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20 outubro 2021

VIDEO - McLaren M23 - Emerson Fittipaldi (1974)

Video da miniatura do McLaren M23 de Emerson Fittipaldi no GP de Espanha de 1974. Fittipaldi viria a sagrar-se campeão em 1974 com 3 vitórias (GP’s do Brasil, Bélgica e Canadá) obtendo 55 pontos. Esta miniatura pertence à colecção da Altaya “Lendas Brasileiras do Automobilismo” (Fasc. Nº 9).
http://4rodinhas.blogspot.com/2021/05/mclaren-m23-emerson-fittipaldi-1974.html

NOTA: o vídeo tem um erro meu; menciono que o Emerson Fittipaldi venceu o GP de Espanha de 1974 com o McLaren M23 quando na realidade ficou em 3º lugar. Desde já agradeço ao Gattamelata que me chamou à atenção do erro.

15 maio 2021

McLaren M23 - Emerson Fittipaldi (1974)

Esta miniatura pertence à colecção da Altaya “Lendas Brasileiras do Automobilismo” (Fasc. Nº 9).
O McLaren M23 foi desenhado por Gordon Coppuck que se inspirou na forma em cunha iniciada pelos Lotus 72 em 1970, tendo introduzido melhorias em relação à aerodinâmica e refrigeração. O Mclaren M23 foi evoluindo ao longo dos anos em que esteve em competição. O projecto era tão bom que o carro esteve em actividade desde 1973 até 1978. O motor era o Ford Cosworth DFV V8 com 2993 cc de 450 cv de potência. O Mclaren M23 fez a sua estreia em 1973 no GP da Africa do Sul com Denny Hulme (neo-zelandês) a obter a pole-position e a terminar a corrida em 5º lugar. A última corrida do M23 foi em 1978 no GP de Itália com o brasileiro Nelson Piquet ao volante, que terminou na 9ª posição. O Mclaren M23 venceu 16 GP’s (6 por James Hunt, 5 por Emerson Fittipaldi, 2 por Denny Hulme, 2 por Peter Revson e 1 por Jochen Mass); a McLaren venceu com o M23 dois títulos de pilotos (1974 e 1976) e um título de construtores (1974).
A miniatura apresentada representa o McLaren M23 de Emerson Fittipaldi no GP de Espanha de 1974. Fittipaldi viria a sagrar-se campeão em 1974 com 3 vitórias (GP’s do Brasil, Bélgica e Canadá) obtendo 55 pontos.
O campeonato de 1974 começou com uma vitória do piloto neozelandês Denny Hulme em McLaren. A Ferrari, que finalmente dava sinais de querer sair do período negro que atravessou nos dois anos anteriores, consegue o segundo e terceiro lugar através da nova dupla de pilotos, Niki Lauda (austríaco) e Clay Regazzoni (suíço). No GP do Brasil, a McLaren volta a vencer, desta feita é Emerson Fittipaldi (brasileiro) que vence o GP do seu país. O piloto argentino, Carlos Reutmann, vence o GP da Africa do Sul com o Brabham. Niki Lauda (Ferrari) vence o seu primeiro GP na Formula 1 no GP da Espanha, seguido pelo seu colega Regazzoni. A Ferrari já não vencia desde o GP da Alemanha de 1972. Emerson Fittipaldi (McLaren) regressa às vitórias no GP da Bélgica. O rapidíssimo sueco Ronnie Peterson dá à Lotus a sua primeira vitória do ano no GP do Mónaco. Jody Scheckter (sul-africano) vence o seu primeiro GP da carreira na Suécia com um Tyrrell. No GP da Holanda, Lauda (Ferrari) consegue a sua segunda vitória do ano e da carreira. Nos GP da França e da Grã-Bretanha, vitórias para R. Peterson (Lotus) e J. Scheckter (Tyrrell), respectivamente. Emerson Fittipaldi (McLaren) fica em segundo lugar na Grã-Bretanha. No GP da Alemanha, Clay Regazzoni (Ferrari) obtêm aquela que foi a sua única vitória neste ano. Estavam então decorridos onze GP’s, faltavam quatro para o final do campeonato. A classificação era a seguinte: 1º Regazzoni com 44 pontos, 2º Scheckter com 41 pontos, 3º Lauda com 38 pontos e 4º Fittipaldi com 37 pontos. Nos construtores: 1º Ferrari com 57 pontos, 2º McLaren com 49 pontos e 3º Tyrrell com 44 pontos.
No GP da Áustria, Carlos Reutmann (Brabham) vence e dos quatro primeiros classificados do campeonato apenas Regazzoni pontua, termina a prova em quinto lugar. Na Itália, R. Peterson (Lotus) consegue a sua terceira vitória do ano e Fittipaldi (McLaren) é segundo classificado. No GP do Canadá Fittipaldi dá um passo decisivo em direcção ao título, que ao vencer a prova canadiana iguala Regazzoni no campeonato. À partida para a última prova do ano, o GP dos EUA, ainda havia três pilotos com aspirações ao título: Fittipaldi (52 pontos), Regazzoni (52 pontos) e Scheckter (45 pontos). O vencedor da prova foi Reutmann (Brabham) e o título foi conquistado por Emerson Fittipaldi que termina em quarto lugar. Nem Regazzoni nem Scheckter conseguem pontuar. Fittipaldi é campeão com 55 pontos (3 vitórias), o segundo foi Regazzoni com 52 pontos (1 vitória) e o terceiro foi Scheckter com 45 pontos (2 vitórias). A McLaren que nunca tinha conseguido vencer nenhum dos títulos (pilotos e construtores) vence também o de construtores com 73 pontos (4 vitórias) e a Ferrari fica em segundo lugar com 65 pontos (3 vitórias).

Emerson Fittipaldi nasceu a 12 de Dezembro de 1946 no Brasil. Emerson Fittipaldi que viria a ser o primeiro campeão brasileiro na Formula, saiu do Brasil para correr na Europa em 1969, tendo participado na Formula Ford, Formula 3 e Formula 2 onde conseguiu obter vitórias que chamaram a atenção e pouco tempo depois estreava-se na Formula 1 pela mão de Colin Chapman. A sua estreia aconteceu no GP da Inglaterra de 1970 num Lotus 49C, onde obteve um oitavo lugar. Ainda nesse ano viu-se promovido a primeiro piloto da Lotus por causa da morte do seu colega de equipa Jochen Rindt (austríaco), que viria a sagrar-se campeão póstumo. A sua primeira vitória aconteceu ainda nesse ano no GP dos EUA com o Lotus 72C. A carreira de Fittipaldi na F1 durou 11 
temporadas (de 1970 a 1980), tendo alcançado 14 vitórias, 6 pole-positions e 6 melhores voltas. Correu pela Lotus de 1970 a 1973, tendo sido campeão em 1972 e vice-campeão em 1973; depois mudou para a McLaren, onde venceu o campeonato de 1974 e foi novamente vice-campeão em 1975. Durante muitos anos Emerson Fittipaldi deteve o record do campeão e bi-campeão mais novo da F1. No final de 1975 decide deixar a McLaren e assinou pela Copersucar (equipa brasileira do seu irmão Wilson Fittipaldi). Esta decisão de mudar para a Copersucar terá afetado o resto da carreira de Emerson Fittipaldi na F1 (apesar de ter tido uma oferta, prontamente por ele recusada, da Ferrari em 1976 depois do acidente do austríaco Niki Lauda). Durante o resto da sua carreira, de 1976 a 1980, Fittipaldi corre pela Copersucar (em 1980 a equipa mudou de nome para Fittipaldi) sem que tenha tido grandes resultados; durante esses 5 anos o melhor que conseguiu foram dois pódios: um 2º lugar no GP do Brasil em 1978 (por sinal o melhor ano dele na Copersucar) e um 3º lugar no GP dos EUA de 1980. A partir de 1981 deixa de pilotar e dedica-se apenas a gerir a sua equipa Fittipaldi na F1, tendo a aventura terminado em 1982. Emerson Fittipaldi participou em 144 GP’s (de 1970 a 1973 pela Lotus, com 9 vitórias e um título de Campeão do Mundo; de 1974 a 1975 pela McLaren, com 5 vitórias e um título de Campeão do Mundo; e de 1976 a 1980 pela Copesrsucar/Fittipaldi). Depois da F1, Fittipaldi volta às pistas em 1984 para correr na CART, onde viria a sagrar-se campeão em 1989, tendo vencido as 500 Milhas de Indianapolis nesse ano e em 1993. A sua carreira por terras americanas durou até 1996 até que um acidente lhe ditou o fim das corridas quando estava já com quase 50 anos.
Os pilotos do McLaren M23 em 1974 foram: #5 Emerson Fittipaldi, #6 Denny Hulme, #33 Mike Hailwood, #23 Dave Charlton, #33 David Hobbs e #33 Jochen Mass.
Vitórias: 4 (E. Fittipaldi: 3; D. Hulme: 1)
Pole-Postion: 2 (E. Fittipaldi: 2)
Melhores voltas: 1 (D. Hulme: 1)
NOTA: o vídeo tem um erro meu; menciono que o Emerson Fittipaldi venceu o GP de Espanha de 1974 com o McLaren M23 quando na realidade ficou em 3º lugar. Desde já agradeço ao Gattamelata que me chamou à atenção do erro.

25 novembro 2006

Lotus 72D - Emerson Fittipaldi (1972)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. Esta miniatura está fantástica. A qualidade não fica atrás da marca Minichamps. Na minha opinião, este Lotus 72D com o patrocínio dourado da John Player Special é um dos mais belos carros da história da Formula 1.
O Lotus 72D continuava a explorar as potencialidades do conceito de forma em cunha que Colin Chapman introduziu com o Lotus 72 em 1970. Este Lotus 72D permitiu que Emerson Fittipaldi se tornasse no primeiro piloto brasileiro a conquistar o título de Campeão do Mundo de Formula 1 em 1972. E também o record do campeão mais novo, record que só em 2005 viria a ser batido pelo espanhol Fernando Alonso.

O Lotus 72D tinha uma área frontal plana, os radiadores estavam colocados em ambos os lados do condutor, à frente do motor. A carroçaria era afilada o que ajudava na aderência ao asfalto. O aileron traseiro era de dimensões consideráveis o que melhorava a velocidade em recta e o apoio em curva (ver também o post). No aileron traseiro marcavam-se as posições de podium que cada monolugar tinha alcançado. Eis a forma em cunha que tantas vitórias deu à Lotus. 20 vitórias, assim distribuídas: 72C (5 vitórias), 72D (7 vitórias) e 72E (8 vitórias).
O Lotus 72D também inovou, foi dos primeiro carros a utilizar a entrada de ar para o motor que estava colocada atrás da cabeça do piloto.

No campeonato de 1972, Emerson Fittipaldi adoptou uma táctica de condução mais calculista, que aliada à fiabilidade do Lotus 72D e ao seu talento lhe viria a dar o título de Campeão do Mundo. Foi também neste ano que a Lotus apareceu com o patrocínio da John Player Special. Este patrocínio permitiu à Lotus um encaixe financeiro considerável e fundamental para a evolução e sucesso da equipa; Colin Chapman encontrou novamente a motivação que tinha perdido com a morte de Jochen Rindt em 1970. Fittipaldi era agora o primeiro piloto e Dave Walker (australiano) era o segundo, imposto pelo patrocinador. Obviamente Fittipaldi receberia todas as atenções da equipa.
O ano ficou de alguma maneira mais facilitado devido a alguns problemas de fiabilidade do Tyrrell e à úlcera de Jackie Stewart (escocês) que o apoquentou ao longo de várias provas chegando inclusivamente a falhar o GP da Bélgica.
O campeonato começou com uma vitória de J. Stewart (Tyrrell) no GP da Argentina. E. Fittipaldi não termina a prova. No GP da Africa do Sul, E. Fittipaldi termina em segundo lugar, mas a vitória é para o neozelandês Dennis Hulme (McLaren). É no terceiro GP do campeonato, na Espanha, que E. Fittipaldi e a Lotus alcançam a primeira vitória do ano. Foi a segunda vitória da carreira de Fittipaldi. No GP do Mónaco, debaixo de uma intensa chuva, surge a primeira e única vitória, na Formula 1, de Jean Pierre Beltoise (francês) num BRM. Foi também a última vitória da BRM na Formula 1. E. Fittipaldi termina em terceiro lugar. Nesta altura do campeonato, Fittipaldi já era líder, enquanto que o principal candidato ao título e campeão do mundo reinante, J. Stewart, enfrentava algumas dificuldades, tendo já dois abandonos, uma vitória e um quarto lugar.
No GP da Bélgica, E. Fittipaldi vence novamente, Stewart não participa devido à úlcera. Nos GP da França e Grã-Bretanha, os dois primeiros classificados foram os mesmos mas invertendo as posições: na França, Stewart vence e Fittipaldi é segundo, enquanto que na Grã-Bretanha, Fittipaldi vence e Stewart é segundo. No GP da Alemanha, no circuito de Nurburgring, J. Ickx (belga) vence, com uma excelente actuação, dando à Ferrari a única vitória nos anos de 72 e 73. Fittipaldi não termina a prova germânica e Stewart tem um acidente na penúltima volta quando era terceiro classificado. Nos GP seguintes, Áustria e Itália, Fittipaldi assina duas vitórias e garante o título mundial em Itália quando ainda faltavam duas corridas para o fim do campeonato. Stewart não pontua nessas duas provas. No Canada e nos EUA, Stewart consegue duas vitórias para a Tyrrell. Fittipaldi já com o título garantido não pontua nas duas provas.
Emerson Fittipaldi vence o campeonato com 61 pontos (5 vitórias), Stewart é segundo com 45 pontos (4 vitórias). A Lotus conquista o título de construtores com 61 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Lotus 72D em 1972 foram: Emerson Fittipaldi, Dave Walker, Dave Charlton, Tony Trimmer e Reine Wisell.
Vitórias: 5 (E. Fittipali: 5)
Pole-position: 3 (E. Fittipaldi: 3)
Melhor volta : 0