03 agosto 2007

Renault 11 Turbo - I. Amaral - J. Neto (Rali de Portugal de 1988)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Hoje apresento esta belíssima miniatura do Renault 11 Turbo pilotado por Inverno Amaral no Rali de Portugal de 1988. Inverno Amaral terminou na 8ª posição e foi o melhor português no Rali de Portugal.
Inverno Amaral, Campeão Nacional de Ralis de 1987, apresentava-se como um dos candidatos ao lugar de melhor português no Rali de Portugal de 1988 mas tinha como adversários Joaquim Santos num Ford Sierra Cosworth (Diabolique Motorsport) e Carlos Bica num Lancia Delta HF 4WD (Duriforte). Esperava-se, como sempre, por uma boa “luta” entre estes três candidatos. No entanto, O Ford Sierra Cosworth de Joaquim Santos nunca esteve em boas condições de lutar pela posição da melhor equipa portuguesa. Joaquim Santos acabaria por desistir na segunda etapa. Carlos Bica nunca conseguiu ser uma ameaça para Inverno Amaral que chegava ao fim do rali na posição de melhor português com relativa facilidade. Apesar deste bom resultado, Inverno Amaral não conseguiu revalidar o título de Campeão Nacional de Ralis.
Inverno Amaral foi Campeão Nacional do Grupo N (num Citroen Visa) em 1982; com o Renault 11 Turbo sagrou-se Campeão Nacional de Ralis em 1987 e foi o terceiro classificado no Campeonato Nacional de Ralis de 1988 (com 2 vitórias: Rali das Camélias e melhor português no Rali de Portugal).
A informação, que se segue, sobre o Renault 11 Turbo foi retirada do Clube GT Turbo de Portugal:
“Renault 11 Turbo (1984-1989)
O Renault 11 Turbo surgiu em 2 fases tal como o GT Turbo, a fase 1 de 105cv e a fase 2 de 115cv. Este era mais um pequeno familiar que foi produzido na versão coupé de 3 portas e na versão de 5 portas. O motor era de 4 cilindros em linha e de 1397cc. Tinha um carburador de corpo simples e turbo Garrett T2. Pesava apenas 920kg e atingia a velocidade máxima de 193km/h. A Renault fazia assim mais um pequeno familiar com um motor explosivo. Fez parte de inúmeros ralis com bastante sucesso, inclusive com o francês Alain Oreille ao volante.”
E eu acrescento, que para além de Oreille (4º lugar no Monte Carlo de 1988), também Jean Ragnotti conseguiu alguns resultados bastante interessantes no Mundial de Ralis com o Renault 11 Turbo, dos quais destaco: o 2º lugar no Rali de Portugal (1987), o 4º lugar na Volta à Córsega (1987) e o 3º lugar no Sanremo (1987). A Renault ficou em 3º lugar no Mundial de Ralis em 1987. No ano seguinte não foi além do 6º lugar.
Como curiosidade refiro que Alain Oreille conseguiria a vitória no Rali da Costa do Marfim de 1989 (que não contava para o mundial de marcas), com um Renault 5 GT Turbo.

(continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1988)
Markku Alén (finlandês), que apenas tinha conseguido vencer o segundo rali do campeonato na Suécia, juntamente com o seu compatriota, Juha Kankkunen (Toyota) proporcionaram um grande espectáculo no Rali dos 1000 Lagos. O Toyota Celica, que começava a dar sinais que era um carro com um futuro promissor, permitiu que Kankkunen andasse na liderança do rali tornando a luta com o Lancia de Alén bastante renhida. A diferença entre os dois finlandeses foi sempre curta e a incerteza de quem iria vencer manteve-se até ao momento em que o motor do Toyota cedeu. Kankkunen liderava no momento do abandono mas ficava com boas indicações de que o Toyota Celica 4WD iria ser o grande adversário do Lancia Delta. Alén vencia assim o seu segundo rali do ano, seguido de Ericsson (Lancia) e de Auriol (Ford).
No Rali da Costa do Marfim (apenas pontuável para o campeonato de pilotos) as equipas oficiais estiveram ausentes. Assim o francês Alain Ambrosino, num Nissan 200 SX, obtêm a sua única vitória no Campeonato do Mundo de Ralis.
No Rali de San Remo, o Toyota Celica 4WD de Kankunnen voltou a criar dificuldades aos Lancia Delta. Mas Kankkunen voltou a abandonar. O italiano Massimo Biasion vence o “seu” rali e sagra-se Campeão Mundial frente ao seu público. A Lancia colocou quatro Deltas nas quatro primeiras posições: Biasion, Fiorio, Cerrato e Alén.
No RAC, já com a questão dos títulos resolvida, a luta pela vitória esteve entregue novamente a Alén (Lancia) e a Kankkunen (Toyota). Alén foi o primeiro líder mas uma saída de estrada deixou Kankkunen na frente do rali. Quando tudo indicava que seria esta a primeira vitória do Celica, Kankkunen tem um acidente e abandona. Hannu Mikkola (Mazda) fica na liderança mas também ele sai de estrada. Alén aproveita e vence o RAC pela primeira vez. Foi também a sua última vitória no Mundial de Ralis. O finalndês Timo Salonen (Mazda) foi o segundo e Bjorn Waldegaard (sueco) é terceiro num Celica 4WD.
No campeonato de pilotos, o primeiro foi Biasion (5 vitórias / 115 pontos) e Alén o segundo (3 vitórias / 86 pontos). Foi a última oportunidade de Alén de vencer um Campeonato do Mundo de Ralis.
A Lancia venceu com facilidade o campeonato de marcas, 10 vitórias em 11 ralis.

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