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05 junho 2022

Ford Mustang Shelby GT500 (1967)


Esta miniatura pertence à colecção American Cars (fascículo nº 1) da Planeta DeAgostini.
A miniatura do Ford Mustang Shelby GT500 é de uma qualidade bastante aceitável tendo em conta estas colecções de fascículos. É o número um desta colecção e apresenta pormenores e decalques bastante agradáveis nesta categoria de miniaturas. O resultado final não é de desprezar e vale bem o investimento.
Saliento uma curiosidade cinematográfica deste Shelby que é o facto deste automóvel ter uma papel relevante no filme "Gone in 60 Seconds" (2000) onde o protagonista tem uma lista de 50 carros para serem roubados, cada um sendo identificado com o nome de uma mulher: o último da lista era o Ford Mustang Shelby "Elenor" GT500 de 1967.
O Ford Mustang revolucionou o conceito de automóvel desportivo quando foi lançado em 1964. Foi um sucesso de vendas imediato, e as suas possibilidades como carro desportivo chamaram a atenção da empresa Shelby American, propriedade de Carroll Shelby.
A colaboração de Carroll Shelby vinha desde o seu exito com o AC Cobra. A relação entre a Ford e a Shelby American estritou-se ainda mais com o projeto do Ford GT40 para Le Mans. E em 1965 surgiu o primeiro Shelby Mustang, o GT350, que tinha um motor V8 de 4,7 litros com 306 cv de potência. Contudo foi em 1967 quando foi introduzida uma alteração no Ford Mustang, um maior vão do motor que permitiu a instalação de um motor V8 de maior dimensões (6,3 litros com 335 cv de potencia), que assim surgiu o Mustang GT500. A Shelby American utilizou para o novo GT500 um motor de 428 polegadas de 7 litros derivado daquele que a Ford reservava para os Interceptor - carros de patrulha das policias rodoviárias. O motor 428 era usado nos modelos maiores da marca, oferecendo de série 245 cv. Carroll Shelby utilizou um coletor de admissão de alumínio procedente do motor 427 de competição, que ele mesmo utilizava nos seus Cobra, e dois carburadores Holleu de 600 mm e quatro corpos. A caixa era manual de 4 velocidades ou automática. Deste modo o GT500 declarava 355 cv de potência.
                     
Para reduzir o peso e melhorar a refrigeração mecânica, Shelby substituiu o capô dianteiro por um de fibra de vidro que alongava a dianteira do carro, permitindo a instalação de duas tomadas de ar. A porta do porta-malas, com aerofólio integrado, também era de fibra de vidro. O Shelby GT500 era fácil de reconhecer devido aos dois faróis auxiliares dianteiros centralizados na grade (exceto em alguns estados onde a legislação não permitia. O Shelby Mustang de 1967 foi um dos muscle cars de maior sucesso da sua época. Além de ser mais rápido do que o GT350, o GT500 vendeu mais do que o seu irmão menor (2.048 unidades contra 1.175 em 1967) e se consolidou como o Shelby de maior êxito.
                     
                     
                                  
Fonte: fascículo nº1 da colecção American Cars que acompanha a miniatura.

15 dezembro 2013

Ford Fiesta S2000 - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Monte Carlo de 2010)


Esta miniatura pertence à colecção A Paixão Pelo Rally – Fasc. nº 1.
O Campeonato do Mundo (WRC) de 2010 iria ter início apenas em Fevereiro com o Rali da Suécia a abrir a temporada. O Rali de Monte-Carlo, disputado em Janeiro, mais uma vez só iria contar para o Internacional Rally Challenge (IRC). Desde modo a Ford aproveitou a ocasião para estrear o novo Ford Fiesta S2000, modelo que iria servir de base para o futuro WRC da marca. O piloto finlandês da Ford, Mikko Hirvonen, aproveitou a ocasião para conhecer e estrear em competição o Ford Fiesta S2000.
O Rali de Monte-Carlo de 2010 contou com 59 inscritos, onde se incluía o vencedor de 2009, o francês Sébastien Ogier num Peugeot 207 S2000; destas 59 equipas inscritas apenas terminaram a prova 36 equipas. Mikko Hirvonen iniciou o Monte-Carlo ao ataque e instalou-se no primeiro lugar com Ogier em segundo lugar. O Monte-Carlo que é uma prova onde muitas das vezes a escolha de pneus revela-se importante para as aspirações à vitória logo tal facto provocou muitas dores de cabeça aos pilotos, o que levou Ogier a arriscar na terceira classificativa contudo numa saída de estrada o piloto francês perdeu 2 minutos para Hirvonen.
Deste modo Ogier teve que fazer o restante rali em recuperação, enquanto Hirvonen ia controlando a vantagem sobre os seus adversários mais directos. Perto do final da prova quando Sébastien Ogier procurava recuperar 38 segundos de atraso para Hirvonen uma avaria no alternador do Peugeot ditou a sua desistência. Com o seu principal adversário fora do rali, Hirvonen deu ao Ford Fiesta S2000 o primeiro triunfo numa prova internacional. O segundo classificado foi o finlandês Hanninen e o terceiro o francês Vouilloz, ambos em Skoda Fabia S2000. O português Bruno Magalhães terminou na sétima posição num Peugeot 207 S2000.
A miniatura representa o Ford Fiesta S2000 de Mikko Hirvonen e Jarmo Lethinen no 78º Rali de Monte-Carlo de 2010. Equipado com pneus Pirelli, o Fiesta S2000 com um motor de 1999 cc de cilindrada debitava 280 cv de potência.
Mikko Hirvonen nasceu a 31 de Julho de 1980 na Finlândia. A sua estreia no WRC aconteceu no ano 2002 no Rali da FinLândia com um Renault Clio S1600. Ainda nesse ano participa no Rali da Grã-Bretanha com um Subaru Impreza WRC. No ano seguinte participa no campeonato WRC com um Ford Focus WRC ’02 e ’03 conquistando os primeiros pontos na categoria (termina o WRC em 16º com 3 pontos). Em 2004 muda para a Subaru onde utiliza os Impreza ’03 e ’04, terminado o ano em 7º com 29 pontos. Contudo não segura o lugar na Subaru e em 2005 efectua o WRC como privado (com excepção do Rali da Finlândia, num Ford Focus, e no Rali do Japão com um Skoda Fabia WRC) utilizando novamente o Ford Focus WRC ’03 e 04. A conquista do 3º lugar no Rali da Espanha desse ano valeu-lhe, porventura, a assinatura do contrato para 2006 com a equipa oficial da Ford. No campeonato fica em 10º com 14 pontos. Em 2006 com a equipa oficial de Ford Hirvonen conquista a primeira vitória no WRC, aconteceu no Rali da Austrália. Com 8 pódios conquistados, termina o ano no 3º lugar com 65 pontos. De 2007 a 2011, Mikko Hirvonen correu pela Ford oficial, vencendo mais 13 ralis: 2007 – 3º com 99 pontos (3 vitórias); 2008 – 2º com 103 pontos (3 vitórias); 2009 – 2º com 92 pontos (4 vitórias); 2010 – 6º com 126 pontos (1 vitória); 2011 (já com o Ford Fiesta WRC) – 2º com 214 pontos (2 vitórias). Após seis anos com a Ford, Mikko Hirvonen muda de equipa e em 2012 e 2013 guia pela Citroen. Apesar de conquistar muitos pódios apenas vence um rali (Italia em 2012): 2012 – 2º com 213 pontos; 2013 – 4º com 126 pontos. Ao que consta, Mikko Hirvonen será novamente piloto da Ford em 2014. Neste momento Hirvonen já participou em 149 ralis do WRC, vencendo 15 provas e obtendo 64 podios.

25 março 2012

Team Diabolique Motorsport

Como já passaram várias semanas sem actividade aqui no 4Rodinhas e ainda não tenho novidades no que diz respeito a miniaturas, hoje o post sobre o Team Diabolique Motorspot tem como objectivo dinamizar um pouco o blog:
A Diabolique nasce no ano de 1978 pela mão de Miguel de Oliveira um apaixonado pelos carros de corrida, ele próprio um corredor, quando decide patrocinar as suas próprias equipas com os famosos perfumes Diabolique.
Estes perfumes "Diabolique" viriam imediatamente a ser reconhecidos como marca prestigiada e conceituada, ainda hoje muitíssimo popular não só entre nós, como na vizinha Espanha.
A Diabolique é ainda responsável pela formação de inúmeros pilotos nas mais variadas categorias, tendo mesmo alguns deles chegado ao topo máximo do automobilismo, como é a Fórmula 1.
A Diabolique foi o maior patrocinador privado de sempre da história do desporto automóvel português em todas as categorias e de entre os seus inúmeros patrocinios, está o célebre concurso que lançou para captação de pilotos "Onde Está o Ás?", de onde saíram os melhores pilotos de sempre, que ainda hoje são uma referência no desporto automóvel.
Mas os amantes da Diabolique lembram-se sobretudo dos lindíssimos bólides conduzidos pela dupla Joaquim Santos/Miguel de Oliveira, que nos anos 80 e início dos anos 90 conquistaram inúmeros títulos ao volante dos Ford Escort RS 1800, 2000, Ford RS 200, e Ford Sierra Cosworth 4x4 do Team Diabolique Motorsport. In http://diabolique.no.comunidades.net/index.php?pagina=1039393303

As miniaturas do Ford Escort, do Ford RS200, do Ford Sierra e da carrinha Ford Transit com o atrelado, bem como as figuras são da Altaya, da colecção Os Nossos Campeões de Ralis. A equipa dos três carros era composta pelo piloto Joaquim Santos e o seu co-piloto Miguel Oliveira, vencedores de 3 títulos nacionais de ralis (de 1982 a 1984 com o Ford Escort; Joaquim Santos ainda venceria mais um título em 1992 com o Toyota Celica, mas neste caso já sem o Miguel Oliveira).

19 janeiro 2012

Ford Escort Twin-Cam - J.-F. Piot - J. Todt (Rali de Monte Carlo de 1969)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection (fasc. nº 51).
Com uma carreira de 30 anos nos ralis, o Ford Escort, que foi lançado em 1967, foi um dos carros que o publico mais apreciava ver nas classificativas dos ralis. Na sua fase inicial o Ford Escort foi equipado com um motor Lotus Twin-Cam (duas árvores de cames); daí a designação de Escort Twin-Cam. Este motor de 1601 cm3, que também era utilizado no modelo Cortina, debitava 160 cv às 7500 rpm. A caixa era de 4 velocidades e a tracção era traseira. O Escort era um carro fiável que os fãs adoravam ver devido às “atravessadelas” que o carro dava ao efectuar as curvas. Posteriormente, o Escort foi equipado com o motor BDA, sofrendo mais algumas actualizações. Em 1975 surgiu uma nova carroçaria, que ficou designado como MKII, que deu a conquista dos dois títulos mundiais em 1979. Este novo Escort esteve ao serviço da Ford até meados da década de 80. Ainda no inicio dos anos 80, a Ford chegou a ter programado o lançamento de uma terceira geração do Escort, contudo este projecto acabou por ser anulado: a sua designação era Ford Escort RS1700 Turbo. No pico da era dos Grupo B, a Ford apostou no lançamento do Ford RS200 para os ralis mas o fim abrupto dos carros do Grupo B no final do ano de 1986 levou a Ford a diminuir significativamente a sua actividade nos ralis nos anos seguintes. Durante algum tempo foi utilizado o Ford Sierra Cosworth. Em 1993 ressurgiu o nome Escort e a Ford apostava forte nos ralis e na conquista dos títulos. Primeiro surgiu o Ford Escort Cosworth do Grupo A e posteriormente o Ford Escort WRC. A Ford não voltou a conseguir conquistar os títulos com o Escort mas quando o Focus o substituiu, em 1999, o Escort tinha vencido 34 ralis do mundial. Sem dúvida, um belo currículo.
A miniatura representa o Ford Escort Twin-Cam de Jean-François Piot e Jean Todt (ambos franceses) no Rali de Monte-Carlo de 1969.
Importa referir que em 1969 as instâncias superiores que regulamentavam os ralis não permitiam que os carros dos Grupos 4, 5 e 6 pontuassem nas provas do Campeonato da Europa (na época não havia Campeonato do Mundo), o que quer dizer que apenas pontuavam os carros do Grupo 1, 2 e 3. Assim os organizadores do Rali de Monte-Carlo resolveram criar o Rali Méditerranée que seria realizado em paralelo com a prova monegasca. Desta forma não se excluíram os carros dos Grupos 4, 5 e 6, o que permitiu reunir uma lista de inscritos de fazer inveja, senão veja-se: com os Porsche 911S do Grupo 3 estavam Gérard Larrousse (francês), Bjorn Waldegaard (sueco), Pauli Toivonen (finlandês) e Vic Elford (francês); com os Alpine-Renault do Grupo 4 estavam os franceses Jean-Claude Andruet, Jean Vinatier, Jorma Lusenius e Jean-Pierre Nicolas enquanto Jean-Luc Thérier pilotava um Renault R8 Gordini do Grupo 1; os Ford Escort estavam ao serviço de Hannu Mikkola (finlandês), Ove Andersson (sueco) e Jean-François Piot (francês); com os Lancia Fulvia 1300 tínhamos nomes como Pat Moss, Tony Fall (ambos ingleses) e Rauno Aaltonen (finlandês) e com o Fulvia 1600 estavam Sandro Munari (italiano) e o sueco Harry Kallstrom; Timo Makinen (finlandês) surgia num BMW 2002 TI do Grupo 2, Simo Lampinen (finlandês) utilizava um Saab Sonett V4 enquanto com os Matra 530 apareciam 3 franceses de renome: Jean-Pierre Beltoise, Henri Pescarolo e Jean-Pierre Jabouille. Isto só para mencionar os nomes mais sonantes. Verdadeiramente notável!
Nesta época o Rali de Monte-Carlo era disputado de uma forma completamente da actual: os concorrentes partiam de várias partes da Europa (Lisboa, Reims, Frankfurt, Mónaco…) tendo de percorrer um percurso com mais de 3000 km até ao ponto de concentração. Percorriam em estradas abertas ao trânsito com o objectivo de não sofrerem penalizações. Posteriormente havia um percurso que era comum a todos os participantes. No final o vencedor era aquele que somasse o menor número de pontos. A prova resumiu-se rapidamente a um duelo pelo primeiro lugar entre o Ford Escort de Mikkola e o Porsche de Waldegaard. No caso de Piot, a efectuar a sua primeira prova com o Escort, a sua prestação foi prudente mantendo-se sempre entre os dez primeiros classificados enquanto que vários pilotos de renome foram abandonado: Andruet, Aaltonen, Fall e Andersson. Mais tarde na prova, Hannu Mikkola sofreu uma saída de estrada e atrasou-se significativamente, deixando Piot como o melhor Ford Escort. Mesmo no percurso mais difícil do rali Jean-Pierre Piot foi mostrando as suas qualidades de excelente piloto e nem mesmo quando sentiu alguns problemas com os pneus do Escort deixou de lutar pela melhor classificação possível. No final da prova conseguiu um excelente 4º lugar. A vitória, essa, foi para o Porsche 911S de Bjorn Waldegaard, seguido pelo seu companheiro de equipa, Gérard Larrousse.
NOTA: ler o anterior post sobre Jean-François Piot

29 outubro 2011

Ford Focus WRC 07 - H. Solberg - C. Menkerud (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 50.
A equipa Stobart preparou quatro Ford Focus WRC 07 para o Rali de Monte Carlo de 2008 para o belga François Duval (miniatura já apresentada), Gigi Galli (italiano), Mathew Wilson (inglês) e Henning Solberg (norueguês). Apesar de ser uma equipa privada, a Stobart beneficiava de um bom apoio por parte da equipa oficial da Ford, a M-Sport.
Projectado em 2004, esta geração do Ford Focus já ia com uma série de versões, sendo que a Ford fazia questão de lançar a meio do campeonato a nova versão do ano seguinte. Assim conseguia, de alguma forma, antecipar a preparação da época seguinte. No caso deste Ford Focus WRC 07, a sua estreia tinha acontecido no Rali da Finlândia de 2007. Para a temporada de 2008 efectuaram-se as necessárias alterações com vista a adaptar o Focus às novas alterações técnicas. O motor era um multiválvulas com um bloco de alumínio de origem Mazda e batizado Duratec. A potência do motor de 1998 cc era de 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral e utilizava uma caixa de 5 velocidades sequencial.
A miniatura hoje apresentada é o Ford Focus WRC 07 de Henning Solberg no Rali de Monte Carlo de 2008. Sem grande experiencia em ralis de asfalto escorregadio, Henning Solberg teve um inicio de rali em que sentiu algumas dificuldades em manter um ritmo competitivo, tendo terminado a primeira etapa no 14º lugar. Contudo e com o decorrer da prova Henning Solberg foi-se adaptando às condições do rali conseguindo bons tempos, o que lhe permitiu subir na classificação geral, passando para 10º no segundo dia. Na terceira etapa, Henning Solber soube gerir a sua posição na classificação e logrou mesmo subir ao 9º lugar da classificação final. O piloto francês da Citroen, Sébastien Loeb venceu o rali batendo Mikko Hirvonen (finalndês) da equipa oficial da Ford. A equipa Stobart terminou com os seus quatro Focus entre os dez primeiros: François Duval foi o quarto, Gigi Galli foi o sexto, Henning Solberg foi o nono e Mathew Wilson foi o décimo classificado.
Henning Solberg nasceu a 8 de Janeiro de 1973 na Noruega. Irmão mais velho de Petter Solberg (campeão do WRC em 2003), Henning estreou-se no WRC em 1998 num Toyota Celica no Rali da Suécia, por sinal no mesmo rali em que se estreava também o seu irmão Petter. Henning Solberg iniciou a sua carreira desportiva no rallycross tendo vencido o campeonato finlandês em 1993. A meio da década de 90 muda para os ralis e entre 1999 a 2003 sagra-se 5 vezes campeão finlandês de ralis. Nos anos a seguir à sua estreia no WRC, em 1998, Henning efectua esporadicamente alguns ralis do mundial por ano (1 rali em 1998, 1 em 1999, 4 em 2000, 4 em 2001, 2 em 2002 e 2 em 2003), como piloto privado até em 2004 conseguir um contrato com a Bozian Racing. Em 2005 corre pela Ford oficial e consegue um 4º lugar no Chipre, o seu melhor resultado até então. Em 2006 corre pela OMV num Peugeot 307 WRC e alcança o seu primeiro pódio, um terceiro lugar, no Rali da Turquia desse ano, terminado o campeonato na 8ª posição. A partir de 2007 e até à actualidade tem corrido pela Stobart e com os Ford Focus WRC: em 2007 consegue mais dois terceiros lugares nos ralis da Noruega e no Japão e termina o ano em 6º lugar; em 2008 não consegue nenhum pódio e termina o ano na 8ª posição; em 2009 volta a conseguir dois pódios (3º na Argentina e na Polónia) terminado o ano em sexto; em 2010 volta a falhar os pódios e termina o ano em 8º lugar, neste ano utiliza em alguns ralis o Ford Fiesta S2000; neste campeonato de 2011 que está ainda a decorrer Henning Solberg utiliza o Ford Fiesta WRC mas ainda não conseguiu nenhum pódio.

23 setembro 2011

Ford Focus WRC - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Portugal de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 12.
Estreado em 1999, o Ford Focus WRC contava já com uma carreira de 10 anos em 2009, ao longo dos quais foi sofrendo inúmeras evoluções.
No Rali de Portugal de 2009, o piloto finlandês Mikko Hirvonen utilizou o Ford Focus WRC de 2008, a evolução de 2009 só surgiria no mês de Maio para o Rali de Itália.
O Ford Focus WRC de 2008 utilizava um motor turbo de 4 cilindros em linha de 16 válvulas com 1998 cc, colocado em posição dianteira transversalmente. A potência era de 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral com um caixa sequencial de cinco velocidades. Resumidamente, foi com estas características que a Ford atacou o mundial de 2009 e que viria a perder para a Citroen e para Sébastien Loeb (francês).
A miniatura representa o Ford Focus WRC que Mikko Hirvonen utilizou no Rali de Portugal de 2009. Mikko Hirvonen iniciou o rali português ao ataque e foi o seu primeiro líder no final da super especial que se disputou no Estádio do Algarve. Hirvonen conseguiu manter a primeira posição no final do primeiro dia, beneficiando de uma saída de estrada de Sébastien Loeb e de um erro de Dani Sordo (espanhol) que o fez perder 20 segundos quando o piloto espanhol da Citroen era o líder da prova. Hirvonen ocupou então o primeiro lugar seguido de Marcus Gronholm (finalndês) num Subaru. Contudo Sordo recuperaria a segunda posição no final do dia, atrás de Hirvonen. No segundo dia do rali, Hirvonen ainda esboçou uma tentativa de manter o primeiro lugar mas Loeb ultrapassou o seu colega de equipa, Dani Sordo, e em breve estava na liderança do rali. Assim o segundo dia terminou com Loeb na frente, seguido de Hirvonen e de Sordo. No último dia do rali, apesar dos esforços de Mikko Hirvonen para alcançar o primeiro lugar, Sébastien Loeb saiu de Portugal com mais uma vitória no seu currículo. Mikko Hirvonen foi o segundo classificado seguido de Dani Sordo.
Mikko Hirvonen nasceu a 31 de Julho de 1980 na Finlândia. Com apenas 15 anos já corria em autocross, tendo passado para o rallycross pouco tempo depois. Com 18 anos faz a sua estreia nos ralis ao volante de um Opel Kadett 16V de 2 litros do Grupo N. Em 2000 participa pela primeira vez no Campeonato Finlandês de Ralis Junior. No ano seguinte passa para o escalão principal do campeonato finlandês. Nesse ano de 2001 dá nas vistas ao ficar em segundo lugar do campeonato. No ano de 2002, para além de participar no campeonato finlandês, participa noutras provas de outros campeonatos como alguns ralis do WRC. As boas prestações valeram-lhe um convite para testar um Ford Focus que por sua vez lhe abriu as portas para a Ford, assinando um contrato com a equipa de Malcolm Wilson para 2003. No ano seguinte corre pela Subaru e em 2005 participa no mundial com, onde alcança um terceiro lugar na Espanha. Esse excelente resultado para um piloto privado, dá-lhe a oportunidade de integrar a equipa oficial da Ford para o ano de 2006. A sua primeira vitória no WRC acontece em 2006 no Rali da Austrália. A partir daí a sua carreira tem-se desenvolvido praticamente ao serviço da Ford. Em 2008, com o abandono de Marcus Gronholm, Hirvonen assume a posição de primeiro piloto da Ford, sendo actualmente o principal rival de Sébastien Loeb. Actualmente já venceu 14 ralis, todas com a Ford e as duas últimas neste ano de 20011 com o Ford Fiesta WRC. Em 2008 e 2009 terminou o campeonato como vice campeão, que representam a sua melhor classificação no mundial.
Fontes: fascículo da colecção e wikipedia.

28 agosto 2011

Ford Escort Cosworth - P. Bernardini - B. Occelli (Rali de Monte Carlo de 1996)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 69).
O Ford Escort Cosworth do Grupo A foi um excelente carro de ralis que esteve muito perto de se sagrar campeão do mundo. A oportunidade de vencer o campeonato surgiu logo no ano da sua estreia em competição no ano de 1993. Com o decorrer das épocas que esteve em competição nunca mais esteve tão perto do título como nesse ano.
A miniatura que hoje vos apresento é o Ford Escort Cosworth de Patrick Bernardini (francês) no Rali de Monte Carlo de 1996. Nesse ano o Monte Carlo apenas contava para o campeonato de 2 litros e como tal os principais favoritos no Campeonato do Mundo de Ralis não estiveram presentes. A vitória sorriu a este piloto privado, Patrick Bernardini, ao volante do Ford Escort Cosworth do Grupo A. Em segundo lugar ficou o piloto francês François Delecour num Peugeot 306 Maxi. No ano seguinte a Ford apresentaria o novo modelo Escort de acordo com o regulamento do WRC.
O Ford Escort Coswort de Grupo A venceu por duas vezes o Monte Carlo (em 1994 por François Delecour e em 1996 por Bernardini) mas conseguiu outros resultados de destaque em mais duas edições do Monte Carlos: em 1993 foi segundo e terceiro classificado (François Delecour e Miki Biasion, respectivamente) e em 1995 Delecour foi novamente segundo classificado. Não deixa de ser um excelente currículo do Escort no mítico Monte Carlos, assim como para Delecour.
O Ford Escort Coswort foi construído com a base do Sierra, o motor era um 4 cilindros em linha, colocado na posição dianteira e longitudinal. A cilindrada era de 1993 cc com uma potência na ordem dos 300 cv às 5800 rpm. A caixa Ford, não sequencial, era de seis ou sete velocidades e a transmissão integral com dois diferenciais activos e o traseiro mecânico.
A qualidade desta miniatura é bastante apreciável, tanto a nível externo como interno, sendo de destacar no seu interior: os cintos, roda suplente, manómetros, extintores, alavanca da caixa e travão de mão razoavelmente detalhados. Muito bom!
Patrick Bernardini nasceu a 18 de Junho de 1963 em França. Bernardini venceu por duas vezes o Campeonato Francês de Ralis ao volante do Ford Escort RS Coswort (1994 e 1995). No seu palmares regista 19 participações em ralis do Campeonato do Mundo, onde utiliza carros da BMW, Lancia e Ford. A sua única vitória foi a que conseguiu em 1996 no Rali de Monte Carlo.