19 janeiro 2008

Mitsubishi Lancer Evo II- R. Madeira - N. R. Silva (Rali de Portugal de 1995)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Pela pequena pesquisa que fiz, o Mitsubishi Lancer parece ser eterno. Vejam que a sua apresentação ao público aconteceu em 1973! Como é óbvio, foi sofrendo inúmeras alterações e os modelos do Lancer foram-se sucedendo ao longo dos anos.
Neste caso específico, a miniatura que hoje vos apresento é o Mitsubishi Lancer Evo II, do Grupo N, que o piloto português Rui Madeira utilizou no Rali de Portugal de 1995.
O Mitsubishi Lancer Evo II, como é óbvio, veio suceder o Lancer Evo e foi apresentado em 1994. As suas versões desportivas para os ralis foram exaustivamente utilizadas para o Grupo A e para o Grupo N. Sendo que os carros do Grupo A eram aqueles, que sendo semelhantes ao modelo normal, mais alterações tinham, principalmente a nível mecânico logo mais potentes. Enquanto os carros do Grupo N eram muito mais semelhantes aos da versão de estrada por isso menos potentes devido às limitações que tinham no que concerne às alterações.
Em 1995, após dois anos (em 93 com o Ford Sierra RS Cosworth 4x4 e em 94 com o Mistsubishi Lancer Evo II) em que foi o campeão nacional do Grupo N, Rui Madeira efectuou, pela primeira vez, um programa bastante completo no Campeonato do Mundo de Ralis (Grupo N). Ao todo foram 7 participações nos ralis internacionais com resultados muito interessantes:
- Rali de Monte Carlo – 12º Lugar (3º do Grupo N)
- Rali de Portugal – 9º Lugar (1º do Grupo N)
- Volta à Córsega – 18º Lugar (1º do Grupo N)
- Rali da Nova Zelândia – 10º Lugar (2º do Grupo N)
- Rali da Austrália – Desistência
- Rali da Catalunha – 11º Lugar (1º do Grupo N)
- RAC – 7º Lugar (1º do Grupo N)
No final do campeonato, Rui Madeira sagrava-se Campeão do Mundo no Grupo N. Um feito inédito para Portugal. Muito antes dessa consagração acontecer, no Rali de Portugal de 1995 Rui Madeira teve que se bater com os melhores pilotos portugueses (Fernando Peres no Ford Escort RS Coswort e Jorge Bica no Lancia Delta), e a concorrência do Grupo N. Rui Madeira reconheceu que a experiencia dos ralis internacionais deram-lhe alguma vantagem e no final do rali português festejou a posição do melhor português. No Grupo N, Madeira teve que enfrentar a oposição de Jorge Recalde (argentino) também num Lancer Evo II. Mas o piloto português liderou sempre, e sendo conhecedor do nosso rali, manteve uma distância que o pôs a salvo de qualquer ataque do argentino, para no final festejar também a vitória no agrupamento N.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1995
No Rali da Austrália, Carlos Sainz (Subaru), já recuperado da lesão que o obrigou a falhar o Rali da Nova Zelândia, voltou aos ralis contudo foi obrigado a desistir devido a um radiador furado por um ramo de uma árvore e numa zona em que a assistência era proibida. Esta era outra das novas regras deste ano e devido a isso muitas vezes se viram os pilotos a tentarem arranjar os carros com os mecânicos mesmo ao lado deles… Os pilotos da Toyota não aproveitaram a desistência do espanhol para vencer e dessa maneira foi o sueco Kenneth Eriksson (Mitsubishi) quem venceu o rali à frente de Colin McRae (Subaru).
No Rali da Catalunha deu-se o escândalo do ano com a exclusão da Toyota do Mundial. Esse foi o facto mais importante e que veio dar à Subaru os títulos que ainda estavam em disputa. Embora entre os pilotos ainda não se soubesse que iria vencer, já se sabia que seria um dos dois pilotos da Subaru. Mas antes da exclusão da Toyota, Kankkunen ainda dominou a primeira parte do rali contudo uma saída de estrada ditou a desistência do piloto da Toyota. Foi nas verificações finais que os comissários detectaram uma ilegalidade nos turbos dos Toyota. Suspeitou-se então que essa ilegalidade, na admissão do ar, já vinha a ser utilizada à algumas provas e a FIA acusou a Toyota de traição ao espírito desportivo, excluindo-a do campeonato e proibição de participar no campeonato em 1996. A vitória foi para Carlos Sainz, à frente do seu colega de equipa, Colin McRae. A decisão do título de pilotos iria ser discutida no RAC entre os dois pilotos da Subaru. Colin McRae iria “jogar em casa” uma cartada decisiva, a mais importante da sua carreira…
(continua)

1 comentário:

PGAV disse...

Olá caro José,

Lembro-me perfeitamente desse Evo, mas sou mesmo grande fã, do que tem por baixo... O belo Cosworth...

Caro José, tenho uma novidade, que já é considerada de clássico... Que máquina! LOL! Vai gostar de certeza LOL. Dê uma olhadela!

Boa semana!

Grande Abraço!

Pedro