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06 agosto 2010

Renault 11 Turbo - J. Ragnotti - P. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1987)


Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 38.
Seis anos após terem vencido o Rali de Monte Carlo, a Renault e Jean Ragnotti (francês) participaram na edição de 1987 do rali monegasco com o Renault 11 Turbo. Este modelo do Grupo A foi a solução encontrada pela Renault para participar no mundial de ralis depois do fim do Grupo B.
A base era o Renault 11 Turbo de série, modelo que foi concebido em 1977. Os componentes mecânicos do Renault 5 GT Turbo foram aplicados neste modelo e daí se partiu para o desenvolvimento da versão de competição do Renault 11 Turbo.
Depois de alguns melhoramentos efectuados desde o ano de lançamento do Renault 11 Turbo em 1984, a versão de competição dispunha, em 1987, de uma potência de 185 cv às 6000 rpm para um motor de 1397 cc.
Os pilotos que prepararam o Renault 11 Turbo para o ano campeonato de 1987 foram os franceses Jean Ragnotti, Didier Auriol e Alain Oreille.
Contudo no seio da equipa Renault não havia ilusões, era perfeitamente reconhecido que o Renault 11 Turbo não era capaz de competir directamente com os Lancia Delta de 2 litros. Mas mesmo sendo um carro de performance inferior aos dos rivais, o Renault 11 Turbo alcançou vários resultados bastante positivos, embora sem vitórias: Jean Ragnotti ficou em 2º lugar no Rali de Portugal de 1987, 3º no San Remo, 4º na Volta à Córsega e 5º na Grécia.
O Renault 11 Turbo foi, contudo, bem sucedido nos campeonatos nacionais onde registou vitórias e venceu campeonatos.
A miniatura de hoje representa o Renault 11 Turbo de Jean Ragnotti no Rali de Monte Carlo de 1987. Jean Ragnotti terminou o rali apenas na oitava posição mas foi o melhor piloto da equipa. No final do campeonato Jean Ragnotti foi o 5º classificado com 51 pontos (a sua melhor classificação no mundial de ralis) enquanto a Renault terminou no 3º lugar entre os construtores com 71 pontos.
Jean Ragnotti foi um excelente piloto que efectuou a sua carreira nos ralis quase sempre na Renault. Apenas venceu 3 ralis sempre ao volante do Renault 5 Turbo: Rali de Monte Carlo em 1981; Volta à Córsega de 1982 e 1985.
Aconselho a leitura de outro post sobre o Renault 11 Turbo de Inverno Amaral no Rali de Portugal de 1988.

07 agosto 2009

Renault Clio Maxi - J. Ragnotti - G. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1995)


Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 18).
O francês Jean Ragnotti, piloto fiel à Renault, participou no Rali de Monte Carlo de 1995 com aquele que foi o primeiro modelo dos Kit Car: o Renault Clio Maxi.
A categoria dos Kit Car nasceu da vontade de algumas marcas (neste caso foi a Renault que demonstrou essa vontade) participarem no Mundial de Ralis mas numa categoria com custos inferiores. Isto permitiu a marcas como a Renault, Peugeot e Citroen criarem modelos que fossem competitivos nos respectivos campeonatos nacionais e cujo custo fosse acessível também para os pilotos privados.
De modo que a Renault foi a primeira marca a lançar o primeiro carro com as características dos Kit Car: basicamente eram veículos com motor sem turbocompressor, de 2 litros e sem transmissão integral. Assim nascia o Renault Clio Maxi.
A Renault mais uma vez criava um carro de ralis pequeno, competitivo e fiável. O Clio Maxi foi criado a partir da base do modelo Clio Williams, que já tinha na sua génese uma preparação desportiva. O Clio Maxi, desenvolvido pela Renault Sport, dispunha de um motor de 2 litros que podia debitar cerca de 270 cv de potência às 8400 rpm. A transmissão era dianteria e podia utilizar uma caixa de 6 ou 7 velocidades da Hewland. Apesar de a sua base ser a do Williams o Clio Maxi revelou-se bem mais difícil de conduzir visto que não eram tão equilibrado como o Williams.
A estreia do Clio Maxi aconteceu em 1995 no Monte Carlo com Jean Ragnotti e Phillipe Bugalski. As prestações do Clio Maxi foram bastante favoráveis, tendo Jean Ragnotti terminado num excelente sétimo lugar da classificação geral e primeiro da sua categoria. Já Bugalski não teve tanta sorte uma vez que foi forçado a desistir devido a uma saída de estrada. O Renault Clio Maxi apenas foi utilizado neste ano de 1995 pela equipa oficial da Renault mas os pilotos privados continuaram a utilizá-lo um pouco por toda a Europa.
Mais informações sobre o Campeonato do Mundo de Ralis de 1995: aqui I, aqui II, aqui III e aqui IV.
No final do ano a Renault já tinha preparado outro modelo para substituir o Clio Maxi: o Renault Maxi Megane.
Esta miniatura representa o Renault Clio Maxi conduzido por Jean Ragnotti no Rali de Monte Carlo de 1995.
Nota: ver também os seguintes posts:
- Renault 5 Alpine
- Renault 5 Turbo
- Renault 5 Maxi Turbo

26 fevereiro 2009

Renault 5 Alpine - J. Ragnotti - J.-M. Andrié (Rali de Monte Carlo de 1978)



Esta miniatura do Renault 5 Alpine pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 7).
Em 1978 a Renault apresentou-se no campeonato de ralis com o novo modelo, o Renault 5 Alpine. Este modelo baseava-se no sucesso de vendas Renault 5, lançado uns anos antes em 1972. A partir da base do R5, foi desenvolvido o Renault 5 Alpine, com um motor de 1397 cc que debitava cerca de 140 cv de potência, com uma caixa de 5 velocidades e tracção à frente. Havia carros de ralis mais potentes no campeonato mas uma escolha criteriosa nos ralis em que participaria permitiu ao Renault 5 Alpine alcançar resultados verdadeiramente fantásticos para um carro com as suas características (Grupo 2). São de destacar os seguintes resultados: 2º lugar no Rali de Monte Carlo de 1978; 3º lugar no Bandama (Costa do Marfim) de 1978; e o 2º lugar na Volta à Córsega de 1979.
O Renault 5 Alpine tornou-se bastante procurado e apreciado pelos pilotos privados devido à excelente relação preço/perfomances.
Em 1980, a Renault deu um passo em frente, por assim dizer, no desenvolvimento do R5 e apresentou o modelo que substituiu o Renault 5 Alpine, o Renault 5 Turbo.
O piloto deste Renault, que apresento em miniatura, era o francês Jean Ragnotti. Sempre fiel à Renault, Jean Ragnotti foi um piloto polivalente, isto é, participou quase em todos os tipos de corridas automóveis e com resultados de relevo. Nos ralis, obteve várias vitórias, sempre com o Renault 5 Turbo: Monte Carlo de 1981 e na Volta à Córsega de 1982 e 1985. Sagrou-se campeão francês de ralis em 1980 ao volante do Renault 5 Alpine. Também participou várias vezes nas 24 Horas de Le Mans, tendo alcançado o quarto lugar em 1987.
Aqui fica uma lista de outros posts do Quatro Rodinhas sobre o Renault 5 e Jean Ragnotti:

09 maio 2007

Renault 5 Maxi Turbo - J. Ragnotti - P. Thimonier (Volta à Córsega de 1985)

Esta miniatura pertence à colecção Rallycar Collection.
Em 1985 a Renault apresentou uma evolução do Renault 5 Turbo: o resultado foi este belo carro de ralis, o Renault 5 Maxi Turbo. Este fantástico carro de ralis, de tracção traseira, tinha uma potência de 350 cavalos para apenas 930 kg. A participação, do Maxi Turbo, nos ralis do mundial resume-se apenas a duas edições da Volta à Córsega. Venceu em 1985 e ficou em segundo em 1986. Em 1985 foi o piloto francês Jean Ragnotti que levou o pequeno Renault 5 Maxi Turbo à vitória e em 1986 conseguiu o segundo lugar com François Chatriot ao voltante do Maxi Turbo.
Tal como o Renault 5 Turbo, o Maxi Turbo também parecia estar à vontade nos ralis de asfalto. As características do Maxi Turbo, pequeno, leve e potente faziam dele um adversário difícil de ser batido nas sinuosas e estreitas estradas da Córsega.
Este fantástico carro de ralis foi conduzido, em provas do mundial, pelos seguintes pilotos: Jean Ragnotti, Francois Chatriot e Didier Auriol, todos de nacionalidade francesa.
Apesar de no mundial de ralis não ter sido frequente ver o Renault 5 Maxi Turbo foi no campeonato francês de ralis que a sua utilização foi mais intensa e onde obteve mais sucesso.
Jean Ragnotti, nasceu em Agosto de 1945, correu em ralis, circuitos (foi quarto nas 24 Horas de Le Mans de 1978), provas de gelo e em rallycross. Por ventura será mais conhecido como piloto de ralis embora o seu palmarés não esteja recheado de vitórias nos ralis. Só venceu 3 ralis, talvez devido ao facto de ter sido um piloto sempre fiel à Renault. As vitórias que tem nos ralis conseguiu-as ao volante do Renault 5 Turbo (Rali de Monte Carlo de 1981 e Volta à Córsega de 1982) e do Maxi Turbo (Volta à Córsega de 1985).
A miniatura que apresento é referente à Volta à Córsega de 1985 que Jean Ragnotti venceu com o Renault 5 Maxi Turbo.


(continuação)
Na Volta à Córsega, Jean Ragnotti (Renault) domina a prova desde o início até ao fim, vencendo surpreendentemente o Peugeot 205 Turbo 16 que tinha estreado uma versão mais potente do motor e uma nova aerodinâmica. No entanto o rali fica marcado pela tragédia. O piloto italiano da Lancia, Attilio Bettega, morre em consequência de um acidente. Bettega tornou-se numa das primeiras vítimas dos potentes carros do Grupo B. Ari Vatanen (finlandês) também se despista mas sem consequências físicas. Enquanto que a Lancia retirava todos os carros em sinal de respeito pela morte do seu piloto, a Peugeot ficava só com o carro de Bruno Saby (francês) para lutar pela vitória, que não viria a conseguir. Saby foi segundo e Béguin (francês) terceiro com o Porsche 911 SC.
Após dois ralis, no Rali da Acrópole, a Peugeot volta a vencer através de Timo Salonen (finlandês) que assim se confirmava como principal candidato à vitória no campeonato de pilotos. Salonen ficou com a vitória facilitada com os abandonos, no início do rali, de Vatanen (Peugeot) e do alemão Walter Rohrl (Audi). O sueco Stig Blomquvist (Audi), que ficou em segundo lugar, foi incapaz de dar luta a Salonen.
No Rali da Nova Zelândia, Salonen consegue vencer todos os seus adversários sem beneficiar dos abandonos. Desta vez, Vatanen termina o rali (após uma sucessão de vários ralis sem terminar), mas não conseguiu derrotar o seu colega de equipa. Rohrl (Audi) também termina o rali mas também não conseguiu ser oposição aos Peugeot 205 Turbo 16. Salonen foi o primeiro e quase que assegurou o titulo de campeão, Vatanen ficou em segundo e Rohrl ficou em terceiro lugar.
(continua)

25 janeiro 2007

Renault 5 Turbo - J. Ragnotti - J.-M. Andrié (Rali de Monte Carlo de 1981)


Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Passados quase dez anos desde os triunfos do Alpine-Renault surgiu no mundo dos ralis o Renault 5 Turbo. O Renault 5 foi apresentado em 1972 e viria a tornar-se num “best seller” da marca francesa. Em 1978 surgiu o Renault 5 Turbo com um motor central de 1397 cc, turbocompressor, tracção traseira e 165 cv de potência. O piloto francês Jean Ragnotti conseguiu os segundos lugares no Rali de Monte Carlo em 1978 e na Córsega de 1979 ao volante do Renault 5 Alpine, modelo que viria a ser evoluído dando origem ao Renault 5 Turbo e que se estrearia no Rali da Córsega de 1980. O Renault 5 Turbo iria sofrer algumas evoluções, em 1982 surgiu o Turbo 2 com 185 cv e em 1985 surgiu o Renault 5 Maxi Turbo. Algumas das grandes vantagens que este carro tinha era o facto de ser muito mais leve e mais pequeno que os seus adversários. Na minha opinião estas características, entre outras, foram muito bem aproveitadas e levadas ao limite pelo fabuloso Peugeot 205 Turbo. Parece-me que o conceito utilizado no Renault 5 Turbo se encontra muito bem explorado no superiormente desenvolvido Peugeot 205 Turbo.

O campeonato de 1981 foi marcado pela chegada do Audi Quattro aos ralis e que iria revolucionar o mundo dos ralis com a tracção total. Os adversários receosos com a previsível supremacia dos Audi resolveram reduzir as suas participações nos ralis.
O campeonato começa com uma vitória do Renault 5 Turbo no Rali de Monte Carlo. Esta miniatura do Renault 5 Turbo é alusiva a essa vitória conseguida pelo Jean Ragnotti, embora tenha um erro no autocolante que identifica o rali porque menciona o ano de 1982 quando devia ser 1981. No Rali de Monte Carlo o grande dominador foi o finlandês Hannu Mikkola com o seu Audi Quattro. Uma saída de estrada, quando liderava com mais de seis minutos de vantagem, deixou a luta pela vitória entregue aos franceses Jean-Luc Thérier (Porsche) e Jean Ragnotti (Renault). Infelizmente, numa atitude inqualificável, alguns espectadores lançaram uma placa de gelo para a estrada que fez com que Thérier (Porsche) abandonasse. Assim Ragnotti (Renault) acabou por vencer o Rali de Monte Carlo, sendo seguido por Guy Fréquelin (francês) num Talbot Sunbeam Lotus.No Rali da Suécia ficou provada a supremacia do Audi Quattro nos pisos gelados, a Audi vence pela primeira vez um rali do mundial e Hannu Mikkola tornou-se no primeiro estrangeiro a vencer a prova sueca. Os finlandeses Ari Vatanen e Pentti Airikkala ficaram em segundo e terceiro, respectivamente, ambos em Ford Escort RS 1800. (continua)