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20 fevereiro 2011

Opel Kadett GT/E - J.-L. Clarr - D. Mahuteaux (Rali de Monte Carlo de 1979)




Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 56.
Quando em 1975 entrou em competição nos ralis, o Opel Kadett GT/E teve que enfrentar adversários que foram mais bem sucedidos como o Ford Escort ou Lancia Stratos e mais tarde o Fiat 131 Abarth. Este modelo da Opel foi desenvolvido para os ralis com várias preparações. Assim e consoante as preparações o Opel Kadett dispunha de várias potências: 155 cv (Grupo 1), 205 cv (Grupo 2) e 240 (Grupo 4). Apesar de conseguir melhores performances para o Grupo 4 foi precisamente neste grupo que o Opel Kadett GT/E teve mais problemas de fiabilidade do que o Opel Kadett GT/E do Grupo 1 e 2.
A miniatura que hoje apresento é o Opel Kadett GT/E (Grupo 1) de Jean-Louis Clarr (francês) no Rali de Monte Carlo de 1979. O motor (1996 cc) de 4 cilindros em linha que equipava o Kadett estava colocado posição dianteira longitudinalmente e utilizava uma caixa de 5 velocidades.
Foi no Grupo 1 que efectivamente o Opel Kadett alcançou os melhores resultados, vencendo várias vezes o Ford Escort RS 2000 do mesmo do Grupo 1. Jean-Louis Clarr terminou o Rali de Monte Carlo de 1979 na 12ª posição da geral mas foi o primeiro do Grupo 1. O Rali de Monte Carlo desse ano foi vencido pelo francês Bernard Darniche num Lancia Stratos, seguido do sueco Bjorn Waldegaard num Ford Escort RS 1800. No campeonato francês também coleccionando vitórias também no Grupo 1.
Jean-Louis Clarr nasceu em França a 24 de Dezembro de 1944. Este piloto francês participou em vários ralis do mundial sempre ao volante de modelos da Opel; desde que em 1973 participou no Rali de Sanremo ao volante de um Opel Ascona até 1982, data da sua última participação num rali do mundial na Volta à Córsega, que Clarr esteve sempre aos comandos de um modelo da Opel. De referir que para além dos Opel, Clarr guiou em três ocasiões o Lancia 037 Rally mas nestes casos no Campeonato Europeu de Ralis. Os resultados, a nível internacional, obtidos por Clarr não foram brilhantes no entanto no campeonato francês obteve várias vitórias no Grupo 1.

22 janeiro 2011

Opel Astra GSI - B. Thiry - G. Favier (Rali de Monte Carlo de 1993)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 52.
Apresentado em 1991, o Opel Astra foi um digno sucessor do Opel Kadett no mercado de vendas. Também nos ralis o Astra sucedeu o Kadett. A preparação do Astra para os ralis esteve a cargo de várias organizações: a Motor Sport Development, a BTR de Tim Ashton e a Kissling Motorsport. O programa desportivo da Opel, para além dos ralis, também incluía o DTM (Campeonato de Turismo Alemão) e assim havia que dividir o orçamento, sendo que o DTM provavelmente levava a maior fatia do orçamento.O Opel Astra GSI utilizava um motor multiválvulas de 1998 cc de 4 cilindros em linha, cuja cabeça foi produzida pela Cosworth, colocado em posição transversal na dianteira. A potência atingia os 225 cv às 7500 rpm. A tracção era dianteira e utilizava uma caixa Xtrac de seis velocidades.
A estreia do Opel Astra GSI aconteceu no Rali de Monte Carlo de 1993, para disputar a nova categoria (F2) cujo campeonato se designava Taça FIA e que estava reservado para automóveis de duas rodas motrizes e motores de 2 litros sem turbo.
A miniatura representa o Opel Astra GSI de Bruno Thiry (belga) no Rali de Monte Carlo de 1993. Nesta prova, e apenas por uma vez, Thiry teve como co-piloto o belga Gilles Favier. Durante a sua carreira no mundial, Bruno Thiry apenas por 3 vezes não teve a companhia do seu co-piloto de sempre, Stéphane Prévot.
O piloto belga terminou a prova no oitavo lugar da classificação geral e foi o primeiro na sua categoria. Bruno Thiry contribuiu com esta vitória e com outras quatro (Portugal, Finlândia, Itália e Espanha) que conseguiu ao longo do campeonato, para que a Opel vencesse a Taça FIA. Ao todo a Opel venceu 7 provas e sagrou-se campeã com 74 pontos seguida da Skoda (com 54 pontos), que só venceu uma prova.
Bruno Thiry nasceu a 8 de Outubro de 1962 na Bélgica. A sua estreia nos ralis aconteceu em 1981. Bruno Thiry guiou para várias marcas ao longo da sua carreira desportiva: Audi, Opel, Ford, Seat, Subaru, Skoda e Peugeot. Nunca conseguiu vencer um rali do mundial mas alcançou vários pódios, sendo que apenas conseguiu um segundo lugar. A sua melhor classificação no Campeonato do Mundo foi ao serviço da Ford em 1994 ao terminar em 5º com 44 pontos. Ao que parece nunca venceu o campeonato nacional da Bélgica mas Bruno Thiry sagrou-se Campeão Europeu de Ralis em 2003 ao serviço da Peugeot.

15 abril 2010

Opel Ascona 400 - S. Servià - J. Sabater (Rali de Monte Carlo de 1983)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 27.
O Opel Ascona 400 na versão de série foi lançado em 1979 com um motor de 2,4 litros que debitava 144 cavalos de potência. A versão desportiva do Ascona 400 foi desenvolvida juntamente com o modelo Manta 400. Contudo foi o Ascona 400 que melhores resultados alcançou nos ralis: o piloto alemão Walter Röhrl sagrou-se campeão de ralis em 1982 ao volante de um Opel Ascona 400.
Na versão desportiva o Opel Ascona 400, alimentado por dois carburadores Weber, atingia os 270 cavalos de potência. A Cosworth foi a empresa responsável pelo desenvolvimento do motor do Ascona 400.
Após a vitória do Opel Ascona 400 de Röhrl no Rali de Monte Carlo de 1982, a Opel apresentou-se na edição de 1983 com reduzidas esperanças para repetir o feito do ano anterior. O carro era o mesmo mas os adversários estavam muito mais fortes.
A miniatura que apresento é ilustrativa do Opel Ascona 400 do piloto espanhol Salvador Servià na edição de 1983 do Rali de Monte Carlo. O piloto espanhol apresentou-se pela primeira vez com um Opel Ascona 400, após 3 anos em que pilotou um Ford Fiesta do Grupo 2, tendo efectuado uma prova razoável. O vencedor foi o mesmo do ano anterior, Walter Rörhl ao volante de um Lancia Rally 037. Sem argumentos face aos carros do Grupo B, Salvador Servià apenas terminaria o rali na décima posição mas foi o melhor dos Grupo 4. O Opel Ascona 400 viria a obter a sua última vitória no Safari nesse ano pela “mão” do piloto finlandês Ari Vatanen.
Salvador Servià nasceu em Espanha a 29 de Junho de 1944. A sua carreira nos ralis começou em 1968 ao volante de um Seat 600. A sua primeira participação no Monte Carlo data de 1972. A melhor classificação que conseguiu na prova monegasca foi o 7º lugar por duas vezes: em 1977 com um Seat e em 1986 com um Lancia Rally 037 (aqui foi o melhor piloto privado). Salvador Servià sagrou-se Campeão de Espanha em duas ocasiões: em 1985 e 1986 ao volante do Lancia Rally 037.

17 outubro 2009

Opel Manta 400 - M. Hero - L. Grun (Rali de Monte Carlo de 1986)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 24).
Substituto do Opel Ascona 400, o Opel Manta 400 entrou em “acção” no Campeonato Mundial de Ralis em 1983. Foi a derradeira tentativa da Opel para lutar contra as grandes marcas que já dominavam os ralis. Se um ano antes, em 1982, isso ainda foi possível como demonstra a conquista do título de pilotos por parte de Walter Rohrl (alemão) com o Opel Ascona 400, a verdade é que, em 1983, o Audi Quattro e o Lancia 037 Rally eram carros tecnicamente superiores ao Opel Manta 400, isto é, logo na estreia o Manta 400 estava ultrapassado.
Julgo que a Opel terá sido a última marca a vencer um dos títulos (1982) em disputa no Mundial de Ralis com um investimento significativamente inferior ao dos seus adversários (Audi e Lancia).
O Opel Manta 400 de tracção traseira dispunha de um motor dianteiro de 4 cilindros em linha de 2420 cc, alimentado por dois carburadores Weber, debitando 275 cv às 7200 rpm. A luta com os adversários era desigual: o Audi Quattro dispunha de tracção total e de um turbocompressor; o Lancia 037 Rally era praticamente um protótipo equipado com um motor em posição central, com um centro de gravidade muito baixo e de tracção traseira (neste aspecto estava em igualdade com o Manta).
Sem conseguir acompanhar o ritmo dos mais poderosos, não é de estranhar que o Opel Manta 400 não tenha conseguido vencer nenhum rali do mundial. A melhor posição que obteve foi um segundo lugar no Safari de 1984 por Rauno Aaltonen (finlandês). No entanto, o Opel Manta 400 teve sucesso nos campeonatos nacionais: Guy Fréquelin sagrou-se campeão francês em 1983 e 1985; Jimmy McRae sagrou-se campeão britânico em 1984 e Russell Brookes em 1985. O Rali de Manx foi também uma prova que Opel Manta 400 conseguiu vencer durante 3 anos: Henri Toivonen (1983), Jimmy McRae (1984) e Russell Brookes (1985).
A miniatura representa o Opel Manta 400 de Manfred Hero (alemão) que foi o 11º classificado no Rali de Monte Carlo de 1986. Apesar de a miniatura estar bastante interessante, há um pormenor que lhe retira qualidade: o decalque do spoiler traseiro está defeituoso por ter sido colado directamente da tampa da mala para o spoiler.

26 maio 2008

Opel Calibra V6 - Volker Strycek (ITC 1996)


Esta miniatura é da marca Minichamps.
Continuando o tema dos carros de turismo do último post, hoje apresento a miniatura do Opel Calibra V6 que Volker Strycek utilizou no ITC (International Touring-Car Championship) de 1996. É de salientar que o campeão do ITC de 1996 (Manuel Reuter) guiava também um Opel Calibra V6 da equipa Joest Racing Opel Calibra. A miniatura está muito bem detalhada, aliás como se pode ver pelas fotografias.Foi em 1984 que teve início na Alemanha o DTM (Deutsche Tourenwagen Meisterchaft); sendo este campeonato disputado nas pistas germânicas. As equipas participantes eram privadas e o campeonato era regulamentado pelas regras do Grupo A da FIA. O piloto alemão Volker Strycek foi o primeiro campeão do DTM em 1984. Com o passar dos anos, os regulamentos do DTM foram sofrendo alterações que permitiam maiores modificações nos carros, aproveitando as tecnologias banidas da Formula 1. As marcas envolveram-se mais a sério criando as suas próprias equipas oficiais. O DTM cresceu e ganhou popularidade. Até que em 1993 os regulamentos do Grupo A foram mesmo abandonados e optou-se por um regulamento mais liberalizado. Em 1995, já com a aprovação da FIA, foram incluídas corridas disputadas fora da Alemanha, internacionalizando-se o DTM. Assim foi criado o ITC (International Touring-Car Championship) a par do DTM; neste ano ainda houve dois campeonatos: o DTM e o ITC. Como o DTM vinha obtendo grande popularidade a FIA acabou por ficar com o controlo do campeonato e em 1996 já só houve um campeonato, o ITC. Como é óbvio, a FIA estava de “olho” nos lucros que o DTM vinha gerando. Mas como em tudo, a ganância acabou por destruir o DTM. Os elevados custos gerados pela internacionalização, que obrigava a deslocações pelo mundo fora, pelo investimento no desenvolvimento em novas tecnologias, o aumento do custo dos bilhetes e dos direitos televisivos, e a desigual divisão das receitas (a FIA ficava com a maior fatia do “bolo” em detrimento das equipas) fez com que o DTM fechasse as “portas” no final de 1996. O DTM regressaria às pistas em 2000 com a designação de Deutsche Tourenwagen Masters, com regras diferentes e sem o estatuto de internacional. Fonte Wikipedia. Volker Strycek nasceu a 13 de Outubro de 1957 na Alemanha. A sua carreira desportiva está centrada nos turismos, nomeadamente no DTM. Julgo que o maior sucesso de Strycek foi sagrar-se campeão do DTM em 1984 pela BMW. Nunca mais conseguiu repetir a conquista desse título. A sua ligação à marca bávara manteve-se até 1988. A partir de 1989 passa a correr pela Opel. Nos anos de 1994 e 1995 não encontrei de registos de Strycek no DTM. Em 1996, ainda na Opel, participa em dois campeonatos: no German Supertouring Championship com um Vectra V6, e no FIA International Touring-Car Championship (ITC) com um Opel Calibra V6. Fonte Driver Database.

03 julho 2007

Opel Kadett GT/E - "MêQuêPê" - J. Batista (Rali de Portugal de 1976)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Kadett é um dos mais carismáticos e conhecidos modelos da marca germânica Opel.
O Opel Kadett começou a ser produzido em 1937 até 1940. Vinte e dois anos depois, em 1962, o Kadett volta às linhas de produção da Opel. Em 1992, trinta anos depois de ter iniciado terminava a produção do Kadett, sendo substituído pelo Astra.
Desde 1962, houve várias gerações do Opel Kadett: Kadett A (1962-1965), Kadett B (1965-1973), Kadett C (1973-1979), Kadett D (1979-1984) e o Kadett E (1984-1991). A partir de 1992, o nome Kadett deixou de ser utilizado tendo sido adoptada a designação Astra.
O Opel Kadett GT/E, baseado no Kadett C, foi homologado para o Grupo 4 com o objectivo de participar no Mundial de Ralis de 1976. Esta era a versão mais potente (240 cv) do Kadett GT/E para os ralis. Houve mais duas versões do Kadett GT/E, menos potentes, que também foram homologadas, uma para o Grupo 2 (207 cv) e outra para o Grupo 1 (150 cv). A versão do Kadett GT/E, para o Grupo 4, foi utilizado pelo piloto Walter Rohrl (alemão) mas o motor de 16 válvulas não era muito fiável, o que originou muitas desistências. As versões menos potentes do Kadett GT/E, utilizadas pelos pilotos privados, eram mais fiáveis.
Esta miniatura que apresento é o Opel Kadett GT/E (Grupo 1) do MêQuêPê que conseguiu o terceiro lugar no Rali de Portugal de 1976.
Em 1976 Portugal ainda vivia num período de grande instabilidade devido à revolução de 25 de Abril de 1974 e às crises politicas de 1975. Devido a esses factores o Rali de Portugal de 1976 este em vias de não se realizar. Contudo, o rali acabou por se realizar.
Como sempre, quer no passado assim como no presente, os pilotos portugueses, sabendo como é difícil lutar pela vitória no rali contra as equipas oficiais, têm sempre em mente como objectivo principal conseguirem ser o melhor português. E o objectivo de "MêQuêPê" (Manuel Queiroz Pereira) também não era diferente.
"MêQuêPê" têm várias participações no Rali de Portugal mas foi nesse ano de 1976, com o Opel Kadett GT/E, que conseguiu a sua melhor classificação final. Conseguiu ser o melhor português ao terminar em terceiro lugar, o que foi um grande resultado para um carro do Grupo 1. Ao longo da sua carreira, "MêQuêPê", nunca conseguiu ser campeão nacional de ralis.

13 fevereiro 2007

Opel Ascona 400 - W. Rohrl - C. Geistdorfer (Rali de Monte Carlo 1982)


Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Esta miniatura é do Opel Ascona 400 com o qual o alemão Walter Rohrl foi campeão mundial de ralis em 1982. Esta é a versão utilizada no Rali de Monte Carlo em 1982, rali que Walter Rohrl venceu.
O Opel Ascona 400 estava equipado com um motor Cosworth de 16 válvulas, 2420 cc e debitava 270 cv. No ano de 1982, a Opel conseguiu o patrocínio da Rothmans que tinha apoiado a Ford em 1981. Era um carro leve e equilibrado, ganhou apenas seis ralis no Mundial mas permitiu a Walter Rohrl (venceu dois ralis em 1982) a regularidade suficiente para bater os todos poderosos Audi Quattro no ano de 1982. O Opel Ascona 400 venceu ralis como o Monte Carlo, Grécia, Quénia e Safari.
O campeonato de 1982 marcou o aparecimento do Grupo B, carros construídos com grande liberdade de materiais, motores e caixas. Para homologar estes carros era necessário construir apenas 200 unidades de cada modelo. O campeonato ficou marcado pela disputa do título entre Walter Rohrl (Opel) e os pilotos da Audi, Michelle Mouton (francesa), Hannu Mikkola (finlandês) e Stig Blomqvist (sueco). Estas, a Opel e a Audi, foram as únicas marcas com programas completos de participação no mundial. A Talbot e a Fiat retiraram-se e as outras marcas apenas participaram esporadicamente. A Lancia estava já a preparar o primeiro carro do Grupo B, o Lancia 037.
No Rali de Monte Carlo, Walter Rohrl dominou inesperadamente os Audi Quattro e venceu a prova onde a neve foi a grande ausente das estradas monegascas. Hannu Mikkola (Audi) ficou em segundo lugar. No Rali da Suécia não fosse Stig Blomqvist ter sido contratado para correr pela Audi no rali nórdico e a Audi não teria vencido. Mikkola dominou o rali até desistir devido a um despiste, Michelle Mouton não conseguiu evitar o Audi de Mikkola e embateu no carro do colega o que a fez perder muito tempo. Ari Vatanen (finlandês) conseguiu levar o “velhinho” Ford Escort à segunda posição. E Rohrl (Opel) terminava no terceiro lugar.
No Rali de Portugal Michelle Mouton vence a prova embora o finlandês da Opel, Henri Toivonen, fosse o primeiro líder até abandonar. Mikkola (Audi) assumiu a liderança mas perdeu o controlo do carro e Mouton passou para a primeira posição vencendo desta forma a prova. A Audi decidiu não participar no Safari, que era o rali seguinte, e a Opel lucrou com isso visto que Rohrl termina em segundo lugar. A vitória foi para Shekhar Mehta (Datsun) que assim vencia o rali africano pela quarta vez consecutiva. Na Volta à Córsega o francês Jean Ragnotti vence com o Renault 5 Turbo. A Audi não conseguiu resultados de relevo. Rohrl (Opel) fica em quarto lugar. Neste rali estreou-se o Lancia Rally 037, com o italiano Attilio Bettega, que chegou a andar em terceiro lugar até à desistência devido a um acidente.

Para o Rali da Acrópole, a Audi enviou quatro carros mas apenas Mouton conseguiu terminar. A francesa venceu a prova mas Rorhl (Opel) termina na segunda posição. Depois de terminada a prova o alemão fez declarações polémicas, que iriam afectar a sua relação com a francesa da Audi que as assumiu como uma ofensa: “Um chimpanzé ter-me-ia ganho com um Audi”. Polémicas à parte, outra nota de destaque foi o Lancia Rally 037 de Markku Alen (finlandês) chegou a liderar o rali grego. No Rali da Nova Zelândia, a Toyota na estreia dos novos Celica 2000 GT conseguiu uma excelente e surpreendente dobradinha, Bjorn Waldegaard em primeiro e Per Eklund em segundo lugar. Walter Rohrl (Opel) somava mais alguns pontos com o terceiro lugar. No Rali do Brasil, Mouton (Audi) vencia o terceiro rali do ano mas Rohrl (Opel) fica em segundo lugar.
No Rali dos 1000 Lagos, a vitória foi para a Audi que colocou dois carros nas duas primeiras posições, Mikkola e Blomqvist. Walter Rohrl (Opel) optou por não participar na prova finlandesa e acabou por beneficiar da desistência de Mouton (Audi), que disputava o título com o alemão da Opel. No Rali de San Remo os dois primeiros voltaram a ser os mesmos do rali anterior mas com as posições trocadas, desta vez Blomqvist foi o primeiro e Mikkola foi o segundo. Enquanto que Rohrl (Opel) levava a melhor sobre Mouton (Audi), terceiros e quartos classificados respectivamente. Para manter algumas hipóteses de vencer o campeonato, Michelle Mouton teria de vencer o rali seguinte, na Costa do Marfim. Na véspera do rali, a francesa sofreu um revés pessoal com notícia do falecimento do pai mas mesmo assim resolveu participar. Chegou a dominar o rali mas um despiste e um furo retiraram-lhe todas as hipóteses de vencer o rali africano. Walter Rohrl (Opel) ficou com liderança e venceu o rali e pôs um ponto final no campeonato. A um rali do fim do campeonato, Walter Rohrl sagrava-se campeão mundial de ralis pela segunda vez. Hannu Mikkola (Audi) venceu o RAC e Michelle Mouton (Audi) foi a segunda classificada. Rohrl terminou o campeonato de Pilotos em primeiro lugar com 109 pontos (2 vitórias), Mouton foi segunda classificada com 97 pontos (3 vitórias) e Mikkola foi terceiro com 70 pontos (2 vitórias). No campeonato de Marcas, a Audi foi a primeira com 116 pontos (7 vitórias) e a Opel ficou em segundo lugar com 104 pontos (2 vitórias).