco) e Tommy Archer (americano) nas 24 Horas de Le Mans de 1998, tendo terminado na 13ª posição final (2ª posição da classe GT2).

Pedro Lamy nas nasceu a 20 de Março de 1972 em Portugal. Lamy é actualmente um dos melhores pilotos portugueses. A sua carreira iniciou, muito cedo, aos seis anos, nas motos tendo passados posteriormente para os karts. Após três anos em que foi vice-campeão nos karts, consegue finalmente em 1988 conquistar o título. Em 1989 sagra-se campeão na Formula Ford. Nos dois anos seguintes (1990 e 91) conquista o título na Euroseries GM Lotus. A sua carreira evolui para a Formula 3 e continua na senda dos títulos ao se sagrar campeão da Formula 3 na Alemanha de 1992. O passo seguinte é a Formula 3000. O título de campeão da Formula 3000 de 1993 foi disputado até à última prova do campeonato mas Pedro Lamy desta vez ficou em segundo lugar a um ponto do francês Olivier Panis que se sagrou campeão. Mas 1993 ficou marcado na carreira de Pedro Lamy pelo facto de ser o ano da sua estreia na Formula 1. O objectivo estava finalmente alcançado; em 1990 Pedro Matos Chaves tentou, durante vários GP’s, passar da pré-qualificação para se estrear na Formula 1 e para que Portugal voltasse a ter um piloto na maior categoria do desporto automóvel. Pedro Lamy conseguiu esse feito e depois de Nicha Cabral, nos anos sessenta, Portugal estava novamente representado na grelha de partida de um GP da Formula 1. Lamy estreou-se na Formula 1, na equipa Lotus, no GP de Itália de 1993. Nesse ano ainda faz mais 3 GP’s, sem grandes resultados. A Lotus era já uma equipa decadente, a anos-luz de distância daquela equipa vencedora da década de setenta e oitenta. Em 1994 Pedro Lamy continua na Lotus mas apenas participa nos 4 primeiros GP’s do campeonato. Lamy sofreu um grave acidente nos treinos em Silvertone e fracturou as duas pernas. As temporadas de 1994 e parte da de 1995 ficaram comprometidas. Pedro Lamy recuperou a tempo para participar nos últimos 8 GP’s de 1995 pela Minardi, tendo conseguido pontuar no GP da Austrália. O sexto lugar nesse GP ficou como a melhor classificação de Lamy na sua carreira na Formula 1. Em 1996 efectua finalmente uma temporada completa na Formula 1 na equipa Minardi mas sem conseguir qualquer ponto nas 16 provas. E foi o fim da carreira de Lamy na Formula 1, não por falta de talento, mais por pertencer a um pequeno país e por falta de recursos financeiros. Participou em 32 GP’s conseguindo apenas 1 ponto. Após algumas tentativas para regressar, Lamy optou por direccionar a sua carreira para outras categorias. Lamy chegou a participar no DTM (2000 e 2001) mas actualmente dedica-se aos Grande Turismo. Pedro Lamy estreou-se nas 24 Horas de Le Mans em 1997 com um 5º lugar (Porsche). Desde então tem participado várias vezes em Le Mans: 1998 (Chrysler - 13º), 1999 (Mercedes - desistência), 2001 (Chrysler – 4º), 2002 (Dallara – 5º), 2005 (Aston Martin – Desistência). Em 2007 consegue a sua melhor classificação em Le Mans, o segundo lugar com a Peugeot. Pedro Lamy já venceu as 24 Horas de Nurburgring por 4 vezes (2001 e 2002 pela Chrysler, 2004 e 2005 pela BMW).
Olivier Beretta nasceu a 23 de Novembro de 1969 no Monte Carlo. Olivier Beretta, tal como Lamy, também esteve na Formula 1 e também sem grandes resultados. Na Formula 1, estreia-se em 1994 pela equipa Larousse. Participou em 9 GP’s sem conseguir pontuar. Depois passou para os Grande Turismo. Na 24 Horas de Le Mans estreia-se em 1995. Em 1998, Pedro Lamy e Olivier Beretta sagrara-se campeões na categoria GT2 com o Chrysler Viper GTS-R. Olivier Beretta, que participa regularmente nas 24 Horas de Le Mans, tem nesta prova o 3º lugar (2003) como a sua melhor classificação.
Tommy Archer nasceu a 16 de Novembro de 1954 nos EUA. Este piloto americano tem algumas presenças nas 24 Horas de Le Mans.

03 junho 2008

Citroen Xsara Kit Car - P. Bugalski - J-P. Chiaroni (Rali do Var de 1998)





Esta miniatura é da marca Vitesse.
O Citroen Xsara Kit Car e o piloto Philippe Bugalski foram Campeões de França, 2 vezes consecutivas (1998 e 1999), sucedendo a Gilles Panizzi e ao Peugeot 306 Maxi. Em 2000 Bugalski ainda renovou o título de campeão francês mas já ao volante do Citroen Xsara WRC.
Esta miniatura representa o Citroen Xsara Kit Car de Philippe Bugalski no Rali do Var (Campeonato Francês). Esta interessante miniatura do Citroen Xsara Kit Car apresenta, infelizmente, alguns decalques um pouco degradados. A fraca qualidade dos decalques era frequente nos modelos da Vitesse (na época em que esta era uma marca nacional) mas isso não quer dizer que não houvesse modelos em que os decalques se mantinham, com o passar dos anos, com uma qualidade apreciável, como é o caso do modelo anterior.
O Citroen Xsara Kit Car desenvolvia uma potência de 290 cv às 8750 rpm, pesava cerca de 960 kg e dispunha de um motor dianteiro de 1998 cc com uma caixa sequencial de 6 velocidades.
Foi em 1998 que assistimos à estreia do Citroen Xsara Kit Car no Campeonato Mundial de Ralis (WRC), sendo que o Xsara Kit Car ficou conhecido como o melhor carro da sua categoria. A razão disso foram as suas excelentes prestações que começaram a incomodar os carros mais potentes e de tracção integral, principalmente nos ralis de asfalto. No Rali da Córsega Jesús Puras (espanhol), num Citroen Xsara Kit Car, liderou o rali até ao seu abandono mas mesmo assim foi um Kit Car que ficou em segundo lugar, o Peugeot 306 Maxi de François Delecour (francês). Os Kit Car eram carros com uma potência semelhante aos WRC e nos ralis em asfalto os carros de quatro rodas motrizes não conseguiam impor-se aos Kit Car que, apesar de terem apenas duas rodas motrizes, eram mais leves. A relação peso/potência era favorável aos Kit Car: por exemplo, o Xsara tinha uma relação peso/potência de 3,3 kg/cv enquanto a do Subaru era de 4,1 kg/cv. Isto tornava os Kit Car quase imbatíveis no asfalto. Soava assim o alerta para os WRC. Em 1999 foi consumada a supremacia, nos ralis de asfalto, dos Kit Car sobre os WRC. Phillipe Bugalski num Citroen Xsara Kit Car venceu os ralis da Catalunha e da Córsega, consecutivamente. Estava lançada a “confusão” no Mundial de Ralis: carros de uma categoria inferior estavam a superiorizar-se aos carros da categoria dominante. As grandes marcas intensificaram os seus protestos junto da FIA com o objectivo de a obrigar a aumentar o peso mínimo dos Kit Car. O que veio a acontecer. E assim se colocou um ponto final aos Kit Car, que perderam a vantagem que tinha sobre os WRC. Em 2000 os Kit Car desapareceram do mundial e foi criada uma nova categoria, os Super 1600.
O Citroen Xsara foi o único Kit Car a vencer ralis do Campeonato Mundial de Ralis e por isso é considerado como o melhor da sua categoria. O Xsara Kit Car foi também a base para a Citroen desenvolver o Xsara WRC que viria a dominar o campeonato nos anos que se seguiram ao desaparecimento dos Kit Car. O piloto francês Peter Bugalski, que nasceu a 12 de Junho de 1963, foi o único piloto a vencer ralis do mundial com um Kit Car e curiosamente nunca mais venceu nenhum rali do WRC. A sua carreira no mundial de rali terminou em 2003. Bugalski venceu o Campeonato Francês de Ralis por 3 vezes consecutivas: em 1998 e 1999, com o Citroen Xsara Kit Car, e em 2000, já com a versão WRC do Xsara.