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10 setembro 2017

Ligier JS43 - Pedro Diniz (1996)



Esta miniatura é da marca Onyx.
O Ligier JS43 foi utilizado pela equipa francesa Ligier no campeonato de Formula 1 de 1996 e teve como responsáveis pelo seu desenvolvimento André de Cortanze (Director Técnico), Frank Dernie (Design) e Loic Bigeois (Aerodinâmica). O JS43 viria a ser o último modelo da carreira da Ligier na Formula 1 isto por que a equipa viria a ser adquirida por Alain Prost, antido piloto e ex-campeão da Formula 1. No ano seguinte desaparecia o nome Ligier e surgia uma nova equipa com o nome Prost.
O Ligier JS43 estava equipado com um motor Mugen Honda (que já vinha a ser utilizado desde o ano anterior), com uma transmissão semi-automática sequêncial de 6 velocidades. Os pneus eram da Goodyear e o combustível da Elf. A equipa de pilotos era formada pelo francês Olivier Panis (que já estava na equipa) e pelo brasileiro Pedro Diniz, que entrava na equipa vindo da equipa Forti.
Neste ano de 1996 o piloto francês Olivier Panis viria a dar uma última grande alegria a esta lendária equipa. Olivier Panis venceria o GP do Monáco desse ano sendo esta a última vitoria da Ligier na Formula 1; a anterior vitória da Ligier tinha acontecido no GP do Canadá em 1981 com o primeiro lugar de Jacques Laffite (francês). Assim e após 21 temporadas a Ligier encerrava a sua actividade na Formula 1 no final de 1996 com o seguinte palmarês: 326 GP’s, 9 vitórias, 9 pole-positions e 9 melhores voltas. A melhor classificação que conseguiu na Formula 1 foi o segundo lugar de construtores obtido em 1980 e Jacques Laffite, como piloto da Ligier, conseguiu por 3 vezes consecutivas ser o 4º melhor classificado em 1979, 1980 e 1981. 
A miniatura representa o Ligier JS43 do piloto Pedro Diniz no ano de 1996, que viria a terminar o campeonato na 15ª posição com 2 pontos graças a dois sextos lugares (no GP da Espanha e da Italia. Olivier Panis termina o campeonato na 9ª posição com 13 pontos tendo vencido o GP do Monaco. Esta vitória, que para além de ser a última da Ligier na Formula 1 como disse anteriormente, é também até hoje a última vitória de um piloto francês na Formula 1. A equipa Ligier termina a sua carreira na Formula 1 com o 6º lugar entre os construtores com 15 pontos. No campeonato de 1996 o piloto inglês Damon Hill (Williams) sagrou-se campeão e a Williams venceu o campeonato de construtores. A descrição do Campeonato do Mundo de Formula 1 de 1996 encontra-se aqui: I Parte; IIParte; III Parte e IV Parte.

Pedro Paulo Diniz nasceu a 22 de Maio de 1970 em São Paulo, Brasil. Depois de ter iniciado a sua carreira na Formula Ford brasileira, Pedro Diniz decide em 1991 passar para as formulas inglesas (Formula 2, Formula 3000).Contudo as performances não são muito brilhantes e nem nos anos seguintes consegue obter resultados dignos de registo. Mesmo assim consegue um contrato para guiar em 1995 pela equipa italiana Forti. Será a estreia da Forti e de Pedro Diniz na Formula 1. Nesse ano de estreia Pedro Diniz consegue como melhor resultado
um 7º lugar no último GP do ano, na Austrália. Em 1996 assina pela Ligier onde obtem os primeiro pontos da sua carreira (dois sextos lugares). Pedro Diniz passa os seguintes dois anos na Arrows onde regista como melhor resultado dois quintos lugares (um em 1997 e outro em 1998), de notar que em 1997 na Arrows tem como colega de equipa Damon Hill, o Campeão do Mundo de 1996. No final de 1998 passa para a Sauber onde fica durante duas temporadas mas os resultados não são melhores: no primeiro ano consegue 3 pontos graças a três sextos lugares e no ano seguinte (2000) não consegue obter nenhum ponto. E assim terminou a carreira na Formula 1 tendo obtido 10 pontos em 98 participações em GP’s. Posteriormente Pedro Diniz ainda se tornou sócio de Alain Prost na equipa Prost Grand Prix. No entanto pouco mais de um ano depois, em 2002, a Prost Grand Prix falia.

Os pilotos do Ligier JS43 em 1996 foram: Olivier Panis (#9) e Pedro Diniz (#10).
Vitórias: 1 (O. Panis:1)
Poe-Position: 0
Melhor volta: 0

Nota: O blog 4Rodinhas fez no passado dia 5 de Setembro onze anos de existência. A actividade do blog tem sido muito reduzida mas de vez em quando lá vai dando uns sinais de vida... como o de hoje. Um grande abraço a todos.

09 junho 2009

McLaren MP4/14 - Mika Hakkinen (1999)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O McLaren MP4/14, desenhado por Adrian Newey e Neil Oatley, manteve a equipa de Ron Dennis no topo da Formula 1 em 1999 mas foi incapaz de repetir as conquistas do anterior modelo. Efectivamente, após o sucesso da temporada de 1998, a McLaren e Mika Hakkinen (finlandês) apenas conseguiram conquistar o título de pilotos, bem como menos vitórias do que no ano anterior. A temporada de 1999 revelou-se mais difícil do que a anterior, quer pelos erros cometidos, quer porque a Ferrari se encontrava mais competitiva. Mas houve um facto que marcou a época e terá “facilitado” a conquista do título de pilotos por parte de Mika Hakkinen: o acidente de Michael Schumacher (alemão) no GP da Inglaterra, precisamente a meio da época, que afastou o alemão da Ferrari durante vários GP’s devido à fractura de uma perna.
O McLaren MP4/14 dispunha do motor Mercedes FO 110H 3.0L V10, com uma caixa de 6 velocidades sequencial semi-automática. Os pneus eram da Bridestone, que agora equipava todo o plantel da F1 depois do abandono da Goodyear.
A dupla de pilotos era a mesma do ano anterior: Mika Hakkinen e David Coulthard (escocês).A miniatura representa o McLaren MP4/14 com o qual Mika Hakkinen conquistou o Mundial de Pilotos de 1999; o seu segundo título.
Mika Hakkinen nasceu a 28 de Setembro de 1968 na Finlândia. A sua formação como piloto de competição passou pelos karts, Fomula Opel e Formula 3 Britânica. Com a ajuda de outro campeão finlandês, Keke Rosberg, Mika Hakkinen estreia-se na F1 em 1991 no GP dos EUA, na Lotus. Em 1992 manteve-se na Lotus, contudo nesta altura a equipa fundada por Colin Chapman já se encontrava com grandes dificuldades de sobrevivência. Depois da Lotus, Hakkinen assinou um contrato com a McLaren para 1993, no entanto teve que se contentar com a posição de piloto de testes, já que os dois pilotos da McLaren eram Ayrton Senna e Michael Andretti. Contudo as dificuldades sentidas pelo norte-americano em se adaptar à F1 fizeram com que este regressasse aos EUA ainda antes do final da temporada. Assim Hakkinen substituiu Andretti em Setembro de 1993. Com bastante rodagem feita em testes, Hakkinen consegue bater Ayrton Senna na qualificação para o GP de Portugal. Isto atestava o valor do finlandês, mesmo se Senna estivesse desmotivado com um McLaren claramente inferior que o impedia de lutar pelo título. No ano seguinte (1994) Hakkinen torna-se no primeiro piloto da McLaren depois da saída de Senna. No entanto nestes anos seguintes a McLaren passava por uma reestruturação devido à falta de um motor capaz de levar a equipa aos tempos áureos que viveu durante os tempos com a Honda. No último GP de 1995, na Austrália, Hakkinen sofreu um grave acidente que quase o matou. Mas a sua recuperação foi surpreendente e Hakkinen não perdeu as suas qualidades de piloto rápido. Após dois anos com os motores Mercedes, a McLaren começava a dar sinais, em 1997, de querer recuperar a competitividade que a levaria à conquista dos títulos. Hakkinen venceu pela primeira vez na F1 em 1997, no último GP da época. O ano de 1998 foi de glória para Hakkinen: conquistou o título de pilotos. No ano seguinte torna-se bi-Campeão do Mundo. Em 2000 falha a conquista do terceiro título sendo vice-campeão. O ano seguinte, 2001, foi o seu último da carreira mas já sem o brilho dos anteriores, sendo inclusive batido pelo seu colega de equipa David Coulthard.
Mika Hakkinen esteve na F1 durante os anos de 1991 a 2001 (na Lotus de 1991 a 1993; na McLaren de 1994 a 2001); participou em 161 GP’s; venceu 20 GP’s, obteve 26 pole-position e 25 melhores voltas. Sagrou-se campeão em 1998 e 1999.

1999 – O Campeonato (continuação)
Numa luta pelo título de pilotos que agora se resumia a Mika Hakkinen da McLaren, a Eddie Irvine da Ferrari e a Heinz-Harald Frentzen da Jordan, os GP’s da Áustria e da Alemanha foram vencidos pela equipa italiana e por Eddie Irvine (irlandês), que obteve a pontuação máxima e beneficiou do facto de Mika Hakkinen ter feito apenas 4 pontos, graças ao 3º lugar na Áustria.
Mika Hakkinen recupera alguma desvantagem nos dois GP’s seguintes: vence na Hungria e fica em segundo lugar, atrás do seu colega de equipa Coulthard, na Bélgica. Irvine é terceiro na Hungria e quarto na Bélgica.
No GP de Itália Hakkinen faz um pião e abandona, mas Irvine apenas consegue ficar em sexto lugar, ganhando apenas um ponto a Hakkinen contudo alcançando-o no primeiro lugar do campeonato. A vitória foi para Heinz-Harald Frentzen (alemão) da Jordan. Com apenas 3 corridas para o final do campeonato Frentzen mantinha-se na luta pelo título.
Dos três candidatos ao título, apenas Hakkinen pontuou no GP seguinte, o da Europa, mas apenas logrou conquistar 2 pontos. Nem Irvine nem Frentzen pontuaram. A vitória na corrida foi para Johnny Herbert num Stewart. Foi a primeira e única vitória da equipa de Jackie Stewart na F1.
Para os dois últimos GP’s, a Ferrari fez regressar o recuperado Michael Schumacher com o objectivo de ajudar Eddie Irvine a conquistar o título de pilotos e ajudar a Ferrari a conquistar o título de construtores. No GP da Malásia a Ferrari efectuou uma prova quase perfeita e Michael Schumacher “deu” a vitória a Irvine. Hakkinen apenas foi o terceiro classificado atrás dos homens da Ferrari. No entanto houve polémica: os carros da Ferrari foram desclassificados porque infringiam o Regulamento Técnico mas após recurso da equipa italiana a desclassificação foi anulada.
Para o último GP do ano, no Japão, Mika Hakkinen partiu com uma desvantagem de 4 pontos logo tinha que vencer para se sagrar campeão sem se preocupar com o resultado de Irvine. E foi exactamente o que aconteceu. O finlandês da McLaren esteve intratável durante a prova, liderando-a do princípio ao fim, sagrando-se campeão do mundo pela segunda vez consecutiva.
Mika Hakkinen venceu o campeonato com 76 pontos (5 vitórias) contra os 74 pontos de Irvine (4 vitórias). A Ferrari venceu o campeonato de construtores, que já não vencia desde 1983, com 128 pontos (6 vitórias); o campeonato de pilotos continuava a “fugir-lhes” desde 1979. A McLaren ficou em segundo lugar com 124 pontos (7 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4/14 em 1999 foram: Mika Hakkinen (#1) e David Coulthard (#2).
Vitórias: 7 (M. Hakkinen: 5; D. Coulthard: 2)
Pole-position: 11 (M. Hakkinen: 11)
Melhor volta: 9 (M. Hakkinen: 6; D. Coulthard: 3)

04 junho 2009

Williams FW21 - Alessandro Zanardi (1999)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
Após a conquista dos campeonatos de 1996 e 1997, e depois de um fraco ano de 1998, a Williams iniciava a temporada de 1999 com esperanças de que esta fosse melhor do que a anterior. A equipa técnica continuava a ser liderada por Patrick Head mantendo Gavin Fisher, que tinha substituído Adrien Newey (agora na McLaren) em finais de 1997. No entanto o Williams FW21 para o ano de 1999, da responsabilidade de Head e Fisher, não revelou ser o carro que a equipa de Franck Williams necessitava para voltar às vitórias. O motor continuava a ser o V10 da Renault agora desenvolvidos pela Supertec (a marca francesa tinha deixado a Williams e a F1 em 1997 mas mesmo assim a Williams continuou a utilizar os motores Renault, que em 1998 foram desenvolvidos pela Mecachrome). Esta situação de utilizar um motor já “ultrapassado” deixava a Williams com uma grande desvantagem em relação às outras equipas, principalmente a Ferrari e a McLaren. Mas Franck Williams já tinha delineado um plano para que em 2000 os seus carros fossem motorizados pela BMW.
A dupla de pilotos para 1999 era completamente nova: o alemão Ralf Schumacher (ex-Jordan) e o italiano Alessandro Zanardi, substituíram o canadiano Jacques Villeneuve (agora na BAR) e o alemão Heinz-Harald Fretzen (agora na Jordan).
A temporada de 1999 não foi particularmente feliz para a Williams, já que continuou sem vencer e viu um dos seus pilotos a não conseguir um único ponto. A Williams terminou o campeonato em 5º lugar com 35 pontos, sendo que esses pontos foram todos conquistados por Ralf Schumacher (6º classificado no campeonato). Ralf ainda conseguiu alguns resultados positivos (3 pódios: um segundo lugar e dois terceiros) mas algo incompreensivelmente Zanardi não logrou conquistar um único ponto. A miniatura que apresento representa o Williams FW21 de Alessandro Zanardi no ano de 1999.
Alessandro Zanardi nasceu a 23 de Outubro de 1966 em Itália. Tal como muitos pilotos da sua geração, Zanardi começou pelo kart tendo passado pelas formulas seguintes até chegar à Formula 1. A sua estreia na F1 acontece em 1991 no GP de Espanha pela Jordan. Nesse ano faz os três últimos GP’s da temporada pela equipa de Eddie Jordan. No ano de 1992, Zanardi tem como missão principal ser piloto de testes para a Benetton. Mas durante o ano ainda consegue participar em três GP’s pela Minardi: em duas ocasiões não consegue a qualificação mas consegue participar no GP da Alemanha com a Minardi. Foi a sua única corrida na F1 nesse ano. No ano seguinte Zanardi consegue um contrato para correr pela Lotus e participa em 11 GP’s tendo conquistado um ponto apenas. Este é o único ponto que Zanardi viria a conquista na sua carreira na F1. No GP da Bélgica de 1991 sofre um acidente que o impediu de concluir a temporada, sendo substituído pelo piloto português Pedro Lamy durante o resto do campeonato (4 GP’s). Para o ano de 1994, Zanardi vê o seu lugar ocupado por Lamy e mantêm-se como piloto de testes da Lotus. No entanto após o grave acidente de Lamy nos testes em Silverstone, Zanardi volta a ocupar no lugar e participa em 10 Gp’s, sem conseguir pontuar. Nesta altura a Lotus já lutava para conseguir sobreviver, o que não conseguiu, e Zanardi acabou por ficar sem contrato para 1995. Assim Zanardi direccionou a sua carreira para a América, no campeonato CART., que dominou nos anos de 1997 e 1998, tendo se sagrado bi-campeão. A Williams reconheceu grandes qualidades em Zanardi, e talvez numa tentativa de repetir o êxito que teve com Villeneuve, contratou o italiano para 1999. Alessandro Zanardi regressou à F1 em 1999 mas tudo lhe correu mal na Williams. Não pontuou e acabou por ser dispensado pela Williams. Zanardi regressou então ao CART mas em 2001 sofreu um grave acidente do qual resultou a amputação das duas pernas. Quando se pensava que o automobilismo teria terminado para o piloto italiano, Zanardi num esforço de determinação, recupera e utilizando próteses regressa à competição em 2003, participando desde então nos campeonatos de turismo com sucesso.

1999 – O Campeonato
Depois de um ano de sucesso, a McLaren iniciou a temporada de 1999 da pior forma na defesa dos títulos. No GP da Austrália, nenhum dos dois McLarens conseguiu pontuar sendo que a vitória acabou por ser de Eddie Irvine (irlandês) da Ferrari. Foi a primeira vitória de Irvine na Formula 1. O alemão Michael Schumacher, no outro Ferrari, também não iniciou a época da melhor forma visto que, tal como Mika Hakkinen (campeão em título), também não pontuou. Heinz-Harald Frentzen (Jordan) foi o segundo classificado e Ralf Schumacher o terceiro, em Williams.
No GP do Brasil, os principais candidatos ao título ocuparam as primeiras posições: Hakkinen vence, Schumacher é segundo e Frentzen o terceiro. Nos dois GP’s seguintes (San Marino e Mónaco), a Ferrari obteve duas vitórias por Schumacher: em San Marino, Coulthard (McLaren) foi o segundo e Rubens Barrichelo (brasileiro) foi o terceiro no Stewart-Ford; no Mónaco Irvine com o segundo lugar deu a dobradinha à Ferrari. Mika Hakkinen foi o terceiro. A McLaren respondeu a esta dobradinha da Ferrari também com uma dobradinha no GP da Espanha: Hakkinen em primeiro e David Coulthard (escocês) em segundo. Desta vez coube a Michael Schumacher ocupar o terceiro lugar do pódio.
No GP do Canadá Mika Hakkinen logrou vencer a prova e beneficiou do facto de Schumacher não pontuar. A Benetton conseguiu o seu único pódio do ano graças ao segundo lugar de Giancarlo Fisichella (italiano). Irvine salvou a honra da Ferrari ao terminar no terceiro lugar.
Heinz-Harald Frentzen ao vencer o GP da França, deu à Jordan a segunda vitória na F1; aliás essa foi também a segunda do alemão, depois de em 1997 se ter estreado a vencer pela Williams. Mika Hakkinen consegue o segundo lugar, à frente de Barrichello que foi o terceiro, e beneficia do facto de Michael Schumacher ser apenas quinto classificado.
O GP da Grã-Bretanha marcou definitivamente o campeonato, não pelo resultado em si, mas pelo facto de Michael Schumacher ter tido um grave acidente, do qual resultou a fractura de uma perna que o afastou da luta pelo campeonato devido ao longo período de recuperação. David Coulthard conseguiu levar a melhor sobre Eddie Irvine e obteve uma vitória “caseira”. A partir desse GP, com a lesão de Schumacher, tudo dependia de Irvine para que o sucesso da Ferrari fosse alcançado. Assim Irvine que terminou em segundo lugar, à frente de Ralf Schumacher que foi o terceiro, ganhou 6 valiosos pontos e beneficiou do facto de Hakkinen não ter pontuad
Decorrida a primeira metade do campeonato, Hakkinen ocupava o primeiro lugar do campeonato com 40 pontos, seguido de Schumacher (que iria ficar vários meses em recuperação) e Irvine, ambos com 32 pontos. Frentezen era o quarto classificado com 26 pontos. Nos construtores a Ferrari liderava com 64 pontos, mais dois que a McLaren.
(continua)

Os pilotos do Williams FW21 em 1999 foram: Alessandro Zanardi #5 e Ralf Schumacher #6.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 1 (R. Schumacher: 1)

15 maio 2009

McLaren MP4-13 - Mika Hakkinen (1998)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
No final do campeonato de 1997 com a saída da Renault que deixou a Williams sem um motor suficientemente válido para defender os títulos, pensou-se que a Ferrari seria a equipa mais forte para o ano de 1998, mesmo apesar da subida de forma da McLaren revelada nos últimos GP’s de 1997. Jean Todt, director da Ferrari desde 1993, terá mesmo afirmado que não esperaria menos do que a conquista dos títulos. Contudo a história iria ser diferente.
A McLaren, a meio da temporada de 1997, contratou à Williams o engenheiro responsável pela aerodinâmica, Adrien Newey, que tinha sido um dos principais responsáveis pelas conquistas da Williams na década de 90. Adrien Newey e Neil Oatley começaram logo a preparar o novo McLaren que disputaria o campeonato de 1998. Como se comprovou pelo desenrolar do campeonato, o McLaren MP4/13 mostrou praticamente desde o início que era o melhor conjunto: chassis, motor e pneus. O motor era da Mercedes e os pneus Bridgestone foram fundamentais. O regulamento para 1998 abolia os pneus slicks, introduzindo pneus com ranhuras, com vista à diminuição da velocidade. Inicialmente isso foi conseguido mas com o desenvolvimento dos pneus tal intenção acabou por ser anulada.
A Goodyear tinha anunciado que deixava a F1 no final de 1998 e a McLaren que utilizava os Goodyear tratou de mudar para a Bridgestone, receando um menor desenvolvimento por parte da marca americana. A Ferrari ao manter-se fiel à Goodyear acabou por sofrer com esse menor desenvolvimento inicial dos pneus Goodyear mas que seria posteriormente rectificado. Mas a McLaren tinha já entretanto obtido uma vantagem fundamental.
O novo McLaren MP4/13 dispunha do motor Mercedes FO 110G V10 que tinha sido inteiramente modificado, pesando agora menos 5% do anterior. Outra característica do MP4/13 era o sistema de travagem assimétrico que equipava o monolugar. Este sistema levantou alguma polémica após a vitória inaugural (dobradinha) na McLaren no GP da Austrália. A Ferrari protestou e a McLaren antes do GP seguinte, no Brasil, desmontou o sistema do MP4/13 mas a McLaren voltou a vencer com nova dobradinha. A meio do campeonato foi a vez da McLaren protestar contra a Ferrari pelo facto de suspeitar que a equipa de Maranello poderia estar a utilizar um sistema de travagem idêntico ao que a McLaren retirou dos seus carros no GP do Brasil. Houve ainda outra suspeita sobre a Ferrari no que diz respeito ao facto de a equipa estar a utilizar um sistema de configuração do motor que imitava os efeitos dos dispositivos de controlo de tracção (que tinham sido proibidos). No entanto, isto não era muito importante porque sabia-se que todas as equipas estavam a desenvolver esse tipo de tecnologia.
Esta miniatura representa o McLaren MP4/13 utilizado por Mika Hakkinen (finlandês) no campeonato de F1 no ano de 1998.

1998 – O Campeonato
A principal novidade no regulamento para este ano era a proibição dos pneus “slicks”, que foram substituídos por pneus com ranhuras: o objectivo era reduzir a velocidade.
As equipas candidatas aos títulos mantiveram os pilotos do ano anterior: Ferrari (Michael Schumacher e Eddie Irvine), McLaren (Mika Hakkinen e David Coulthard) e Williams (Jacques Villeneuve e Heinz-Harald Frentzen).
O campeonato iniciou sob o domínio da McLaren, que venceu os dois primeiros GP’s do ano, ambos com a dobradinha: Mika Hakkinen venceu na Austrália e no Brasil, sendo secundado pelo seu colega de equipa, David Coulthard (escocês). A Ferrari respondeu no GP da Argentina com uma vitória de Michael Schumacher (alemão) mas Hakkinen obteve o segundo lugar. Os 3 GP’s seguintes foram novamente palco de vitórias da McLaren: no San Marino, Coulthard vence e Schumacher é segundo (Hakkinen desiste), na Espanha (nova dobradinha da McLaren) e no Mónaco é Hakkinen que sai vitorioso. Ao fim de 6 provas, a McLaren dominava com 5 vitórias contra apenas uma da Ferrari. Mas a equipa de Jean Todt respondeu de forma algo polémica ao vencer os 3 GP’s seguintes por Schumacher: no Canadá Schumacher terá lançado para fora de pista o Williams de Frenzen, quando este regressava à pista após uma paragem nas boxes; na França Schumacher beneficiou de uma segunda partida (na primeira tinha partido mal) para vencer, a McLaren reclamou; em Silverstone Hakkinen esteve brilhante numa prova disputada com chuva mas um pião deixou-o apenas com o segundo lugar, enquanto Schumacher aproveitou para vencer, apesar de lhe ter sido atribuído um stop and go de 10 segundos já depois de cruzada a meta! Na Áustria e na Alemanha, a McLaren e Hakkinen regressaram novamente às vitórias e logo com outras duas “dobradinhas”. Na Hungria, com uma estratégia bem estudada, a Ferrari e Schumacher vencem de forma brilhante sendo Coulthard o segundo. Hakkinen fica apenas em sexto lugar. No GP da Bélgica, o inglês Damon Hill (ex-Arrows) deu à equipa de Eddie Jordan a primeira vitória na F1 e logo com uma “dobradinha” porque Ralf Schumacher (alemão) ficou em segundo lugar com o outro Jordan. No entanto a prova ficou marcada pelo polémico acidente que envolveu Schumacher e Coulthard: o escocês seguia na frente do alemão quando este choca na traseira do McLaren, Schumacher acusou Coulthard de travar deliberadamente. Hakkinen também não terminou a prova. No GP de Itália a Ferrari recupera em relação à McLaren ao fazer a segunda dobrinha da época (a outra tinha sido em França), Schumacher é o vencedor e recupera face ao 4º lugar de Hakkinen, empatando com o finlandês no campeonato. No penúltimo GP da época, do Luxemburgo mas disputado no circuito de Nurburgring, Hakkinen beneficiou do melhor desempenho dos pneus Bridgestone para vencer a prova e chegar ao último GP com uma vantagem de 4 pontos sobre Schumacher, que foi o segundo. Deste modo chegou-se ao Japão com Hakkinen e Schumacher separados por 4 pontos e esperando-se uma excelente prova pela decisão do título. Schumacher fez a pole-position tendo ao seu lado Hakkinen. No entanto, após a volta de apresentação Jarno Trulli (francês) deixou ir abaixo o motor do Prost sendo obrigatória uma segunda volta de apresentação, obrigando Trulli a largar da última posição. Na nova formação da grelha de partida, o azar “bateu” à porta de Schumacher. A embraiagem, sendo um elemento sensível, não terá suportado o esforço de todo este ritual que foi repetido, e o motor do Ferrari foi-se abaixo quando Schumacher tentou engrenar a primeira mudança. Assim, Schumacher foi obrigado a largar da última posição, deixando Hakkinen sem a pressão do adversário na sua “sombra”. Schumacher ainda efectuou uma excelente recuperação desde o último lugar até ao terceiro lugar mas o rebentamento de um pneu acabou com as ténues hipóteses que Schumacher ainda teria de se sagrar campeão. Mika Hakkinen venceu o GP do Japão, sagrando-se campeão com 100 pontos (8 vitórias) contra os 86 pontos de Schumacher (6 vitórias). A McLaren venceu campeonato de construtores com 156 pontos (9 vitórias) e a Ferrari ficou em segundo lugar com 133 pontos (6 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4-13 em 1998 foram: David Coulthard (#7) e Mika Hakkinen (#8).
Vitórias: 9 (D. Coulthard: 1; M. Hakkinen: 8)
Pole-position: 12 (D. Coulthard: 3; M. Hakkinen: 9)
Melhor volta: 9 (D. Coulthard: 3; M. Hakkinen: 6)

12 fevereiro 2009

Williams FW19 - Jacques Villenueve (1997)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
Para a temporada de 1997 a Williams, que tinha conquistado os dois títulos de 1996, voltava a prescindir dos serviços do piloto campeão, neste caso de Damon Hill (inglês). Aliás esta situação não era nova no seio da equipa Williams. Já tinha acontecido com Nelson Piquet (brasileiro) em 1987, com Nigel Mansell (inglês) em 1993 e com Alain Prost (francês) em 1993. Estes três pilotos conquistaram o título de pilotos pela Williams, saindo logo a seguir da equipa. E agora acontecia com Damon Hill.
Assim, após a saída de Damon Hill, foi o canadiano Jacques Villeneuve que, na sua segunda época na Formula 1, assumiu a posição de líder dentro da Williams. Para substituir Damon Hill, Frank Williams contratou o alemão Heins-Harald Frentzen (ex-Sauber).
Adrien Newey foi o responsável pelo Williams F19, com o qual a equipa iria defender os títulos conquistados no ano anterior. Foi também o último monolugar de Newey na Williams, antes de ingressar na McLaren.
O Williams FW19 mantinha os conceitos utilizados por Newey na concepção dos monolugares da Williams: simplicidade de linhas e eficácia aerodinâmica. O motor utilizado continuava a ser o Renault, o RS9. Mas neste aspecto já se sabia que a Renault iria fazer em 1997 a sua última temporada na F1. A aliança de nove anos entre a Renault e a Williams terminaria no final da temporada. Diga-se uma aliança de bastante sucesso: 5 títulos de construtores (1992, 1993, 1994, 1996 e 1997) e 4 títulos de pilotos (1992, 1993, 1996 e 1997).
Apesar do excelente projecto que envolvia a Williams, a temporada de 1997 não foi fácil. A Ferrari e Michael Schumacher (alemão) deram uma boa réplica à Williams e a Villeneuve. Houve alguns momentos, ao longo da época, em que erros de Villeneuve e algum rendimento aquém das expectativas do monolugar da Williams, fizeram com que se pensasse que os títulos poderiam escapar à equipa inglesa. O título de construtores foi confirmado ainda antes do fim do campeonato no entanto o de pilotos apenas ficou decidido na última prova… e de que modo. Villeneuve sagrou-se campeão logo na sua segunda temporada. O canadiano entrou na Formula 1 pela “porta grande” em 1996, sagrou-se campeão em 1997 e depois disso foi entrando em declínio, ano após ano. Quase se pode dizer que a sua carreira teve apenas um sentido: sempre a descer. Ao contrário de outros pilotos, que normalmente começam por baixo, sobem e atingem o apogeu, e depois começa o declínio até à retirada. Com Jacques Villeneuve foi diferente, começou por cima, muito rapidamente atingiu o título e depois começou o declínio. Mas nesta altura, em 1997, ainda nada disso se sabia…

1997 – O Campeonato (continuação)
O GP da Hungria foi uma corrida surpreendente. Na qualificação Michael Schumacher (alemão) colocou o Ferrari na pole-position mas a surpresa veio do terceiro lugar de Damon Hill (inglês) com o modesto Arrows. Talvez fosse um prenúncio para a corrida. No arranque, Schumacher começou por liderar, levando atrás de si Damon Hill. Mas à 11ª volta Damon Hill consegue passar Schumacher. Pouco tempo depois o canadiano Jacques Villeneuve (Williams) imitou o inglês e passou também Schumacher. Nas voltas seguintes, Hill foi ganhando alguma vantagem continuando a sua excelente corrida na liderança. Mesmo nas paragens nas boxes, tudo correu bem para a Arrows e Hill. Na parte final da corrida, Hill e Villeneuve seguiam colados, lutando pela vitória. E quando a vitória parecia que já não escaparia a Hill, na última volta, houve algum problema afectou o Arrows. Desse modo Hill pouco pode fazer a Villeneuve, que venceu a prova nos últimos instantes. Hill teve que se contentar com o segundo lugar, quando a vitória esteve mesmo ao seu alcance. Johnny Herbert (inglês) em Sauber ficou em 3º lugar.
O GP da Bélgica foi mais uma corrida que se disputou com a presença da chuva. A largada foi efectuada com o pace car em pista. Quando o pace car saiu, Michael Schumacher mostrou porque era considerado um dos melhores pilotos em provas de pista molhada. O alemão da Ferrari efectuou uma prova irrepreensível. Enquanto os outros pilotos optavam por trocar de pneus para os slicks, Schumacher manteve sempre a calma necessária para controlar a corrida, liderando confortavelmente. Nem nas paragens nas boxes perdeu o primeiro lugar. Schumacher venceu a prova, Giancarlo Fisichella (Jordan) ficou em segundo lugar e Mika Hakkinen (McLaren) foi o terceiro.
No GP de Itália o francês Jean Alesi (Benetton) fez a pole-position e foi o primeiro líder da corrida. Jean Alesi, Heins-Harald Frentzen (Williams) e David Coulthard (McLaren) seguiram juntos, nas três primeiras posições, até ao momento de pararem nas boxes. Após esses momentos, quem ficou na liderança foi o piloto da McLaren, David Coulthard, seguido de Alesi. A McLaren começava já a dar sinais evidentes de que se poderia tornar outra vez numa equipa vencedora. Assim Coulthard conseguiu manter a primeira posição, vencendo a prova. Alesi ficou com o segundo lugar e Frentzen completou o pódio. Após a prova soube-se que Hakkinen tinha sido desclassificado do GP da Bélgica, perdendo o terceiro lugar conquistado. Jacques Villeneuve foi suspenso em uma corrida por não ter respeitado as bandeiras amarelas no warm-up.
Na partida para o GP da Aústria, Hakkinen lidera por breves momentos, até ao motor do seu McLaren-Mercedes ceder ainda antes da primeira volta terminar. O italiano Jarno Trulli (Prost) assume a primeira posição, seguido do brasileiro Rubens Barrichello (Stewart) mas pouco depois Villeneuve ultrapassa o brasileiro. Estas posições mantiveram-se até às paragens nas boxes. Nessa altura, Villeneuve consegue passar para primeiro. Villeneuve esteve sempre em posição de controlar a corrida. Trulli, muito perto do fim, acabou por perder o segundo lugar devido à quebra do motor. Villeneuve venceu, Coulthard (McLaren) foi o segundo e Frentzen o terceiro. Nota: Damon Hill anunciou que para o ano seguinte iria pilotar para a Jordan.
O GP do Luxemburgo foi disputado no circuito de Nurburgring. Hakkinen efectua a pole-position e é o primeiro líder na prova, seguido do seu colega de equipa, David Coulthard. Nas primeiras curvas, houve uma grande confusão, envolvendo alguns toques, e alguns carros acabaram por sai de pista. Entre as vítimas da confusão estava Schumacher que se viu obrigado a desistir com a suspensão danificada. A boa forma dos McLarens era confirmada com a manutenção dos dois primeiros lugares. Com a paragem nas boxes Coulthard passa pelo comando da prova mas Hakkinen recupera a posição na vez de Coulthard parar nas boxes. Tudo correr bem à McLaren, aliás nem tudo, a fiabilidade ainda não é a melhor. Coulthard desiste com problemas no carro e quase imediatamente Hakkinen desiste também com o mesmo problema. A McLaren vê-se assim, em poucos segundos, arredada de um excelente resultado. Villeneuve aproveita e aproveita bem. Vence a prova e beneficia do facto de Schumacher não ter pontuado. Alesi é o 2º e Frentzem o 3º.
A Williams e Villeneuve correm no GP do Japão por terem contestado o castigo que o canadiano deveria cumprir neste GP. Villeneuve efectua a pole-position e lidera as primeiras voltas. O irlandês Eddie Irvine (Ferrari), que partiu da 4ª posição, consegue passar para segundo lugar. E pouco depois assume a primeira posição ao passar Villenueve. Rapidamente ganha vantagem ao piloto da Williams, que segura o resto do pelotão. Nas paragens nas boxes, Schumacher consegue passar para segundo lugar. Villeneuve é agora 3º. Entretanto Irvine faz o jogo de equipa e deixa Schumacher passar para primeiro. Quando Villeneuve volta às boxes perde muito tempo e vê esfumarem-se as hipóteses de lutar pela vitória. Com a corrida controlada, Schumacher acaba por vencer. Frentzen (Williams) termina na segunda posição e Irvine é o terceiro. Villeneuve é apenas quinto. Mas o recurso da Williams é rejeitado e Villeneuve é despojado do 5º lugar e dos 2 pontos conquistados. Assim e à partida para a última prova do ano, Villeneuve vê-se a um ponto de Schumacher na luta pelo título.
Na qualificação para o GP da Europa, disputado no circuito de Jerez, Villeneuve, Schumacher e Frentzen efectuam exactamente o mesmo tempo. Pela primeira vez na F1, os três primeiros da grelha de partida têm o mesmo tempo. Na partida Villeneuve faz patinar as rodas do Williams, Schumacher aproveita e assume a primeira posição. Frentzen que também tinha ultrapassado Villeneuve na partida deixa passar o canadiano. As posições mantêm-se até às paragens nas boxes. Mas nem nestes momentos houve alterações de posição entre Schumacher e Villeneuve. A luta pelo título intensifica-se após a última paragem nas boxes. A partir desse momento é todo um campeonato que está em causa, todo o trabalho de um ano que se resume às últimas 22 voltas do GP da Europa. Foi assim que Jacques Villeneuve aproveitou uma abertura que Schumacher deixou ao abordar uma curva e coloca o Williams por dentro. Schumacher não se apercebe da manobra do canadiano e quando reage já é tarde. Ainda tenta fechar a “porta” a Villeneuve e o toque é inevitável. Schumacher abandona mas Villeneuve prossegue. O canadiano fica em primeiro lugar seguido pelos dois McLarens. Villeneuve com receio dos danos causados no Williams abranda e permite a aproximação de Hakkinen e Coulthard. Os dois pilotos da McLaren passam Villeneuve e obtêm a dobradinha. Hakkinen vence pela primeira vez na F1 e Coulthard é o segundo classificado. Villeneuve com a terceira posição sagra-se campeão do mundo.
No campeonato de pilotos Villeneuve é o primeiro com 81 pontos (7 vitórias). Frentzen foi o vice-campeão, com 42 pontos (1 vitória), porque devido à manobra no GP da Europa Michael Schumacher foi desclassificado do campeonato, mantendo para as estatísticas os resultados conquistados.
Nos construtores, a Williams sagrou-se campeã com 123 pontos (8 vitórias) e a Ferrari ficou em segundo lugar com 102 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Williams FW19 em 1996 foram: Jacques Villeneuve #3 e Heins-Harald Frentzen #4.
Vitórias: 8 (J. Villeneuve: 7; H.-H. Frentzen: 1)
Pole-position: 10 (J. Villeneuve: 9; H.-H. Frentzen: 1)
Melhor volta : 9 (J. Villeneuve: 3; H.-H. Frentzen: 6)

04 fevereiro 2009

Minardi M197 - Jarno Trulli (1997)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Em 1997 a Minardi optou por conceber um novo carro para a temporada de Formula 1: o Minardi M197. Os designers responsáveis pelo M197 foram Gabriele Tredozi e Mauro Gennari. A Minardi foi uma das cinco equipas que em 1997 deixou de utilizar pneus Goodyear para passar a utilizar os pneus Bridgestone. O motor utilizado era o Hart.
Os dois pilotos iniciais utilizados pela Minardi em 1997 foram os seguintes: o japonês Ukyo Katayama e o italiano Jarno Trulli. No caso de Katayama, o japonês estava a fazer a sua última temporada na F1, no caso de Trulli, era a sua estreia na categoria. No entanto, Jarno Trulli apenas esteve na Minardi durante os primeiros 7 GP’s da temporada. Depois foi contratado pela Prost para substituir Olivier Panis, que tinha partido as duas pernas num acidente no GP do Canadá. Para o lugar de Trulli entrou o brasileiro Tarso Marques, que aliás, já tinha efectuado alguns GP’s pela Minardi no ano anterior.
A temporada de 1997 da Minardi foi fraca e os resultados obtidos pelo M197 pouco menos foram que medíocres. Não conseguiu nenhum ponto e o M197 andou sempre ou quase sempre nos últimos lugares, quer na qualificação quer em prova, onde raramente terminou nos 10 primeiros lugares.
A miniatura que hoje apresento é o Minardi M197 de Jarno Trulli de 1997.
Jarno Trulli nasceu a 13 de Julho de 1974 em Francavilla (Itália?). A sua estreia na Formula 1 aconteceu no GP da Austrália em 1997. Em 2009, Trulli irá cumprir a sua 13ª época na Formula 1. Neste momento tem 199 participações em GP’s, tendo apenas vencido um (GP do Mónaco de 2004 pela Renault). Tem 3 pole-positions e 8 pódios. O seu percurso na Formula 1 é o seguinte: Minardi (1997), Prost (1997 a 1999), Jordan (2000 a 2001), Renault (2002 a 2004) e Toyota (2005 a 2008).

1997 – O Campeonato (continuação)
O GP do Mónaco ficou praticamente decidido antes da corrida iniciar, isto porque o tempo estava instável, a pista esta húmida, que poderia vir a secar durante a prova mas a chuva também ameaçava. Estes factos causaram nos pilotos muitas dúvidas sobre quais os pneus a utilizar. Na minha opinião, o resultado final ficou a dever-se em muito à escolha dos pneus certos para a corrida. Entre os favoritos à vitória houve escolhas diferentes: os pilotos da Williams, Jacques Villeneuve (canadiano) e Heins-Harald Frentzen (alemão) que tinha feito a pole-position, optaram por levar pneus slicks enquanto o alemão Michael Schumacher (Ferrari) escolheu pneus de chuva. Assim desde o início da prova, Schumacher assumiu a liderança e foi ganhando vantagem sobre todos os outros. Frentzen fez uma má partida e perdeu vários lugares. Quando o tempo piorou, os pilotos da Williams foram obrigados a trocar de pneus e caíram ainda mais na classificação. A previsão de Schumacher estava correcta. A sua liderança era já confortável e só um azar lhe tiraria a vitória. Os pilotos da Williams continuam em dificuldades uma vez que tinha os carros preparados para a pista seca e com o decorrer das voltas acabam por desistir. Schumacher, apesar de uma pequena saída de pista (num dos poucos locais que o Mónaco permite), venceu a prova monegasca, seguido de Rubens Barrichello (brasileiro) da Stewart e do irlandês Eddie Irvine (Ferrari).
A prova seguinte foi o GP de Espanha, onde Villeneuve mostrou estar sempre no controlo da corrida. O canadiano liderou desde o início, posição que só perderia nos momentos em que ia às boxes mas que recuperava depois dos adversários também pararem. Na luta pela segunda posição estiveram vários pilotos: Mika Hakkinen (McLaren), Jean Alesi (Benetton) e Schumacher (Ferrari). Villeneuve venceu mas o segundo lugar acabou por ser de Olivier Panis (Prost) enquanto que Alesi ficou na terceira posição.
No GP do Canadá Schumacher fez o melhor tempo da qualificação e foi o primeiro líder da prova. Entretanto, ainda no inicio, Irvine e Hakkinen dão um toque e abandonam. Na segunda volta Villeneuve comete um erro e desiste. Schumacher, em Ferrari, lidera a corrida, seguido de Giancarlo Fisichella (italiano) num Jordan. Nas primeiras paragens para troca de pneus, Fisichella perde um lugar para Alesi (Benetton), que também parou ao mesmo tempo. Entretanto o escocês David Coulthard (McLaren), assume a liderança quando Schumacher para nas boxes. Quando foi a vez de Coulthard parar nas boxes, tudo correu mal para o escocês, que perdeu muito tempo depois de ter deixado ir abaixo o motor do McLaren. Michael Schumacher voltou novamente à primeira posição. Olivier Panis (Prost) despista-se provocando a entrada do safety car em pista. O estado de Panis é grave, partiu as duas pernas. A corrida é interrompida e Schumacher é declarado o vencedor. Alesi ficou com o segundo lugar e Fisichella em terceiro.
Uma nota relacionada com a miniatura Minardi: depois da corrida, Jarno Trulli deixou a Minardi para substituir Panis na Prost. Para o lugar de Trulli na Minardi entrou o brasileiro Tarso Marques.
O GP da França, tal como no Mónaco, a chuva teve um papel importante no desenrolar dos acontecimentos. E tal como no Mónaco, foi Schumacher quem melhor aproveitou a situação. Partindo da pole-position, Schumacher liderou grande parte da corrida e nem a chuva o fez mudar de pneus. Apesar de tudo, e mais uma vez tal como no Mónaco, Schumacher teve uma ligeira saída de pista mas vence a prova, seguido de Frentzen e de Irvine.
Tal como nos anteriores GP’s, a chuva ainda pairou no GP da Inglaterra mas desta vez manteve-se afastada da prova. Villeneuve efectuou a pole-position, que aproveitou para ser o primeiro líder da corrida. A McLaren dava sinais de uma subida de forma significativa, de tal modo que os seus pilotos, Hakkinen e Coulthard, se mantinham nas primeiras posições. Após a primeira paragem nas boxes, a classificação era a seguinte: 1º Schumacher (Villeneuve perdeu muito tempo nas boxes e perdeu várias posições), 2º Coulthard e 3º Hakkinen. Com o decorrer da prova, Hakkinen passa Coulthard, a contas com um problema numa roda. Entretanto Schumacher efectua a segunda ida às boxes mas poucas voltas depois desiste. Villeneuve ainda passou pelo comando da corrida novamente mas depois de voltar às boxes é Hakkinen quem assume a liderança. E tudo parecia que o finlandês da McLaren iria vencer pela primeira vez na Formula 1 mas o motor Mercedes cedeu, o que ditou o abandono de Hakkinen. Villeneuve aproveitou para vencer a prova e assim ganhar valiosos pontos a Schumacher. Os outros dois lugares do pódio foram ocupados pela Benetton: Alesi 2º e Alex Wurz 3º, (que vinha substituindo Gerhard Berger após o GP da Espanha).
No GP da Alemanha, assistiu-se ao regresso em grande de Gerhard Berger, já completamente restabelecido do motivo que o tinha afastado durante os 3 últimos GP’s. Berger efectuou o melhor tempo na qualificação e durante a prova foi dominante. Berger apenas não esteve na liderança da corrida nos momentos das paragens nas boxes, controlando sempre os acontecimentos. Villeneuve desistiu, facto que Schumacher aproveitou para somar mais alguns pontos com o segundo lugar conquistado. Mika Hakkinen ficou em terceiro.
Depois de 10 provas realizadas Schumacher estava em primeiro lugar com 53 pontos e Villeneuve era o segundo com 43 pontos. No campeonato de construtores a Ferrari era a primeira com 71 pontos seguida da Williams com 62 pontos.
(continua)

Os pilotos do Minardi M197 em 1997 foram: Ukyo Katayama, Jarno Trulli e Tarso Marques.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

27 janeiro 2009

Sauber C16 - Johnny Herbert (1997)

Esta miniatura é da marca Onyx.
A miniatura é um Sauber C16 que o piloto inglês Johnny Herbert utilizou durante a temporada de 1997.
O Sauber C16 foi desenhado por Leo Ress. Após ter utilizado os motores da Mercedes (em 93 e 94) e da Ford (em 95 e 96), a Sauber conseguia outro grande nome como fornecedor de motores: a Ferrari. Assim o motor utilizado por este modelo da Sauber era da Ferrari mas designava-se de Petronas.
Neste ano de 1997 o Sauber C16 foi conduzido por quatro pilotos: Johnny Herbert (inglês), Nicola Larini (italiano), Norberto Fontana e Gianni Morbidelli (italiano) mas apenas o inglês fez a temporada completa. Os restantes 3 pilotos dividiram os GP’s entre si. Julgo que esta situação deve ter tido motivações económicas, isto é, a equipa Sauber beneficiou financeiramente com o “cachet” dos pilotos pagantes que utilizou.
No final do ano de 1997 a Sauber ficava em 7º lugar no campeonato e conquistou um terceiro lugar no GP da Hungria obtido pelo inglês Johnny Herbert.
Johnny Herbert nasceu a 25 de Junho de 1964 em Inglaterra. Como outros pilotos, Herbert passou primeiro pelo kart e depois pelas outras formulas (Formula Ford 1660, Formula Ford 2000, Formula 3000 inglesa e internacional) antes de chegar à Formula 1. Também ainda antes de se estrear na Formula 1, Johnny Herbert sofreu em 1988 um grave acidente em Brands Hatch que por pouco não o deixou incapacitado para a competição automobilística. Ao que parece na manhã do acidente Herbert tinha assinado um contrato com a Benetton para a temporada de 1989. A sua estreia na Formula 1 foi surpreendente. Ainda com graves dificuldades devido aos ferimentos sofridos pelo acidente em Brands Hatch, Herbet faz a sua estreia no GP do Brasil de 1989 com a Benetton. O resultado foi verdadeiramente fantástico para quem ainda estava em convalescência, Herbert terminou o seu primeiro GP da carreira num excelente 4º lugar! No entanto, a Benetton resolveu substituí-lo ao fim de 5 GP’s, para que Herbert pudesse recuperar completamente. Ainda assim Herbert participa no GP da Bélgica com um Tyrrell. Nas 5 temporadas seguintes Herbert correu pela Lotus embora as duas primeiras épocas não tenham sido completas: 2 GP’s em 1990; 7 GP’s em 1991. Nesses anos em que corre pela Lotus os melhores resultados que consegue são 3 quartos lugares em 1993. Em 1994 corre pela Lotus até ao GP de Portugal. No GP seguinte, o da Europa, corre pela Ligier e os dois últimos da temporada são já feitos ao volante de um Benetton. Desconheço a razão porque Herbert deixou a Lotus mas julgo que deve ter sido a oferta da Benetton que terá desencadeado esta mudança. Não nos devemos esquecer que a Ligier, equipa pela qual Herbert faz um GP logo após ter deixado a Lotus, pertencia a Flávio Briatore, o director técnico da Benetton. O ano de 1995 foi o melhor da carreira para Herbert. Ao lado de Michael Schumacher (alemão), campeão do mundo em 1994, e na Benetton que era uma das melhores equipas em 1995, Johnny Herbert ajuda a equipa a conquistar o primeiro e único título de construtores. Claro que Herbert, consciente como deveria estar, não podia fazer frente ao Schumacher mas soube aproveitar as oportunidades que o alemão e os adversários lhe deram: Johnny Herbert vence pela primeira vez um GP e logo em casa, e em Itália volta a vencer. No final da temporada regista a sua melhor classificação: 4º lugar. Os três anos seguintes são passados na Sauber onde dois terceiros lugares são o melhor que consegue. Em 1999 corre pela Stewart e dá a equipa de Jackie Stewart (ex-tricampeão mundial) a sua única vitória na Formula 1. No seu último ano na Formula 1, em 2000, Herbert corre pela Jaguar mas os resultados são fracos e não consegue pontuar. Jonnhy Herbert participou em 161 GP’s, venceu por 3 vezes, tendo conquistado 7 pódios e 98 pontos. Extra Formula 1, Herbert já venceu as 24 Horas de Le Mans em 1991 e ficou em segundo lugar em 3 ocasiões (2002, 2003 e 2004).

1997 – O Campeonato
As novidades no início da temporada de 1997 eram várias, sendo as seguintes as mais importantes: o escocês Jackie Stewart (três vezes campeão mundial em 1969, 1971 e 1973) fundou a equipa Stewart que se estrearia na Formula 1 nesse ano; Adrian Newey, o engenheiro responsável pelos sucessos da Williams nos últimos anos, passou para a McLaren; na Ferrari juntou-se o trio (Schumacher, Ross Brawn e Rory Byrne) que foi responsável pelos títulos de Michael Schumacher na Benetton; a Bridgestone entra para a Formula 1 fornecendo pneus a cinco equipas (Arrows, Minardi, Prost e Stewart); e claro, a ida do Campeão do Mundo Damon Hill para a Arrows. Para o seu lugar na Williams foi contratado Heins-Harald Frentzen (alemão).
Seria precisamente Damon Hill a causar alguma surpresa no primeiro GP da temporada, na Austrália. Hill quase falhou a qualificação mas acabou por alcançar um tempo dentro do limite de 107% do pole-position, que foi conquistada pelo seu ex-colega de equipa na Williams, Jacques Villeneuve (canadiano). No entanto na volta de aquecimento, o Arrows de Damon Hill partiu o cabo do acelerador ditando a desistência do campeão mundial antes do início da corrida. No início da prova, Johnny Herbert (Sauber) e Jacques Villeneuve (Williams) desistiram devido a um acidente. O irlandês Eddie Irvine (Ferrari), causador do acidente, também desistiu. Deste modo e na sua primeira corrida pela Williams, Frentzen ficou com a liderança da prova. Com o decorrer da prova e com as paragens nas boxes (abastecimento e mudança de pneus), o escocês David Coulthard (McLaren) também esteve na primeira posição tendo a cedido a Frentzen novamente quando foi a sua vez de parar nas boxes. Esta situação voltou a repetir-se na paragem seguinte mas Frentzen, depois de sair das boxes, comete um erro e despista-se. Livre da pressão do piloto da Williams, Coulthard aproveitou para vencer a sua primeira corrida pela McLaren. O início de temporada dificilmente poderia ser melhor para a McLaren, que voltava a vencer um GP depois de Senna (1993). A Mercedes, que fornece motores à McLaren, também regressava ao lugar mais alto do pódio depois de mais de quarenta anos (a última vitória da Mercedes na F1 tinha acontecido no GP em 1955). Michael Schumacher (Ferrari) ficou em segundo lugar e o outro McLaren, Mika Hakkinen (finlandês), completou o pódio.
No GP do Brasil Jacques Villeneuve voltou a ser o mais rápido na qualificação mas na largada foi ultrapassado por Michael Schumacher. Contudo a corrida foi interrompida, Rubens Barrichello (Stewart) ficou parado na grelha de partida e existiram alguns incidentes que terão motivado uma 2ª partida. Villeneuve volta a perder a primeira posição para Schumacher na nova partida mas o canadiano da Williams, ainda na primeira volta, passa para a liderança. Quando chega o momento das primeiras paragens nas boxes, já Schumacher tinha perdido o segundo lugar para o austríaco Gerhard Berger (Benetton); a classificação dos 3 primeiros era a seguinte: Villeneuve, Berger e Schumacher. Na segunda paragem nas boxes, Schumacher tem alguns problemas que causaram a perda de tempo comprometendo a corrida, acabando em 5º lugar. Villeneuve vence seguido de Gerhard Berger. O terceiro lugar foi para o francês Olivier Panis da Prost.
Jacques Villeneuve continuou sequência de pole-positions ao efectuar o melhor tempo para o GP da Argentina. Foi a sua terceira deste ano em três GP’s. Esta posição de Villeneuve na grelha de partida foi bem aproveitada na partida para assegurar a liderança da corrida. Ainda na partida, Rubens Barrichello e Michael Schumacher envolvem-se num incidente e ambos abandonam. Quando seguia em segundo lugar, Frentzen abandona. Olivier Panis (Prost) herda a posição de Frentzen mas algum tempo depois também abandona. Após as paragens nas boxes, e já nas últimas voltas, Villeneuve é pressionado por Eddie Irvine (Ferrari) mas a vitória acaba por sorrir ao canadiano da Williams. Irvine termina em segundo lugar e Ralf Schumacher (Jordan) é o terceiro.
No GP de Imola Jacques Villeneuve volta a conseguir a pole-positon e na partida lidera, seguido de Schumacher e de Frentzen. Assim se mantiveram os três primeiros até às paragens nas boxes. Neste momento, Frentzen conseguiu passar o alemão da Ferrari. Villeneuve, com alguns problemas, teve que regressar às boxes sendo lhe detectado um problema no volante. Problema esse que o levou à desistência. Assim para a Williams tudo dependia de Frentzen. E tudo acabou por correr bem a Frentzen, que na seguinte ida às boxes de Schumacher, assumiu a liderança e venceu a corrida, à frente do piloto da Ferrari. Foi a primeira vitória de Frentzen na Formula 1. Eddie Irvine terminou em terceiro lugar. Como nota de registo fica assinalado o facto de Jonh Barnard (ex- director técnico da McLaren e da Ferrari) estar agora a trabalhar na Arrows.
(continua)

Os pilotos do Sauber C16 em 1997 foram: Jonnhy Herbert, Nicola Larini, Norberto Fontana e Gianni Morbidelli.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

23 janeiro 2009

Williams FW18 - Heinz-Harald Frentzen (testes em 1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Em 1996 Damon Hill, depois de vencer o campeonato de Formula 1, não continuou na Williams e rumou para a Arrows. Para o substituir, Frank Williams contratou o piloto alemão Heinz-Harald Frentzen, que deixava assim a Sauber. Segundo os fascículos da colecção Grand Prix – Mitos da Formula 1, esta decisão de Frank Williams em não renovar com Damon Hill poderá ter precipitado a saída do prestigiado director de design da Williams, Adrian Newey, que para além de não concordar com a saída de Hill pretendia também uma participação accionista na empresa. Como isso não aconteceu, Adrian Newey assinou pela McLaren no Verão de 1997.
Heinz-Harald Frentzen vinha, como disse, da Sauber, equipa onde se estreou na Formula 1 em 1994. Ao longo desses 3 anos em que evoluiu na Sauber, Frentzen foi obtendo bons resultados. Assim quando foi necessário encontrar um bom substituto para Hill, Frank Williams foi contratar o piloto da Sauber. Frentzen substituía assim Hill na Williams, juntando-se ao canadiano Jacques Villeneuve, que agora assumia o lugar de primeiro piloto da equipa e era também o principal candidato à conquista do título. A miniatura que agora apresento é sobre o Williams FW18, sobre o qual já escrevi neste post, mas neste caso é o Williams de testes que Heinz-Harald Frentzen terá utilizado na época de defeso antes de iniciar a temporada de 1997. Esta miniatura é uma edição limitada que foi lançada na altura em que a equipa Williams terá estado no Circuito do Estoril em testes.

19 janeiro 2009

Bridgestone Test Car - Damon Hill (1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Damon Hill venceu o campeonato do mundo de Formula 1 em 1996 correndo pela Williams mas quando ainda faltavam algumas provas para o fim da temporada, Hill já sabia que não iria estar na Williams no ano seguinte para defender o título conquistado.
Surpreendentemente, ou talvez não, Damon Hill escolheu a Arrows para tentar defender o título. O que todos nós sabíamos era que não iria ter uma época de 1997 nada fácil… e talvez no seu íntimo, também Hill o sabia. E foi o que veio a suceder.
A Arrows, que era agora (em 1997) controlada por Tom Walkinshaw, ao contratar o campeão do mundo beneficiou com a publicidade que esse facto traria para a equipa ao qual aliou ainda o contrato com a Bridgestone, empresa japonesa de pneus que se estreava na Formula 1 nesse ano. Hill terá beneficiado com um contrato milionário. Mas os pneus e Hill não eram as únicas novidades na Arrows: o motor utilizado nesse ano seria o Yamaha.
A época de Damon Hill na Arrows foi realmente difícil. Um verdadeiro calvário, diria eu. Mas mesmo assim Hill teve o seu momento de glória… ou de quase glória. As quebras do Arrows A18 foram inúmeras ao longo do ano. Só para referir algumas: logo na primeira corrida do ano, na Austrália, Hill teve uma amostra daquilo que o esperava. Conseguiu qualificar-se “in extremis”, escapado por pouco à não qualificação que seria se tivesse falhado o tempo dentro do limite de 107% do pole-position. Mas o pior estava para vir. Na volta de aquecimento o cabo do acelerador partiu e Hill foi obrigado a desistir ainda a corrida não tinha começado. Posteriormente a este desastroso inicio de campeonato, as roturas mecânicas continuaram a suceder-se o que desmotivou de tal modo Damon Hill, ao ponto de o seu colega de equipa, o brasileiro Pedro Diniz, começar a ser mais rápido que Hill. Este facto desagradou Walkinshaw, que terá criticado publicamente Hill.
O momento de glória de Hill e da Arrows aconteceu no GP da Hungria. Na qualificação Damon Hill surpreendeu tudo e todos ao efectuar o terceiro tempo. Na corrida, Hill muito cedo chegou ao primeiro lugar, sendo seguido por Jacques Villeneuve (canadiano) e Michael Schumacher (alemão) que lutavam pelo campeonato. Durante a corrida Hill revelou-se sempre muito rápido e inacessível aos seus perseguidores. Muitos pensaram que a vitória de Hill era certa. Na última volta um problema na caixa de velocidades tirou a vitória a Hill e à Arrows. Villeneuve aproveitou e ultrapassou o seu ex-colega de equipa. Para Hill sobrou a fraca consolação do segundo lugar, quando a vitória esteve mesmo para acontecer. Tirando este momento, pode-se dizer que a prestação de Hill na Arrows se saldou por uma perda de tempo. No final da temporada, deixou a Arrows e asssinou pela Jordan.
Esta miniatura representa o teste da Bridgestone com Damon Hill em 1996. Como não está referenciado qual é a marca do carro, julgo que este seja o Arrows A18 que foi utilizado em 1997. A miniatura apresenta a decoração utilizada nos testes dos pneus Bridgestone. Durante a temporada o Arrows A18 utilizou uma decoração completamente diferente.
Editado a 23 de Janeiro de 2008.
Graças ao JB, leitor assíduo do Quatro Rodinhas, que me chamou à atenção de que este F1 afinal não é um Arrows e sim o Ligier JS41. Fica assim rectificado o meu erro, que poderia ter evitado se tenho efectuado uma pequena pesquisa. A confirmar aqui: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bridgestone_test_car_Ligier_JS41_Mugen.jpg
Obrigado JB por me ter chamado à atenção. Já agora aproveitem para visitar a colecção do JB, talvez por lá reconheçam algumas miniaturas com as quais brincaram na vossa infância. Uma pequena maravilha: JB Modelismo.

04 dezembro 2008

Williams FW18 - Damon Hill (1996)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A miniatura que hoje vos apresento é a do Williams FW18 com a qual Damon Hill se sagrou Campeão do Mundo em 1996. Esse feito permite que Damon Hill seja, ainda hoje, o único piloto filho de um campeão a conquistar também o título.
Damon Hill assumiu em 1994, após a morte de Ayrton Senna, a posição de primeiro piloto da Williams. Esta situação é algo idêntica ao que sucedeu com o seu pai, Graham Hill, na Lotus em 1968 a quando da morte de Jim Clark. Contudo só depois de dois campeonatos perdidos para Michael Schumcher, em 1994 e 1995, é que Damon Hill conseguiu conquistar o título de campeão.
Apesar de em 1996 Damon Hill ter à sua disposição o melhor carro do plantel da F1, alguma parte desse título também se deve ao facto de Schumacher ter deixado a Benetton, onde se tinha sagrado bicampeão, para correr pela Ferrari, numa altura em que a marca italiana se debatia com algumas dificuldades para regressar ao lote das equipas vencedoras de títulos da F1, e depositavam muitas esperanças no alemão para efectuar esse regresso. O que realmente veio a acontecer e da forma como sabemos mas apenas alguns anos depois.
O Williams FW18 foi da autoria do designer Adrien Newey, um dos principais responsáveis pela aerodinâmica na Williams desde o princípio da década de 90. Para além da qualidade do carro, a outra grande vantagem do FW18 estava no motor que equipava o monolugar: o motor Renault V10, cuja fiabilidade era incrível. Esta parceria com a Renault, que vinha já desde o ano de 1989, iria manter-se durante mais um ano.
Apesar de contar com o melhor conjunto carro/motor do plantel da F1, facto que aliado à situação de o bicampeão, Schumacher, estar agora numa nova equipa com a responsabilidade de a organizar para o futuro, levou a que Damon Hill não tivesse grande resistência dos pilotos das outras equipas mas encontrou alguma oposição dentro da sua equipa. Isso aconteceu porque a Williams contratou para segundo piloto Jacques Villeneuve, filho de outro piloto mítico: Gilles Villeneuve. Jacques Villeneuve vinha da Formula Indy, onde tinha obtido sucesso, e procurava agora adaptar-se à F1, o que aconteceu quase de imediato. O facto é que o piloto canadiano chegou a dar a sensação que poderia ter incomodado mais Damon Hill.
“A nova caixa de mudanças integrada no FW18 dispunha de uma embraiagem controlada electronicamente. Tratava-se de uma caixa de 6 velocidades semi-automática, construída pela Williams. Tal como a maioria dos monolugares de F1 da época, o Williams dispunha de umas patilhas atrás do volante para aumentar ou diminuir a marcha, e tinha outro comando para accionar a embraiagem. Jacques Villeneuve adaptou-se a este sistema e utilizou as patilhas junto ao volante. No entanto, Damon Hill preferiu utilizar o sistema tradicional, e contar no seu cockpit com os três pedais tradicionais. O britânico estaa habituado a travar com o pé direito, e uma mudança radical, no seu modo de conduzir, não podia para ele produzir bons resultados. Por isso, os engenheiros da Williams instalaram-lhe um pedal de embraiagem.” In fascículo Grand Prix Mitos da Formula 1 sobre o Williams FW18.
Damon Hill sagrou-se Campeão do Mundo em 1996 mas apenas confirmou o título no último GP do ano. Tal como tinha sucedido com os últimos três campeões da Williams (Nelson Piquet em 1987, Nigel Mansell em 1992 e Alain Prost em 1993) que deixaram a equipa após a conquista do título, também o inglês, que estava na Williams desde 1993, deixaria a equipa de Frank Williams no final do ano de 1996.

1996 – O Campeonato (continuação)
A quatro provas do fim do campeonato Michael Schumacher (alemão) e a Ferrari obtiveram uma bela vitória, isto após 5 GP’s consecutivos em que apenas conseguiram amealhar 3 pontos. A prova foi algo movimentada na liderança: o primeiro a liderar foi o canadiano Jacques Villeneuve (Williams), que partiu da pole-position, depois foi a vez dos pilotos da McLaren (primeiro o escocês David Coulthard e depois o finlandês Mika Hakkinen). Michael Schumacher sucedeu a Hakkinen na liderança mas Villeneuve volta a estar em primeiro contudo perderia essa posição para Schumacher a 11 voltas do fim da corrida. Nesse momento o alemão da Ferrari não mais deixou o primeiro lugar. Villeneuve ficou com a segunda posição e Hakkinen foi o terceiro.
O GP de Itália foi palco de nova vitória da Ferrari e logo em casa. Os pilotos da Williams tiveram uma corrida fraca em resultados. Hill abandonou muito cedo, à 5ª volta, quando liderava a corrida. Villeneuve não foi além do 7º lugar final. Após o abandono de Hill, foi o francês Jean Alesi, da Benetton, quem assumiu a liderança do GP. Alesi manteve-se no primeiro lugar até à 30ª volta, altura em que cedeu a liderança para Schumacher, que liderou até ao fim da corrida. Alesi ficou-se pelo segundo lugar e Hakkinen repetiu o terceiro lugar da Bélgica.
No GP de Portugal, os pilotos da Williams, dominaram completamente o fim de semana: Hill fez a polé-position e dominou dois terços da corrida, Villeneuve venceu a corrida, tendo dominado o último terço, e fez a melhor volta. A Williams logrou obter a sua sexta dobradinha da temporada. Foi também a última vez que a Formula 1 se deslocou até Portugal. Schumacher terminou na terceira posição.
No último GP da temporada, no Japão, apenas Hill e Villeneuve podiam chegar ao título. No entanto para Villeneuve chegar ao título necessitava de vencer a prova e Hill não podia pontuar. Tal não aconteceu sendo que foi precisamente o contrário que veio a acontecer: Hill dominou completamente o GP desde a primeira volta até à última e sagrou-se Campeão do Mundo. Schumacher terminou em segundo lugar e Hakkinen foi o terceiro.
Damon Hill sagrou-se campeão com 97 pontos (8 vitórias) seguido do seu colega de equipa, Jacques Villeneuve, com 78 pontos (4 vitórias).
A Williams venceu nos construtores com 175 pontos (12 vitórias) contra apenas 70 pontos (3 vitórias) da Ferrari.

Os pilotos do Williams FW18 em 1996 foram: Damon Hill #5 e Jacques Villeneuve #6.
Vitórias: 12 (D. Hill: 8; J. Villeneuve: 4)
Pole-position: 12 (D. Hill: 9; J. Villeneuve: 3)
Melhor volta : 11 (D. Hill: 5; J. Villeneuve: 6)

01 dezembro 2008

Minardi M195B - Tarso Marques (1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Para a temporada de 1996 a Minardi optou por melhorar e utilizar o chassis do ano anterior: o M195. A equipa manteve os mesmos designers: Aldo Costa e Mauro Gennari. Depois de algumas alterações efectuadas para cumprir com os regulamentos, a versão de 1996 foi designada de M195B. O motor e os pneus utilizados continuaram a ser os mesmos do ano anterior: o motor Ford Cosworth V8 e os pneus Goodyear. É esta a miniatura que hoje apresento: o Minardi M195B do piloto brasileiro Tarso Marques.
A época de 1996 foi bastante fraca em resultados para a Minardi, que não tendo conseguido pontuar foi pior do que a anterior, onde conquistou um ponto. A equipa utilizou 4 pilotos ao longo dos 16 GP’s. Esta situação representa, nestas pequenas equipas, a existência de dificuldades financeiras, e que para fazer face à falta de liquidez recorrem aos pilotos “pagantes”.
No caso da Minardi, em 1996, foram utilizados os seguintes pilotos: Pedro Lamy (português), que fez a temporada completa; Giancarlo Fisichella (italiano), que participou em 8 GP’s; Giovanni Lavaggi (italiano) esteve presente em 6 GP’s, participou em 5 e não se qualificou para o último GP do ano; e Tarso Marques (brasileiro) que participou em 2 GP’s.
Tarso Marques nasceu a 19 de Janeiro de 1976 no Brasil. Este piloto brasileiro mostrou algum talento e sucesso nas formulas de promoção por onde passou. Mas essas boas indicações não se concretizariam. A sua estreia na Formula 1 aconteceu no GP do Brasil em 1996, com a Minardi. Tinha apenas 20 anos. Nesse ano ainda participa no GP seguinte, na Argentina. Em 1997, e ainda com a Minardi, participa em 9 GP’s, na segunda metade do campeonato. Os resultados são fracos, mesmo numa equipa como a Minardi, e Tarso Marques não consegue um contrato para correr na F1 em 1998. Nos anos seguintes vai para os EUA e participa no campeonato CART. Contudo os resultados também não são animadores. Inesperadamente consegue regressar à F1 em 2001 para guiar novamente para a Minardi. Nesse ano tem como colega de equipa o piloto espanhol Fernando Alonso. No entanto Tarso Marques enfrenta um ano terrível neste seu regresso à F1. É regularmente batido pelo seu colega de equipa e acaba dispensado ao fim de 13 corridas, depois do GP da Bélgica. Foi o fim da sua curta carreira na F1: 24 GP’s e nenhum ponto conquistado. O melhor resultado foi o 9º lugar em dois GP’s. Depois da F1, regressou ao CART mas ainda sem resultados de relevo. Em 2006 ainda houve a possibilidade de regressar novamente à F1 com a equipa Midland mas essa possibilidade não se concretizou.

1996 – O Campeonato (continuação)
Nos quatro 4 seguintes, a Williams continuou a sua senda vitoriosa e obteve outros tantos triunfos, divididos pelos seus dois pilotos: Damon Hill (inglês) e Jacques Villeneuve (canadiano).
No GP da França, Damon Hill, Jacques Villeneuve e a Williams dominaram uma corrida em que a oposição foi mínima. O alemão Michael Schumacher (Ferrari), que tinha efectuado a pole-position, ficou afastado da prova logo no início e o seu colega de equipa, Eddie Irvine, abandonou nas voltas iniciais. Com o afastamento da Ferrari coube aos pilotos da Williams fazer aquilo que se esperava: vencer. A Williams obteve mais uma “dobradinha”, com Hill em primeiro e Villeneuve em segundo. O francês Jean Alesi levou o Benetton até à terceira posição.
Jacques Villeneuve venceu o GP da Grã-Bretanha, uma prova em que Damon Hill não pontuou. Jean Alesi, que vinha sendo uma presença frequente no pódio, desta vez não pontuou, apesar de ainda ter passado pela liderança da prova, e viu o seu colega de equipa, Gerhard Berger (austríaco), terminar na segunda posição. Mika Hakkinen (finlandês) subia ao pódio pela primeira vez nesta época, ao ficar em terceiro lugar com o McLaren. Mais uma vez, os pilotos da Ferrari ficaram fora de prova nas voltas iniciais.
No GP da Alemanha esperava-se uma reacção da Ferrari e do piloto da “casa”, Michael Schumacher. Mas foram os pilotos da Benetton a dominar a primeira metade do GP. Berger e Alesi estiveram, na primeira e segunda posição, durante as primeiras 22 voltas. Depois seria a vez de Hill dominar 11 voltas seguintes até que Berger voltou à primeira posição. O austríaco acabou por se ver afastado de uma vitória quase certa quando o motor do seu Benetton cedeu a 3 voltas do fim. Hill acabou por vencer uma corrida quando já espera ser segundo classificado. Michael Schumacher acabou por fazer uma prova discreta e não foi além do quarto lugar. Alesi salvou a honra da Benetton ao ficar em segundo lugar, fraca consolação para a equipa quando esteve muito perto de vencer. A Benetton continuava a ser uma presença regular nos pódios mas faltava algo para conseguir chegar às vitórias. Villeneuve fez uma corrida regular e foi subindo até ao terceiro lugar.
No GP da Hungria, Schumacher e a Ferrari aproveitaram um circuito mais lento para dominar as primeiras 18 voltas. Mas depois os pilotos da Williams assumiram a liderança da prova, com principal destaque para Villeneuve. Hill ainda esteve na liderança da prova mas apenas em breves momentos. O canadiano venceu e Hill ficou em segundo lugar. Foi a 5ª “dobradinha” da época. Mais uma vez Alesi conquista outro pódio para a Benetton, ao terminar na terceira posição. Schumacher abandonou a 7 voltas do fim quando tinha quase certa a terceira posição.
Com 4 GP’s para o fim do campeonato, Damon Hill era o primeiro da tabela classificativa com 79 pontos seguido do seu colega de equipa com 62 pontos. O terceiro era Jean Alesi com apenas 35 pontos. Nos construtores a Williams liderava com 141 pontos e a Benetton estava em segundo com 51 pontos. Já ninguém tinha ilusões sobre quem seriam os campeões deste ano.
(continua)

Os pilotos do Minardi M195B em 1996 foram: Pedro Lamy, Giancarlo Fisichella, Tarso Marques e Giovanni Lavaggi
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

19 novembro 2008

Tyrrell 024 - Mika Salo (1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Pode parecer mas não é a mesma miniatura do post anterior… Apenas se trata do mesmo Tyrrell 024 mas do piloto finlandês Mika Salo. Esta é uma situação algo rara na minha colecção, que é o facto de possuir os dois carros da mesma equipa. E como o post anterior foi sobre o Tyrrell 024 não vou falar novamente sobre este modelo.
Mika Salo nasceu a 30 de Novembro de 1966 na Finlândia. A carreira deste piloto finlandês começou no kart, tendo conquistado o título de campeão da Escandinávia por 4 vezes. Em 1987 passa para a Formula Ford. Durante o tempo que se dedicou à Formula Ford Mika Salo alcançou alguns êxitos. Em 1989 chega à Formula 3 e no ano seguinte luta pela conquista do título com o seu compatriota Mika Hakkinen. Mas Hakkinen acaba por vencer o campeonato e Salo termina na segunda posição. Sem conseguir entrar para a F1, Mika Salo opta por rumar até ao oriente e os anos seguintes são passados nas pistas japonesas. Finalmente, em 1994, consegue a estreia na Formula 1, precisamente no GP do Japão, pela Lotus. Nesse ano ainda corre no GP da Austrália pela Lotus. Mika Salo tinha contrato com a Lotus para 1995 mas a Lotus, já em fase decadente, entrou em falência e foi o fim de uma das mais carismáticas equipas da Formula 1. Mesmo assim Mika Salo conseguiu um lugar na Formula 1 ao assinar pela Tyrrell. Ao longo dos 3 anos (1995 a 1997) que Mika Salo passou na Tyrrell o melhor resultado que conseguiu foi terminar por cinco vezes no 5º lugar. A Arrows foi a sua equipa para o ano de 1998 tendo terminado o GP do Mónaco no 4º lugar. O ano de 1999 foi o seu melhor ano e ainda por cima como piloto substituto. Começou na BAR, onde fez apenas 3 corridas a substituir Ricardo Zonta, embora sem resultados. Depois a meio da temporada foi para a Ferrari em substituição de Michael Schumacher que tinha partido uma perna no acidente que sofreu no GP da Grã-Bretanha. Durante 6 GP’s Mika Salo correu pela Ferrari e conquistou dois pódios: um segundo e um terceiro lugar. No final do campeonato ficou em 10º lugar graças aos 10 pontos conquistados na Ferrari. Foi o seu melhor período na Formula 1. Na temporada de 2000 correu pela Sauber e o ano seguinte é passado na Toyota a preparar a entrada da marca nipónica na Formula 1. Assim e após a ausência em 2001, Mika Salo regressa à Formula 1 em 2002 com a Toyota. Foi a sua última temporada na categoria maior do desporto automóvel mas ficou na história da Toyota ao ser o primeiro piloto da equipa a pontuar logo na estreia. Mika Salo participou em 110 GP’s, conquistou dois pódios e obteve 33 pontos. Depois da Formula 1 Mika Salo continuou a carreira no campeonato de GT da FIA. Em 2008 venceu a classe de GT2 das 24 Horas de Le Mans.

Continuação do Campeonato de 1996
Após as quatro primeiras provas do campeonato a Williams não dava sinais de abrandar o ritmo vitorioso. E assim foi no GP do San Marino. Michael Schumacher (Ferrari) fez a pole-position mas foi o escocês David Coulthard (McLaren) quem assumiu a liderança durante as primeiras vinte voltas. Depois voltou tudo à normalidade quando Damon Hill passa para primeiro e domina o resta da prova. Schumacher ficou em segundo lugar e Gerhard Berger (austríaco) levou o Benetton até à terceira posição final.
O GP do Mónaco deste ano foi uma daquelas provas que ficou para a história. A prova foi disputada com chuva o que veio causar algum nivelamento dos carros e muitas dificuldades para os pilotos. Schumacher fez a pole-position mas uma colisão na primeira volta ditou o abandono do alemão. De salientar que na primeira volta foram eliminados 5 pilotos, uns por colisão outros por despiste. Mas os abandonos devido a colisões foram uma constante ao longo da prova. Com a desistência de Schumacher, foi Hill quem ficou em primeiro lugar, posição que manteve até à 40ª volta. Nesse momento o azar bateu à porta do inglês, o motor do Williams cedeu e Hill foi obrigado a desistir. Foi então a altura do francês Jean Alesi (Benetton) assumir o primeiro lugar. Na 59ª volta a suspensão do Benetton tirou a Alesi uma vitória quase certa. Com o abandono do francês a liderança foi parar a outro francês: Oliveir Panis da Ligier. Panis conseguiu aguentar as últimas 15 voltas e obteve uma vitória inesperada. Foi a primeira e única vitória de Oliveir Panis na Formula 1. Para a Ligier significou, após muitos anos, o regresso ao lugar mais alto do pódio e foi também a última vitória da marca francesa na Formula 1. David Coulthard conseguiu levar o seu McLaren ao segundo lugar e Johnny Herbet (inglês) ficou em terceiro com o Sauber. Nenhum Williams terminou a prova.
O GP da Espanha fica marcado pela conquista da primeira (de muitas) vitória de Michael Schumacher pela Ferrari. Jacques Villeneuve ainda liderou durante as primeiras 11 voltas mas depois o alemão da Ferrari nunca mais deixou a primeira posição. Hill não pontuou já que desistiu na fase inicial da corrida. E Jean Alesi conseguiu terminar em segundo lugar à frente de Villeneuve.
O GP do Canadá representou o regresso à normalidade, pelo menos para a Williams. Damon Hill e Jacques Villeneuve dominaram a prova de princípio ao fim, tendo terminado por esta ordem. Jean Alesi, que foi praticamente durante toda a corrida o terceiro classificado, viria a terminar nessa posição.
Decorrida que estava a primeira metade do campeonato, já não havia muitas dúvidas sobre os campeonatos. Damon Hill era o primeiro com 53 pontos seguido de Villeneuve com 32 pontos. Nos construtores a Williams dominava com 85 pontos e a Ferrari era segunda com apenas 35 pontos.
(continua)

Os pilotos do Tyrrell 024 em 1996 foram: Ukyo Katayama (#18) e Mika Salo (#19).
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

15 novembro 2008

Tyrrell 024 - Ukyo Katayama (1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
O Tyrrell 024 foi o modelo utilizado pela equipa de Ken Tyrrell para a temporada de 1996. Pelo quarto ano consecutivo, a Yamaha ia disponibilizar um motor V10 que tinha a particularidade de pesar menos de 100 kg.
Em si, o Tyrrell 024, cuja responsabilidade coube aos designers Harvey Postlethwaite e Mike Gascoyne, não era um carro inovador. Contudo nos testes de Inverno, o Tyrrell 024 deu sinais de ser competitivo. A dupla de pilotos era a mesma do ano anterior: o finandês Mika Salo e o japonês Ukyo Katayama. No final de 1996, estes dois pilotos teriam sortes diferentes: Salo ainda ficaria mais um ano na Tyrrell, cumprindo assim uma terceira temporada na equipa de Ken; no caso de Katayama, esta seria a sua quarta e última temporada com a Tyrrell.
O Tyrrell 024 ainda teve um início de campeonato prometedor, onde conseguiu pontuar nos dois primeiros GP’s (Austrália e Brasil) e no sexto (Mónaco), mas posteriormente sofreu vários problemas mecânicos tendo o motor Yamaha cedido com alguma frequência, já para não mencionar a falta de velocidade de ponta que deixava frustrados os dois pilotos da Tyrrell. Para compensar a falta de velocidade de ponta a Tyrrell ainda tentou algumas inovações a nível aerodinâmico mas sem grande sucesso. A Tyrrell chegou a correr em Hockenheim com pneus dianteiros na traseira do carro com o intuito de ganhar velocidade nas longas rectas do circuito germânico. NOTA: não sei se isto será verídico, fonte:
http://www.xs4all.nl/~rvreekum/ty07g.html
No final do ano, a Tyrrell classificou-se em 8º e penúltimo lugar apenas 5 pontos. Mika Salo foi o melhor piloto da equipa, foi o único que pontuou tendo ficado na 13º posição com 5 pontos.
A miniatura de hoje é o Tyrrell 024 do piloto nipónico Ukyo Katayama.
Ukyo Katayama nasceu a 29 de Maio de 1963 em Tóquio (Japão). A sua carreira começa no início dos anos 80 tendo passado pelas formulas de formação no Japão. Depois em 1985 decide passar algumas temporadas em França. Posteriormente regressa ao Japão onde se mantém durante mais 4 anos até que em 1992 surge a grande oportunidade: a Formula 1. A sua estreia na categoria máxima do desporto automóvel acontece no GP da Africa do Sul em 1992. A equipa era a Venturi. Nesse ano faz 14 Gp’s e a melhor classificação que obtêm é um nono lugar. No ano seguinte Katayama consegue um contrato para correr na Tyrrell, onde se mantém durante 4 anos. Foi durante esses anos que Katayama conseguiu os melhores resultados na F1: 2 quintos lugares e um sexto lugar em 1994 (17º classificado no campeonato). Em 1997 faz a sua última temporada na Formula 1 correndo na Minardi. Ukyo Katayama fez 95 GP’s ao longo de 7 temporadas e apenas conseguiu 5 pontos.

O campeonato de 1996
Para esta temporada havia algumas curiosidades que despertavam a atenção do público: o nome Villeneuve regressava à Formula 1, o filho do mítico piloto canadiano Gilles Villeneuve, Jacques, ia fazer a sua estreia na Formula 1 com a equipa Williams, tendo como colega de equipa o inglês Damon Hill; o bicampeão do mundo (1994 e 1995), Michael Schumacher (alemão) tinha assinado pela Ferrari e procurava agora levar a mítica marca ao sucesso novamente. Recordemos que a Ferrari já não vencia nenhum título desde 1983, ano em que venceu o troféu de construtores. Só por estes dois aspectos já se esperava uma temporada intensa em espectacularidade e emoção. No entanto uma coisa parecia ser certa, ou pelo menos quase, a Renault tinha condições para se manter no topo da Formula 1: o seu domínio vinha já desde 1992. Neste ano houve também uma grande redução do número pilotos participantes em relação a anos anteriores.
O campeonato teve início no GP da Austrália e logo a Williams-Renault evidenciou todo o seu poderio: Damon Hill venceu e Jacques Villeneuve estreou-se na Formula 1 com a pole-position, a melhor volta da corrida e um segundo lugar. Ao que se constou Jacques, que dominou praticamente a corrida toda, não terá vencido a sua prova de estreia por ordens da equipa. (Não confirmo isto). O terceiro lugar foi para o irlandês Eddie Irvine (ex-Jordan), que corria agora pela Ferrari.
No GP seguinte, no Brasil, Damon Hill domina a prova e vence sem dificuldades. Jean Alesi (francês) fica em segundo lugar com o Benetton. Relembro que Alesi e Gerhard Berger (austríaco) tinham sido a dupla de pilotos da Ferrari durante vários anos e agora faziam equipa na Benetton. O terceiro classificado foi Michael Schumacher, que conseguia assim o seu primeiro pódio na Ferrari.
Antes de regressar à Europa, a Formula 1 deslocou-se até à Argentina mas o vencedor foi o mesmo: a Williams e Damon Hill. Desta vez o domínio de Hill foi quase completo: Hill fez a pole-position, liderou as voltas todas e venceu a corrida, apenas lhe faltou efectuar a volta mais rápida da prova. Jacques Villeneuve voltou a ser o segundo classificado e Jean Alesi (Benetton) ficou na terceira posição.
O GP seguinte foi o da Europa, disputado no circuito de Nurburgring. Foi então que à quarta corrida Jacques Villeneuve venceu o seu primeiro GP na Formula 1. O piloto canadiano fez uma corrida irrepreensível, liderou as voltas todas e venceu pela primeira vez. O segundo lugar foi disputado pelo escocês David Coulthard (ex-Williams, agora na McLaren) e Michael Schumacher (Ferrari). No entanto foi o piloto da Ferrari que acabou por ficar com a segunda posição tendo Coulthard terminado em terceiro.
Após 4 corridas, o campeonato era liderado por Damon Hill com 33 pontos e o seu colega de equipa, Villeneuve, era o segundo com 22 pontos. Nos construtores, a Williams seguia confortavelmente na liderança com 55 pontos seguida da Ferrari com 16 pontos.
(continua)

Os pilotos do Tyrrell 024 em 1996 foram: Ukyo Katayama (#18) e Mika Salo (#19).
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0