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16 fevereiro 2014

Ferrari F2007 - Kimi Raikkonen (2007)

 
Esta miniatura pertence à colecção Ferrari F1 Collection – Fasc. Nº 9.
O novo Campeonato do Mundo de F1 que vai ter início dentro de algumas semanas traz algumas interrogações que valem a pena ser colocadas. Desde já temos o regresso dos motores turbo e como é que as equipas se vão adaptar a esta nova realidade da F1. Mas o que me deixa mais curioso, e neste caso têm a ver com a miniatura que hoje vos apresento, diz respeito à equipa Ferrari. Como sabem o piloto finlandês Kimi Raikkonen (ex-Lotus) regressou à Ferrari, equipa com a qual foi campeão em 2007. Acontece que o Kimi Raikkonen vai ser colega de equipa do espanhol Fernando Alonso (campeão em 2005 e 2006 pela Renault) que se encontra na Ferrari desde 2010 logo vai para a sua quinta temporada na Ferrari e ainda sem conseguir sagra-se campeão pela equipa italiana. Ora temos aqui uma situação quase ou mesmo inédita na Ferrari: dois ex-campeões do mundo a lutar pelo lugar de primeiro piloto na Ferrari. Tal situação na Ferrari apenas encontra paralelo na década de 50 ou quando Alain Prost (francês) e Nigel Mansell (inglês) foram colegas de equipa em 1990 (e neste caso Mansell ainda não era Campeão do Mundo). Como irá a Ferrari lidar com a situação? E os pilotos? Esta situação leva-nos a Fernando Alonso que por sua vez já viveu uma situação algo semelhante na McLaren em 2007 quando teve como colega de equipa o inglês Lewis Hanilton, e que levou à saída do espanhol no final do campeonato insatisfeito pela indefinição na equipa sobre qual o primeiro piloto, nessa ocasião a luta dos dois pilotos terá custado à McLaren a perda do campeonato de pilotos por um ponto para Kimi Raikkonen.
A miniatura de que hoje vou falar é a do Ferrari F2007 de Kimi Raikkonen com o qual o piloto finlandês se sagrou Campeão do Mundo em 2007. Recorde-se que Kimi Raikkonen foi contratado para substituir o piloto alemão Micheal Schumacher, que na época tinha feito a sua última temporada em 2006 (como sabemos Schumacher regressou à F1 após dois anos sem correr, em 2009).
Muito trabalhado ao nível aerodinâmico, o Ferrari F2007 apresentava o avanço do eixo dianteiro para reduzir os efeitos nocivos das turbulências geradas pelas rodas e pelas estruturas deformáveis laterais, que permitem um aumento da resistência da estrutura do carro. As rodas dianteiras do F2007 dispunham de uma tomada de ar que permitia canalizar o ar quente para as zonas onde possa gerar uma vantagem aerodinâmica, terminando na zona de baixa pressão atrás do pneu que alimenta o fluxo de ar que passa por baixo do carro e da zona central do perfil do difusor. Esta lua é de carbono e tem uma forma convexa para reduzir os vórtices nocivos. In fascículo nº 9, pág. 14.
O motor é de 8 cilindros em “V” a 90º com 2398 cm3 e calculava-se que tinha mais de 800 cv de potência. A caixa era de 7 velocidades, quick shift o que permitia reduções instantâneas. Os responsáveis técnicos pelo F2007 foram os designers Aldo Costa e Nikolas Tombazis.

O campeonato de 2007
Kimi Raikkonen, tendo mudado de equipa (o piloto finlandês vinha da McLaren), teve o que todos os pilotos anseiam no primeiro GP pela sua nova equipa ao vencer o GP da Austrália. Raikkonen não poderia esperar melhor inicio nesta nova etapa da sua carreira. Atrás de si terminaram os pilotos da McLaren, Fernando Alonso (espanhol) e o estreante Lewis Hamilton, segundo e terceiro classificado, respectivamente. No GP da Malásia a McLaren “respondeu” à Ferrari vencendo a prova através de Alonso e com Hamilton em segundo lugar. No GP do Bahren foi a vez de Filipe Massa (brasileiro) vencer com o Ferrari F2007. Assim havia três vencedores ao fim de 3 provas disputadas.
A primeira prova europeia disputou-se em Espanha e Filipe Massa aproveito o embalo que trazia da prova anterior e venceu a corrida, colocando-se na liderança do campeonato. Três vitórias para a Ferrari com 4 provas disputadas. Contudo a Ferrari iria ver a equipa rival, a McLaren, obter 3 vitórias nas 3 provas seguintes: no Mónaco o espanhol Fernando Alonso foi o primeiro enquanto que o melhor Ferrari foi o Massa em terceiro lugar; no Canadá Lewis Hamilton obteve a sua primeira vitória na F1 e em Indianapolis o inglês voltou a vencer, seguido do seu colega de equipa Alonso.
Em Julho no GP da França Kimi Raikkonen volta a vencer, seguido de Massa; a primeira dobradinha do ano para a Ferrari. O piloto finlandês da Ferrari voltou a vencer no GP da Inglaterra quando era esperada uma vitória do inglês da McLaren Lewis Hamilton. No GP da Europa, disputado no circuito de Nurburgring, a McLaren festejou nova vitória por Alonso no entanto já nesta altura havia “rebentado” o escândalo do ano: o caso de espionagem que a Ferrari teria sido alvo por parte da McLaren. Muito resumidamente, o que aconteceu foi que Mike Coughlan (da McLaren) terá recebido informação técnica sobre o F2007 e sobre a organização, informação essa que terá sido fornecida por Nigel Stepney, ex-colaborador da Ferrari. Esta situação foi-se arrastando ao longo de várias provas e só em Setembro é que se viria a saber da decisão final. No entretanto, a McLaren obteve nova vitória no GP da Hungria desta feita através de Hamilton mas no GP da Turquia a Ferrari “respondeu” à McLaren com uma vitória de Filipe Massa.
Uns dias antes de se saber a sentença da McLaren, disputou-se o GP da Itália e a equipa inglesa obteve nova dobradinha com Alonso a vencer e Hamilton em segundo lugar. Alguns dias depois soube-se que a McLaren era considerada culpada no caso de espionagem à Ferrari anulando-se todos os resultados na classificação de construtores e uma avultada sanção económica.
Em SPA, os Ferrari dominam a prova com Kimi Raikkonen em primeiro e Filipe Massa em segundo lugar. No GP do Japão, disputado em condições climatéricas adversas, a Ferrari viu-se relegada para os últimos lugares devido a uma norma relativa ao uso dos pneus de chuva que obrigou os dois Ferrari a pararem nas boxes. Kimi ainda recuperou até ao 3º lugar e Massa até ao 6º lugar. A vitória foi para Hamilton que beneficiou da desistência do seu colega de equipa Alonso. Faltavam duas corridas para terminar o campeonato e Hamilton liderava com 12 pontos de vantagem sobre Alonso e 17 pontos sobre Raikkonen.
No GP da China tudo poderia ter ficado decidido a favor de Hamilton que liderou até meio da prova contudo uma má decisão do piloto e da equipa deitou tudo a perder quando um pneu rebentou devido ao excesso de desgaste, ditando o abandono do inglês. Quem aproveitou foi o piloto da Ferrari, Raikkonen, que venceu a prova, seguido de Alonso e Massa. A ultima corrida iria se disputada no Brasil, tendo Hamilton 4 pontos a mais sobre Alonso e 7 a mais sobre Raikkonen. Para Hamilton as contas eram fáceis de fazer: tinha que terminar nos cinco primeiros lugares para se sagrar campeão. Para Alonso e Hamilton as contas eram mais complicadas e dependiam do resultado do inglês. Praticamente desde o inicio da corrida que os Ferrari se instalaram nos dois primeiros lugares, com Massa em primeiro e Raikkonen em segundo. Hamilton, algo nervoso, ia perdendo alguns lugares até que numa tentativa de ultrapassar Alonso perde o controlo do carro e cai para 8º lugar. Ainda com possibilidades de recuperar até ao 5º lugar, Hamilton não se deu por vencido mas um problema na caixa de velocidades atira o inglês para os últimos lugares. Na frente da corrida, a Ferrari faz a sua estratégia de corrida e na mudança de pneus efectua a troca de posições entre os seus dois pilotos. Kimi vence a prova e sagra-se Campeão do Mundo, uma vez que Hamilton apenas recuperou até ao 7º lugar e tendo Alonso ficado pela 3ª posição. Kimi Raikkonen, com 110 pontos, venceu o campeonato por um ponto de diferença sobre Hamilton e Alonso, ambos com 109 pontos. A Ferrari sagrou-se campeã com 204 pontos (9 vitorias) e a Sauber ficou em segundo com 101 pontos (a McLaren foi desclassificada).

Os pilotos do Ferrari F2007 em 2007 foram: #5 Filipe Massa (brasileiro), #6 Kimi Raikkonen (finlandês).
Vitórias: 9 (K. Raikkonen: 6; F. Massa: 3)
Pole-position: 9 (K. Raikkonen: 3; F. Massa: 6)
Melhor volta: 12 (K. Raikkonen: 6; F. Massa: 6)

06 março 2011

Renault R26 - Fernando Alonso (2006)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O piloto espanhol Fernando Alonso iniciou o campeonato de 2006 como campeão do mundo de F1 e como o piloto que travou a conquista de títulos de Michael Schumacher (alemão), piloto que tinha vencido os últimos cinco campeonatos (de 2000 a 2004). Além disso, Alonso era agora também o campeão mais jovem da F1, sucedendo ao brasileiro Emerson Fittipaldi, que detinha o recorde desde 1972.
A equipa Renault também tinha conquistado o título de construtores em 2005 e confiava na continuação do sucesso para 2006. Para tal, Bob Bell, designer da equipa, construiu o Renault R26 para a função. Os pilotos continuavam a ser Fernando Alonso e Giancarlo Fisichella (italiano). O Renault R26 utilizava o motor da marca de 2,4 litros V8 com uma caixa de 7 velocidades. Com um chassis de fibra de carbono o conjunto francês utilizava os pneus Michelin e os combustíveis da Elf. A grande qualidade do R26 revelou-se ser a fiabilidade: o Renault R26 apenas não terminou 4 provas em 36 possíveis, contando que uma dessas desistências se ficou a dever a um acidente enquanto que as outras 3 foram de causas mecânicas.
A Renault e Fernando Alonso viriam a vencer os respectivos campeonatos, batendo a Ferrari e Michael Scumacher. Alonso e Schumacher venceram o mesmo número de provas (sete) mas a Ferrari venceu mais uma corrida que a Renault, contudo a marca francesa obteve mais pontos do que a marca italiana.
A miniatura apresentada é o Renault R26 de Fernando Alonso no GP da Grã-Bretanha, cuja prova venceu. Fernado Alonso venceu o seu segundo campeonato e até à data ainda não voltou a ser campeão. O piloto espanhol a 29 de Julho de 1981 em Oviedo. Após ter vencido nas várias categorias de formação até chegar à F1, Fernando Alonso passa a ter a sua carreira gerida por Flávio Briatore em 2000, que o coloca na equipa Minardi como piloto de testes. A sua estreia na F1 acontece no GP da Austrália de 2001 com a equipa Minardi. Apesar da falta de competitividade do Minardi, Fernando Alonso consegue boas prestações que levam Briatore a dar-lhe o lugar de piloto de testes da equipa Renault para 2002. Parece que Alonso dá um passo atrás na carreira ao ficar de fora da F1 em 2002 mas no ano seguinte entra como piloto da Renault. Os resultados não tardam em aparecer: na segunda prova do ano alcança a sua primeira pole-position e primeiro pódio e mais tarde no campeonato torna-se no mais jovem piloto a vencer um GP, na prova húngara. Termina o campeonato na 6ª posição. No ano de 2004 alcança mais alguns pódios e mais uma pole-position mas não consegue vencer nenhuma prova e no final do ano é o 4º classificado. Em 2005 vence 7 GP’s e sagra-se Campeão do Mundo da F1 pela primeira vez. É na altura o mais jovem campeão da F1 e mais importante quebra a impressionante sequência de 5 títulos consecutivos de Schumacher. Para 2006, Alonso mantêm-se na Renault e volta a conquistar o título com 7 vitórias, no entanto no final do ano deixa a Renault para assinar pela McLaren. Na equipa de Ron Dennis, Fernando Alonso encontra um novato, Lewis Hamilton (inglês), que lhe complica a vida no campeonato, luta essa entre os dois que provoca a perda do título em favor do finlandês da Ferrari, Kimi Raikkonen. Alonso é 3º no final de 2007 (4 vitórias) com o mesmo número de pontos de Hamilton e a um ponto de Raikkonen. Desagradado com a sua situação na McLaren, Alonso volta para a Renault aonde passa os dois anos seguintes mas os resultados são medianos: em 2008 ainda vence duas provas (uma delas foi a polémica prova de Singapura) e é 5º no campeonato, em 2009 não vence nenhum GP e termina o ano na 9ª posição. No campeonato de 2010 Fernando Alonso corre pela Ferrari e enfrenta a excelente concorrência dos pilotos da Red Bull mas falha a conquista do tri campeonato terminado na 2ª posição, vencendo 5 GP’s.

2006 – O Campeonato
A Renault, campeã de 2005, manteve a sua dupla de pilotos (Alonso e Fisichella) mas a Ferrari, que manteve Michael Schumacher, contratou o piloto brasileiro Filipe Massa para substituir o também brasileiro Rubens Barrichello. Na McLaren a situação manteve-se na mesma em relação à temporada anterior. A luta pelos títulos ficou a cargo da Renault e da Ferrari enquanto a McLaren voltou a sentir dificuldades em lutar de igual para igual com as duas equipas mais fortes.
O campeonato teve início no GP do Bahrain e Fernando Alonso (Renault) iniciou a temporada tal como tinha terminado a anterior: com uma vitória. Schumacher terminou em segundo lugar. A prova seguinte foi na Malásia e a Renault alcançou a primeira e única dobradinha da época: Fisichela foi o primeiro e Alonso o segundo classificado. Na Austrália a Renault deu continuidade à senda vitoriosa que vinha do ano anterior ao ver o seu campeão a terminar na primeira posição. Kimi Raikkonen, o finlandês da McLaren, que já tinha sido terceiro na primeira prova, ficou desta vez em segundo lugar.
A excelente forma de Michael Schumacher e da Ferrari voltaram a aparecer no GP de San Marino e no GP da Europa. Schumacher e a Ferrari sinais de querer contrariar o domínio de Alonso e da Renault ao vencer as duas provas. No entanto o espanhol da Renault minimiza as perdas ao terminar as duas corridas em segundo lugar.
Depois destes dois triunfos da Ferrari e de Schumacher, Fernando Alonso consegue uma sequência de 4 vitórias consecutivas que lhe dão praticamente a conquista do segundo título, pelo menos assim se pensou. Os GP’s da Espanha, Mónaco, Grã-Bretanha e Canadá, são palco das vitórias de Alonso, enquanto Schumcher fica quase sempre em segundo lugar, falhando no Mónaco onde apenas é 5º classificado. Em 9 GP’s disputados, Alonso conquista 6 vitórias e 3 segundos lugares. Mas a segunda parte do campeonato iria ser mais complicada…
Após esta sequência de 4 vitórias de Alonso e da Renault, a Ferrari e Schumacher responderam com 3 vitórias consecutivas nos GP’s dos EUA, França e Alemanha. Alonso consegue o segundo lugar na França sendo 5º classificado nos outros dois Gp’s.
No GP da Hungria Fernando Alonso não pontua pela primeira vez no ano mas Schumacher apenas consegue 1 ponto, reduzindo assim a sua diferença para 10 pontos. A vitória foi para Jenson Button (inglês), da Honda, que assim venceu pela primeira vez na sua carreira. A prova foi bastante movimentada devido à chuva o que baralhou toda a concorrência.
No GP da Turquia o segundo piloto da Ferrari, o brasileiro Filipe Massa, alcança a sua primeira vitória da carreira. Fernando Alonso termina em segundo lugar e aumenta a vantagem para Schumacher que apenas foi terceiro. Contudo ao terminar o GP seguinte, em Itália, Scumacher saía para a China com apenas 2 pontos de desvantagem em relação a Alonso. Resumindo, Schumacher venceu a prova italiana e Alonso não pontua pela segunda vez no campeonato e vê o alemão da Ferrari reduzir a desvantagem de 12 para apenas 2 pontos. A 3 provas do fim do campeonato a discussão pelo título estava ao rubro… e iria ficar ainda mais depois do GP da China e da vitória de Scumacher. Alonso ao ficar em segundo lugar perdeu o primeiro lugar no campeonato, apesar de ter os mesmo pontos que Schumacher. Mas este tinha já mais vitórias que o espanhol da Renault. Previa-se assim um emocionante final de campeonato contudo no GP do Japão tudo corria pela melhor maneira para Schumacher, que liderava a prova, quando à 36ª volta (a 17 voltas do fim) foi obrigado a desistir devido à quebra do motor do seu Ferrari. Este facto deixou Alonso na liderança da prova japonesa e com uma mão no título de 2006. A vitória do espanhol deixou Schumacher novamente com um atraso de 10 pontos quando apenas faltava uma prova.
Assim e à partida para o GP do Brasil, Schumacher só seria campeão se Alonso não pontuasse e se Schumacher fosse o vencedor da prova brasileira. Scumacher não venceu a prova (foi o 4º), Filipe Massa venceu o seu segundo GP do ano e Alonso foi o segundo classificado garantindo assim a conquista do segundo título. A Renault conseguiu nesta última prova a confirmação do título de marcas.
Fernando Alonso foi o primeiro classificado do campeonato de 2006 com 134 pontos (7 vitórias) seguido de Michael Schumacher com 121 pontos (7 vitórias). A Renault sagrou-se campeã de construtores com 206 pontos (8 vitórias) e a Ferrari ficou no segundo lugar com 201 pontos (9 vitórias).

Os pilotos do Renault R26 em 2006 foram: Fernando Alonso #1 e Giancarlo Fisichella #2.
Vitórias: 8 (F. Alonso: 7; G. Fisichella: 1)
Pole-position: 7 (F. Alonso: 6; G. Fisichella: 1)
Melhor volta : 5 (F. Alonso: 5)

16 dezembro 2010

Jordan EJ15 - Tiago Monteiro (2005)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
Já se passaram 4 anos desde que Portugal viu o seu último piloto envolvido no campeonato do mundo de F1. Foi em 2006 e o piloto era o português Tiago Monteiro. A aventura do piloto português na F1 começou um ano antes, em 2005, na equipa Jordan.
Tiago Monteiro nasceu no Porto a 24 de Julho de 1976. A sua carreira desportiva, antes da estreia na F1, é bastante diversificada. Tiago Monteiro participou em 1997 no campeonato francês do Porsche Carrera. De 1998 a 2001 esteve presente no Campeonato de F3 em França. Apesar de não ter vencido o título foi conseguindo vencer algumas provas na F3. As 24 Horas de Le Mans também fizeram parte desta fase da sua carreira, em 1999 na equipa Paul Belmondo Racing com um Chrysler Viper (7º classificado). Em 2001, embora tenha perdido o campeonato francês de F3, Tiago Monteiro esteve envolvido no campeoanto GT de França e também participou no Troféu Andros. Ainda volta às 24 Horas de Le Mans com a equipa Larbre Competition, novamente num Chrysler Viper, terminado no último lugar. O ano de 2002 foi de estreia na F3000 na equipa Supernova, mas a época corre mal a Tiago Monteiro porque se vê regularmente batido pelo seu colega de equipa, Sebastien Bourdais, que se sagra campeão enquanto Monteiro termina o ano na 12ª posição. Apesar disso, a Renault F1 convida Tiago, Sebastien Bourdais e Franck Montagny para uma sessão de testes com vista a escolher um deles para a vaga de piloto de testes: Montagny é o escolhido. A etapa seguinte foi a América: Tiago Monteiro passa o ano de 2003 no Champ Car Championship na equipa Fittipaldo-Dingman e efectua uma temporada satisfatória para um estreante, contudo no ano seguinte regressa à Europa onde disputa o World Series by Nissan. Ainda em 2004 Tiago Monteiro torna-se piloto de testes da Minardi.
Finalmente, em 2005, Tiago Monteiro consegue chegar à Formula 1. A sua estreia acontece no GP da Austrália com o Jordan EJ15. A equipa Jordan foi adquirida pelo Grupo Midland mas corre em 2005 como Jordan. A miniatura que hoje apresento representa o Jordan EJ15 de Tiago Monteiro no Campeonato de Formula 1 de 2005.
O Jordan EJ15 teve como designers John McQuillian e Simon Phillips. O motor utilizado era o da Toyota sendo os pneus da Bridgestone. O Jordan EJ15 era um carro bastante fiável visto que permitiu que Tiago Monteiro terminasse 18 das 19 provas que compunham o campeonato de 2005.
Tiago Monteiro terminou o campeonato de 2005 na 16ª posição com 7 pontos: 6 pontos graças ao terceiro lugar nos EUA, numa prova em que apenas participaram 6 carros devido ao abandono das equipas que dispunham de pneus Michelin, e 1 ponto conseguido com o oitavo lugar no GP da Bélgica. Nos últimos 5 GP’s de 2005 a equipa Jordan usou uma versão melhorada do EJ15, que ficou designada como EJ15B, no entanto os resultados não melhoram.
No ano seguinte a equipa Jordan desaparece para dar lugar à Midland; Tiago Monteiro mantém o seu lugar na equipa mas à semelhança do ano anterior o carro não lhe permite mais do que rodar nas últimas posições. O ano terminou sem que Tiago conseguisse pontuar. É de referir que ainda antes de terminar o ano a Midland vendeu a equipa à Spyker. O piloto português não consegue manter o seu lugar na equipa e falhou na tentativa de segurar uma vaga na Toro Rosso. E assim terminou a aventura de Tiago Monteiro na F1… A sua carreira foi então redireccionada para o WTCC com a Seat, aonde ainda se mantém. Além de piloto, Tiago Monteiro é proprietário de uma equipa de GP2, a Ocean Racing. Fonte www.statsf1.com

2005 – O Campeonato
Este campeonato significou uma mudança das forças dominantes; anteriormente a Ferrari e Michael Schumacher (alemão) vinham exercendo o seu domínio, que durava desde 2000.
No GP de abertura, na Austrália, a Renault dominou os acontecimentos e colocou os dois pilotos no pódio: Giancarlo Fisichella (italiano) venceu e Fernando Alonso (espanhol) terminou na terceira posição, Rubens Barrichello (brasileiro) foi o segundo num Ferrari.
Fernando Alonso venceu os três GP’s seguintes (Malásia, Bahrain e San Marino) estabelecendo desde logo uma posição de liderança no campeonato. Kimi Raikkonen (finlandês), da McLaren, venceu as duas seguintes provas, Espanha e Mónaco, e Alonso intercalou uma vitória no GP da Europa com a vitória de Raikkonen no Canadá. Michael Schumacher (Ferrari) obteve a sua única vitória do ano no GP dos EUA (a tal prova em que apenas correram os carros equipado com pneus Bridgestone). Alonso venceu a prova francesa e a McLaren venceu na Grã-Bretanha, desta vez com o colombiano Juan-Pablo Montoya. Na Alemanha foi Alonso quem venceu. As seis provas seguintes foram palco de vitórias da McLaren: Raikkonen vence na Hungria e na Turkia; Montoya vence em Itália; na Bélgica é a vez de Raikkonen e Montoya vence no Brasil; e no penúltimo GP (Japão) é Raikkonen quem sai vencedor. Neste período vitorioso da McLaren, Fernando Alonso foi coleccionando pódios: 3 segundos lugares e 2 terceiros. A fechar o campeonato é Alonso que vence o GP da China.
Fernando Alonso, da Renault, sagra-se Campeão pela primeira vez com 133 pontos (7 vitórias); Kimi Raikkonen (McLaren) é o segundo classificado com 112 pontos (7 vitórias).
Nos construtores a Renault sagra-se campeã com 191 pontos (8 vitórias). Finalmente, mais de 20 anos depois de ter estado muito perto de o conseguir (em 1983 com Alain Prost), a equipa da Renault conquista os dois títulos na F1. A McLaren ficou em segundo lugar com 182 pontos (10 vitórias).

Os pilotos do Jordan EJ15 em 2005 foram: #18 Tiago Monteiro e #19 Narain Karthikeyan.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0

27 agosto 2010

BAR-Honda 006 - Jenson Button (2004)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
Com apenas 20 anos de idade Jenson Button estreou-se na F1 no campeonato de 2000 e desde logo prometeu muito quando obteve o seu primeiro ponto na sua segunda corrida (na altura foi o mais jovem piloto a pontuar na F1, recorde que foi batido posteriormente por Sebastien Vettel em 2007). Mas com o decorrer dos anos uma das maiores promessas da F1 na primeira década do séc. XXI tardou em confirmar todo o seu potencial. A primeira vitória tardou em aparecer, acontecendo apenas em 2006, e quando ninguém esperaria Button consegue vencer o Campeonato do Mundo de F1 de 2009 com a equipa Brawn, que foi construída à pressa com as bases da equipa Honda que saiu, um pouco inesperadamente, da F1 no final de 2008.
No entanto, hoje apresento a miniatura do BAR-Honda 006 de 2004 com o qual Jenson Button conquistou, no GP de San Marino, a sua primeira pole-position da carreira.
O BAR-Honda 006 foi concebido pelos designers Geoffrey Willis, Willem Toet e Mariano Alperin. O motor utilizado foi o Honda e os pneus eram da Michelin. A dupla de pilotos era composta pelo inglês Jenson Button e o japonês Takuma Sato. O monolugar da BAR era bastante competitivo mas a Ferrari e Schumacher estavam intratáveis neste ano. Jenson Button consegue finalmente o primeiro pódio da sua carreira (GP da Malásia) e a sua primeira pole-position (GP de San Marino) com o BAR-Honda 006. Aliás, Button consegue ao longo de todo o campeonato 10 pódios (4 segundos e 6 terceiros lugares), o que prova o valor do BAR-Honda 006. No final do ano Button obteria a sua melhor classificação até então: o terceiro lugar no mundial com 85 pontos.
Jenson Button nasceu a 19 de Janeiro de 1980 em Frome (Inglaterra). Foi apenas com apenas 8 anos que Jenson Button se senta ao volante de um kart. O sucesso foi quase imediato e nas formulas de promoção Button é quase sempre dos melhores, conquistando vitórias e títulos. O seu sucesso começa a despertar a atenção das equipas da F1, nomeadamente a McLaren e a Prost mas é a equipa de Frank Williams que consegue a sua contratação para o ano de 2000. Assim a sua estreia na F1 acontece com a Williams. Apesar do bom campeonato de 2000 (8º com 12 pontos), tendo em atenção a sua juventude (apenas 20 anos, o que o torna no mais jovem piloto a participar num GP), Frank Williams dispensa o jovem inglês e contrata Juan-Pablo Montoya para 2001. Assim Button assina pela Benetton e efectua um ano fraco numa equipa já em decadência (17º com apenas 2 pontos). A Benetton encerra a sua actividade na F1 sendo adquirida pela Renault que volta a ter uma equipa na F1, 17 anos depois de ter abandonado a F1 no final de 1985. Jenson Button corre em 2002 pela Renault ficando em 7º lugar com 14 pontos. Entre 2003 a 2005, Button corre sempre pela BAR, onde nesses 3 anos consegue a o terceiro lugar em 2004 com 85 pontos (foi 9º em 2003 e 2005, com 17 e 37 pontos respectivamente). Como disse anteriormente, foi em 2004 que consegue o seu primeiro pódio e a sua primeira pole-position da carreira. Em 2006 a BAR passa a designar-se Honda; a marca nipónica voltava à F1 como equipa após décadas de ausência. Os 3 anos seguintes da carreira de Button são dedicados à equipa Honda, que está apostada em vencer, no cada vez mais difícil, mundo da F1. O ano de 2006 é algo prometedor, visto que Button finalmente consegue vencer o seu primeiro GP na F1, e termina o ano na 6ª posição com 56 pontos. Contudo os dois anos seguintes são um calvário para Button e para a equipa Honda. Em 2007 apenas consegue 6 pontos e é 14º no campeonato. O ano seguinte consegue ser pior: 18º com 3 míseros pontos. Os fracos resultados da Honda face ao elevado investimento e à crise mundial ditaram o abandono apressado da equipa Honda. Ross Brawn, o director desportivo da equipa Honda, fica com os “restos” da Honda e cria a sua própria equipa. Poucos dariam pela nova equipa, a Brawn, mas a verdade é que o monolugar é competitivo, o que aliado à demora das grandes equipas (Ferrari e McLaren) em se adaptarem às novas regras, permite que os pilotos da Brawn, Jenson Button e Rubens Barrichello, dominem o campeonato vencendo os dois títulos. Desta forma Jenson Button sagrou-se campeão, algo inesperadamente mas com mérito, em 2009 com 95 pontos e 6 vitórias. A equipa Brawn é vendida à Mercedes que passa a ter uma equipa de F1 e Jenson Button assina pela McLaren para o ano de 2010.

2004 – O Campeonato (continuação)
O último terço do campeonato continuou a ser dominado pela equipa Ferrari, apesar de 2 das 6 corridas não tenham sido vencidas pelos pilotos da Ferrari.
No GP da Hungria a Ferrari domina totalmente a prova: Michael Schumacher (alemão) e Rubens Barrichello (brasileiro) efectuam as voltas todas em primeiro e em segundo lugar, respectivamente. Com a questão dos títulos praticamente resolvidos a favor da Ferrari, o GP da Bélgica foi palco da única vitória da McLaren em toda a temporada: o finlandês Kimi Raikkonen é o primeiro seguido de Michael Schumacher. O GP da Itália foi novamente o cenário de mais uma dobradinha da Ferrari, desta feita foi Barrichello quem venceu, obtendo a sua primeira vitória da temporada. Michael Schumacher foi o segundo classificado e Jenson Button foi o terceiro no BAR-Honda. No GP da China Rubens Barrichello repetiu a vitória de Itália sendo seguido de Button na segunda poisção. Michael Schumacher não pontuou pela segunda vez na temporada.
Já a cumprir formalidades, o GP do Brasil foi vencido por Michael Schumacher, seguido do seu irmão Ralf, e com Button em terceiro. A última formalidade do ano foi o GP do Japão, onde Juan-Pablo Montoya e a Williams registaram a sua única vitória do ano.
Michael Schumacher sagrou-se campeão com 148 pontos (13 vitórias! Recorde de vitórias numa temporada) e Rubens Barrichello foi o segundo com 114 pontos (2 vitórias). A Ferrari foi a equipa campeã com 262 pontos (15 vitórias em 18 GP’s). A BAR-Honda ficou em segundo lugar com 119 pontos (0 vitórias).

Os pilotos do BAR-Honda 006 em 2004 foram: Jenson Button (#9) e Takuma Sato (#10).
Vitórias: 0
Pole-position: 1 (J. Button: 1)
Melhor volta: 0

22 agosto 2010

McLaren MP4/19 - David Coulthard (2004)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O piloto britânico David Coulthard efectuou em 2004 a sua última temporada na equipa McLaren. Ao fim de 9 temporadas consecutivas na equipa de Ron Dennis (de 1996 a 2004), Coulthard assinou pela Red Bull para 2005.
A miniatura que hoje apresento é o McLaren MP4/19 com o qual David Coulthard participou no campeonato de 2004.
O McLaren MP4/19 teve como responsáveis os designers Adrien Newey e Mike Coughlan. O motor utilizado era da Mercedes. Os pilotos foram os mesmos do ano anterior: Kimi Raikkonen (finlandês) e David Coulthard. Apesar da excelente qualidade dos designers, o MP4/19 não foi um bom monolugar da McLaren. Os resultados foram fracos e piores do que os do ano anterior. A primeira metade da época de 2004 foi francamente má para uma equipa como a McLaren, ao ponto de nunca ter conseguido um único pódio nos 9 primeiros GP’s (Raikkonen apenas conseguiu 8 pontos e Coulthard apenas 9). Nos restantes 9 GP’s da época a McLaren utilizou uma versão B do carro, designada MP4/19B, onde os resultados melhoraram bastante com alguns pódios e uma vitória mas a época estava irremediavelmente perdida.
A McLaren terminou o campeonato de construtores em 5º lugar com 69 pontos (1 vitória). Os seus pilotos terminaram em 7º (Raikkonen com 45 pontos) e 10º lugar (Coultard com 24 pontos).David Coulthard nasceu a 27 de Março de 1971 em Twynholm. Após obter sucesso nas categorias inferiores, Coulthard conseguiu um lugar de piloto de testes na Williams para o ano de 1993. A sua estreia na F1 aconteceu em circunstâncias dramáticas uma vez que Coulthard foi o piloto que substituiu Aytron Senna na Williams após a morte do brasileiro no GP de San Marino em 1994. Deste modo Coulthard estreou-se na F1 no GP de Espanha de 1994 pela equipa Williams. Coulthard manteve-se na equipa de Frank Williams para a temporada de 1995, onde conseguiria no GP de Portugal a sua primeira vitória na F1. Para 1996 David Coulthard assim contrato com a McLaren e por lá se manteria durante 9 temporadas até 2004. Nos dois primeiros anos (1996 e 1997) na McLaren, Coulthard é melhor que o seu colega de equipa, o finlandês Mika Hakkinen. Mas quando a equipa apresenta um carro capaz de lutar pelos títulos, Coulthard é ultrapassado por Hakkinen que vence os campeonatos de 1998 e 1999. Coulthard termina a temporada de 1998 em 3º (tal como tinha acontecido em 1997) e é apenas 4º em 1999. Em 2000 é novamente 3º no campeonato e em 2001 obtém a sua melhor classificação da carreira com o vice campeonato e à frente de um desmotivado Hakkinen, o colega de equipa. Os três anos seguintes na McLaren são sempre a piorar, culminando com o 10º lugar em 2004. Nestes anos com a McLaren David Coulthard conquistou 12 vitórias. O passou seguinte da sua carreira foi a Red Bull, equipa onde faria os últimos 4 anos da sua carreira na F1. Contudo os resultados numa equipa que se estreava na F1 foram parcos. David Coulthard encerrou a sua carreira em 2008, após 246 GP’s onde venceu 13 vezes, obtendo 12 pole-positions e 18 melhores voltas.

2004 – O Campeonato (continuação)
Se nas primeiras 6 provas do ano apenas um GP escapou a Michael Schumacher (alemão) e à Ferrari, o segundo terço do campeonato foi de domínio total da Ferrari e de Michael Schumacher: 6 provas, 6 vitórias!
O GP da Europa, disputado em Nurburgring, o domínio pertenceu a Schumacher, que venceu, seguido de Rubens Barrichello (brasileiro), seu colega de equipa. No GP do Canadá a Ferrari consegue nova dobradinha mas desta vez o domínio inicial da prova pertenceu ao irmão de Michael Schumacher, Ralf Schumacher da Williams. Michael Schumacher venceu a prova e Ralf terminou em segundo lugar mas foi desclassificado devido a irregularidades nos travões, tal como o seu colega de equipa, o colombiano Juan-Pablo Montoya. Assim o segundo lugar foi para Barrichello. O GP dos EUA foi dominado pelos pilotos da Ferrari mas a vitória pertenceu a Michael Schumacher com Barrichello a ficar novamente no segundo lugar. O piloto espanhol da Renault, Fernando Alonso, dominou a primeira metade do GP da França mas Michael Schumacher dominou a segunda metade da prova e venceu o GP francês com Alonso em segundo lugar. O GP da Grã-Bretanha teve como primeiro líder o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren) durante as 11 voltas iniciais mas inevitavelmente Michael Schumacher assume a liderança sem nunca mais a largar vencendo a prova e relegando o segundo lugar para o piloto da McLaren. No GP da Alemanha Michael Schumacher, correndo em casa, obteve a 11ª vitória da época em 12 provas. O piloto inglês, Jenson Button, da BAR, que esteve na liderança da prova por breves voltas, foi o segundo classificado.
Ao fim de 12 GP’s, apesar de o campeonato ainda estar em aberto, já se sabia que muito dificilmente Michael Schumacher perderia este campeonato: Schumacher liderava com 110 pontos e Rubens era o segundo com 74 pontos. Nos construtores a situação era idêntica: a Ferrari liderava com 184 pontos e a Renault era a segunda classificada com 85 pontos.
(continua)


Os pilotos do McLaren MP4/19 em 2004 foram: David Coulthard (#5) e Kimi Raikkonen (#6).
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0

16 agosto 2010

Williams FW26 - Juan-Pablo Montoya (2004)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A equipa de Frank Williams, numa tentativa de voltar a conquistar os títulos (que fugiam desde 1997) e motivados pelos bons resultados da época de 2003, apresentou o Williams FW26 com o qual disputaria o campeonato de 2004. O Williams FW26 causou alguma sensação no meio da Formula 1 com o sensacional “nariz” (designado walrus nose) do monolugar. Os responsáveis pela inovação foram os designers Gavin Fisher e Antonia Terzi. Completamente diferente do que se via nos outros monolugares mas com resultados práticos apenas satisfatórios, a frente do FW26 foi de alguma maneira contestada desde início pelos pilotos da Williams, chegando mesmo a ser alterada para os restantes GP’s a partir da prova na Hungria, adoptando-se uma frente mais convencional.
O Williams FW26 utilizava o motor BMW P84 V10 de 2998 cm3, com 900 cv de potência (mais 30 cv do que o anterior). Os pneus eram os Michelin.
Nesse ano a Williams utilizou 4 pilotos diferentes devido ao acidente sofrido por Ralf Schumacher no GP dos EUA (Ralf esteve ausente em 6 provas regressando para as 3 últimas corrida do ano). Assim, o piloto colombiano Juan-Pablo Montoya efectuou a época completa (18 GP’s); o piloto alemão Ralf Schumacher participou em 12 provas; o piloto italiano Marc Gene participou em 2 provas e António Pizzonia, piloto brasileiro, esteve presente em 4 GP’s.
No final do campeonato a Williams não tinha conseguido alcançar os objectivos traçados no início da temporada. Juan-Pablo Montoya foi o melhor piloto da equipa ao ficar no 5º lugar do campeonato com 58 pontos (1 vitória na última corrida da época, no Brasil; 1 segundo lugar, na Malásia e 1 terceiro lugar, em San Marino). Ralf Schumacher ficou em 9º com 24 pontos (1 segundo lugar no GP do Japão). António Pizzonia foi o 15º com 6 pontos conquistados no 4 Gp’s em que participou. Marc Gene não conseguiu pontuar nas duas corridas em que esteve envolvido. A equipa Williams terminou o campeonato de construtores em 4º lugar, com 88 pontos e apenas 1 vitória. Para além de ter falhado os objectivos, a Williams teve piores resultados que o ano anterior. No final do ano a Williams não manteve nenhum dos seus dois pilotos titulares: Montoya saiu para a McLaren e Ralf Schumacher saiu para a Toyota.
A miniatura apresentada é o Williams FW26 (com o “nariz” original, “walrus nose”) do piloto colombiano Juan-Pablo Montoya.Juan-Pablo Montoya nasceu a 20 de Setembro de 1975 em Bogotá (Colombia). Após a sua formação no kart, Montoya participa em 1996 na F3 britânica. Em 1997 passa para a F3000, campeonato que vence em 1998. Nesta mesma altura, Montoya tendo despertado as atenções, torna-se piloto de testes da Williams. Contudo, Montoya ainda teria de passar dois anos no CART antes de se estrear na F1. O primeiro ano no CART foi de sucesso já que Montoya conquistou o campeonato, contudo no ano seguinte a situação foi diferente apesar de ter conquistado as 500 Milhas de Indianápolis.
A estreia de Montoya na F1 foi com a Williams em 2001, no GP da Austrália (desistência). O seu primeiro pódio, um segundo lugar, acontece na Espanha, na sua 5ª prova na F1. A primeira vitória foi também no seu ano de estreia, no GP de Itália. No final do ano termina o campeonato na 6ª posição. No ano seguinte, apesar das várias pole-positions, Montoya não vence nenhum GP mas colecciona vários pódios e termina a temporada na 3ª posição. Em 2003 vence 2 corridas e termina novamente o campeonato no 3º lugar. No ano de 2004, Montoya corre ainda na Williams mas já com contrato com a McLaren para 2005. Apenas vence 1 GP e termina o ano na 5ª posição. Na McLaren em 2005 Montoya tem o seu melhor ano na F1 no que diz respeito a vitórias com 3 primeiros lugares, no entanto apenas é 4º classificado no campeonato. Em 2006 as suas performances pioram e a sua posição na McLaren agudiza-se quando no GP dos EUA Montoya colide com o seu colega de equipa, Kimi Raikkonen (finlandês). Uns dias depois anuncia que se vai retirar da F1 no final do ano para participar no NASCAR. Contudo pouco depois Ron Dennis anuncia a sua saída da McLaren com efeitos imediatos. Assim terminava a aventura de Montoya na F1, após 94 participações em GP’s, com 7 vitórias, 13 pole-positions e 12 melhores voltas. Depois da F1 Juan-Pablo Montoya rumou até aos EUA para participar no NASCAR, aliás aonde ainda se encontra actualmente.

2004 – O Campeonato
Em face do campeonato de 2003, previa-se para a temporada de 2004 muita competitividade mas havia um denominador comum (ou talvez um dominador comum): o piloto alemão Michael Schumacher. Efectivamente Schumacher e a Ferrari vinham dominando os campeonatos desde o ano 2000. Algumas alterações técnicas e regulamentares foram sendo introduzidas, dizem algumas vozes, com o intuito de dificultar o domínio do alemão.
As principais equipas da F1 mantiveram as suas duplas de pilotos: Michael Schumacher e Rubens Barrichello (brasileiro) na Ferrari; Kimi Raikkonen (finalndês) e David Coulthard (escocês) na McLaren; Ralf Schumacher (alemão) e Juan-Pablo Montoya na Williams; Jenson Button (inglês) e Takuma Sato (japonês) na BAR; e Fernando Alonso (espanhol) e Jarno Trulli (italiano) na Renault.
O campeonato teve início, como vinha sendo hábito, na Austrália. E como estávamos em maré de hábitos, Michael Schumacher venceu o GP com o seu colega de equipa, Rubens Barrichello, em segundo lugar. O terceiro lugar foi para Fernando Alonso em Renault. Juan-Pablo Montoya, com o Williams FW26 (aqui representado em miniatura) terminou a prova australiana num promissor quarto lugar.
As provas que se seguiram (Malasia, Bahrain, San Marino e Espanha) tiveram o mesmo vencedor: Michael Schumacher. Na verdade, o piloto alemão e a Ferrari lideram a maioria das voltas destes GP’s! Perante tal demonstração de força e domínio, ao chegar muito perto do 1º terço do campeonato, perguntava-se se haveria algum piloto e equipa capaz de fazer frente a Michael Schumacher e à Ferrari. Para o registo histórico aqui fica a classificação dos três primeiros nesses GP’s: na Malásia, Schumacher foi o primeiro, seguido de Montoya e Button (BAR); no Bahrai, Schumacher foi o primeiro, seguido de Barrichello (Ferrari) e Button (BAR); em San Marino, Schumacher foi o primeiro, seguido de Button e Montoya; e em Espanha, Schumacher foi o primeiro, seguido de Barrichello e Jarno Trulli (Renault).
Finalmente, à sexta prova do campeonato, no GP do Monaco, um vencedor diferente, ainda que com polémica à mistura. Contudo com Michael Schumacher a passar na liderança da prova quando desiste devido a uma colisão na 46ª volta. Foi uma situação algo polémica porque estava-se numa situação em que o pace-car se encontrava em pista e no momento em que este se preparava para sair Michael aquecia os pneus acelerando e travando, quando vindo de trás Montoya não conseguiu evitar o alemão colidindo com o Ferrari, o que ditou a desistência de Schumacher. Sem a pressão de Schumacher quem aproveitou a situação foi Jarno Trulli. O piloto da Renault vinha contudo a efectuar um excelente prova e tinha liderado a maioria das voltas até ao momento polémico. Assim Trulli venceu no Mónaco, sendo esta a primeira vitória não Ferrari e não Schumacher do ano. Button terminou na segunda posição e Barrichello foi o terceiro classificado.
Depois de 6 provas (1º terço do campeonato), Michael Schumacher liderava a classificação entre os pilotos com 50 pontos, seguido do seu colega equipa, Barrichello, com 38 pontos. A Ferrari era, naturalmente, a primeira classificada entre os construtores com 88 pontos, seguida da Renault com 52 pontos.
(continua)

Os pilotos do Williams FW26 em 2004 foram: Juan-Pablo Montoya #3, Ralf Schumacher #4, Marc Gene #4 e António Pizzonia #4.
Vitórias: 1 (J.-P. Montoya: 1)
Pole-position: 1 (R. Schumacher: 1)
Melhor volta: 2 (J.-P. Montoya: 2)

25 março 2010

Ferrari F2002 - Michael Schumacher (2002)

Esta miniatura pertence à colecção Ferrari – O Mito.
A colecção é composta por 20 miniaturas Ferrari, saiu aos sábados com os jornais Diário de Notícias e O Jogo.
O Ferrari F2002, concebido sob a responsabilidade de Ross Brawn e Rory Byrne, só se estreou na terceira prova do campeonato de 2002, no GP do Brasil. Nas duas primeiras corridas do ano a Ferrari utilizou o modelo do ano anterior. A equipa de pilotos continuou a mesma de 2001: Michael Schumcher (alemão) e Rubens Barrichello (brasileiro). O Ferrari F2002 logo se mostrou competitivo a tal ponto de a concorrência não ter argumentos para contrariar a equipa de Maranello. Apenas Michael Schumacher utilizou o Ferrari F2002 na estreia cuja corrida venceu, aliás o F2002 venceu as quatro primeiras corridas que efectuou (Brasil, San Marino, Espanha e Áustria).
Se dúvidas ainda existissem no inicio do ano sobre se a Ferrari teria uma grande oposição na luta pelos títulos, a meio do campeonato já não havia a menor dúvida de quem seriam os campeões: a Ferrari e Michael Schumacher.
No final do ano a Ferrari apresentava números verdadeiramente fantásticos, só comparáveis aos alcançados pela McLaren em 1988. A Ferrari venceu 15 das 17 provas, 10 pole-positions, 12 melhores voltas e 27 pódios. Schumacher sagrava-se campeão pela 5ª vez, o seu terceiro consecutivo pela Ferrari. Rubens Barrichello foi o vice campeão. A Ferrari continuava a dominar e conquistava o 4 título consecutivo.
No início do campeonato de 2003 a Ferrari continuou a utilizar o F2002 durante as quatro primeiras corridas mas apenas venceu um dos GP’s.

2002 – O Campeonato (continuação)
Com a questão dos títulos praticamente resolvida o último terço do campeonato foi um passeio para a Ferrari. Mas nem mesmo assim a equipa de Maranello deixou de se empenhar nas conquistas. Os pilotos da Ferrari, Michael Schumacher e Rubens Barrichello, repartiram entre si as vitórias nas cinco últimas corridas, conquistando outras tantas dobradinhas: o brasileiro venceu no GP da Hungria, enquanto Michael venceu na Bélgica; Barrichello venceu as provas disputadas na Itália e nos EUA e Schumacher venceu a prova que encerrou o campeonato, no Japão.
Deste modo, Michael Schumacher conquistou o seu 5º título (igualando o recorde do argentino Juan Manuel Fangio) com 144 pontos (11 vitórias, estabelecendo na época o recorde de vitórias conquistadas por um piloto numa temporada), enquanto Barrichello conseguia o vice campeonato graças aos 77 pontos conquistados (4 vitórias). A Ferrari conquistou o 4º título de construtores consecutivo com 221 pontos (15 vitórias) e a Williams classificou-se em segundo lugar com 92 pontos (1 vitória).

Os pilotos do Ferrari F2002 em 2002 foram: #1 Michael Schumacher e #2 Rubens Barrichello.
Vitórias: 15 (M. Schumacher: 11; R. Barrichello: 4)
Pole-position: 10 (M. Schumacher: 7; R. Barrichello: 3)
Melhor volta: 12 (M. Schumacher: 7; R. Barrichello: 5)


O texto que se segue foi retirado do fascículo nº 10 que acompanha a miniatura:
Modelo Ferrari F2002 – Ano 2002
O F2002 será recordado durante muito tempo na história da Ferrari. E desde logo porque após os triunfos de 2001, é o carro que consagra definitivamente Michael Schumacher e a equipa de F1: de facto, uma coisa é vencer, outra é tornar-se imbatível. Com o F2002, entre outras coisas, a Ferrari introduz pela primeira vez um novo modo de trabalhar nos monolugares: o de aperfeiçoar cada detalhe individual do carro sem o revolucionar. Uma metodologia de trabalho complicadíssima porque, no final, cada peça é completamente refeita e o veículo é completamente novo, mas que permite ter uma grande confiança nas prestações do monolugar. No F2002 trabalhou-se, em todos os casos, para optimizar a eficácia aerodinâmica, baixar o centro de gravidade e, substancialmente, para criar as melhores condições para maximizar as prestações do novo motor 051 e dos pneus Bridgestone. E para perceber até que nível chegaram as alterações, basta dizer que no F2002 até a estrutura é nova, quer no desenho quer na construção.

O Projecto Estilístico
O grande aileron traseiro tem uma carga aerodinâmica impressionante: a 300 km/h garante uma aderência ao solo de 1.000 kg.
Os anos passam mas a histórica insígnia da “Scuderia Ferrari” mantêm-se no seu lugar.
Não parece mas o F2002 tem uma estrutura totalmente nova, que a nível de desenho quer a nível de construção.
As antenas usadas para telemetria: cada vez que o carro passa diante das boxes (frequentemente a mais de 300 km/h) descarrega 5 milhões de dados.
In fascículo nº10.

22 março 2010

Sauber C21 - Heinz-Harald Frentzen (2002)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O Sauber Petronas C21 de 2002, desenhado por Willy Rampf, foi utilizado na temporada de 2002. O motor utilizado era o Petronas, ou seja, era o motor Ferrari 050 de 10 cilindros em V, que debitava 790 cv de potência. Os pneus utilizados eram os Bridgestone.
Nesse ano de 2002 a equipa Sauber teve como pilotos o brasileiro Filipe Massa e o alemão Nick Heidfeld. No GP dos EUA, décima sexta prova, o piloto alemão Heinz-Harald Frentzen, que tinha feito 11 GP’s desse ano pela Arrows, participou na prova americana pela Sauber substituindo Filipe Massa. Desconheço a razão desta substituição; na última prova no Japão Massa reocupou o seu lugar na Sauber.
Como disse anteriormente, Heinz-Harald Frentzen participou em 12 GP’s nesse ano: 11 pela Arrows e 1 pela Sauber. A Arrows estava com grandes dificuldades financeiras; na realidade a equipa de Tom Walkinshaw estava a viver os seus últimos momentos na F1. Depois de se desvincular da Arrows, Frentzen participou na prova americana pela Sauber, aquela que viria a ser a sua equipa na temporada de 2003.
A miniatura representa o Sauber Petronas C21 de Heinz-Harald Frentzen no GP dos EUA de 2002. O piloto germânico efectuou uma corrida discreta tendo terminado na 13ª posição. A equipa Sauber terminaria o campeonato na 5ª posição com 11 pontos; os seus pilotos Heidfeld e Massa classificaram-se na 10ª (7 pontos) e 13ª (4 pontos) posição, respectivamente. Frentzen foi o 18º classificado com 2 pontos (conquistados ainda na Arrows).

2002 – O Campeonato (continuação)
O campeonato prosseguiu no principado do Mónaco, que foi o palco da única vitória da McLaren nesse ano. O piloto escocês David Coulthard (McLaren) conseguiu com esta vitória travar a sequência de 4 vitórias consecutivas de Michael Schumacher (alemão) e da Ferrari. Os irmãos Schumacher ocuparam os restantes lugares do pódio, com Michael à frente de Ralf (Williams). No GP do Canadá, os dois primeiros do Mónaco trocaram de posição: Michael Schumacher vence seguido de Coulthard e do brasileiro Rubens Barrichello da Ferrari.
Nos 4 GP’s seguintes a Ferrari iria somar outras tantas vitórias: Barrichello vence o GP da Europa enquanto Schumacher vence na Inglaterra, França e Alemanha. Na Europa e na Inglaterra a Ferrari soma mais duas dobradinhas, com o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren) em terceiro no GP da Europa e com o colombiano Juan Pablo Montoya (Williams) no terceiro lugar na Inglaterra. Na França os pilotos da McLaren completaram o pódio: Raikkonen segundo e Coulthard terceiro. Na Alemanha coube à Williams ocupar os restantes lugares do pódio: Montoya em segundo de Ralf em terceiro.
Com 12 Gp’s decorridos, faltando ainda 5 provas, já não havia dúvidas sobre quem seriam os campeões neste ano, tal era o domínio de Michael Schumacher e da Ferrari: 10 vitórias para a Ferrari (9 de Schumacher e 1 de Barrichello).
(continua)

Os pilotos do Sauber C21 em 2002 foram: #7 Nick Heidfeld, #8 Filipe Massa e #8 Heinz-Harald Frentzen.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0

18 março 2010

Arrows A23 - Enrique Bernoldi (2002)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
Enrique Bernoldi nasceu a 19 de Outubro de 1978 no Brasil. Bernoldi foi campeão brasileiro de kart em duas ocasiões. Posteriormente rumou até à Europa onde se sagrou campeão na Formula Renault em 1996. Durante as duas épocas seguintes participou na Formula 3 britânica mas sem voltar a conquistar o título (segundo classificado em 1998). Seguiram-se dois anos na Formula 3000 mas aí os resultados não tiveram a expressão pretendida. Durante este período Bernoldi torna-se piloto de testes da Sauber. Com alguma surpresa, ou talvez não, Enrique Bernoldi consegue um contrato com a Arrows para 2001. Deste modo é com a Arrows que Bernoldi efectua a sua estreia na Formula 1 em 2001 no GP da Austrália, tendo como colega o holandês Jos Verstappen. Contudo o ano de 2001 é de aprendizagem para Bernoldi, os resultados são fracos e sem pontos conquistados. Para 2002, o piloto brasileiro continua na Arrows, tendo como colega de equipa o alemão Heinz-Harald Frentzen. A Arrows vive um período de muitas dificuldades financeiras, no entando Frentzen consegue 2 pontos (2 sextos lugares), mas Bernoldi colecciona várias desistências sem nunca pontuar. As dificuldades financeiras da equipa acabaram por ditar o afastamento da Arrows no GP da Bélgica, que embora inscritos não chegaram a participar. A Arrows falhou os restantes 3 GP’s de 2002. Enrique Bernoldi não pontuou e Frentzen ficou na 15ª (2 pontos) e última posição do campeonato. A Arrows, com apenas 2 pontos, ficou em último lugar entre os construtores.
O director da equipa Arrows, Tom Walkinshaw, ainda inscreveu a equipa no primeiro GP de 2003 mas os carros já não chegaram a participar na corrida. Foi o fim da Arrows na Formula 1.
Enrique Bernoldi teve assim uma curta carreira na Formula 1: apenas duas temporadas, sempre na Arrows, com 31 participações em GP’s e nenhum ponto conquistado. A sua carreira rumou para outras paragens, embora em 2004 ainda tenha sido o piloto de testes da Bar-Honda.
A miniatura apresentada é o Arrows A23 de Enrique Bernoldi para o campeonato de Formula 1 de 2002. O Arrows A23 foi desenhado por Mike Coughlan, Sergio Rinland e Nicolo Petrucci. O A23 dispunha de motor Asiatech Ford Cosworth e utilizava pneus Bridgestone.

2002 – O Campeonato
A Ferrari e Michael Schumacher (alemão), campeão de 2001, iniciaram a temporada como os grandes favoritos aos dois títulos em disputa. A McLaren tinha perdido Mika Hakkinen (finlandês), que encerrou a sua carreira na F1, e contratou outro finalndês, Kimi Raikkonen (ex-Sauber) para fazer equipa com o escocês David Coulthard. Esperava-se que a McLaren estivesse melhor que no ano anterior e pudesse lutar com a Ferrari pelos títulos. A Williams também era outra equipa que poderia entrar na luta…
O campeonato iniciou na Austrália com uma vitória de Schumacher, logo seguido de dois pilotos das outras duas marcas concorrentes da Ferrari: em segundo lugar o colombiano Jean Pablo Montoya (Williams) e em terceiro Kimi Raikkonen da McLaren.
No GP da Malasia a Williams derrotou a Ferrari, conseguindo uma dobradinha: Ralf Schumacher (alemão) foi o primeiro e Montoya o segundo. Michael Schumacher ficou no último lugar do pódio.
Os quatro GP’s seguintes (Brasil, San Marino, Espanha e Áustria) foram de puro domínio da Ferrari e Schumacher: 4 vitórias consecutivas de Michael Schumacher. Nestas 4 corridas a Ferrari conquistou duas dobradinhas: Rubens Barrichello (brasileiro) colega de Schumacher na Ferrari ficou em segundo lugar em San Marino e na Ásutria. No Brasil e na Espanha, os dois pilotos da Williams ficaram na segunda posição: Ralf foi segundo no Brasil e na Espanha foi a vez de Montoya. Nestas 4 provas a Ferrari liderou praticamente todas as voltas, com excepção do GP do Brasil no qual Ralf liderou a corrida durante 5 voltas.
Decorridas que estavam 6 provas Michael Schumacher era o líder do campeonato com 54 pontos, o dobro dos pontos do segundo classificado Montoya. A Ferrari era, naturalmente, a primeira entre os construtores com 66 pontos contra os 50 da Williams.
(continua)

Os pilotos do Arrows A23 em 2002 foram: # 20 Heinz-Harald Frentzen e #21 Enrique Bernoldi.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0

04 março 2010

Jordan EJ10 - Heinz-Harald Frentzen (2000)

Esta miniatura é da marca Hotwheels.
Em 2000, época que Eddie Jordan cumpria 10 temporadas na categoria máxima do automobilismo, a equipa Jordan apresentou o carro que iria defender o melhor resultado de sempre alcançado pela equipa em 1999: os terceiros lugares nos construtores e nos pilotos.
A miniatura apresentada representa o Jordan EJ10 de Heinz-Harald Frentzen (alemão) para a temporada de 2000 na Formula 1. De alguma forma, a denominação do carro (EJ10) representava a 10ª temporada da equipa na F1.
O Jordan EJ10 foi da responsabilidade dos designers Mike Gascoyne e Tim Holloway. Depois do meio do campeonato a equipa lançou uma versão melhorada deste carro: o EJ10B. O motor que equipava o Jordan EJ10 era o Mugen Honda V10. A dupla de pilotos para 2000 foi a seguinte: Heinz-Harald Frentzen e Jarno Trulli. No final do campeonato a equipa não pode festejar pois o excelente resultado do ano anterior não foi alcançado.
A estreia do EJ10 aconteceu no GP da Austrália e num dos Jordan terminou a prova. No GP seguinte, no Brasil, os resultados foram substancialmente melhores: Frentzen foi terceiro e Trulli quarto. Contudo estes foram os melhores resultados que esta versão conseguiu. Até ao 10º GP do campeonato (Áustria), os pilotos da Jordan apenas alcançaram 4 sextos lugares. No GP da Alemanha estreava o EJ10B, que efectuou as restantes provas da época mas com parcos resultados também; apenas um terceiro lugar nos EUA por Frentzen e mais 2 sextos lugares.
No final do campeonato a Jordan é apenas sexta classificada com 17 pontos e os seus pilotos são os 9º (Frentzen com 11 pontos) e 10º (Trulli com 6 pontos) classificados.
O campeonato de 2000 aqui e aqui.

Heinz-Harald Frentzen nasceu na Alemanha a 19 de Maio de 1967. A sua formação como piloto passou pelo Kart, Formula Ford, Formula Opel, Formula 3 e Formula 3000. Sendo contemporâneo de Michael Schumacher nesses anos, Frentzen foi tido como uma grande esperança do automobilismo germânico e mundial. Como era um piloto associado à Mercedes não é de estranhar que a sua estreia na F1 tivesse lugar numa equipa com motores germânicos: a Sauber. A sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1994 no GP do Brasil aonde conseguiu logo um 5º lugar na grelha de partida com um Sauber. Os primeiros pontos surgiram no GP seguinte (Pacifico) graças ao 5º lugar alcançado. O seu primeiro pódio chegou no ano seguinte (3º lugar no GP da Italia) com a Sauber. Frentzen cumpriu ainda um terceiro ano na Sauber mas não voltou a conquistar outro pódio, apesar de pontuar com relativa regularidade. Para o ano de 1997 Frentzen iria ter a sua maior oportunidade da carreira na F1. A Williams contratou o jovem piloto para fazer equipa com Jacques Villeneuve. A sua primeira vitória na F1 aconteceu no GP de San Marino e a sua primeira pole-position foi GP do Mónaco. Frentzen não voltou a vencer até ao final da época mas conseguiu 2 segundos e 4 terceiros lugares. A época de 1997 terminou com Frentzen em segundo no campeonato (a sua melhor classificação na F1) enquanto que o seu colega de equipa, Villeneuve, se sagrava campeão mundial. O ano seguinte ainda foi passado na Williams mas nesta altura a equipa já atravessava um período de reformulação e era uma pálida imagem da equipa dominadora dos anos anteriores. Frentzen apenas obteve um pódio: 3 lugar no GP de abertura, na Austrália. Após a Williams, Frentzen rumou até à Jordan e aí esteve durante dois anos e meio. O seu primeiro ano na Jordan, em 1999, foi bastante bom, voltou a vencer, aliás venceu dois GP, obteve mais uma pole-position e terminou 4 vezes no pódio (1 segundo e 3 terceiros lugares), terminando o ano em terceiro lugar, discutindo o título quase até à ultima prova. No ano seguinte foi o regresso à mediania, Frentzen apenas alcançou 2 terceiros lugares. Em 2001 apenas cumpre 10 provas pela Jordan sendo substituído na equipa. Nesse ano ainda efectua 5 corridas pela Prost. Em 2002 corre pela Arrows em 11 provas mas com poucos resultados de relevo: dois sextos lugares. Ainda em 2002 efectua uma prova pela Sauber, a equipa que o lançou na Formula 1 em 1994, viria a ser a sua ultima também. E é na Sauber que Frentzen encerra a sua carreira na F1 em 2003, alcançando ainda um pódio (3º lugar) no penúltimo GP que realizaria. Heinz-Harald Frentzen realizou 156 GP’s, tendo vencido por 3 vezes. Obteve 2 pole-position e 6 melhores voltas. Em 1997 foi vice-campeão e em 1999 foi o terceiro classificado. As suas equipas na F1: Sauber (1994 a 1996), Williams (1997 a 1998), Jordan (1999 a 2001), Prost (2001), Arrows (2002) e Sauber (2002 a 2003). Após a F1, Heinz-Harald Frentzen participou em algumas temporadas do DTM.

Os pilotos do Jordan EJ10 em 2000 foram: #5 Heinz-Harald Frentzen e #6 Jarno Trulli.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0