11 maio 2007

Lancia Delta S4 - H. Toivonen - N. Wilson (RAC de 1985)

Esta miniatura pertence à colecção Rallycar Collection.
A Lancia travou, até aonde pode, a desigual luta que era fazer correr o seu Lancia 037, de tracção traseira, contra os carros de tracção total da Audi e da Peugeot. E assim atrasou-se na construção do seu primeiro modelo de tracção integral. Só no final do campeonato de 1985 é que a Lancia iria estrear o seu novo carro de ralis de tracção às quatro rodas: o Lancia Delta S4. Tinha um motor central longitudinal de quatro cilindros, alimentado por um compressor volumétrico e um turbocompressor, para aproveitar as vantagens a baixos regimes do primeiro e a regimes altos do segundo. Debitava uma potência de 550 cavalos para menos de 1000 kg de peso. Uma verdadeira “bomba”!
A estreia no mundial de ralis do Lancia Delta S4 aconteceu no RAC de 1985, com uma vitória do piloto finlandês, Henri Toivonen. Na sua curta carreira, o Delta S4, venceria em 1986 mais 4 ralis: Monte Carlo, Argentina, San Remo (este rali foi anulado devido à incorrecta desclassificação da Peugeot) e Olympus. Pilotos como Markku Alén (finlandês), Henri Toivonen (finlandês), Massimo Biasion (italiano), Mikael Ericsson (sueco), Kalle Grundel (sueco), Jorge Recalde (argentino), Dario Cerrato (italiano) e Fabrizio Tabaton (italiano) conduziram o Lancia Deslta S4 em ralis do mundial.
A miniatura que hoje apresento é do Lancia Delta S4 que Henri Toivonen conduziu na vitória do RAC de 1985. Nota: há um erro na miniatura; o co-piloto de Toivonen no RAC de 1985 foi Neil Wilson (britânico) e não Sergio Cresto (americano). Cresto só seria co-piloto de Toivonen a partir do Rali de Monte Carlo de 1986.


Henri Toivonen nasceu a 25 de Agosto de 1956, na Finlândia. O seu pai, Pauli Toivonen, tinha sido campeão da Europa de Ralis em 1966 e Henri seguiu as suas pisadas. Antes de chegar aos ralis, passou por várias categorias de formação, esteve nos Turismos, onde se sagrou campeão finlandês. Competiu com monolugares, na Formula V, onde venceu uma prova. Passou à Formula Super V, onde também venceu uma prova. A estreia no Mundial de Ralis acontece em 1975, no Rali da Finlândia, com um Simca Rally 2, mas abandona. Tinha 19 anos. Em 1978 vai para a Citroen e disputa o Rali de Portugal e da Acrópole. Abandona nos dois ralis mas foi o piloto mais rápido da Citroen. Já na equipa Talbot, vence o RAC de 1980, surpreendendo toda a gente. Com 24 anos tornou-se no mais jovem piloto a vencer um rali do mundial. Em 1981, ainda com o Talbot Sunbeam, consegue dois segundos lugares no Rali de Portugal e no Rali de San Remo. Para o campeonato de 1982 muda de equipa, deixa a Talbot e corre pela Opel. Nesse ano, o melhor que consegue são dois terceiros lugares no Rali da Acrópole e no RAC. Mantêm-se na Opel para 1983 mas os resultados não são melhores, apenas um quarto lugar no Rali de San Remo. Nesse ano ainda disputa, com um Porsche 956, uma prova (Seis Horas de Mugello) de Resistência que termina na terceira posição. A Lancia oferece-lhe um lugar para o campeonato de 1984 mas nesta altura já o Lancia 037 tinha sido ultrapassado pelos carros de tracção total e o melhor resultado foi um terceiro lugar no Rali dos 1000 Lagos. Em 1985 participa em quatro ralis, nos três primeiros corre com o Lancia 037 (é sexto, quarto e terceiro, respectivamente). Na última prova de 1985 vence na estreia do Lancia Delta S4 no RAC, dominado o rali do princípio ao fim. Foi a sua segunda vitória no mundial. No início do campeonato de 1986, vence o Rali de Monte Carlo. Nos dois ralis seguintes, na Suécia abandona com problemas no motor e em Portugal as equipas oficiais retiraram-se do rali em consequência de um grave acidente que vitimou algumas pessoas do público. Era o prenúncio do fim dos carros do Grupo B. Na Volta à Córsega, Toivonen despista-se e precipita-se numa ravina. O carro incendiou-se e Hernri Toivonen e o seu co-piloto Sérgio Cresto (americano) morrem carbonizados. Toivonen tinha 29 anos, participou em 40 ralis e venceu 3. Foi à 21 anos, no dia 2 de Maio de 1986. Poucas horas depois da morte de Henri Toivonen e de Sérgio Cresto foi decretado o fim do Grupo B nos ralis.

(continuação)
No Rali da Costa do Marfim, o Toyota Celica TCT volta a dominar toda a concorrência, à semelhança do que tinha feito no Safari. Juha Kankkunen (finlandês) e Bjorn Waldegaard (sueco) terminam empatados mas Kankkunen vence porque foi o mais rápido no primeiro troço. No RAC, o último rali do ano, estreia o Lancia Delta S4 e o MG Metro 6R4. Os Audi e os Peugeot abandonaram, assim os Lancia de Markku Alén e de Henri Toivonen discutiram entre si a vitória no rali. Toivonen acabaria por levar a melhor sobre Alén. Tony Pond (britânico) termina na terceira posição com o MG Metro 6R4. Timo Salonen (finlandês) venceu o campeonato com 127 pontos (5 vitórias). A Peugeot sagrou-se campeã com 142 pontos (7 vitórias).
Em face dos novos carros do Grupo B que estavam a aparecer, esperava-se um fantástico campeonato de 1986...

1 comentário:

PGAV disse...

Caro José,

Venho noticiar-lhe que já tenho publicadas no meu blog, as fotos das minhas 2 últimas novidades!

Estão soberbas!

Espero que goste e espero uma visita sua!

Abraço