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07 abril 2007

Lancia 037 - M. Alen - I. Kivimaki (Safari de 1984)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Colection.
Hoje apresento o Lancia 037 na versão safari, isto é, preparado para as provas africanas; Podemos verificar que nesta versão, o Lancia 037 pilotado pelo finlandês Markku Alen no Safari de 1984, vinha preparado com uma grelha protectora à frente, um pneu suplente colocado em cima do carro e duas potentes luzes de lado. Nota: esta miniatura tem um erro, o número do Lancia 037 de Alén, neste rali, foi o 7 e não o 17, Vic Preston Jr. é que utilizou o número 17 no seu 037.
Foi, ainda, com o 037 que a Lancia procurou defender, em 1984, o título de marcas alcançado em 1983. No entanto, os rivais da Audi, já tinham demonstrado que a conquista dos títulos era uma mera questão de tempo... Foi durante o campeonato de 1984 que a Lancia se “convenceu” que o tempo do 037 já tinha passado, que a sua margem de evolução já tinha terminado. Nesse momento começou a ser preparada a sua sucessão... mas entretanto iriam continuar a utilizar o Lancia 037 e esperar por azares dos rivais.
Este foi um fantástico carro de ralis. Na minha opinião, um dos mais espectaculares e mais belos carros de ralis. Sobre o Lancia 037 podem ler um outro post anterior que já abordou este magnífico modelo da Lancia.
O campeonato de 1984 começou sob o signo da Audi, isto é, perante os resultados do ano anterior previa-se que a Audi mais cedo ou mais tarde iria acabar por dominar os ralis. Era uma questão de tempo, até que conseguissem resolver os problemas que deitavam tudo a perder.
No Rali de Monte Carlo com bastante neve, a Lancia não teve quaisquer hipóteses, ficando a luta pela vitória entregue aos dois pilotos da Audi, Stig Blomqvist (sueco) e Walter Rohlr (alemão). O alemão que vinha da Lancia e que tinha sido contratado pela Audi como primeiro piloto venceu pela quarta vez o Monte Carlo. A Audi ocupou os três primeiros lugares (Rohrl, Blomqvist e Mikkola), a Lancia foi a decepção da prova, tendo Attilio Bettega (italiano) terminado apenas na quinta posição atrás do Renault 5 Turbo de Jean-Luc Thérier (francês)
No Rali da Suécia, outro rali com neve e gelo, a vitória foi para Stig Blomqvist (Audi), a francesa Michele Mouton (Audi) foi segunda classificada e Per Eklund terceiro num Audi Quattro privado. Novamente três Audi Quattro nos três primeiros lugares.
No Rali de Portugal, a Lancia esperava poder responder ao domínio da Audi. Contudo e apesar do domínio inicial do finlandês Henri Toivonnen (Lancia), foi novamente um Audi Quattro que chegou em primeiro lugar, o de Hannu Mikkola (finlandês). Mas desta vez o Lancia 037 de Markku Alen (finlandês) deu luta até ao fim do rali, terminado em segundo lugar. Os pilotos italianos, Attilio Bettega e Massimo Biasion da Lancia, foram terceiros e quartos, respectivamente, enquanto que Rorhl (Audi) foi apenas sexto.
No Safari, versão do Lancia 037 que apresento, foi ainda dominado pelos carros de tracção traseira e motor dianteiro. O sueco Bjorn Waldegaard venceu com o Toyota Celica. Rauno Aaltonen (finlandês) foi segundo com um Opel Manta 400. Hannu Mikkola (Audi) consegue ficar em terceiro lugar, à frente de Alén (Lancia), assumindo assim a primeira posição no campeonato de pilotos, enquanto que a Audi liderava com uma diferença de 12 ponto para a Lancia. Entretanto, preparavam-se novos modelos para estrearem no rali seguinte.
Na Volta à Córsega, surge o Peugeot 205 Turbo 16 e o novo modelo da Audi, o Quattro Sport que era mais curto que o anterior. No entanto é o Peugeot que vai causar maior sensação e impacto nos ralis. O Peugeot 206 Turbo 16 conjugava o melhor do Audi Quattro (tracção às quatro rodas e motor turbo) e o melhor do Lancia 037 (motor central, chassis tubular e peso contido). O resultado foi explosivo, o carro demonstrou uma eficácia invulgar, com performances elevadas, sendo bastante manobrável. O Peugeot 205 Turbo 16, conduzido pelo finlandês Ari Vatanen, dominou a Volta à Córsega até que saiu da estrada e abandonou. O novo Audi Quattro Sport, pilotado por Walter Rohrl, também não terminou. Assim, Marku Alen conseguiu a última vitória do Lancia 037 no campeonato do mundo de ralis... e assumiu a liderança no campeonato.
(continua)

25 janeiro 2007

Fiat 131 Abarth - M. Alen - I. Kivimaki (Rali de Portugal de 1981)


Esta miniatura é da marca Troféu.
Sobre o Fiat 131 Abarth já disse praticamente tudo em posts anteriores, por isso remeto os leitores do blog para a consulta dos mesmos, aqui, aqui e aqui. Esta miniatura do Fiat 131 Abarth é referente à vitória no Rali de Portugal de 1981 pelo mão do finlandês Markku Alen.
continuação)
No Rali de Portugal o Fiat 131 Abarth conseguiu a sua última vitória do seu já longo historial. Foi uma das poucas provas em que a Fiat esteve presente no campeonato de 1981. Alen beneficiou dos abandonos dos Audi e do despiste de Ari Vatanen (Ford) para vencer o rali portugês. Henri Toivonen (finlandês) ficou em segundo lugar com um Talbot. No rali seguinte, o Safari, o queniano Shekar Metha (Datsun) obteria a vitória no rali pela terceira vez consecutiva. Mas a vitória só ficou confirmada quando o Opel de Kullang (sueco) desistiu devido ao choque com uma manada de vacas. Na Volta à Córsega o francês Bernard Darniche, ao volante do “velho” Lancia Stratos, consegue a sua sexta vitória na Córsega. O francês Guy Fréquelin (Talbot) ao ficar em segundo lugar no rali ficava na liderança do campeonato de pilotos e a Talbot liderava o de marcas. No Rali da Acrópole, os Audis são desclassificados deixando a luta pela vitória entregue aos Ford Escort e Fiat 131 Abarth. A vitória viria a sorrir a Vatanen (Ford) ficando Alen (Fiat) em segundo lugar. (continua)

10 janeiro 2007

Fiat 131 Abarth - M. Alen - I. Kivimaki (Rali dos Mil Lagos de 1979)



Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Tenho várias miniaturas, em versões diferentes, do Fiat 131 Abarth, cujo responsável foi o engenheiro Giorgio Pianta. Como já apresentei um Fiat 131 Abarth pouco haverá a acrescentar sobre este magnífico carro de competição, que ao longo da sua história desportiva alcançou 18 vitórias do Campeonato do Mundo de Ralis. Markku Alen venceu sete ralis com o Fiat 131 Abarth.
Esta miniatura do Fiat 131 Abarth que apresento é a versão do Rali dos Mil Lagos de 1979 que Markku Alen levou à vitória. O Fiat 131 Abarth estava elegantemente decorado com as cores da companhia de aviação italiana, a Alitalia.
Como já foi referido no post anterior, para o campeonato de 1979, a Fiat reduziu o seu programa de ralis. Assim, ao fim de dois anos em que conquistou os campeonatos de marcas, abdicava da luta pelos títulos de marcas e pilotos (este no seu primeiro ano de existência) deixando a Ford praticamente sem oposição.
Para além dos dois terceiros lugares de Alen, no Rali de Monte Carlo e no Safari, e da segunda posição de Rohrl no Rali de San Remo, onde venceu o seu “primo” (o Lancia Stratos de Tony Fassina), a Fiat só logrou vencer um rali em 1979.
Essa vitória foi no Rali dos Mil Lagos e para Markku Alen, que vencia pela terceira vez a prova finlandesa. Markku Alen, ao longo da sua carreira, venceu por seis vezes o Rali dos Mil Lagos. O rali não foi fácil para Alen que teve que lutar contra os Ford Escort de Hannu Mikkola, Bjorn Waldegaard e Ari Vatanen. Mikkola liderou o rali inicialmente, mas teve que desistir com uma junta da cabeça do motor queimada quando faltavam quatros troços para o final da primeira etapa. Nessa altura, Alen fica em primeiro lugar e nunca mais deixaria o comando do rali. No entanto, Vatanen ofereceu uma grande oposição, chegando a estar a 18 segundos de Alen no último dia. Mas um furo no Ford de Vatanen fez com que a diferença aumentasse e permitiu que Alen vencesse o rali. Bjorn Waldegaard, que lutava com Mikkola pelo título de pilotos, ficou em terceiro lugar. Hannu Mikkola, que era uma dos favoritos à vitória no rali, abandonou e terá perdido o título de pilotos para Waldegaard.
No campeonato de marcas, a Fiat ficou em terceiro lugar com 97 pontos e uma vitória. Markku Alen, no campeonato de pilotos, foi o terceiro classificado com 68 pontos e uma vitória.

03 janeiro 2007

Lancia Stratos - M. Alen - I. Kivimaki (Rali de San Remo de 1978)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Como já apresentei várias miniaturas do Lancia Stratos, pouco ou nada posso acrescentar sobre este fantástico carro de ralis. Esta miniatura do Lancia Stratos que apresento é a versão do Rali de San Remo de 1978, que o finlandês Markku Alen utilizou para vencer a prova italiana.
No Rali de San Remo de 1978, Markku Alen, embora sendo um piloto da equipa Fiat, não foi utilizado para esta prova. A equipa Fiat preferiu utilizar o alemão Walter Rohrl, e os italianos Maurizio Verini e Sandro Munari. Markku Alen optou por participar com o Lancia Stratos, mas com a versão de 12 válvulas porque a versão de 24 válvulas, utilizada em 1977, foi proibida devido à alteração da regra da homologação. Agora era necessário construir 400 carros para que o Lancia Stratos de 24 válvulas ficasse homologado e pudesse participar nos ralis, já não bastava homologar só as peças novas.
A prova foi dominada inicialmente pelo Fiat 131 Abarth de Munari. Depois com o despiste de Munari, foi a vez de Rohrl (Fiat) liderar o rali. Enquanto que Alen estava só no quarto lugar, atrás de Verini (Fiat) e do italiano Vudafieri (Lancia). Posteriormente, Rohrl tem uma saída de estrada que o impossibilita de continuar em prova e Vudafieri assume a liderança, com Alen em segundo lugar. Mas o italiano teve o mesmo destino dos anteriores líderes da prova, a desistência. E assim, foi um Alen muito cauteloso que assumiu a liderança e venceu o Rali de San Remo com um Lancia Stratos que conduziu pela primeira vez. Ao longo da sua carreira voltou a utilizar o Stratos mas não voltou a vencer mais nenhum rali com este modelo.

16 dezembro 2006

Fiat 131 Abarth - M. Alen - I. Kivimaki (Rali de Portugal de 1977)

Esta miniatura é da marca Troféu.
O Fiat 131 Abarth foi apresentado em 1976 e destinava-se a substituir o 124 Abarth nos ralis. Na prática, o Grupo Fiat que incluía as marcas Fiat e Lancia, retirava o Lancia Stratos dos ralis e apostava agora no Fiat 131 Abarth, que vinha equipado com o motor do Lancia Beta de 2 litros e 16 válvulas, debitando 230 cv. Foi o primeiro carro a utilizar o alumínio e fibra de vidro em muitas peças. A sua estreia nos ralis do mundial aconteceu em 1976 no Rali dos Marrocos e a primeira vitória aconteceu no Rali dos Mil Lagos do mesmo ano. Foram vários os pilotos que venceram ralis com o Fiat 131 Abarth: Alèn, Rorhl, Salonen, Andruet, Darniche e Baccheli.
O Fiat 131 Abarth que apresento, em miniatura à escala de 1/43, é a versão do Rali de Portugal de 1977 que Markku Alèn utilizou.
(continuação do post anterior) O Rali de Portugal de 1977 foi dominado inicialmente pelo Ford Escort de Ari Vatanen (finalandês). Mas na terceira etapa, Markku Alèn (finlandês) passou para o comando do rali devido ao abandono de Vatanen que se despistou. Com Alèn no comando e sem Vatanen em prova, a oposição vinha agora do Ford de Bjorn Waldegaard (sueco), que nunca se deu por vencido. No entanto, Alèn soube aguentar a pressão e venceu pela segunda vez o Rali de Portugal, tornando-se no primeiro piloto a bisar no rali português.
Para o Rali Safari, a Fiat resolveu utilizar o Stratos, que julgavam melhor preparados para aguentar as duras condições do Safari. Mas foi o Ford Escort de Waldegaard que conseguiu aguentar a dureza do Safari terminando na primeira posição. Sandro Munari (italiano) ficou em terceiro lugar com o Stratos. Este é um dos poucos ralis que o Stratos nunca conseguiu vencer.
Ao chegar à Nova Zelândia, a Ford e a Fiat estavam empatadas no campeonato. A Ford, que inicialmente não previa fazer esse rali, resolve participar com um carro para Vatanen. A performance de Vatanen foi brilhante. Perdeu cerca de 30 minutos no início da prova mas veio a realizar uma recuperação fantástica que o levaria ao segundo lugar apenas a um minuto e meio do primeiro classificado que foi o italiano Bacchelli (Fiat). No Rali da Acrópole, a Ford consegue a sua segunda vitória da temporada através de Waldegaard e o inglês Roger Clark (Ford) em segundo lugar. Três Fiat 131 Abarth abandonaram e apenas o finlandês Simo Lampinen (Fiat) termina em quarto lugar. No Rali dos Mil Lagos, a Ford volta a vencer pelo finlandês Kyosti Hamalainen. M. Alèn abandonou, quando liderava confortavelmente, devido a um embate numa pedra que alguém inconscientemente colocou no meio da estrada. Timo Salonen (finlandês) que tinha sido contrato recentemente pela Fiat salvou a equipa ao ficar em segundo lugar.
Ao chegar ao Rali do Critérium do Quebec (Canadá), a Ford liderava o campeonato com 100 pontos contra os 94 da Fiat. Foi precisamente neste rali que a Fiat começou a resolver a questão do título a seu favor. Vatanen dominava o rali tendo quase garantida a vitória, quando no último troço queima a ignição e é obrigado a abandonar deixando a vitória para Salonen (Fiat), Lampinen (Fiat) é segundo e Clark (Ford) é terceiro. Nos dois ralis seguintes, a Fiat acaba com a discussão pelo título. No Rali de San Remo a Fiat ocupa os três lugares do pódio. A vitória foi para o francês J.-C. Andruet. Para o Rali da Córsega, inesperadamente, a Ford não vai para este rali na sua capacidade máxima. Dessa maneira a Fiat viu as portas abertas para conquistar o campeonato de 1977. E assim o francês B. Darniche (Fiat) venceu o rali com Lancia Stratos de Pinto (italiano) ficou em segundo lugar. No Rali RAC, Waldegaard manteve o domínio dos Ford e venceu o rali. A Fiat venceu o campeonato com 136 pontos e 5 vitórias, a Ford foi segunda classificada com 132 pontos e 4 vitórias.