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09 junho 2009

McLaren MP4/14 - Mika Hakkinen (1999)



Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O McLaren MP4/14, desenhado por Adrian Newey e Neil Oatley, manteve a equipa de Ron Dennis no topo da Formula 1 em 1999 mas foi incapaz de repetir as conquistas do anterior modelo. Efectivamente, após o sucesso da temporada de 1998, a McLaren e Mika Hakkinen (finlandês) apenas conseguiram conquistar o título de pilotos, bem como menos vitórias do que no ano anterior. A temporada de 1999 revelou-se mais difícil do que a anterior, quer pelos erros cometidos, quer porque a Ferrari se encontrava mais competitiva. Mas houve um facto que marcou a época e terá “facilitado” a conquista do título de pilotos por parte de Mika Hakkinen: o acidente de Michael Schumacher (alemão) no GP da Inglaterra, precisamente a meio da época, que afastou o alemão da Ferrari durante vários GP’s devido à fractura de uma perna.
O McLaren MP4/14 dispunha do motor Mercedes FO 110H 3.0L V10, com uma caixa de 6 velocidades sequencial semi-automática. Os pneus eram da Bridestone, que agora equipava todo o plantel da F1 depois do abandono da Goodyear.
A dupla de pilotos era a mesma do ano anterior: Mika Hakkinen e David Coulthard (escocês).A miniatura representa o McLaren MP4/14 com o qual Mika Hakkinen conquistou o Mundial de Pilotos de 1999; o seu segundo título.
Mika Hakkinen nasceu a 28 de Setembro de 1968 na Finlândia. A sua formação como piloto de competição passou pelos karts, Fomula Opel e Formula 3 Britânica. Com a ajuda de outro campeão finlandês, Keke Rosberg, Mika Hakkinen estreia-se na F1 em 1991 no GP dos EUA, na Lotus. Em 1992 manteve-se na Lotus, contudo nesta altura a equipa fundada por Colin Chapman já se encontrava com grandes dificuldades de sobrevivência. Depois da Lotus, Hakkinen assinou um contrato com a McLaren para 1993, no entanto teve que se contentar com a posição de piloto de testes, já que os dois pilotos da McLaren eram Ayrton Senna e Michael Andretti. Contudo as dificuldades sentidas pelo norte-americano em se adaptar à F1 fizeram com que este regressasse aos EUA ainda antes do final da temporada. Assim Hakkinen substituiu Andretti em Setembro de 1993. Com bastante rodagem feita em testes, Hakkinen consegue bater Ayrton Senna na qualificação para o GP de Portugal. Isto atestava o valor do finlandês, mesmo se Senna estivesse desmotivado com um McLaren claramente inferior que o impedia de lutar pelo título. No ano seguinte (1994) Hakkinen torna-se no primeiro piloto da McLaren depois da saída de Senna. No entanto nestes anos seguintes a McLaren passava por uma reestruturação devido à falta de um motor capaz de levar a equipa aos tempos áureos que viveu durante os tempos com a Honda. No último GP de 1995, na Austrália, Hakkinen sofreu um grave acidente que quase o matou. Mas a sua recuperação foi surpreendente e Hakkinen não perdeu as suas qualidades de piloto rápido. Após dois anos com os motores Mercedes, a McLaren começava a dar sinais, em 1997, de querer recuperar a competitividade que a levaria à conquista dos títulos. Hakkinen venceu pela primeira vez na F1 em 1997, no último GP da época. O ano de 1998 foi de glória para Hakkinen: conquistou o título de pilotos. No ano seguinte torna-se bi-Campeão do Mundo. Em 2000 falha a conquista do terceiro título sendo vice-campeão. O ano seguinte, 2001, foi o seu último da carreira mas já sem o brilho dos anteriores, sendo inclusive batido pelo seu colega de equipa David Coulthard.
Mika Hakkinen esteve na F1 durante os anos de 1991 a 2001 (na Lotus de 1991 a 1993; na McLaren de 1994 a 2001); participou em 161 GP’s; venceu 20 GP’s, obteve 26 pole-position e 25 melhores voltas. Sagrou-se campeão em 1998 e 1999.
1999 – O Campeonato (continuação)
Numa luta pelo título de pilotos que agora se resumia a Mika Hakkinen da McLaren, a Eddie Irvine da Ferrari e a Heinz-Harald Frentzen da Jordan, os GP’s da Áustria e da Alemanha foram vencidos pela equipa italiana e por Eddie Irvine (irlandês), que obteve a pontuação máxima e beneficiou do facto de Mika Hakkinen ter feito apenas 4 pontos, graças ao 3º lugar na Áustria.
Mika Hakkinen recupera alguma desvantagem nos dois GP’s seguintes: vence na Hungria e fica em segundo lugar, atrás do seu colega de equipa Coulthard, na Bélgica. Irvine é terceiro na Hungria e quarto na Bélgica.
No GP de Itália Hakkinen faz um pião e abandona, mas Irvine apenas consegue ficar em sexto lugar, ganhando apenas um ponto a Hakkinen contudo alcançando-o no primeiro lugar do campeonato. A vitória foi para Heinz-Harald Frentzen (alemão) da Jordan. Com apenas 3 corridas para o final do campeonato Frentzen mantinha-se na luta pelo título.
Dos três candidatos ao título, apenas Hakkinen pontuou no GP seguinte, o da Europa, mas apenas logrou conquistar 2 pontos. Nem Irvine nem Frentzen pontuaram. A vitória na corrida foi para Johnny Herbert num Stewart. Foi a primeira e única vitória da equipa de Jackie Stewart na F1.
Para os dois últimos GP’s, a Ferrari fez regressar o recuperado Michael Schumacher com o objectivo de ajudar Eddie Irvine a conquistar o título de pilotos e ajudar a Ferrari a conquistar o título de construtores. No GP da Malásia a Ferrari efectuou uma prova quase perfeita e Michael Schumacher “deu” a vitória a Irvine. Hakkinen apenas foi o terceiro classificado atrás dos homens da Ferrari. No entanto houve polémica: os carros da Ferrari foram desclassificados porque infringiam o Regulamento Técnico mas após recurso da equipa italiana a desclassificação foi anulada.
Para o último GP do ano, no Japão, Mika Hakkinen partiu com uma desvantagem de 4 pontos logo tinha que vencer para se sagrar campeão sem se preocupar com o resultado de Irvine. E foi exactamente o que aconteceu. O finlandês da McLaren esteve intratável durante a prova, liderando-a do princípio ao fim, sagrando-se campeão do mundo pela segunda vez consecutiva.
Mika Hakkinen venceu o campeonato com 76 pontos (5 vitórias) contra os 74 pontos de Irvine (4 vitórias). A Ferrari venceu o campeonato de construtores, que já não vencia desde 1983, com 128 pontos (6 vitórias); o campeonato de pilotos continuava a “fugir-lhes” desde 1979. A McLaren ficou em segundo lugar com 124 pontos (7 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4/14 em 1999 foram: Mika Hakkinen (#1) e David Coulthard (#2).
Vitórias: 7 (M. Hakkinen: 5; D. Coulthard: 2)
Pole-position: 11 (M. Hakkinen: 11)
Melhor volta: 9 (M. Hakkinen: 6; D. Coulthard: 3)

15 maio 2009

McLaren MP4-13 - Mika Hakkinen (1998)



Esta miniatura é da marca Minichamps.
No final do campeonato de 1997 com a saída da Renault que deixou a Williams sem um motor suficientemente válido para defender os títulos, pensou-se que a Ferrari seria a equipa mais forte para o ano de 1998, mesmo apesar da subida de forma da McLaren revelada nos últimos GP’s de 1997. Jean Todt, director da Ferrari desde 1993, terá mesmo afirmado que não esperaria menos do que a conquista dos títulos. Contudo a história iria ser diferente.
A McLaren, a meio da temporada de 1997, contratou à Williams o engenheiro responsável pela aerodinâmica, Adrien Newey, que tinha sido um dos principais responsáveis pelas conquistas da Williams na década de 90. Adrien Newey e Neil Oatley começaram logo a preparar o novo McLaren que disputaria o campeonato de 1998. Como se comprovou pelo desenrolar do campeonato, o McLaren MP4/13 mostrou praticamente desde o início que era o melhor conjunto: chassis, motor e pneus. O motor era da Mercedes e os pneus Bridgestone foram fundamentais. O regulamento para 1998 abolia os pneus slicks, introduzindo pneus com ranhuras, com vista à diminuição da velocidade. Inicialmente isso foi conseguido mas com o desenvolvimento dos pneus tal intenção acabou por ser anulada.
A Goodyear tinha anunciado que deixava a F1 no final de 1998 e a McLaren que utilizava os Goodyear tratou de mudar para a Bridgestone, receando um menor desenvolvimento por parte da marca americana. A Ferrari ao manter-se fiel à Goodyear acabou por sofrer com esse menor desenvolvimento inicial dos pneus Goodyear mas que seria posteriormente rectificado. Mas a McLaren tinha já entretanto obtido uma vantagem fundamental.
O novo McLaren MP4/13 dispunha do motor Mercedes FO 110G V10 que tinha sido inteiramente modificado, pesando agora menos 5% do anterior. Outra característica do MP4/13 era o sistema de travagem assimétrico que equipava o monolugar. Este sistema levantou alguma polémica após a vitória inaugural (dobradinha) na McLaren no GP da Austrália. A Ferrari protestou e a McLaren antes do GP seguinte, no Brasil, desmontou o sistema do MP4/13 mas a McLaren voltou a vencer com nova dobradinha. A meio do campeonato foi a vez da McLaren protestar contra a Ferrari pelo facto de suspeitar que a equipa de Maranello poderia estar a utilizar um sistema de travagem idêntico ao que a McLaren retirou dos seus carros no GP do Brasil. Houve ainda outra suspeita sobre a Ferrari no que diz respeito ao facto de a equipa estar a utilizar um sistema de configuração do motor que imitava os efeitos dos dispositivos de controlo de tracção (que tinham sido proibidos). No entanto, isto não era muito importante porque sabia-se que todas as equipas estavam a desenvolver esse tipo de tecnologia.
Esta miniatura representa o McLaren MP4/13 utilizado por Mika Hakkinen (finlandês) no campeonato de F1 no ano de 1998.
1998 – O Campeonato
A principal novidade no regulamento para este ano era a proibição dos pneus “slicks”, que foram substituídos por pneus com ranhuras: o objectivo era reduzir a velocidade.
As equipas candidatas aos títulos mantiveram os pilotos do ano anterior: Ferrari (Michael Schumacher e Eddie Irvine), McLaren (Mika Hakkinen e David Coulthard) e Williams (Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen).
O campeonato iniciou sob o domínio da McLaren, que venceu os dois primeiros GP’s do ano, ambos com a dobradinha: Mika Hakkinen venceu na Austrália e no Brasil, sendo secundado pelo seu colega de equipa, David Coulthard (escocês). A Ferrari respondeu no GP da Argentina com uma vitória de Michael Schumacher (alemão) mas Hakkinen obteve o segundo lugar. Os 3 GP’s seguintes foram novamente palco de vitórias da McLaren: no San Marino, Coulthard vence e Schumacher é segundo (Hakkinen desiste), na Espanha (nova dobradinha da McLaren) e no Mónaco é Hakkinen que sai vitorioso. Ao fim de 6 provas, a McLaren dominava com 5 vitórias contra apenas uma da Ferrari. Mas a equipa de Jean Todt respondeu de forma algo polémica ao vencer os 3 GP’s seguintes por Schumacher: no Canadá Schumacher terá lançado para fora de pista o Williams de Frenzen, quando este regressava à pista após uma paragem nas boxes; na França Schumacher beneficiou de uma segunda partida (na primeira tinha partido mal) para vencer, a McLaren reclamou; em Silverstone Hakkinen esteve brilhante numa prova disputada com chuva mas um pião deixou-o apenas com o segundo lugar, enquanto Schumacher aproveitou para vencer, apesar de lhe ter sido atribuído um stop and go de 10 segundos já depois de cruzada a meta! Na Áustria e na Alemanha, a McLaren e Hakkinen regressaram novamente às vitórias e logo com outras duas “dobradinhas”. Na Hungria, com uma estratégia bem estudada, a Ferrari e Schumacher vencem de forma brilhante sendo Coulthard o segundo. Hakkinen fica apenas em sexto lugar. No GP da Bélgica, o inglês Damon Hill (ex-Arrows) deu à equipa de Eddie Jordan a primeira vitória na F1 e logo com uma “dobradinha” porque Ralf Schumacher (alemão) ficou em segundo lugar com o outro Jordan. No entanto a prova ficou marcada pelo polémico acidente que envolveu Schumacher e Coulthard: o escocês seguia na frente do alemão quando este choca na traseira do McLaren, Schumacher acusou Coulthard de travar deliberadamente. Hakkinen também não terminou a prova. No GP de Itália a Ferrari recupera em relação à McLaren ao fazer a segunda dobrinha da época (a outra tinha sido em França), Schumacher é o vencedor e recupera face ao 4º lugar de Hakkinen, empatando com o finlandês no campeonato. No penúltimo GP da época, do Luxemburgo mas disputado no circuito de Nurburgring, Hakkinen beneficiou do melhor desempenho dos pneus Bridgestone para vencer a prova e chegar ao último GP com uma vantagem de 4 pontos sobre Schumacher, que foi o segundo. Deste modo chegou-se ao Japão com Hakkinen e Schumacher separados por 4 pontos e esperando-se uma excelente prova pela decisão do título. Schumacher fez a pole-position tendo ao seu lado Hakkinen. No entanto, após a volta de apresentação Jarno Trulli (francês) deixou ir abaixo o motor do Prost sendo obrigatória uma segunda volta de apresentação, obrigando Trulli a largar da última posição. Na nova formação da grelha de partida, o azar “bateu” à porta de Schumacher. A embraiagem, sendo um elemento sensível, não terá suportado o esforço de todo este ritual que foi repetido, e o motor do Ferrari foi-se abaixo quando Schumacher tentou engrenar a primeira mudança. Assim, Schumacher foi obrigado a largar da última posição, deixando Hakkinen sem a pressão do adversário na sua “sombra”. Schumacher ainda efectuou uma excelente recuperação desde o último lugar até ao terceiro lugar mas o rebentamento de um pneu acabou com as ténues hipóteses que Schumacher ainda teria de se sagrar campeão. Mika Hakkinen venceu o GP do Japão, sagrando-se campeão com 100 pontos (8 vitórias) contra os 86 pontos de Schumacher (6 vitórias). A McLaren venceu campeonato de construtores com 156 pontos (9 vitórias) e a Ferrari ficou em segundo lugar com 133 pontos (6 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4-13 em 1998 foram: David Coulthard (#7) e Mika Hakkinen (#8).
Vitórias: 9 (D. Coulthard: 1; M. Hakkinen: 8)
Pole-position: 12 (D. Coulthard: 3; M. Hakkinen: 9)
Melhor volta: 9 (D. Coulthard: 3; M. Hakkinen: 6)