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22 março 2022

Tyrrell 006 - Jackie Stewart (1973)

Esta miniatura pertence à colecção Formula 1 The Car Collection da Salvat (esc. 1/43).
O Tyrrell 006 desenhado por Derek Gardner, projectista de Ken Tyrrell, teve a sua estreia ainda no campeonato de 1972, correndo nas duas últimas provas desse ano (Canadá e USA). A dupla de pilotos da Tyrrell era formada por Jackie Stewart (britânico) e François Cevert (francês) e foi o francês que pilotou o Tyrrell 006 na estreia em 1972. Stewart só utilizou o 006 na terceira prova de 1973.
O Tyrrell 006 utilizava o sempre eficiente motor Ford Cosworth DFV V8 com 2993 cc debitando 450 cv de potência às 10800 rpm; a caixa era da Hewland com 5 velocidades; o peso do 006 rondava 570 kg. Os pneus eram da GoodYear.
A miniatura apresentada é o Tyrrell 006 de Jackie Stewart no campeonato de 1973. Já anteriormente, aqui no blog 4Rodinhas, apresentei o Tyrrell 006 de François Cevert (monolugar com o qual o piloto francês teve o seu acidente fatal nos treinos para o GP dos EUA de 1973).
O campeonato de 1973 (15 gp’s) iniciou na Argentina com uma vitória do campeão de 1972, Emerson Fittipaldi (brasileiro) da Lotus. Os dois pilotos da Tyrrell ocuparam o 2º e 3º lugares, François Cevert e Jackie Stewart respectivamente. O campeonato seguiu muito equilibrado entre Stewart e Fittipaldi até à nona prova: Fittipaldi venceu no Brasil, Stewart na Africa do Sul, Fittipaldi na Espanha, Stewart na Bélgica e no Monaco. Nos três GP’s seguintes (Suécia, França e Inglaterra) os vencedores foram: Denis Hulme (neozelandês) da McLaren, Ronnie Peterson (sueco) da Lotus e Peter Revson (norte americano) da McLaren. O campeonato seguia equilibrado com Stewart em primeiro com 42 pontos seguido de Fittipaldi com 41 pontos. Na Holanda e na Alemanha Jackie Stewart com duas vitórias, contra apenas um ponto de Fittipaldi, dá um grande passo na luta pela conquista do título. Nas 4 últimas corridas do ano, nem Stewart nem Fittipaldi voltam a vencer: Peterson vence na Áustria e na Itália, Revson vence no Canadá e Peterson vence nos EUA. No GP dos EUA Jackie Stewart já não participa por causa do acidente fatal do seu colega de equipa, François Cevert; Stewart acaba a sua carreira nesse momento.
No campeonato, Stewart sagra-se campeão com 71 pontos (5 vitórias) e Fittipaldi é vice com 55 pontos (3 vitórias) e deixa a Lotus para correr pela McLaren em 1974. A Lotus vence no campeonato de construtores com 92 pontos (7 vitorias) e a Tyrrell é vice com 82 pontos (5 vitórias).

Jackie Stewart nasceu a 11 de Junho de 1939, na Escócia. A sua carreira na Formula 1 é de grande sucesso, com uma forte ligação a Ken Tyrrell, ligação essa que já vinha da Formula 3. Jackie Stewart faz sua estreia na Formula 1 em 1965 no GP da Africa do Sul, pela BRM. Ainda nesse ano Stewart obtém a sua primeira vitória no GP de Itália. Termina o campeonato em 3º lugar. Em 1966 e 1967 mantém-se na BRM mas apenas regista mais uma vitória. No campeonato é 7º em 1966 e 9º em 1967. Após 1967. Stewart deixa a BRM e junta-se a Ken Tyrrell na Matra. Durante dois anos (1968 e 1969) Stewart e Tyrrell tornam-se figuras de maior relevo na Formula 1: em 1968 vence 3 GP’s terminando o ano como vice campeão; em 1969 chegou a consagração de Stewart com a conquista do seu primeiro título (6 vitórias). No final do ano Ken Tyrrell deixa a Matra, cria a sua própria equipa de F1 e leva consigo Jackie Stewart. Durante quase todo o campeonato de 1970 a Tyrrell utiliza o chassis da March, Stewart ainda vence uma prova com o March; só nas últimas 3 provas do ano é que a Tyrrell estreia o seu carro: o Tyrrell 001. Stewart é apenas 5º no campeonato com uma vitória obtida num March. Em 1971 Jackie Stewart, na Tyrrell, vence o seu segundo título mundial com 6 vitórias. Em 1972, perde o campeonato para Emerson Fittipaldi, ficando em segundo lugar com 4 vitórias.
No ano seguinte, em 1973, Jackie Stewart conquista o seu terceiro título de campeão (com 5 vitórias) preparando já a sua sucessão na equipa Tyrrell. Contudo no último GP do ano, nos EUA, o seu amigo e colega de equipa, François Cevert, perde a vida num trágico acidente nos treinos do GP. Jackie Stewart já não participa na prova em sinal de respeito. O seu palmarés na F1 (9 temporadas) indica que Stewart participou em 99 Gp’s, venceu 27, obteve 17 pole-positions e 15 voltas mais rápidas. Contabilizou 360 pontos e 43 pódios. Ainda durante a sua carreira, Jackie Stewart notabilizou-se também pela segurança dos pilotos nas provas de Formula 1 e depois da sua retirada foi sempre uma voz ativa neste domínio.

Os pilotos do Tyrrell 006 em 1973 foram: Jackie Stewart #5 e François Cevert #6.
Vitórias: 5 (J. Stewart: 5)
Pole-Postion: 3 (J. Stewart: 3)
Melhores voltas: 2 (J. Stewart: 1; F. Cevert: 1)

18 novembro 2006

Tyrrell 003 - Jackie Stewart (1971)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Tyrrell 003 foi o carro utilizado pela equipa de Ken Tyrrell na sua primeira temporada completa em que apenas utilizou carros com a sua marca. No ano anterior, Ken Tyrrel tinha iniciado a sua própria equipa na Formula 1 mas utilizou o March 701 em algumas provas e noutras utilizou o Tyrrell 001. Assim o Tyrrell 003 era uma evolução melhorada do projecto do Tyrrell 001. O responsável foi o designer Derek Gardner. Neste modelo da Tyrrel é possível distinguir um radiador frontal debaixo do aileron dianteiro, bem como os retrovisores montados em tripé.
O motor era o Ford Cosworth V8 e os pneus eram da Goodyear; a particularidade era que o contrato da Goodyear era com o piloto Jackie Stewart (escocês), isto é, se mudasse de equipa levaria a Goodyear com ele.
O seu colega de equipa, François Cevert (francês), utiliza o Tyrrell 002 cuja única diferença para o 003 era que este (002) tinha medidas maiores de guarita para o francês. No resto era idêntico. Por isso para a estatística vou considerar os resultados dos dois modelos.
O campeonato de 1971 resume-se em poucas palavras: domínio de Stewart e da Tyrrell. Efectivamente, a Tyrrell, na sua primeira temporada completa em que utilizou apenas carros da sua autoria, conquistou os campeonatos de pilotos e de construtores com uma facilidade impressionante. Foi o melhor ano de sempre da Tyrrell. Foi também neste ano que apareceram os primeiros pneus slick, da autoria da Goodyear.
O campeonato começou no GP da Africa do Sul com uma vitória do norte americano Mário Andretti (Ferrari), foi a sua primeira vitória na Formula 1. Jackie Stewart utiliza, neste primeiro GP da época, o Tyrrell 001, consegue a pole-position mas termina em segundo lugar.
As duas primeiras vitórias da época para J. Stewart e para a Tyrrell surgem nos GP da Espanha e do Mónaco. No GP da Holanda vence o belga Jackie Ickx (Ferrari). J. Stewart termina em décimo primeiro. No entanto, os três GP seguintes (França, Grã-Bretanha e Alemanha) foram vencidos pelo escocês da Tyrrell, com o seu colega de equipa, F. Cevert a ficar em segundo lugar nos GP da França e da Alemanha.
Nos GP da Áustria e da Itália, J. Stewart regista os dois únicos abandonos da temporada. Mas mesmo não terminando no GP da Áustria, J. Stewart torna-se Campeão do Mundo a três provas do final da época. Era o seu segundo título na Formula 1. As vitórias, nos GP da Áustria e Itália, foram para a BRM, Jo Siffert e Peter Gethin, respectivamente.
Nos dois últimos GP da época, duas vitórias para a Tyrrell: no Canadá vence J. Stewart e nos EUA vence o francês François Cevert. O campeonato de pilotos foi conquistado por J. Stewart com 62 pontos (6 vitórias), seguindo de Ronnie Peterson (March) com 33 pontos e em terceiro, o segundo piloto da Tyrrell, François Cevert com 26 pontos (1 vitória). A Tyrrell (com 7 vitórias em onze possíveis) venceu o campeonato de construtores com 73 pontos (mais do dobro dos pontos da segunda classificada) contra os 36 pontos da BRM (2 vitórias).

O Tyrrell 003/002 em 1971 foi pilotado por: Jackie Stewart e François Cevert.
Vitórias: 7 (J. Stewart: 6; F. Cevert: 1)
Pole-position: 5 (J. Stewart: 5)
Melhor volta : 4 (J. Stewart: 3; F. Cevert: 1)

11 outubro 2006

Matra MS80 - Jackie Stewart (1969)

As duas miniaturas apresentadas são duas versões do Matra MS80 utilizados em 1969 por Jackie Stewart. O número 3 é o Matra MS80 utilizado num dos seguintes GP: Grã-Bretanha, USA ou México, pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. O número 4 é o Matra MS80 utilizado no GP da Holanda, pertence à colecção 100 de Desporto Automóvel. A diferença entre eles está no aileron traseiro. Na minha opinião, a miniatura do Matra MS80 número 3 é de superior qualidade do que a do Matra MS80 número 4.

A Matra era uma companhia aeroespacial francesa que entrou na competição automobilística com o objectivo de acabar com o domínio dos carros ingleses na Formula 1. A Matra participa pela primeira vez numa prova de Formula 3 em 1965. Posteriromente, para a equipa de Formula 2 é contratado Ken Tyrrell (inglês) para manager e Jackie Stewart para primeiro piloto. Em 1967 os resultados são muito positivos e a Matra recebe apoios governamentais para desenvolver o projecto para a Formula 1. Para a equipa da Formula 1 mantiveram Ken Tyrrell como manager e contrataram, para 1968, Jackie Stewart para primeiro piloto, que desde a sua estreia (1965) na Formula 1 guiava para a BRM, embora corresse pela Matra nas formulas inferiores. A estreia da Matra na Formula 1 acontece em 1967 no GP do Mónaco. O projecto envolvia também a construção de um motor V12 mas inicialmente utilizaram o motor Ford Cosworth DVF. A temporada de 1968 decorreu com algum sucesso: terceiro lugar no mundial de construtores e três vitórias. Para 1969, Ken Tyrrell decidiu que não utilizaria o motor Matra e sim continuar com o motor Ford Cosworth DFV até porque era um motor que já tinha dado garantias de sucesso noutras equipas.


No início do campeonato de 1969, as equipas continuaram a explorar a utilização dos ailerons altos nos monolugares. Nos dois primeiros GP do ano, o mesmo vencedor, o escocês Jackie Stewart vence na Africa do Sul com o Matra MS10 de 1968 e em Espanha já com o Matra MS80 alcança nova vitória. No GP da Espanha (circuito de Montjuic – Barcelona) os dois Lotus 49B de Jochen Rindt (austríaco) e Graham Hill (inglês) sofrem acidentes por causa de falhas dos altos ailerons que estavam montados sobre as suspensões dos monolugares. Jochen Rindt, que ficou ferido nesse acidente, começou a criticar Colin Chapman devido aos frágeis componentes do Lotus 49B e a afirmar que começava a perder a confiança nos seus carros. Coincidência ou não seria uma premonição do que lhe viria a acontecer em 1970?
Devido às constantes quebras dos altos ailerons e consequentes acidentes, os responsáveis pela Formula 1 decidiram (contra os protestos de vários construtores), nos treinos do GP do Mónaco, proibir imediatamente tais ailerons. O passo seguinte foi o desenvolvimento aerodinâmico com ailerons traseiros baixos. Entretanto na pista, o GP do Mónaco foi vencido por Graham Hill (Lotus) que assim estabeleceu o record de 5 vitórias no circuito do Mónaco; record que só viria a ser quebrado 24 anos depois, em 1993 pelo brasileiro Ayrton Senna.
Nos cinco GP seguintes (Holanda, França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália) apenas dois vencedores, Jackie Stewart (Matra) vence quatro e o belga Jacky Ickx (Brabham) vence na Alemanha com J. Stewart em segundo lugar. Com a vitória no GP da Itália, Jackie Stewart (Matra) sagra-se campeão do mundo a três provas do fim do campeonato. Jacky Ickx (Brabham) vence no Canada, Jochen Rindt (Lotus) vence nos EUA e Denny Hulme (McLaren) vence no México. Nestes três últimos GP do ano, J. Stewart apenas pontua no México, com um quarto lugar. Jackie Stewart termina o campeonato em primeiro lugar com 63 pontos contra os 37 pontos de Jacky Ickx que fica em segundo. A Matra vence o campeonato de construtores com 66 pontos e a Brabham é segunda classificada com 49 pontos. A Ferrari tem uma das piores temporadas da sua história devido às dificuldades financeiras, sendo salva pela FIAT. Um dado curioso que fica para a história da Formula 1, na época havia várias equipas (Lotus, Matra e McLaren) que estavam a desenvolver monolugares de quatro rodas motrizes mas que se revelariam um fracasso. No entanto seria o Matra MS84 de quatro rodas motrizes a conseguir o único ponto para o mundial de Formula 1 de um carro de tracção às quatro rodas: Johnny Servoz-Gavin (Matra MS84) termina em sexto lugar no GP do Canada.

O Matra MS80 em 1969 foi utilizado: Jackie Stewart e Jean-Pierre Beltoise
Vitórias: 5 (J. Stewart: 5)
Pole-position: 2 (J. Stewart: 2)
Melhor volta : 5 (J. Stewart: 4; J.-P. Beltoise: 1)