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30 setembro 2018

McLaren MP4/4 - Ayrton Senna (1988)




Esta miniatura pertence à colecção Formula 1 The Car Collection da Salvat. – Fasc. Nº 1.

Esta miniatura representa o McLaren MP4/4 de 1988 do piloto brasileiro Ayrron Senna. Inicialmente não tencionava colocar aqui no blog esta miniatura porque já tenho duas deste McLaren, uma do Ayrton Senna e outra do Alain Prost (por favor clicar no nome da cada um dos pilotos para ter acesso ao artigo dedicado a cada uma das miniaturas), que anteriormente abordei aqui no 4Rodinhas. Mas optei por tentar fazer uma breve análise e comparação da qualidade das três miniaturas, esta da Salvat e as outras duas da Minichamps.

Contudo primeiro coloco aqui alguns dados da ficha técnica do McLaren MP4/4: o motor era o Honda RA 168E, de 1498 cm3, 6V a 80º; com 4 vávulas por cilindro com uma potência máxima de 640 cv às 12500 rpm; a alimentação era por injeção eletrónica da Honda; a sobrealimentão era efectuada por dois compressores IHI com uma pressão de 2,5 bar; a caixa de dispunha de 6 velocidades; o chassis era monocoque de fibra de carbono e estrutura honeycomb; o peso era de 540 kg; a suspenção dianteira em sistema pull-rod, a traseira em push-rod e ambas com triangulos sobrepostos.

Em relação à sua história na Formula 1, é mais do que conhecida; os pilotos eram o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost; que se bateram durante a época toda tendo saido vencedor Ayrton Senna que se tornou campeão do Mundo de Formula 1 em 1988.


No que diz respeito à qualidade da miniatura da Salvat, na minha opinião, é bastante razoável. Nota-se que existem algumas imperfeições quer ao nível dos acabamentos como na colocação de alguns decalques; nas duas miniaturas da Minichamps, apesar de não serem também perfeitas, parecem-me um pouco melhor neste aspeto; a miniatura do Prost, tem inclusivé, os decalques da Marlboro. O pequeno encosto do capacete parece-me ser de dimensões exageradas; na miniatura do Senna da Minichamps está melhor, na do Prost não têm (o que é uma falha).
As pequenas tomadas de ar colocadas sobre os flancos da miniatura podia ter as entradas pintadas de preto (sempre poderei eu facilmente efectuar essa correcção); a minitura do Senna da Minichamps, não há essas pequenas tomadas de ar, o que podia acontecer na realidade; na do Prost essas tomadas de ar existem e têm a entrada pintada de preto. Outro pormenor são as astes e os retrovisores na miniatura da Salvat são pintados a vermelho; nas duas miniaturas da Minichamps temos as astes em preto que seguram o retrovisor em vermelho, que é o mais correcto. Na miniatura da Salvat não há piloto mas tem os cintos representados e é tudo ao nível dos interiores, enquanto nas duas miniaturas da Minichamps temos os pilotos representados dentro do monolugar.

Existem alguns pontos a favor da miniatura da Salvat, em relação às duas da Minichamps, um deles é o arco que fica logo atrás do capacete do piloto, que está mais bem representado na miniatura da Salvat, outro ponto a favor são as pequenas antenas que estão logo atrás desse arco, que nas miniaturas da Minichamps não existem e ainda posso falar positivamente sobre a base que vem com a miniatura que representa, com os correctores vermelhos e brancos, uma curva da pista.

Haveria muito mais para dizer sobre esta comparação, mas termino dizendo que na minha opinião vale bem a aquisição desta primeira miniatura da Salvat, quanto mais não seja pelo preço (€3,99) de lançamento que estas colecções normalmente fazem para o primeiro fascículo.



Os pilotos do McLaren MP4/4 em 1988 foram: Alain Prost (#11) e Ayrton Senna (#12).

Vitórias: 15 (A. Prost: 7; A. Senna: 8)

Pole-Position: 15 (A. Prost: 2; A. Senna: 13)

Melhor volta: 10 (A. Prost: 8; A. Senna: 2)

12 julho 2010

McLaren MP4/4 - Ayrton Senna (1988)



Esta miniatura é da marca Minichamps.
A McLaren iniciou o ano de 1988 com a grande expectativa de que nesse ano o campeonato de F1 lhe seria favorável. No ano anterior a Williams tinha dominado, muito graças a excelente motor Honda. A Lotus, que dispunha do mesmo motor Honda, também ficou melhor classificada que a McLaren. Para a temporada de 1988 a McLaren conseguiu contratar o piloto brasileiro Ayrton Senna (ex-Lotus) e com ele vieram também os motores Honda… mas à custa da Williams, que perdeu não só os motores Honda como também deixou escapar o campeão brasileiro Nelson Piquet para a Lotus (mantendo assim os motores nipónicos).
Com todas estas mudanças a McLaren construiu uma das mais poderosas duplas de pilotos da história da F1: ao piloto francês Alain Prost (campeão em 1985 e 1986) juntou-se Ayrton Senna, que era um dos grandes talentos na F1 e que apesar de ainda não ter sido campeão havia a convicção que brevemente o seria. Sobre o excelente McLaren-Honda MP4/4, concebido por Gordon Murray e Steve Nichols, já falei num anterior post que aconselho a leitura: McLaren-Honda MP4/4 de Alain Prost (1988).
Com a aquisição desta miniatura fico com a dupla de pilotos da McLaren de 1988 completa. A miniatura é o McLaren-Honda MP4/4 de Ayrton Senna com o qual se sagrou Campeão do Mundo de F1 em 1988. O domínio de Senna e Prost foi de tal forma avassalador que apenas uma vitória escapou aos pilotos da equipa de Ron Dennis.
Ayrton Senna nasceu a 21 de Março de 1960 em São Paulo (Brasil). Aytron Senna desde muito cedo tomou contacto com o desporto automóvel tendo conquistado vários títulos nos karts. Posteriormente, em 1981 participou no campeonato britânico de Formula Ford conquistando o título. Depois de um breve regresso ao Brasil, Ayrton Senna voltou à Inglaterra para participar na Formula Ford 2000; o resultado foi a conquista dos campeonatos britânicos e europeus de 1982. O passo seguinte foi o Campeonato de Formula 3, que Ayrton Senna venceria contra o rival Martin Brundle (inglês). Durante esse ano de 1983 Senna efectuou alguns testes com equipas da F1: Williams, Lotus, Brabham e Toleman. Depois da conquista do título de F3, a sua escolha para a primeira temporada na F1 recaiu sobre a equipa Toleman. Consciente das dificuldades para um estreante na F1, Senna terá optado por correr pela equipa Toleman onde teria a hipótese de evoluir sem a pressão de uma grande equipa. Durante o campeonato de 1984 Senna efectuou algumas performances dignas de registo: na memória de todos ainda está a sua corrida no GP do Mónaco, onde debaixo de chuva quase venceu Alain Prost. Termina a época em 9º com 13 pontos. Entretanto Senna assina um contrato para 1985 com a equipa Lotus. Durante os 3 anos que Ayrton Senna esteve na Lotus vence apenas 6 GP’s mas travou duelos inesquecíveis contra Alain Prost, Nelson Piquet e Nigel Mansell (britânico); em 1985 foi 4º (38 pontos e 2 vitórias), em 1986 foi 4º (55 pontos e 2 vitórias) e em 1987 foi 3º (57 pontos e 2 vitórias). Sem hipóteses de lutar pelo título, Senna optou por mudar de equipa e assinou um contrato com a McLaren, levando consigo os motores Honda. O seu novo colega de equipa, Alain Prost (bi-campeão) viria a ser o seu grande rival. Senna sagra-se campeão (8 vitórias) logo no primeiro ano na McLaren e no ano seguinte, em 1989, a tensão entre os dois pilotos agudiza-se acabando por Prost sair da McLaren, depois do francês se sagrar campeão com alguma polémica. Senna é vice-campeão com 60 pontos e 6 vitórias. O ano de 1990 é quase um remake do ano anterior isto porque Senna e Prost continuam a travar o duelo que vinha dos anos anteriores. No entanto Alain Prost já não se encontra na mesma equipa correndo agora pela Ferrari. Desta vez Ayrton Senna vence o campeonato de 1990 (78 pontos e 6 vitórias) e houve novamente polémica entre os dois pilotos. O campeonato de 1991 foi mais “calmo” para Ayrton Senna uma vez que a Ferrari perde competitividade e Prost viu-se sem argumentos para contrariar o brasileiro que assim conquistava o seu terceiro título (96 pontos e 7 vitórias). Seguiu-se o campeonato de 1992 (Prost despedido da Ferrari e sem um carro competitivo, optou por um ano sabático) no qual Senna assistiu à evolução competitiva do Williams face ao seu McLaren e terminou o ano no 4º lugar (50 pontos e 3 vitórias). Em 1993, com Prost de volta à F1, Senna efectuou o sexto e último ano pela McLaren. Ayrton Senna ainda registou excelentes performances (GP da Europa) mas o McLaren é inferior ao Williams de Prost. Senna fica em 2º lugar com 73 pontos e 5 vitórias. Para 1994 a Williams contrata Ayrton Senna (Prost abandonou a F1 e o brasileiro é o seu substituto na equipa de Frank Williams) mas infelizmente tudo corre mal para Senna, que abandonou nos dois primeiros GP’s do ano, e no terceiro, em Imola, sofreu um acidente fatal que chocou o mundo. Ayrton Senna morria a 1 de Maio de 1994 ao volante do Williams quando liderava o GP da Europa.
Ayrton Senna participou em 161 GP’s e registou no seu palmarés 41 vitórias, 65 pole-positions e 19 melhores voltas (614 pontos).

Os pilotos do McLaren MP4-4 em 1988 foram: Alain Prost e Ayrton Senna.
Vitórias: 15 (A. Senna: 8; A. Prost: 7)
Pole-position: 15 (A. Senna: 13; A. Prost: 2)
Melhor volta : 10 (A. Senna: 2; A. Prost: 8)

13 fevereiro 2008

McLaren MP4-5B - Ayrton Senna (1990)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
Hoje apresento a miniatura do McLaren MP4-5B pilotado pelo brasileiro Ayrton Senna.
Para 1990 a McLaren não necessitou de construir um carro completamente novo. O que fez foi evoluir o McLaren MP4-5 de 1989. Um dos engenheiros chefes responsáveis pelo MP4-5 de 1989, Steve Nichols, passou para a Ferrari e assim foi Neil Oatley, outro dos responsáveis do carro de 1989, que se responsabilizou pelo MP4-5B que seria utilizado em 1990.
Em face dos conflitos internos entre os seus pilotos, Prost e Senna, e que determinaram a saída do francês para a Ferrari, a McLaren contratou o piloto austríaco, Gerhard Berger (ex-Ferrari) para o substituir. A McLaren acabaria por conquistar o título de construtores e Ayrton Senna sagrar-se-ia Campeão Mundial pela segunda vez. Embora essa conquista do brasileiro estivesse envolta em grande polémica, tal como tinha sido a do ano anterior. Os duelos entre os dois grandes rivais, Senna e Prost, atingiam níveis demasiado elevados e os conflitos, quase “bélicos”, entre os dois no ano anterior ainda não estavam completamente esquecidos. A polémica foi tal que fez correr muita tinta na imprensa especializada e não só… e ainda hoje se fala nesses conflitos Prost/Senna.
Mas durante a temporada de 1990, a McLaren sentiu algumas dificuldades (que não tinha tido nos dois anos anteriores), quer em fazer evoluir o MP4-5B, quer em preparar a temporada de 1991. Para tentar solucionar alguns problemas, Ron Dennis teve que, a meio do ano, contratar o engenheiro Gordon Kimball. Recordemos que a Ferrari conseguiu, sensivelmente a meio da temporada de 1990, três vitórias consecutivas que fizeram alguma mossa na McLaren. Essa contratação fez com que o MP4-5B evoluísse e se resolvessem alguns dos problemas que afectavam o monolugar da equipa de Ron Dennis. Assim e com o talento de Ayrton Senna, a McLaren conseguiu aquela vantagem necessária sobre os adversários para a conquista do terceiro título de construtores consecutivo, feito que apenas a Ferrari tinha conseguido entre 1975 a 1977.
O McLaren MP4-5B, que nunca conseguiu as performances dos anteriores modelos, dispunha de uma caixa de seis velocidades, o motor era o Honda V10 de 3500 cm3 com uma potência de 690 cavalos, o mais potente desse ano. Este modelo tinha uma característica particular: o exaustor traseiro era composto por um enorme arco central e quatro mais pequenos, situados dois a dois, de ambos os lados, que ficou conhecido como a Catedral. No entanto este exaustor foi abandonado por outro mais convencional e que facilitava a condução. Havia outros problemas: a caixa de velocidades era de utilização bastante delicada e com o depósito cheio o MP4-5B tinha um comportamento errático.
Informações retiradas do fascículo sobre o McLaren MP4-5B da colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.

Os pilotos do McLaren MP4-5B em 1990 foram: Ayrton Senna (#27) e Gerhard Berger (#28).
Vitórias: 6 (A. Senna: 6)
Pole-position: 12 (A. Senna: 10; G. Berger: 2)
Melhor volta : 5 (A. Senna: 2; Berger: 3)
1990 - O campeonato continuação)
No GP da Alemanha, disputado no rápido circuito de Hockenheim, Ayrton Senna regressou às vitórias terminando com a sequência de três vitórias consecutivas da Ferrari e Prost. No entanto a vitória não foi fácil. O italiano Alessandro Nannini, num Benetton, causou alguma sensação e Senna teve que se empenhar para vencer o GP. O italiano da Benetton fez a prova toda sem mudar de pneus e quase que a sua táctica resultava. Nannini ficou em segundo lugar à frente de Berger (McLaren). A prestação da Ferrari foi uma desilução e Prost foi apenas o quarto classificado.
No GP da Hungria, desta vez a táctica de não mudar de pneus voltou a dar resultado. O belga Thierry Boutsen (Williams) conseguiu a sua primeira pole-position da carreira e fez a corrida toda sem mudar de pneus. Nas últimas voltas sofreu a pressão de Senna mas num circuito onde os locais para ultrapassar escasseiam acabou por beneficiar o belga. Senna não conseguiu ultrapassar Boutsen e assim a Williams voltava a vencer pela segunda vez neste ano. Patrese ao fazer a volta mais rápida da corrida completou o domínio da Williams. Senna ficou em segundo e Nelson Piquet (Benetton) foi o terceiro. Mesmo não vencendo, Senna beneficiou da desistência de Prost.
Nos dois GP’s seguinte (Bélgica e Itália) a McLaren e Aytron Senna obtêm duas vitórias decisivas para a conquista dos títulos. Senna ganha alguma vantagem sobre Prost embora o francês tenha minimizado as perdas ao terminar as duas corridas em segundo lugar. E no caso da McLaren, Berger ajudou com os pontos dos terceiros lugares conseguidos nas duas provas.
O GP de Portugal serviu para Mansell mostrar que, apesar do seu anúncio que iria abandonar a Formula 1, quando dispunha de um carro fiável era capaz de grandes performances. Mansell venceu a prova mas Senna conseguiu colocar-se entre os dois Ferraris ao terminar na segunda posição e impedir um eventual jogo de equipa. Prost ficou em terceiro lugar e perdeu mais dois pontos para Senna.
Apesar de Prost ter perdido 8 pontos para Senna nas três últimas corridas, o francês não baixou os braços e chegou ao GP de Espanha disposto a manter a chama pela discussão do título viva. E foi isso que aconteceu. Senna desistiu e Prost aproveitou ao máximo o azar do brasileiro. Prost vence a corrida com Mansell na segunda posição. Uma dobradinha para a Ferrari. A duas corridas para o fim do campeonato, ambos os títulos continuavam em disputa: Senna com mais 11 pontos que Prost e a McLaren com mais 18 pontos que a Ferrari.
A expectativa para o GP do Japão era grande: país da Honda e onde Senna era idolatrado. Para manter as hipóteses de chegar ao título Prost tinha que terminar à frente de Senna e ganhar pelo menos 3 pontos ao brasileiro. Se Prost não terminasse Senna era campeão.
A grande expectativa acabou por sair gorada já que depois da partida para o GP, Ayrton Senna, que era o pole-position, e Alain Prost colidiram ao entrar na primeira curva do circuito. Ambos abandonaram e Senna sagrava-se campeão pela segunda vez. Pelo segundo ano consecutivo estes dois pilotos colidiam no GP do Japão, instalando-se a polémica sobre quem seria o responsável… nós todos já sabemos quem foi o responsável: Senna foi o responsável para os fãs de Prost e Prost foi o responsável para os fãs de Senna. Se bem que uns anos depois o brasileiro tenha assumido a culpa. Foram actos que ainda tinham a sua génese na colisão do ano anterior.
Aaahh… já me esquecia, Nelson Piquet (Benetton) aproveitou para voltar a vencer um GP depois do jejum que já durava há dois anos e meio. Outro brasileiro, Roberto Moreno, também em Benetton terminou em segundo lugar. Obteve o seu primeiro e único pódio na Formula 1. Aguri Suzuki (Lola), piloto da “casa”, ficou num inédito terceiro lugar. Pela primeira vez na história da Formula 1 havia um piloto nipónico no pódio. E como nenhum piloto da Ferrari pontuou, a McLaren conquistou o título de construtores pela terceira vez consecutiva. Para a Honda era o quarto título consecutivo.
Com a questão dos títulos resolvida, o GP da Austrália serviu apenas para cumprir o calendário. Contudo realizava-se a 500ª corrida da Formula 1 desde 1950 e Nelson Piquet (Benetton) assinou o seu nome na história ao vencer a prova. Mansell foi o segundo e Prost o terceiro.
O campeonato de pilotos terminou com os seguintes três primeiros classificados:
1º Ayrton Senna (McLaren) - 78 pontos (6 vitórias);
2º Alain Prost (Ferrari) - 71 pontos (5 vitórias);
3º Nelson Piquet (Benetton) - 43 pontos (2 vitórias).

Entre os construtores, a classificação ficou assim:
1º McLaren – 121 pontos (6 vitórias)
2º Ferrari – 110 pontos (6 vitórias)
3º Benetton – 71 pontos (2 vitórias)

03 setembro 2007

Lotus 97T - Ayrton Senna (1985)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O Lotus 97T de 1985 foi da responsabilidade dos designers Gérard Ducarouge e Martin Ogilvie e seguia as linhas do modelo anterior (95T de 1984). Para esse ano a Lotus contratou o piloto brasileiro Ayrton Senna que prometia vir a ser um grande piloto devido às boas prestações que tinha feito no ano anterior ao volante de um Toleman TG184.
A equipa fundada por Colin Chapman que agora era dirigida por Peter Warr desde a morte do fundador, manteve o piloto italiano Elio de Angelis enquanto que Nigel Mansell (inglês) era dispensado e assinava pela Williams.
O Lotus 97T utilizava o motor Renault EF4B/15 Turbo V6 com uma potência que dizia-se de 900 cavalos para a corrida e na qualificação o motor chegava a debitar 1200 cv de potência. A Lotus era uma equipa cliente da marca francesa mas estava a ter melhores resultados que a equipa de Formula 1 da Renault. Já no ano anterior isso tinha acontecido e neste ano de 1985 isso seria confirmado. A Renault no final do ano acabava mesmo por abandonar a F1.
Seria com o modelo 97T que a Lotus voltaria novamente às vitórias de que andava arredada deste 1982.
Esta miniatura do Lotus 97T na versão com pneus de chuva que hoje apresento, cujo piloto é o Ayrton Senna, é uma das minhas favoritas. É sem dúvida alguma, na minha opinião, um dos mais belos carros de Formula 1 sendo a sua decoração é fantástica. O preto e dourado da John Player Special, patrocinador de longos anos da Lotus, combinam muito bem com o amarelo do capacete de Senna e o dourado das jantes. Brilhante miniatura!


1985 – O Campeonato
Como quase sempre, o primeiro GP do ano foi no Brasil e Alain Prost (francês) continuou a sequência de vitórias consecutivas que a McLaren trazia do ano anterior. A McLaren tinha vencido os últimos 7 GP’s do ano anterior e iniciava da melhor maneira o novo campeonato. Prost vencia e dava à McLaren a sua 8ª vitória consecutiva. Michele Alboreto (italiano) foi o segundo num Ferrari e Elio de Angelis (Louts) foi o terceiro. Entretanto após o GP, a Ferrari despediu o piloto francês René Arnoux e contratou o sueco Stefan Johansson.
O GP de Portugal, disputado em condições atmosféricas adversas, revelou Ayrton Senna ao mundo. Mas a poucas horas do início da corrida, no warm-up, Senna ainda sofreu um susto porque o motor do Lotus teve que ser substituído. Disputada debaixo de uma intensa chuva, a corrida foi completamente dominada por Ayrton Senna que vencia assim a sua primeira corrida na Formula 1, depois de ter efectuado a pole-position (também a sua primeira na F1) e a melhor volta da corrida. Por pouco Elio de Angelis não dava à Lotus uma dobradinha mas um furo deitou por terra uma boa prova e terminou na 4ª posição. Michele Alboreto foi o segundo classificado, repetiu o resultado do GP Brasil. O piloto francês Patrick Tambay (Renault) fez uma corrida bastante regular e conseguiu terminar na terceira posição tendo beneficiado de alguns despistes. Alain Prost foi uma das vítimas da chuva porque se despistou e abandonou quando em plena recta da meta o seu McLaren entrou em aquaplanning.

O GP de San Marino foi uma autêntica lotaria nas últimas voltas devido ao elevado consumo de combustível dos carros, aliás estas dificuldades já estavam previstas neste circuito. Nem mesmo a McLaren escapou. Ayrton Senna fez a pole-position e liderou a maioria das voltas até que a 4 voltas do fim abandonou com falta de combustível mas ainda ficou classificado na sétima posição. Com Senna fora da corrida foi Stefan Johansson, que fazia a sua segunda corrida pela Ferrari, que assumiu a liderança da corrida. Os adeptos italianos deliraram quando viram um Ferrari na liderança mas foi por pouco tempo. Na volta seguinte também Johansson se vê obrigado a abandonar devido à falta de combustível. E assim foi Alain Prost, que a 3 voltas do fim, se vê na primeira posição e leva o seu McLaren, já em dificuldades com falta de combustível, a cruzar a linha da meta. Elio de Angelis (Lotus) foi o segundo e Thierry Boutsen (belga) levava o Arrows-BMW A8 a um excelente terceiro lugar. Horas depois da celebração no pódio, Alain Prost foi desclassificado porque o seu McLaren pesava menos dois quilos do que o peso mínimo regulamentado. De Angelis foi declarado o vencedor, Boutsen o segundo e Patrick Tambay era novamente terceiro.
No GP do Mónaco, Senna parte da pole-position e lidera durante as primeiras voltas até que abandona com o motor partido. Alboreto (Ferrai) assume a liderança durante algum tempo. À 16ª volta um espectacular acidente, sem consequências para os pilotos, entre o brasileiro Nelson Piquet (Brabham) e o italiano Riccardo Patrese (Alfa Romeo) deixa óleo na pista. Alboreto tem um leve despiste devido a esse óleo e perde a liderança para Prost (McLaren). Passadas algumas voltas, o italiano da Ferrari voltava a recuperar a liderança para ser novamente traído com um furo que poderá ter sido provocado pelos detritos ainda existentes na pista do acidente entre Piquet e Patrese. Então, com sorte, Alain Prost era novamente o líder e venceu a corrida. Alboreto ficou em segundo lugar depois de ainda ter tido tempo para ultrapassar Elio de Angelis (Lotus), que foi o terceiro classificado.
No GP do Canadá foi a vez de Elio de Angelis fazer a pole-position em vez de Senna, que partiu da segunda posição. Os dois Lotus lideraram a corrida no início, entretanto Senna regista novo abandono e De Angelis foi o líder até à 15ª volta. Entretanto, Alboreto (Ferrari) ultrapassa o piloto da Lotus e domina o evento até ao fim da corrida. Stefan Johansson, o outro piloto da Ferrari, termina em segundo lugar e obtêm o seu primeiro pódio na Formula 1. Para a Ferrari era a primeira dobradinha depois do GP da Holanda de 1983. O terceiro classificado foi Alain Prost.
Ao fim de 5 GP’s disputados, o Campeonato de Pilotos era liderado por Michelle Alboreto com 27 pontos, seguido de De Angelis e Prost com 22 pontos. No Campeonato de Marcas, a Ferrari liderava com 37 pontos.
(continua)

Os pilotos do Lotus 97T em 1985 foram: Elio de Angelis e Ayrton Senna.
Vitórias: 3 (E. De. Angelis: 1; A. Senna: 2)
Pole-position: 8 (E. De. Angelis: 1; A. Senna: 7)
Melhor volta : 3 (A. Senna: 3)

07 agosto 2007

Toleman TG184 - Ayrton Senna (1984)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A equipa Toleman, fundada na década de 70 pelos irmãos Ted e Bob Toleman, estreou-se na Formula 1 no GP de Itália em 1981. Embora sendo uma equipa de parcos recursos a Toleman manteve-se na Formula 1 até 1985.
Guiaram pela Toleman pilotos como Ayrton Senna, Derek Warwick, Teo Fabi, Stefan Johansson, Piercarlo Ghinzani, Johnny Cecotto, Bruno Giacomelli, Brian Henton e Pierluigi Martini (na realidade Martini não chegou a participar num GP ao volante de um Toleman, em 1984 tentou qualificar-se para o GP de Itália mas não conseguiu, seria a sua estreia na Formula 1 mas teve que esperar até ao ano seguinte).
A Toleman disputou 57 GP’s ao longo de 5 anos, com um palmarés onde se destaca uma pole-postion (Teo Fabi no GP da Alemanha de 1985), duas melhores voltas (Derek Warwick no GP da Holanda em 1982 e Ayrton Senna no GP do Mónaco de 1984) e três pódios (todos por Senna em 1984, um segundo lugar no Mónaco e dois terceiros lugares, na Inglaterra e em Portugal). No final de 1985, a equipa é adquirida pelo seu principal patrocinador, a United Colours of Benetton. E passa a designar-se Benetton Formula 1 Racing Team.

Apesar da Toleman ter tido, em 1984, um início de campeonato um pouco atribulado seria neste ano que conseguiria os melhores resultados na Formula 1. O novo modelo estava atrasado e só ficou pronto para a quinta prova do campeonato. O modelo do ano anterior (TG183B) foi utilizado inicialmente e só no GP da França é que estreava o novo Toleman TG184. Outro dos problemas foi com os pneus; nos primeiros quatro GP’s do ano o TG183B correu com os pneus Pirelli. Mas depois que estreou o TG184 a marca de pneus passou a ser a Michelin.
É esta a miniatura que hoje apresento: o Toleman TG184, na versão com pneus de chuva, pilotado por Ayrton Senna (provavelmente no GP do Mónaco de 1984 onde obteve o segundo lugar, o primeiro pódio de Senna e da Toleman na Formula 1).
O Toleman TG184 foi desenhado por Rory Byrne, excelente designer que esteve na Benetton e depois passou para a Ferrari quando Michael Schumacher assinou pela equipa de Maranello. O seu percurso na Formula 1 está intimamente ligado ao de Schumacher. Deixou a Formula 1 em 2006 e julgo que neste momento não está ligado a nenhuma equipa. Este modelo é da sua responsabilidade e era bastante melhor do que o do ano anterior, principalmente ao nível aerodinâmico. Podemos ver uma característica bastante particular no TG184 que era a utilização de um segundo aileron traseiro por cima do motor. O motor era o Hart Turbo.

1984 – O Campeonato (continuação)
No GP do Mónaco assistimos a uma brilhante performance do jovem brasileiro Aytron Senna num Toleman. O GP foi disputado à chuva. Alain Prost (McLaren) fez a pole-positon e liderou a prova desde o início. Senna largou do 13º lugar e foi ganhando posições. A sua performance foi excelente até que à 31ª volta, quando seguia em segundo lugar muito perto de poder ultrapassar o líder Prost, a corrida foi interrompida. Havia outro piloto que também fazia uma boa corrida, Stefan Bellof (alemão) num Tyrrell, partindo da 20ª e ultima posição já era o 3º no momento da interrupção. Como ainda não estavam decorridos dois terços da prova apenas foi atribuída metade da pontuação. Em face disso, Prost apenas pontua 4,5 pontos e poderá ter perdido o campeonato aqui. Senna foi o segundo e Bellof o terceiro. René Arnoux (Ferrari) foi o quarto mas algum tempo depois ficaria com o terceiro lugar devido à desclassificação e exclusão da Tyrrell do campeonato.
Nos próximos 3 GP’s disputados no continente Americano, a McLaren iria sentir algumas dificuldades. No Canadá, o brasileiro Nelson Piquet num Brabham BMW, em excelentes condições, faz a polé-position, a melhor volta da corrida e lidera de ponta a ponta obtendo uma vitória retumbante à frente dos dois McLaren (Lauda e Prost).
No GP de Detroit, Piquet quase que repete a exibição do Canadá, apenas não faz a melhor volta da corrida. De resto o domínio voltou a ser o mesmo: pole-postion, líder em todas as voltas e vitória. Estaria de volta o campeão de 1983? Piquet ainda não tinha pontuado no campeonato e de repente duas vitórias consecutivas com domínio absoluto.
No GP de Dallas, os Lotus Renault ocuparam a primeira linha da grelha de partida: Nigel Mansell em primeiro e Elio de Angelis em segundo. Mansell liderou durante grande parte da corrida mas acabou por ter problemas que o relegaram para a sexta posição final. O finlandês, ex-campeão de 1982, Keke Rosberg (Williams Honda) acabou por vencer, depois de Prost (McLaren) também ter passado pela liderança da corrida. A Honda voltava a vencer um GP depois de 17 anos (a última vitória da Honda tinha sido obtida por John Surtees no GP de Itália de 1967). O inglês Martin Brundle (Tyrrell) termina em segundo lugar. O terceiro foi o francês René Arnoux (Ferrari) e De Angelis o quarto. Esta seria a segunda e última prova do ano em que nenhum McLaren terminaria. Após o GP de Detroit, a FISA excluiu a Tyrrell do Campeonato do Mundo. A razão desta decisão deveu-se a várias irregularidades encontradas nos Tyrrell: esferas de chumbo no depósito de água, dois buracos no fundo do carro que devia ser plano e as análises feitas à água usada na injecção do motor revelava a presença de gasolina. A Tyrrell era assim excluída do campeonato e perdia todos os pontos conquistados até aí. Ken Tyrrell ainda recorreu da decisão mas sem obter sucesso. A Tyrrell ainda participou em alguns GP’s mas sem pontuar. O resultado do GP de Dallas ficava assim definido: primeiro Rosberg, segundo Arnoux e terceiro De Angelis. A Tyrrell perdia também o terceiro lugar de Bellof no Mónaco.
Nos treinos para o GP da Grã-Bretanha, o venezuelano Johnny Cecotto (ex-campeão de motociclismo), colega de equipa de Senna, sofre um grave acidente, partindo as duas pernas. Foi o fim da sua carreira na Formula 1, ao fim de 18 participações em GP’s. Tinha estreado em 1983 no GP do Brasil num Theodore. O seu melhor resultado foi um sexto lugar no GP de Long Beach (EUA) em 1983.
A corrida teve três líderes, o primeiro foi o pole-position, Nelson Piquet (Brabham), depois Alain Prost (McLaren) e depois Niki Lauda (McLaren). Prost abandonou com problemas na caixa de velocidades e Lauda aproveitou para vencer a prova e aproximar-se de Prost no campeonato. Warwick consegue um excelente segundo lugar para a Renault, equipa que estava muito longe da que tinha sido no ano anterior. Senna voltava a fazer uma bela prova e termina num fantástico terceiro lugar, ultrapassando De Angelis nas últimas voltas.
No campeonato de pilotos, Prost era o primeiro com 35,5 pontos sendo Lauda o segundo a 1,5 pontos. A McLaren liderava o campeonato de construtores com 68,5 pontos.
(continua)

Os pilotos do Toleman TG184 em 1984 foram: Ayrton Senna, Johnny Cecotto e Stefan Johansson.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 1 (A. Senna: 1)