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05 janeiro 2011

Ford Escort RS Cosworth - F. Delecour - D. Grataloup (Rali de Monte Carlo de 1993)


Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 54).
O piloto francês François Delecour venceu o Rali de Monte Carlo de 1994 mas um ano antes tinha estreado o Ford Escort RS Cosworth, precisamente no rali monegasco.
O Ford Escort RS Cosworth dispunha da plataforma do Sierra 4x4, estando o motor de 4 cilindros em linha, de 1998 cc, montado na dianteira. A potência atingia os 300 cv às 6250 rpm. Utilizava uma caixa de 7 velocidades; a transmissão era integral de 3 diferenciais viscosos.
Foi com o novo Escort, que substituí o Sierra nos ralis, que a Ford “atacou” de novo o Campeonato do Mundo de Ralis em 1993. O modelo Sierra foi importante porque nele se experimentaram soluções mecânicas que depois foram aplicadas no novo Escort.
François Delecour pertencia aos quadros de pilotos da Ford e vinha já desde 1991 a tentar vencer o Rali de Monte Carlo. Nesse ano esteve mesmo muito perto de vencer a prova com o Sierra mas na parte final da prova perdeu a liderança devido a problemas mecânicos. A estreia do novo Escort aconteceu no inicio do campeonato de 1993, em Monte Carlo, e a equipa Ford era composta por dois carros, um para François Delecour e outro para Miki Biasion (italiano). A Ford partia como uma das favoritas mas havia que contar com a Toyota, a Mitsubishi e a Lancia. François Delecour assumiu a liderança quase desde o início e viu o piloto da Toyota, um dos principais concorrentes à vitória, Didier Auriol (francês), atrasar-se. O único que nesta fase conseguiu acompanhar Delecour foi o piloto italiano Andrea Aghini em Lancia Delta; Miki Biasion, colega de Delecour, também se debatia com problemas de transmissão e não conseguia acompanhar o francês. Entretanto Aghini desiste mas Auriol começa a recuperar na classificação. De facto o Toyota de Auriol mostrava grande competitividade e o francês da Toyota batia recordes recuperando muitos segundos para Delecour, até que na penúltima prova assume a liderança do rali. A vitória ficou definida na última prova e a favor de Didier Auriol e da Toyota. Nas posições seguintes ficaram os homens da Ford: Delecour em segundo e Biasion em terceiro. A vitória escapou mais uma vez a Delecour nos últimos momentos do rali mas venceria durante o campeonato por 3 vezes, ficando em segundo lugar no mundial, atrás de Auriol que se sagrou campeão. A Ford também terminou o campeonato em segundo, sagrando-se a Toyota Campeã do Mundo.
Finalmente, em 1994, François Delecour acabou por vencer o Rali de Monte Carlo ao volante do Ford Escort RS Cosworth, vingando-se das derrotas de 1991 e 1993.
Aqui fica uma lista de seis Ford Escort RS Cosworth (cinco de ralis e um de pista) que fazem parte da minha colecção:

23 julho 2009

Ford Sierra Cosworth 4x4 - F. Delecour - D. Grataloup (Rali de Monte Carlo de 1992)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 17).
Um ano após a estreia no Rali de Monte Carlo de 1991, o Ford Sierra Cosworth 4x4 voltou a estar presente na edição de 1992 do mítico rali. A equipa Ford reforçou-se com a contratação do piloto italiano Miki Biasion, e manteve o piloto francês François Delecour. Se um azar mecânico retirou a vitória em 1991 ao Sierra, neste ano as coisas não correram melhor para a equipa Ford. Miki Biasion teve problemas vários problemas (no diferencial, turbocompressor e na direcção) que não lhe permitiram ir além do oitavo lugar final. Por sua vez, François Delecour, também com problemas no turbo, apenas conseguiu terminar na quarta posição. A concorrência continuava forte e mais fiável que o Sierra; a Lancia e a Toyota continuavam a dominar o panorama dos ralis.
Apesar das boas prestações o Sierra Cosworth 4x4 não chegou a vencer nenhuma prova do mundial (o Sierra RS Cosworth de tracção traseira venceu uma prova, a Volta à Córsega de 1988). No final do campeonato de 1992 a Ford ficava na quarta posição, enquanto Biasion e Delecour eram quartos e sextos, respectivamente. Esta foi a última temporada do Sierra Cosworth 4x4, onde alcançou dois segundos lugares (Biasion em Portugal e Delecour na Córsega) e dois terceiros lugares (Biasion na Grécia e Delecour no San Remo).
A miniatura representa o Ford Sierra Cosworth 4x4 com o qual François Delecour terminou na 4ª posição o Rali de Monte Carlo de 1992. Chamo à atenção do facto de a miniatura vir com o seguinte pormenor: as rodas e o Ford estão “sujos” com neve. Esse pormenor de qualidade, que com os cintos nos bancos, representam uma evolução em relação ao anterior Ford Sierra Cosworth 4x4 de 1991 (também da Altaya –RallyCar Collection).

François Delecour nasceu a 29 de Agosto de 1962 na França. A sua carreira nos ralis teve início em 1981 ao volante de um Autobianchi A112. Apesar de ter passado por várias equipas, como a Ford, Mitsubishi e Peugeot, Delecour apenas conseguiu vencer 4 ralis: a sua primeira vitória foi em Portugal (1993) com o Ford Escort, nesse ano ainda venceu na Catalunha e na Córsega; 1993 foi o seu melhor ano da carreira tendo terminado o campeonato na segunda posição. Em 1994, ainda na Ford, venceu no Monte Carlo (foi a sua 4ª e última vitória no WRC). Em 1999 ainda fez parte da equipa Peugeot que com os novos 206 WRC dominaram durante 3 anos mas Delecour não beneficiou disso e acabou mesmo por se envolver em intrigas internas com Gilles Panizzi, seu colega de equipa, durante o ano de 2000; esses acontecimentos precipitaram a sua saída da Peugeot. Delecour foi um piloto com grande qualidade mas não conseguiu vencer mais nenhum rali até ao final da sua carreira, que aconteceu em 2002.

12 novembro 2007

Ford Escort RS Cosworth - F. Delecour - D. Grataloup (Rali de Monte Carlo de 1994)



Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
A Ford sempre foi uma marca de respeito no mundo dos ralis que durante a década de 70 esteve no topo da categoria principalmente devido aos seus modelos Escort MkI e MkII. Na década de 80 e após a proibição dos carros do Grupo B, no final de 1986, a Ford competiu nos ralis com o Sierra RS Cosworth (1987) e depois com o Sierra RS Cosworth 4x4. Mas o Sierra não era suficientemente competitivo para derrotar os adversários mais poderosos e conquistar os títulos. Contudo conseguiu vencer alguns ralis do mundial.
O sucessor do Sierra foi apresentado em 1993 e este foi realmente a verdadeira aposta da Ford para tentar conquistar o título de marcas que fugia à Ford desde 1979. Deste modo era apresentado o Ford Escort RS Cosworth. Recuperou-se o nome “Escort” e a sigla “RS” que tantas alegrias tinham proporcionado à Ford.
O Escort RS Cosworth tinha um motor de 4 cilindros em linha, de 1993 cc que debitava uma potência de 300 cavalos às 5800 rpm.
O ano de estreia, em 1993, foi o melhor para o Ford Escort RS Cosworth. Obteve 4 vitórias: Rali de Portugal (a primeira vitória do francês François Delecour), Volta à Córsega (Delecour), Acrópole (Miki Biasion, última vitória do italiano nos ralis) e Rali da Catalunha (Delecour). Mas os títulos acabaram por escapar à Ford: Delecour ficou em segundo lugar entre os pilotos e a Ford também acabou em segundo lugar nos construtores. Foi a primeira vez, desde 1979, que a Ford esteve muito perto de conquistar o título. Em 1988 também terminou no segundo lugar mas nunca teve qualquer hipótese de lutar pelo título tal era a diferença para a Lancia.
Nos anos seguintes, 1994 a 1996, o Ford Escort RS Cosworth apenas conseguiu vencer mais 3 ralis: Rali de Monte Carlo de 1994 (Delecour), Rali dos 1000 Lagos de 1994 (Tommi Makinen, primeira vitória do finlandês) e Rali da Indonésia de 1996 (Carlos Sainz). Em 1997, o Ford Escort RS Cosworth foi substituído pelo Ford Escort WRC.
Esta miniatura que hoje apresento é alusiva ao Ford Escort RS Cosworth com o qual François Delecour venceu o Rali de Monte Carlo de 1994.
François Delecour nasceu a 29 de Agosto de 1962 em Cassel (França). Começou a correu em 1981. A sua estreia no Mundial de Ralis aconteceu em 1984 (Rali de Monte Carlo) mas só em 1991 começa a participar regularmente no Campeonato do Mundo de Ralis. Esteve ligado à Ford desde 1991 até 1996. Depois passa para a Peugeot até 2000. Contudo em 1999 faz o Rali de Monte Carlo num Ford. Em 2001 volta a guiar para a Ford e em 2002, o seu último ano da carreira no Mundial de Ralis, corre pela Mitsubshi.
O seu melhor ano foi em 1993 (Ford) quando termina o campeonato na segunda posição. Delecour venceu 4 ralis do mundial, todos ao volante do Ford Escort RS Cosworth. A sua primeira vitória foi no Rali de Portugal em 1993. Retirou-se do Mundial de Ralis em 2002.
Campeonato do Mundo de Ralis de 1994Neste ano o campeonato foi reduzido para 10 ralis em vez dos 13 ralis do ano anterior. A Ford manteve os seus principais pilotos Miki Biasion (italiano) e François Delecour (francês); a Toyota também manteve os seus pilotos, Juha Kankkunen (finlandês) e Didier Auriol (francês); a Subaru contratou a Carlos Sainz (espanhol) e manteve Colin McRae (escocês).
O primeiro rali disputou-se em Monte Carlo. A Ford começou o campeonato da melhor forma, François Delecour bateu o campeão em título, Juha Kankkunen (Toyota). Carlos Sainz, que fazia a sua primeira prova na Subaru, conseguiu ficar em terceiro lugar.
No Rali de Portugal, a Toyota deu sinais claros de que ainda era a equipa mais forte. Juha Kankkunen (Toyota) ainda teve que se preocupar com Delecour (Ford). Mas depois da desistência do francês da Ford bastou-lhe controlar o seu colega de equipa, Didier Auriol. A Toyota conseguiu os dois primeiros lugares, Kankkunen e Auriol. Miki Biasion (Ford) ficou em terceiro.
No Safari, a Toyota correu praticamente sozinha já que tanto a Ford como a Subaru decidiram não participar no rali africano alegando falta de fiabilidade dos seus carros. A Mitsubishi levou apenas um carro para o japonês Kenjiro Shinozuka e que viria a terminar na segunda posição. A vitória foi para o queniano Ian Duncan num Toyota. Auriol sofreu alguns problemas mecânicos e apenas foi terceiro. Kankkunen cometeu um erro e desistiu em consequência disso. Talvez a Ford e a Subaru se tenham precipitado ao não participarem no Safari...
Antes da Volta à Córsega, a Ford perdeu o contributo do seu piloto, François Delecour, porque este sofreu um acidente de viação. Delecour partiu os tornozelos e ficou afastado dos ralis durante vários meses.
Como Delecour era um especialista no asfalto e estava afastado da Volta à Córsega, esperava-se uma prova mais fácil para os pilotos da Toyota. Efectivamente, Auriol (Toyota) conseguiu vencer mas Carlos Sainz (Subaru) foi um adversário complicado, sinal de que o Subura Impreza começava a ser mais competitivo. Sainz foi o segundo e Andrea Aghini (Toyota) o terceiro.
No Rali da Acrópole, a Subaru mostrou que o resultado anterior não fora obra do acaso. Os dois pilotos da Subaru, McRae e Sainz, dominaram por completo o rali. McRae era o primeiro mas foi desclassificado e assim Sainz assumiu a liderança até à vitória, tendo beneficiado com os problemas dos pilotos da Toyota. Armin Schwarz (Mitsubishi) foi o segundo enquanto que Kankkunen terminou na terceira posição.
Após 5 ralis, Kankkunen e Sainz estavam em primeiro lugar no campeonato de pilotos com 57 pontos, Auriol estava a 10 pontos de distância. Nos construtores, a Toyota liderava com 91 pontos seguida da Subaru com 78 pontos.
(continua)

28 agosto 2007

Ford Sierra RS Cosworth 4x4 - F. Delecour - A-C. Pauwels (Rali de Monte Carlo de 1991)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Ford Sierra RS Cosworth 4x4 teve uma estreia auspiciosa no Rali de Monte Carlo em 1991. Um pequeno azar retirou-lhe a vitória no seu primeiro rali.
A versão do Sierra de tracção traseira já tinha dado mostras do seu valor mas não era suficiente para bater a concorrência, os Lancia Delta e os Toyota Celica, de tracção integral. As provas do valor do Ford Sierra RS Cosworth eram os títulos que iam sendo conquistados no campeonato britânico de ralis. Mas outros títulos surgiam, conquistados por outras versões do Sierra, como por exemplo os títulos no Mundial de Superturismos obtido pelo Ford Sierra RS500.
Assim, o passo seguinte que a Ford deu nos ralis foi dotar o Sierra RS Cosworth de tracção integral e deste modo nascia o Ford Sierra RS Cosworth 4x4. Julga-se que a Ford estaria uns anos atrasada nesse passo que deu, isto é, o Sierra devia ter sido dotado de tracção integral uns anos antes.
A miniatura do Ford Sierra RS Cosworth 4x4 que hoje apresento é alusiva ao Rali de Monte Carlo de 1991, conduzido pelo piloto francês François Delecour e que terminaria o rali monegasco no terceiro lugar. A Ford termina o ano na 4ª posição com 54 pontos e sem vencer nenhum rali. François Delecour foi o melhor piloto da Ford, fica em 7º lugar tendo conseguido dois terceiros lugares (Monte Carlo e Catalunha), um quarto lugar (San Remo) e um sexto lugar (RAC).
Campeonato do Mundo de Ralis de 1991
O campeonato desse ano iria ser longo, composto por 14 ralis dos quais apenas 10 contavam para o campeonato de marcas, era o mais extenso até então disputado.
O rali de Monte Carlo foi bastante disputado e o campeão de 1990, o espanhol Carlos Sainz (Toyota), teve um adversário inesperado. Durante as várias etapas do rali, Sainz teve um duelo emocionante com François Delecour que estreava o novo Sierra RS Cosworth 4x4. Após o primeiro dia, Delecour conseguiu ultrapassar os Lancia de Miki Biasion (italiano) e Bruno Saby (francês) e colocar-se em segundo lugar a poucos segundos de Sainz. Daqui até ao fim do rali, os dois alternaram na liderança da prova, sendo que a diferença entre os dois era sempre mínima. Quando faltava um troço para o final e numa altura em que provavelmente a diferença entre os dois era o suficiente para Delecour não deixar fugir a vitória, uma rótula partida privou o Sierra e Delecour de uma vitória certa, que seria a primeira do francês no mundial de ralis e a primeira do Sierra e logo na sua estreia. Assim, Carlos Sainz venceu e Delecour acabou no último lugar do pódio. Biasion ficou em segundo lugar.
O resto do campeonato foi um longo e duro duelo entre o espanhol Carlos Sainz (Toyota) e o finlandês Juha Kankkunen (Lancia). Carlos Sainz ganhou vantagem nos primeiros oito ralis do campeonato. Após o rali da Suécia, cujo vencedor foi o sueco Keneth Eriksson (Mitsubishi), Sainz e Kankkunen foram alternando as vitórias; o espanhol venceu em Portugal e o finlandês venceu no Safari. Depois na Volta à Córsega, Sainz volta a vencer. Na Acrópole, Kankkunen vence com Sainz em segundo lugar. Nos dois ralis seguintes, Nova Zelândia e Argentina, o espanhol da Toyota vence as duas provas e ganha vantagem sobre Kankkunen que ainda consegue o segundo lugar na Nova Zelândia mas não vai além do quarto lugar na Argentina.
Decorridas que estavam oito provas, Sainz tinha vencido 5 contra apenas 2 de Kankkunen.
Às duas anteriores vitórias de Sainz, Kankkunen respondeu da melhor foram possível e venceu os dois ralis que se seguiram: Mil Lagos e Austrália. Provavelmente terá sido aqui que o espanhol começou a perder o título de 1991 porque apenas consegue terminar em quarto lugar na Finlândia e abandona na Austrália. No Rali de San Remo, a Lancia domina por completo as operações (os três primeiros lugares com a vitória do francês Didier Auriol) enquanto que Carlos Sainz apenas consegue o 6º lugar não aproveitando da melhor forma o abandono de Kankkunen. Após a vitória de Shinozuka (Mitsubishi) na Costa do Marfim, Juha Kankkunen consegue um segundo lugar na Catalunha beneficiando da desistência do espanhol. A vitória foi para o alemão Armin Schwarz num Toyota.
Ao chegar ao último rali do ano, o RAC, Kankkunen era o primeiro com 138 pontos e Sainz o segundo com 131 pontos. Como apenas contavam os nove melhores resultados, Kankkunen iria já descontar um resultado caso pontuasse enquanto que Sainz não e bastava-lhe terminar nos cinco primeiros lugares e à frente do finlandês para renovar o título. E o espanhol quase que consegue. Sainz era o líder do rali quando um junta da cabeça queimada o atrasa de forma irremediável não conseguindo melhor que um terceiro lugar no final... mas Kankkunen vence o RAC e sagra-se campeão pela terceira vez. Conseguiu 5 vitórias e 150 pontos contra 5 vitórias e 143 pontos de Sainz.
A Lancia voltou a vencer o campeonato de marcas (5º titulo consecutivo), com 137 pontos e 6 vitórias contra 128 pontos e 6 vitórias da Toyota.