31 janeiro 2007

Wolf WR1 - Jody Scheckter (1977)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A passagem de Walter Wolf na Formula 1 é relativamente curta tendo início na década de 70. Walter Wolf era um canadiano de origem austríaca que fez fortuna no negócio do petróleo. A sua entrada na Formula 1 está ligada à equipa de Frank Williams que lutava com grandes dificuldades financeiras e Walter Wolf entra como patrocinador da equipa em 1975 ajudando-a a sobreviver, no final do ano comprou 60% da equipa. Em 1976 a equipa foi renomeada e passou a designar-se Wolf-Williams. Nesse ano foi contratado o engenheiro Harvey Postlethwaite e compraram os equipamentos da equipa Hesketh Racing quando esta encerrou a sua actividade na Formula 1. No entanto a temporada de 1976 foi um desastre completo sem resultados desportivos dignos de registo. Confrontado com os fracos resultados, Frank Williams resolve abandonar a equipa vendendo a sua parte a Walter Wolf. Em 1977 a equipa passou a ser a Walter Wolf Racing, contratou o piloto sul-africano Jody Schectker e o primeiro modelo da equipa foi o Wolf WR1 da autoria do engenheiro Harvey Postlethwaite. Foi o primeiro ano da equipa de Walter Wolf, sendo este também o ano em que teve melhores resultados. A equipa Walter Wolf Racing esteve em actividade até 1979. Em 1980 cessa a actividade na Formula 1 e é adquirida pela equipa brasileira Fittipaldi, cujo dono era o piloto brasileiro e ex-bicampeão mundial Emerson Fittipaldi.
A miniatura que apresento é o Wolf WR1, pilotado pelo Jody Scheckter, que venceu o GP de abertura do mundial de 1977, na Argentina. A miniatura está fantástica, é um dos belos carros de Formula 1, bem pormenorizado e muito bem decorado.

O campeonato de 1977, como já disse, começou com uma vitória de Jody Scheckter (Wolf) no GP da Argentina. A equipa Walter Wolf Racing alcançava um feito histórico ao vencer o primeiro GP em que participava. Assim Jody Scheckter entrava novamente para a história da Formula 1 quando já no ano anterior se tinha tornado no único piloto da Formula 1 a vencer um GP com um carro de seis rodas. O segundo classificado foi a esperança brasileira, José Carlos Pace (Brabham). Carlos Reutemann (argentino) ficou em terceiro lugar num Ferrari. Reutemann tinha sido contratado pela Ferrari na sequência do acidente de Niki Lauda (austríaco) no GP da Alemanha em 1976 e servia agora para pressionar o austríaco. As relações entre Enzo Ferrari e Niki Lauda estavam afectadas desde o seu abandono voluntário no último GP de 1976, renunciando assim ao título de pilotos que perderia para o inglês, James Hunt, da McLaren. Niki Lauda (Ferrari) não terminou a prova argentina. Carlos Reutemann venceu o GP seguinte, no Brasil, James Hunt (McLaren) ficou em segundo lugar e Niki Lauda em terceiro.

No GP da Africa do Sul, Niki Lauda volta a vencer um GP depois do terrível acidente que sofreu no Nurburgring em 1976. Jody Scheckter (Wolf) é segundo e Patrick Depailler (francês) é terceiro classificado no Tyrrell P34 de seis rodas.
A nota trágica deste GP foi o acidente que vitimou um piloto inglês, Tom Pryce, e um comissário de pista. O comissário de pista, na tentativa de socorrer um carro que se incendiava, atravessou a pista no momento em que iam a passar o March do alemão Hans Stuck e o Shadow de Tom Pryce que seguia no seu vácuo. Stuck (March) conseguiu desviar-se “in extremis” mas Pryce encoberto pelo March atingiu em cheio o comissário, que teve morte imediata. O extintor que o comissário transportava voou com o embate e esmagou o capacete do piloto, matando-o logo.

O campeonato era liderado, ao fim de 3 GP’s, por Sheckter com 15 pontos seguido dos pilotos da Ferrari, Lauda e Reutemann, ambos com 13 pontos. A Ferrari estava em primeiro lugar com 22 pontos seguida da Wolf com 15 pontos. De referir que nesta altura, para o campeonato de construtores apenas contavam os pontos da melhor classificação, isto é, a pontuação dos dois pilotos de uma equipa não somava para a classificação da equipa.
(continua)

O piloto do Wolf WR1 em 1977 foi: Jody Scheckter.
Vitórias: 3 (J. Scheckter: 3)
Pole-position: 0 (J. Schectker conseguiu uma pole-position neste ano mas com o Wolf WR2)
Melhor volta : 1 (J. Scheckter: 1, conseguiu outra melhor volta com o Wolf WR3)

30 janeiro 2007

Ford Escort MkII - A. Vatanen - D. Richards (Rali da Acrópole de 1981)

Esta miniatura é da marca IXO.
O Ford Escort MkII foi um verdadeiro carro de ralis que deu grandes espectáculos durante a sua vida desportiva. Foram inúmeros os pilotos que utilizaram “até à exaustão” o Ford Escort MkII. Numa época em que os pilotos finlandeses, também conhecidos por “flyinng finn”, dominavam os ralis, a tracção traseira associada a esses talentosos pilotos garantiam verdadeiros recitais de condução espectacular. Quem não se lembra das “atravessadelas” que estes carros de tracção traseira davam nas curvas? Este foi o último Ford em que um piloto se sagrou campeão mundial de ralis, em 1981. Esse piloto foi o finlandês Ari Vatanen. Desde então nunca mais nenhum piloto voltou a vencer o campeonato mundial de ralis ao volante de um Ford.

Esta miniatura do Ford Escort MkII que apresento é alusiva ao Rali da Acrópole de 1981 que Ari Vatanen venceu. Os leitores podem consultar outros posts anteriores sobre o Escort MkII aqui, aqui e aqui.

O campeonato de 1981 parecia estar destinado à recém chegada equipa Audi. Mas os problemas de juventude do Audi Quattro iam afastando os seus pilotos de algumas vitórias quando demonstravam um domínio quase demolidor nos ralis. No entanto quando a Audi resolvesse esses problemas o Audi Quattro tornar-se-ia num caso sério de sucesso nos ralis. Assim devido aos problemas da Audi, o campeonato de pilotos foi sendo discutido entre o Ford Escort MkII de Ari Vatanen e o Talbot Sunbeam Lotus de Guy Fréquelin (francês). A luta pelo Campeonato de Marcas foi entre a Talbot e a Datsun. Ari Vatanen venceu três ralis: Acrópole, Brasil e Mil Lagos. E não venceu mais ralis porque a sua maneira espectacular de conduzir, nos limites do carro e da estrada mesmo quando liderava os ralis, originou algumas saídas de estrada que lhe fizeram perder algumas vitórias e consequentemente pontos que poderia ter obtido se mantivesse um estilo de condução menos espectacular. Por exemplo, no Rali de Portugal, Vatanen despistou-se quando liderava deixando o seu compatriota Markku Alen (Fiat) na liderança. Assim como se despistou no Rali de San Remo quando seguia em segundo lugar. Guy Fréquelin venceu apenas um, o Rali da Argentina, e graças à maneira de conduzir de Vatanen que também se despistou quando liderava o rali brasileiro. O piloto francês da Talbot fez da regularidade a sua arma e levou a discussão do título até à última prova. Mas Vatanen conseguiu vencer o campeonato de 1981 e sagrar-se campeão do mundo de ralis. A Talbot venceu o campeonato de marcas graças à regularidade dos seus pilotos.

26 janeiro 2007

Audi Quattro - M. Mouton - F. Pons (Rali de San Remo de 1981)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Colection.
O Audi Quattro foi um carro fantástico e verdadeiramente inovador ao introduzir nos ralis a tracção total. Essa inovação revolucionou o mundo dos ralis de tal maneira que haverá sempre o um antes e um depois do Audi Quattro nos ralis. Foi o modelo que permitiu o desenvolvimento do Grupo B dando origem a uma época nos ralis verdadeiramente fascinante com potentes carros, muita emoção e grandes espectáculos desportivos. O desenvolvimento foi de tal maneira desmesurado até o terrível ano de 1986 que foi marcado por vários acidentes, alguns fatais, e que viriam “vitimar” também os carros do Grupo B.
O Audi Quattro tinha um motor dianteiro de 5 cilindros em linha, de 2144 cc, turbocomprimido e 360 cv de potência. As suas evoluções ao longo dos anos em que esteve em acção nos ralis fizeram com que fossem confirmadas as suas qualidades na forma das 24 vitórias alcançadas, nos dois títulos de marcas e um de pilotos. Foi o carro que deu, até hoje, a primeira vitória num rali do mundial a uma mulher, Michelle Mouton (francesa). Quando surgiu no campeonato de 1981 algumas equipas receosas com a sua supremacia reduziram os seus programas de rali, mas o Audi Quattro viria a sofrer alguns problemas de juventude que lhe comprometeram o campeonato, no entanto ficou provado que assim que fossem resolvidos se tornaria num carro quase imbatível e uma referência para as outras marcas. A miniatura do Audi Quattro que apresento é alusiva à primeira vitória de uma mulher, no Rali de San Remo de 1981 pela francesa Michelle Mouton.

(continuação)
No Rali de San Remo, Walter Rohrl (alemão) voltou a participar num rali ao volante de um Porsche 911 SC. Walter Rohrl, que tinha vencido o campeonato anterior pela Opel, tinha assinado no final do ano de 1980 pela Mercedes para a temporada de 1981. Mas a Mercedes, à última hora, resolveu abandonar os ralis não participando no campeonato de 1981. Assim o campeão de 1980 ficou sem carro para defender o título.
No rali, Michelle Mouton (Audi) dominou a prova embora Walter Rohrl tenha sido o seu grande adversário até ao momento em que abandonou. Ari Vatanen (finlandês), que discutia o campeonato com o francês Guy Fréquelin da Talbot (que já tinha abandonado o rali) ficou com a segunda posição à sua mercê mas decidiu atacar para a vitória. Vatanen era um piloto espectacular que andava nos limites e muitas das vezes também se despistava devido a isso, era uma espécie de tudo ou nada. E esta foi uma dessas situações. Michelle Mouton (Audi) dominou e venceu o rali tornando-se na única mulher a vencer uma prova do mundial até hoje. Em segundo lugar ficou o finlandês Henri Toivonen da Talbot.
No Rali da Costa do Marfim, as atenções estavam centradas em Guy Fréquelin e Ari Vatanen que discutiam o campeonato de pilotos. O francês participou com um Peugeot 504 Coupé e terminou na quinta posição. Vatanen voltou a despistar-se conseguindo terminar o rali na nona posição mas como houve muitas desistências conseguiu somar os pontos do nono e último lugar. Timo Salonen (finlandês) venceu o rali africano com um Datsun, o que deixou também o campeonato de marcas em aberto (entre a Datsun e a Talbot) para a última prova do ano. No RAC, Fréquelin (Talbot) comprometeu as suas aspirações ao título quando se despistou. Ari Vatanen (Ford) que desta vez não arriscou manteve a segunda posição e venceu o campeonato de pilotos. A vitória foi para o Audi Quattro de Hannu Mikkola, Vatanen foi segundo e com o terceiro lugar de Bomqvist a Talbot venceu o campeonato de marcas. Vatanen foi primeiro com 96 pontos (3 vitórias) e Fréquelin ficou em segundo com 89 pontos (1 vitória). A Talbot venceu com 117 pontos (1 vitória), a Datsun ficou em segundo lugar com 106 pontos (2 vitórias).

25 janeiro 2007

Talbot Sunbeam Lotus - G. Fréquelin - J. Todt (Rali do Brasil de 1981)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Colection.
O Talbot Sunbeam Lotus era um pequeno carro que teve uma curta carreira nos ralis, obteve apenas duas vitórias mas conquistou o campeonato de marcas de 1981. Era bastante eficiente nos pisos de terra mas a regularidade foi a sua arma para alcançar o êxito desportivo. Utilizava um motor Lotus de 2,2 litros, dupla árvore de cames e 16 válvulas. Apenas esteve em actividade, nos ralis, durante dois anos que coincidiram com o declínio do Ford Escort e do Fiat 131 Abarth tendo beneficiado dos problemas de juventude que o revolucionário Audi Quattro ainda apresentava. Esta miniatura do Talbot Sunbeam Lotus que apresento é representativa do segundo lugar alcançado pelo francês Guy Fréquelin no Rali do Brasil de 1981. Como curiosidade, o seu co-piloto era o francês Jean Todt, que actualmente é o director desportivo da Ferrari na Formula 1.

(
continuação)
No Rali da Argentina, o francês Guy Fréquelin (Talbot) aproveitou uma das saídas de estrada do finlandês Ari Vatanen (Ford), quando este liderava, para vencer o seu primeiro e único rali do mundial. No Rali do Brasil, Ari Vatanen (Ford) não dá hipóteses a Fréquelin (Talbot) e vence a prova brasileira. Vatanen vencia o segundo rali do ano, aliás, até essa altura, era o único a fazê-lo quando já estavam decorridas 8 ralis do campeonato, assim como a Ford era a única marca a vencer mais do que um rali. Ao chegar ao Rali dos Mil Lagos, Ari Vatanen apresentava uma desvantagem de 26 pontos em relação ao líder do campeonato, Guy Fréquelin. Julgando não ser competitivo nesta prova, Fréquelin decidiu não participar no rali finlandês. Na verdade até poderia ter sido porque houve muitos abandonos. Ari Vatanen vingou-se da derrota do ano anterior perante Markku Alen (finlandês) e venceu o rali, ficando desta vez Alen (Fiat) em segundo lugar. Recuperou 20 pontos e ficou apenas a 6 pontos de Fréquelin no campeonato. (continua)

Fiat 131 Abarth - M. Alen - I. Kivimaki (Rali de Portugal de 1981)

Esta miniatura é da marca Troféu.
Sobre o Fiat 131 Abarth já disse praticamente tudo em posts anteriores, por isso remeto os leitores do blog para a consulta dos mesmos, aqui, aqui e aqui. Esta miniatura do Fiat 131 Abarth é referente à vitória no Rali de Portugal de 1981 pelo mão do finlandês Markku Alen.

continuação)
No Rali de Portugal o Fiat 131 Abarth conseguiu a sua última vitória do seu já longo historial. Foi uma das poucas provas em que a Fiat esteve presente no campeonato de 1981. Alen beneficiou dos abandonos dos Audi e do despiste de Ari Vatanen (Ford) para vencer o rali portugês. Henri Toivonen (finlandês) ficou em segundo lugar com um Talbot. No rali seguinte, o Safari, o queniano Shekar Metha (Datsun) obteria a vitória no rali pela terceira vez consecutiva. Mas a vitória só ficou confirmada quando o Opel de Kullang (sueco) desistiu devido ao choque com uma manada de vacas. Na Volta à Córsega o francês Bernard Darniche, ao volante do “velho” Lancia Stratos, consegue a sua sexta vitória na Córsega. O francês Guy Fréquelin (Talbot) ao ficar em segundo lugar no rali ficava na liderança do campeonato de pilotos e a Talbot liderava o de marcas. No Rali da Acrópole, os Audis são desclassificados deixando a luta pela vitória entregue aos Ford Escort e Fiat 131 Abarth. A vitória viria a sorrir a Vatanen (Ford) ficando Alen (Fiat) em segundo lugar. (continua)

Renault 5 Turbo - J. Ragnotti - J.-M. Andrié (Rali de Monte Carlo de 1981)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Passados quase dez anos desde os triunfos do Alpine-Renault surgiu no mundo dos ralis o Renault 5 Turbo. O Renault 5 foi apresentado em 1972 e viria a tornar-se num “best seller” da marca francesa. Em 1978 surgiu o Renault 5 Turbo com um motor central de 1397 cc, turbocompressor, tracção traseira e 165 cv de potência. O piloto francês Jean Ragnotti conseguiu os segundos lugares no Rali de Monte Carlo em 1978 e na Córsega de 1979 ao volante do Renault 5 Alpine, modelo que viria a ser evoluído dando origem ao Renault 5 Turbo e que se estrearia no Rali da Córsega de 1980. O Renault 5 Turbo iria sofrer algumas evoluções, em 1982 surgiu o Turbo 2 com 185 cv e em 1985 surgiu o Renault 5 Maxi Turbo. Algumas das grandes vantagens que este carro tinha era o facto de ser muito mais leve e mais pequeno que os seus adversários. Na minha opinião estas características, entre outras, foram muito bem aproveitadas e levadas ao limite pelo fabuloso Peugeot 205 Turbo. Parece-me que o conceito utilizado no Renault 5 Turbo se encontra muito bem explorado no superiormente desenvolvido Peugeot 205 Turbo.

O campeonato de 1981 foi marcado pela chegada do Audi Quattro aos ralis e que iria revolucionar o mundo dos ralis com a tracção total. Os adversários receosos com a previsível supremacia dos Audi resolveram reduzir as suas participações nos ralis.
O campeonato começa com uma vitória do Renault 5 Turbo no Rali de Monte Carlo. Esta miniatura do Renault 5 Turbo é alusiva a essa vitória conseguida pelo Jean Ragnotti, embora tenha um erro no autocolante que identifica o rali porque menciona o ano de 1982 quando devia ser 1981. No Rali de Monte Carlo o grande dominador foi o finlandês Hannu Mikkola com o seu Audi Quattro. Uma saída de estrada, quando liderava com mais de seis minutos de vantagem, deixou a luta pela vitória entregue aos franceses Jean-Luc Thérier (Porsche) e Jean Ragnotti (Renault). Infelizmente, numa atitude inqualificável, alguns espectadores lançaram uma placa de gelo para a estrada que fez com que Thérier (Porsche) abandonasse. Assim Ragnotti (Renault) acabou por vencer o Rali de Monte Carlo, sendo seguido por Guy Fréquelin (francês) num Talbot Sunbeam Lotus.No Rali da Suécia ficou provada a supremacia do Audi Quattro nos pisos gelados, a Audi vence pela primeira vez um rali do mundial e Hannu Mikkola tornou-se no primeiro estrangeiro a vencer a prova sueca. Os finlandeses Ari Vatanen e Pentti Airikkala ficaram em segundo e terceiro, respectivamente, ambos em Ford Escort RS 1800. (continua)

22 janeiro 2007

Fiat 131 Abarth - W. Rohrl - C. Geistdorfer (Rali de Monte Carlo de 1980)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
O Fiat 131 Abarth teve bastante sucesso nos ralis. Com este modelo, a Fiat venceu os campeonatos mundiais de marcas em 1977, 1978 e 1980 e o campeonato de mundial de pilotos em 1980. O Fiat 131 Abarth venceu 18 ralis do mundial. Sobre o Fiat 131 Abarth aconselho a leitura de dois posts anteriores: o Fiat de 1977 e o de 1979.
Esta é a versão do Fiat 131 Abarth, pilotado pelo alemão Walter Rohrl, vencedor do Rali de Monte Carlo de 1980.
A Fiat, que em 1979 tinha renunciado à luta pelos títulos, tinha novamente, em 1980, como objectivos a conquista dos títulos de marcas e de pilotos. Para alcançar esses objectivos a Fiat manteve como pilotos oficiais Markku Alen e Walter Rohrl e deu-lhes liberdade para lutarem pelo título de pilotos. A Ford, que tinha vencido os títulos em 1979, retirou a sua equipa oficial mas deu apoio à equipa do preparador David Sutton. Mas havia outras equipas com modelos novos e com programas completos para a temporada de 1980. A concorrência da Fiat não se resumia à equipa de David Sutton, a equipa transalpina tinha que considerar também como concorrentes as equipas da Opel, Datsun, Talbot e Mercedes.
O campeonato começou no Rali de Monte Carlo, a vitória foi de Walter Rohrl (Fiat). Markku Alen (finlandês) tinha afirmado no início “ou ganho ou me despisto”, e efectivamente despistou-se. O segundo foi Bernard Darniche (francês) com o Lancia Stratos que não conseguiu fazer frente ao alemão. No Rali da Suécia, que este ano só contava para o campeonato de pilotos, o vencedor foi Anders Kullang (sueco) com o Opel Ascona. No Rali de Portugal, W. Rorhl (Fiat) vence novamente e torna-se no principal candidato ao título. Alen (Fiat) ficou em segundo lugar. Rohrl deu espectáculo no troço de Arganil, que com 42 km era considerado o “inferno verde” e que foi disputado com chuva, lama e nevoeiro. No Rali Safari, a Mercedes era a favorita por isso o fracasso foi maior. Sofreram vários problemas e apenas conseguiram o terceiro lugar. Shekhar Metha (queniano) venceu pilotando um Datsun 160J. Ari Vatanen (finlandês) mostrou, ao vencer o Rali da Acrópole, que os Ford Escort ainda não estavam acabados. O finlandês Timo Salonen (Datsun) foi segundo e Alen (Fiat) terceiro. Walter Rohrl (Fiat) alcança a terceira vitória da temporada no estreante Rali da Argentina. Hannu Mikkola (finlandês) foi segundo em Mercedes e o argentino Carlos Reutemann (Fiat) foi terceiro. Actualmente ainda pertence a Carlos Reutemann o recorde da melhor classificação de um piloto da Formula 1 num rali do mundial. O Rali dos 1000 Lagos, que não contava para o campeonato de marcas deste ano, foi vencido por Markku Alen em Fiat 131 Abarth. A luta pela vitória foi intensa entre Alen e Vatanen (Ford). Menos de um minuto separou os dois pilotos finlandeses. O terceiro lugar foi para Per Eklund com um Triumph TR7 V8. Foi o único pódio num rali do mundial que a Triumph conseguiu ao longo da sua história. No Rali da Nova Zelândia, Rohrl (Fiat) obteve um segundo lugar quando já pensava mais nos títulos do que nas vitorias. Salonen vence com um Datsun 160J. Ao conseguir a sua quarta vitória da temporada, no Rali de San Remo, Walter Rorhl (Fiat) decidiu o título de pilotos a seu favor. Na Volta à Córsega, Walter Rohrl (Fiat) mostrou-se mais preocupado em conseguir os pontos necessários à conquista do título de marcas em vez de procurar vencer o rali. A vitória foi para o francês Jean-Luc Thérier (Porsche 911 SC) que assim quebrou uma sequência de 19 ralis sem terminar. Rohrl foi segundo classificado e deu assim à Fiat o seu terceiro título do Mundial de Marcas. No Rali RAC, já com os títulos decididos, assistiu-se à consagração de um jovem piloto, o finlandês Henri Toivonen, que ao vencer a prova inglesa, com um Talbot Sunbeam Lotus, quebrou a longa série de oito vitórias consecutivas da Ford no RAC. No último rali do ano, na Costa do Marfim, surgiu a vitória da Mercedes através de Bjorn Waldegaard (sueco). O campeonato de Marcas terminou com a Fiat em primeiro com 120 pontos (5 vitórias), a Datsun em segundo com 93 pontos (1 vitória) e a Ford em terceiro com 90 pontos (1 vitória). Nos pilotos, Walter Rohrl foi primeiro com 118 pontos (4 vitórias), Hannu Mikkola foi segundo com 64 pontos (0 vitórias) e Bjorn Waldegaard foi terceiro com 63 pontos (1 vitória).

16 janeiro 2007

Ferrari 158 - John Surtees (1964)

Esta miniatura é da marca Brumm. O Ferrari 158, referente ao GP de Itália de 1964 que o inglês John Surtees conduziu à vitória, é outra das minhas últimas aquisições.
O Ferrari 158 foi projectado por Mauro Forghieri e era muito semelhante ao Lotus 25. Tinha um monocoque muito semelhante ao do Lotus mas com uma construção diferente. O chassis era em tubo quadrangular. O motor Ferrari era mais pesado que o BRM e o Ford Cosworth DFV mas mais potente logo esse facto não foi significativo.
O campeonato de 1964 começou com uma dobradinha da BRM no GP do Monaco, Graham Hill (inglês) em primeiro e Richie Ginther (americano) em segundo. No GP da Africa do Sul, o campeão em título Jim Clark (escocês) vence com o Lotus 25. John Surtees (Ferrari) obtêm os primeiros pontos do ano ao ficar em segundo lugar. No GP da Bélgica, Jim Clark (Lotus) volta a vencer mas houve grande confusão na última volta. O neozelandês Bruce McLaren (Cooper), no final da prova, proferiu esta curiosa declaração: “Com mais dois litros de combustível, Gurney teria ganho; com mais um litro a corrida teria sido de Graham Hill; e com mais uma colher de gasolina teria eu ganho. Pelo menos foi o que se viu na chegada da mais fantástica corrida em que quatro pilotos lideraram a última volta”.
Na França, Dan Gurney (americano) vence conduzindo um Brabham dando assim à equipa de Jack Brabham a sua primeira vitória na Formula 1, Graham Hill (BRM) fica em segundo lugar. John Surtees (Ferrari) abandona pela terceira vez em quatro provas. No GP da Grã-Bretanha, Jim Clark vence pela terceira vez no campeonato. Graham Hill (BRM) é novamente segundo classificado e Surtees (Ferrari) é terceiro. Com a primeira metade do campeonato cumprida, Clark é primeiro (30 pontos), Hill é segundo (26 pontos) e Surtees é apenas sexto (10 pontos).
No GP da Alemanha, Surtees consegue a primeira vitória do campeonato. Hill é segundo pela terceira vez consecutiva. Na Áustria, o italiano Lorenzo Bandini (Ferrari) vence pela primeira e única vez na Formula 1 mas utilizou o Ferrari 156 do ano anterior. No GP da Itália, a Ferrari obtêm uma vitória caseira pela mão de John Surtees. Nas duas últimas provas, no continente Americano, Graham Hill (BRM) vence nos EUA e Dan Gurney (Brabham) vence no México. John Surtees ao ficar em segundo lugar nas duas provas acaba por vencer o campeonato com 40 pontos (duas vitórias) ficando Hill em segundo lugar com 39 pontos (duas vitórias) embora tenha realmente conseguido 41 pontos mas as regras diziam que apenas eram consideradas as seis melhores classificações nas dez provas. Assim Hill teve que descontar dois pontos do quinto lugar que obteve na Bélgica e o campeonato foi para Surtees. A Ferrari vence com 45 pontos (três vitórias) e a BRM é segunda classificada com 42 pontos (duas vitórias). A BRM também obteve mais pontos que a Ferrari mas a regra de apenas considerar as seis melhores classificações fez com que as duas equipas tivessem de descontar alguns pontos sendo a BRM a mais prejudicada.
John Surtees é ainda o único piloto a conseguir conquistar Campeonatos do Mundo em duas rodas e depois em quatro rodas. Foi sete vezes campeão do mundo em motociclismo antes de chegar à Formula, tendo conquistado o campeonato de 1964 com a Ferrari. Participou em 111 GP, venceu 6, obteve 8 pole-position e conseguiu 11 melhores voltas. Correu pelas equipas Lotus, Cooper, Lola, Ferrari, Honda e BRM, antes de se formar a sua própria equipa de Formula 1, a Surtees, em 1970. Guiou os seus próprios carros até 1972, a equipa manteve-se activa até 1978 mas falhou o objectivo de conseguir vencer um GP como construtor. Tem actualmente 72 anos.

Os pilotos do Ferrari 158, em 1964, foram: John Surtees e Lorenzo Bandini.
Vitórias: 2 (J. Surtees: 2)
Pole-position: 2 (J. Surtees: 2)
Melhor volta : 2 (J. Surtees: 2)

15 janeiro 2007

Alfa Romeo 159 - Juan Manuel Fangio (1951)

Esta miniatura é da marca Brumm. Esta é uma das minhas últimas aquisições por isso aparece fora da ordem cronológica do blog na modalidade da Formula 1.
O Alfa Romeo 159 era uma derivação do Alfa Romeo 158 de 1950, que tinha sido concebido em 1935 por Giachino Colombo e que na altura debitava uns 195 cv. Mesmo sendo um carro vencedor que dominou o campeonato de 1950, a Alfa Romeo decidiu melhorar ainda mais o 158, dando origem ao 159. Foram alterados os sistemas de sobrealimentação, os escapes, as admissões, as engrenagens das válvulas e a suspensão traseira. O 159 tinha agora, em 1951, mais do dobro, 450 cavalos de potência. O seu elevado consumo, que obrigava a que a carga do combustível representasse um quinto do seu peso, provocava uma grande mudança do comportamento do chassis à medida que o combustível era rapidamente consumido.
Este fantástico carro, que dominou os GP em 1950 e 1951, representou uma época que terminaria no final de 1951. Se excluirmos as 500 Milhas de Indianápolis, os Alfa Romeo venceram, em 1950 e 1951, 10 provas em 13 possíveis!!!
Os novos regulamentos técnicos que iriam entrar em vigor em 1952 fizeram com que a Alfa Romeo decidisse abandonar a Formula 1 no final de 1951, já que em face desses regulamentos teria de construir um novo carro que seria usado por apenas dois anos.
O campeonato de 1951 começou com o GP da Suíça que seria vencido por Juan Manuel Fangio (argentino) com o Alfa Romeo 159. Seguiu-se a prova em Indianápolis. De volta à Europa, no GP da Bélgica, nova vitória de um Alfa Romeo 159, com o campeão em título ao volante, Nino Farina (italiano). Este Alfa Romeo 159 que apresento é relativo à prova belga, aqui guiado pelo Juan Manuel Fangio. Apenas conseguiu terminar em nono lugar mas conseguiu a pole-position e a melhor volta da prova.
No GP da França, Juan Manuel Fangio (Alfa Romeo) obtêm a sua segunda vitória da época, apesar de ter partilhado o carro com Fagioli, conseguiu também a pole-position e a melhor volta da prova. No GP seguinte, na Grã-Bretanha, a Ferrari vence pela primeira vez na Formula 1. O vencedor foi o Froilán González (argentino) e Fangio ficou em segundo lugar, posição que voltaria a repetir na Alemanha. A Ferrari vence os dois GP seguintes, Alemanha e Itália, através de Alberto Ascari (italiano). No último GP do campeonato, na Espanha, Fangio obtêm aquela que seria a última vitória da Alfa Romeo na Formula 1. Fangio consegue o seu primeiro título de campeão do mundo com 31 pontos (três vitórias). Ascari é segundo classificado com 25 pontos (duas vitórias).

Nesse ano os pilotos que utilizaram este modelo foram: Giuseppe Farina, Juan Manuel Fangio, Luigi Fagioli, Emmanuelle De Graffenried, Consalvo Sanesi, Felice Bonetto e Paul Pietsch.
Vitórias: 4 (J. M. Fangio: 3; N. Farina: 1; L. Fagioli: 1 - partilhou o carro com Fangio na vitória no GP de França)
Pole-position: 4 (J. M. Fangio: 4)
Melhor volta : 7 (G. Farina: 2 - J. M. Fangio: 5)

12 janeiro 2007

Ford Escort MkII - B. Waldegaard - H. Thorszelius (Rali da Acrópole de 1979)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Mais uma versão do Ford Escort MkII, neste caso trata-se do Ford Escort MkII utilizado pelo sueco Bjorn Waldegaard na vitória no Rali da Acrópole de 1979.
Sobre este modelo da Ford aconselho a consulta dos seguintes post, aqui e aqui.
Bjorn Waldegaard tornou-se, em 1979, no primeiro piloto campeão mundial de ralis. Foi nesse ano que foi criado o Campeonato do Mundo de Ralis de Pilotos e para chegar ao título, Waldegaard, teve que “bater” o seu colega de equipa, o finlandês Hannu Mikkola. No campeonato, Waldegaard ainda utilizou o Mercedes 450 SLC nos seguintes ralis: no Safari, ficando em sexto lugar e no Rali da Costa do Marfim onde obteve o segundo lugar, logo atrás de Hannu Mikkola, também com um Mercedes
Com o Ford Escort MkII, Waldegaard, conseguiu 3 segundos lugares nos três primeiros ralis do ano. Conseguiu um terceiro lugar no Rali dos Mil Lagos e terminou em nono lugar no RAC. No Rali da Acrópole, alcançou a sua primeira vitória do ano. Num rali de características muito difíceis, a oposição veio do Lancia Stratos, que nunca tinha vencido a prova grega. Mas o abandono do Stratos deixou Waldegaard sozinho na luta pela vitória. O sueco acabaria por chegar em primeiro à frente dos Datsun de Salonen (finlandês) e Kallstroem (sueco). Waldegaard ainda obteve outra vitória no Rali do Quebeque (Canada). O campeonato terminou com Waldegaard em primeiro lugar à frente de Mikkola apenas com vantagem de um ponto.

10 janeiro 2007

Fiat 131 Abarth - M. Alen - I. Kivimaki (Rali dos Mil Lagos de 1979)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Tenho várias miniaturas, em versões diferentes, do Fiat 131 Abarth, cujo responsável foi o engenheiro Giorgio Pianta. Como já apresentei um Fiat 131 Abarth pouco haverá a acrescentar sobre este magnífico carro de competição, que ao longo da sua história desportiva alcançou 18 vitórias do Campeonato do Mundo de Ralis. Markku Alen venceu sete ralis com o Fiat 131 Abarth.
Esta miniatura do Fiat 131 Abarth que apresento é a versão do Rali dos Mil Lagos de 1979 que Markku Alen levou à vitória. O Fiat 131 Abarth estava elegantemente decorado com as cores da companhia de aviação italiana, a Alitalia.
Como já foi referido no post anterior, para o campeonato de 1979, a Fiat reduziu o seu programa de ralis. Assim, ao fim de dois anos em que conquistou os campeonatos de marcas, abdicava da luta pelos títulos de marcas e pilotos (este no seu primeiro ano de existência) deixando a Ford praticamente sem oposição.
Para além dos dois terceiros lugares de Alen, no Rali de Monte Carlo e no Safari, e da segunda posição de Rohrl no Rali de San Remo, onde venceu o seu “primo” (o Lancia Stratos de Tony Fassina), a Fiat só logrou vencer um rali em 1979.
Essa vitória foi no Rali dos Mil Lagos e para Markku Alen, que vencia pela terceira vez a prova finlandesa. Markku Alen, ao longo da sua carreira, venceu por seis vezes o Rali dos Mil Lagos. O rali não foi fácil para Alen que teve que lutar contra os Ford Escort de Hannu Mikkola, Bjorn Waldegaard e Ari Vatanen. Mikkola liderou o rali inicialmente, mas teve que desistir com uma junta da cabeça do motor queimada quando faltavam quatros troços para o final da primeira etapa. Nessa altura, Alen fica em primeiro lugar e nunca mais deixaria o comando do rali. No entanto, Vatanen ofereceu uma grande oposição, chegando a estar a 18 segundos de Alen no último dia. Mas um furo no Ford de Vatanen fez com que a diferença aumentasse e permitiu que Alen vencesse o rali. Bjorn Waldegaard, que lutava com Mikkola pelo título de pilotos, ficou em terceiro lugar. Hannu Mikkola, que era uma dos favoritos à vitória no rali, abandonou e terá perdido o título de pilotos para Waldegaard.
No campeonato de marcas, a Fiat ficou em terceiro lugar com 97 pontos e uma vitória. Markku Alen, no campeonato de pilotos, foi o terceiro classificado com 68 pontos e uma vitória.

08 janeiro 2007

Ford Escort MKII - H. Mikkola - A. Hertz (Rali de Portugal de 1979)

Esta miniatura é da marca Troféu.
O anterior Ford Escort MkI manteve-se em produção até 1974, posteriormente foi substituído pelo Escort MkII que hoje apresento. Esta miniatura é a versão do Ford Escort MkII, conduzido pelo finlandês Hannu Mikkola, que venceu o Rali de Portugal de 1979.
Foi com o Ford Escort MkII que o sueco Bjorn Waldegaard venceu o primeiro Campeonato do Mundo de Pilotos em 1979 e ao mesmo tempo a Ford obtinha também o seu primeiro título de Campeã do Mundial de Marcas. O seu segundo título só seria alcançado no ano 2006.
O Ford Escort MkII venceu inúmeros ralis tanto a nível mundial como nos campeonatos nacionais. Foram bastantes os pilotos de prestígio que conduzirem este modelo da Ford: Hannu Mikkola, Ari Vatanen, Bjorn Waldegaard, Roger Clark, Timo Salonen...
O Ford Escort MkII venceu logo no primeiro rali em que participou: com o finlandês Timo Salonen.
Para a temporada de 1979 as novidades eram a criação do Campeonato do Mundo de Pilotos e o facto do Grupo Fiat, após vários títulos, ter decidido reduzir a sua participação nos ralis. Assim, a Ford ficava sozinha na luta pelos dois títulos. Efectivamente, a Ford viria a vencer o título de marcas e a luta pelo título de pilotos ficou entregue a Hannu Mikkola (finlandês) e a Bjorn Waldegaard (sueco), dois pilotos da Ford, sendo este último quem levou a melhor e venceu o campeonato de pilotos com mais 1 ponto que o finlandês.
O campeonato começou, no entanto, com uma vitória de B. Darniche (francês) com um Lancia Stratos no Rali de Monte Carlo. B. Waldegaard (Ford) foi segundo classificado. No Rali da Suécia, Stig Blomqvist (sueco) impôs o seu Saab à concorrência e venceu a prova helvética. Waldeggard repetiu a classificação do Monte Carlo. No Rali de Portugal, a Ford estreia-se a vencer no campeonato, através de Hannu Mikkola. Waldegaard, pela terceira vez, obtêm o segundo lugar. No Safari, a vitória foi para S. Metha e a Datsun. Mikkola fica em segundo lugar ao volante de um Mercedes 450 SLC.
No Rali da Acropole, Waldegaard (Ford) vence pela primeira vez nesse ano. No Rali da Nova Zelândia, a Ford ocupa os três primeiros lugares com destaque para Mikkola. A Fiat vence o Rali dos Mil Lagos, com Markku Alén (finlandês) em primeiro, Ari Vatanen (Ford) em segundo e Waldegaard (Ford) em terceiro. No Rali Critérium do Quebeque (Canadá), Waldegaard (Ford) alcança a sua segunda vitória do ano. Os dois ralis seguintes são vencidos pela Lancia, no Rali San Remo vence Tony Fassina (italiano) e na Volta à Córsega vence B. Darniche (francês). Os dois últimos ralis do campeonato tiveram o mesmo vencedor, Hannu Mikkola venceu o Rali RAC com o Ford Escort MkII e no Rali Costa do Marfim utilizou o Mercedes 450 SLC. Aqui a Mercedes ocupou o pódio. Waldegaard ficou em segundo lugar e venceu assim o campeonato de pilotos com mais um ponto que Mikkola. A Ford venceu o campeonato de marcas com 122 pontos (5 vitórias) e a Datsun ficou em segundo lugar com 108 pontos (1 vitória).

05 janeiro 2007

Triumph TR7 V8 - T. Pond - F. Gallagher (Manx International Rally de 1978)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
A Triumph, que já participara na década de 50 em competições automobilísticas, regressou em 1975 após uma longa ausência. Neste regresso às competições foi utilizado o Triumph TR7 V8. A produção deste modelo manteve-se desde 1975 até 1981. Competiu no campeonato britânico e no mundial de ralis embora os seus maiores sucessos tenham acontecido no Manx International Rally. O Triumph TR7 V8 não era um carro fácil de conduzir mas Tony Pond (inglês) sabia como extrair o melhor rendimento do TR7 V8.
Esta miniatura que apresento é relativa à vitória no Manx International Rally de 1978 que Tony Pond obteve com o Triumph TR7 V8. Tony Pond tornou-se popular ao vencer este rali por três vezes, em 1978 e 1980 com o Triumph TR7 V8 e em 1981 com um Vauxhall Chevette. Em 1978, o finlandês Hannu Mikkola (Ford Escort RS 1800) foi o seu maior rival neste rali. Após o abandono do finlandês, Pond assumiu a liderança e venceu o Manx International Rally.
Tony Pond não conseguiu vencer nenhuma prova do Mundial de Ralis, mas tornou-se célebre entre os britânicos, ao negar a oferta da Fiat para conduzir o 131 Abarth alegando que não desejava conduzir um carro com volante à esquerda. Era um piloto simpático com uma reputação acima dos seus resultados. Os melhores resultados nos ralis do mundial foram dois terceiros lugares, em 1981 na Volta à Corsega com um Datsun Violet GT e no RAC de 1985 ao volante do MG Metro 6R4. Faleceu em 2002 devido a um cancro, tinha 56 anos.

03 janeiro 2007

Lancia Stratos - M. Alen - I. Kivimaki (Rali de San Remo de 1978)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Como já apresentei várias miniaturas do Lancia Stratos, pouco ou nada posso acrescentar sobre este fantástico carro de ralis. Esta miniatura do Lancia Stratos que apresento é a versão do Rali de San Remo de 1978, que o finlandês Markku Alen utilizou para vencer a prova italiana.
No Rali de San Remo de 1978, Markku Alen, embora sendo um piloto da equipa Fiat, não foi utilizado para esta prova. A equipa Fiat preferiu utilizar o alemão Walter Rohrl, e os italianos Maurizio Verini e Sandro Munari. Markku Alen optou por participar com o Lancia Stratos, mas com a versão de 12 válvulas porque a versão de 24 válvulas, utilizada em 1977, foi proibida devido à alteração da regra da homologação. Agora era necessário construir 400 carros para que o Lancia Stratos de 24 válvulas ficasse homologado e pudesse participar nos ralis, já não bastava homologar só as peças novas.
A prova foi dominada inicialmente pelo Fiat 131 Abarth de Munari. Depois com o despiste de Munari, foi a vez de Rohrl (Fiat) liderar o rali. Enquanto que Alen estava só no quarto lugar, atrás de Verini (Fiat) e do italiano Vudafieri (Lancia). Posteriormente, Rohrl tem uma saída de estrada que o impossibilita de continuar em prova e Vudafieri assume a liderança, com Alen em segundo lugar. Mas o italiano teve o mesmo destino dos anteriores líderes da prova, a desistência. E assim, foi um Alen muito cauteloso que assumiu a liderança e venceu o Rali de San Remo com um Lancia Stratos que conduziu pela primeira vez. Ao longo da sua carreira voltou a utilizar o Stratos mas não voltou a vencer mais nenhum rali com este modelo.