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22 março 2010

Sauber C21 - Heinz-Harald Frentzen (2002)



Esta miniatura é da marca Minichamps.
O Sauber Petronas C21 de 2002, desenhado por Willy Rampf, foi utilizado na temporada de 2002. O motor utilizado era o Petronas, ou seja, era o motor Ferrari 050 de 10 cilindros em V, que debitava 790 cv de potência. Os pneus utilizados eram os Bridgestone.
Nesse ano de 2002 a equipa Sauber teve como pilotos o brasileiro Filipe Massa e o alemão Nick Heidfeld. No GP dos EUA, décima sexta prova, o piloto alemão Heinz-Harald Frentzen, que tinha feito 11 GP’s desse ano pela Arrows, participou na prova americana pela Sauber substituindo Filipe Massa. Desconheço a razão desta substituição; na última prova no Japão Massa reocupou o seu lugar na Sauber.
Como disse anteriormente, Heinz-Harald Frentzen participou em 12 GP’s nesse ano: 11 pela Arrows e 1 pela Sauber. A Arrows estava com grandes dificuldades financeiras; na realidade a equipa de Tom Walkinshaw estava a viver os seus últimos momentos na F1. Depois de se desvincular da Arrows, Frentzen participou na prova americana pela Sauber, aquela que viria a ser a sua equipa na temporada de 2003.
A miniatura representa o Sauber Petronas C21 de Heinz-Harald Frentzen no GP dos EUA de 2002. O piloto germânico efectuou uma corrida discreta tendo terminado na 13ª posição. A equipa Sauber terminaria o campeonato na 5ª posição com 11 pontos; os seus pilotos Heidfeld e Massa classificaram-se na 10ª (7 pontos) e 13ª (4 pontos) posição, respectivamente. Frentzen foi o 18º classificado com 2 pontos (conquistados ainda na Arrows).
2002 – O Campeonato (continuação)
O campeonato prosseguiu no principado do Mónaco, que foi o palco da única vitória da McLaren nesse ano. O piloto escocês David Coulthard (McLaren) conseguiu com esta vitória travar a sequência de 4 vitórias consecutivas de Michael Schumacher (alemão) e da Ferrari. Os irmãos Schumacher ocuparam os restantes lugares do pódio, com Michael à frente de Ralf (Williams). No GP do Canadá, os dois primeiros do Mónaco trocaram de posição: Michael Schumacher vence seguido de Coulthard e do brasileiro Rubens Barrichello da Ferrari.
Nos 4 GP’s seguintes a Ferrari iria somar outras tantas vitórias: Barrichello vence o GP da Europa enquanto Schumacher vence na Inglaterra, França e Alemanha. Na Europa e na Inglaterra a Ferrari soma mais duas dobradinhas, com o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren) em terceiro no GP da Europa e com o colombiano Juan Pablo Montoya (Williams) no terceiro lugar na Inglaterra. Na França os pilotos da McLaren completaram o pódio: Raikkonen segundo e Coulthard terceiro. Na Alemanha coube à Williams ocupar os restantes lugares do pódio: Montoya em segundo de Ralf em terceiro.
Com 12 Gp’s decorridos, faltando ainda 5 provas, já não havia dúvidas sobre quem seriam os campeões neste ano, tal era o domínio de Michael Schumacher e da Ferrari: 10 vitórias para a Ferrari (9 de Schumacher e 1 de Barrichello).
(continua)

Os pilotos do Sauber C21 em 2002 foram: #7 Nick Heidfeld, #8 Filipe Massa e #8 Heinz-Harald Frentzen.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0

27 janeiro 2009

Sauber C16 - Johnny Herbert (1997)



Esta miniatura é da marca Onyx.
A miniatura é um Sauber C16 que o piloto inglês Johnny Herbert utilizou durante a temporada de 1997.
O Sauber C16 foi desenhado por Leo Ress. Após ter utilizado os motores da Mercedes (em 93 e 94) e da Ford (em 95 e 96), a Sauber conseguia outro grande nome como fornecedor de motores: a Ferrari. Assim o motor utilizado por este modelo da Sauber era da Ferrari mas designava-se de Petronas.
Neste ano de 1997 o Sauber C16 foi conduzido por quatro pilotos: Johnny Herbert (inglês), Nicola Larini (italiano), Norberto Fontana e Gianni Morbidelli (italiano) mas apenas o inglês fez a temporada completa. Os restantes 3 pilotos dividiram os GP’s entre si. Julgo que esta situação deve ter tido motivações económicas, isto é, a equipa Sauber beneficiou financeiramente com o “cachet” dos pilotos pagantes que utilizou.
No final do ano de 1997 a Sauber ficava em 7º lugar no campeonato e conquistou um terceiro lugar no GP da Hungria obtido pelo inglês Johnny Herbert.
Johnny Herbert nasceu a 25 de Junho de 1964 em Inglaterra. Como outros pilotos, Herbert passou primeiro pelo kart e depois pelas outras formulas (Formula Ford 1660, Formula Ford 2000, Formula 3000 inglesa e internacional) antes de chegar à Formula 1. Também ainda antes de se estrear na Formula 1, Johnny Herbert sofreu em 1988 um grave acidente em Brands Hatch que por pouco não o deixou incapacitado para a competição automobilística. Ao que parece na manhã do acidente Herbert tinha assinado um contrato com a Benetton para a temporada de 1989. A sua estreia na Formula 1 foi surpreendente. Ainda com graves dificuldades devido aos ferimentos sofridos pelo acidente em Brands Hatch, Herbet faz a sua estreia no GP do Brasil de 1989 com a Benetton. O resultado foi verdadeiramente fantástico para quem ainda estava em convalescência, Herbert terminou o seu primeiro GP da carreira num excelente 4º lugar! No entanto, a Benetton resolveu substituí-lo ao fim de 5 GP’s, para que Herbert pudesse recuperar completamente. Ainda assim Herbert participa no GP da Bélgica com um Tyrrell. Nas 5 temporadas seguintes Herbert correu pela Lotus embora as duas primeiras épocas não tenham sido completas: 2 GP’s em 1990; 7 GP’s em 1991. Nesses anos em que corre pela Lotus os melhores resultados que consegue são 3 quartos lugares em 1993. Em 1994 corre pela Lotus até ao GP de Portugal. No GP seguinte, o da Europa, corre pela Ligier e os dois últimos da temporada são já feitos ao volante de um Benetton. Desconheço a razão porque Herbert deixou a Lotus mas julgo que deve ter sido a oferta da Benetton que terá desencadeado esta mudança. Não nos devemos esquecer que a Ligier, equipa pela qual Herbert faz um GP logo após ter deixado a Lotus, pertencia a Flávio Briatore, o director técnico da Benetton. O ano de 1995 foi o melhor da carreira para Herbert. Ao lado de Michael Schumacher (alemão), campeão do mundo em 1994, e na Benetton que era uma das melhores equipas em 1995, Johnny Herbert ajuda a equipa a conquistar o primeiro e único título de construtores. Claro que Herbert, consciente como deveria estar, não podia fazer frente ao Schumacher mas soube aproveitar as oportunidades que o alemão e os adversários lhe deram: Johnny Herbert vence pela primeira vez um GP e logo em casa, e em Itália volta a vencer. No final da temporada regista a sua melhor classificação: 4º lugar. Os três anos seguintes são passados na Sauber onde dois terceiros lugares são o melhor que consegue. Em 1999 corre pela Stewart e dá a equipa de Jackie Stewart (ex-tricampeão mundial) a sua única vitória na Formula 1. No seu último ano na Formula 1, em 2000, Herbert corre pela Jaguar mas os resultados são fracos e não consegue pontuar. Jonnhy Herbert participou em 161 GP’s, venceu por 3 vezes, tendo conquistado 7 pódios e 98 pontos. Extra Formula 1, Herbert já venceu as 24 Horas de Le Mans em 1991 e ficou em segundo lugar em 3 ocasiões (2002, 2003 e 2004).
1997 – O Campeonato
As novidades no início da temporada de 1997 eram várias, sendo as seguintes as mais importantes: o escocês Jackie Stewart (três vezes campeão mundial em 1969, 1971 e 1973) fundou a equipa Stewart que se estrearia na Formula 1 nesse ano; Adrian Newey, o engenheiro responsável pelos sucessos da Williams nos últimos anos, passou para a McLaren; na Ferrari juntou-se o trio (Schumacher, Ross Brawn e Rory Byrne) que foi responsável pelos títulos de Michael Schumacher na Benetton; a Bridgestone entra para a Formula 1 fornecendo pneus a cinco equipas (Arrows, Minardi, Prost e Stewart); e claro, a ida do Campeão do Mundo Damon Hill para a Arrows. Para o seu lugar na Williams foi contratado Heins-Harald Frentzen (alemão).
Seria precisamente Damon Hill a causar alguma surpresa no primeiro GP da temporada, na Austrália. Hill quase falhou a qualificação mas acabou por alcançar um tempo dentro do limite de 107% do pole-position, que foi conquistada pelo seu ex-colega de equipa na Williams, Jacques Villeneuve (canadiano). No entanto na volta de aquecimento, o Arrows de Damon Hill partiu o cabo do acelerador ditando a desistência do campeão mundial antes do início da corrida. No início da prova, Johnny Herbert (Sauber) e Jacques Villeneuve (Williams) desistiram devido a um acidente. O irlandês Eddie Irvine (Ferrari), causador do acidente, também desistiu. Deste modo e na sua primeira corrida pela Williams, Frentzen ficou com a liderança da prova. Com o decorrer da prova e com as paragens nas boxes (abastecimento e mudança de pneus), o escocês David Coulthard (McLaren) também esteve na primeira posição tendo a cedido a Frentzen novamente quando foi a sua vez de parar nas boxes. Esta situação voltou a repetir-se na paragem seguinte mas Frentzen, depois de sair das boxes, comete um erro e despista-se. Livre da pressão do piloto da Williams, Coulthard aproveitou para vencer a sua primeira corrida pela McLaren. O início de temporada dificilmente poderia ser melhor para a McLaren, que voltava a vencer um GP depois de Senna (1993). A Mercedes, que fornece motores à McLaren, também regressava ao lugar mais alto do pódio depois de mais de quarenta anos (a última vitória da Mercedes na F1 tinha acontecido no GP em 1955). Michael Schumacher (Ferrari) ficou em segundo lugar e o outro McLaren, Mika Hakkinen (finlandês), completou o pódio.
No GP do Brasil Jacques Villeneuve voltou a ser o mais rápido na qualificação mas na largada foi ultrapassado por Michael Schumacher. Contudo a corrida foi interrompida, Rubens Barrichello (Stewart) ficou parado na grelha de partida e existiram alguns incidentes que terão motivado uma 2ª partida. Villeneuve volta a perder a primeira posição para Schumacher na nova partida mas o canadiano da Williams, ainda na primeira volta, passa para a liderança. Quando chega o momento das primeiras paragens nas boxes, já Schumacher tinha perdido o segundo lugar para o austríaco Gerhard Berger (Benetton); a classificação dos 3 primeiros era a seguinte: Villeneuve, Berger e Schumacher. Na segunda paragem nas boxes, Schumacher tem alguns problemas que causaram a perda de tempo comprometendo a corrida, acabando em 5º lugar. Villeneuve vence seguido de Gerhard Berger. O terceiro lugar foi para o francês Olivier Panis da Prost.
Jacques Villeneuve continuou sequência de pole-positions ao efectuar o melhor tempo para o GP da Argentina. Foi a sua terceira deste ano em três GP’s. Esta posição de Villeneuve na grelha de partida foi bem aproveitada na partida para assegurar a liderança da corrida. Ainda na partida, Rubens Barrichello e Michael Schumacher envolvem-se num incidente e ambos abandonam. Quando seguia em segundo lugar, Frentzen abandona. Olivier Panis (Prost) herda a posição de Frentzen mas algum tempo depois também abandona. Após as paragens nas boxes, e já nas últimas voltas, Villeneuve é pressionado por Eddie Irvine (Ferrari) mas a vitória acaba por sorrir ao canadiano da Williams. Irvine termina em segundo lugar e Ralf Schumacher (Jordan) é o terceiro.
No GP de Imola Jacques Villeneuve volta a conseguir a pole-positon e na partida lidera, seguido de Schumacher e de Frentzen. Assim se mantiveram os três primeiros até às paragens nas boxes. Neste momento, Frentzen conseguiu passar o alemão da Ferrari. Villeneuve, com alguns problemas, teve que regressar às boxes sendo lhe detectado um problema no volante. Problema esse que o levou à desistência. Assim para a Williams tudo dependia de Frentzen. E tudo acabou por correr bem a Frentzen, que na seguinte ida às boxes de Schumacher, assumiu a liderança e venceu a corrida, à frente do piloto da Ferrari. Foi a primeira vitória de Frentzen na Formula 1. Eddie Irvine terminou em terceiro lugar. Como nota de registo fica assinalado o facto de Jonh Barnard (ex- director técnico da McLaren e da Ferrari) estar agora a trabalhar na Arrows.
(continua)

Os pilotos do Sauber C16 em 1997 foram: Jonnhy Herbert, Nicola Larini, Norberto Fontana e Gianni Morbidelli.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

09 agosto 2008

Sauber C13 - Andrea De Cesaris (1994)



Esta miniatura é da marca Onyx.
Ao ver a lista dos pilotos da Formula 1 com mais de 200 participações em GP’s deparamos com o nome do italiano Andrea De Ceraris. Depois de analisar a sua carreira penso ”como foi possível que ele tenha aguentado tanto tempo na Formula 1?”.
A miniatura que apresento é alusiva a esse feito de Andrea De Cesaris, é o Sauber C13 que regista o seu 200º GP. Esse feito foi alcançado no GP do Canadá de 1994 sendo esse também o seu primeiro GP pela Sauber. Como é possível ver a decoração do Sauber era especial tendo nos flancos do carro os nomes que julgo serem das pessoas da equipa Sauber e a alusão ao 200º GP do piloto.
Andrea De Cesaris participou em 208 GP’s, sendo que as suas últimas nove participações foram pela Sauber. A sua primeira corrida na Formula 1 foi no GP do Canadá de 1980 pela Alfa-Romeo. A sua última corrida aconteceu em 1994 no GP da Europa. Apenas conseguiu uma pole-position e uma melhor volta. Não venceu nenhum GP tendo conseguido 5 pódios e conquistado 59 pontos.
O Sauber C13 utilizado em 1994 foi da responsabilidade dos designers: Andre de Cortanze e Leo Ress. A Sauber era uma equipa que tinha entrado na Formula 1 em 1993. Neste ano de 1994 iria dispor de motores Mercedes. No ano anterior os motores designavam-se de Sauber mas na realidade eram motores da Mercedes. O nome da Mercedes voltava assim à Formula 1 depois de uma ausência de 39 anos (desde 1955). No ano seguinte, em 1995, a Mercedes deixou a Sauber para se associar à McLaren, ligação que ainda se mantêm actualmente.
A Sauber terminou o campeonato de 1994 na 8ª posição com 12 pontos. As melhores classificações que o Sauber C13 alcançou foram dois quartos lugares: um Imola por Wendlinger e o outro em França por Frentzen.

1994 – O Campeonato
A Formula 1 viveu em 1994 um dos seus piores momentos da sua história mais recente. Esse ano ficou marcado pelas mortes de dois pilotos, por desclassificações e suspensões, pelos acidentes e suspeições. Foi um campeonato que provavelmente os responsáveis da Formula 1 devem ter respirado de alívio quando terminou mas ainda assim com um acidente polémico que envolveu os dois candidatos ao título.
Ainda antes de terminar o campeonato de 1993 Alain Prost (francês) anunciou que se retiraria no fim do ano, deixando um lugar vago na Williams. Prost sagrou-se campeão e retirou-se da Formula 1. Ayrton Senna (brasileiro) procurando sempre o melhor carro da Formula 1 ocupou a vaga na Williams substituindo Prost.
Ao fim de quase 10 anos Senna não tinha, em 1994, um rival assumido e era o último do grupo dos 4, que dominaram a Formula 1 desde 1985, ainda em actividade: Nelson Piquet (brasileiro) saiu em 1991, Nigel Mansell (inglês) saiu em 1992 e Prost saiu em 1993 após conquistar o seu quarto título. No entanto havia um jovem piloto alemão que prometia ser um sério candidato ao título: Michael Schumacher. Ironicamente ou não, e salvaguardadas as devidas semelhanças, a situação de Senna, o melhor piloto da época, e a de Schumacher o jovem piloto que pretende destronar o piloto reinante faz-me lembrar a situação, uns anos antes, em que Senna era o piloto que pretendia destronar Alain Prost da posição do melhor da Formula 1. Ciclos da vida na Formula 1…
O campeonato teve início no GP do Brasil com Senna a fazer a pole-position e a dominar até que um pião lhe ditou o abandono. Schumacher no Benetton-Ford venceu a prova.
No GP do Pacífico Senna volta a ser o pole-position mas é infeliz porque desiste no início devido a um toque de Mika Hakkinen (finlandês). Schumacher volta a vencer.
O fim-de-semana do GP de Imola marcou terrivelmente a Formula 1. Nos treinos de sexta-feira morreu o austríaco Roland Ratzenberger quando o Simtek se despistou violentamente devido à quebra do aileron dianteiro. Após 7 anos voltava a morrer um piloto da Formula 1. Elio de Angelis (italiano), em 1986, tinha sido o último piloto a morrer.
Ainda nos treinos Rubens Barrichelo (brasileiro) sofreu um violento acidente do qual saiu milagrosamente ileso embora isso o tivesse impedido de participar no GP.
No início da prova o piloto português Pedro Lamy (Lotus) embate no Benetton de J.J. Letho (finlandês), sem gravidade para os pilotos. Os destroços do acidente feriram algumas pessoas. Devido ao acidente o pace-car entra em pista, permanecendo algumas voltas até que a pista fosse limpa. Ayrton Senna, que tinha efectuado novamente a pole-position, era o líder quando a corrida recomeçou após o regresso do pace-car às boxes. Foi na liderança da corrida que Ayrton Senna se despistou na rápida curva de Tamburello embatendo com violência no muro. Senna foi prontamente assistido mas viria a falecer. Schumacher vence novamente, pela terceira vez consecutiva.
No Gp seguinte, no Monaco, Karl Wendlinger (austríaco) sofreu um grave acidente nos treinos que o deixou em coma durante dias. Felizmente o piloto austríaco recuperou mas na minha opinião a sua carreira ficou marcada por este acidente.
Após mais este acidente houve algumas medidas que foram tomadas por parte da FIA em nome da segurança mas que foram muito discutidas pelas equipas que duvidavam da sua validade prática.
O vencedor do GP do Mónaco foi o mesmo dos anteriores GP’s, Michael Schumacher.
Antes do GP de Espanha, Pedro Lamy ficou ferido com gravidade quando testava em Silverstone. Lamy teve múltiplas fracturas nas pernas em consequência de um despiste quando testava as novas alterações técnicas. Lamy só voltaria à Formula 1 no ano seguinte.
O GP da Espanha realizou-se com outra polémica que envolveu a Benetton e a FIA. Flávio Briatore, chefe da Benetton, escreveu uma carta à FIA demonstrando o desagrado pelas medidas técnicas impostas e a falta de tempo para as testar.
Na Williams David Coulthard (escocês) ocupou o segundo carro passando Damon Hill (inglês) a ser o primeiro piloto da equipa. Hill venceu a prova espanhola e Schumacher ficou em segundo lugar. Mas nos dois GP’s seguintes, Canadá e França, o alemão voltaria a vencer enquanto Hill fica em segundo lugar nas duas provas. Nigel Mansell apareceu na Williams no lugar de Coulthard mas não conseguiu terminar a corrida.
No GP da Grã-Bretanha Schumacher ultrapassou Hill, que era o pole-position, na volta de aquecimento, por isso Schumacher foi penalizado com um “stop-and-go” de 5 segundos. Essa penalização foi ignorada durante bastante tempo ao longo da corrida até que por fim acabou por ser cumprida. Schumacher ainda termina no segundo lugar atrás de Hill mas mais tarde foi desclassificado e condenado com uma suspensão de dois GP’s.
No GP da Alemanha a vitória foi para o Ferrari de Gerhard Berger (austríaco); Schumacher não terminou a prova e Hill não aproveitou para se aproximar do alemão no campeonato. Hill foi apenas 8º classificado!
No GP da Hungria Michael Schumacher voltou a vencer com Hill em segundo lugar.
Michael Schumacher efectua uma excelente corrida na Bélgica mas é desclassificado por causa de uma verificação técnica que dá conta do desgaste irregular do patim de madeira instalado no fundo do carro. Hill acaba por ficar com a vitória e vai para as duas provas seguintes, Itália e Portugal, sem a oposição de Schumacher que terá de cumprir a suspensão. A Williams e Damon Hill aproveitam da melhor maneira a ausência do alemão ao vencer as duas corridas reduzindo a diferença para apenas um ponto quando faltavam 3 GP’s para o fim do campeonato. Nestas 3 corridas que faltavam Nigel Mansell voltou a ocupar o lugar de Coulthard na Williams.
As duas corridas seguintes não resolveram a questão e deixaram tudo na mesma: no GP da Europa vence Schumacher e Hill é o segundo, no GP do Japão inverteram-se as posições, Hill é o primeiro e Schumacher é o segundo. E assim se chegou ao último GP do ano: Schumacher na frente com mais um ponto que Hill.
O GP da Austrália tinha como aliciante a discussão do título mas tudo ficou resolvido num acidente entre Schumacher e Hill. O piloto da Benetton comete um erro e tem um ligeiro despiste indo bater no muro danificando o seu carro. Hill que seguia atrás de Schumacher tenta ultrapassa-lo mas o alemão ao regressar à pista bate intencionalmente em Hill no momento em que este o passava e foram ambos obrigados a abandonar. Para a história ficou a vitória de Nigel Mansell, a última da sua carreira.
A questão do título ficou resolvida a favor de Schumacher duma maneira pouco desportiva. Assim terminava um campeonato que não deixou saudades para ninguém, com Schumacher e a Williams a vencerem os respectivos campeonatos.

Os pilotos do Sauber C13 em 1994 foram: Heinz Harald Fretzen, Andrea De Cesaris, Karl Wendlinger e J.J. Letho.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0