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20 agosto 2023

Brabham BT52B - Nelson Piquet (1983)

Esta miniatura pertence à colecção da Altaya “Lendas Brasileiras do Automobilismo” (Fasc. Nº 15).
O Brabham BT52B de 1983 estreou no GP da Grã-Bretanha, a nona prova do campeonato. Na verdade era uma evolução do BT52, modelo que tinha sido utilizado pelos pilotos da Brabham, o brasileiro Nelson Piquet e o italiano Riccardo Patrese, nas oito primeiras provas do campeonato de 1983 e tendo vencido apenas o GP do Brasil, conseguindo dois segundos lugares e dois quartos lugares, sempre com Piquet, já que Patrese desistiu sempre nessas 8 primeira provas do ano. O BT52 não conseguiu nenhuma pole-position contudo alcançou 3 melhores voltas: duas com Piquet e uma com Patrese. No final do campeonato de 1982, com todos os incidentes e mortes envolvidas nesse ano, a FIA optou por proibir os ditos carros "asa" que vinham beneficiando do efeito solo com os pontões laterais dos carros que geravam um efeito de "sucção" do carro na pista. Com esta alteração dos regulamentos todas as equipa tiveram que alterar os seu projectos por completo. A Brabham, que já tinha o carro pronto para 1983 segundo as regras de 1982, teve que recomeçar do zero e num prazo recorde conseguiu desevolver um modelo novo segundo os novos regulamentos para o campeonato de 1983.
 
Assim, seguindo as novas regras e aproveitando o facto de os carros poderem ser reabastecidos durante as provas, Gordon Murray, o engenheiro sul africano da Brabham, desenvolveu o Brabham BT52 em tempo recorde para o inicio do campeonato de F1 de 1983.
Com esses princípios em mente o novo BT52 utilizava um potente motor turbo da BMW e como estava previsto o reabastecimento durante as provas o tanque de combustível era menor logo o peso do carro também era menor o que permitia a utilização dos pneus mais macios e aderentes da Michelin. O brasileiro Nelson Piquet, campeão em 1981, voltava a ter um monolugar com condições de lutar contras as poderosas equipas da Ferrari e Renault. Sensivelmente a meio do campeonato surgiu a evolução do Brabham BT52 que se designava por BT52B com melhorias a nível mecânico e aerodinâmico, sendo que as mudanças mais visíveis eram a troca das cores azul e branca: onde era azul no BT52 passava a branco no BT52B e onde era branco no BT52 passava a azul no BT52B; e na asa traseira do monolugar que agora era maior com umas pequenas "orelhas".

A miniatura que hoje apresento é o Brabham BT52B com o qual Nelson Piquet venceu o GP da Europa de 1983, penúltima prova do campeonato disputada no circuito de Brands Hatch (Inglaterra). Com esta vitória Nelson Piquet ficava apenas a dois pontos do lider do campeonato, o francês Alain Prost (Renault), ficando a faltar uma corrida para o fim do campeonato.
Nelson Piquet nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, a 17 de Agosto de 1952. Com 14 anos começa a participar em provas de kart com um nome falso para não ter problemas com a família. No início da década de 70 surgem os primeiros títulos de kart e em 1976 sagra-se campeão na
Formula Super Vê brasileira. Com as portas abertas nos campeonatos europeus, alcança em 1978 o título de campeão na Formula 3 britânica. Ainda nesse ano de 1978, Nelson Piquet conseguiu efectuar a estreia na F1 na equipa Ensign, no GP da Alemanha. Imediatamente a seguir, Piquet passa para a McLaren onde efectua 3 provas (Austria, Holanda e Italia). Ainda em 1978, Nelson Piquet assina pela Brabham, aonde passaria vários anos, tendo uma relação de sucesso com a equipa de Bernie Ecclestone. Em 1979 faz equipa com Niki Lauda
(áustriaco) na Brabham e passa a primeiro piloto da equipa quando áustriaco resolve abandonar a F1 no GP do Canada. Nesse ano o melhor resultado foi um quarto lugar no GP da Itália, os seus primeiros pontos da carreira na F1. No ano seguinte, 1980, a Brabham já com motores Ford Cosworth (os motores Alfa Romeo foram substituídos a duas provas do fim do campeonato de 1979), começa a obter resultados bastante superiores e Nelson Piquet alcança a sua primeira vitória na F1 no GP dos EUA West. Mais duas vitorias se seguiram nesse ano para Piquet que luta pelo título praticamente atá ao final do campeonato mas fica em segundo lugar atrás do campeão Alan Jones (australiano) em Williams. Em 1981 chega a consagração de Nelson Piquet que se sagra campeão do Mundo com 3 vitórias batendo o argentino da Williams (Carlos Reutmann) por um ponto. O ano de 1982 é um ano de transição na Brabham uma vez que as equipas estavam à procura de fornecedor de
motor turbo e no caso da Brabham a escolha recaiu sobre a BMW. Assim Nelson Piquet apenas conseguiu um vitória e ficou pela 11ª posição no campeonato. Em 1983 Nelson Piquet com a equipa Brabham já bem preparada com o motor BMW Turbo torna-se no primeiro piloto a vencer o campeonato de F1 com um carro equipado com motor turbo (3 vitórias). Os dois anos seguintes, 1984 e 1985, a Brabham começa a perder competitividade e com a grande eficácia que a McLaren começou a apresentar, Nelson Piquet não teve mais hipóteses de lutar pelo título. De tal modo que Nelson Piquet deixa a Brabham, ao fim de 7 anos de parceria, e assina pela Williams para os anos de 1986 e 1987. A Williams nesses dois anos já eram a melhor equipa na F1 e Piquet (4 vitórias) perde o título de 1986, para Alain Prost (francês) da McLaren devido às lutas internas com o seu colega de equipa Nigel Mansell (inglês) terminando o campeonato em terceiro lugar a 3 pontos de Prost. Contudo no ano de 1987, Nelson Piquet (3 vitórias) não deu qualquer hipóteses à concorrência e sagrou-se campeão pela terceira vez na F1. Descontente com o tratamento que
recebia na Williams, Piquet deixa a equipa e assina pela Lotus onde passa dois anos (1988 e 1989). No entanto a Lotus era já uma sombra da equipa de sucesso que foram uns anos antes. Piquet passa na Lotus dois anos penosos, julgando-se mesmo que estaria a um passo de terminar a sua carreira na F1. Em 1988 apenas consegue 3 quartos lugares e em 1989 não consegue podio algum, terminando os campeonatos em 6ª e 8ª lugares respectivamente. Contudo Nelson Piquet demonstrou que ainda tinha motivação para continuar na F1 e assina pela Benetton onde em dois anos (1990 e 1991) ainda conseguiu voltar às vitórias no gp's. Em 1990 vence por duas vezes e termina o campeonato em terceiro lugar. No seu último ano na F1, em 1991 obtêm uma vitória e termina o ano em sexto lugar. Ao fim de 14 temporadas, Nelson Piquet, aos 39 anos, encerra a sua carreira na F1 no final do campeonato de 1991 tendo participado em 204 gp's, venceu 23 gp's, alcançou 24 pole position e 24 melhores voltas. Obteve 60 pódios e 485,5 pontos. Sagrou-se 3 vezes campeão do mundo: 1981 (Brabham-Ford), 1983 (Brabham-BMW Turbo) e 1987 (Williams- Honda Turbo).

O campeonato de 1983 começava sob a influência do fim dos carros asas (efeito solo) e com uma divisão clara entre as equipas cujos carros utilizavam motores turbo (as principais: Renault, Ferrari e Brabham-BMW) e os que utilizavam motores aspirados (as principais: Lotus, Williams, McLaren, Tyrrell). No entanto para algumas equipas foi uma temporada de transição, como por exemplo, a McLaren (iria ter motor Porsche Turbo), a Lotus (iria ter motor Renault Turbo) e a Williams (iria ter
motor Honda Turbo). Contudo no início do campeonato utilizaram os motores Ford Cosworth DFY, enquanto não dispunham dos respetivos motores turbo.
No início do campeonato, no GP do Brasil, o brasileiro Nelson Piquet (Brabham) mostrou que iria lutar pelo título. Efectua a melhor volta da corrida e vence a prova. Foi a sua primeira vitória no Brasil. Keke Rosberg, que fez a pole-position, liderou as primeiras voltas mas depois foi ultrapassado por Piquet, que ganhou tempo suficiente para ir às boxes abastecer e trocar de pneus e ainda regressar na liderança. Rosberg teve problemas, quando parou na box, devido a um incêndio. Rosberg saiu do carro e voltou a entrar quando o incêndio foi extinto. Ainda recuperou para terminar na segunda posição mas depois da prova foi desclassificado porque foi empurrado na box. O segundo lugar de Rosberg não contou para a classificação. O austríaco Niki Lauda (McLaren) terminou na terceira posição.
No GP de Long Beach (EUA), realizado num circuito citadino, a McLaren consegue uma dobradinha. O
irlandês John Watson e Niki Lauda efetuaram uma recuperação brilhante. Partiram da 22ª e 23ª posição da grelha de partida e terminaram nos dois primeiros lugares! Julgo que seja a maior recuperação da história da Formula 1. Foi o ponto alto da McLaren no ano que não voltou a vencer. Apenas mais dois terceiros lugares ao longo do ano. René Arnoux (francês), agora na Ferrari, terminou em terceiro lugar.
No GP da França, Alian Prost (Renault), correndo em “casa”, aproveita para dominar a prova: pole-position, melhor volta e vitória. Piquet (Brabham) termina em segundo lugar e Eddie Cheever (americano) leva o segundo Renault ao terceiro lugar.
No GP de San Marino, a Ferrari vence pela primeira vez este ano. Patrick Tambay (francês) vence o seu segundo e último GP da sua carreira. Prost (Renault) termina em segundo lugar e Arnoux é terceiro no outro Ferrari.
No GP do Mónaco, visto que na véspera da corrida tinha chovido, a pista estava molhada e as equipas dividiram-se na decisão de utilizar pneus para chuva ou “slicks”. Rosberg (Williams) optou pelo “slicks”, decisão que se veio a revelar a mais acertada. Keke efectua um excelente arranque e passa de 5º para 1º ainda na primeira volta, afastando-se de Prost que tinha feito a pole-postion. Jacques Laffite (francês), que também iniciou de “slicks”, aproveitou a paragem nas boxes dos adversários (para mudança de pneus) e coloca-se em segundo lugar. Durante várias voltas os dois Williams ocuparam os dois primeiros lugares. Rosberg vence a prova, Laffite teve que abandonar com problemas na caixa de velocidades e Piquet (Brabham) fica com o segundo lugar. Prost terminou na terceira posição. A McLaren não conseguiu qualificar nenhum carro para a corrida!
Após cinco provas, Piquet liderava o campeonato com 21 pontos seguido de Prost com 19. A Ferrari era líder, nas marcas, com 25 pontos e a Renault esta em segundo lugar com 23 pontos.
No GP da Bélgica, o francês Alain Prost (Renault) consegue um bom resultado. Faz a pole-position e vence a corrida. Nelson Piquet (brasileiro), seu directo adversário no campeonato, não consegue melhor que um 4º lugar com o Brabham. Patrick Tambay (Ferrari) é segundo e Eddie Cheever (Renault) é o terceiro.
Em Detroit, o segundo GP dos EUA no campeonato, Michele Alboreto vence, com o Tyrrell aspirado, contra a concorrência dos turbos. Keke Rosberg (Williams) e John Watson (McLaren) foram o segundo e terceiro classificados, respectivamente. Também com carros equipado com o motor Ford Cosworth. Foi a 155ª e última vitória do motor Ford Cosworth (DFV e DFY), que esteve em actividade durante 19 anos (1967 a 1985)!
No GP do Canadá, René Arnoux (francês) vence com o Ferrari e o seu colega de equipa, Patrick Tambay (francês), fica em terceiro lugar. Eddie Cheever (americano) fica em segundo lugar. Prost é apenas quinto e Piquet não pontua.
Na Grã-Bretanha, Prost (Renault) vence, Piquet (Brabham) é segundo e Tambay (Ferrari) é o terceiro. Os três primeiros passaram pela liderança mas no fim foi Prost quem acabou por vencer.
No GP da Alemanha, a Ferrari, em boa forma, domina a prova. Arnoux faz a melhor volta e vence, Tambay faz a pole-position mas abandona na corrida. O italiano, Andrea de Cesaris, da Alfa Romeo faz uma boa corrida e termina em segundo lugar. Riccardo Patrese (Brabham) foi o terceiro.
Nesta altura, com 10 corridas efectuadas, Prost liderava nos pilotos com uma vantagem de 9 pontos sobre Piquet. A Ferrari, que era líder nas marcas, tinha mais 2 pontos que a Renault.
No GP da Áustria, foi Alain Prost (francês) que acabou por levar a melhor depois dos outros candidatos ao título (Arnoux, Piquet e Tambay) também terem liderado a prova. Prost (Renault) foi o primeiro, Arnoux (Ferrari) o segundo e Piquet (Brabham) o terceiro.
No GP da Holanda, Eddie Cheever (americano) realiza uma fantástica partida. Saindo da 11ª posição da grelha, Cheever (Renault) consegue, na largada, chegar à segunda posição logo atrás de Piquet que fez a pole-postion. Piquet liderou durante 40 voltas sendo seguido de Prost, até que o francês se envolve num acidente com o brasileiro. Os dois tiveram que abandonar. A Ferrari foi a mais beneficiada porque colocou os dois pilotos nas duas primeiras posições. Arnoux vence e Tambay é segundo. Foi a primeira e única dobradinha da Ferrari nesse ano. Aliás, além da Ferrari, só a McLaren já tinha conseguido uma dobradinha nesse ano, no GP de Long Beach. Foram as únicas dobradinhas desse ano. A McLaren
estreou na Holanda o novo motor Porsche turbo.
No GP de Itália, Alain Prost, que era o líder no campeonato, volta a não pontuar devido a problemas no turbo e Piquet aproveita para reduzir a distância no campeonato. Piquet lidera praticamente desde o início e vence a prova italiana seguido de Arnoux e de Cheever.
No GP da Europa, em Brands Hatch, Nelson Piquet volta a vencer Alain Prost, que foi o segundo, reduzindo para 2 pontos a distância no campeonato. Nigel Mansell (inglês), com o Lotus, consegue um excelente terceiro lugar, o melhor resultado da Lotus nesse ano.
No último GP do ano, na Africa do Sul, com dois pontos de atraso em relação a Prost, se Piquet vencesse era campeão independentemente do resultado do francês. Arnoux ainda tinha (poucas) hipóteses de vencer mas estava já a 8 pontos de Prost. Neste final de campeonato, a Brabham e Piquet estavam em excelente forma. Piquet largou da segunda posição e logo ganhou a liderança da corrida sendo seguido por Patrese (Brabham). Prost ainda chegou ao terceiro lugar mas a Renault falhou no momento decisivo. Na 35ª volta o turbo do Renault de Prost falhou e Piquet sem o seu adversário em pista começou a gerir o esforço do Brabham. Piquet deixou Patrese passar para a liderança e a pensar mais no título terminou a corrida em terceiro lugar, conquistando os pontos suficientes para ser campeão. Patrese venceu a corrida e Andrea de Cesaris (italiano) levou o Alfa Romeo ao segundo lugar. Niki Lauda (austríaco) estava em segundo lugar, quando a 6 voltas do fim, teve que abandonar com problemas eléctricos no seu McLaren Tag Porsche. Seria um prenúncio para a temporada de 1984? Novas alterações estavam anunciadas para 1984: proibição dos reabastecimentos, combustível limitado aos 220 litros e peso mínimo de 540 kg.
Nelson Piquet sagrou-se campeão com 3 vitórias e 59 pontos, Prost foi o vice campeão com 4 vitórias e 57 pontos. A Ferrari foi novamente campeã com 4 vitórias e 89 pontos e a Renault, também aqui perdeu o título, ficou em segundo com 4 vitórias e 79 pontos. A Brabham terminou em terceiro lugar com 4 vitórias e 72 pontos.

Os pilotos do Brabham BT52B em 1983 foram: #5 Nelson Piquet e #6 Riccardo Patrese.
Vitórias: 3 (N. Piquet: 2; R. Patrese: 1)
*Piquet ganhou mais 1 GP com BT52
Pole-Postion: 2 (N. Piquet: 1; R. Patrese: 1)
Melhores voltas: 2 (N. Piquet: 2)
* Piquet conseguiu mais 2 MV com o BT52 e Patrese conseguiu 1 MV com o BT52

05 setembro 2022

March-Judd 881 - Maurício Gugelmin (1988)

Em dia de mais um aniversário do blog 4Rodinhas, apresento uma nova miniatura da minha colecção. Quando, a 5 de Setembro de 2006, iniciei o blog, nunca pensei que 16 anos depois este projecto ainda estivesse activo. É verdade que já teve mais actividade mas é o que é. Quero agradecer aos leitores e visitantes do blog pelo vosso tempo dispensado.
Bem hajam.

Esta miniatura pertence à colecção da Altaya “Lendas Brasileiras do Automobilismo” (Fasc. Nº 17).
O March 881 foi o primeiro projecto de Adrien Newey na Formula 1. Apesar de já ter trabalhado na Formula 1, no ínicio dos anos oitenta, entre 1984 a 1987 Newey esteve ligado à March no campeonato americano CART/INDY. Depois da experiencia na América, entre 1988 a 1990 Newey esteve ligado à March mas agora na Formula 1 como responsável pelo design do March 881.
 
O campeonato de Formula 1 de 1988 foi bastante difcíl para qualquer uma das equipas desde que esta não fosse a McLaren, isto porque a equipa de Ron Dennis dominou o campeonato de uma maneira nunca vista anteriormente: 15 vitórias em 16 corridas, estiveram muito perto de vencer as provas todas e o domínio foi tal que a McLaren liderou 97,28% (1003 voltas) das voltas do somatório de todos os GP’s (1031 voltas). Como tal foi difícil às restantes equipas mostrarem o seu valor. O March Judd 881 liderou uma das poucas voltas que a McLaren não liderou; e as restantes 27 voltas foi a Ferrari quem liderou.
Mesmo assim o March 881, equipado com o motor Judd, era um bom carro e obteve algumas boas performances. Como disse anteriormente, desenhado por Adrien Newey, o March 881 utilizava um monocoque em fibra de carbono, com o motor Judd V8 aspirado de 3496 cc com uma potência de 600 cv. A transmissão era manual de 6 velocidades. Os pneus utilizados eram da GoodYear.
 
Os dois pilotos da equipa eram Ivan Capelli (italiano) e Maurício Gugelmin (brasileiro). Durante a época, Capelli conseguiu 2 podios (3º na Bélgica e 2º em Portugal), tendo terminado o campeonato em 7º lugar com 17 pontos; Gugelmin, na sua primeira temporada na F1, ficou em 13º lugar com 5 pontos; entre os construtores, a March terminou em 6º lugar com 22 pontos. O March 881 ainda foi utilizado nos três primeiros Gp's de 1989, sendo que no GP do Brasil, desse ano, Gugelmin obteve o seu único pódio na F1, ao terminar a prova em terceiro lugar.
A miniatura apresentada é o March Judd 881 do piloto brasileiro Maurício Gugelmin no GP de Itália de 1988. Gugelmin largou de 13º e terminou a prova em 8º lugar.
Maurício Gugelmin nasceu no Brasil a 20 de Abril de 1963. A carreira de Gugelmin na Formula 1 resume-se a 5 temporadas: na March em 1988 foi 13º classificado com 5 pontos e 1989 foi 16º classificado com 4 pontos; na Leyton House em 1990 foi 18º classificado com um ponto e em 1991 não pontua e na Jordan em 1992 também não pontua. Participou em 74 GP's, obteve 10 pontos, 1 pódio (3º lugar no GP do Brasil de 1989) e 1 melhor volta (no GP da França de 1989). Depois da Formula 1, Maurício Gugelmin optou pelos EUA onde correu no CART entre 1992 e 2001, tendo vencido apenas uma corrida em Vancouver (1997).

Os pilotos do March Judd 881 em 1988 foram: #15 Maurício Gugelmin e #16 Ivan Capelli.
Vitórias: 0
Pole-Postion: 0
Melhores voltas: 0

28 março 2021

VÍDEO - Arrows A8 - Thierry Boutsen (1985)

Vídeo do Arrows A8 (Minichamps) do piloto belga Thierry Boutsen no campeonato do mundo de Formula 1 de 1985. Boutsen terminou o campeonato na 11ª posição, tendo conseguido 11 pontos graças a 1 segundo lugar, 1 quarto e dois sextos lugares. A Arrows terminou no 8º lugar entre os construtores com 14 pontos. http://4rodinhas.blogspot.com/2007/09/arrows-a8-thierry-boutsen-1985.html


30 setembro 2018

McLaren MP4/4 - Ayrton Senna (1988)




Esta miniatura pertence à colecção Formula 1 The Car Collection da Salvat. – Fasc. Nº 1.

Esta miniatura representa o McLaren MP4/4 de 1988 do piloto brasileiro Ayrron Senna. Inicialmente não tencionava colocar aqui no blog esta miniatura porque já tenho duas deste McLaren, uma do Ayrton Senna e outra do Alain Prost (por favor clicar no nome da cada um dos pilotos para ter acesso ao artigo dedicado a cada uma das miniaturas), que anteriormente abordei aqui no 4Rodinhas. Mas optei por tentar fazer uma breve análise e comparação da qualidade das três miniaturas, esta da Salvat e as outras duas da Minichamps.

Contudo primeiro coloco aqui alguns dados da ficha técnica do McLaren MP4/4: o motor era o Honda RA 168E, de 1498 cm3, 6V a 80º; com 4 vávulas por cilindro com uma potência máxima de 640 cv às 12500 rpm; a alimentação era por injeção eletrónica da Honda; a sobrealimentão era efectuada por dois compressores IHI com uma pressão de 2,5 bar; a caixa de dispunha de 6 velocidades; o chassis era monocoque de fibra de carbono e estrutura honeycomb; o peso era de 540 kg; a suspenção dianteira em sistema pull-rod, a traseira em push-rod e ambas com triangulos sobrepostos.

Em relação à sua história na Formula 1, é mais do que conhecida; os pilotos eram o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost; que se bateram durante a época toda tendo saido vencedor Ayrton Senna que se tornou campeão do Mundo de Formula 1 em 1988.


No que diz respeito à qualidade da miniatura da Salvat, na minha opinião, é bastante razoável. Nota-se que existem algumas imperfeições quer ao nível dos acabamentos como na colocação de alguns decalques; nas duas miniaturas da Minichamps, apesar de não serem também perfeitas, parecem-me um pouco melhor neste aspeto; a miniatura do Prost, tem inclusivé, os decalques da Marlboro. O pequeno encosto do capacete parece-me ser de dimensões exageradas; na miniatura do Senna da Minichamps está melhor, na do Prost não têm (o que é uma falha).
As pequenas tomadas de ar colocadas sobre os flancos da miniatura podia ter as entradas pintadas de preto (sempre poderei eu facilmente efectuar essa correcção); a minitura do Senna da Minichamps, não há essas pequenas tomadas de ar, o que podia acontecer na realidade; na do Prost essas tomadas de ar existem e têm a entrada pintada de preto. Outro pormenor são as astes e os retrovisores na miniatura da Salvat são pintados a vermelho; nas duas miniaturas da Minichamps temos as astes em preto que seguram o retrovisor em vermelho, que é o mais correcto. Na miniatura da Salvat não há piloto mas tem os cintos representados e é tudo ao nível dos interiores, enquanto nas duas miniaturas da Minichamps temos os pilotos representados dentro do monolugar.

Existem alguns pontos a favor da miniatura da Salvat, em relação às duas da Minichamps, um deles é o arco que fica logo atrás do capacete do piloto, que está mais bem representado na miniatura da Salvat, outro ponto a favor são as pequenas antenas que estão logo atrás desse arco, que nas miniaturas da Minichamps não existem e ainda posso falar positivamente sobre a base que vem com a miniatura que representa, com os correctores vermelhos e brancos, uma curva da pista.

Haveria muito mais para dizer sobre esta comparação, mas termino dizendo que na minha opinião vale bem a aquisição desta primeira miniatura da Salvat, quanto mais não seja pelo preço (€3,99) de lançamento que estas colecções normalmente fazem para o primeiro fascículo.



Os pilotos do McLaren MP4/4 em 1988 foram: Alain Prost (#11) e Ayrton Senna (#12).

Vitórias: 15 (A. Prost: 7; A. Senna: 8)

Pole-Position: 15 (A. Prost: 2; A. Senna: 13)

Melhor volta: 10 (A. Prost: 8; A. Senna: 2)

04 outubro 2015

McLaren - Série MP4/2 de 1984 a 1986



Durante os campeonatos de 1984, 1985 e 1986 a McLaren utilizou o MP4/2, desenhado por Jonh Barnard. Nesses três anos o MP4/2 foi sofrendo pequenas alterações, quer para se aperfeiçoar o carro, quer para se adaptar às alterações exigidas pelo regulamento, como por exemplo a redução do combustível permitido por corrida para o ano de 1986 (passou de 220 litros em 1985 para 195 litros para 1986). O motor utilizado era o TAG Porsche; em 1984 a McLaren usava os pneus Michelin tendo passado a utilizar pneus Goodyear para os anos de 1985 e 1986. O McLaren MP4/2 manteve-se sempre bastante competitivo, o que permitiu que o MP4/2 torna-se num dos carros mais vitoriosos da história da Formula 1.


McLaren MP4/2 de Niki Lauda em 1984
Miniatura da Minichamps à esc. 1/43
1984 – McLaren MP4/2
16 Grandes Prémios
Pilotos: #7 - Alain Prost – 16 GP
             #8 - Niki Lauda – 16 GP
12 vitórias (7 para Prost e 5 para Lauda)
3 pole-positions (todas de Prost)
8 melhores voltas (3 para Prost e 5 para Lauda)
18 podios (9 para Prost e 9 para Lauda)
Niki Lauda - Campeão do Mundo de 1984
McLaren - Campeã de Construtores de 1984


          
             McLaren MP4/2B de Niki Lauda em 1985                     McLaren MP4/2B de Alain Prost em 1985
                 Miniatura da Minichamps à esc. 1/43                             Miniatura da Solido à esc. 1/43
1985 – McLaren MP4/2B
16 Grandes Prémios
Pilotos: #1 - Niki Lauda – 14 GP
             #1 - Jonh Watson – 1 GP (substituiu Lauda no GP da Europa)
             #2 - Alain Prost – 16 GP
6 vitórias (1 para Lauda e 5 para Prost)
2 pole-positions (todas de Prost)
6 melhores voltas (1 para Lauda e 5 para Prost)
12 podios (1 para Lauda e 11 para Prost)
Alain Prost - Campeão do Mundo de 1985
McLaren - Campeã de Construtores de 1985


         
            McLaren MP4/2C de Alain Prost em 1986                                 McLaren MP4/2C de Keke Rosberg em 1986
                            Miniatura da RBA à esc. 1/43                                          Miniatura da Minichamps à esc. 1/43
                                                                                                      Esta miniatura é alusiva ao GP de Portugal de 1986
1986 – McLaren MP4/2C
16 Grandes Prémios
Pilotos: #1 - Alain Prost – 16 GP
             #2 - Keke Rosberg – 16 GP
4 vitórias (todas de Prost)
2 pole-positions (1 para Prost e 1 para Rosberg)
2 melhores voltas (todas de Prost)
12 podios (11 para Prost e 1 para Rosberg)
Alain Prost - Campeão do Mundo de 1986
McLaren - vice-Campeã de Construtores de 1986

Ao todo nesses 3 anos a McLaren participou em 48 GP tendo vencido 22 provas (16 para Prost e 6 para Lauda), obteve 7 pole-positions (6 para Prost e 1 para Rosberg), 16 melhores voltas (10 para Prost e 6 para Lauda) e 42 podios (31 para Prost, 10 para Lauda e 1 para Rosberg). Venceu 3 Campeonatos de Pilotos e 2 de Construtores.