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13 outubro 2009

Porsche 911 SC - B. Waldegaard - H. Thorszelius (Rali de Monte Carlo de 1982)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 22).
Em 1969 e 1970, Bjorn Waldegaard (sueco) venceu o Rali de Monte Carlo ao volante de um Porsche 911S (ver aqui). Em 1982 Bjorn Waldegaard, que foi o primeiro campeão do WRC em 1979, apresentou-se no Monte Carlo ao volante de um Porsche 911 SC preparado pelos irmãos Almeras. Os seus colegas de equipa foram os franceses Jean-Luc Thérier e Guy Fréquelin. A luta pela vitória foi renhida entre o Audi de Hannu Mikkola (finlandês), o Opel de Walter Rohrl (alemão) e os Porsche isto porque nesse ano o asfalto estava mais seco do que normalmente acontece, ao invés das estradas cheias de neve, facto que beneficiou os veículos de tracção traseira. Contudo houve momentos em que os Audi pareciam ganhar vantagem. Mas no final Walter Rohrl conseguiu impor o seu Opel de tracção traseira ao Audi de Mikkola. Thérier conseguiu um excelente terceiro lugar seguido de Fréquelin em quarto. Azarado, Waldegaard debateu-se com problemas mecânicos e acabou por desistir com a embraiagem partida.
A miniatura de hoje é o Porsche 911 SC de Bjorn Waldegaard no Rali de Monte Carlo de 1982. Apesar de já ter postado um Porsche 911 SC do mesmo ano, do mesmo rali e da mesma equipa, a diferença está no piloto e na sua decoração que é diferente do anterior Porsche 911 SC.

Bjorn Waldegaard nasceu na Suécia a 12 de Novembro de 1943. A carreira de Bjorn Waldegaard surpreende pela sua longevidade, mas não só, que durou 30 anos: iniciou em 1962, num Volkswagen Carocha, e terminou em 1992. A sua primeira grande vitória acontece no Rali da Suécia de 1968 num Porsche 911 T. No ano seguinte também vence o Rali da Suécia e vence pela primeira vez o Rali de Monte Carlo com um Porsche 911 S, vitória que repetiria em 1970 com o mesmo carro. É de salientar que as performances de Waldegaard nesse ano foram decisivas para que a Porsche conquistasse o título internacional de construtores (caso já existisse o campeonato de pilotos Waldegaard teria sido o campeão). Nesse ano venceu pela terceira vez consecutiva o Rali da Suécia e o Rali da Áustria. Bjorn Waldeggard manteve a ligação à Porsche até 1972 (nesse ano Waldegaard participa no Rali TAP ao volante de um Citroen). Nos anos de 1973 e 1974 Waldegaard pilotou vários carros: Fiat 124 Abarth, Volkswagen, BMW 2002 Ti, Porsche 911, Toyota Corolla e Celica, e Opel Ascona. Entre 1975 e 1976 guiou pela Lancia tendo vencido 3 ralis: Suécia (1975), San Remo (1975 e 1976). Em 1977 passou para a Ford e logo nesse ano venceu 3 ralis: Safari, Acrópole e RAC. No ano seguinte somou apenas uma vitória: Suécia. 1979 foi o ano da sua consagração ao se tornar Campeão do Mundo de Ralis na primeira edição do WRC: venceu dois ralis, Acrópole e Quebec. Em 1980 guiou pela Mercedes, Fiat e Toyota; em 1981 faz um rali pela Ford sendo os restantes efectuados pela Toyota. Em 1982 participa no Monte Carlo com a Porsche mas o restante campeonato é efectuado ao volante do Toyota Celica. No ano seguinte mantém a ligação à Toyota apesar de participar no San Remo com um Ferrari. A partir de 1984 até 1991 todas as participações de Waldeggard nos ralis são ao volante de um Toyota. Em 1992 participa pela última vez num rali ao volante de um Lancia, foi no Safari. Ao serviço da Toyota Bjorn Waldegaard ainda venceu 6 ralis: Nova Zelândia (1982), Costa do Marfim (1983), Safari (1984), Safari e Costa do Marfim (1985) e Safari (1990). Bjorn Waldegaard venceu 16 ralis mais 5 vitórias anteriores a 1973.

12 julho 2009

Porsche 911 SC - G. Fréquelin - J.-F. Fauchile (Rali de Monte Carlo de 1982)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 5).
Em 1982 a vitória da Porsche (Jean-Pierre Nicolas num 911 Carrera RS) no Monte Carlo 4 anos antes ainda estava na memória de muita gente e havia alguma esperança que os Porsche 911 SC pudessem causar alguma surpresa na concorrência. Mas haveriam de se debater com um adversário de peso que dominava os ralis: o Audi Quattro.
O Porsche 911 SC dispunha de um motor de 3.0 litros (2994 cc) que debitava 300 cavalos de potência às 8200 rotações. Era potente mas pouco resistente nas estradas de mau piso dos ralis. Por outro lado adaptava-se muito bem aos ralis disputados em asfalto. A prova disso foi a vitória de Jean-Luc Thérier (francês) na Volta à Córsega de 1980 num Porsche 911 SC.
O envolvimento da Porsche nos ralis foi sempre feito através das equipas privadas e este ano de 1982 não foi diferente. O Rali de Monte Carlos de 1982 tive a participação de dois Porsche 911 SC cuja preparação este a cargo dos irmãos franceses Almeras. Guy Fréquelin e Jean-Luc Thérier foram os dois pilotos franceses que disputaram o rali monegasco com os 911 SC. Tanto Fréquilin como Thérier lutaram pelas primeiras posições contra os Audi de Michelle Mouton (francesa) e Hannu Mikkola (finlandês) e o Opel de Walter Rohrl (alemão). Contudo o vencedor acabou por ser Walter Rohrl num Opel Ascona 400 graças a algumas contrariedades sofridas pelos pilotos da Audi. No diz respeito aos pilotos dos Porsche, tanto Thérier como Fréquelin realizaram provas bastante interessantes, chegando mesmo a vencer algumas especiais. Thérier terminou num excelente terceiro lugar enquanto Fréquelin terminava em quarto, após ter recuperado de uma penalização de 12 minutos por ter reparado a bomba de gasolina.
Esta miniatura representa o Porsche 911 SC com o qual Guy Fréquelin conseguiu o quarto lugar no Rali de Monte Carlo de 1982.

Guy Fréquelin nasceu a 2 de Abril de 1945 em França. A sua carreira teve início a meio da década de sessenta. A carreira no Mundial de Ralis prolongou-se até 1987. Apenas conseguiu uma vitória (Rali da Argentina de 1981 num Talbot), contudo obteve vários pódios. O seu melhor ano foi precisamente o ano de 1981 tendo sido vice-campeão. No ano seguinte também ficou em segundo lugar no Europeu de Ralis. Guy Fréquelin foi campeão francês de ralis em três ocasiões: 1977 (Renault-Alpine A310), 1983 e 1985 (Opel Manta 400). Em 1988 sagrou-se campeão francês de Rallycross com o Peugeot 215 T16. É de salientar que Guy Fréquelin conta na sua carreira com algumas participações nas 24 Horas de Le Mans: em 1977 e 1978 com o Alpine-Renault A442 e em 1981 num WM P79/80 Peugeot. O melhor resultado com alcançou foi o quarto lugar em 1978 com o A442.
Foi contudo, depois da carreira de piloto, que Fréquelin alcançou os maiores sucessos da sua vida. Como chefe da equipa Citroen Sport, conquistou 3 títulos de construtores (2003 a 2005) e 4 de pilotos (2004 a 2007 com Sébastien Loeb). No final de 2007 Fréquelin decidiu que estava na altura de se retirar e deixou a chefia da equipa Citroen Sport.

28 maio 2008

Porsche 911 GT1 - A. McNish - L. Aiello - S. Ortelli (24 Horas de Le Mans de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Em 1998 a Porsche conquistou a sua última vitória nas 24 Horas de Le Mans. Mas a Porsche continua a ser a marca com o maior número de vitórias nesta mítica prova: 15 vitórias. Esse record foi estabelecido pelo Porsche 911 GT1, pilotado por Allan McNish, Laurent Aiello e Stéphane Ortelli.
O início dessa vitória começou em 1995, quando o McLaren-BMW venceu a edição desse de Le Mans. A Porsche começou então a preparar um modelo novo capaz de bater o McLaren, deixando de parte o 911 GT2.
O novo Porsche 911 GT1 esteve em preparação no Estoril em Março de 1996 e logo deu provas de que poderia rivalizar com o McLaren.
Em Junho de 1996 dois Porsche’s 911 GT1 participaram nas 24 Horas de Le Mans tendo terminado na segunda e terceiras posições, atrás do Porsche WSC vencedor. Ao longo do ano, o 911 GT1 provou ser o carro mais rápido do Campeonato BPR.
Com a alteração dos regulamentos, para 1997, que limitavam os motores turbo e proibiam a utilização do ABS, o Porsche 911 GT1 perdeu alguma competitividade e os seus resultados foram fracos (sem vitórias). Foram feitas algumas modificações no 911 GT1 para Le Mans mas não conseguiram evitar as desistências dos 911 GT1 que participaram.
Um ano depois, em 1998, depois de mais algumas alterações introduzidas no Porsche 911 GT1 (chassis em fibra de carbono), o sucesso foi alcançado nas 24 Horas de Le Mans. O Porsche 911 GT1 de McNish, Aiello e Ortelli aguentou o esforço exigido enquanto os seus adversários iam ficando pelo caminho e cortaram a linha da meta no primeiro lugar.
Assim aqui fica a representação em miniatura à escala 1:43 do vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1998.


Allan McNish nasceu na Escócia a 29 de Dezembro de 1969. A sua carreira começou nos karts, passou pela Formula 3 (vice campeão em 1989) e Formula 3000. O objectivo era chegar à Formula 1 mas enquanto isso não acontecia participava nas provas de Grande Turismo (GT). Em 1997 participa pela primeira vez em Le Mans. No ano seguinte vence a mítica prova com Ortelli e Aiello. Em 1999 corre pela Toyota mas não termina em Le Mans. Em 2000 McNish volta a fazer equipa com Aiello e Ortelli em Le Mans e terminam na segunda posição com um Audi. Destes três pilotos, McNish foi o único que conseguiu chegar à Formula 1. Após alguns anos como piloto de testes da McLaren e da Benetton, o escocês finalmente conseguiu a sua estreia em 2002 com a Toyota. Apenas fez um ano Formula 1 e sem conseguir pontuar. McNish voltou a participar nas 24 Horas de Le Mans nos anos seguintes mas o melhor resultado foi o terceiro lugar conseguido nas edições de 2005 e 2006 com a Audi.

Laurent Aiello nasceu na França a 23 de Maio de 1969. Tal como McNish, começou nos karts, tendo evoluído depois para a Formula 3000. Aiello já participou em vários campeonatos de Turismo tendo conquistado vários títulos; conquistou os títulos em 1994 (França), 1997 (Alemanha), 1999 (BTCC) e em 2002 (DTM). Aiello participa pela primeira vez em Le Mans no ano de 1998 e a sua estreia é logo coroada com a vitória. Nos três anos seguintes corre pela Audi (4º em 1999, 2º em 2000 e 2º em 2001).
Stéphane Ortelli nasceu na França a 30 de Março de 1970. Para não variar, a sua carreira também iniciou nos karts e evoluiu para as fórmulas 3 e 3000. As provas de turismo também fazem parte do currículo de Ortelli. Em 1995 estreia-se nas 24 Horas de Le Mans com uma desitência (Porsche). Nos anos seguintes alterna classificações com desistências: 17º em 1996 (Porsche), desistência em 1997 (Porsche), vitória em 1998, desitência em 1999 (Audi), 2º em 2000 (Audi) e desitência em 2001 (Audi). Ortelli participou nas edições de 2002, 2005, 2006 e 2007 das 24 Horas de Le Mans mas nestes quatro anos o melhor resultado foi o quarto lugar conseguido em 2005 com a Audi.

26 novembro 2007

Porsche 911 GT2 - Saldaña - De Castro - Bourbon (24 Horas de Le Mans de 1995)


Após vários dias de ausência por motivos profissionais, retomo hoje as postagens aqui no Quatro Rodinhas.
A miniatura de hoje é da marca Vitesse e é a terceira da promoção da Repsol de que já anteriormente vos falei nos seguintes posts: Porsche 962 de 1988 e o Porsche 962 de 1989. E como os anteriores, esta miniatura da Porsche está decorada com o patrocínio da petrolífera espanhola Repsol.Esta é a miniatura do Porsche 911 GT2 da equipa Heico Motorsport Kramer Racing utilizado pelos pilotos espanhóis Tomas Saldaña, Miguel Angel de Castro e… Príncipe Alfonso d’Orleans Bourbon! Na pesquisa que fiz sobre o Porsche 911 GT2 #91 que participou nas 24 Horas de Le Mans de 1995 (Classe GT2) descobri que um dos seus pilotos era um príncipe. E pelo que parece da família Real Espanhola. Muito interessante.
Mas esta equipa de pilotos espanhóis (mesmo com um príncipe) não foi feliz nesta edição das 24 Horas de Le Mans. Na 63ª volta tiveram que abandonar a corrida. O vencedor das 24 Horas de Le Mans de 1995 foi o McLaren F1 GTR, com motor BMW, de Yannick Dalmas (francês), Masanori Sekiya (japonês) e J. J. Letho (finlandês). O segundo lugar foi para o Courage C34 de Bob Wollek (francês), Eric Hélary (francês) e Mário Andretti (americano).

24 agosto 2007

Porsche 962 - Seher - Conrad - Vilarino (24 Horas de Le Mans de 1989)

Esta miniatura é da marca Quartzo. Em 1999, os postos de abastecimento da Repsol tinham uma promoção na qual se podia adquirir seis miniaturas desportivas (três motas e três carros da Porsche), com o respectivo patrocínio da Repsol, para tal bastava efectuar um abastecimento no valor de 3 mil escudos. Já não em lembro se era necessário pagar mais algum valor para se adquirir cada miniatura. Bem, como já era coleccionador de miniaturas, consegui adquirir os três Porsche: dois 962C e um 911 GT2.
Depois do Porsche 962 (1988) do post anterior, hoje venho apresentar outra miniatura do mesmo modelo da Porsche que correu nas 24 Horas de Le Mans em 1989 com o patrocínio da Repsol. A equipa era a Brun Motorsport e a equipa de pilotos era composta por Rudi Seher (alemão), Franz Conrad (austríaco) e Andres Vilarino (espanhol). A equipa não terminou a prova.
A vitória foi do Sauber C9, do Team Sauber Mercedes, conduzido por Jochen Mass (alemão), Manuel Reuter (alemão) e Stanley Dickens (sueco).

Tal como no
post anterior, vou completar a informação sobre Porsche 962C. Novamente, recorro a informações de alguns colegas do Fórum do Autosport, para os quais desde já volto a agradecer.
“O Porsche 962 estreou nas 24 Horas de Daytona de 1984, com Mário Andretti (pai) e Michael Andretti (filho) ao volante, ainda com o motor do 936 mas não terminou a prova. Chegou a ter chassis em carbono, mas fabricado por particulares como a Kremer e a Dyson, pois os chassis de fábrica tinham algumas falhas. Os chassis de alumínio eram principalmente colados em vez de rebitados e como a Porsche cozia-os no autoclave em grupos de dez, enquanto esperavam pela sua vez, a cola dos chassis perdiam força. Por isso existem mais 962 do que os 150 criados oficialmente pela fábrica. O 962 correu até 1998 na forma do Kremer K8, uma versão barquetta e em 1999 os TWR Porsche continuavam a usar o mesmo motor, mas com os chassis que pertenciam aos Jaguar XJR que a TWR criou anos antes. A última vitória foi nos EUA por um K8 em 1995 acho eu e já não me lembro em que prova mas foi ou Sebring ou Daytona. O projecto Dauer iniciou quando foi decidido criar um carro de estrada a partir de versões cliente do 962 em 1993. Quando em 1994 saíram as regras para Le Mans, Norbert Singer bateu à porta de Dauer com a proposta de terem o apoio da Porsche para correrem em Le Mans. Por isso existem duas versões de estrada do Dauer 962 LM, o LM normal e o Sport que não tem efeito-solo e é mais longo à frente e atrás. O Dauer foi, até aparecer o Veyron o carro mais rápido de estrada do mundo com 404.6kmh e 2.6sec dos 0-100kmh, comprovados no circuito de Ehra-Lessien. Além do Dauer existem 962 de estrada da Koenig Specials, DP Racing, e Schuppan, e outros mais modificados por pequenas equipas. A Porsche chegou a testar em finais da década de 80 uma versão com um motor biturbo do V8 do 928, para fazer frente aos Sauber, a pedido da Joest ou de Schuppan, mais uma vez não me lembro. Mas os testes não foram satisfatórios e esse carro foi depois adquirido pela Dauer com um motor normal e depois convertido a Dauer 962 de estrada e vendido ao Sultão de Brunei.”contributo do Nortad. in Forum Autosport, tópico sobre o Porsche 962 - Le Mans 1986/1987.

23 agosto 2007

Porsche 962 - Pareja - Sigala - Schaffer (24 Horas de Le Mans de 1988)

Esta miniatura é da marca Quartzo. Em 1999, os postos de abastecimento da Repsol tinham uma promoção na qual se podia adquirir seis miniaturas desportivas (três motas e três carros da Porsche), com o respectivo patrocínio da Repsol, para tal bastava efectuar um abastecimento no valor de 3 mil escudos. Já não em lembro se era necessário pagar mais algum valor para se adquirir cada miniatura. Bem, como já era coleccionador de miniaturas, consegui adquirir os três Porsche: dois 962C e um 911 GT2.
Assim, hoje a miniatura é o Porsche 962C que correu nas 24 Horas de Le Mans em 1988 com o patrocínio da Repsol. A equipa era a Brun Motorsport e a equipa de pilotos era composta por Jésus Pareja (espanhol), Massimo Sigala (italiano) e Uwe Schaffer (alemão). O resultado foi um 7º lugar. O outro carro da equipa, também um Porsche 962C mas com o patrocínio da Camel, não terminou a prova.
A vitória foi do Jaguar XJR-9LM, conduzido por Jan Lammer (holandês), Johnny Dumfries (inglês) e Andy Wallace (inglês), que assim quebrou a série de 7 vitórias consecutivas da Porsche em Le Mans.

Aproveito para completar a informação sobre Porsche 962C de que já tinha falado no post anterior. Nestas novas informações sobre o 962C tive a ajuda, que desde já agradeço, de alguns colegas do Fórum do Autosport.
Assim, aqui estão as contribuições dos participantes do Fórum do Autosport sobre o Porsche 962C:
“Posso acrescentar que essa versão era denominada 962C, já que a primeira versão do 962 foi destinada ao campeonato IMSA e a principal diferença para o 956 de então era que as rodas da frente estavam colocadas mais à frente, de maneira a cumprir a regra que obrigava o piloto a estar colocado todo atrás do eixo dianteiro. Isto resultou num nariz ligeiramente diferente.
Claro que depois o 962C da equipa oficial da Rothmans ja tinha outros melhoramentos no motor e outros pormenores, e o carro foi sendo refinado, mas a sua longevidade atesta a qualidade do design, já que era um carro ainda com chassis em aluminio. Era capaz de atingir cerca de 380km/h ou mais em Le Mans, e tinha a particularidade de também ser muito "poupado" em relação a outros. A edição de 1988 foi muito disputada, e a victória poderia ter sido tanto para a Jaguar como a Porsche.Repare-se também que uma das razões para haver tantos Porsche em pista era que o carro existia como versão cliente, ao contrário da maioria das outras equipas que construiam carros só para si.”
contributo do Sky. in Forum Autosport, tópico sobre o Porsche 962 - Le Mans 1986/1987.
Novas contribuições serão publicadas no próximo post que ainda será sobre o Porsche 962C.

22 agosto 2007

Porsche 962 - Stuck - Bell - Holbert (24 Horas de Le Mans de 1986)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Esta é a representação em miniatura à escala 1/43 do Porsche 962 venceu as 24 Horas de Le Mans de 1986, conduzido pelos pilotos Hans Stuck (alemão), Derek Bell (britânico) e Al Holbert (americano). Foi uma vitória incontestável do Porsche 962 de Stuck/Bell/Holbert apenas manchada pelo acidente que causou a morte de Jo Gartner (austíaco) também num Porsche 962.
A Porsche é a marca com o maior número de vitórias nas 24 Horas de Le Mans: 16 vitórias. A primeira foi em 1970 com o Porsche 917 e a última foi em 1998 com o Porsche 911 GT1. Também é detentora do maior número de vitórias consecutivas: 7 vitórias, de 1981 a 1987.
E é nesse período de 7 vitórias consecutivas que o Porsche 962 entra e dá o seu contributo no vasto palmarés da marca germânica.
O Porsche 962 teve a sua estreia em 1984 nas 24 Horas de Le Mans mas os dois 962, que participaram, não terminaram a corrida sendo a vitória alcançada pelo modelo que vinha substituir, o Porsche 956.
À semelhança de muitos outros modelos de outras marcas, o Porsche 956 nasce devido às alterações que vão sendo efectuadas nos regulamentos técnicos das várias modalidades do desporto automóvel.
O Porsche 936 venceu as 24 Horas de Le Mans em 1981. Depois o seu substituto, o Porsche 956 vence nos quatro anos seguintes (1982 a 1985) e o 962 completa, nos dois anos seguintes, a série de 7 vitórias consecutivas nas 24 Horas de Le Mans. Foi um período de sete anos em que o domínio da Porsche roçou o “obsceno”. Por exemplo, em 1983, nove dos dez primeiros eram Porsche 956! Um Sauber ficou no nono lugar. Em 1984, dos dez primeiros oito eram Porsche 956. No ano seguinte, esta situação repetiu-se novamente mas desta vez com os dois modelos, o 956 e 962. Em 1986, estavam nove Porsche nos dez primeiros. Em 1988, ano em que a Jaguar acabou com o domínio de 7 anos de vitorias consecutivas da Porsche em Le Mans, mesmo não vencendo a Porsche tinha 8 modelos do 962 nos dez primeiros. E nos dois anos seguintes, o Porsche 962 obteve 2 terceiros lugares. Nas 3 edições seguintes (1991 a 1993), o Porsche 962 ficou sempre em sétimo lugar. Em 1994, dez anos depois de se ter estreado nas 24 Horas de Le Mans, um Porsche 962 com modificações aproveitou um “buraco” na regulamentação e venceu a mítica prova. A sua designação era Dauer 962 mas na verdade era um Porsche 962 que fora modificado. Tanto é verdade que essa vitória consta no palmarés da Porsche.
Verdadeiramente brilhante, a história do Porsche 962 foi longa e recheada de êxitos.


Sobre o piloto Hans-Joaquim Stuck já falei no post sobre o BMW M1. No entanto vou completar um pouco mais o percurso de Stuck no desporto automóvel.
Seguindo as pisadas do seu pai, a sua carreira no desporto automóvel começa muito cedo e é com apenas 19 anos que vence as 24 Horas de Nurburgring de 1970. Só voltaria a vencer em Nurburgring em 1998, 28 anos depois! Em 2004 consegue a sua terceira vitória no circuito de Nurburgring. De realçar que as sua três vitórias em Nurburgring aconteceram sempre ao volante de um BMW. Segundo a Wikipédia, foi nesse circuito que o seu pai o ensinou a conduzir.
Hans Joaquim Stuck, que também correu na Formula 1 (de 1974 a 1979) mas com resultados pouco expressivos, obteve os seus maiores êxitos nas 24 Horas de Le Mans e no campeonato de turismos, onde se sagrou campeão do DRM em 1972. Foi campeão do DTM em 1990 na Audi.
H.-J. Stuck participou pela primeira vez nas 24 Horas de Le Mans em 1972, com um Ford Capri mas não terminou a prova e em 1973 (BMW) voltou a abandonar. Durante a sua carreira na Formula 1 (1974 a 1979), Stuck não participa em Le Mans. Em 1980 num BMW M1 termina no 15º lugar. Nos dois anos seguintes abandona sempre (1981 BMW M1 e 1982 Sauber). Depois de dois anos de ausência em Le Mans, em 1985 fica em 3 º (Porsche 962). Em 1986 obtêm a tão deseja vitória com o Porsche 962 (sendo esta a miniatura do 962 que levou à vitória) e no ano seguinte, Stuck volta a vencer novamente com o Porsche 962. Aproveitando a longevidade do Porsche 962, Stuck fica em 2º lugar em 1988 e em 3º lugar em 1989. Ainda com o Porsche 962, é o 4º classificado em 1990 e em 1991 o 7º classificado. No ano de 1994 (num Dauer 962, que era um 962 modificado) termina no 3º lugar. Foi sexto em 1995 (Kremer). Novamente na Porsche em 1996, fica em 2º lugar. As suas últimas participações em Le Mans, 1997 (Porsche) e 1998 (BMW), registou dois abandonos.



Derek Reginald Bell nasceu a 31 de Outubro de 1941 na Inglaterra. Derel Bell também foi piloto na Formula 1 embora sem grande sucesso. Participou em apenas 9 GP’s desde a sua estreia em 1968 até ao seu último GP em 1974. Foram vários os GP’s em que não conseguiu qualificar-se para a corrida. Apenas conseguiu terminar 2 GP’s e o melhor resultado foi um sexto lugar. Nos 9 Gp’s em que participou, correu pela Ferrari, McLaren, Brabham, Surtees e Tecno.
O seu palmarés nas 24 Horas de Le Mans é infinitamente superior ao que conseguiu na Formula 1. Venceu cinco vezes as 24 Horas de Le Mans: 1975, 1981, 1982, 1986 e 1987. Derek Bell está intimamente ligado ao record de 7 vitórias consecutivas da Porsche (1981 a 1987) porque esteve em 4 dessas vitórias. As suas 3 primeiras vitórias em Le Mans foram com Jacky Ickx (1975 num Mirage, 1981 e 1982 num Porsche). As duas últimas vitórias são partilhadas com Hans Stuck e Al Holbert, em Porsche 962.
Em 1986, ano em que venceu pela 5ª vez em Le Mans, recebeu o galardão MBE (Member of the Order of the British Empire) pelos serviços prestados no desporto automóvel.
Nos anos de 1992 (12º) e 1995 (3º) correu nas 24 Horas de Le Mans com o seu filho, Justin Bell. Em 2001 esteve, como consultor da Bentley, na vitória da marca britânica nas 24 Horas de Le Mans.

Alvah Robert Holbert nasceu a 11 de Novembro de 1946 nos EUA. Filho do piloto Bob Holbert, Al Holbert, como muitos, seguiu as pisadas do seu progenitor. A sua carreira, na década de 70, é feita nos campeonatos americanos: IMSA e Nascar, onde obtêm várias vitórias. Em 1983 vence o Can-Am e o IMSA GTP num March-Porsche. Nesse mesmo ano vence pela primeira vez as 24 Horas de Le Mans num Porsche. Juntamente com Stuck e Bell, Holbert volta a vencer, em dois anos consecutivos (1986 e 1987), em Le Mans com o Porsche 962. Em 1988, quando planeava construir um carro, com motor Porsche, para a sua equipa, a Holbert Racing, morre num acidente de avião. Foi a 30 de Setembro de 1988.

15 junho 2007

Porsche 917 K - D. Martin - G. Pillon (24 Horas de Le Mans de 1971)

Esta miniatura é da marca Brumm. Representa o Porsche 917 da equipa suíça Zitro Racing que correu nas 24 Horas de Le Mans em 1971. Os pilotos foram os suíços Dominique Martin e Gérard Pillon. O resultado não foi brilhante, os pilotos suíços abandonaram a prova. Mas as 24 Horas de Le Mans de 1971 foram dominadas pelo Porsche 917. A prova terminou com dois 917 nas duas primeiras posições: Dr. Helmut Marko (austríaco) e Gijs van Lennep (holandês), da Martini Racing Team, foram os primeiros classificados e Richard Attwood (inglês) e Herbert Muller (suíço), da John Wyer Automotive Engineering Ltd., foram os segundos classificados. Foi a segunda vitória consecutiva da Porsche na mítica prova.
O Porsche 917 foi utilizado por equipas privadas. Algumas optaram por pintar o 917 de uma forma completamente diferente, tendo ficado famosas algumas das pinturas que decoravam o Porsche 917. Por exemplo o Porsche 917 nº 3 do Martini Racing Team fez sensação nas 24 Horas de Le Mans (1970) com a sua pintura “psicadélica”. Ou a decoração do 917 nº 23 que correu nas 24 Horas de Le Mans de 1971 com uma carroçaria pintada em rosa, decoração essa que representava as partes em que se compõe um porco! Não possuo essa miniatura do Porsche 917 “PINK PIG” mas podem vê-la na colecção da Porsche de PGAV.
No campeonato de Sport Protótipos de 1971, o Porsche 917 voltou a dominar de forma esmagadora. Sagrou-se campeão ao vencer 7 das 10 provas do campeonato: 1000 Km de Buenos Aires, 24 Horas de Daytona, 12 Horas de Sebring, 1000 Km de Monza, 1000 Km de Spa, 24 Horas de Le Mans e 1000 Km de Zeltweg. No final do ano de 1971 a FIA voltou a mudar as regras e o Porsche 917 passou à “reforma”. Durante os dois anos (1970 e 1971) em que competiu o Porsche 917 disputou 21 provas para o campeonato e venceu 14! Foi um domínio impressionante.

14 junho 2007

Porsche 917 K - H. Herrmann - R. Attwood (24 Horas de Le Mans de 1970)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
O Porsche 917 foi o modelo que deu à marca alemã a primeira vitória nas míticas 24 Horas de Le Mans em 1970. O Porsche 917 foi apresentado no Salão Automóvel de Genebra em Março de 1969 e em Junho participava nas 24 Horas de Le Mans.
O Porsche 917 tinha um motor de 12 cilindros de 4,5 litros e 580 cv, com uma velocidade máxima de 394 km/h!!
A CSI (Commission Sportive Internacionale) anunciou a alteração das regras para a categoria Sport, com a duração de quatro anos (de 1968 a 1971), que permitiam a participação de carros equipados com motores de 5 litros sendo que era necessário construir 50 unidades (que depois passaria apenas para 25 unidades) para homologação. A Porsche aproveitou esta alteração dos regulamentos e desenvolveu durante 10 meses o fantástico Porsche 917. Foram construídas 25 unidades para homologação. O objectivo da Porsche era vencer as 24 Horas de Le Mans. Os primeiros testes, em 1969, não foram muito positivos, o Porsche 917 era muito instável. Verificou-se que essa instabilidade se devia ao facto de o 917 muito cumprido (long tail). Assim, o Porsche 917 ficou com duas versões disponíveis: uma carroçaria mais curta designada pela letra K, e outra mais cumprida (long tail) designada pelas letras LH.
A sua estreia na competição aconteceu nos 1000 KM de Nurburgring em 1969 tendo conseguido um oitavo lugar com os pilotos David Piper (inglês) e Frank Gardner (australiano).
Nas 24 Horas de Le Mans em 1969 participaram 3 Porsche 917, dois 917 LH da equipa oficial e um 917 K privado. Nenhum terminou apesar de durante várias horas um 917 ter dominado a prova. O 917 K de John Woolfe despistou-se na primeira volta e Woolfe teve morte imediata. A vitória foi para o belga Jacky Ickx no Ford GT40. O Porsche 917 ainda venceria os 1000 Km de Zeltweg em 1969, com Jo Siffert e Kurt Ahrens.
No ano de 1970, o Porsche 917 dominou completamente o campeonato de Sport e sagrou-se campeão ao vencer 7 das 10 provas: 24 Horas de Daytona, 500 Milhas de Brands Hatch, 1000 Km de Monza, 1000 Km Spa, 24 Horas de Le Mans, 6 Horas de Watkins Glen e 1000 Km de Zeltweg.
Nas 24 Horas de Le Mans de 1970, os vencedores foram os Hans Herrmann (alemão) e Richard Attwood (inglês) que conduziram um Porsche 917 K, em segundo lugar ficou um 917 LH (long tail) com Gerard Larrousse (francês) e Willy Kauhsen (alemão). Foi a primeira vitória da Porsche nas 24 Horas de Le Mans. Esta miniatura representa essa vitória do Porsche 917 K.
Hans Herrmann nasceu a 23 de Fevereiro de 1928 em Estugarda (Alemanha). Venceu as 12 Horas de Sebring em 1968 com um Porsche. Mas a sua carreira no desporto automóvel tem como ponto alto a vitória nas 24 Horas de Le Mans em 1970 com o Porsche 917, precisamente na última corrida da sua carreira. Após esta vitória retirou-se das competições. A sua carreira também passou pela Formula 1 onde participou em 19 GP’s durante 1953 a 1961. O melhor resultado que conseguiu foi um terceiro lugar no GP da Suíça em 1954 com o Mercedes W196. Conseguiu apenas uma melhor volta, no GP da França com o Mercedes W196S. Foi o seu melhor ano na Formula 1 tendo terminado o campeonato na 6ª posição com 8 pontos.
Richard Attwood nasceu a 4 de Abril de 1940 em Wolverhampton (Grã-Bretanha). A carreira de Attwood também não é muito pródiga em sucessos. Tal como Herrmann a sua vitória mais expressiva foi nas 24 Horas de Le Mans de 1970, ao lado do alemão, conduzindo o Porsche 917. Também passou pela Formula 1, durante 16 participações em GP’s, onde o segundo lugar no GP do Monáco de 1968 ao volante de um BRM P126 é o melhor resultado que conseguiu, GP onde também conseguiu a sua única melhor volta na Formula 1. Em 1971 ainda participou nas 24 Horas de Le Mans tendo ficado em segundo lugar (Porsche 917). Depois disso também se retirou.

31 maio 2007

Porsche 959 - René Metge - D. Lemoyne (Dakar de 1986)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
A Porsche, marca alemã de carros de grande prestígio, quando apresentou o Porsche 959, que era baseado no modelo 911, tinha como finalidade participar no Grupo B dos Mundial de Ralis. A Porsche já tinha vencido alguns ralis do mundial mas nunca com uma equipa oficial. Em 1986, tudo indicava que a Porsche iria participar oficialmente nos ralis com o Porsche 959. Mas isso nunca veio a acontecer. O Porsche 959 acabou por participar nos raids africanos.
O Porsche 959 tinha um motor de 3164 cc com 450 cv de potência, caixa de seis velocidades e uma velocidade máxima de 315 km/h. Foram construídos apenas 292 unidades deste modelo, que já utilizava materiais como o kevlar que lhe proporcionavam um peso mínimo e maior segurança. Pela primeira vez um desportivo utilizava o ABS de travagem.
Esta é a miniatura do Porsche 959, conduzido por René Metge (francês), que venceu o Paris-Dakar de 1986, uma edição de má memória porque o mentor do Paris-Dakar, Thierry Sabine (belga), faleceu num acidente de helicóptero (embateu numa duna) quando, numa tempestade de areia, procurava ajudar alguns pilotos. Thierry Sabine foi o impulsionador do Paris-Dakar. Em 1978 realizava-se a primeira edição desta mítica prova. O sonho de Sabine tornava-se realidade e mesmo com a morte do seu fundador, 8 anos depois, o Paris-Dakar continuou a realizar-se todos os anos.
Nesta edição do Paris-Dakar (1986) o Porsche 959 dominou a prova, ficando nos dois primeiros lugares. Os pilotos franceses René Metge e D. Lemoyne na primeira posição e Jacky Ickx (belga) na segunda posição. René Metge vencia a prova pela terceira vez (1981, 1984 e 1986), Lemoyne vencia pela segunda vez (1984 e 1986), Ickx tinha vencido a edição de 1983 e a Porsche também vencia pela segunda vez (1984 e 1986).

03 janeiro 2007

Porsche 911 Carrera RS - J.-P. Nicolas - V. Laverne (Rali de Monte Carlo de 1978)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O famoso construtor alemão sempre projectou belos carros de performances excepcionais. O Porsche 911 Carrera RS é um desses exemplos, um belo carro, fiável e resistente, com provas dadas nas competições automobilísticas. O piloto francês, J.-P. Nicolas era fiel às marcas francesas, Renault e Alpine, mas em 1978, uma semana antes do Rali de Monte Carlo, perdeu o patrocínio que tinha e decidiu-se pelo aluguer dum Porsche 911 Carrera RS com a ajuda da Gitanes.
Para o campeonato de 1978, houve uma alteração dos regulamentos que, basicamente, consistia no seguinte: todas as alterações que fossem feitas nos carros necessitavam agora, para homologação, que se construíssem 400 carros. Até aqui bastava que se homologassem as peças soltas. Isto na prática levou a que o Lancia Stratos tivesse que voltar ao motor original de 12 válvulas em vez das 24 para participar nas provas. Como é óbvio, esta alteração das regras também fez com que muitas equipas equacionassem as suas participações no campeonato e assim a Fiat ficou praticamente sozinha na luta pelo título. Houve outra novidade que foi a criação da Taça FIA de Pilotos, que precedeu o Campeonato do Mundo de Pilotos que iria arrancar em 1979.
O campeonato começou com uma derrota em toda a linha da Fiat que não conseguiu colocar nenhum carro no pódio. O destaque foi para J.-P. Nicolas que venceu o Rali de Monte Carlo com o Porsche 911 Carrera RS. Foi o primeiro piloto privado a vencer no Monte Carlo desde 1956. No Rali da Suécia, a Fiat procurou refazer-se da derrota de Monte Carlo, mas a Ford dominou e venceu através do sueco Waldegaard, Markku Alen (finlandês) ainda deu o terceiro lugar à Fiat. No Rali Safari, nova vitória de J.-P. Nicolas, desta vez ao volante do Peugeot 504 V6 Coupé. No Rali de Portugal, finamente, a vitória do Fiat de Markku Alen. Mas a Ford não lhe facilitou a vida, Waldegaard chegou a dominar e Mikkola (finlandês) pressionou Alen até ao último troço. Foi o terceiro triunfo de Alen no rali português. Nicolas ficou em terceiro lugar com um Ford Escort, foi o seu terceiro rali com o terceiro carro diferente!
Nos três ralis seguintes (Acrópole, Mil Lagos e Quebeque), três vitórias da Fiat: Walter Rohrl (alemão) vence na Grécia, Alen vence na Finlândia e Rohrl, no Canadá, consegue a quarta vitória consecutiva da Fiat no campeonato.
Para o Rali de San Remo, a Fiat decidiu deixar Alen sem carro e a Fiat voltou a falhar, desta vez em casa. Markku Alen decidiu participar com o Lancia Stratos de 12 válvulas e ganhou a corrida na primeira vez que utilizou um Stratos. Verini ficou em segundo lugar, foi o único Fiat 131 oficial a terminar. No Rali da Costa do Marfim, J.-P. Nicolas com um Peugeot 504 V6 Coupé volta a vencer. O domínio da Peugeot ficou completo com o segundo lugar do finlandês Makkinen. A Fiat dominou por completo na Volta à Córsega ocupando os três lugares do pódio, com destaque para o vencedor, o francês Bernard Darniche. A terminar o campeonato, no Rali RAC, a Ford manteve o domínio de vários anos na prova inglesa. Os Ford Escort ocuparam os três lugares do pódio. Hannu Mikkola foi o vencedor, seguido de Waldegaard e Brookes. A Fiat venceu o campeonato de 1978 com 134 pontos (5 vitórias), sendo a Ford (2 vitórias) segunda classificada, a par da Opel, com 100 pontos. Makku Alen venceu a Taça FIA de Pilotos.

26 outubro 2006

Porsche 911S - B. Waldegaard - L. Helmer (Rali de Monte Carlo de 1970)



Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Este é o modelo mais conhecido da Porsche. Há mais de quarenta anos que se fabricam versões do Porsche 911. Inicialmente o Porsche foi denominado 901, tendo sido apresentado no Salão do Atuomóvel de Franckfurt em 1963. A Peugeot, que já utilizava três números (com o zero no meio) para designar os seus modelos, protestou a utilização desse número por parte da Porsche, que entretanto veio a substitui-lo pelo mítico 911.
Em 1964 começou a produção do Porsche 911, e como sabemos, ao longo de mais de quatro décadas até aos nossos dias foram apresentadas muitas outras versões do 911. Diz-se, e é de realçar, que ao longo desses quarenta anos foram criadas mais de cinquenta versões do 911. O Porsche 911 tornou-se num dos carros desportivos mais populares do mundo. Foi e é um modelo com grandes êxitos no desporto automóvel, quer nos ralis quer nas provas de resistência. Nos ralis venceu provas como: o Rali de Monte Carlo (1969 e 1970), o Rali da Suécia (1968, 1969 e 1970) e o Rali dos Alpes Austríacos (1970), sempre com o sueco Bjorn Waldegaard. Em 1970 a Porsche ganhou o primeiro Campeonato Internacional de Marcas.
A miniatura que apresento é alusiva ao Rali de Monte Carlo de 1970. A vitória foi alcançada por Bjorn Waldegaard, em Porsche 911S, que ficou à frente de Larrousse (Porsche 911S) tendo Nicolas (Alpine) completado o podium.
Bjorn Waldegaard (sueco) estreou-se nos ralis em 1962 com um Volkswagen 1200. Este sueco viria a ser o primeiro campeão mundial oficial de ralis em 1979. Apesar de já existirem provas e campeonatos de ralis há largos anos só em 1979 é que se criou o Campeonato do Mundo de Pilotos. A FIA já tinha criado em 1970 o Campeonato Internacional de Marcas que se realizou até 1972, sendo que a partir de 1973 se iria disputar o primeiro Campeonato do Mundo de Marcas.
Bjorn Waldegaard guiou para várias equipas, tais como: Volkswagen, Porsche, Fiat, Lancia, BMW, Toyota, Opel, Ford e Mercedes. Venceu 16 ralis para além das 5 vitórias antes de 1973. Em 1992 dá-se a sua retirada das competições.

22 setembro 2006

Porsche 804 - Dan Gurney (1962)



Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A característica visível do Porsche 804 era a turbina que se encontrava situada entre as trombetas de admissão, que estavam cobertas pela carroçaria. Como não tinha radiador, a refrigeração era feita por ar, o motor boxer era fornecido de ar pela turbina que se situava na parte superior.
Foi ao volante deste Porsche 804, no GP da França em 1962, que Dan Gurney (americano) venceu o seu primeiro GP na Formula 1. Foi também a primeira e única vitória de um Porsche na Formula 1. A Porsche viria a alcançar o sucesso na Formula 1 no futuro mas como fornecedor de motores.
Em 1962 a Porsche viveu momentos difíceis devido à falta de condições que lhe permitissem desenvolver e testar o Porsche 804, que tinha vários problemas que eram atribuídos à falta de rodagem. No entanto, consegue a sua primeira e única vitória na Formula 1 no GP da França. Nesse GP, a Ferrari não participou devido à greve dos seus mecânicos. No GP da Alemanha, Dan Gurney obtém a pole-position e termina em terceiro lugar. No resto do ano nada mais há a destacar, apenas alguns pontos alcançados noutros GP. Tanto Dan Gurney como a Porsche terminam os respectivos campeonatos em quinto lugar. Dan Gurney viria a fundar a sua própria equipa (Eagle) em finais de 1965 chegando mesmo a vencer um GP pilotando um Eagle.
A Porsche resolve retirar-se da Formula 1 e apostar apenas nas competições de sport: para ter sucesso não poderia estar envolvido nas duas competições.

Os pilotos do Porsche 804 em 1962 foram: Dan Gurney e Jo Bonnier.
Vitórias: 1 (D. Gurney: 4)
Pole-position: 1 (D. Gurney: 1)
Melhor volta : 0