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12 setembro 2010

Peugeot 106 - Sébastien Loeb (Rallye Jeunes de 1996)



Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 20.
Este Peugeot 106 representa o início da carreira de Sébastien Loeb (francês), aquele que é o melhor piloto da actualidade e possivelmente um dos maiores senão o maior piloto de toda a história dos ralis.
Para Sébastien Loeb tudo terá começado no Rallye Jeunes em 1995. Aos 21 anos, Loeb tomou conhecimento do Rallye Jeunes, que mais não era do que uma operação para descobrir novos talentos do volante. Organizado por Jacques Régis, que posteriormente veio a ser o presidente da Federação Francesa do Desporto Automóvel, com o apoio promocional da Peugeot (que viu na prova uma boa acção de marketing uma vez que o carro utilizado era o Peugeot 106), o Rallye Jeunes era uma prova automobilística para jovens entre os 18 e os 25 anos, onde os candidatos eram testados em várias provas de selecção, eliminando-se os piores até se chegar a uma final com apenas seis concorrentes. O vencedor era contemplado com uma temporada na estrutura do Rallye Jeunes da Peugeot.
O Rallye Jeunes começou por se realizar em 1994 mas Sébastien Loeb só na edição de 1995 é que participou. Loeb foi realizando as provas, sendo sempre dos melhores e chegou à final, que acabou por perder para o francês Nicolas Bernardi. No ano seguinte, em 1996, Sébastien Loeb voltou a participar no Rallye Jeunes. Novamente, Loeb foi ultrapassando as eliminatórias até à final. E novamente voltou a perder: na última prova, quando liderava uma travagem falhada e um pião ditaram a sua derrota. Em 1997 Sébastien Loeb voltou ao Rallye Jeunes e como nos anos anteriores foi dos melhores candidatos e chegou novamente à final. Mas desta vez não compareceu porque já tinha conseguido um programa muito mais emocionante para 1998. O resto é história…
A miniatura representa o Peugeot 106 que Sébastien Loeb utilizou no Rallye Jeunes de 1996.
O Peugeot 106 dispunha de um motor com uma cilindrada de 1360 cm3, de 4 cilindros em linha, com uma potência de 75 cv às 4000 rpm. O motor está colocado na dianteira transversalmente. A tracção é dianteira e dispõe de uma caixa manual de 5 velocidades. A velocidade máxima é de 175 km/h.

Fonte: fascículo nº 20 da colecção Rally Collection
No site oficial de Sébastien Loeb, em 1997 não participa no Rallye Jeunes e sim está já integrado no "Volant 106"; em 1998 participa no Citroen Saxo kit-car Cup onde se classifica em 6º lugar.

26 junho 2010

Citroen C4 WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali da Argentina de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos. A miniatura do Citroen C4 WRC de Sébastien Loeb (Rali da Argentina de 2008) foi uma oferta pela assinatura desta colecção.
O Citroen C4 WRC já foi tema aqui no Quatro Rodinhas, como tal não vou entrar em pormenores sobre o mesmo. Para saber mais sobre o C4 aconselho a leitura do seguinte post: Citroen C4 WRC do Rali de Monte Carlo de 2008.
Assim a miniatura que hoje apresento volta a ser o Citroen C4 WRC de Sébastien Loeb (francês) no Rali da Argentina de 2008. A grande diferença que se nota nestas duas miniaturas está na sua decoração. Não tenho a certeza se foi neste rali mas ao que parece a Citroen alterou a decoração dos seus carros para o rali argentino.
Sébastien Loeb venceu o Rali da Argentina, seguido do piloto australiano Chris Atkinson da Subaru. O seu colega de equipa, o espanhol Daniel Sordo, foi o terceiro classificado. O rival de Loeb na discussão do título, Mikko Hirvonen, piloto finlandês da Ford, foi apenas o quinto classificado.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Após 3 vitórias nos últimos ralis e com apenas 4 ralis para disputar Sébastien Loeb encontrava-se a um pequeno passo para conquistar mais um título de pilotos. O Rali da Catalunha disputado em asfalto era uma prova bem ao jeito de Loeb e do Citroen C4 WRC. Motivado pelas anteriores conquistas, Sébastien Loeb soube dominar o rali da melhor maneira, vencendo a nona prova do ano e a sua 4ª consecutiva. O espanhol Daniel Sordo, colega de Loeb na Citroen, foi o segundo e Mikko Hirvonen, da Ford, foi o terceiro classificado.
Poucos dias depois da prova espanhola, disputou-se a Volta à Córsega, outro rali em asfalto. Tal como na Catalunha, Sébastien Loeb era o principal favorito e só muito dificilmente deixaria de registar nova vitória. Foi então sem grande surpresa que assistimos ao domínio do francês da Citroen. Loeb terminaria em primeiro com mais de três minutos e vinte segundos de vantagem sobre Mikko Hirvonen (Ford). O terceiro classificado foi o belga François Duval em Ford Focus WRC.
Sébastien Loeb liderava o campeonato de pilotos com 106 pontos, seguido de Mikko Hirvonen com 92 pontos. Nos construtores a Citroen liderava com 169 pontos, a Ford seguia em segundo lugar com 146 pontos e sentia o título a fugir-lhe. A duas provas do fim do campeonato, muito dificilmente os títulos deixariam de ser conquistados pelos homens da Citroen…
(continua)

26 maio 2010

Citroen C4 WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 1.
Um ano após a estreia em competição, o Citroen C4 WRC de 2008 recebeu um novo motor mais actual do que o anterior que também tinha sido utilizado no Xsara WRC. No novo motor, o EW10J4S, procurava-se a máxima fiabilidade uma vez que os regulamentos obrigam a que se utilize o mesmo motor durante dois ralis sem que estes sejam trocados ou reparados. A cilindrada era de 1998 cc e permite uma potência de 320 cv às 5500 rpm. Outra alteração para o ano de 2008 tinha haver com a utilização dos pneus Pirelli; no ano anterior a Citroen tinha utilizado os pneus BF Goodrich mas agora tinha que se adaptar aos pneumáticos italianos. As suspensões também foram alvo de alterações, nomeadamente na utilização de novos componente que permitiram a redução do peso.
Foi assim com uma nova evolução do C4 WRC que Sébastien Loeb (francês) partiu para o Rali de Monte Carlo de 2008. Loeb, quatro vezes campeão mundial (2004, 2005, 2006 e 2007) e quatro vezes vencedor do Monte Carlo (2003, 2004, 2005 e 2007), partia para a primeira prova de 2008 como o principal candidato à vitória, quer no rali quer no campeonato. Deste modo foi com alguma naturalidade que Sébastien Loeb, com um carro que dispunha de um motor mais moderno e novas melhorias, levou o Citroen C4 WRC a nova vitória no Monte Carlo. Imbatível, Loeb não deu hipóteses aos seus adversários.
A miniatura apresentada é o Citroen C4 WRC com o qual Sébastien Loeb venceu o Rali de Monte Carlo de 2008.
Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
O Campeonato do Mundo de Ralis teve início em Monte Carlo e sabia-se que apenas duas equipas teriam condições reais de lutar pelos títulos: a Ford que tinha vencido o título de marcas de 2007 e a Citroen que venceu o campeonato de pilotos. Contudo a Ford estava, na minha opinião, mais fraca porque o seu piloto de maior qualidade, Marcus Gronholm (finlandês) e grande rival de Loeb, tinha decidido abandonar a competição no final de 2007. Por outro lado a Subaru revelava-se de algum modo uma incógnita no entanto havia alguma margem para que pudesse causar alguma surpresa. Assim julgo que a Citroen iniciava o campeonato com alguma vantagem sobre a concorrência.
Sébastien Loeb, o melhor piloto de ralis da actualidade, mostrou no Rali de Monte Carlo a sua excelente forma e venceu concludentemente toda a concorrência sem margem para dúvidas. Mikko Hirvonen (finlandês) da Ford, ficou em segundo lugar e Chris Atkinson (australiano) da Subaru foi o terceiro. Monte Carlo foi o prenúncio do que seria o resto do campeonato.
No Rali da Suécia a Ford deu uma excelente resposta ao colocar três carros nos três primeiros lugares, beneficiando da desistência de Loeb com problemas no motor do seu Citroen C4 WRC. Jari-Matti Latvala, piloto finlandês da Ford, obteve na Suécia a sua primeira vitória no WRC. Hirvonen, seu colega de equipa foi o segundo classificado e Gigi Galli (italiano) da equipa Ford Stodbart foi o terceiro.
No Rali do México, Sébastien Loeb voltou à boa forma e venceu novamente, com Latvala (Ford) em segundo lugar e Atkinson (Subaru) em terceiro. Graças ao 4º lugar, Hirvonen manteve a liderança no campeonato com 21 pontos mas Loeb era segundo a um ponto de distância. A Ford também liderava com 37 pontos com a Citroen em segundo lugar com 25 pontos.
(continua)

08 dezembro 2009

Citroen Xsara WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2006)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 11.
Após a conquista dos títulos mundiais de 2005, a Citroen optou por não participar no campeonato de 2006. No entanto a presença dos Citroen Xsara WRC nos ralis nunca esteve em causa isto porque a Citroen escolheu uma equipa privada para dar o seu apoio. A equipa escolhida foi a Kronos Racing, que contou também com o campeão em título, o francês Sébastien Loeb. Esta equipa belga encarregou-se de defender os dois títulos da Citroen, durante o ano de 2006, enquanto a Citroen preparava o novo C4 WRC que iria estrear em 2007 e quando a Citroen regressaria novamente como equipa oficial.
O campeonato também sofreu algumas alterações nos regulamentos; foi constituída uma distinção entre os construtores: Manufacturers 1 (M 1) e Manufacturers 2 (M 2). Para as equipas que participassem como M 1 era obrigatório cumprir uma série de regras: disputar a totalidade das provas (dezasseis) com dois automóveis; o piloto principal tinha de efectuar todos os ralis enquanto o segundo podia mudar consoante as equipas pretendessem utilizar pilotos especialistas em asfalto ou neve; os automóveis desta categoria (M 1) estavam obrigados a utilizar diferenciais dianteiros e traseiros mecânicos, só o central podia ser activo. Para a categoria M 2, os automóveis respeitavam o regulamento de 2005, isto é, podiam utilizar os diferenciais activos ou com controlo electrohidráulico; eram proibidos os pilotos que tinham ficado nos seis primeiros lugares da classificação nos últimos cinco anos; e tinham que cumprir um mínimo de 10 provas. Estas alterações visavam atrair novos talentos e permitir que um maior número de inscritos nas provas, isto porque a Citroen e a Peugeot tinham retirado as suas equipas oficiais do mundial, deixando o campeonato com apenas duas equipas oficiais: a Ford e a Subaru.
No caso da Kronos, a equipa inscreveu dois Citroen Xsara WRC para Loeb e Xavier Pons (espanhol) na categoria M1 e um Xsara, preparado segundo os regulamentos de 2005 (categoria M 2), para Daniel Sordo (espanhol).
A miniatura apresentada é o Citroen Xsara WRC 2006 da equipa Kronos, pilotado pelo francês Sébastien Loeb (campeão mundial de 2004 e 2005), no Rali de Monte Carlo de 2006 (primeira prova do campeonato). A maior diferença desta miniatura Citroen Xsara em relação às anteriormente apresentadas está na sua decoração.
O início do rali foi favorável a Loeb que alcançou a liderança. Mas uma saída de estrada no final da etapa fez com que Loeb tivesse que ser repescado (pelo sistema de Super Rally) sofrendo uma penalização que o atrasou irremediavelmente. Marcus Gronholm (finlandês) foi quem mais beneficiou com o azar de Loeb e obteve a primeira vitória do ano para o Ford Focus. Sébastien Loeb ainda recuperou até à segunda posição final.


Campeonato do Mundo de Ralis de 2006
O campeonato teve início no Rali de Monte Carlo, com apenas duas equipas oficiais, a Ford, que contava com Marcus Gronholm (finlandês) e Mikko Hirvonen (finlandês), e a Subaru, cujos pilotos eram Petter Solberg (norueguês) e Stéphane Sarrazin (francês). A equipa Kronos contava com o apoio da Citroen e a Peugeot vendeu os seus carros a equipa privadas. No inicio Loeb ainda liderou a prova mas uma saída de estrada ditou o seu afastamento dos primeiros lugares. Gronholm viu assim a sua vida facilitada e obteve a primeira vitória do ano. Loeb ainda recuperou até ao segundo lugar. O terceiro lugar foi para o Peugeot 306 WRC de Toni Gardemeister (finlandês).
Disputado em Fevereiro o Rali da Suécia não revelou ao campeonato outro vencedor, e manteve os dois primeiros classificados do Monte Carlo: Gronholm foi o primeiro seguido de Loeb a 30 segundos de distância do finlandês da Ford. O último lugar do pódio foi ocupado por Daniel Carlsson, piloto sueco, ao volante de um Mitsubishi Lancer WRC.
O terceiro rali do campeonato foi disputado no México, uma prova com poucas tradições no mundial de ralis, mas que Sébastien Loeb acabou por juntar à sua vasta lista de vitórias. Desta vez coube a Marcus Gronholm, à semelhança do que tinha acontecido a Loeb no Monte Carlo, ser repescado pelo sistema Super Rally. Contudo o piloto da Ford não conseguiu melhor do que o oitavo lugar. O segundo classificado foi Petter Solberg num Subaru Impreza WRC à frente do terceiro que foi Manfred Stohl (austríaco) em Peugeot 306 WRC.
O Rali da Catalunha, prova em asfalto onde Loeb é especialista, foi o palco ideal para o Citroen Xsara o que permitiu ao piloto francês igualar o número de vitórias Gronholm neste início de campeonato e aumentar a sua distância para o finlandês. À vitória de Loeb, a equipa Kronos celebrou também o segundo lugar de Daniel Sordo (espanhol), que alcançava o seu primeiro pódio no WRC. Marcus Gronholm teve que se contentar com o terceiro lugar, tendo ficado a 1m45s de diferença de Loeb.
Depois de quatro ralis disputados, Loeb era o primeiro com 36 pontos, seguido de Gronholm com 27 pontos. A equipa Kronos Citroen liderava com 44 pontos mais 2 do que a Ford.
(continua)

10 setembro 2009

Citroen Xsara WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2005)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos.
A miniatura apresentada, o Citroen Xsara WRC de Sébastien Loeb que venceu no Rali de Monte Carlo de 2005, foi uma das ofertas pela assinatura da desta colecção e é na realidade uma miniatura da marca Ixo.
Como já falei anteriormente sobre este modelo da Citroen, vou remeter os leitores para a consulta dos posts sobre o Xsara:
- Citroen Xsara Kit Car (1998)
- Citroen Xsara WRC (2001)
- Citroen Xsara WRC (2003)

Em 2005 o piloto francês da Citroen, Sébastien Loeb, dominou o Mundial de Ralis de tal maneira que a meio do campeonato já todos esperavam que o francês conquistasse o seu segundo título. Como veio a acontecer. Sébastien Loeb venceu 10 dos 16 ralis, seis dos quais foram consecutivos.
Este foi o ano em que Carlos Sainz (espanhol) já não participou no campeonato, sendo substituído na Citroen pelo belga François Duval (ex-Ford). Contudo a meio do campeonato haveria de regressar para ajudar a equipa no campeonato de marcas e também para servir de aviso ao segundo piloto da Citroen (Duval).
Houve ainda outras movimentações de pilotos entre as equipas: na Peugeot, entrou o estónio Markko Martin (ex-Ford) e manteve Marcus Gronholm (finlandês), enquanto na Ford entrou o finlandês Toni Grademeister (ex-Skoda); a Subaru manteve Petter Solberg (norueguês) e contratou o ex-piloto F1 Stéphane Sarrazin (francês); a Mitsubishi contratou o finlandês Harri Rovanpera (ex-Peugeot); a Skoda contou com o alemão Armin Schwarz e com Colin McRae (escocês), este em apenas em alguns ralis. Estas foram as mais significativas.
Campeonato do Mundo de Ralis de 2005
O Rali de Monte Carlo deu início ao campeonato e Loeb soube impor a sua força dominando completamente toda a concorrência. O francês da Citroen alcançou a sua terceira vitória consecutiva no rali monegasco, sendo secundado por Gardemeister (Ford) e Gilles Panizzi (francês) em Mitsubishi.
No Rali da Suécia a Peugeot e a Citroen viu os seus principais pilotos sofrerem problemas mecânicos o que facilitou a vida a Petter Solberg (Subaru), que assim venceu na Suécia. Em segundo lugar ficou Markko Martin (Peugeot) e em terceiro ficou o finlandês da Ford, Toni Gardemeister.
Petter Solberg obteve no Rali do México a sua segunda vitória no campeonato, assumindo a liderança do mesmo. Os adversários não conseguiram incomodar o norueguês da Subaru, enquanto Loeb sofria alguns problemas que não o deixaram ir além do quarto lugar. Os pilotos da Peugeot acompanharam Solberg no pódio; Gronholm foi o segundo e Martin o terceiro.
No Rali da Nova Zelândia o piloto da Citroen, Sébastien Loeb, livre dos problemas que o afectaram nos dois últimos ralis, dominou os acontecimentos e obteve a vitória, iniciando uma série de seis vitórias consecutivas estabelecendo um novo recorde. O segundo classificado voltou a ser Marcus Gronholm seguido de Petter Solberg.
Foi no Rali da Sardenha que Loeb chegaria, com mais uma vitória, à liderança do campeonato do mundo. Liderança que nunca mais perderia até ao final da época. No entanto Loeb beneficiou de uma saída de estrada de Gronholm quando este era líder da prova. Solberg ainda terminou em segundo lugar, o que foi insuficiente para manter a liderança no campeonato. Gronholm foi o terceiro.
O domínio de Loeb continuou no Chipre apesar de algumas contrariedades, no entanto os seus adversários também não estiveram melhor que o francês da Citroen. Gronholm e Solberg enfrentaram problemas mecânicos, o que permitiu que Loeb recuperasse de 3 furos e conseguisse mais uma vitória. O austríaco Manfred Sthol conseguiu um excelente segundo lugar com o Xsara da equipa Kronos. O terceiro lugar foi para Markko Martin (Peugeot). Com as fracas performances de Duval (belga), Guy Fréquelin, director da Citroen, decidiu “convocar” Carlos Sainz para ajuda a equipa nos próximos ralis.
Com seis ralis disputados o campeonato de pilotos era liderado por Sébastien Loeb. A Peugeot liderava entre as Marcas.
(continua)

03 abril 2009

Citroen Xsara WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2003)



Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Talvez a Citroen não soubesse mas, quando lançou o Xsara em 1997, estava a criar as bases essenciais para um dos maiores domínios da história dos ralis. Actualmente podemos dizer que o desenvolvimento do Citroen Xsara foi gradual e com passos certos. Primeiro surgiu o Xsara Kit Car, modelo de duas rodas motrizes que mostrou ser de uma eficácia tremenda nos ralis de asfalto: venceu provas do Campeonato do Mundo de Ralis e venceu o Campeonato de França em 1998, 1999 e 2001. Posteriormente, e por alterações do regulamento, o Xsara evoluiu para a categoria de WRC. Como a Citroen é uma marca do mesmo grupo da Peugeot, houve quem dentro do grupo não estivesse interessado em que as duas marcas lutassem entre si. Esta situação era algo semelhante ao que se viveu nos finais dos anos setenta entre a Lancia e a Fiat, duas marcas também do mesmo grupo que se enfrentaram nos ralis. Felizmente para o espectáculo dos ralis a Citroen continuou a desenvolver o Xsara e a Peugeot manteve-se também envolvida nos ralis.
O Citroen Xsara WRC surgiu em 1999 e foi sendo desenvolvido ao longo dos anos seguintes, tendo vencido o Campeonato de França em 2000. Quando em 2003 a Citroen decidiu fazer a temporada completa, o Xsara já tinha vencido algumas provas do mundial de ralis. Para esse ano a Citroen manteve o piloto francês Sébastian Loeb, talento descoberto nas formulas de promoção, e reforçou a equipa com a contratação de dois ex-campeões mundiais: o escocês Colin McRae e o espanhol Carlos Sainz, que tinha sido dispensados pela Ford devido a cortes orçamentais. Deste modo a Citroen lançava-se à conquista dos dois títulos: o de pilotos e o de marcas.
No final do campeonato, a Citroen batia a Peugeot na conquista pelo título de marcas mas deixava escapar o título de pilotos.
A miniatura apresentada representa o Citroen Xsara WRC de Sébastian Loeb no Rali de Monte Carlo de 2003.
Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
Para este ano de 2003 houve algumas alterações nas equipas: a Ford contratou Markko Martin (estónio) e François Duval (belga) e dispensou Carlos Sainz e Colin McRae, que assinaram pela Citroen para fazerem equipa com Sébastian Loeb; Didier Auriol (francês) assinou pela Skoda para fazer equipa com Tony Grademeister (finlandês); a Peugeot apresentou Richard Burns (inglês), Marcus Gronholm (finlandês), Harri Rovanpera (finlandês) e Gilles Panizzi (francês); a Hyundai tinha Armin Schwarz (alemão) e Freddy Loix (belga); a Subaru alinhava com Tommi Makinen (finlandês) e Peter Solberg (norueguês). A Mitsubishi resolveu parar por um ano na tentativa de recuperar a competitividade perdida. Nos regulamentos, houve a alteração da pontuação, que agora passava a ser igual à da Formula 1: 10, 8, 6, 5, 4, 3, 2, 1.
No Rali de Monte Carlo a expectativa era grande porque se esperava um duelo intenso entre a Citroen e a Peugeot. Mas na verdade a Peugeot esteve muitos “furos” abaixo do que se esperava e o rali acabou ser dominado quase por completo pela Citroen. No início Gronholm (Peugeot) ainda foi líder mas uma saída de estrada afastou-o da primeira posição e Panizzi sofreu uma penalização que o condicionou para o resto da prova. Acabou por ser Burns a salvar a honra da Peugeot ao ficar em 5º lugar, atrás do Ford de Martin. Quanto aos restantes adversários não houve quem conseguisse impedir que os três primeiros lugares fossem conquistados pela Citroen: 1º Loeb, 2º McRae e 3º Sainz. A Citroen dificilmente teria um melhor início de campeonato.
(continua)