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03 fevereiro 2013

Volkswagen Polo S2000 - J. Maurien - G. Thimonier (Rali Sata Açores de 2009)


 

Esta miniatura pertence à colecção A Paixão pelo Rally – Fasc. nº 5.
O Volkswagen Polo, tendo sido lançado no mercado em 1975, já conta actualmente com 5 gerações. Este pequeno modelo da Volkswagen só muito recentemente se lançou na competição. De facto só apenas em 2006 é que se verificou a estreia do Polo numa prova de rali: aconteceu no Rali Condroz na Bélgica com o Polo S2000.
O Volkswagen Polo S2000 dispõe de um motor aspirado de 1998 cc que debita 282 cv de potência às 8250. O motor de 4 cilindros em linha de 16 válvulas está colocado na frente transversalmente. Utiliza uma caixa de 6 velocidades sequenciais, dispondo de tracção às 4 rodas. A velocidade máxima é de 190 km/h.
A miniatura representa o Volkswagen Polo S2000 de Julien Maurien (francês) no 44º Rali Sata Açores de 2009. Este rali era o 4º do campeonato IRC e disputou-se entre os dias 7 a 9 de Maio. A prova era constituída de 18 especiais de classificação ao longo de 712 km dos quais 229 km eram cronometrados. À partida estavam 43 concorrentes sendo que apenas 25 terminariam a prova açoriana.
O Volkswagen Polo S2000 de Julien Maurien não teve uma prestação positiva, efectuando um rali muito discreto e registando no final uma desistência. O rali açoriano foi dominado pelo piloto britânico Kris Meeke, que à excepção da primeira classificativa foi sempre o líder da prova, tendo vencido metade das especiais de classificação. Assim Meeke no Peugeot 207 S2000 venceu o rali com quase 1 minuto de avanço sobre Jan Kopecký em Skoda Fabia S2000. O melhor piloto português foi o Fernando Peres, num Mitsubishi Lance Evo IX, que ficou em 5º lugar.
No Campeonato IRC de 2009, o vencedor também foi Kris Meeke que venceu 4 dos 11 ralis que compunham o campeonato e o segundo classificado foi o Jan Kopecký que venceu 2 ralis.

27 novembro 2011

Abarth Grande Punto S2000 - G. Basso - M. Dotta (Rali de Monte Carlo de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 62.
A ligação desportiva entre a Fiat e a Abarth remonta aos anos setenta do século passado: a Abarth preparava os modelos da Fiat e da Lancia e os resultados foram excelentes. Com o afastamento do Grupo Fiat, na década de noventa, dos ralis e posterior queda nas vendas, a Fiat optou por fazer renascer o nome Abarth. Contudo o objectivo não era conquistar o WRC mas partir da base do modelo Grande Punto e transformá-lo num pequeno desportivo capaz de vencer no IRC (Intercontinental Rally Challenge). Deste modo procurava-se relançar a marca Fiat no mercado automóvel. Neste renascimento a Fiat decidiu que a Abarth seria uma nova marca no seio do grupo italiano.
O Abarth Grande Punto era baseado num Fiat Grande Punto que a Abarth transformou num automóvel com maiores capacidades desportivas; o lançamento do Abarth Grande Punto aconteceu no Salão de Genebra de 2007. O Abarth destinava-se ao Campeonato de Ralis de Itália e ao IRC: em Itália conseguiu numerosas vitórias mas no IRC as coisas foram mais complicadas.
O Abarth Grande Punto S2000 estava equipado com um motor de 4 cilindros em linha, de 1997cm3 de cilindrada, colocado na posição transversal na dianteira. A potência disponível era de 270 cv Às 8250 rpm. A tracção era integral e usava uma caixa de 6 velocidades e comando sequencial. Os guarda-lamas dianteiros e traseiros foram alargados o que aumentava a largura da carroçaria até ao máximo autorizado de 1,80 m. O aileron traseiro também era permitido pelo regulamento. Os guarda-lamas alargados permitiam a utilização de pneus BFGoodrich de maiores dimensões para as provas de asfalto. (in fascículo nº 62).
A miniatura apresentada é o Abarth Grande Punto S2000 de Giandomenico Basso (italiano) no Rali de Monte Carlo de 2009. A 77ª edição do Rali de Monte Carlo apenas contava para o Intercontinental Rally Challange (IRC) sendo esta a primeira prova do campeoanto. A Abarth procurava neste rali bater-se de igual com a Peugeot e a Skoda pela vitória. Giandomenico Basso não teve um rali fácil e desde muito cedo se viu afastado dos líderes devido a uma má escolha de pneus. Ao longo da segunda etapa saiu duas vezes da estrado quando tentava recuperar o tempo perdido. No final desta etapa Basso estava a 4 minutos do líder e encontrava-se apenas no 8º lugar. À partida para a terceira etapa, a Abarth tinha um carro no 2º lugar (Toni Gardemeister) mas o finlandês viria a desistir no decorrer da etapa. Basso ao vencer uma especial conseguiu subir ao 6º lugar e beneficiou da desistência de Gardemeister para terminar o rali na 5ª posição. A Peugeot colocou 3 carros nos três primeiros lugares, sendo a vitória para Sébastien Ogier (francês).
No campeonato do IRC de 2009, Giandomenico Basso conseguiu alguns resultados de relevo mas não foi além do 5º lugar com 28 pontos. Basso conseguiu vencer uma prova, em Portugal, e alcançou dois terceiros lugares (Brasil e Rússia). O inglês Kris Meeke ao volante de um Peugeot 207 S2000 venceu o IRC de 2009 com 60 pontos e 4 vitórias.
Giandomenico Basso nasceu a 15 de Setembro de 1973 em Itália. Depois de competir nos karts, Basso passou para os ralis aonde se encontra desde 1994. Basso foi o primeiro campeão no IRC em 2006, um campeonato que apenas tinha 4 ralis. Este piloto italiano tem feito carreira maioritariamente no IRC, onde já venceu 6 ralis. Desde 2006 até 2011, Basso guiou quase sempre um Abarth (de 2006 a 2010); neste ano de 2011 efectuou uma prova com o Peugeot 207 S2000 (Monte Carlo) e o restante campeonato está a disputá-lo ao volante de um Proton Satria Neo S2000.

29 outubro 2011

Ford Focus WRC 07 - H. Solberg - C. Menkerud (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 50.
A equipa Stobart preparou quatro Ford Focus WRC 07 para o Rali de Monte Carlo de 2008 para o belga François Duval (miniatura já apresentada), Gigi Galli (italiano), Mathew Wilson (inglês) e Henning Solberg (norueguês). Apesar de ser uma equipa privada, a Stobart beneficiava de um bom apoio por parte da equipa oficial da Ford, a M-Sport.
Projectado em 2004, esta geração do Ford Focus já ia com uma série de versões, sendo que a Ford fazia questão de lançar a meio do campeonato a nova versão do ano seguinte. Assim conseguia, de alguma forma, antecipar a preparação da época seguinte. No caso deste Ford Focus WRC 07, a sua estreia tinha acontecido no Rali da Finlândia de 2007. Para a temporada de 2008 efectuaram-se as necessárias alterações com vista a adaptar o Focus às novas alterações técnicas. O motor era um multiválvulas com um bloco de alumínio de origem Mazda e batizado Duratec. A potência do motor de 1998 cc era de 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral e utilizava uma caixa de 5 velocidades sequencial.
A miniatura hoje apresentada é o Ford Focus WRC 07 de Henning Solberg no Rali de Monte Carlo de 2008. Sem grande experiencia em ralis de asfalto escorregadio, Henning Solberg teve um inicio de rali em que sentiu algumas dificuldades em manter um ritmo competitivo, tendo terminado a primeira etapa no 14º lugar. Contudo e com o decorrer da prova Henning Solberg foi-se adaptando às condições do rali conseguindo bons tempos, o que lhe permitiu subir na classificação geral, passando para 10º no segundo dia. Na terceira etapa, Henning Solber soube gerir a sua posição na classificação e logrou mesmo subir ao 9º lugar da classificação final. O piloto francês da Citroen, Sébastien Loeb venceu o rali batendo Mikko Hirvonen (finalndês) da equipa oficial da Ford. A equipa Stobart terminou com os seus quatro Focus entre os dez primeiros: François Duval foi o quarto, Gigi Galli foi o sexto, Henning Solberg foi o nono e Mathew Wilson foi o décimo classificado.
Henning Solberg nasceu a 8 de Janeiro de 1973 na Noruega. Irmão mais velho de Petter Solberg (campeão do WRC em 2003), Henning estreou-se no WRC em 1998 num Toyota Celica no Rali da Suécia, por sinal no mesmo rali em que se estreava também o seu irmão Petter. Henning Solberg iniciou a sua carreira desportiva no rallycross tendo vencido o campeonato finlandês em 1993. A meio da década de 90 muda para os ralis e entre 1999 a 2003 sagra-se 5 vezes campeão finlandês de ralis. Nos anos a seguir à sua estreia no WRC, em 1998, Henning efectua esporadicamente alguns ralis do mundial por ano (1 rali em 1998, 1 em 1999, 4 em 2000, 4 em 2001, 2 em 2002 e 2 em 2003), como piloto privado até em 2004 conseguir um contrato com a Bozian Racing. Em 2005 corre pela Ford oficial e consegue um 4º lugar no Chipre, o seu melhor resultado até então. Em 2006 corre pela OMV num Peugeot 307 WRC e alcança o seu primeiro pódio, um terceiro lugar, no Rali da Turquia desse ano, terminado o campeonato na 8ª posição. A partir de 2007 e até à actualidade tem corrido pela Stobart e com os Ford Focus WRC: em 2007 consegue mais dois terceiros lugares nos ralis da Noruega e no Japão e termina o ano em 6º lugar; em 2008 não consegue nenhum pódio e termina o ano na 8ª posição; em 2009 volta a conseguir dois pódios (3º na Argentina e na Polónia) terminado o ano em sexto; em 2010 volta a falhar os pódios e termina o ano em 8º lugar, neste ano utiliza em alguns ralis o Ford Fiesta S2000; neste campeonato de 2011 que está ainda a decorrer Henning Solberg utiliza o Ford Fiesta WRC mas ainda não conseguiu nenhum pódio.

23 outubro 2011

Peugeot 307 WRC - T. Gardemeister - J. Honkanen (Rali de Monte Carlo de 2006)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 67).
Hoje apresento mais uma miniatura do Peugeot 307 WRC; esta é a terceira miniatura do 307 WRC desta colecção. Este é um dos “inconvenientes” que encontro nestas colecções: a repetição do mesmo carro, mesmo que seja em versões diferentes.
Anteriormente já tinha apresentado uma miniatura do Peugeot 307 WRC no Rali de Monte Carlo de 2006, no caso era o de Manfred Stohl (austríaco) da equipa Bozian Racing. Hoje o Peugeot 307 WRC é da equipa Astra com o finlandês Toni Gardemeister ao volante, no Rali de Monte Carlo de 2006. Estas duas equipas, a Astra e a Bozian Racing, compraram à Peugeot os 307 WRC depois da marca francesa ter decidido retirar abandonar a competição no final do campeonato de 2005. Deste modo a representação da Peugeot em 2006 ficou a cargo destas duas equipas privadas.
Toni Gardemeister tinha corrido pela Ford em 2005 e agora apresentava-se ao volante de um Peugeot 307 WRC de uma equipa privada para disputar o WRC de 2006. Apesar do apoio da Peugeot, o facto de enfrentar as equipas oficiais da Citroen e da Ford, não havia grandes ilusões nestas equipas privadas no que concerne à conquista de algum rali durante a temporada que se iniciava. Contudo havia sempre alguma esperança de alcançar alguns bons resultados, como por exemplo alguns pódios.
A miniatura representa o Peugeot 307 WRC de Toni Gardemeister no Rali de Monte Carlo de 2006. O Peugeot 307 WRC dispunha de um motor de 4 cilindros em linha com uma cilindrada de 1997. O motor estava colocado em posição transversal na dianteira e debitava 300 cv às 5250 rpm.
O rali iniciou com Gardemeister cauteloso e sem arriscar, sabendo que não haveria muitas hipóteses de lutar pela vitória mas com a pequena ilusão de que seria possível alcançar um bom resultado. Gardemeister sabia que o seu adversário nesta prova seria o austríaco Manfred Stohl, também num 307 WRC, da equipa Bozian Racing. Apesar de alguns problemas sofridos ao longo do rali, Gardemeister chegou a ser segundo classificado (atrás do Ford do finlandês Marcus Gronholm) seguido de Manfred Stohl, ambos à frente do francês Sébastien Loeb num Citroen Xsara WRC, um dos favoritos à vitória e candidato ao título mundial. Sabendo que viria a ser difícil manter-se à frente Loeb, quando este recuperasse o tempo perdido, Gardemeister concentrou-se em manter a sua vantagem em relação ao austríaco da Bozian Racing. Assim com o objectivo de bater a outra equipa que utilizava os 307 WRC, Toni Gardemeister conseguiu manter Stohl atrás de si e conseguiu um excelente resultado ao ficar em terceiro lugar e assim subir ao pódio na única vez em que conduziu o Peugeot 307 WRC. Pela segunda vez consecutiva Toni Gardemeister terminava o Rali de Monte Carlo no terceiro lugar. A vitória no Monte Carlo foi para o Ford Focus WRC de Marcus Gronholm seguido do Citroen Xsara de Loeb. No campeonato Loeb sagrou-se campeão mas a Ford levou o título de construtores. Toni Gardemeister ficou em nono lugar com 20 pontos tendo apenas participou em 4 ralis.

15 outubro 2011

Subaru Impreza WRC - S. Sarrazin - S. Prévot (Rali de Monte Carlo de 2006)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 66.
A Subaru, vencedora de três títulos de construtores (1995, 1996 e 1997) e de três títulos de pilotos (Colin Mcrae em 1995, Richard Burns em 2001 e Petter Solberg em 2003), apresentou o seu novo modelo para participar no mundial de 2006 partindo da plataforma utilizada entre 2001 e 2005. A base era idêntica ao que vinha desenvolvendo anteriormente, contudo adaptada às novas regulamentações do WRC relativamente à segurança e à transmissão. Mantinha-se o motor dianteiro em posição longitudinal de quatro cilindros opostos. A cilindrada era de 1994 cc e debitava 300 cv às 5500 rpm. A nova carroçaria foi reforçada, seguindo as indicações de segurança agora impostas, e os diferenciais passavam a ser mecânicos à frente e atrás enquanto que o diferencial central podia ser gerido electronicamente. Outra alteração imposta foi a interdição da injecção de água e a obrigatoriedade de utilizar os motores durante dois ralis. Mesmo respeitando estas alterações o motor revelou-se igualmente potente como o de 2005,sendo mais suave e constante.
Estando a ser preparado desde Março de 2005 o novo Subaru Impreza WRC para 2006 estreou-se no Rali de Monte Carlo de 2006. Os pilotos que compunham a equipa eram de qualidade, Petter Solberg (norueguês), Chris Atkinson (australiano) e Stéphane Sarrazin (francês, ex-piloto da F1), logo as expectativas da equipa eram elevadas. O que realmente aconteceu ao longo da temporada foi que os resultados ficaram aquém das expectativas e a Subaru não conseguiu vencer nenhum rali em 2006, contudo ainda foram alcançados alguns pódios.
A miniatura apresentada é o Subaru Impreza WRC de Stéphane Sarrazin no Rali de Monte Carlo de 2006. Stéphane Sarrazin terminou a prova no 5º lugar, enquanto a vitória sorriu a Marcus Gronholm (finlandês) num Ford Focus WRC seguido de Sébastien Loeb (francês) num Citroen Xsara WRC. Ao longo do campeonato de 2006 a Subaru nunca conseguiu intrometer-se na luta pelos títulos, que foram disputados apenas entre a Citroen e a Ford, as únicas marcas a vencer ralis neste campeonato. A Ford foi mais forte e ficou com o título de marcas enquanto Sébastien Loeb, da Citroen, sagrava-se campeão do mundo no final da temporada. A Subaru terminou a temporada em 3º lugar sem vencer um único rali. Petter Solberg foi o melhor piloto da Subaru ao terminar o campeonato em 6º lugar (sem vitórias o melhor que conseguiu foram três segundos lugares).

Stéphane Sarrazin nasceu a 2 de Novembro de 1975 em França. Sarrazin participou na Formula 3000 Internacional durante 4 épocas (de 1998 a 2001), sem que tenha conquistado o título. Venceu apenas duas corridas e obteve alguns pódios. A melhor época foi a de 1999 tendo ficado em 4º lugar no campeonato. Nesse ano de 1999, Stéphane Sarrazin fez a sua estreia na Formula 1 no GP do Brasil pela Minardi, substituindo o piloto Luca Badoer (brasileiro), que estava magoado num pulso. Sarrazin não terminou a corrida brasileira e a sua carreira na Formula 1 resume-se a essa corrida. Ainda se manteve durante alguns anos como piloto de testes da Prost e da Toyota mas nunca mais participou num GP de F1. Em 2003 esteve envolvido no World Series by Renault. Sarrazin também tem sido um dos pilotos presente nas 24 Horas de Le Mans, contando já com 10 participações; nos últimos anos tem participado como piloto da Peugeot tendo já conquistado por duas vezes o 2º lugar em Le Mans (uma delas fazendo equipa com Pedro Lamy); em outras duas ocasiões terminou na terceira posição. Em 2010 participa em duas corridas do Campeonato Mundial de GT1. No que diz respeito aos ralis, Stéphane Sarrazin participa em alguns ralis do WRC durante os anos de 2004 a 2005 pela Subaru. Durante esses 15 ralis o melhor que conseguiu em termos de resultados são dois 4º lugares. Posteriormente, entre 2009 a 2011, aparece esporadicamente no IRC, com um Peugeot 207 S2000, principalmente no Rali de Monte Carlo.

23 setembro 2011

Ford Focus WRC - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Portugal de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 12.
Estreado em 1999, o Ford Focus WRC contava já com uma carreira de 10 anos em 2009, ao longo dos quais foi sofrendo inúmeras evoluções.
No Rali de Portugal de 2009, o piloto finlandês Mikko Hirvonen utilizou o Ford Focus WRC de 2008, a evolução de 2009 só surgiria no mês de Maio para o Rali de Itália.
O Ford Focus WRC de 2008 utilizava um motor turbo de 4 cilindros em linha de 16 válvulas com 1998 cc, colocado em posição dianteira transversalmente. A potência era de 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral com um caixa sequencial de cinco velocidades. Resumidamente, foi com estas características que a Ford atacou o mundial de 2009 e que viria a perder para a Citroen e para Sébastien Loeb (francês).
A miniatura representa o Ford Focus WRC que Mikko Hirvonen utilizou no Rali de Portugal de 2009. Mikko Hirvonen iniciou o rali português ao ataque e foi o seu primeiro líder no final da super especial que se disputou no Estádio do Algarve. Hirvonen conseguiu manter a primeira posição no final do primeiro dia, beneficiando de uma saída de estrada de Sébastien Loeb e de um erro de Dani Sordo (espanhol) que o fez perder 20 segundos quando o piloto espanhol da Citroen era o líder da prova. Hirvonen ocupou então o primeiro lugar seguido de Marcus Gronholm (finalndês) num Subaru. Contudo Sordo recuperaria a segunda posição no final do dia, atrás de Hirvonen. No segundo dia do rali, Hirvonen ainda esboçou uma tentativa de manter o primeiro lugar mas Loeb ultrapassou o seu colega de equipa, Dani Sordo, e em breve estava na liderança do rali. Assim o segundo dia terminou com Loeb na frente, seguido de Hirvonen e de Sordo. No último dia do rali, apesar dos esforços de Mikko Hirvonen para alcançar o primeiro lugar, Sébastien Loeb saiu de Portugal com mais uma vitória no seu currículo. Mikko Hirvonen foi o segundo classificado seguido de Dani Sordo.
Mikko Hirvonen nasceu a 31 de Julho de 1980 na Finlândia. Com apenas 15 anos já corria em autocross, tendo passado para o rallycross pouco tempo depois. Com 18 anos faz a sua estreia nos ralis ao volante de um Opel Kadett 16V de 2 litros do Grupo N. Em 2000 participa pela primeira vez no Campeonato Finlandês de Ralis Junior. No ano seguinte passa para o escalão principal do campeonato finlandês. Nesse ano de 2001 dá nas vistas ao ficar em segundo lugar do campeonato. No ano de 2002, para além de participar no campeonato finlandês, participa noutras provas de outros campeonatos como alguns ralis do WRC. As boas prestações valeram-lhe um convite para testar um Ford Focus que por sua vez lhe abriu as portas para a Ford, assinando um contrato com a equipa de Malcolm Wilson para 2003. No ano seguinte corre pela Subaru e em 2005 participa no mundial com, onde alcança um terceiro lugar na Espanha. Esse excelente resultado para um piloto privado, dá-lhe a oportunidade de integrar a equipa oficial da Ford para o ano de 2006. A sua primeira vitória no WRC acontece em 2006 no Rali da Austrália. A partir daí a sua carreira tem-se desenvolvido praticamente ao serviço da Ford. Em 2008, com o abandono de Marcus Gronholm, Hirvonen assume a posição de primeiro piloto da Ford, sendo actualmente o principal rival de Sébastien Loeb. Actualmente já venceu 14 ralis, todas com a Ford e as duas últimas neste ano de 20011 com o Ford Fiesta WRC. Em 2008 e 2009 terminou o campeonato como vice campeão, que representam a sua melhor classificação no mundial.
Fontes: fascículo da colecção e wikipedia.

05 setembro 2011

Peugeot 207 S2000 - S. Ogier - J. Ingrassia (Rali de Monte Carlo de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 43).
Com a estreia em competição do Peugeot 207 S2000, a marca do leão voltava novamente aos ralis, embora sem que se tenha envolvido no WRC. Após se ter retirado dos ralis, em 2005, a Peugeot fez estrear em 2007, o seu novo carro, o Peugeot 207 S2000 para competir no International Rally Challenge (IRC). O IRC é um campeonato reservado aos automóveis de série com uma produção inferior a 2500 unidades por ano; o motor tem uma cilindrada máxima de 2 litros e não pode ter sobrealimentação e um regime máximo de 8500 rpm. A potência está limitada ao 280 cv sendo permitida a transmissão integral e caixas sequenciais. (fonte fascículo nº 43 Rallye Monte-Carlo – Os Carros Miticos).
O Peugeot 207 foi o modelo que veio substituir o Peugeot 206 cuja versão de ralis venceu 3 campeonatos do mundo (2000, 2001 e 2002). O motor de 4 cilindros estava colocado em posição dianteira e transversal, com uma cilindrada de 1998 cc. A potência era de 280 cv às 8500 rpm. A caixa de 6 velocidades era sequencial e inicialmente revelou-se frágil, problema que posteriormente foi resolvido. O Peugeot 207 S2000 revelou ser um carro bastante competitivo tendo vencido dois títulos do IRC (2008 e 2009).
A miniatura representa do Peugeot 207 S2000 de Sébastien Ogier (francês) no Rali de Monte Carlo de 2009. Nesse ano o Monte Carlo apenas contou para o IRC, tendo ficado de fora do calendário do WRC. À partida para a prova estavam presentes vários 207 S2000: pela Peugeot oficial, corria Stéphane Sarrazin; pela Peugeot belga, Nicolas Vouilloz e Freddy Loix; pela Peugeot inglesa, Chris Meeke e pela BF Goodrich e a Federação Francesa de Desporto Automóvel alinhava Sébastien Ogier (Campeão do Mundo Júnior de 2008 num Citroen C2). Entre os vários pilotos privados que também estavam presentes com um Peugeot 207 S2000 encontrava-se um ex-campeão do mundo, o francês Didier Auriol.
Sébastien Ogier acabou por ser o vencedor desta edição do Monte Carlo, tendo realizado uma prova bastante regular e beneficiando da desistência de Sarrazin quando este era líder da prova. Ao realizar uma prova quase isenta de erros, Ogier manteve-se suficientemente competitivo o que lhe permitiu assistir à desistência dos outros Peugeot 207, uns por avarias mecânicas e outros por erros dos seus pilotos.

Nota:
O blog 4Rodinhas cumpre hoje o seu 5º ano de existência. Desta feita sem grandes anúncios, como um post dedicado e/ou alterações motivadas pela efeméride, quero apenas assinalar o momento com um grande abraço e um agradecimento muito especial a todos os que visitam este humilde blog.

Um grande abraço e muito obrigado
José Ferreira

18 abril 2011

Ford Focus WRC - M. Märtin - M. Parkes (Rali de Monte Carlo de 2004)


Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 59).
O piloto estónio Markko Märtin realizou em 2004 a melhor temporada na sua carreira desportiva, tendo terminado o Campeonato do Mundo de Ralis na 3ª posição com 79 pontos e 3 vitórias (México, França e Espanha). Esse ano coincidiu também o fim do seu contrato com a Ford; que vinha desde 2002.
O Ford Focus WRC, da segunda geração, foi o carro utilizado por Markko Märtin ao longo de toda a temporada de 2004. A segunda geração do Focus surgiu em 2002, concebida por Christian Leroux (ex-Subaru). As maiores alterações foram o aumento da distância entre os eixos, uma transmissão de três diferenciais activos electrohidráulicos e o turbocompressor que passou a ser um Garrett TR30R. O motor era o Zetec de 2000 cc com uma potência de 300 cv às 6500 rpm. Ao nível da aerodinâmica também se registaram algumas alterações sendo de destacar o alargamento das cavas das rodas, um pára-choques completamente novo e um spoiler traseiro novo e de maiores dimensões.
Em 2004, a Ford venceu três ralis, todos pelo piloto estónio Markko Märtin, mas a equipa apenas conseguiu terminar o campeonato de marcas na segunda posição com 143 pontos, muito distante dos 193 pontos da campeã Citroen.
A miniatura representa o Ford Focus WRC de Markko Märtin no Rali de Monte Carlo de 2004. A Ford apresentou-se com uma boa equipa de dois pilotos, Markko Märtin e François Duval (belga), mas ambos foram incapazes de derrotar o francês Sébastien Loeb no Citroen Xsara WRC. Märtin acabaria por ficar no segundo lugar, atrás de Loeb, e Duval completou o pódio.
Markko Märtin nasceu a 10 de Novembro de 1975 na Estónia. Em 1993 iniciou a carreira e a sua estreia no Mundial de Ralis aconteceu em 1997 no Rali da Finlândia ao volante de um Toyota Celica. Em 1998 participa em quatro ralis com o Celica. No ano seguinte utiliza o Ford Escort WRC nos dois primeiros ralis e no resto do campeonato usa o Toyota Corolla WRC, carro que utiliza também no ano 2000. Nesta fase inicial da sua carreira não consegue nenhum pódio ficando-se por alguns resultados e exibições prometedoras. Deste modo o ano de 2001 é passado ao volante de um Subaru Impreza WRC contudo os resultados não são melhores do que até então vinha fazendo. No final do campeonato é 19º classificado com 3 pontos.
Para 2002 Märtin passa a dispor de um carro que lhe permite outras ambições e assim durante três anos (de 2002 a 2004) guiou o Ford Focus WRC. Markko Märtin pontua com alguma regularidade ao longo do campeonato e o almejado primeiro pódio surge no último rali do ano ao conseguir o 2º lugar na Grã-Bretanha. No campeonato é o 9º com 20 pontos. No ano seguinte, em 2003 (Märtin é 4º no Monte Carlo), as boas prestações continuam e chega finalmente a primeira vitória no WRC ao vencer a Volta à Córsega. No Rali da Finlândia regista nova vitória e juntamente com mais alguns pódios termina a temporada na 5ª posição com 49 pontos. O campeonato de 2004 foi efectivamente o melhor da sua carreira, tendo vencido 3 ralis (México, França e Espanha) que com mais alguns pódios lhe garantiram a 3ª posição no campeonato com 79 pontos.
Para 2005 Märtin muda de equipa e é ao volante de um Peugeot 307 WRC que cumpre aquela que foi a sua última temporada na carreira. Ainda consegue alguns pódios contudo não volta a vencer um rali e é no décimo segundo rali do ano, na Grã-Bretanha, na sequência de um acidente no qual faleceu o seu co-piloto Michael Park (britânico), que Märtin decide colocar um ponto final na sua carreira. Terminou o ano em 5º com 53 pontos. Ao longo de 7 temporadas Markko Märtin venceu 5 ralis.

22 março 2011

Skoda Fabia WRC - J. Kopecký - F. Schovánek (Rali de Monte Carlo de 2007)



Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 53).
O piloto checo Jan Kopecký participou no Rali de Monte Carlo de 2007 com um Skoda Fabia WRC, carro que desde 2005 poucas evoluções sofrera porque a equipa Skoda tinha decidido abandonar oficialmente os ralis no final de 2005. O Skoda Fabia WRC surgiu no mundial de ralis em 2003 e em 2005 houve uma segunda versão, como os resultados foram fracos a marca decidiu-se pelo abandono da competição.
Jan Kopecký que já em 2003 tinha guiado um Skoda Octavia WRC, passando posteriormente para o Fabia WRC que usou nos três anos seguintes (2004 a 2006), criou a sua própria equipa (Czech Rally Team Kopecký) para o ano de 2007 e manteve a sua ligação ao Skoda Fabia WRC.
O Skoda Fabia WRC ‘05 utilizava um motor de 4 cilindros em linha, de 1997 cc, cuja potência atingia os 300 cv às 5500 rpm. Houve algumas alterações mecânicas em relação à versão de 2003, sendo a mais significativa a “deslocação do escape da esquerda para a direita do carro a fim de evitar que se cruzasse com o veio de transmissão. Quanto ao chassis, foi alvo de modificações na parte de trás que deixaram mais espaço para os semieixos. Além disso, a fábrica adoptou a injecção de água no sistema de admissão. A entrega dos 300 cavalos anunciados tornou-se mais suave e a partir de um regime de trabalho do motor mais baixo.” In fascículo nº 53 Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos. A miniatura representa o Skoda Fabia WRC ’05 de Jan Kopecký no Rali de Monte Carlo de 2007. Á partida para a 75ª edição do Monte Carlo, Kopecký tinha a esperança de melhorar o 11º lugar do ano anterior, resultado da sua primeira participação na mítica prova. E assim foi. O piloto checo iniciou muito bem o rali, contudo um furo fez com que não pudesse alcançar um resultado um pouco melhor. Ainda asssim, Kopecký chegou ao fim do Monte Carlo num bom oitavo lugar, que lhe valeu um ponto no Campeonato do Mundo de Ralis.
Jan Kopecký nasceu na Republica Checa a 28 de Janeiro de 1982. A sua estreia no WRC aconteceu em 2002 ao volante de um Toyota Corolla WRC no Rali da Alemanha, cujo resultado se saldou por uma desistência. Em 2003 participa em 3 ralis (2 com um Skoda Octavia WRC e 1 com um Mitsubishi Lancer Evo 7). Sempre com a Skoda, Jan Kopecký participa apenas em um rali em 2004; em 2005 regista 4 participações sendo 8º no Rali da Catalunha; em 2006 participa em 10 ralis e obtêm a sua melhor classificação no WRC na Catalunha (5º lugar). Ainda com o Skoda Fabia, em 2007 participa em 11 ralis, sendo o seu melhor resultado o 5º lugar obtido no Rali da Alemanha. Este é o seu melhor ano no WRC, terminado o campeonato em 12º lugar com 10 pontos. Em 2008 participa apenas no Rali do México ao volante de um Fiat Abarth Grand Punto S2000. Ainda em 2008, passa a participar no Intercontinental Rally Challange (IRC) com um Peugeot 207 S2000. O ano de 2009 simboliza o seu regresso à Skoda, onde vence dois ralis do IRC e termina o ano na segunda posição. Em 2010, vence mais um rali do IRC e volta a ser segundo no campeonato. A sua ligação à Skoda mantêm-se para 2011, onde obtêm um 8º lugar no Rali de Monte Carlo.

O Campeonato do Mundo de Ralis de 2007 foi disputado ao longo de 16 provas e teve como principais candidatos ao título Sébastien Loeb (francês) e Marcus Grönholm (finlandês), da Citroen e da Ford, respectivamente. Loeb acabaria por vencer o campeonato com 116 pontos (8 vitórias) seguido de Grönholm com 112 pontos (5 vitórias). Entre as marcas apenas a Ford e a Citroen venceram provas, 8 ralis cada uma. Contudo foi a Ford que venceu o campeonato de marcas. A descrição do Campeonato de 2007 encontra-se aqui, aqui e aqui.

14 março 2011

Mitsubishi Lancer WRC 05 - T. Gardemeister - J. Honkanen (Rali de Monte Carlo de 2007)


Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 57.
Em 2007 os tempos de glória da Mitsubishi nos ralis já tinham passado à história, o tempo era agora de retirada: de vencedores de títulos (quem não se lembra dos 4 títulos consecutivos do piloto finlandês Tommi Makinen na Mistusbishi?) até à retirada oficial sem glória em 2005… Há quem considere que a Mitsubishi levou muito tempo em se decidir pelo desenvolvimento de um carro de WRC, optando pela continuidade dos veículos do Grupo A. Essa decisão foi tomada em 1997, quando apareceu o regulamento para os WRC, mas a Mitsubishi só em 2001 optou por desenvolver o seu carro de acordo com as definições do WRC. Tarde demais tomou essa decisão que veio a comprometer todo o envolvimento da marca nos ralis. Os desenvolvimentos que foram sendo feitos ao longo dos anos no Mitsubishi Lancer WRC nunca resultaram num carro competitivo e face às crescentes dificuldades financeiras da marca resultaram num gradual e lento abandono do projecto.
A miniatura apresentada é o Mitsubishi Lancer WRC 05 da equipa MMSP (Mitsubishi Motor Sports), que já não contava com o apoio oficial da marca. O piloto é o finlandês Toni Gardemeister no Rali de Monte Carlo de 2007. O Mitsubishi Lancer dispunha de um motor de 4 cilindros em linha, de 1996 cc e com uma potência de 300 cv às 5500 rpm.
Sem apoios oficiais da Mitsubishi, a equipa de Toni Gardemeister, que utilizava um carro que já estava ultrapassado, não poderia aspirar a lutar pela vitória contudo havia a esperança de poder alcançar um resultado positivo. E de facto Toni Gardemeister, que teve pouco tempo para rodar com o Mitsubishi, chegou mesmo a lutar pela 4ª posição durante a prova monegasca. No primeiro dia Toni Gardemeister e o seu colega de equipa, Xavier Pons (espanhol), mantiveram-se nos lugares da frente, 8º e 11º respectivamente. No segundo dia, Gardemeister esteve na luta pelo 4º lugar contudo no último dia teve problemas nos travões do seu Mitsubishi e caiu para a 7ª posição final, atrás do norueguês Petter Solberg num Subaru Impreza WRC. O seu colega de equipa, Xavier Pons, terminou o Rali de Monte Carlo num distante 25º lugar. A vitória foi para Sébastien Loeb (francês) num Citroen C4 WRC que dominou o rali. In fascículo nº 57 da colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos.

Toni Gardemeister nasceu a 31 de Março de 1975 na Finlandia. A sua carreira nos ralis teve início no seu país tendo dado boas indicações (campeão finlandês no Grupo A em 1997 com um Nissan Sunny GTi) que o levaram até à Seat. A sua estreia no WRC aconteceu no Rali da Finlândia de 1996 ao volante de um Opel Astra GSi 16v. Em 1998 entra na Seat e faz parte da equipa que venceria o campeonato mundial de F2 com o Seat Ibiza GTi 16v. Nos dois anos seguintes mantêm-se na Seat ajudando no desenvolvimento do Córdoba WRC; em 1999 Gardemeister alcança o seu primeiro pódio na carreira (3º lugar no Rali da Nova Zelândia ao volante do Seat Córdoba WRC). No campeonato de 2001 apenas faz quatro ralis, dois com um Peugeot 206 WRC e dois com um Mitsubishi Carisma GT. O passo seguinte da sua carreira é a equipa Skoda, aonde Gardemeister passa três anos (2002 a 2004). Em 2005 corre pela Ford aonde alcança alguns pódios: é 2º no Monte Carlo, Acrópole, e Córsega e é 3º na Suécia. De resto é o seu melhor ano na carreira e termina o campeonato na 4ª posição com 58 pontos. No ano de 2006, mais uma vez, apenas participa em 4 ralis, contudo ainda consegue um pódio (3º lugar no Monte Carlo) com o Peugeot 307 WRC, enquanto as outras três provas são ao volante do Citroen Xsara WRC. Em 2007 corre 5 ralis com o Mistubishi Lancer WRC e um com o Citroen Xsara WRC. Para 2008, Toni Gardemeister regressa a uma equipa oficial, neste caso a Suzuki que se inicia no WRC e lhe coloca nas mãos o Suzuki SX4 WRC. Os resultados não são famosos e a melhor posição que consegue é um 6º lugar no Rali do Japão. No final do ano a aventura da Suzuki termina e Toni Gardemeister sem volante para o WRC participa em algumas provas do IRC em 2009 e 2010 com o Fiat Grande Punto Abarth, Opel Corsa S2000 e Ford Fiesta S2000.

15 janeiro 2011

Citroen C2 S1600 - D. Sordo - M. Marti (Rali de Monte Carlo de 2005)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 31).
Anteriormente já falei e apresentei algumas miniaturas do Citroen C2 Super 1600; hoje volto a colocar aqui no 4Rodinhas uma miniatura do Citroen C2, de Daniel Sordo (espanhol) no Rali de Monte Carlo de 2005, precisamente o colega de equipa de Kris Meeke (britânico), cuja miniatura apresentei aqui.
O Citroen C2 Super 1600 JWRC dispunha de tracção dianteira, com um motor de 4 cilindros em linha, com 1587 cc de cilindrada, que debitava 230 cv de potência às 8500 rpm. O motor do C2 estava montado em posição transversal dianteira e utilizava uma caixa de seis velocidades.
O piloto espanhol Daniel Sordo apresentou-se no Rali de Monte Carlo de 2005, apadrinhado por Carlos Sainz (espanhol), enquanto o seu colega de equipa, Kris Meeke, era apadrinhado por Colin McRae (escocês). Ambos pilotavam para a equipa oficial da Citroen que iria disputar o Campeonato do Mundo de JWRC. O grande adversário que tinha pela frente era o campeão da categoria o sueco Per-Gunnar Andersson, ao volante de um Suzuki Ignis. No início do rali, Andersson impôs o ritmo e liderou a prova. Posteriormente, o italiano Mirco Baldacci num Fiat Punto S1600 surpreendeu e assumiu a liderança. Entretanto Daniel Sordo teve alguns problemas nos travões, atrasando-se e viu a sua tarefa ficar mais complicada, caindo para o 10º lugar no final da primeira etapa; enquanto Andersson (Suzuki) era nesta altura o líder dos JWRC, seguido do seu colega de equipa Kosti Katajamki. Na segunda etapa, uma saída de estrada de Andersson, permitiu a Katajamaki assumir a liderança, seguido de Meeke (Citroen). Na última etapa, Meeke conquista o primeiro lugar enquanto o seu colega, Daniel Sordo, continuava a subir na classifica após o atraso inicial. Kris Meeke acabou por vencer o rali monegasco na categoria (11º da classificação geral) e Daniel Sordo terminou a prova no 4º lugar da classificação dos JWRC (15º da classificação geral). Ao longo do campeonato JWRC, Daniel Sordo conseguiu resultados muito melhores do que o registou no Monte Carlo, vencendo por 4 vezes (Itália, Finlâdia, Alemanha e Catalunha) em 8 provas e acabou por se sagrar campeão na categoria JWRC com 53 pontos, sucedendo a Per-Gunnar Anderson.