
Após alguns dias de ausência, regresso com uma miniatura que nada têm a haver com os dois temas principais (a F1 e os Ralis) do Quatro Rodinhas.
A miniatura de hoje é uma carrinha: a Citroen Type H. Pertence à colecção Carrinhas de Distribuição da qual apenas adquiri este que é o primeiro fascículo.
A Citroen Type H é caracterizada principalmente como sendo uma carrinha simples, prática e espaçosa (uma pessoa podia estar em pé dentro dela), que veio dar resposta a uma necessidade do mercado: servir os pequenos comerciantes e empresas de transporte. Com o tempo acabou por ser utilizada para muitas outras funções: ambulância, carro de polícia, bombeiros, venda ambulante, reboque, transporte escolar, etc.
A sua produção teve início em 1948 e manteve-se até finais de 1981! Foram construídas mais de 470 mil unidades. Era uma carrinha conhecida pela sua típica chapa ondulada, que lhe dava uma grande rigidez, tinha um motor de 4 cilindros em linha com 1911 cc e debitava 50 cv a 4.000 rpm. De tracção dianteira e apenas 3 mudanças. Como em tudo, ao longo dos anos foi sofrendo algumas alterações.
Esta miniatura da Citroen Type H fez-me recordar um pequeno episódio da minha infância. Lembro-me vagamente, devia ter os meus 9 a 11 anos, quando na minha localidade, em Mangualde, apareceu (provavelmente não era primeira vez que a Biblioteca itinerante lá ia mas foi numa dessas vezes que eu a encontrei) uma Biblioteca Itinerante da Fundação Caloust Gulbenkian, penso que a carrinha era uma Citroen destas. “Criadas pela Fundação Calouste Gulbenkian, as bibliotecas itinerantes nasceram da preocupação de fazer chegar a cultura aos meios mais desfavorecidos, sendo inaugurada em 1961 a primeira do género na Guarda. Mas 32 anos depois, a reestruturação dos serviços da Fundação fizeram com que se procedesse a uma redução drástica do número de bibliotecas. Na Guarda, as quatro viaturas que diariamente visitavam diversas localidades, desprovidas de bibliotecas fixas, pararam em Maio de 1994.” In http://www.freipedro.pt/tb/020596/cult5.htm
O meu pai levou-me à Biblioteca Itinerante e fiz-me sócio. Durante alguns anos a Biblioteca Itinerante visitava Mangualde algumas vezes por ano e eu lá ia escolher alguns livros, que na próxima visita deveriam ser entregues. Embora já não me lembre durante quanto tempo visitei Biblioteca Itinerante, lembro-me perfeitamente da minha primeira escolha: As 20 Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne....