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27 outubro 2012

Peugeot 908 HDI FAP - Brabham - Gené - Wurz (24 Horas de Le Mans de 2009)


 Esta miniatura pertence à colecção Velocidade & Resistência – Fasc. nº 1.
Foi no Salão Automóvel de Paris, realizado em Setembro de 2006, que a Peugeot apresentou o modelo 908 que viria a ser a base do novo carro da marca para as 24 Horas de Le Mans do ano seguinte.
Com o objectivo de participar no campeonato Le Mans Series, a Peugeot começou imediatamente os testes e em Janeiro de 2007 o Peugeot 908 HDI FAP fez a sua primeira aparição oficial nos treinos em Paul Ricard. A Peugeot anunciou também que os pilotos que estariam ao volante dos 908 HDI FAP seriam os franceses Stéphane Sarrazin, Nicolas Minassian, Marc Gené, e o português Pedro Lamy para a Le Mans Series, enquanto Jacques Villeneuve (canadiano) e Sébastien Bourdais (francês) também seriam chamados à equipa para as 24 Horas de Le Mans.
O Peugeot 908 HDI FAP, do designer Paolo Cantone, estava equipado com um motor biturbo V12 de 5486 cc que debitava 650 cv de potência. O chassis era um monocoque em fibra de carbono. A transmissão utilizava uma caixa sequencial de seis velocidades. Os pneus eram os Michelin.
O Peugeot 908 HDI FAP estreou-se com uma vitória na primeira prova do campeonato Le Mans Series de 2007 nos 1000 Km de Monza, a que se seguiu nova vitória em Valência.
Apesar de ter conseguido a pole-postion nas 24 Horas de Le Mans, a Peugeot acabou por perder a prova para o Audi R10 tendo terminado com um Peugeot 908 HDI FAP, de Pedro Lamy, no segundo lugar.
No campeonato Le Mans Series, a Peugeot venceu mais 4 provas (Nurburgring, Spa, Silverstone e Interlagos) obtendo assim o título de campeã.
No ano seguinte, a Peugeot continuou a apostar na Le Mans Series e na mítica prova de Le Mans. No entanto desta vez o Peugeot 908 HDI FAP não conseguiu vencer a Le Mans Series tendo perdido os títulos para a Audi. Nas 24 Horas de Le Mans de 2007, o Peugeot 908 HDI FAB conseguiu a pole-position, tal como no ano anterior, contudo na corrida, e apesar de ter liderado, a chuva acabou por revelar alguma instabilidade do 908 e a vitória voltou a ser para o Audi R10. Apesar destes contratempos a Peugeot optou também por participar no American Le Mans Series.
Em 2009, o Peugeot 908 HDI FAB conseguiu finalmente vencer as 24 Horas de Le Mans, com Marc Géne (espanhol), David Brabham (australiano) e Alexander Wurz (austríaco) a serem os pilotos autores da proeza, 16 anos depois da última vitória da Peugeot em Le Mans. Para completar a proeza, um segundo Peugeot 908 terminou na segunda posição e o terceiro carro da marca ficou no sexto lugar.
No ano seguinte apesar de a Peugeot ter conseguido vencer o campeonato Le Mans Series, o fracasso acabou por acontecer nas 24 Horas de Le Mans. A Peugeot colocou quatro 908 HDI FAP nos quatro primeiros lugares da grelha mas nenhum deles conseguiu terminar a mítica prova. Facto que aconteceu pela primeira vez desde 2007.
O Peugeot 908 HDI FAP ainda participou mais um ano nas 24 Horas de Le Mans em 2011, no entanto já fora da equipa oficial da marca. A equipa Oreca ainda venceu em Sebring (Le Mans Series), ficando à frente dos novos Peugeot oficiais, mas em Le Mans o Peugeot 908 da Oreca termina no quinto lugar atrás dos 3 Peugeot oficiais e do Audi R18 que foi o vencedor da prova.
Fontes: wikipedia e fascículo da colecção.

23 outubro 2011

Peugeot 307 WRC - T. Gardemeister - J. Honkanen (Rali de Monte Carlo de 2006)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 67).
Hoje apresento mais uma miniatura do Peugeot 307 WRC; esta é a terceira miniatura do 307 WRC desta colecção. Este é um dos “inconvenientes” que encontro nestas colecções: a repetição do mesmo carro, mesmo que seja em versões diferentes.
Anteriormente já tinha apresentado uma miniatura do Peugeot 307 WRC no Rali de Monte Carlo de 2006, no caso era o de Manfred Stohl (austríaco) da equipa Bozian Racing. Hoje o Peugeot 307 WRC é da equipa Astra com o finlandês Toni Gardemeister ao volante, no Rali de Monte Carlo de 2006. Estas duas equipas, a Astra e a Bozian Racing, compraram à Peugeot os 307 WRC depois da marca francesa ter decidido retirar abandonar a competição no final do campeonato de 2005. Deste modo a representação da Peugeot em 2006 ficou a cargo destas duas equipas privadas.
Toni Gardemeister tinha corrido pela Ford em 2005 e agora apresentava-se ao volante de um Peugeot 307 WRC de uma equipa privada para disputar o WRC de 2006. Apesar do apoio da Peugeot, o facto de enfrentar as equipas oficiais da Citroen e da Ford, não havia grandes ilusões nestas equipas privadas no que concerne à conquista de algum rali durante a temporada que se iniciava. Contudo havia sempre alguma esperança de alcançar alguns bons resultados, como por exemplo alguns pódios.
A miniatura representa o Peugeot 307 WRC de Toni Gardemeister no Rali de Monte Carlo de 2006. O Peugeot 307 WRC dispunha de um motor de 4 cilindros em linha com uma cilindrada de 1997. O motor estava colocado em posição transversal na dianteira e debitava 300 cv às 5250 rpm.
O rali iniciou com Gardemeister cauteloso e sem arriscar, sabendo que não haveria muitas hipóteses de lutar pela vitória mas com a pequena ilusão de que seria possível alcançar um bom resultado. Gardemeister sabia que o seu adversário nesta prova seria o austríaco Manfred Stohl, também num 307 WRC, da equipa Bozian Racing. Apesar de alguns problemas sofridos ao longo do rali, Gardemeister chegou a ser segundo classificado (atrás do Ford do finlandês Marcus Gronholm) seguido de Manfred Stohl, ambos à frente do francês Sébastien Loeb num Citroen Xsara WRC, um dos favoritos à vitória e candidato ao título mundial. Sabendo que viria a ser difícil manter-se à frente Loeb, quando este recuperasse o tempo perdido, Gardemeister concentrou-se em manter a sua vantagem em relação ao austríaco da Bozian Racing. Assim com o objectivo de bater a outra equipa que utilizava os 307 WRC, Toni Gardemeister conseguiu manter Stohl atrás de si e conseguiu um excelente resultado ao ficar em terceiro lugar e assim subir ao pódio na única vez em que conduziu o Peugeot 307 WRC. Pela segunda vez consecutiva Toni Gardemeister terminava o Rali de Monte Carlo no terceiro lugar. A vitória no Monte Carlo foi para o Ford Focus WRC de Marcus Gronholm seguido do Citroen Xsara de Loeb. No campeonato Loeb sagrou-se campeão mas a Ford levou o título de construtores. Toni Gardemeister ficou em nono lugar com 20 pontos tendo apenas participou em 4 ralis.

05 setembro 2011

Peugeot 207 S2000 - S. Ogier - J. Ingrassia (Rali de Monte Carlo de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 43).
Com a estreia em competição do Peugeot 207 S2000, a marca do leão voltava novamente aos ralis, embora sem que se tenha envolvido no WRC. Após se ter retirado dos ralis, em 2005, a Peugeot fez estrear em 2007, o seu novo carro, o Peugeot 207 S2000 para competir no International Rally Challenge (IRC). O IRC é um campeonato reservado aos automóveis de série com uma produção inferior a 2500 unidades por ano; o motor tem uma cilindrada máxima de 2 litros e não pode ter sobrealimentação e um regime máximo de 8500 rpm. A potência está limitada ao 280 cv sendo permitida a transmissão integral e caixas sequenciais. (fonte fascículo nº 43 Rallye Monte-Carlo – Os Carros Miticos).
O Peugeot 207 foi o modelo que veio substituir o Peugeot 206 cuja versão de ralis venceu 3 campeonatos do mundo (2000, 2001 e 2002). O motor de 4 cilindros estava colocado em posição dianteira e transversal, com uma cilindrada de 1998 cc. A potência era de 280 cv às 8500 rpm. A caixa de 6 velocidades era sequencial e inicialmente revelou-se frágil, problema que posteriormente foi resolvido. O Peugeot 207 S2000 revelou ser um carro bastante competitivo tendo vencido dois títulos do IRC (2008 e 2009).
A miniatura representa do Peugeot 207 S2000 de Sébastien Ogier (francês) no Rali de Monte Carlo de 2009. Nesse ano o Monte Carlo apenas contou para o IRC, tendo ficado de fora do calendário do WRC. À partida para a prova estavam presentes vários 207 S2000: pela Peugeot oficial, corria Stéphane Sarrazin; pela Peugeot belga, Nicolas Vouilloz e Freddy Loix; pela Peugeot inglesa, Chris Meeke e pela BF Goodrich e a Federação Francesa de Desporto Automóvel alinhava Sébastien Ogier (Campeão do Mundo Júnior de 2008 num Citroen C2). Entre os vários pilotos privados que também estavam presentes com um Peugeot 207 S2000 encontrava-se um ex-campeão do mundo, o francês Didier Auriol.
Sébastien Ogier acabou por ser o vencedor desta edição do Monte Carlo, tendo realizado uma prova bastante regular e beneficiando da desistência de Sarrazin quando este era líder da prova. Ao realizar uma prova quase isenta de erros, Ogier manteve-se suficientemente competitivo o que lhe permitiu assistir à desistência dos outros Peugeot 207, uns por avarias mecânicas e outros por erros dos seus pilotos.

Nota:
O blog 4Rodinhas cumpre hoje o seu 5º ano de existência. Desta feita sem grandes anúncios, como um post dedicado e/ou alterações motivadas pela efeméride, quero apenas assinalar o momento com um grande abraço e um agradecimento muito especial a todos os que visitam este humilde blog.

Um grande abraço e muito obrigado
José Ferreira

12 setembro 2010

Peugeot 106 - Sébastien Loeb (Rallye Jeunes de 1996)



Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 20.
Este Peugeot 106 representa o início da carreira de Sébastien Loeb (francês), aquele que é o melhor piloto da actualidade e possivelmente um dos maiores senão o maior piloto de toda a história dos ralis.
Para Sébastien Loeb tudo terá começado no Rallye Jeunes em 1995. Aos 21 anos, Loeb tomou conhecimento do Rallye Jeunes, que mais não era do que uma operação para descobrir novos talentos do volante. Organizado por Jacques Régis, que posteriormente veio a ser o presidente da Federação Francesa do Desporto Automóvel, com o apoio promocional da Peugeot (que viu na prova uma boa acção de marketing uma vez que o carro utilizado era o Peugeot 106), o Rallye Jeunes era uma prova automobilística para jovens entre os 18 e os 25 anos, onde os candidatos eram testados em várias provas de selecção, eliminando-se os piores até se chegar a uma final com apenas seis concorrentes. O vencedor era contemplado com uma temporada na estrutura do Rallye Jeunes da Peugeot.
O Rallye Jeunes começou por se realizar em 1994 mas Sébastien Loeb só na edição de 1995 é que participou. Loeb foi realizando as provas, sendo sempre dos melhores e chegou à final, que acabou por perder para o francês Nicolas Bernardi. No ano seguinte, em 1996, Sébastien Loeb voltou a participar no Rallye Jeunes. Novamente, Loeb foi ultrapassando as eliminatórias até à final. E novamente voltou a perder: na última prova, quando liderava uma travagem falhada e um pião ditaram a sua derrota. Em 1997 Sébastien Loeb voltou ao Rallye Jeunes e como nos anos anteriores foi dos melhores candidatos e chegou novamente à final. Mas desta vez não compareceu porque já tinha conseguido um programa muito mais emocionante para 1998. O resto é história…
A miniatura representa o Peugeot 106 que Sébastien Loeb utilizou no Rallye Jeunes de 1996.
O Peugeot 106 dispunha de um motor com uma cilindrada de 1360 cm3, de 4 cilindros em linha, com uma potência de 75 cv às 4000 rpm. O motor está colocado na dianteira transversalmente. A tracção é dianteira e dispõe de uma caixa manual de 5 velocidades. A velocidade máxima é de 175 km/h.

Fonte: fascículo nº 20 da colecção Rally Collection
No site oficial de Sébastien Loeb, em 1997 não participa no Rallye Jeunes e sim está já integrado no "Volant 106"; em 1998 participa no Citroen Saxo kit-car Cup onde se classifica em 6º lugar.

26 fevereiro 2010

Peugeot 207 S2000 - B. Magalhães - P. Grave (Rali de Portugal de 2007)



Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Em 2007 o Rali de Portugal voltou finalmente ao Campeonato do Mundo de Ralis. Após algumas tentativas falhadas, o Automóvel Clube de Portugal conseguia colocar Portugal novamente no WRC.
Esperava-se uma luta renhida entre a Citroen e a Ford mas essa expectativa acabou por não se verificar uma vez que se assistiu ao domínio de Sébastien Loeb (francês) e do Citroen C4 WRC. Loeb impôs a sua categoria e venceram a maioria das classificativas. No final obteve uma vitória categórica e beneficiou do atraso do seu maior rival, Marcus Gronholm (finlandês) da Ford, que terminou no quarto lugar. O norueguês Peter Solberg foi o segundo classificado num Subaru Impreza.
O melhor piloto nacional foi o Bruno Magalhães num Peugeot 207 S2000 mas o favorito era Armindo Araújo, que acabou por desistir devido a um despiste. Contudo não foi nas classificativas que Bruno Magalhães se sagrou o melhor piloto português; Rui Madeira acabou por ser desclassificado por irregularidades mecânicas no seu Mitsubishi Lancer Evo IX, assim foi na secretaria que Bruno Magalhães obteve conseguiu ser o melhor piloto nacional.
A miniatura apresentada representa o Peugeot 207 S2000 de Bruno Magalhães, com o qual obteve a 17ª posição no Rali de Portugal de 2007, sendo o melhor piloto nacional.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2007
O Rali da Nova Zelândia foi outra etapa no intenso duelo que vinha sendo travado entre Marcus Gronholm, da Ford, e Sébastien Loeb, da Citroen. O piloto da Ford acabou por levar de a melhor sobre Loeb mas a diferença entre os dois foi menor que 1 segundo: 0,3 segundos! A restante concorrência ficou a mais de um minuto e meio de distância.
Nas estradas de asfalto da Catalunha, a Citroen conseguiu repetir a dobradinha do Rali de Monte Carlo: Loeb venceu o Rali da Catalunha mas o segundo lugar do espanhol, Daniel Sordo, foi importantíssimo na luta pelo título. Marcus Gronholm viu-se assim relegado para a terceira posição final.
Na Volta a Córsega, outro rali disputado em asfalto, Sébastien Loeb não deixou os seus créditos em mão alheias, e especialista como é neste tipo de ralis, obteve outra vitória. Marcus Gronholm minimizou a derrota ao ficar em segundo lugar, à frente de Daniel Sordo e que desta vez não conseguiu ajudar o seu colega de equipa.
O Rali do Japão foi diferente porque os protagonistas do campeonato não terminaram a prova: Loeb vítima de problemas mecânicos e Gronholm vítima de um acidente. Assim, coube aos segundos pilotos da Ford e da Citroen a disputa pela vitória. Mikko Hirvonen acabou por vencer Sordo na luta pelo primeiro lugar.
No Rali da Irlanda a Citroen voltou a colocar os dois carros nos dois primeiros lugares: Loeb vence e beneficia da desistência de Gronholm, novamente devido a um acidente. Sordo voltou a ser segundo classificado.
À partida para o último rali do campeonato, Loeb tinha uma vantagem de 6 pontos sobre Gronholm e não precisava de vencer, bastando-lhe o terceiro lugar em caso de vitória de Gronholm; as desistências do finlandês nos dois últimos ralis estavam a fazer toda a diferença. Na verdade o que aconteceu foi que Loeb termina o rali na terceira posição e sagra-se campeão pela quarta vez consecutiva. A Ford vence o rali com Mikko Hirvonen em primeiro e Gronholm em segundo lugar.
O campeonato termina com Loeb em primeiro com 116 pontos (8 vitórias) e Gronholm termina a sua carreira nos ralis com o vice campeonato (112 pontos e 5 vitórias). A Ford vence novamente o campeonato de construtores.

05 fevereiro 2010

Peugeot 205 GTI - J.-P- Ballet - M.-Ch. Lallement (Rali de Monte Carlo de 1988)



Esta miniatura do Peugeot 205 GTI pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 29).
O Peugeot 205, apresentado no início de 1983, foi um sucesso de vendas que permitiu à Peugeot sair de uma situação algo complicada em que se encontrava. O 205 foi também a base para a Peugeot construir um carro que iria dominar os ralis durante dois anos: o Peugeot 205 T16. Após o fim do Grupo B e consequente retirada dos ralis por parte da Peugeot, ainda foi possível ver em acção nos ralis a versão menos “musculada” do 205 T16: o Peugeot 205 GTI.
O Peugeot 205 GTI foi utilizado por pilotos privados e que, após 1986, conseguiram alguns resultados positivos. Por exemplo e neste caso específico, o piloto francês Jean-Pierre Ballet conseguiu ficar em terceiro lugar na edição de 1988 do Rali de Monte Carlo. Nada mau para um carro com um motor 1.6 de 4 cilindros em linha e 140 cv de potência. A sua excepcional agilidade e comportamento dinâmico, características já presentes no 205 T16, foram fundamentais. A geometria da suspensão, a distribuição de peso, com o motor inclinado para trás no seu compartimento, e o curto curso das suspensões contribuíram bastante para as excelentes características de condução do modelo. Jean-Pierre Ballet conseguiu o seu melhor resultado no mundial de ralis com o Peugeot 205 GTI. O terceiro lugar alcançado no Rali de Monte Carlo de 1988 foi realmente extraordinário visto que Ballet teve um início de rali algo atribulado, com problemas mecânicos e uma penalização de 2 minutos, mas que depois de solucionados apenas perdeu para os Lancia Delta de Bruno Saby e Alex Fiorio, primeiro e segundo classificados respectivamente. Um feito impensável para um piloto amador.
A miniatura representa o Peugeot 205 GTI de Jean-Pierre Ballet no Rali de Monte Carlo de 1988.

11 dezembro 2009

Peugeot 307 WRC - M. Stohl - I. Minor (Rali de Monte Carlo de 2006)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 12).
No final do campeonato de 2005, a Peugeot retirou a equipa dos ralis e vendeu as várias unidades do Peugeot 307 WRC a equipa equipas privadas. A equipa francesa Bozian Racing adquiriu e preparou dois dos Peugeot 307 WRC para os pilotos austríaco Manfred Stohl e o norueguês Henning Solberg. A equipa Bozian Racing participou no campeonato de 2006 segundo as especificações de 2005, ou seja, na categoria Manufactures 2, que permitia os diferenciais controlados electronicamente (ver o post anterior sobre os regulamentos de 2006). Como o patrocínio era da OMV (grupo empresarial com interesses no petróleo e gás natural) a equipa designava-se OMV Peugeot Norway World Rally Team.
O Peugeot 307 WRC nunca conseguiu obter o sucesso do 206 WRC, na verdade nem lá perto esteve; o Peugeot 206 WRC venceu ralis e títulos enquanto o 307 WRC se ficou por algumas, poucas, vitórias. Curiosamente, ou talvez não, a Peugeot e Citroen, duas marcas do Grupo PSA, utilizavam o mesmo motor nos seus carros mas como todos nós sabemos os resultados alcançados foram muito diferentes.
A miniatura que hoje vos apresento é o Peugeot 307 WRC de Manfred Stohl no Rali de Monte Carlo de 2006. O piloto austríaco obteve um resultado bastante positivo, foi o quarto classificado. No campeonato de 2006, Manfred Stohl conseguiu alcançar 4 pódios (3 terceiros lugares e um segundo lugar). No final do ano Stohl ficou em quarto lugar no campeonato com 54 pontos. A equipa OMV Peugeot Norway WRT classificou-se no quarto lugar do campeonato com 88 pontos.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2006
O quinto rali do campeonato, disputado no asfalto das estradas corsas, foi mais uma prova na continuação do domínio do piloto francês Sébastien Loeb, que obteve mais uma vitória para o Citroen Xsara WRC. A Volta à Córsega terminou assim com a vitória de Loeb, seguido de Marcus Gronholm (finlandês) em Ford Focus WRC e de Daniel Sordo (espanhol) colega de equipa de Loeb na Citroen. Manfred Stohl foi apenas 7º classificado com o Peugeot 307 WRC.
No rali seguinte, realizado na Argentina, Sébastien Loeb manteve-se na senda vitoriosa que trazia desde á 3 ralis. Loeb venceu a prova e beneficiou do facto do seu mais directo adversário não ter ido além do 10º lugar, após ter sido “repescado” pela regra do Super Rally. O segundo classificado foi o norueguês Petter Solberg, em Suabru, seguido do Gigi Galli (italiano) em Peugeot 307 WRC. Manfred Stohl foi o 4º classificado.
O Rali da Italia foi a sétima prova do campeonato e foi a quinta vitória consecutiva de Sébastien Loeb. O francês da Citroen não deixa margem para dúvidas: era o melhor piloto da actualidade e não havia quase nada a fazer. Gronholm, depois de um excelente inicio de campeonato, não pontuava pela segunda vez consecutiva. O finlandês Mikko Hirvonen salvou a honra da Ford ao ficar em segundo lugar. O terceiro lugar foi para Daniel Sordo (Citroen). Manfred Stohl conquistou mais dois pontos graças ao sétimo lugar alcançado.
Depois de ter vencido 5 ralis consecutivamente, Sébastien Loeb foi finalmente batido no Rali da Acrópole. Marcus Gronholm volta a vencer, após as duas vitórias iniciais. Loeb é o segundo classificado e Hirvonen é o terceiro.
A meio do campeonato Loeb lidera a classificação confortavelmente com 74 pontos seguido por Gronholm com 45 pontos. A Citroen lidera nas equipas com 96 pontos e a Ford é a segunda com 81 pontos.
(continua)

07 novembro 2009

Peugeot 306 Maxi - G. Panizzi - H. Panizzi (Rali de Monte Carlo de 1998)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 9).
Foi com o Peugeot 306 Maxi que a marca de Sochaux efectuou o regresso oficial aos ralis em 1997, colocando assim um ponto final a uma ausência de 10 anos (após as conquistas dos títulos de 1985 e 1986).
O Peugeot 306 Maxi (Kit Car) apresentou-se em 1998 sem grandes evoluções relativamente ao ano anterior, isto porque a Peugeot estava já concentrada no desenvolvimento do 206 WRC. Assim os resultados no mundial de ralis foram um pouco inferiores aos alcançados anteriormente (em 1997 tinham obtido dois terceiros lugares).
O Peugeot 306 Maxi, de tracção dianteira, dispunha de um motor de 4 cilindros em linha, de 1998 cc e debitava 280 cv às 8800 rpm. A caixa de velocidades era uma X-Trac de sete mudanças, que substituiu a de 6 velocidades utilizada em 1996.
A verdade é que este ágil veículo chegou a ameaçar os carros de tracção integral (WRC), principalmente nos ralis de asfalto. Mas como em 1998 não houve desenvolvimento por parte da Peugeot, o 306 Maxi viu-se “ultrapassado” e a ameaça dos Kit Car esteve a cargo do Citroen Xsara Kit Car que chegou mesmo a vencer dois ralis em 1998.A miniatura apresentada é o Peugeot 306 Maxi de Gilles Panizzi (francês) no Rali de Monte Carlo de 1998. Gilles Panizzi foi apenas o 9º classificado, imediatamente à frente do seu compatriota e colega de equipa, François Delecour. Numa edição em que a neve esteve presente, como quase sempre, os 306 Maxi não puderam beneficiar das suas características excelentes para o asfalto.
Gilles Panizzi foi um piloto de ralis especialista em provas de asfalto, a prova disso são as 7 vitórias que constam no seu palmarés: todas em ralis de asfalto e sempre ao volante de um Peugeot 206 WRC: Volta à Córsega (2000 e 2002), Sanremo (2000, 2001 e 2002) e Catalunha (2002 e 2003). Panizzi também se sagrou campeão francês por duas vezes (1996 e 1997) com o Peugeot 306 Maxi. No Rali de Monte Carlo a melhor classificação que obteve foi o terceiro lugar em 2004 com um Mitsubishi Lancer WRC.

15 setembro 2009

Peugeot 307 WRC - M. Gronholm - T. Rautiainen (Rali de Monte Carlo de 2005)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 21).
Quando se estreou em 2004, o Peugeot 307 WRC tinha a difícil missão de substituir o 206 WRC, cujo currículo apresentava 5 títulos de campeão: 2 títulos de pilotos em 2000 e 2001 (Marcus Gronholm) e 3 títulos de marcas de 2000 a 2002. A Peugeot tomou a decisão de substituir o 206 WRC em finais de 2001, tendo passado os dois anos seguintes a preparar o Peugeot 307 para os ralis.
O facto do modelo de série dispor de um tejadilho amovível poderia representar um problema de falta de rigidez do carro mas esse problema foi resolvido com a célula de reforço e protecção. O Peugeot 306 WRC aproveitou alguns elementos e soluções do 206 WRC mas diferenciou-se deste apresentando uma maior distancia entre eixos e maior cumprimento pensando que assim podia ganhar maior estabilidade, tracção e potência em curva. O motor era o mesmo que o Citroen Xsara WRC (duas do Grupo PSA) utilizava, contudo a sua posição era diferente: colocado à frente e transversalmente, mas inclinado para trás. A caixa de velocidades e transmissão era novo em relação ao 206 WRC mas foi o elemento que deu mais dores de cabeça aos homens da Peugeot no primeiro ano de competição (2004). Como tal, para 2005 a Peugeot viu-se obrigada a reformular a caixa de velocidades e transmissão, o que tornou o 307 WRC mais fiável em 2005. O Peugeot 307 WRC estreou-se no Rali de Monte Carlo de 2004, com dois carros para Marcus Gronholm (finlandês) e Freddy Loix (belga). Problemas na caixa de velocidades e um pião impediram que Gronholm fosse além do quarto lugar final à frente do seu colega que foi o quinto. Nesse ano o Peugeot 307 WRC venceu dois ralis (Chipre e Finlândia) mas na realidade apenas contou a vitória na Finlândia porque no Chipre o 307 WRC foi desclassificado devido à utilização de uma bomba de água não regulamentada. Em 2005, com alguns problemas resolvidos, o Peugeot 307 WRC venceu dois ralis com Gronholm: o Rali da Finlândia e o Rali do Japão. No final do campeonato a Peugeot ficou em segundo lugar e Gronholm foi o terceiro classificado com os mesmos pontos do segundo. Contudo estes resultados não foram suficientes para que a Peugeot se mantivesse no Mundial de Ralis: 2005 seria sua última temporada nos ralis.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2005
No Rali da Turquia Sébastian Loeb (francês) deu continuidade à sua senda dominadora que vinha desde a Nova Zelândia. O piloto da Citroen venceu o seu quinto rali do ano, o quarto consecutivo, e não se antevia quando seria travado. Peter Solberg, o piloto norueguês da Subaru, foi o segundo e Gronholm em Peugeot foi o terceiro classificado.
O Rali da Acrópole foi a confirmação dos anteriores: Loeb e Citroen dominam por completo a concorrência. Nova vitória de Loeb com Toni Gardemeister (finlandês) em segundo no Ford Focus WRC. O terceiro classificado foi o espanhol Carlos Sainz em Citroen. Foi o seu último pódio no Mundial, após o quarto lugar alcançado no anterior rali. Com os pontos conquistados por Sainz nestes dois ralis, a Citroen assumia a primeira posição entre as marcas.
Para não fugir ao que vinha sendo habitual, o Rali da Argentina foi palco de nova vitória de Loeb, seguido de Marcus Gronholm e Peter Solberg, os seus adversários na luta pelo título.
Finalmente, no Rali dos Mil Lagos (Finlândia) Sébastien Loeb e o Citroen Xsara WRC foram travados na senda vitoriosa. O autor da proeza foi Marcus Gronholm e o Peugeot 307 WRC. Ainda assim, Loeb conseguiu o segundo lugar que servia perfeitamente para as suas pretensões no Mundial. O terceiro lugar foi para Markko Martin (estónio) em Peugeot 307 WRC. Contudo Loeb voltou às vitórias logo no rali seguinte, na Alemanha. François Duval (belga), colega de Loeb, foi o segundo e Gronholm foi o terceiro classificado.
Após 11 ralis disputados, Loeb e a Citroen dominavam nos respectivos campeonatos.
(continua)

26 abril 2009

Peugeot 206 WRC - M. Campos - C. Magalhães (Rali Mille Miglia de 2003)


Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O piloto português de ralis, Miguel Campos, foi um dos principais protagonistas no Campeonato Europeu de Ralis de 2003. No final do campeonato Miguel Campos sagrava-se vice-campeão europeu de ralis com os mesmos pontos que o campeão, Bruno Thiry (belga). Thiry venceu o campeonato porque obteve mais vitórias (5) que Miguel Campos (4).
Contudo a sua caminhada teve início no Mille Miglia, que era o primeiro rali do Campeonato Europeu. O principal candidato à vitória era o belga Bruno Thiry em Peugeot 206 WRC. Mas como Miguel Campos também dispunha de um Peugeot 206 WRC poderia ainda esperar alcançar uma boa classificação. O rali iniciou com alguns contratempos para Miguel Campos e ao logo da prova o piloto português teve que se empenhar a fundo para recuperar o tempo perdido.
Entretanto o principal candidato, Bruno Thiry, desistiu e Campos chegou ao último dia na segunda posição a quase um minuto de distância do primeiro lugar, Luca Pedersoli (italiano) num Peugeot 306 Kit Car. No inicio do último dia do rali, Campos ainda perde mais alguns segundos ao embater num rail de segurança. Mas depois disso passou ao ataque e foi obtendo os melhores tempos nos troços até conseguir chegar à vitória, com uma vantagem de 22 segundos sobre Pedersoli. A vitória de Miguel Campos na Mille Miglia significou também a primeira vitória de um piloto não italiano na história deste rali.
A miniatura que apresento representa o Peugeot 206 WRC com o qual Miguel Campos venceu o Rali Mille Miglia de 2003.

25 março 2009

Peugeot 206 WRC - R. Burns - R. Reid (Rali de Monte Carlo de 2003)



Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Peugeot 206 WRC tem no seu palmarés inúmeras vitórias, dois títulos de pilotos (Marcus Gronholm em 2000 e 2002) e três de marcas (2000, 2001 e 2002). Excelente currículo para um modelo que foi utilizado a nível oficial durante 4 anos.
No ano de 2003, a Peugeot iniciava o campeonato de ralis com o objectivo de defender os títulos conquistados no ano anterior. Para tal, a Peugeot manteve na equipa os dois últimos campeões do mundo: o campeão em título, Marcus Gronholm (finlandês) e o inglês Richard Burns, que conquistou o título de campeão em 2001 com a Subaru.
O Peugeot 206 WRC, que ia fazer em 2003 fazer a sua 4 temporada completa no mundial de ralis, deparou-se nesse ano com um excelente adversário disposto a terminar com o seu reinado. Curiosamente, ou talvez não, esse adversário era a Citroen e vinha do mesmo grupo (PSA) ao qual pertencia a Peugeot.
A miniatura que apresento é o Peugeot 206 WRC que Richard Burns utilizou no Rali de Monte Carlo de 2003. Esperava então um duelo entre duas marcas do Grupo PSA. A Citroen dispunha de uma equipa de luxo composta por Sebastian Loeb (francês), que já era a estrela emergente dos ralis, e dois ex-campeões, Carlos Sainz (espanhol) e Colin McRae (escocês). Do outro lado estava a Peugeot, com Marcus Gronholm, Richard Burns e Cedric Robert (francês). O duelo esperado não aconteceu e o rali foi dominado pela Citroen sendo que a sua superioridade sobre a Peugeot ficou evidenciada com a conquista dos três primeiros lugares: Loeb, McRae e Sainz. Richard Burns foi o melhor piloto da Peugeot ao ficar no 5º lugar.
No campeonato, a Peugeot ainda conseguiu mostrar porque é que tinha conquistado os títulos do ano anterior, chegando mesmo a liderar a classificação de marcas ao meio da temporada. No entanto na segunda metade da época a Citroen mostrou-se mais forte e levou o título de marcas. A Peugeot ficou em segundo lugar com 145 pontos (4 vitórias). Richard Burns ficou em 4º lugar com 58 pontos (nenhuma vitória).

Richard Burns nasceu a 17 de Janeiro de 1971 em Inglaterra. A sua carreira teve início em 1988 e a sua estreia no mundial de ralis aconteceu em 1990 no RAC. Nos três anos seguintes apenas participa no RAC. Em 1993 sagra-se campeão de Inglaterra com o Subaru Legacy. A partir de 1994, Richard Burns passa a participar em vários ralis do WRC. Em 1994 e 1995 conduz um Subaru Impreza. É no ano de 1995 que Burns consegue o seu primeiro pódio da carreira: foi o terceiro no RAC. Em 1996 passa para a Mitsubishi onde se mantêm até 1998. A sua primeira vitória acontece em 1996 no Rali da Nova Zelândia mas a prova apenas conta para os carros de 2 litros. No ano seguinte apenas consegue um pódio graças ao segundo lugar no Safari. Em 1998 vence pela primeira vez um rali do WRC, aconteceu no Safari. Durante o resto do campeonato não voltou ao pódio mas na última prova desse ano, no RAC, Burns volta a vencer. Termina o campeonato com 33 pontos (2 vitórias) e classifica-se em 6º, a sua melhor posição até então. Em 1999 muda para a Subaru e melhora substancialmente o seu currículo, soma mais 3 vitórias (Grécia, Austrália e RAC) e outros pódios e termina o campeonato na segunda posição com 55 pontos. No ano seguinte (2000), ainda na Subaru, vence 4 ralis (Safari, Portugal, Argentina e RAC)e volta a ficar em segundo lugar no campeonato (60 pontos). Em 2001, o último na Subaru, apenas vence um rali (Nova Zelândia) mas consegue uma sequência de bons resultados que lhe permite conquistar o título de campeão. Após isso muda para a Peugeot, onde corre nos dois anos seguintes (2002 e 2003), mas não volta a vencer nenhum rali. No fim de 2003, quando já tinha assinado contrato para regressar à Subaru em 2004, foi-lhe diagnosticado um tumor no cérebro. Richard Burns lutou nos dois anos seguintes contra a doença mas acabaria por falecer a 25 de Novembro de 2005. Tinha 34 anos.

04 janeiro 2009

Peugeot 206 WRC - V. Rossi - C. Cassina (Rali RAC de 2002)



Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Hoje volto a falar do Peugeot 206 WRC. Para não repetir o que já disse sobre o 206 WRC aconselho a leitura dos posts já existentes sobre este modelo da Peugeot:
- Peugeot 206 WRC - Rali de Portugal de 2002
- Peugeot 206 WRC - Volta à Córsega de 2000
Neste caso trata-se de uma situação “algo” especial no desporto motorizado.
Frequentemente temos assistido na carreira de vários pilotos à mudança de categoria dentro do desporto automóvel, como por exemplo mudar da F1 para o DTM. Mas de tempos a tempos, assistimos a incursões de alguns pilotos a experimentarem outras modalidades do desporto motorizado, por exemplo passar das motos para a competição automóvel. Neste último caso, o piloto que teve mais sucesso foi John Surtees, que foi várias vezes campeão nas motos tendo depois passado para a Formula 1 onde também se sagraria campeão mundial em 1964 pela Ferrari.
A situação que vos vou falar hoje é bem mais simples, a miniatura que apresento é o Peugeot 206 WRC que o piloto italiano Valentino Rossi (Campeão Mundial de MotoGP) utilizou na sua primeira prova oficial no mundial de ralis, que neste caso aconteceu no RAC de 2002. No entanto a estreia de Valentino Rossi nos ralis saldou-se por um abandono por se ter despistado. Valentino Rossi voltou a participar num rali do mundial em 2006 ao volante de um Subaru Impreza WRC (Rali da Nova Zelândia de 2006) tendo conseguido terminar a prova na 11ª posição. Valentino Rossi tem mais algumas participações noutros ralis que não fazem parte do WRC. Para além dos ralis, neste últimos anos têm-se falado e especulado muito em torno dos testes que Rossi tem vindo a fazer na Formula 1 com a Ferrari.
Esta miniatura do Peugeot 206 WRC de Rossi pertence à colecção referida mas só foi enviada, como oferta, para quem a assinou. A sua qualidade é bastante superior à qualidade das miniaturas da colecção: tem o interior decorado (publicidade nos bancos e rollbars mas faltam os cintos) e vem com as “palas” nas rodas.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2002
Foi no Rali da Nova Zelândia que se decidiram os títulos do mundial. Assim a três provas do final do campeonato, Marcus Gronholm (finlandês) e a Peugeot não deixaram fugir a oportunidade de conquistarem os títulos. Gronholm sagrou-se virtual campeão com uma vitória numa prova em que o finlandês mostrou a razão de ter sido o melhor do ano, dominado o rali. O seu colega de equipa e compatriota, Harri Rovampera, terminou em segundo lugar, o que deu à Peugeot o título de marcas. O terceiro lugar foi para Tommi Makinen (finlandês) num Subaru Impreza WRC.
Já com o título conquistado, Marcus Gronholm voltou a vencer no Rali da Austrália, o que confirmou ainda mais a sua vitória no campeonato. Rovampera foi novamente o segundo. Foi a nona dobradinha da Peugeot neste campeonato! As vitórias da Peugeot neste ano foram sempre com dobradinhas. Impressionante. O terceiro classificado foi Peter Soberg (norueguês) no Subaru Impreza WRC.
O RAC serviu para cumprir o calendário. Esteve muito perto outra vitória de Gronholm mas um erro do finlandês deitou por terra as pretensões do piloto de terminar o campeonato com novo triunfo e igualar o recorde de Didier Auriol de seis vitórias num ano. Deste modo foi Peter Solberg (Subaru) quem acabou por vencer o RAC o que significou para o norueguês a sua primeira vitória no mundial. O estónio Markko Martin ficou em segundo lugar e Carlos Sainz (espanhol) foi o terceiro, ambos em Ford Focus WRC.
O Mundial de Pilotos terminou com Gronholm em primeiro com 77 pontos (5 vitórias), conquistando o seu segundo título. A Peugeot venceu o campeonato de marcas com 165 pontos (9 vitórias).

27 dezembro 2008

Peugeot 206 WRC - M. Campos - C. Magalhães (Rali de Portugal de 2002)



Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Depois de Adruzilo Lopes ter guiado o Peugeot 206 WRC no Rali de Portugal de 2001, chegou a vez de Miguel Campos o substituir para a edição de 2002. Não sei se será impressão minha mas recordo-me de na altura ter ficado com a sensação de que alguma injustiça terá sido feita a Adruzilo Lopes nesta substituição…
Assim Miguel Campos surgiu no Rali de Portugal de 2002 ao volante do Peugeot 206 WRC como um dos favoritos, se não à vitória pelo menos ao lugar de melhor português. Neste ano o Rali de Portugal não contava para o Mundial de Ralis logo a organização teve que convidar dois pilotos de qualidade mundial (Didier Auriol e Andrea Aghini) para animar a prova.
Desde muito cedo se percebeu que os pilotos nacionais começaram a pensar mais no campeonato nacional do que tentar discutir posições de relevo que obrigavam a lutas com pilotos que não interferiam no campeonato nacional. Foi o caso de Miguel Campos que optou por não lutar pelo segundo lugar com Andrea Aghini, escolhendo pensar primeiro no campeonato português. Desse modo Miguel Campos acabou por ficar no terceiro lugar, atrás de Aghini mas à frente dos seus adversários do campeonato nacional.
Esta miniatura é o Peugeot 206 WRC com o qual Miguel Campos conseguiu o terceiro lugar no Rali de Portugal de 2002.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2002
No sempre duro Safari a Ford deu uma grande demonstração de robustez, aliás já no anterior rali, na Grécia, também uma dura prova, a Ford tinha resistido magnificamente levando a melhor sobre os adversários. Foi através de Colin McRae (escocês) que a Ford logrou obter uma vitória no Safari. McRae manteve-se nos primeiros lugares e foi beneficiando de alguns abandonos dos seus rivais: o finlandês Tommi Makkinen (Subaru) abandonou na primeira etapa; na Peugeot os azarados foram Marcus Gronholm (finlandês) e Richard Burns (inglês) contudo Harri Rovamera haveria de levar o seu Peugeot 206 WRC ao segundo lugar, atrás de Colin. O sueco Thomas Radstrom conseguiu um belo terceiro lugar com o Citroen Xsara WRC. Falta referir que o Ford de Carlos Sainz (espanhol) não resistiu à dureza do Safari.
O Rali dos Mil Lagos marcou decisivamente o campeonato, a Peugeot interrompeu a sequência de três vitórias da Ford nos últimos três ralis e Gronholm obteve uma vitória difícil, distanciando-se dos seus adversários no campeonato. Os dois colegas de equipa de Gronholm, Burns e Rovampera, foram os grandes opositores do finlandês na luta pela primeira posição. Mas a sorte esteve do lado de Gronholm: Burns, que era primeiro, acabou por ter algumas dificuldades mecânicas sofridas num dos muitos saltos do Mil Lagos, o que ditou o atraso do inglês; e Rovampera partiu a suspensão dianteira. Assim Gronholm venceu um rali no qual a oposição veio de dentro da própria equipa. Burns ficou em segundo lugar e Peter Solberg chegou em terceiro com o Subaru Impreza WRC. A cinco ralis do fim do campeonato, Gronholm e a Peugeot eram os favoritos à vitória nos respectivos campeonatos.
(continua)

14 outubro 2008

Peugeot 206 WRC - A. Lopes - L. Lisboa (Rali de Portugal de 2001)



Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Tal como no post anterior, esta miniatura do Peugeot 206 WRC também já foi tema de um post. Contudo hoje apresento a versão do Peugeot 206 WRC que Adruzilo Lopes utilizou no Rali de Portugal de 2001. Assim como já falei do Peugeot 206 WRC remeto os leitores para o post onde falei deste carro.
Para Adruzilo Lopes o Rali de Portugal de 2001 não deixou grandes recordações. Desde muito cedo se viu afastado dos primeiros lugares entre os pilotos nacionais. Uma má escolha de pneus e um furo deram origem a um significativo atraso logo nos momentos iniciais do rali. Posteriormente, Adruzilo Lopes danificou a direcção do Peugeot 206 WRC ao dar um toque numa pedra. Deste modo e apenas no quarto troço Adruzilo Lopes era obrigado a desistir. Foi uma decepção para o piloto português que depositava grandes esperanças no Peugeot 206 WRC para obter um resultado positivo. Rui Madeira acabou por ser o grande beneficiado ao conseguir ser o melhor português sem a oposição de Adruzilo Lopes.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2001
Após a vitória de Colin McRae (escocês) no Rali da Argentina, o piloto da Ford parecia ter recuperado a boa forma e partiu para as duas provas seguintes com redobrada confiança. Efectivamente, McRae veio a ser a grande sensação desses dois ralis.
O resultado final dos três primeiros no Rali do Chipre acabou por ser uma cópia do Rali da Argentina mas houve mérito e sentido táctico da parte de McRae para levar de vencido novamente o britânico, Richard Burns da Subaru. Inicialmente, foi o campeão em título, Marcus Gronholm (finlandês), que impôs o seu Peugeot 206 WRC aos demais candidatos. Mas este era um daqueles ralis em que o primeiro a sair para a classificativa acaba por ser prejudicado porque vai limpar o troço para os seus adversários, e neste caso foi o que aconteceu a Gronholm nesta fase inicial. Posteriormente, McRae e Burns assumiram os primeiros lugares ao passarem Gronholm e disputaram a vitória entre si. Para a última etapa, McRae penaliza para deixar que seja Burns a sair na frente. Com Burns a limpar a estrada, McRae supera-o sem problemas e vence o Rali do Chipre. Bruns fica em segundo lugar tendo Carlos Sainz (espanhol) obtido novamente o terceiro lugar.
Após duas vitórias consecutivas, McRae parecia estar embalado para uma excelente época. Para confirmar as duas anteriores vitórias, McRae haveria de juntar mais uma vitória no rali seguinte, na Acrópole. A Ford esteve muito bem neste rali e só por mero azar é que não conseguiu as duas primeiras posições. McRae venceu e Sainz viu escapar-lhe um segundo lugar no último troço do rali. O motor do Ford de Sainz cedeu e o segundo lugar foi para Peter Solberg (Subaru). Harri Rovampera, da Peugeot, terminou na terceira posição. Carlos Sainz abandonava pela primeira vez em sete ralis.
A meio do campeonato, McRae igualou Tommi Makinen (finlandês) no primeiro lugar. A Ford liderava na classificação por marcas.
(continua)