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24 março 2008

Lola - Mário Andretti (199?)



Esta miniatura é da marca Onyx.
Algum dia tinha que chegar a vez de colocar um post sobre esta miniatura: o Lola de Mário Andretti na IndyCar. A verdade é que não sei qual o modelo e o ano a que pertence. Talvez de 1991, 1992 ou 1993… Na miniatura não vem referido o modelo, nem sequer sei qual o motor deste Lola, mas que pelo período a que julgo pertencer deverá ser Chevrolet ou Ford. Também não sei muito sobre a IndyCar e como tal vou escrever umas breves linhas sobre Mário Andretti. Se é que é possivel resumir a carreira deste piloto em breves linhas...

Mário Gabrielle Andretti nasceu em Itália a 28 de Fevereiro de 1940. Mário Andretti é um dos nomes incontornáveis no desporto automóvel, quer pelo seu sucesso quer pela sua longevidade no automobilismo. Parece que ainda foi em Itália que teve o seu primeiro contacto com o desporto automóvel.
A sua família muda-se para os EUA, em 1955, sendo aí que iria iniciar a sua carreira quatro anos depois (1959). Em 1964 naturalizou-se norte-americano e começou a correr no campeonato USAC. Nos três anos seguintes sagrou-se sempre campeão neste campeonato. Em 1965, numa época em que a Lotus disputava as 500 Milhas de Indianápolis, travou conhecimento com Colin Chapman. O fundador da Lotus terá dito a Andretti que o avisasse quando estivesse pronto para a Formula 1. A estreia de Andretti na Formula 1 aconteceu em 1968 no GP dos EUA, tendo efectuado a pole-position, na Lotus, claro. Mas a carreira de Andretti na Formula 1 foi intermitente durante os seguintes anos. Andretti fazia os campeonatos americanos e corria na Formula 1 quando podia. Contudo a sua primeira vitória aconteceu em 1971 no GP da África do Sul num Ferrari. Foi só em 1975 que a sua carreira se concentrou na Formula 1, tendo corrido pela equipa Parnelli. Em 1976 assina pela Lotus e seria na equipa de Colin Chapman que se sagraria Campeão do Mundo da Formula 1 em 1978. A partir daqui a sua carreira na Formula 1 foi perdendo qualidade, muito por causa dos fracos carros que teve ao seu dispor. Até que em 1982 realiza o seu último GP, em Itália, quando Enzo Ferrari o chamou para substituir o acidentado Didier Pironi. A sua carreira na Formula 1 contabiliza 128 participações em GP’s, 12 vitórias, 18 pole-positions, 10 melhores voltas e um título mundial. Guiou pela Lotus (1968 a 1969, 1976 a 1980), March (1970), Ferrari (1971 a 1972, 1982) Parnelli (1974 a 1976), Alfa-Romeo (1981) e Williams (1982).
Mas a carreira de Mário Andretti não se esgota na Formula 1, nem na Indycar. Também correu nas 24 Horas de Le Mans, em quatro décadas diferentes. Não conseguiu vencer em Le Mans; a sua melhor classificação foi o segundo lugar em 1995. A sua última participação aconteceu em 2000.
Mário Andretti competiu nas 500 Milhas de Indianápolis quase ininterruptamente desde 1965 até 1994. Só falhou em 1979. Apenas venceu uma vez, em 1969.
Em 2003, aos 63 anos, sofreu um grave acidente, do qual escapou com ligeiros ferimentos mas que foi determinante para que Mário Andretti colocasse finalmente um ponto final na sua já longa carreira no automobilismo.
Os prémios que recebeu foram imensos tal como é o legado de Mário Andretti ao desporto automóvel. Os seus dois filhos seguiram os seus passos e actualmente já tem um neto no IRL. São três gerações no automobilismo.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Andretti

16 março 2007

Lotus 78 - Mário Andretti (1978)



Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A Lotus iniciou o campeonato de 1978 com o modelo do ano anterior, o Lotus 78. Como já referi num post anterior sobre o Lotus 78, este modelo foi confirmando o revolucionário conceito efeito solo lançado por Colin Chapman e que em 1978 muitas equipas adversárias começaram a copiar. Mesmo sendo o modelo de 1977, o Lotus 78 mostrou-se muito competitivo, parecendo estar num patamar acima dos seus concorrentes. No início do campeonato, os dois pilotos (Mário Andretti e Ronnie Peterson) da Lotus utilizaram o 78 durante as cinco primeiras corridas. Na sexta prova, no GP da Bélgica, Mário Andretti estreava o Lotus 79. No GP da Espanha já havia dois Lotus 79 para o piloto ítalo-americano e para o piloto sueco.
O Lotus 78 viria a estar ligado ao acidente no GP de Itália que vitimaria Ronnie Peterson, em consequência dos ferimentos sofridos nas pernas. A Lotus, para 1978, voltou a contratar o rapidíssimo piloto sueco, Ronnie Peterson. O piloto sueco aceitou a condição de segundo piloto quando era nitidamente mais rápido que Mário Andretti, mas respeitou sempre essa condição. Ronnie Peterson utilizou o Lotus 78 durante as seis primeiras provas do ano e só voltou a utilizar o Lotus 78, no GP de Itália, porque o seu Lotus 79 não estava em condições para a prova. O carro de reserva era um Lotus 78 mas diz-se que se o acidente tivesse acontecido com o Lotus 79 o piloto sueco estaria mais protegido e provavelmente não teria sofrido os ferimentos que o vitimariam no dia seguinte no hospital.
O campeonato iniciou com uma vitória de Mário Andretti (Lotus) no GP da Argentina. Niki Lauda (austríaco), campeão do mundo em 1977 que trocou a Ferrari pela Brabham, ficou em segundo lugar e Patrick Depailler (francês) ficou em terceiro com o Tyrrell. No GP do Brasil, Carlos Reutemann (argentino) dá à Ferrari a primeira vitória da temporada. Emerson Fittipaldi (brasileiro) consegue um fantástico segundo lugar com o Copersucar. Foi o primeiro e único pódio da equipa brasileira na Formula 1. Lauda (Brabham) foi terceiro classificado. No GP da Africa do Sul, Ronnie Peterson (Lotus) vence, Depailler (Tyrrell) é segundo e John Watson (Brabham) é terceiro. No GP dos EUA, Reutemann (Ferrai) vence, Andretti (Lotus) é segundo e Depailler (Tyrrell) é terceiro classificado. Estavam decorridas quatro provas e o campeonato era liderado por Andretti e Reutemann com 18 pontos seguidos de Peterson e Depailler com 14 pontos. A Lotus era líder no campeonato de construtores com 27 pontos e a Ferrari estava em segundo lugar com 18 pontos. O campeonato ia agora entrar nas provas europeias.
(continua)

Os pilotos do Lotus 78 em 1978 foram: Mário Andretti, Ronnie Peterson e Hector Rebaque.
Vitórias: 2 (M. Andretti: 1; R. Peterson: 1)
Pole-position: 2 (M. Andretti: 1; R. Peterson: 1)
Melhor volta : 2 (M. Andretti: 1; R. Peterson: 1)

01 fevereiro 2007

Lotus 78 - Mário Andretti (1977)


Esta miniatura é da marca Quartzo.
A Lotus, como muitas das vezes, deu início a uma das maiores revoluções tecnológicas na Formula 1 com o Lotus 78, o efeito-solo, que culminaria nos títulos conquistados em 1978. Se assim não tivesse acontecido provavelmente a Ferrari teria dominado a Formula 1 desde 1975 a 1979. A equipa de Colin Chapman, constituída por Peter Wright, Tony Rudd, Ralph Bellamy e Charlie Prior criaram o Lotus 78 sob os conceitos desta revolução que foi a inovação do efeito-solo nos Formula 1.

Até a esta altura, os carros da Formula 1 conseguiam o apoio aerodinâmico através das asas dianteiras e traseiras. A equipa Lotus criou então um meio de utilizar o chassis para gerar o apoio aerodinâmico, utilizando os pontões laterais. Os pontões laterais do Lotus 78 tinham perfis de asas invertidos na sua face interior. O fluxo de ar por baixo do carro era acelerado entre eles, produzindo assim uma baixa pressão que literalmente puxava o carro para baixo contra pista. Basicamente aproveitou-se o que foi descrito pelo físico Bernoulli como o “princípio das mudanças de velocidade e pressão de um fluído em movimento: acelerando a velocidade e a pressão diminui com o fluído. O ar é um fluído e se um fluxo de ar é introduzido num túnel (venturi) aberto – como um funil invertido é acelerado e a sua pressão baixa, criando um efeito de sucção”.
O Lotus 78 contudo era um carro que tinha alguns problemas aerodinâmicos, com uma traseira pouco limpa e um centro de pressão demasiado à frente o que dava maior aderência aos pneus dianteiros que aos traseiros. Mas todos esses problemas seriam resolvidos com o carro de 1978, o Lotus 79, que aprimorava ainda mais o conceito utilizado no Lotus 78 de 1977. Mesmo assim o Lotus 78 indicou qual a direcção a seguir e tornou-se na referência nos anos seguintes sendo posteriormente ultrapassado por outras equipas que utilizaram o mesmo conceito de uma maneira ainda mais eficiente. De uma maneira mais resumida poderia dizer-se, agora, que era mais importante o fluxo de ar que passava por debaixo do carro do que o que passava por cima.
O Lotus 78 foi, na minha opinião, um dos mais belos Formula 1 da história da modalidade. A sua decoração dourada da JPS (John Player Special) sob a pintura preta do Lotus era fenomenal. A nível desportivo, foi um carro ganhador, não fossem alguns problemas que teve na temporada de 1977 e Mário Andretti (norte americano de origem italiana) poderia ter sido campeão nesse ano ou pelo menos teria dificultado ainda mais a vida de Niki Lauda, mesmo assim foi o piloto que venceu mais corridas (4) nesse ano.

(continuação)
No GP dos EUA, em Long Beach, Mário Andretti (Lotus) ganha a prova americana, naquela que seria a primeira vitória de um carro da Formula 1 de efeito-solo. O austríaco Niki Lauda (Ferrari) ficou em segundo lugar e Jody Scheckter, o sul-africano da Wolf, foi terceiro. No GP seguinte, na Espanha, o pódio tinha os mesmos carros nos mesmos lugares, apenas houve a troca nos pilotos da Ferrari. Mário Andretti e a Lotus voltam a vencer não dando quaisquer hipóteses aos adversários, fez a pole-position e liderou desde o início até ao fim, só faltou fazer a melhor volta da corrida. Desta vez foi Carlos Reutmann, da Ferrari, que ficou em segundo lugar, Niki Lauda (Ferrari) não pontuou. E Jody Scheckter (Wolf) repetiu o terceiro lugar do GP anterior.

Estavam decorridas 5 provas do campeonato e a classificação era a seguinte: Scheckter era primeiro com 23 pontos, Andretti com 20 pontos, Lauda e Reutemann, ambos com 19 pontos, eram segundo e terceiros, respectivamente. A Ferrari estava em primeiro lugar com 34 pontos seguida da Wolf com 23 pontos e da Lotus com 22 pontos.
(continua)

Os pilotos do Lotus 78 em 1977 foram: Mário Andretti e Gunnar Nilsson.
Vitórias: 5 (M. Andretti: 4; G. Nilsson: 1)
Pole-position: 7 (M. Andretti: 7)
Melhor volta : 5 (M. Andretti: 4; G. Nilsson: 1)