26 setembro 2007

Toyota Celica Turbo 4WD - D. Auriol - B. Occelli (Rali de Monte Carlo de 1993)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Hoje volto a falar do Toyota Celica Turbo 4WD embora esta seja uma versão diferente da anteriormente apresentada, agora com o patrocínio da Castrol.
Em 1993 a Repsol, que tinha patrocinado a Toyota no ano anterior, deixou a equipa nipónica sendo substituída pela Castrol. Esta mudança originou uma pequena revolução na equipa. O espanhol Carlos Sainz, campeão de 1992 com o Toyota Celica, manteve-se fiel à Repsol e assinou pela Lancia, que passava agora a ser patrocinada pela Respol. A Martini, o fim de largos anos a patrocinar a Lancia, deixava a equipa transalpina. Enquanto isso os pilotos, Didier Auriol (francês) e Juha Kankkunen (finlandês), da Lancia faziam o percurso inverso do Carlos Sainz e deixam a Lancia para assinar pela Toyota. O espanhol cedo percebeu que tinha feito a pior escolha...
O Toyota Celica Turbo 4WD, que esteve perto de vencer o campeonato de construtores de 1992, consegue finalmente vencer a Lancia em 1993 e colocar um ponto final na brilhante carreira do Delta. Foram seis anos de domínio consecutivo do Lancia Delta... Quando se pensava que a Lancia não iria passar o testemunho à Toyota sem luta, na verdade o que aconteceu foi que o Lancia Delta acusou em 1993 o peso dos anos e a falta de desenvolvimento e a oposição à Toyota surgiu de outras equipas... principalmente da Ford.
A juntar ao título de construtores, o Toyota Celica Turbo 4WD também proporcionou a Juha Kankkunen o seu quarto título de campeão.
Segundo os entendidos, o Toyota Celica 4WD não era o melhor carro da sua época mas era o mais homogéneo. Não era tão rápido na terra como o Subaru nem no asfalto como o Escort mas muito bom nas duas situações o que o tornava mais homogéneo que os seus adversários. E esta foi a geração do Celica que obteve mais sucesso nos ralis.
Esta é a miniatura do Toyota Celica Turbo 4WD com o qual o piloto francês Didier Auriol venceu o Rali de Monte Carlo de 1993.

Campeonato do Mundo de Ralis de 1993
Novo ano, novas alterações aos regulamentos. Com o objectivo de diminuir os custos a FIA o reduziu o calendário para 13 ralis e manteve o aspecto táctico do ano anterior, os pilotos apenas podiam participar em 10 provas onde apenas contavam os 8 melhores resultados para a classificação. Ao nível técnico, redução das assistências e peças utilizadas, aumento de peso e um único tipo de combustível.
No Rali de Monte Carlo assistiu-se a um duelo francês. Didier Auriol (Toyota) e François Delecour (Ford) lutaram até ao fim pela vitória. Auriol guiava pela primeira vez o Toyota Celica Turbo 4WD e Delecour estreava o novo Ford Escort. Auriol ainda pouco adaptado ao Celica, atrasou-se no início mas ao chegar ao fim do rali impressionou todos ao recuperar nas últimas 4 PEC’s o tempo perdido inicialmente para Delecour. O Toyota de Auriol venceu o Ford de Delecour por apenas 15 segundos. O italiano Massimo Biasion, no outro Escort, ficou em terceiro lugar. Carlos Sainz, campeão de 1992, deve ter tido aqui o primeiro sinal do erro que cometeu ao trocar a Toyota pela Lancia. Sainz terminou o rali mas fora dos pontos.
No Rali da Suécia a vitória foi para um piloto da “casa”, Mats Johansson venceu com um Toyota e Kankkunen (Toyota) foi o segundo classificado e Auriol desistiu. Colin McRae (escocês), num Subaru, foi o terceiro depois de ter feito um brilhante rali onde venceu a maioria das especiais.
Em Portugal surgiu a primeira vitória do novo Escort e a primeira vitória para Delecour no Mundial de Ralis. Sem a oposição da Toyota, que optou por não se deslocar ao rali português, a Ford dominou como quis o nosso rali. Delecour foi o primeiro sendo secundado pelo seu colega de equipa Biasion. O terceiro foi o italiano Andrea Aghini num Lancia Delta.
O Safari foi completamente dominado pela Toyota que colocou 4 carros nos quatro primeiros lugares. Kankkunen foi o primeiro logo seguido por Markku Alén (finlandês). Foi o último pódio de Alén no mundial de ralis numa das suas ultimas participações.
Na Volta à Córsega, Delecour (Ford) “vingou-se” da derrota sofrida em Monte Carlo e num novo duelo com Auriol (Toyota) obteve a segunda vitória da temporada. Auriol desta vez teve que contentar-se com o segundo lugar.
No Rali da Acrópole, Massimo Biasion (Ford) voltou a vencer um rali. A sua última vitória tinha sido em 1990. Carlos Sainz (Lancia) consegue o seu melhor resultado do ano ao ficar em segundo lugar. Lugar que repetiria uns ralis mais à frente no campeonato. Auriol e Kankkunen não terminam o rali.
O Rali da Argentina foi palco de uma nova vitória de Kankkunen e da Toyota. Kankkunen foi obrigado a mudar de co-piloto, precisamente antes do início do rali, porque Juha Pironen sofreu um derrame cerebral. Mas mesmo correndo com um novo companheiro de equipa, Kankkunen acabou por bater os pilotos da Ford. Biasion foi o segundo e Auriol o terceiro.
Após 7 ralis disputados a classificação era a seguinte: 1º Biasion com 66 pontos; 2º Kankkunen com 63 pontos; 3º Delecour com 55 pontos e 4º Auriol com 47 pontos.
Nos construtores, a Toyota detinha a liderança com 97 pontos seguida de perto pela Ford com 94 pontos.
(continua)

4 comentários:

Fleetmaster disse...

Didier Auriol foi um grande piloto. Gosto dele. Abraços !!

Fleetmaster disse...

Vi sua miniatura do BOutsen no blog do ICO. Abraços

PGAV disse...

Caro José,

Só hoje vi o seu comentário ao meu Porsche 917 "pink pig", onde disse que ia por um link para ele. Esteja a vontade.

Abraço

Pedro

José António disse...

Obrigado, Pgav.

Fleetmaster, eu vou enviando algumas fotos para o Ico e ele quando entende vai postando... eheheh... graças a isso vou aumentando as minhas visitas...