28 agosto 2011

Ford Escort Cosworth - P. Bernardini - B. Occelli (Rali de Monte Carlo de 1996)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 69).
O Ford Escort Cosworth do Grupo A foi um excelente carro de ralis que esteve muito perto de se sagrar campeão do mundo. A oportunidade de vencer o campeonato surgiu logo no ano da sua estreia em competição no ano de 1993. Com o decorrer das épocas que esteve em competição nunca mais esteve tão perto do título como nesse ano.
A miniatura que hoje vos apresento é o Ford Escort Cosworth de Patrick Bernardini (francês) no Rali de Monte Carlo de 1996. Nesse ano o Monte Carlo apenas contava para o campeonato de 2 litros e como tal os principais favoritos no Campeonato do Mundo de Ralis não estiveram presentes. A vitória sorriu a este piloto privado, Patrick Bernardini, ao volante do Ford Escort Cosworth do Grupo A. Em segundo lugar ficou o piloto francês François Delecour num Peugeot 306 Maxi. No ano seguinte a Ford apresentaria o novo modelo Escort de acordo com o regulamento do WRC.
O Ford Escort Coswort de Grupo A venceu por duas vezes o Monte Carlo (em 1994 por François Delecour e em 1996 por Bernardini) mas conseguiu outros resultados de destaque em mais duas edições do Monte Carlos: em 1993 foi segundo e terceiro classificado (François Delecour e Miki Biasion, respectivamente) e em 1995 Delecour foi novamente segundo classificado. Não deixa de ser um excelente currículo do Escort no mítico Monte Carlos, assim como para Delecour.
O Ford Escort Coswort foi construído com a base do Sierra, o motor era um 4 cilindros em linha, colocado na posição dianteira e longitudinal. A cilindrada era de 1993 cc com uma potência na ordem dos 300 cv às 5800 rpm. A caixa Ford, não sequencial, era de seis ou sete velocidades e a transmissão integral com dois diferenciais activos e o traseiro mecânico.
A qualidade desta miniatura é bastante apreciável, tanto a nível externo como interno, sendo de destacar no seu interior: os cintos, roda suplente, manómetros, extintores, alavanca da caixa e travão de mão razoavelmente detalhados. Muito bom!
Patrick Bernardini nasceu a 18 de Junho de 1963 em França. Bernardini venceu por duas vezes o Campeonato Francês de Ralis ao volante do Ford Escort RS Coswort (1994 e 1995). No seu palmares regista 19 participações em ralis do Campeonato do Mundo, onde utiliza carros da BMW, Lancia e Ford. A sua única vitória foi a que conseguiu em 1996 no Rali de Monte Carlo.

15 agosto 2011

Renault 5 GT Turbo - A.Oreille - G. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1989)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 68).
O Renault 5 GT Turbo, que sucedeu ao Renault 5 Alpine Turbo, foi o antecessor do Renault Clio. Lançado em 1981, este modelo teve uma segunda geração quando em 1985 foi desenvolvida a partir da arquitectura do Renault 5 (Supercinq).
A versão desportiva do Renault 5 GT Turbo estava equipada com um motor de 1397 cc, colocado na posição transversal na frente do carro, sendo a sua potencia muito próxima dos 190 cv às 6200 rpm. A alimentação era feita através de um carborador Solex e usava um turbocompressor Garrett T2 com um intercooler ar-ar. Não deixava de ser espantoso que, na versão de série, um carro com estas dimensões e com uma potência a rondar os 120 cv pudesse ultrapassar os 200 km/h. Era de facto impressionante para um pequeno carro de série… na versão desportiva deveria ser uma pequena “bomba”!
A estreia do Renault 5 GT Turbo aconteceu no Rali de Monte Carlo de 1989, cabendo ao francês Alain Oreille a honra de o pilotar nas classificativas monegascas e de lutar por um lugar de destaque no Grupo N (campeonato para automóveis muito próximos da produção de série). Alain Oreille conseguiu levar o pequeno Renault 5 GT Turbo até à 10ª posição final vencendo na categoria do Grupo N. Nada mau para um veiculo desta cilindrada que ficou à frente de veículos de maior cilindrada. A miniatura representa o Renault 5 GT Turbo de Alain Oreille no Rali de Monte Carlos de 1989, a prova da sua estreia em competição.
Miki Biasion (italiano) venceu o Monte Carlo ao volante de um Lancia Delta Integrale, seguido do seu colega de equipa Didier Auriol (francês). Biasion viria a sagrar-se campeão do mundo em 1989 com 5 vitórias e 106 pontos.
Ao longo do campeonato, Alain Oreille foi vencendo outras provas no Grupo N, tais como a Volta à Córsega e no San Remo. Na Costa do Marfim estava reservado ao pequeno Renault 5 GT Turbo a sua maior performance, visto que pela primeira vez na História dos ralis um automóvel do Grupo N conquistou a vitória absoluta! Foi de facto um feito extraordinário. Alain Oreille e o Renault 5 GT Turbo venceram o campeonato do Grupo N e em 1990 voltariam a repetir o feito, sendo de destacar o terceiro lugar da classificação geral alcançado por Oreille no Renault 5 GT Turbo novamente na Costa do Marfim.
Posteriormente o Renault Clio entraria em competição forçando a retirada dos ralis deste pequeno carro.

07 agosto 2011

Seat Cordoba WRC - T. Gardemeister - P. Lukander (Rali da Nova Zelândia de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (oferta).
O Seat Cordoba WRC participou em 2 temporadas completas no Campeonato do Mundo de Ralis, mais precisamente em 1999 e 2000. A estreia da equipa Seat oficial no WRC aconteceu no campeonato de 1998, no Rali da Finlândia. Contudo ao fim de 2 anos de competição o Seat Cordoba WRC não conseguiu resultados que convencessem os responsáveis da marca a manter o programa de ralis. Assim, no final de 2000, a equipa oficial da Seat retirou-se dos ralis.
A Seat terminou os dois campeonatos no 5 lugar: em 1999 conseguiu 23 pontos sendo o terceiro lugar o melhor resultado obtido, em dois ralis; em 2000 a Seat apenas conseguiu 11 pontos e apenas um terceiro lugar. Em face destes resultados, o campeonato de 2000 foi o último da Seat oficial.
O Seat Cordoba WRC dispunha de um motor de 1995 cc de cilindrada que debitava cerca de 300 cv de potência. De salientar que o Cordoba WRC teve mais duas evoluções desde o momento em que se estreia em 1998 até à sua retirada em 2000: o Cordoba WRC E2 e o Cordoba WRC E3.
A miniatura apresentada é o Seat Cordoba WRC E2 de Toni Gardemeister no Rali da Nova Zelândia de 1999. O rali foi disputado entre os dias 15 e 18 de Julho, com apenas uma lista de 82 participantes dos quais apenas 46 terminariam. A prova percorria uma distância de 1681 km dos quais 401 km eram cronometrados em 26 especiais.
A vitória foi para o finlandês Tommi Makinen, que seria o campeão no final da temporada, ao volante de um Mitsubishi. O segundo lugar foi o ex-campeão Juha Kankkunen (finlandês) num Subaru Impreza WRC. Toni Gardmeister, também finlandês, acompanhou os seus compatriotas com o terceiro lugar e levou o Seat Cordoba ao seu primeiro pódio.
Toni Gardemeister nasceu a 31 de Março de 1975 na Finlândia. A sua estreia no WRC aconteceu em 1996 no Rali dos Mil Lagos em 1996 ao volante de um Opel Astra. Ainda nesse ano efectua mais uma prova do WRC num Nissan Sunny, com o qual participa em mais dois ralis em 1997. Inicia o ano de 1998 com o Nissan mas depois passa para a Seat ao volante de um Ibisa GTi 16V Evo2. Esta evolução na sua carreira acontece depois de ter vencido em 1997 o campeonato finlandês do Grupo A no Nissan Sunny.
Gardemeister manteve-se na Seat desde 1998 até à retirada da marca em 2000; foi um dos pilotos que em 1998 ajudou a Seat a vencer o campeonato destinado aos carros de duas rodas motrizes e de 2 litros. Gardemeister ajudou a desenvolver o Cordoba para o WRC e foi o piloto que deu o primeiro pódio ao Seat Cordoba WRC ao ficar em terceiro no Rali da Nova Zelândia de 1999. Depois da saída de cena da Seat, Gardemeister participa em 2001 como piloto privado com um Peugeot em 2 ralis e é contratado pela Mitsubishi para mais 2 ralis nesse ano. No período de 2002 a 2004 é piloto da Skoda onde utiliza os modelos Octavia WRC e Fabia WRC, contudo nunca mais voltou a obter qualquer pódio. Mais uma vez o abandono de uma marca, neste caso a Skoda, deixa-o novamente sem contrato mas Gardemeister resolve a sua situação ao entrar para a equipa Ford, onde permanece apenas um ano. E é neste ano de 2005 que Toni Gardemeister obtêm os melhores resultados da sua carreira desportiva: ao volante do Ford Focus WRC alcança dois segundos lugares e dois terceiros lugares, terminado o campeonato de pilotos em 4º lugar com 58 pontos. Depois segue-se um ano de 2006 bastante irregular em participações mas mesmo assim com alguns resultados muito interessantes: um terceiro lugar no Monte Carlo com o Peugeot 307 WRC e mais 3 ralis ao volante do Citroen Xsara WRC (dois quartos lugares e um quinto lugar). No ano de 2007 participa em 6 ralis mas os resultados são mais fracos: cinco ralis com o Mitsubishi Lancer WRC (dois sextos lugares, um sétimo e duas desistências), o outro rali é efectuado ao volante do Citroens Xsara WRC onde alcança mais um sétimo lugar.
Em 2008 entra num novo projecto: a Suzuki lança um novo modelo para participar no WRC e Toni Gardemeister é contratado para desenvolver o Suzuki SX4 WRC. Durante todo o campeonato foram desenvolvidos esforços para dar competitividade ao SX4 WRC mas sem nunca conseguiu melhor que o sexto lugar alcançado já no final do campeonato no Rali do Japão. Após uma temporada no WRC e sem resultados satisfatórios, a Suzuki abandona o WRC. Após a aventura Suzuki a carreira de Toni Gardemeister no WRC praticamente encerrou sem nunca ter vencido um rali do mundial. Nos dois anos seguintes, Gardemeister regista algumas participações no IRC.

Aqui ficam outras miniaturas do Seat Cordoba WRC que fazem parte da minha colecção:

Seat Cordoba WRC de Rui Madeira no Rali de Portugal de 2000

Seat Cordoba WRC de Didier Auriol no Safari de 2000

23 julho 2011

Toyota Celica GT - Four - J. Kankkunen - N. Grist (Rali de Monte Carlo de 1995)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (Fasc. nº 64).
Durante a primeira metade da década de 90 o Toyota Celica tornou-se no maior rival do Lancia Delta tendo mesmo conseguido destronar o carro italiano no domínio dos ralis. Contudo em 1995 o Celica viria a sofrer uma significativa humilhação que levou ao fim da sua carreira desportiva. Após ter vencido o título de marcas em 1993 e 1994 e o de pilotos em 1992 (Carlos Sainz, o espanhol venceu o Monte Carlo de 1991 com o Celica e venceu na Catalunha em 1992),1993 (Juha Kankkunen) e 1994 (Didier Auriol, o francês venceu o Monte Carlo de 1993 com o Celica), o Toyota Celica surgia em 1995 como favorito ao título. Para esse campeonato a Fia introduziu uma alteração técnica: impôs um estrangulador de admissão de 34 mm, quando anteriormente era de 38 mm. Esta alteração penalizou o Celica. A Subaru assumiu o domínio nos ralis e enquanto o campeonato decorria chegava-se à conclusão que o Celica não se mostrava tão competitivo como os seus adversários.
O escândalo aconteceu no Rali da Catalunha quando os comissários numa inspecção ao Toyota Celica detectaram um sistema no estrangulador de admissão que deixava entrar mais ar para o motor do que o permitido pelo regulamento. A Fia decidiu castigar severamente a Toyota desclassificando-a do campeonato e proibindo a equipa de participar no campeonato de 1996. Foi o fim da carreira desportiva do Toyota Celica no campeonato do mundo de ralis. No entanto este modelo ainda participou no Campeonato da Europa de 1996 sagrando-se campeão com Armin Scharwz (alemão). Entretanto a Toyota começou a preparar o Toyota Corolla WRC para o regresso ao Campeonato do Mundo de Ralis.
A miniatura representa o Toyota Celica GT-Four de Juha Kankkunen (finlandês) no Rali de Monte Carlo de 1995. Kankkunen terminou o Monte Carlo num honroso 3º lugar, prova que foi vencida pelo espanhol Carlos Sainz num Subaru Impreza. O segundo lugar de Kankkunen em Portugal (no ano anterior Juha Kankkunen tinha vencido em Portugal), a vitória de Didier Auriol (francês), colega de Kankkunen, na Volta à Córsega e o 2º lugar na Nova Zelândia foram os melhores resultados do Toyota Celica nesse ano.
O Toyota Celica GT-Four estreou-se no Rali de San Remo de 1994. O motor era um 4 cilindros em linha, colocado na posição dianteira transversalmente. A cilindrada era de 1998 e debitava 300 cv às 5600 rpm. A transmissão era integral com diferencial mecânico à frente, electrohidráulico ao centro e hidráulico/mecânico atrás.
Juha Kankkunen, nascido a 2 de Abril de 1959 na Finlândia, foi um dos grandes pilotos de ralis. Kankkunen foi campeão em quatro ocasiões: em 1986 pela Peugeot, em 1987 e 1991 pela Lancia e em 1993 pela Toyota. A sua estreia aconteceu em 1978 e terminou a carreira em 2002, durante esses anos somou 23 vitórias em ralis do mundial. Ao longo da sua carreira guiou para várias equipas: Toyota, Peugeot, Lancia, Ford, Subaru e Hyunday.

05 julho 2011

Hotchkiss 686 GS - J. Trévoux - M. Lesurque (Rali de Monte Carlo de 1949)

 Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (Fasc. nº 65).
Muito antes das actuais marcas que dominam ou dominaram nos últimos 30 anos o rali de Monte Carlo, a Hotchkiss obteve grandes sucessos neste mítico rali: entre 1932 e 1939 venceu 4 ralis do Monte Carlo e depois venceu mais duas vezes em 1949 e 1950.
A Hotchkiss foi fundada em 1867 pelo engenheiro americano Benjamin Hotchkiss com o objectivo de fabricar armamento. A fábrica estava situada nos arredores de Paris e fabricava explosivos e canhões para o exército francês. Mesmo depois da morte do seu fundador em 1885 a Hotchkiss continuou em franco desenvolvimento, até que em 1903 decidiu lançar-se no fabrico de automóveis, camiões e veículos militares e, mais especialmente, de blindados ligeiros. In fascículo nº 65 da colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos.
Com a aquisição de uma empresa de estampagem de aço, a Hotchkiss começou a produzir as suas próprias carroçarias, e assim começou a produzir automóveis de grande qualidade a preços médios ou elevados. A posição no mercado não era concorrer com os carros de luxo nem com os mais populares e acessíveis; o nicho de mercado que interessava era o intermédio. 
O Hotchkiss 686 GS (Grand Sport) surge sensivelmente em 1936, numa altura em que modelos anteriores da marca já tinham vencido o Monte Carlo por três vezes. O Hotchkiss 686 GS dispunha de um motor de 3485 cc de dois carburadores que debitava cerca de 130 cv às 4500 rpm. A tracção era traseira e atingia os 160 km/h como velocidade de ponta. Antes do inicio da Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Hotchkiss obteve a sua quarta vitoria no Monte Carlo. Durante a guerra a produção deste modelo ficou suspensa e a fábrica foi utilizada na produção e reparação de veículos militares. Entretanto a Peugeot passou a controlar a Hotchkiss a partir de 1942 e a produção do 686 GS só é retomada em 1946, depois de terminada a guerra.
Algumas alterações foram introduzidas como uma suspensão dianteira independente por molas e braços sobrepostos, um sistema de travões hidráulicos e uma caixa electromagnética Cotal de 4 velocidades. No resto, a sua carroçaria manteve-se idêntica à da antes da guerra.
A miniatura apresentada é o Hotchkiss 686 GS de Jean Trévoux (francês) na vitória do Rali de Monte Carlo de 1949, naquela que foi a primeira edição da prova após a Segunda Guerra Mundial. No ano seguinte a vitória foi novamente para um Hotchkiss 686 GS mas guiado por Marcel Becquart (francês). Esta seria a terceira vitória consecutiva do Hotchkiss 686 GS e a sexta e última vitória da marca. Jean Trévoux venceu por 4 vezes o Rali de Monte Carlo: em 1934 como co-piloto, depois como piloto venceu em 1939, 1949 e 1951 (esta última vitória foi ao volante de um Delahaye, as anteriores foram sempre num Hotchkiss). Resumindo, a Hotchkiss fundiu-se em 1954 com a Delahaye e a produção de automóveis terminou em 1955. Contudo ainda se produziu um jipe militar e alguns veículos industriais até ao início da década de sessenta.
Fonte: fascículo nº 65 da colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos.

Nota: como a época invoca as fotos a preto e branco o post está desse modo documentado com fotos a preto e branco mas aqui ficam também as fotos a cores da miniatura.
 

23 junho 2011

Melkus RS 1000 (1969)

 Esta miniatura é da marca Minichamps.
A miniatura do Melkus RS 1000 é uma das mais recentes aquisições da minha colecção. Confesso que desconhecia por completo esta marca e como tal recorri à wikipedia para obter algumas informações.
O Melkus RS 1000 era um pequeno desportivo, de tracção traseira, construído na Alemanha numa fábrica em Dresden, entre 1969 e 1979. Nesse período foram construídos 101 exemplares do Melkus RS 1000. Este modelo utilizava o motor do Watburg 353, que tinha uma cilindrada de 992 cc, debitando 74 cv de potência o que permitia atingir cerca de 175 km/h de velocidade máxima. Posteriormente alguns carros vieram a dispor de um motor de 1200 cc. O motor estava colocado em posição central e utilizava uma caixa de cinco velocidades.
A versão desportiva do Melkus RS 1000 de 992 cc debitava 90 cv de potência para o carro de estrada mas a versão de corrida já tinha 118 cv de potência e atingia os 210 km/h de velocidade máxima. Esta melhoria na performance devia-se à utilização de um carburador mais desportivo.
A carroçaria do Melkus RS 1000 era construída em fibra de vidro; outra característica do Melkus RS 1000 eram as suas portas tipo asas de gaivota (gull-wing).
Para comemorar os 50 anos do Melkus, foram construídos 15 unidades do RS 1000. Posteriormente foi apresentado em 2009 uma nova versão do Melkus, designada de RS 2000.
Fonte wikipedia

14 junho 2011

Talking to JDMike

For the first time in the 4Rodinhas the post is in english because the converstion i had with JDMike. Of course we talked about our hobbie: collecting models. JDMike is a collector from Philippines and he shows his collection in the fine blog JDMike's Diecast. His collection is mostly about rallys cars that we can see in 1/18 and 1/43 scale. I recomend a visit to is collection in the blog and see is amazing photos of the models that he own. Fantástic!


4Rodinhas – Hello, JDMike. First of all, i want to say thanks for accept doing this little interview. Do you remember when you start collecting automobile models?
JDMike - I started collecting and assembling those 1/24 plastic scale models by Tamiya and Hasegawa way back in the early 80's. Then I shifted to diecast models in the middle of the 90's when Bburago and Maisto where the only 1/18 scale models available on our local market. Then shifted to 1/64 scale models in the early 2000 and finally came back into collecting 1/18 and 1/43 scale diecast Rally Cars only.

4Rodinhas - I assume that we, models collectors, all like automobiles but in your case can you tell us if there was another reason to collect models?
JDMike - No other reason for collecting automobile models, just that it really gives me joy that i own some cars that I know I could not have as the real thing.
4Rodinhas - Do you still remember your first model in your collection? Which was? Do you have photo? Send it, please?
JDMike - My first 1/24 plastic model would be the Nissan Skyline 2000Turbo by Tamiya, My first 1/18 diecast model would be Mercedes Benz Gullwing. And my first 1/43 diecast model would be a Ford Capri given to me by a friend of mine. I'm sorry to say I don't have the pictures anymore.

4Rodinhas - Your collection is guided by some specific theme? Why this theme?
JDMike - Yes, finally I subjected myself into collecting just one theme which is Rally racing, I love automobile racing like Rally, Formula 1, GT Racing, Le Mans etc. but Rally racing is what I ended up with because I also love watching these races even if I can only watch them on TV, I hope one day I could watch them for real!

4Rodinhas - As you know there are various scales for the models, what is your favorite scale? And why this scale?
JDMike - I have 2 scales that are my priority in collecting Rally cars which are the 1/18 and 1/43 scale respectively. 1/18 because of detail and the mere fact of its size. 1/43 scale because of its model availability which is not always available in the bigger scales.


4Rodinhas - By now your collection will have a significant amount of miniatures, you can say how many there are (approximately)? And do you have some method for sorting them?
JDMike - I used to have more than 800pcs of 1/64 diecast models and about 50pcs of 1/18 street cars which I already sold. Now, after the I streamlined my collection, I only have around 70pcs of 1/43 rally cars and about 25pcs of 1/18 rally cars in my room and a few 1/64 as well. Before I used to have an Excel file which I used to track my collection, I never did get the chance to use it that much.

4Rodinhas - At some point I started having some difficulty in storing the models, maybe the same happened with you, but I wonder how you store your collection?
JDMike - Yes, storage will always be your problem specially if your collection grows bigger every year. I only have 4 cabinets for the opened ones, those i don't open stay in boxes.

4Rodinhas - I believe we, collectors of miniatures, have an "enemy" in common: the dust, and not just in this respect, i want to know if you have any special care with your collection?
JDMike - Ah yes!! Dust and Heat in my case! But I already secured my collection in dust free cabinets by adding rubber strips in the gaps and seams of my glass cabinets, those are available in your local hardware shops. About heat, our country is a tropical one so I can only make sure that my cabinets don't end up in direct sunlight. I also bought and place those moist collecting bags inside my cabinets.
4Rodinhas - When you intend to purchase a new miniature do you have some specific criteria (quality, manufacturer, price, etc.)?
JDMike - No, criteria as long as it’s in my collecting theme, there is no one diecast manufacturer that can cater to my needs when it comes to Rally cars because not one of them has a complete lineup.


4Rodinhas - In the sequence of the previous question, where you acquire the miniatures for your collection?
JDMike - I acquire my diecast from local stores, from our diecast club when we have ur swapmeets and from bay.

4Rodinhas - Do you have any trouble finding miniatures? In your country there are also Altaya collections?
JDMike - There are only a few collectors here in the Philippines that collect Rally cars, most of them collect Formula 1, Supercars and JDMs. It’s a little frustrating but that's life! I wish I live in Europe so I can have access to all those nice rally cars without resorting to Evilbay (bay) all the time. Once in awhile, I get chance to get some Altaya/Ixo models from other collectors here.

4Rodinhas - Finally, is there any miniature in your collection that is special to you? Which one and why? Please send the photo.
JDMike - I really don't have one special model but I can think of three… My 1/43 Lancer 2000EX Polystone model which was a special gift from my special friend, a 1/43 Opel Manta (Rothmans) and a 1/18 Ford Escort MK2 (Rothmans) I could end up staring at them for hours! My other favorite models also our special gifts from friends also!
4Rodinhas - Last question, seeing your photos I get the impression that the photography is one of your other hobbies? Do you want to comment?
JDMike - You can say that, it’s just a hobby because I really never got serious with photography, all I wanted was to show how beautiful my car models are. It is not easy to appreciate a picture of a car model without capturing the details and drama of it.


Thanks Jose for giving me chance for this Interview, and don't be shy to email me about anything!


*Tradução
Pela primeira vez no 4Rodinhas o post é em inglês, isto por causa da conversa com o JDMike. Claro que conversamos sobre o nosso hobbie: o coleccionismo de miniaturas. JDMike é um coleccionador das Filipinas e mostra-nos a sua colecção no excelente blog JDMike's Diecast. A sua colecção é composta maioritáriamente por miniaturas de carros de rali que podemos ver à escala de 1/18 e 1/43. Recomendo uma visita à sua colecção no seu blog e ver as magníficas fotos das miniaturas que possui. Fantástico!

4Rodinhas – Olá, JDMike. Quero agradecer desde já a tua disponibilidade para esta pequena conversa. Podes dizer-me há quanto tempo coleccionas miniaturas automóveis?
JDMikeEu comecei a coleccionar e a montar os modelos à escala de 1/24 de plástico da Tamiya e Hasegawa no início dos anos 80. Depois mudei para os modelos estáticos no meio dos anos 90 quando os modelos da Bburago e da Maisto eram os únicos à escala 1/24 disponíveis no nosso mercado. No início de 2000 mudei para os modelos à escala 1/64 contudo voltei novamente a coleccionar modelos à escala 1/18 e 1/43 mas apenas de rali.

4Rodinhas - Parto do princípio que todos nós, coleccionadores de miniaturas, gostamos de automóveis mas para além disso houve alguma razão em especial que te levou a coleccionar miniaturas?
JDMikeNão houve outra razão a não ser o facto de ter o prazer de possuir um carro que de outra maneira não poderia ter à escala real.

4Rodinhas - Após este tempo passado desde que iniciaste a tua colecção será que ainda te lembras da tua primeira miniatura? Qual? Envia foto?
JDMikeO meu primeiro modelo à escala 1/24 foi o Nissan Skyline 2000 Turbo da Tamiya. À escala 1/18 o Mercedes Benz Gullwing foi o primeiro modelo estático. E à escala 1/43 foi o Ford Capri, uma oferta de um amigo. Infelizmente não tenho as fotografias.

4Rodinhas - A tua colecção é orientada por algum tema em específico? Porquê esse tema?
JDMikeSim, finalmente “obriguei-me” a coleccionar apenas um tema que é o sobre os ralis. Adoro as corridas de automóveis como os ralis, Formula 1, corridas de GT, Le Mans, etc, mas fiquei apenas pelos ralis porque para gosto bastante de assistir a estas provas mesmo se só as posso ver pela televisão. Espero um dia poder assistir ao vivo!


4Rodinhas - Como sabes existem várias escalas para as miniaturas, qual a tua escala preferida? E porquê essa escala?
JDMikeTenho duas escalas que são prioritárias na minha colecção de Ralis que são as escalas 1/18 e 1/43. A primeira por causa dos detalhes e pelas suas dimensões, a escala 1/43 por causa da maior variedade de modelos que nem sempre estão disponíveis em escalas maiores.

4Rodinhas - Neste momento a tua colecção já terá uma quantidade significativa de miniaturas, sabes dizer quantas são (aproximadamente)? E tens algum método para as classificar?
JDMikeTinha mais de 800 miniaturas à escala 1/64 e cerca de 50 miniaturas à escala 1/18 de carros de estrada que já vendi. Agora a minha colecção tem à volta de 70 miniaturas de carros de rali à escala 1/43 e cerca de 25 miniaturas de rali à escala 1/18 e ainda algumas à escala 1/64. Antigamente tinha um ficheiro em Excel para classificar a minha colecção mas não o utilizava muito.


4Rodinhas - A partir de uma determinada altura comecei a ter alguma dificuldade em guardar as miniaturas, não sei se contigo se passou o mesmo, mas o que gostaria de saber era como guardas a tua colecção?
JDMikeSim, esse será sempre um problema especialmente se a tua colecção está sempre a crescer de ano para ano. Eu tenho apenas 4 armários para as miniaturas que não tem caixa, as outras mantenho-as em caixas.


4Rodinhas - Julgo que nós, coleccionadores de miniaturas, temos um “inimigo” em comum: o pó, assim e não só neste aspecto, pretendia saber se tens mais algum cuidado especial com a tua colecção?
JDMike - Ah sim!! Pó e calor no meu caso! Mas a minha colecção já se encontra protegida do pó depois de ter tapado as “folgas” existentes nos meus armários com uma fita própria. Em relação ao calor e como o meu país é tropical, tenho que ter cuidado para que as miniaturas não fiquem expostas ao sol. Também comprei e coloquei nos armários aqueles sacos para prevenir contra a humidade.


4Rodinhas - Quando pretendes adquirir uma nova miniatura segues algum critério específico (qualidade, fabricante, preço, etc)?
JDMikeNão, o critério é desde que esteja dentro do tema da minha colecção, não existe nenhum fabricante de miniaturas que complete as necessidades do tema da minha colecção porque nenhum deles tem todos os modelos.

4Rodinhas - E já agora na sequência da pergunta anterior, aonde adquires as miniaturas para a tua colecção?
JDMikeEu compro as miniaturas em lojas locais, no nosso clube de coleccionadores quando realizamos os nossos encontros e no ebay.


4Rodinhas – Tens alguma dificuldade em encontrar miniaturas? No teu país também existem as colecções da Altaya?
JDMikeAqui nas Filipinas há apenas alguns coleccionadores de miniaturas de ralis, a maioria colecciona Formula 1, Supercarros e JDMs (?) (será DTM?). É um pouco frustrante mas é a vida! Desejava viver na Europa para ter acesso a todos esses belos carros de rali sem ter de estar sempre a recorrer ao “Evibay” (Ebay). De vez em quando tenho a possibilidade de adquirir alguns modelos da Altaya/Ixo através de outros coleccionadores daqui.


4Rodinhas - Para terminar, existe alguma miniatura na tua colecção que seja especial para ti? Qual e porquê? Envia a foto.
JDMikeNão tenho só uma miniatura que seja especial, tenho três… o Mitsubishi Lancer 2000EX da Polystone à escala 1/43 que foi uma oferta de um amigo, o Opel Manta (Rothmans) à escala 1/43 e o Ford Escort MK2 (Rothmans) à escala 1/18. Consigo estar horas a olhar para eles! Tenho outros modelos preferidos que também foram ofertas especiais de amigos.


4Rodinhas – Última pergunta, ao ver tuas fotos fico com a impressão que a fotografia é outro dos teus hobbies. Queres comentar?
JDMikePodes dizer que sim, é apenas um hobbie porque nunca me dediquei a sério à fotografia. Tudo o que pretendo é mostrar como as miniaturas são belas. Não é fácil apreciar a imagem de uma miniatura sem se captar todos os detalhes.

Obrigado José por esta oportunidade e sempre que desejares podes entrar em contacto comigo.

*Tradução

07 junho 2011

Seat 1430 FU 1800 - A. Zanini - J. Petisco (Rali Firestone de 1976)

 Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection (fasc. nº 39).
Conhecido em Espanha como o “táxi”, devido às suas cores preta e laranja, o Seat 1430 1800 surgiu no panorama dos ralis no campeonato de Espanha para substituir o seu “irmão”, o Seat 124. Isto aconteceu a meio da temporada de 1973 sendo que as maiores diferenças tinha a haver com uma nova frente, na qual se destacavam os quatro faróis quadrados e uma nova grelha preta.
Ao longo dos vários anos em que o Seat 1430 foi utilizado no campeonato espanhol também foram várias as evoluções ao nível do motor: primeiro surgiu com o motor de 1800 com uma potência de 118 cv, que posteriormente foi evoluindo para os 135 cv até atingir uma potência de 150 cv, dependendo da sua preparação.
Em 1974 o Seat 1430 FU 1800 foi utilizado como Grupo 5 porque não havia um carro de série com este motor contudo houve uma variação deste modelo que utilizava um motor de 1600 do Grupo 2, logo menos potente, que foi utilizado no Campeonato da Europa. Nesse ano a António Zanini sagrou-se campeão ao volante dos Seat.
Para 1975 a Seat instalou no 1430 o motor FU 1800, cuja cilindrada era de 1840 cc. A senda vitoriosa da Seat no território espanhol continuou assim assegurada.
A miniatura apresentada é o Seat 1430 FU 1800 de António Zanini (espanhol) no Rali Firestone de 1976 (Campeonato da Europa).
O Seat 1430 FU 1800 de Zanini causou sensação ao bater a equipa oficial da Ford. Com efeito o Ford Escort de Timo Makinen (finlandês) era o favorito à vitória e apesar das boas prestações do Seat não se esperava outra coisa que não fosse a vitória do Ford de Makinen. A primeira etapa disputada em asfalto deixou os homens da Ford incrédulos com os tempos dos Seat. Na segunda etapa, agora na terra, Zanini aumentou a distância para os Ford Escort. Timo Makinen apenas conseguiu reagir na terceira etapa, também disputada em terra, contudo Zanini soube gerir bem a sua vantagem e Makinen, mesmo dando uma verdadeira demonstração de pilotagem, não conseguiu recuperar a desvantagem que tinha para o Seat de Zanini.
António Zanini venceu o rali com uma vantagem de quase dois minutos sobre Timo Makinen. A demonstrar a excelente performance dos Seat foi o terceiro lugar de Canellas também num 1430 FU 1800.
O Seat 1430 FU 1800 de 1976 dispunha de um motor de 1840 cc alimentado por dois carburadores Weber verticais; a potência atingia os 195 cv às 7600 rpm. A tracção era traseira com diferencial autoblocante e utilizava uma caixa manual de 5 velocidades. Os problemas de travagem foram resolvidos quando se instalaram à frente discos ventilados com pinças Lockhead de quatro pistões.
António Zanini venceu o campeonato de 1976 (quarto consecutivo) mas este foi o último ano em que os Seat 1430 foram utilizados como carro oficial da equipa Seat. No ano seguinte, em 1977, surgiu uma versão remodelada do Seat 124, passando a sua versão desportiva, o 124 FL, a ser o carro oficial da marca. No entanto isso não significou o fim da carreira desportiva do 1430 que continuou a ser utilizado por muitos pilotos privados durante os anos seguintes.

15 maio 2011

Lancia Delta S4 Proto - G. Trelles - M. Ortiz (Rali de Toledo de 1988)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection (fasc. nº 38).
Lançado no auge do regulamento do Grupo B, o Lancia Delta S4 faz a sua estreia no RAC de 1985. O Lancia Delta S4 foi um dos carros de ralis mais radicais da sua época, com “um chassis tubular utraleve, carroçaria de kevlar e mtor central que, graças a um turbo ea um compressor volumétrico, debitava quase 500 cv. Foi um verdadeiro monstro da estrada, com uma relação peso-potência inferior a 2 kg/cv”. In fascículo Rally Collection nº 38.
Após a proibição dos carros do Grupo B no Mundial de Ralis, que aconteceu no final do campeonato de 1986 em consequência dos acontecimentos trágicos ocorridos durante esse campeonato, o Lancia Delta S4 ainda continuou a sua carreira desportiva, nomeadamente em alguns campeonatos nacionais que permitiam todo o tipo de veículos incluindo os protótipos. E é assim que o Lancia Delta S4 aparece, ou melhor, continua a participar no Campeonato Espanhol de Ralis. O piloto italiano Fabrizio Tabaton venceu o Campeonato Europeu de Ralis em 1986, tendo vencido 3 ralis em Espanha (Costa Brava, Príncipe das Astúrias e Catalunha) com o Delta S4. Em 1987 o espanhol Juan Carlos Oñoro venceu o campeonato espanhol de Ralis também com o Lancia Delta S4 e em 1988 o piloto uruguaio Gustavo Trelles, com a mesma equipa (Lancia Espanha), também se sagrava Campeão Espanhol de Ralis, batendo o Ford RS200 de Carlos Sainz (espanhol). Gustavo Trelles venceu os Ralis de Murcia, Toledo, Balaguer e Madrid, sendo 2º no Rali da Rioja e Avilés. Nos dois anos seguintes (1989 e 1990), Gustavo Trelles continuou com o Lancia Delta S4 e sagrou-se Campeão de Espanha nesses dois anos. Em 1989 venceu 5 ralis: Murcia, Álava, Lugo, Toledo e Madrid; em 1990 venceu mais 5 ralis: Logroño, Balaguer, Lugo, Vigo e Murcia. Posteriormente, Gustavo Trelles voltou a sagrar-se campeão de Espanha em 1992 com o Lancia Delta do Grupo A. Apesar da sua carreira ainda ter passado pelo Campeonato do Mundo de Ralis, foi no Grupo N que obteve as suas maiores vitórias: Trelles foi 4 vezes Campeão do Mundo de Ralis no Grupo N (de 1996 a 1999), onde somou 21 vitórias em seis anos. Em 2000 e 2001 foi o vice-campeão do Grupo N e em 2002 terminou a sua carreira desportiva.
A miniatura representa o Lancia Delta S4 Proto com o qual Gustavo Trelles venceu o Rali de Toledo (Campeonato de Espanha) em 1988, ano em que se sagraria campeão espanhol de ralis. A miniatura está relativamente bem conseguida sendo notória a falta dos logótipos das duas marcas de tabaco que patrocinavam o Delta S4 de Trelles.
O Lancia Delta S4 dispunha de um motor central, longitudinal de 4 cilindros em linha, com 1759 cc. A potência rondava os 500 cv e utilizava um caixa manual de 5 velocidades. O motor combinava duas técnicas paralelas de sobrealimentação: um compressor volumétrico Volumex, tecnologia já utilizada no 037, e um turbo Garrett, aproveitando assim os benefícios dos dois sistemas. O turbo proporcionava potência extra a regimes altos, ao passo que o compressor volumétrico permitia que o motor respondesse melhor a baixa rotação porque estava sempre a trabalhar. A potência era de 450 cv às 8000 rpm e o binário máximo de 400 Nm às 5000 rpm, números impressionantes para um motor de apenas 1,8 litros e que ainda aumentavam nas provas de asfalto, nas quais a pressão de sobrealimentação chegava a proporcionar 500 cv. In fascículo Rally Collection nº 38.
No Campeonato do Mundo de Ralis o Lancia Delta S4 venceu a sua primeira prova em que participou, o RAC de 1985 com Henri Toivonen (finlandês), depois venceu o Rali de Monte Carlo de 1986 novamente com Toivonen, posteriormente ainda em 1986 Massimo Biasion (italiano) venceu o Rali da Argentina e Markku Alen (finlandês) venceu o Rali Olympus de 1986 naquele que foi o último rali do Delta S4 no mundial. No total o Lancia Delta S4 venceu 4 ralis do mundial.

08 maio 2011

Simca 1100 S - B. Fiorentino - M. Gelin (Rali de Monte Carlo de 1972)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection (fasc. nº 35).
Em 1972 o Rali de Monte Carlo já ia na 41ª edição e a avaliar pela lista de inscritos parecia que nenhuma marca de automóveis queria faltar a este grande acontecimento. A lista de participantes da época deixa actualmente qualquer organizador de um rali do mundial “verde” de inveja: nesse longínquo ano de 1972 o Monte Carlo registou 264 participantes. A prova iria decorrer em Janeiro, entre 21 a 28 desse mês. Nesses tempos, o rali era composto por duas partes distintas: havia um percurso de concentração ao longo de 3 dias e 3 noites, onde os concorrentes partiam de vários pontos da Europa até à concentração no Mónaco; a segunda parte do rali era constituída de 398 km de provas cronometradas; ao todo a edição de 1972 do Monte Carlo constava de 5900 km.
O vencedor desse ano foi o piloto italiano Sandro Munari ao volante de Lancia Fulvia 1.6 Coupé HF. A oposição do piloto italiano vinha do Porsche de Larrouse e da frota dos Alpine-Renault. Munari venceu e Larrouse foi o segundo classificado.
A Simca (Société Industrielle de Mécanique et Carrosserie Automobille) foi criada em 1935 com o objectivo de facilitar a produção dos Fiat na França. Em 1958 a Chrysler entrou no capital da Simca, tornando-se maioritária em 1970. Posteriormente com as dificuldades financeiras da Chrysler, a Simca é adquirida pela Peugeot, passando-se a designar por Talbot em 1980. Sete anos mais tarde a história da Simca terminou quando saiu o último Talbot. In fascículo nº 35 da Colecção Rally Collection.
A miniatura de hoje é o Simca 1100 S de Bernard Fiorentino (francês) no Rali de Monte Carlo de 1972. Como é fácil de compreender, Fiorentino não lutava pela vitória na classificação geral mas propunha-se vencer na sua categoria e terminar a melhor posição possível o Rali de Monte Carlo.
O Simca 1100 S dispunha de um motor de 4 cilindros em linha, com 1294 cc que debitava 65 cv de potência às 6500 rpm. A tracção era à frente e utilizava uma caixa de 4 velocidades. Apesar das modestas prestações, o Simca 1100 S (“S” de Spécial) tinha um temperamento nervoso, com um bom comportamento em estradas sinuosas. O motor era suave e tinha boas recuperações; a suspensão era confortável e o sistema de travagem transmitia confiança a quem andasse depressa.
Bernard Fiorentino, que já era piloto da Simca desde 1967, apresentou-se no Rali de Monte Carlo de 1972 ao volante de um Simca 1100 S. Na primeira parte da prova Fiorentino sofreu uma penalização de 1m30s por ter trocado de travões traseiros. Isso significava que Fiorentino partia para as provas cronometradas com um minuto e meio de atraso, logo esperava-se uma prova difícil. Com um carro de modestas prestações, Fiorentino sentia algumas dificuldades nas subidas mas com o seu talento conseguia compensar e recuperar tempo perdido nas descidas. Houve outro factor que entrou em cena que viria a beneficiar Fiorentino e o Simca: a neve. Mais uma vez, com o seu talento aliado à boa motricidade do carro, Fiorentino soube escapar ileso das especiais cheias de lama e gelo, que foram fazendo uma razia nos seus adversários. Na última noite do Monte Carlo, Fiorentino conseguiu levar o pequeno Simca ao fim de uma prova tão difícil como o Monte Carlo: dos 264 participantes iniciais apenas 24 conseguiram chegar ao fim. Bernard Fiorentino terminou no 16º lugar da geral, foi o 3º do Grupo1 e venceu a Classe 1300. Nada mal.
No ano seguinte, Bernard Fiorentino voltou ao Monte Carlo com outro Simca, história que já vos contei aqui no 4Rodinhas.

29 abril 2011

À conversa com Manuel

A conversa que se segue é com o coleccionador Manuel que nos vai mostrando a sua colecção de miniaturas no excelente blog Coches A Escala. Manuel é de Salamanca, aqui da vizinha Espanha, a sua colecção conta já com uma impressionante quantidade de miniaturas que vão dos F1, aos Ralis, passando também pelas 24 Horas de Le Mans. Não se admirem se por lá também encontrarem miniaturas de carros em versão de estrada. A comprovar pelas fotos da sua colecção me enviou, o que vos aconselho é que visitem o seu blog Coches A Escala.

4Rodinhas - Olá, Manuel. Quero agradecer desde já a tua disponibilidade para esta pequena conversa. Podes dizer-me há quanto tempo coleccionas miniaturas automóveis?
Manuel - Empecé a coleccionar en el año 2002, cuando tenía 26 años.

4Rodinhas - Parto do princípio que todos nós, coleccionadores de miniaturas, gostamos de automóveis mas para além disso houve alguma razão em especial que te levou a coleccionar miniaturas?
Manuel - Desde pequeño en mi casa se han visto muchos deportes en la TV. Y los domingos, a la hora de comer, siempre se veía la Fórmula Uno: Senna, Prost,... Además, desde los 18 siempre he comprado muchas revistas y libros de coches.

4Rodinhas - Após este tempo passado desde que iniciaste a tua colecção será que ainda te lembras da tua primeira miniatura? Qual? Envia foto?
Manuel - Fueron dos: el Aston Martin DB5 de James Bond (Sun Star) y el BMW LMRV12 #15, ganador de las 24 Horas de Le Mans de 1999 (Maisto). Ambas están hechas a escala 1/18.
 
4Rodinhas - A tua colecção é orientada por algum tema em específico? Porquê esse tema?
Manuel - A mí me encantan la competición: Le Mans, rallyes y Fórmula Uno. Ahora lo que busco son los ganadores de todos los años.

4Rodinhas - Como sabes existem várias escalas para as miniaturas, qual a tua escala preferida? E porquê essa escala?
Manuel - Por espacio compro 1/43. Pero no descarto el 1/18 aunque hace más de tres meses que no compro uno. Al ser aficionado al slot, también tengo modelos a 1/32.

4Rodinhas - Neste momento a tua colecção já terá uma quantidade significativa de miniaturas, sabes dizer quantas são (aproximadamente)? E tens algum método para as classificar?
Manuel - 512. En las estanterías donde los guardo por tipo: F1, rallyes, de Le Mans, de calle y de Policía. Tengo baldas especiales sólo de Ferraris F1, los de Fernando Alonso y los de Carlos Sainz. Utilizo una tabla de Excel donde las clasifico por: marca, modelo, color, escala, pilotos, clasificación y año. Últimamente también anoto el precio y el año de compra.

4Rodinhas - A partir de uma determinada altura eu comecei a ter alguma dificuldade em guardar as miniaturas, não sei se contigo se passou o mesmo, mas o que gostaria de saber era como guardas a tua colecção?
Manuel - El año pasado compré tres vitrinas en IKEA. La puerta es de cristal y las protege del polvo. Así están siempre expuestas.

4Rodinhas - Julgo que nós, coleccionadores de miniaturas, temos um “inimigo” em comum: o pó, assim e não só neste aspecto, pretendia saber se tens mais algum cuidado especial com a tua colecção?
Manuel - Procuro no tocarlas con los dedos. Cuando las limpio, lo hago con un trapo mojado en agua.

4Rodinhas - Quando pretendes adquirir uma nova miniatura segues algum critério específico (qualidade, fabricante, preço, etc)?
Manuel - La calidad no me preocupa siempre que sea una miniatura es buen estado. La mayoría de mis coches son de coleccionable: Ixo-Altaya, Fabbri, RBA. Pero de vez en cuando sí me compro Minichamps o Autoart. Cada colección es única. No es mejor coleccionista el que sólo tiene BBR o CMC. Lo importante es el cariño que le tienes a tus miniaturas.

4Rodinhas - E já agora na sequência da pergunta anterior, aonde adquires as miniaturas para a tua colecção?
Manuel - Antes compraba mucho en kioscos. Ahora en eBay y tiendas de interner y en foros españoles de die-cast, sobre todo www.autoescala.net.

4Rodinhas - Para terminar, existe alguma miniatura na tua colecção que seja especial para ti? Qual e porquê? Envia a foto.
Manuel - Voy a señalar dos: el Minardi PS 01 #21 con el que debutó Fernando Alonso en la Fórmula Uno (2001) y el Maserati A6 GCS #28 con el que participó Alfonso de Portago en las 24 Horas de Le Mans de 1954, un coche “muy español”.
Gracias por la entrevista, José António.