22 janeiro 2007

Fiat 131 Abarth - W. Rohrl - C. Geistdorfer (Rali de Monte Carlo de 1980)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
O Fiat 131 Abarth teve bastante sucesso nos ralis. Com este modelo, a Fiat venceu os campeonatos mundiais de marcas em 1977, 1978 e 1980 e o campeonato de mundial de pilotos em 1980. O Fiat 131 Abarth venceu 18 ralis do mundial. Sobre o Fiat 131 Abarth aconselho a leitura de dois posts anteriores: o Fiat de 1977 e o de 1979.
Esta é a versão do Fiat 131 Abarth, pilotado pelo alemão Walter Rohrl, vencedor do Rali de Monte Carlo de 1980.
A Fiat, que em 1979 tinha renunciado à luta pelos títulos, tinha novamente, em 1980, como objectivos a conquista dos títulos de marcas e de pilotos. Para alcançar esses objectivos a Fiat manteve como pilotos oficiais Markku Alen e Walter Rohrl e deu-lhes liberdade para lutarem pelo título de pilotos. A Ford, que tinha vencido os títulos em 1979, retirou a sua equipa oficial mas deu apoio à equipa do preparador David Sutton. Mas havia outras equipas com modelos novos e com programas completos para a temporada de 1980. A concorrência da Fiat não se resumia à equipa de David Sutton, a equipa transalpina tinha que considerar também como concorrentes as equipas da Opel, Datsun, Talbot e Mercedes.
O campeonato começou no Rali de Monte Carlo, a vitória foi de Walter Rohrl (Fiat). Markku Alen (finlandês) tinha afirmado no início “ou ganho ou me despisto”, e efectivamente despistou-se. O segundo foi Bernard Darniche (francês) com o Lancia Stratos que não conseguiu fazer frente ao alemão. No Rali da Suécia, que este ano só contava para o campeonato de pilotos, o vencedor foi Anders Kullang (sueco) com o Opel Ascona. No Rali de Portugal, W. Rorhl (Fiat) vence novamente e torna-se no principal candidato ao título. Alen (Fiat) ficou em segundo lugar. Rohrl deu espectáculo no troço de Arganil, que com 42 km era considerado o “inferno verde” e que foi disputado com chuva, lama e nevoeiro. No Rali Safari, a Mercedes era a favorita por isso o fracasso foi maior. Sofreram vários problemas e apenas conseguiram o terceiro lugar. Shekhar Metha (queniano) venceu pilotando um Datsun 160J. Ari Vatanen (finlandês) mostrou, ao vencer o Rali da Acrópole, que os Ford Escort ainda não estavam acabados. O finlandês Timo Salonen (Datsun) foi segundo e Alen (Fiat) terceiro. Walter Rohrl (Fiat) alcança a terceira vitória da temporada no estreante Rali da Argentina. Hannu Mikkola (finlandês) foi segundo em Mercedes e o argentino Carlos Reutemann (Fiat) foi terceiro. Actualmente ainda pertence a Carlos Reutemann o recorde da melhor classificação de um piloto da Formula 1 num rali do mundial. O Rali dos 1000 Lagos, que não contava para o campeonato de marcas deste ano, foi vencido por Markku Alen em Fiat 131 Abarth. A luta pela vitória foi intensa entre Alen e Vatanen (Ford). Menos de um minuto separou os dois pilotos finlandeses. O terceiro lugar foi para Per Eklund com um Triumph TR7 V8. Foi o único pódio num rali do mundial que a Triumph conseguiu ao longo da sua história. No Rali da Nova Zelândia, Rohrl (Fiat) obteve um segundo lugar quando já pensava mais nos títulos do que nas vitorias. Salonen vence com um Datsun 160J. Ao conseguir a sua quarta vitória da temporada, no Rali de San Remo, Walter Rorhl (Fiat) decidiu o título de pilotos a seu favor. Na Volta à Córsega, Walter Rohrl (Fiat) mostrou-se mais preocupado em conseguir os pontos necessários à conquista do título de marcas em vez de procurar vencer o rali. A vitória foi para o francês Jean-Luc Thérier (Porsche 911 SC) que assim quebrou uma sequência de 19 ralis sem terminar. Rohrl foi segundo classificado e deu assim à Fiat o seu terceiro título do Mundial de Marcas. No Rali RAC, já com os títulos decididos, assistiu-se à consagração de um jovem piloto, o finlandês Henri Toivonen, que ao vencer a prova inglesa, com um Talbot Sunbeam Lotus, quebrou a longa série de oito vitórias consecutivas da Ford no RAC. No último rali do ano, na Costa do Marfim, surgiu a vitória da Mercedes através de Bjorn Waldegaard (sueco). O campeonato de Marcas terminou com a Fiat em primeiro com 120 pontos (5 vitórias), a Datsun em segundo com 93 pontos (1 vitória) e a Ford em terceiro com 90 pontos (1 vitória). Nos pilotos, Walter Rohrl foi primeiro com 118 pontos (4 vitórias), Hannu Mikkola foi segundo com 64 pontos (0 vitórias) e Bjorn Waldegaard foi terceiro com 63 pontos (1 vitória).

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