26 junho 2010

Citroen C4 WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali da Argentina de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos. A miniatura do Citroen C4 WRC de Sébastien Loeb (Rali da Argentina de 2008) foi uma oferta pela assinatura desta colecção.
O Citroen C4 WRC já foi tema aqui no Quatro Rodinhas, como tal não vou entrar em pormenores sobre o mesmo. Para saber mais sobre o C4 aconselho a leitura do seguinte post: Citroen C4 WRC do Rali de Monte Carlo de 2008.
Assim a miniatura que hoje apresento volta a ser o Citroen C4 WRC de Sébastien Loeb (francês) no Rali da Argentina de 2008. A grande diferença que se nota nestas duas miniaturas está na sua decoração. Não tenho a certeza se foi neste rali mas ao que parece a Citroen alterou a decoração dos seus carros para o rali argentino.
Sébastien Loeb venceu o Rali da Argentina, seguido do piloto australiano Chris Atkinson da Subaru. O seu colega de equipa, o espanhol Daniel Sordo, foi o terceiro classificado. O rival de Loeb na discussão do título, Mikko Hirvonen, piloto finlandês da Ford, foi apenas o quinto classificado.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Após 3 vitórias nos últimos ralis e com apenas 4 ralis para disputar Sébastien Loeb encontrava-se a um pequeno passo para conquistar mais um título de pilotos. O Rali da Catalunha disputado em asfalto era uma prova bem ao jeito de Loeb e do Citroen C4 WRC. Motivado pelas anteriores conquistas, Sébastien Loeb soube dominar o rali da melhor maneira, vencendo a nona prova do ano e a sua 4ª consecutiva. O espanhol Daniel Sordo, colega de Loeb na Citroen, foi o segundo e Mikko Hirvonen, da Ford, foi o terceiro classificado.
Poucos dias depois da prova espanhola, disputou-se a Volta à Córsega, outro rali em asfalto. Tal como na Catalunha, Sébastien Loeb era o principal favorito e só muito dificilmente deixaria de registar nova vitória. Foi então sem grande surpresa que assistimos ao domínio do francês da Citroen. Loeb terminaria em primeiro com mais de três minutos e vinte segundos de vantagem sobre Mikko Hirvonen (Ford). O terceiro classificado foi o belga François Duval em Ford Focus WRC.
Sébastien Loeb liderava o campeonato de pilotos com 106 pontos, seguido de Mikko Hirvonen com 92 pontos. Nos construtores a Citroen liderava com 169 pontos, a Ford seguia em segundo lugar com 146 pontos e sentia o título a fugir-lhe. A duas provas do fim do campeonato, muito dificilmente os títulos deixariam de ser conquistados pelos homens da Citroen…
(continua)

18 junho 2010

Suzuki SX4 WRC - T. Gardemeister - T. Tuominen ( Rali de Monte Carlo de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 16.
A aventura da Suzuki na categoria máxima do Mundial de Ralis durou pouco mais do que uma temporada. Depois de terem conquistado dois títulos no JWRC (2004 e 2007) os responsáveis da Suzuki optaram por tentar o WRC. O modelo escolhido foi o Suzuki SX4 e a estreia ocorreu na Volta à Córsega de 2007 com Nicolas Bernardi. O resultado (31ª posição) não era o mais importante pois interessava ganhar experiência e resolver os problemas de juventude ao longo das provas que ainda iriam disputar em 2007 de modo a iniciar o campeonato de 2008 com outras ambições.
O Suzuki SX4 WRC dispunha de um motor de 1997 cc, com uma potência de 320 cv às 4500 rpm. A tracção era integral com uma caixa de cinco velocidades Xtrac. O engenheiro responsável pelo desenvolvimento do Suzuki era o mesmo que tinha tido sob a sua responsabilidade os programas da Toyota e da Peugeot (206 WRC e 307 WRC) e que considerava as características do Suzuki SX4 WRC muito parecidas com as do Peugeot 206 WRC.
A miniatura representa o Suzuki SX4 WRC de Toni Gardemeister (finlandês) no Rali de Monte Carlo de 2008. Para a temporada de 2008 o Suzuki SX4 WRC recebeu novas suspensões e melhoramentos nos travões. A prova monegasca não foi isenta de problemas mecânicos e o piloto finlandês viu-se obrigado a desistir no último dia com problemas de temperatura no motor. Contudo o seu colega de equipa, Per-Gunnar Andersson (sueco) conseguiu levar o Suzuki até à oitava posição final garantido o primeiro ponto para o Suzuki SX4 WRC.
No final dos campeonatos a Suzuki ficava em 5º lugar com 34 pontos e os seus dois pilotos, Andersson e Gardemeister, ficaram em 12º (12 pontos) e 13º (10 pontos) respectivamente. E assim acabava a aventura da Suzuki no WRC.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Os dois ralis que se seguiram à Finlândia, disputados a meio e no final de Agosto, eram de características diferentes: o Rali da Alemanha era em asfalto enquanto o Rali da Nova Zelândia disputava-se em terra. Contudo o resultado final viria a ser favorável, bastante favorável, à Citroen e seus pilotos em detrimento da Ford.
O Rali da Alemanha mostrou que a Citroen estava em forma e pronta para a recta final do campeonato. Sébastien Loeb (francês) e Daniel Sordo (espanhol), da Citroen, ficaram na frente da concorrência, tendo Loeb vencido com Sordo em segundo. O francês beneficiou ainda da terceira posição de Duval (belga), da Stobart Ford, que ficou à frente de Mikko Hirvonen (finlândes) da Ford e rival de Loeb no campeonato.
O Rali da Nova Zelândia teve os mesmos protagonistas e o resultado foi igual ao da prova alemã, com uma diferença, desta vez Hirvonen ficou em terceiro lugar. Com esta nova vitória Sébastien Loeb reforçava o primeiro lugar do campeonato conquistado na Alemanha; Loeb tinha agora 86 pontos contra os 78 pontos de Hirvonen. A Citroen que também tinha recuperado o primeiro lugar na Alemanha tinha agora 141 pontos enquanto a Ford já se encontrava a 20 pontos de distância. Faltavam 4 provas para o final da temporada.
(continua)

15 junho 2010

Ford Focus RS WRC 07 - F. Duval - E. Chevailler (Rali de Monte Carlo de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 30.
A miniatura de hoje é novamente o Ford Focus RS WRC 07 (François Duval no Rali de Monte Carlo de 2008), no entanto trata-se da equipa Stobart cujos veículos eram desenvolvidos por Malcom Wilson. Deste modo a equipa Stobart passava a ter uma ligação mais “forte” com a Ford. A equipa Stobart servia também para promover novos talentos que podessem ascender à equipa principal.
A equipa Stobart inscreveu quatro pilotos para o Monte Carlo de 2008: François Duval (belga), Gigi Galli (italiano), Mathew Wilson (inglês) e Henning Solberg (norueguês). Apesar de não ter participado no Monte Carlo de 2007 e de desconhecer alguns troços, François Duval revelou-se ao longo de todo o rali como o melhor piloto da equipa Stobart. Duval teve como adversário directo o australiano da Subaru, Chris Atkinson, tendo disputado tudo o rali, primeiro pela quarta posição e depois pelo último lugar do pódio. Duval esteve sempre muito perto de Atkinson e no último dia do rali chegou mesmo a fazer o melhor tempo em alguns troços contudo não foi o suficiente. Duval terminou o rali na quarta posição a 1,1 segundos de Atkinson que foi o terceiro. Duval viria a terminar o campeonato na 7ª posição com 25 pontos, tendo participado em 7 ralis. Os melhores resultados de 2008 foram dois terceiros lugares (Alemanha e França). A equipa Stobart terminou o campeonato de marcas na 4ª posição com 67 pontos.
François Duval nasceu a 18 de Novembro de 1980 na Bélgica. Filho de um piloto de ralis, Duval também acabou por ser influenciado a seguir uma carreira na modalidade. A sua estreia no WRC aconteceu em 2001 no Rali de Portugal ao volante de um Mitsubshi Carisma do Grupo N, o resultado foi um abandono. Nesse ano para além do Mitsubshi, guiou também um Ford Puma S1600. Apesar dos vários abandonos que teve Duval mostrou qualidades que levaram a Ford a apostar nele para o ano seguinte para o JWRC. Contudo nesse ano a Ford optou também por lhe confiar um Ford Focus WRC em alguns ralis. Este facto permitiu que François Duval desse nas vistas garantindo assim um contrato para a primeira equipa da Ford. Durante os dois anos seguintes (2003 e 2004) Duval participou como piloto titular da Ford mas os resultados alcançados não foram os esperados pelos responsáveis da equipa. Efectivamente, Duval acabou por ser ultrapassado pelo seu colega de equipa, o estónio Markko Martin, e apenas registou alguns pódios. Para 2005 a Citroen viu em Duval capacidades para que fosse contratado e foi na nova equipa que François Duval obteve a sua única vitória no WRC, que aconteceu no Rali da Austrália. Apesar da vitória e de 3 segundos lugares e com o abandono oficial da Citroen, François Duval não conseguiu um lugar numa equipa de topo para 2006, que foi passado na Skoda. Os resultados foram escassos e para 2007 apenas marcou presença em 3 ralis ao volante de um Citroen Xsara WRC (um segundo lugar na Alemanha). O ano de 2008 foi um pouco melhor em termos de participações (7 presenças em ralis) mas a equipa Stobart não lhe permitiu melhor do que 2 terceiros lugares. Desde então não disponho de mais informações sobre Duval, apenas que terá abandonado a sua carreira nos ralis em Março de 2010 (fonte Wikipédia).
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Os dois ralis que se seguiram à Acrópole tiveram como vencedores os únicos candidatos ao título: Sébastien Loeb (francês) e Mikko Hirvonen (finlandês).
O piloto finlandês da Ford venceu o Rali da Turquia, tendo a equipa Ford alcançado um excelente resultado uma vez que Jari-Matti Latvala (finlandês), no outro Ford, ficou em segundo lugar. Sébastien Loeb (Citroen) minimizou as perdas ao ficar na terceira posição. Com este resultado Hirvonen volta ao primeiro lugar na classificação com 3 pontos de vantagem sobre Loeb.
No Rali da Finlândia, Sébastien Loeb recupera pontos e vence em casa do seu rival, Hirvonen, que fica em segundo lugar, contudo o francês da Citroen não consegue recuperar o primeiro lugar na classificação. Chris Atkinson (australiano) consegue terminar em terceiro lugar com o Subaru Impreza.
Cumpridos que estavam 9 dos 15 ralis a classificação do campeonato de pilotos estava assim definida: 1º Hirvonen com 67 pontos e 2º Loeb com 66 pontos. No mundial de construtores a Ford têm 108 pontos, mantendo a primeira posição, e a Citroen segue em segundo lugar com 105 pontos. ENegritontrava-se na fase decisiva dos campeonatos: o rali seguinte era o da Alemanha.
(continua)

07 junho 2010

Subaru Impreza WRC 07 - P. Solberg - P. Mills (Rali de Monte Carlo de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 19.
A Subaru iniciou o campeonato de 2008 com o Impreza WRC 07, carro que tinha sido estreado no Rali do México do ano anterior. As diferenças em relação ao Impreza WRC 06 eram várias: “novos travões, capot, frente e pára-choques redesenhados para uma melhor gestão do ar de refrigeração do motor. Com a mesma intenção, o radiador de água foi instalado numa posição mais baixa e o intercooler montado mais a trás, recebeu uma nova gestão electrónica e novas árvores de cames. Modificaram-se as suspensões para melhorar a geometria da direcção e ganhar tracção.” In fascículo nº 19.
O Suabru Impreza WRC 07, com 1230 kg de peso, dispunha de um motor de 1994 cc com uma potência de 300 cv Às 5500 rpm. A estrutura era em monobloco de aço com célula de reforço. A tracção era integral, com diferencial central activo e caixa electrohidráulica sequencial de seis velocidades.
Apesar das melhorias do Impreza, a Subaru não voltou aos tempos áureos em que vencia com frequência e disputava os campeonatos.
Durante o campeonato de 2008 a equipa Subaru teve ao seu serviço os seguintes pilotos: o ex-campeão Petter Solberg (norueguês) e o australiano Chris Atkinson.
A miniatura apresentada é o Subaru Impreza WRC 07 de Petter Solberg no Rali de Monte Carlo de 2008. A prova monegasca não decorreu de forma favorável a Solberg, que se viu ultrapassado pelo seu colega de equipa, Atkinson, que terminou em terceiro lugar, ao passo que o norueguês teve que se contentar com a quinta posição final. O mesmo aconteceu no campeonato: Atkinson terminou a época na 5ª posição (50 pontos), tendo conseguido 5 pódios (2 segundos e 3 terceiros lugares), Solberg foi 6º (46 pontos) e apenas conseguiu um pódio (um segundo lugar). A Subaru viria a terminar o campeonato de construtores de 2008 na terceira posição, sem vitórias, e muito distante da Citroen e Ford.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Os dois ralis seguintes, 6ª e 7ª prova do campeonato, tiveram como denominador comum os mesmos nomes: Sébastien Loeb e Citroen. Efectivamente, Loeb e a Citroen venceram os dois ralis o que significou a 4ª e 5ª vitória da temporada.
Deste modo o Rali da Italia, disputado na Sardenha, terminou com Loeb em primeiro, seguido dos dois Ford Focus de Mikko Hirvonen (finlandês) e Jari-Matti Latvala (finlandês). A Subaru terminou com os seus dois carros em 6º e 10º lugar, com Chris Atkinson a levar a melhor sobre Petter Solberg.
No Rali da Acrópole Sébastien Loeb venceu de forma tranquila e ganhou vantagem no campeonato visto que o seu rival na luta pelo título, Hirvonen, apenas terminou na terceira posição atrás de Petter Solberg. O piloto da Ford fazia na Grécia, com o segundo lugar, o melhor resultado que viria a obter ao longo de todo o campeonato. O outro Subaru, de Atkinson, sofreu problemas de suspensão e não terminou o rali, aliás a prova grega costuma ser bastante conhecida devido à sua dureza que causa bastantes problemas nas suspensões dos carros.
Após 7 ralis disputados o campeonato encontrava-se bastante disputado e a segunda metade da época prometia muita emoção. Loeb estava em primeiro lugar com 50 pontos e Hirvonen estava em segundo com 49 pontos; o finlandês fazia da regularidade a sua maior arma para contrapor às vitórias do francês da Citroen. No campeonato de construtores a situação era muito semelhante: a Ford (81 pontos) levava a dianteira com a Citroen (79 pontos) à distância de apenas 2 pontos.
(continua)

04 junho 2010

Ford Focus RS WRC 07 - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Monte Carlo de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 3.
Para o campeonato de 2008 a grande alteração que a Ford sofria era ao nível da sua equipa de pilotos: o piloto finlandês Mracus Gronholm terminou a sua carreira de piloto no final de 2007 e agora era Mikko Hirvonen (finlandês) quem assumia a posição de primeiro piloto dentro da equipa de Malcolm Wilson. Para colmatar a saída de Gronholm dentro da sua equipa, Malcolm Wilson contratou o jovem piloto finlandês Jari-Matti Latvala.
A Ford iniciou o campeonato com o mesmo carro do ano anterior, o Ford Focus RS WRC 07 que teve a sua estreia no Rali da Finlândia de 2007. Este modelo foi a evolução natural do anterior, o Focus RS WRC 06. A nova evolução do Focus ficou mais leve (menos 20 kg) e sofreu outras intervenções ao nível da mecânica. De resto o seu aspecto é muito idêntico ao do modelo anterior.
A miniatura representa o Ford Focus RS WRC 07 de Mikko Hirvonen no Rali de Monte Carlo de 2008. Assim a Ford apresentou-se no Rali de Monte Carlo, primeiro rali do campeonato de 2008, com dois grandes objectivos: defender o título de marcas conquistado em 2007 (o último tinha sido em 1979) e tentar conquistar o de pilotos.
Contudo o campeão de 2007, o francês Sébastien Loeb, com o Citroen C4 WRC, este imbatível durante toda a prova e Mikko Hirvonen não dispôs de qualquer hipótese de lutar pela vitória. O piloto da Ford acabou por ficar na segunda posição final graças aos vários problemas que Daniel Sordo (espanhol), no outro C4 WRC, teve de enfrentar.
Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Após a vitória no Rali da Alemanha, Sébastien Loeb partiu para o Rali da Argentina como o principal candidato ao primeiro lugar. Logo era a referência para os seus adversários. Disputado no final do mês de Março, a prova argentina foi dominada por Loeb que não deu quaisquer possibilidades à concorrência. Mikko Hirvonen apenas conseguiu terminar na 5ª posição graças à regra do SuperRali. O australiano Chris Atkinson, da Subaru, foi o segundo classificado e o colega de Loeb, o espanhol Daniel Sordo, foi o terceiro classificado.
A prova que se seguiu à Argentina foi uma estreia no mundial de ralis: o Rali da Jordânia. Desta vez foi Sébastien Loeb quem beneficiou com a regra do SuperRali, no entanto não conseguiu pontuar visto que terminou na 10ª posição. Assim Mikko Hirvonen aproveitou o facto de Loeb não pontuar e recuperou 10 pontos com a obtenção da vitória no primeiro Rali da Jordânia. Daniel Sordo não conseguiu impedir a vitória do Ford Focus do finlandês e terminou na segunda posição. Chris Atkinson, em boa forma e depois do segundo lugar na Argentina, ficou na terceira posição com o Subaru.
Com 5 ralis disputados o líder do campeonato era Mikko Hirvonen com 35 pontos seguido de Loeb com 30 pontos. A Ford seguia em primeiro com 57 pontos com a Citroen a 7 pontos de distância.
(continua)

26 maio 2010

Citroen C4 WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2008)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 1.
Um ano após a estreia em competição, o Citroen C4 WRC de 2008 recebeu um novo motor mais actual do que o anterior que também tinha sido utilizado no Xsara WRC. No novo motor, o EW10J4S, procurava-se a máxima fiabilidade uma vez que os regulamentos obrigam a que se utilize o mesmo motor durante dois ralis sem que estes sejam trocados ou reparados. A cilindrada era de 1998 cc e permite uma potência de 320 cv às 5500 rpm. Outra alteração para o ano de 2008 tinha haver com a utilização dos pneus Pirelli; no ano anterior a Citroen tinha utilizado os pneus BF Goodrich mas agora tinha que se adaptar aos pneumáticos italianos. As suspensões também foram alvo de alterações, nomeadamente na utilização de novos componente que permitiram a redução do peso.
Foi assim com uma nova evolução do C4 WRC que Sébastien Loeb (francês) partiu para o Rali de Monte Carlo de 2008. Loeb, quatro vezes campeão mundial (2004, 2005, 2006 e 2007) e quatro vezes vencedor do Monte Carlo (2003, 2004, 2005 e 2007), partia para a primeira prova de 2008 como o principal candidato à vitória, quer no rali quer no campeonato. Deste modo foi com alguma naturalidade que Sébastien Loeb, com um carro que dispunha de um motor mais moderno e novas melhorias, levou o Citroen C4 WRC a nova vitória no Monte Carlo. Imbatível, Loeb não deu hipóteses aos seus adversários.
A miniatura apresentada é o Citroen C4 WRC com o qual Sébastien Loeb venceu o Rali de Monte Carlo de 2008.
Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
O Campeonato do Mundo de Ralis teve início em Monte Carlo e sabia-se que apenas duas equipas teriam condições reais de lutar pelos títulos: a Ford que tinha vencido o título de marcas de 2007 e a Citroen que venceu o campeonato de pilotos. Contudo a Ford estava, na minha opinião, mais fraca porque o seu piloto de maior qualidade, Marcus Gronholm (finlandês) e grande rival de Loeb, tinha decidido abandonar a competição no final de 2007. Por outro lado a Subaru revelava-se de algum modo uma incógnita no entanto havia alguma margem para que pudesse causar alguma surpresa. Assim julgo que a Citroen iniciava o campeonato com alguma vantagem sobre a concorrência.
Sébastien Loeb, o melhor piloto de ralis da actualidade, mostrou no Rali de Monte Carlo a sua excelente forma e venceu concludentemente toda a concorrência sem margem para dúvidas. Mikko Hirvonen (finlandês) da Ford, ficou em segundo lugar e Chris Atkinson (australiano) da Subaru foi o terceiro. Monte Carlo foi o prenúncio do que seria o resto do campeonato.
No Rali da Suécia a Ford deu uma excelente resposta ao colocar três carros nos três primeiros lugares, beneficiando da desistência de Loeb com problemas no motor do seu Citroen C4 WRC. Jari-Matti Latvala, piloto finlandês da Ford, obteve na Suécia a sua primeira vitória no WRC. Hirvonen, seu colega de equipa foi o segundo classificado e Gigi Galli (italiano) da equipa Ford Stodbart foi o terceiro.
No Rali do México, Sébastien Loeb voltou à boa forma e venceu novamente, com Latvala (Ford) em segundo lugar e Atkinson (Subaru) em terceiro. Graças ao 4º lugar, Hirvonen manteve a liderança no campeonato com 21 pontos mas Loeb era segundo a um ponto de distância. A Ford também liderava com 37 pontos com a Citroen em segundo lugar com 25 pontos.
(continua)

21 maio 2010

BMW M1 - B. Béguin - J.-J. Lenne (Rali de Lorraine de 1984)


Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 18.
O BMW M1, desenhado por Giorgetto Giugiaro, foi utilizado tanto em circuitos como nos ralis. Aliás já vos apresentei aqui no blog uma versão do BMW M1 para pista. A miniatura de hoje é a versão de ralis do BMW M1, neste caso utilizado pelo piloto francês Bernard Béguin no Campeonato Francês de Ralis (Rali de Lorrarine de 1984). Neste rali o BMW M1 de Béguin começou por dominar a concorrência, no entanto sentiu algumas dificuldades ao longo da prova. Primeiro com alguns imprevistos relacionados com o M1 e depois com um denso nevoeiro que lhe limitou a visibilidade, beneficiando outros pilotos que conheciam bem a estrada. Mas após estes contratempos, Béguin recuperou e voltou a fazer os melhores tempos, o que lhe permitiu obter a vitória neste rali do campeonato nacional de França.
O BMW M1 dispunha de um motor de 3497 cc, que na versão de competição podia atingir mais 700 cv de potência! Contudo quando era utilizado nos ralis o motor apenas debitava 430 cv de potência. Para efeitos de promoção do M1, a BMW criou, durante dois anos, um campeonato de M1 (Procar) em que as provas decorriam em paralelo com as provas da F1 (a corrida antecedia a da F1).
Apenas foram construídas 453 unidades do BMW M1, 56 das quais para competição. (fonte fascículo nº 18 Rally Collection)



Nos ralis, para além de ser utilizado em alguns campeonatos nacionais, o BMW M1 teve várias participações no mundial, principalmente nos ralis de asfalto, como a Volta à Córsega. Contudo o M1 nunca atingiu o sucesso pretendido nessa prova. Apesar do BMW M1 ser um carro bastante competitivo revelava-se também bastante frágil e como tal nunca chegou a vencer um rali do Campeonato do Mundo. Mas quem o viu em competição não ficou indiferente à sua imagem e/ou ao som do motor.
Bernard Béguin nasceu a 23 de Setembro de 1947 em França. A sua carreira de piloto teve início em 1971 e prolongou-se até 1996. No Mundial de Ralis Bernard Béguin tem várias participações maioritariamente no Rali de Monte Carlo e na Volta à Córsega. Apenas conseguiu uma vitória, com o BMW M3 na Volta à Córsega de 1987; aliás é neste rali que Béguin tem mais dois excelentes resultados (terceiro lugar), ambos com o Porsche 911 em 1982 e 1985. BernardNegrito Béguin sagrou-se 4 vezes campeão francês: 1979 (Porsche 911 SC), 1991 e 1992 (Ford Sierra Cosworth 4x4) e 1993 (Ford Escort RS Cosworth). Em 1980 ficou em segundo lugar no Campeonato da Europa de Ralis. Ao longo da sua carreira, Bernard Béguin conduziu carros de várias marcas: Alfa Romeo, Opel, BMW, Fiat, Porsche, Alpine-Renault, Ford, Peugeot e Subaru.

15 maio 2010

Lancia Delta S4 - H. Toivonen - S. Cresto (Rali de Monte Carlo de 1986)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 34.
Faz neste mês de Maio 24 anos que morreu na Volta à Córsega de 1986 o piloto finlandês Henri Toivonen e o seu co-piloto Sergio Cresto (americano). No segundo dia do rali, à “décima oitava especial, o Delta S4 caiu numa ravina, o depósito de gasolina, de alumínio, explodiu e o automóvel incendiou-se de imediato. Henri Toivonen e Sergio Cresto morreram carbonizados. O carro ficou de tal maneira danificado que foi impossível determinar a causa da sua saída de estrada. Um revés do destino pôs termo à vida de um futuro campeão”. In fasc. 34 Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos pág. 406.No final do Campeonato do Mundo de Ralis de 1985 a equipa Lancia estreava no RAC o Delta S4, o carro que iria estar directamente ligado ao fim dos veículos do Grupo B. Na verdade podemos dizer que o Lancia Delta S4 efectuou a sua estreia mundial enquanto modelo já homologado no Rali do Algarve de 1985. Markku Alen (finlandês) foi o piloto da Lancia que esteve no rali algarvio e como seria de esperar dominou a prova até ao abandono com problemas no veio de transmissão. No entanto os responsáveis da Lancia ficaram bastante satisfeitos com as indicações do novo modelo e como tal foi com excelentes expectativas que partiram para o RAC. Na sua primeira prova do mundial, o Lancia Delta S4 obteve uma vitória pela mão de Henri Toivonen seguido do seu colega de equipa Markku Alen.
No inicio do campeonato de 1986, no Rali de Monte Carlo, Toivonen volta a vencer e finalmente com um carro de enorme potencial assume a sua condição de principal candidato ao título. No Rali da Suécia abandona. Em Portugal dá-se um trágico acidente envolvendo o público e as equipas oficiais retiram os seus carros em sinal de protesto contra a falta de segurança. No rali seguinte, na Volta à Córsega, acontece o acidente fatal de Henri Toivonen e Sergio Cresto. Após estes acidentes trágicos a FIA ditou o fim dos carros do Grupo B.
O Lancia Delta S4 venceu mais 3 ralis no campeonato de 1986: Miki Biasion (italiano), que substituiu Toivonen, venceu no Rali da Argentina e Markku Alen venceu no Rali de Sanremo (que foi anulado por se terem desclassificado erradamente os Peugeot) e no Rali Olympus. No final do ano a Lancia não conseguiu vencer os títulos que foram para a Peugeot.
A miniatura apresentada é o Lancia Delta S4 de Henri Toivonen no Rali de Monte Carlo de 1986. Nesta primeira prova do campeonato previa-se um duelo renhido entre os pilotos da Peugeot, Lancia e Audi. Toivonen começou o rali ao ataque e liderou a prova até ao momento em que bateu no carro de um espectador num troço de ligação. O atraso do finlandês da Lancia foi inevitável. Contudo a recuperação de Toivonen foi espectacular, numa fase em que os pneus foram determinantes. Assim Toivonen recuperou a liderança e bateu o finlandês Timo Salonen, campeão do mundo, da Peugeot. Desta maneira a Lancia e Toivonen venceram o segundo rali consecutivo (contando como a vitória no RAC, último rali de 1985). Salonen, em Peugeot 205 T16 foi o segundo classificado e Hannu Mikkola (finlandês) o terceiro em Audi Sport Quattro.

Como já abordei noutro post o Lancia Delta S4 e Henri Toivonen, remeto os interessados para a leitura do mesmo:
Lancia Delta S4 – RAC 1985.

12 maio 2010

Ferrari 312T2 - Niki Lauda (1977)



Esta miniatura é da marca Ixo – La Storia.
Hoje apresento uma das mais recentes aquisições para a minha colecção de miniaturas da Formula 1. Neste caso particular, a miniatura era uma espécie de “baleia branca” isto porque há muito tempo, praticamente desde o inicio da colecção (1996), que procurava adquirir a miniatura do Ferrari 312T2 de 1977 com o qual Niki Lauda (austríaco) se sagrou campeão.
O Ferrari 312T2 foi desenhado por Mauro Forghieri, que seguia na mesma linha do 312T de 1975 (ver também aqui); a grande qualidade destes modelos residia na fiabilidade mecânica, bem “como a configuração do seu chassis concedia-lhe uma característica de estabilidade absolutamente neutra. No entanto, por baixo da carroçaria, escondia-se uma metodologia da construção do chassis surpreendentemente antiquada: um esqueleto de tubos de pequeno diâmetro ligados por um revestimento externo em chapa de alumínio. Este método de fabrico do monocoque tinha sido usado em Maranello desde o início da década de 60…” In Formula 1 20 Anos (1972-1992), pág. 32. O motor utilizado era um boxer de 12 cilindros em V a 180º, com 2991,80 cc que debitava cerca de 500 cv de potência. Os pneus utilizados pelo Ferrari eram os GoodYear. A estreia do Ferrari 312T2 aconteceu no Gp de Espanha de 1976. Para o ano seguinte poucas alterações foram efectuadas pelo que a designação do modelo se manteve; duas das alterações efectuadas mais visíveis foram ao nível dos espelhos retrovisores e nas duas entradas de ar que estão situadas na frente lateral do piloto. No ano seguinte (1978) o Ferrari 312T2 ainda foi utilizado nas duas primeiras provas, no entanto os pneus utilizados já foram os radiais da Michelin; Carlos Reutemann ainda venceu o GP do Brasil com o 312T2, antes da estreia do 312T3 na África do Sul.
Assim a miniatura apresentada é o Ferrari 312T2 com o qual Niki Lauda venceu o GP da Alemanha de 1977.
Com a conquista do título em 1977, Niki Lauda encerrou um capítulo na sua carreira como piloto na Formula 1. Um ano antes Lauda sofreu um terrível acidente no circuito de Nurburgring que lhe deixou marcas para o resto da sua vida. Com a vida em perigo, colocou-se em dúvida a sua recuperação como piloto, contudo ainda regressa nesse ano mas perde o campeonato por um ponto, ao desistir na última prova disputada no alagado circuito do Japão. Acusado de se ter acobardado na última corrida de 1976, Niki Lauda parte para o campeonato de 1977 com o estatuto de primeiro piloto assim como a sua posição na equipa Ferrari fragilizada.
Mas Lauda, ciente que algo teria mudado no acidente, sabia que a resposta tinha que ser dada em pista. Talvez a sua maneira de pilotar estivesse alterada mas sempre poderia melhorar outros aspectos.
O campeonato começa na Argentina com uma vitória de Jody Scheckter num Wolf. Carlos Reutemann (argentino), piloto contratado pela Ferrari após o acidente de Lauda em 1976 (teoricamente para o substituir), é o terceiro classificado. Lauda desistiu. No Brasil, Reutemann vence e Lauda é apenas terceiro. À terceira prova, na Africa do Sul, Lauda mostrou que se tinha que contar com ele e volta a vencer uma corrida após o acidente. Em Long Beach (EUA) Niki Lauda consegue o segundo lugar atrás de Mário Andretti em Lotus. Na prova seguinte, em Espanha, Andretti repete a vitória dos EUA e Reutemann é segundo. No Mónaco, Scheckter volta a vencer com Lauda em segundo e Reutemann em terceiro. Na Bélgica, Lauda continua a coleccionar segundos lugares, a vitória foi para Gunnar Nilsson (sueco) em Lotus e Ronnie Peterson (sueco) é o terceiro no Tyrrell P34 de seis rodas. Na Suécia, Jacques Laffite (francês) vence com o Ligier e Reutemann é terceiro. Na França Andretti (Lotus) vence e Lauda ao terminar na 5ª posição assume a liderança do campeonato. Reutemann é sexto. Na Grã-Bretanha, prova em que apareceu pela primeira vez na F1 um motor Turbo (pela marca Renault), Lauda fica novamente em segundo, atrás de James Hunt (McLaren).
No GP da Alemanha, disputado no circuito de Hockenheim, Lauda vence pela segunda vez no campeonato. Um ano depois do acidente de Nurburgring, Lauda mostrou que o terrível acidente de 1976 estava ultrapassado. O seu colega de equipa, Reutemann, é apenas quarto.
Na Áustria, Alan Jones vence num Shadow e Lauda é novamente segundo classificado. Carlos Reutemann repete a quarta posição do GP anterior. Nesta altura do campeonato era já evidente que Lauda, percebendo que o 312T2 já não era tão eficaz como no ano anterior, fazia da regularidade a sua maior arma sem nunca perder uma oportunidade de vencer; o lema é: segurar 6 pontos do que arriscar numa possível tentativa infrutífera de obter os 9 pontos da vitória.
Na Holanda Niki Lauda alcança a sua terceira vitória da temporada e fica muito perto de reconquistar o título perdido em 1976. Jody Scheckter, o outro candidato ao título, é terceiro classificado. Reutemann termina na 6ª posição. Na Itália Niki Lauda é novamente segundo atrás de Andretti. No GP dos EUA, James Hunt vence, Andretti é segundo e Scheckter, o rival de Lauda na questão do título, é o terceiro. Lauda ao terminar na 4ª posição sagrava-se campeão pela segunda vez, a duas provas do fim do campeonato.
Como a sua posição no seio da equipa Ferrari tinha vindo a deteriorar-se ao longo do campeonato Niki Lauda, que já tinha assumido um compromisso para guiar pela Brabham em 1978, deixa a equipa de Maranello sem participar nos dois últimos GP’s do ano. Esta atitude de Lauda deixou Enzo Ferrari furioso porque o austríaco foi o primeiro piloto a dizer ao Comendador que ia deixar a Ferrari.

Os pilotos do Ferrari 312T2 em 1977 foram: Niki Lauda #11, Carlos Reutemann #12 e Gilles Villeneuve #11 e #21.
Vitórias: 4 (N. Lauda: 3; C. Reutemann: 1)
Pole-position: 2 (N. Lauda: 2)
Melhor volta : 3 (N. Lauda: 3)

29 abril 2010

Subaru Legacy - F. Chatriot - M. Périn (Rali de Portugal de 1991)


Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 16.
Quando a Subaru decide-se pelo seu envolvimento no Campeonato do Mundo de Ralis fê-lo em parceria com uma empresa que preparava e desenvolvia automóveis para a competição: a Prodrive.
Assim foi em 1990 que a marca japonesa estreou o Subaru Legacy no Safari. Um dos pilotos que esteve envolvido desde o inicio da aventura da Subaru foi o veterano Markku Alen (finlandês). Depois de terminar a sua longa ligação à Fiat/Lancia Markku Alen, já em final de carreira, lançou-se neste novo projecto.
O Subaru Legacy dispunha de transmissão integral, aliás esta tecnologia existia na Subaru “desde 1972, ou seja, nove anos antes do aparecimento do Audi Quattro em competição”. In fascículo nº 16 Rally Collection.
Algumas das dificuldades que a Prodrive teve que enfrentar no desenvolvimento do Legacy estava relacionado com o motor boxer: o motor era pesado e faltava-lhe potência para um carro destas dimensões e peso, sendo que a fiabilidade também não era das melhores. Quando a Prodrive pode intervir no motor esta situação melhorou.
Nestes primeiros anos (1990 a 1993) o Legacy foi o modelo que serviu de aprendizagem para a marca. O desenvolvimento foi acontecendo mas a Subaru preparava já um novo modelo, e ao que parece apenas estava disposta em o utilizar em competição depois de o Legacy vencer um rali. A vitória surgiu em 1993 no Rali da Nova Zelândia por intermédio de Colin McRae (escocês). Estava então na altura de lançar o novo modelo: o Subaru Impreza.A miniatura apresentada é o Suabru Legacy de François Chatriot (francês) no Rali de Portugal de 1991. O piloto francês não teve uma prova fácil (era sua terceira prova com o Legacy). O seu colega de equipa, Markku Alen, ainda liderou brevemente a prova portuguesa. Contudo as marcas dominantes depressa assumiram o controlo do rali. Por seu lado Chatriot viu-se relegado para a 36ª posição devido a vários furos. Assim a sua prova estava destinada a ser de recuperação, o que veio a acontecer. Já no final do rali, ambos os pilotos da Subaru que enfrentavam alguns problemas, eram os 5º e 6º classificados (Chatriot e Alen, respectivamente). François Chatriot acabou por ceder o 5º lugar a Alen devido a ordens da equipa. A Subaru terminou o campeonato na 6ª posição com 42 pontos. Markku Alen foi o melhor piloto da Subaru ao terminar na 8ª posição no campeonato de pilotos (40 pontos e um terceiro lugar na Suécia).
François Chatriot nasceu em França a 1 de Maio de 1952. Este piloto francês, médico de formação, nunca venceu um rali do campeonato do mundo. Contudo esteve perto de o conseguir: por duas vezes foi o segundo classificado na Volta à Córsega (1986 num Renault 5 Maxi Turbo e em 1989 num BMW M3). A sua carreira está intimamente ligada à Renault e principalmente ao R5 Turbo mas foi com a BMW que conseguiu vencer por duas vezes o Campeonato de Ralis Francês (em 1989 e 1990).