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16 setembro 2011

Talbot Sunbeam Lotus - G. Fréquelin - J. Todt (Rali de Monte Carlo de 1981)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 71.
Já apresentei aqui no 4 Rodinhas uma miniatura do Talbot Sunbeam Lotus, na altura a versão do Rali do Brasil de 1981 aonde alcançou o segundo lugar. A miniatura de hoje é novamente o Talbot Sunbeam Lotus e novamente com os franceses Guy Fréquelin e o seu co-piloto Jean Todt no Rali de Monte Carlo de 1981. No Rali do Brasil ficaram em segundo lugar e no Rali de Monte Carlo, na abertura do campeonato de 1981, esta equipa também terminou a prova na segunda posição atrás do Renault 5 Turbo de Jean Ragnotti (francês).
O grande conquista que este pequeno carro de competição foi a vitória no campeonato de construtores de 1981, com apenas uma vitória no Rali da Argentina e vários segundos lugares (Monte Carlo, Portugal, Córsega, Brasil e San Remo). O finlandês Ari Vatanen, num Ford Escort, sagrava-se Campeão do Mundo em 1981.
O Talbot Sunbeam Lotus, que teve influência de Colin Chapman na sua preparação, utilizava um motor Lotus de duas árvores de cames à cabeça com quatro válvulas por cilindro. A cilindrada era de 2174 cc e debitava 240 cv de potência às 7000 rpm. A caixa de velocidades era manual da ZF com 5 velocidades.
O Talbot Sunbeam Lotus esteve em competição durante dois anos (1980 e 1981), venceu apenas dois ralis (RAC de 1980 pelo finlandês Henri Toivonen e Argentina de 1981 por Fréquelin) e venceu surpreendentemente o campeonato de construtores de 1981. O facto da Talbot pertencer à Peugeot, permitu a que Jean Todt, quando se retirou da competição como co-piloto, passasse a dirigir o projecto da Peugeot para o Grupo B, obtendo os resultados que todos nós já conhecemos.
Em relação à miniatura do Talbot anteriormente apresentada, a que hoje vos trago revela-nos algumas melhorias, nomeadamente a antena no tejadilho, no interior (com cintos nos bancos e manómetros) e alguns pormenores ao nível nos farolins traseiros que estão agora mais detalhados do que a anterior miniatura.

12 julho 2009

Porsche 911 SC - G. Fréquelin - J.-F. Fauchile (Rali de Monte Carlo de 1982)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 5).
Em 1982 a vitória da Porsche (Jean-Pierre Nicolas num 911 Carrera RS) no Monte Carlo 4 anos antes ainda estava na memória de muita gente e havia alguma esperança que os Porsche 911 SC pudessem causar alguma surpresa na concorrência. Mas haveriam de se debater com um adversário de peso que dominava os ralis: o Audi Quattro.
O Porsche 911 SC dispunha de um motor de 3.0 litros (2994 cc) que debitava 300 cavalos de potência às 8200 rotações. Era potente mas pouco resistente nas estradas de mau piso dos ralis. Por outro lado adaptava-se muito bem aos ralis disputados em asfalto. A prova disso foi a vitória de Jean-Luc Thérier (francês) na Volta à Córsega de 1980 num Porsche 911 SC.
O envolvimento da Porsche nos ralis foi sempre feito através das equipas privadas e este ano de 1982 não foi diferente. O Rali de Monte Carlos de 1982 tive a participação de dois Porsche 911 SC cuja preparação este a cargo dos irmãos franceses Almeras. Guy Fréquelin e Jean-Luc Thérier foram os dois pilotos franceses que disputaram o rali monegasco com os 911 SC. Tanto Fréquilin como Thérier lutaram pelas primeiras posições contra os Audi de Michelle Mouton (francesa) e Hannu Mikkola (finlandês) e o Opel de Walter Rohrl (alemão). Contudo o vencedor acabou por ser Walter Rohrl num Opel Ascona 400 graças a algumas contrariedades sofridas pelos pilotos da Audi. No diz respeito aos pilotos dos Porsche, tanto Thérier como Fréquelin realizaram provas bastante interessantes, chegando mesmo a vencer algumas especiais. Thérier terminou num excelente terceiro lugar enquanto Fréquelin terminava em quarto, após ter recuperado de uma penalização de 12 minutos por ter reparado a bomba de gasolina.
Esta miniatura representa o Porsche 911 SC com o qual Guy Fréquelin conseguiu o quarto lugar no Rali de Monte Carlo de 1982.

Guy Fréquelin nasceu a 2 de Abril de 1945 em França. A sua carreira teve início a meio da década de sessenta. A carreira no Mundial de Ralis prolongou-se até 1987. Apenas conseguiu uma vitória (Rali da Argentina de 1981 num Talbot), contudo obteve vários pódios. O seu melhor ano foi precisamente o ano de 1981 tendo sido vice-campeão. No ano seguinte também ficou em segundo lugar no Europeu de Ralis. Guy Fréquelin foi campeão francês de ralis em três ocasiões: 1977 (Renault-Alpine A310), 1983 e 1985 (Opel Manta 400). Em 1988 sagrou-se campeão francês de Rallycross com o Peugeot 215 T16. É de salientar que Guy Fréquelin conta na sua carreira com algumas participações nas 24 Horas de Le Mans: em 1977 e 1978 com o Alpine-Renault A442 e em 1981 num WM P79/80 Peugeot. O melhor resultado com alcançou foi o quarto lugar em 1978 com o A442.
Foi contudo, depois da carreira de piloto, que Fréquelin alcançou os maiores sucessos da sua vida. Como chefe da equipa Citroen Sport, conquistou 3 títulos de construtores (2003 a 2005) e 4 de pilotos (2004 a 2007 com Sébastien Loeb). No final de 2007 Fréquelin decidiu que estava na altura de se retirar e deixou a chefia da equipa Citroen Sport.

25 janeiro 2007

Talbot Sunbeam Lotus - G. Fréquelin - J. Todt (Rali do Brasil de 1981)


Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Colection.
O Talbot Sunbeam Lotus era um pequeno carro que teve uma curta carreira nos ralis, obteve apenas duas vitórias mas conquistou o campeonato de marcas de 1981. Era bastante eficiente nos pisos de terra mas a regularidade foi a sua arma para alcançar o êxito desportivo. Utilizava um motor Lotus de 2,2 litros, dupla árvore de cames e 16 válvulas. Apenas esteve em actividade, nos ralis, durante dois anos que coincidiram com o declínio do Ford Escort e do Fiat 131 Abarth tendo beneficiado dos problemas de juventude que o revolucionário Audi Quattro ainda apresentava. Esta miniatura do Talbot Sunbeam Lotus que apresento é representativa do segundo lugar alcançado pelo francês Guy Fréquelin no Rali do Brasil de 1981. Como curiosidade, o seu co-piloto era o francês Jean Todt, que actualmente é o director desportivo da Ferrari na Formula 1.

(
continuação)
No Rali da Argentina, o francês Guy Fréquelin (Talbot) aproveitou uma das saídas de estrada do finlandês Ari Vatanen (Ford), quando este liderava, para vencer o seu primeiro e único rali do mundial. No Rali do Brasil, Ari Vatanen (Ford) não dá hipóteses a Fréquelin (Talbot) e vence a prova brasileira. Vatanen vencia o segundo rali do ano, aliás, até essa altura, era o único a fazê-lo quando já estavam decorridas 8 ralis do campeonato, assim como a Ford era a única marca a vencer mais do que um rali. Ao chegar ao Rali dos Mil Lagos, Ari Vatanen apresentava uma desvantagem de 26 pontos em relação ao líder do campeonato, Guy Fréquelin. Julgando não ser competitivo nesta prova, Fréquelin decidiu não participar no rali finlandês. Na verdade até poderia ter sido porque houve muitos abandonos. Ari Vatanen vingou-se da derrota do ano anterior perante Markku Alen (finlandês) e venceu o rali, ficando desta vez Alen (Fiat) em segundo lugar. Recuperou 20 pontos e ficou apenas a 6 pontos de Fréquelin no campeonato. (continua)