Mostrar mensagens com a etiqueta Formula 1 - Anos 1960. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Formula 1 - Anos 1960. Mostrar todas as mensagens

16 janeiro 2007

Ferrari 158 - John Surtees (1964)

Esta miniatura é da marca Brumm. O Ferrari 158, referente ao GP de Itália de 1964 que o inglês John Surtees conduziu à vitória, é outra das minhas últimas aquisições.
O Ferrari 158 foi projectado por Mauro Forghieri e era muito semelhante ao Lotus 25. Tinha um monocoque muito semelhante ao do Lotus mas com uma construção diferente. O chassis era em tubo quadrangular. O motor Ferrari era mais pesado que o BRM e o Ford Cosworth DFV mas mais potente logo esse facto não foi significativo.
O campeonato de 1964 começou com uma dobradinha da BRM no GP do Monaco, Graham Hill (inglês) em primeiro e Richie Ginther (americano) em segundo. No GP da Africa do Sul, o campeão em título Jim Clark (escocês) vence com o Lotus 25. John Surtees (Ferrari) obtêm os primeiros pontos do ano ao ficar em segundo lugar. No GP da Bélgica, Jim Clark (Lotus) volta a vencer mas houve grande confusão na última volta. O neozelandês Bruce McLaren (Cooper), no final da prova, proferiu esta curiosa declaração: “Com mais dois litros de combustível, Gurney teria ganho; com mais um litro a corrida teria sido de Graham Hill; e com mais uma colher de gasolina teria eu ganho. Pelo menos foi o que se viu na chegada da mais fantástica corrida em que quatro pilotos lideraram a última volta”.
Na França, Dan Gurney (americano) vence conduzindo um Brabham dando assim à equipa de Jack Brabham a sua primeira vitória na Formula 1, Graham Hill (BRM) fica em segundo lugar. John Surtees (Ferrari) abandona pela terceira vez em quatro provas. No GP da Grã-Bretanha, Jim Clark vence pela terceira vez no campeonato. Graham Hill (BRM) é novamente segundo classificado e Surtees (Ferrari) é terceiro. Com a primeira metade do campeonato cumprida, Clark é primeiro (30 pontos), Hill é segundo (26 pontos) e Surtees é apenas sexto (10 pontos).
No GP da Alemanha, Surtees consegue a primeira vitória do campeonato. Hill é segundo pela terceira vez consecutiva. Na Áustria, o italiano Lorenzo Bandini (Ferrari) vence pela primeira e única vez na Formula 1 mas utilizou o Ferrari 156 do ano anterior. No GP da Itália, a Ferrari obtêm uma vitória caseira pela mão de John Surtees. Nas duas últimas provas, no continente Americano, Graham Hill (BRM) vence nos EUA e Dan Gurney (Brabham) vence no México. John Surtees ao ficar em segundo lugar nas duas provas acaba por vencer o campeonato com 40 pontos (duas vitórias) ficando Hill em segundo lugar com 39 pontos (duas vitórias) embora tenha realmente conseguido 41 pontos mas as regras diziam que apenas eram consideradas as seis melhores classificações nas dez provas. Assim Hill teve que descontar dois pontos do quinto lugar que obteve na Bélgica e o campeonato foi para Surtees. A Ferrari vence com 45 pontos (três vitórias) e a BRM é segunda classificada com 42 pontos (duas vitórias). A BRM também obteve mais pontos que a Ferrari mas a regra de apenas considerar as seis melhores classificações fez com que as duas equipas tivessem de descontar alguns pontos sendo a BRM a mais prejudicada.
John Surtees é ainda o único piloto a conseguir conquistar Campeonatos do Mundo em duas rodas e depois em quatro rodas. Foi sete vezes campeão do mundo em motociclismo antes de chegar à Formula, tendo conquistado o campeonato de 1964 com a Ferrari. Participou em 111 GP, venceu 6, obteve 8 pole-position e conseguiu 11 melhores voltas. Correu pelas equipas Lotus, Cooper, Lola, Ferrari, Honda e BRM, antes de se formar a sua própria equipa de Formula 1, a Surtees, em 1970. Guiou os seus próprios carros até 1972, a equipa manteve-se activa até 1978 mas falhou o objectivo de conseguir vencer um GP como construtor. Tem actualmente 72 anos.

Os pilotos do Ferrari 158, em 1964, foram: John Surtees e Lorenzo Bandini.
Vitórias: 2 (J. Surtees: 2)
Pole-position: 2 (J. Surtees: 2)
Melhor volta : 2 (J. Surtees: 2)

11 outubro 2006

Matra MS80 - Jackie Stewart (1969)

As duas miniaturas apresentadas são duas versões do Matra MS80 utilizados em 1969 por Jackie Stewart. O número 3 é o Matra MS80 utilizado num dos seguintes GP: Grã-Bretanha, USA ou México, pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. O número 4 é o Matra MS80 utilizado no GP da Holanda, pertence à colecção 100 de Desporto Automóvel. A diferença entre eles está no aileron traseiro. Na minha opinião, a miniatura do Matra MS80 número 3 é de superior qualidade do que a do Matra MS80 número 4.

A Matra era uma companhia aeroespacial francesa que entrou na competição automobilística com o objectivo de acabar com o domínio dos carros ingleses na Formula 1. A Matra participa pela primeira vez numa prova de Formula 3 em 1965. Posteriromente, para a equipa de Formula 2 é contratado Ken Tyrrell (inglês) para manager e Jackie Stewart para primeiro piloto. Em 1967 os resultados são muito positivos e a Matra recebe apoios governamentais para desenvolver o projecto para a Formula 1. Para a equipa da Formula 1 mantiveram Ken Tyrrell como manager e contrataram, para 1968, Jackie Stewart para primeiro piloto, que desde a sua estreia (1965) na Formula 1 guiava para a BRM, embora corresse pela Matra nas formulas inferiores. A estreia da Matra na Formula 1 acontece em 1967 no GP do Mónaco. O projecto envolvia também a construção de um motor V12 mas inicialmente utilizaram o motor Ford Cosworth DVF. A temporada de 1968 decorreu com algum sucesso: terceiro lugar no mundial de construtores e três vitórias. Para 1969, Ken Tyrrell decidiu que não utilizaria o motor Matra e sim continuar com o motor Ford Cosworth DFV até porque era um motor que já tinha dado garantias de sucesso noutras equipas.

No início do campeonato de 1969, as equipas continuaram a explorar a utilização dos ailerons altos nos monolugares. Nos dois primeiros GP do ano, o mesmo vencedor, o escocês Jackie Stewart vence na Africa do Sul com o Matra MS10 de 1968 e em Espanha já com o Matra MS80 alcança nova vitória. No GP da Espanha (circuito de Montjuic – Barcelona) os dois Lotus 49B de Jochen Rindt (austríaco) e Graham Hill (inglês) sofrem acidentes por causa de falhas dos altos ailerons que estavam montados sobre as suspensões dos monolugares. Jochen Rindt, que ficou ferido nesse acidente, começou a criticar Colin Chapman devido aos frágeis componentes do Lotus 49B e a afirmar que começava a perder a confiança nos seus carros. Coincidência ou não seria uma premonição do que lhe viria a acontecer em 1970?
Devido às constantes quebras dos altos ailerons e consequentes acidentes, os responsáveis pela Formula 1 decidiram (contra os protestos de vários construtores), nos treinos do GP do Mónaco, proibir imediatamente tais ailerons. O passo seguinte foi o desenvolvimento aerodinâmico com ailerons traseiros baixos. Entretanto na pista, o GP do Mónaco foi vencido por Graham Hill (Lotus) que assim estabeleceu o record de 5 vitórias no circuito do Mónaco; record que só viria a ser quebrado 24 anos depois, em 1993 pelo brasileiro Ayrton Senna.

Nos cinco GP seguintes (Holanda, França, Grã-Bretanha, Alemanha e Itália) apenas dois vencedores, Jackie Stewart (Matra) vence quatro e o belga Jacky Ickx (Brabham) vence na Alemanha com J. Stewart em segundo lugar. Com a vitória no GP da Itália, Jackie Stewart (Matra) sagra-se campeão do mundo a três provas do fim do campeonato. Jacky Ickx (Brabham) vence no Canada, Jochen Rindt (Lotus) vence nos EUA e Denny Hulme (McLaren) vence no México. Nestes três últimos GP do ano, J. Stewart apenas pontua no México, com um quarto lugar. Jackie Stewart termina o campeonato em primeiro lugar com 63 pontos contra os 37 pontos de Jacky Ickx que fica em segundo. A Matra vence o campeonato de construtores com 66 pontos e a Brabham é segunda classificada com 49 pontos. A Ferrari tem uma das piores temporadas da sua história devido às dificuldades financeiras, sendo salva pela FIAT. Um dado curioso que fica para a história da Formula 1, na época havia várias equipas (Lotus, Matra e McLaren) que estavam a desenvolver monolugares de quatro rodas motrizes mas que se revelariam um fracasso. No entanto seria o Matra MS84 de quatro rodas motrizes a conseguir o único ponto para o mundial de Formula 1 de um carro de tracção às quatro rodas: Johnny Servoz-Gavin (Matra MS84) termina em sexto lugar no GP do Canada.

O Matra MS80 em 1969 foi utilizado: Jackie Stewart e Jean-Pierre Beltoise
Vitórias: 5 (J. Stewart: 5)
Pole-position: 2 (J. Stewart: 2)
Melhor volta : 5 (J. Stewart: 4; J.-P. Beltoise: 1)

10 outubro 2006

McLaren M7C - Bruce McLaren (1969)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O McLaren M7C era praticamente idêntico ao M7A de 1968, que deu à McLaren a sua primeira vitória na Formula 1. A McLaren na época estava envolvida em vários projectos: Formula 1, CanAm – Canadian American Challenge com motores de 7 e 8 litros (a McLaren dominou nesses anos a CanAm e lucrou com isso), F-5000 - monolugares com motores de 5 litros e desenvolvia um monolugar de 4 rodas motrizes para a Formula 1. O McLaren M7A de 1968 foi posteriormente transformado para a F-5000 ao instalar-se um motor Chevrolete V8 de 5 litros passando a designar-se M10A. Quando chegou a época de 1969 resolveram cortar o corpo traseiro do M10A e instalar o motor Ford-Cosworth, assim nascia o M7C aqui apresentado. Apenas foi construído um M7C para Bruce McLaren (neozelandês) porque Denny Hulme (neozelandês) decidiu utilizar o M7A de 1968. Uma das características do M7C eram os depósitos laterais, que podiam ser utilizados ou não, como também podiam ser utilizados só num dos lados, no esquerdo ou no direito. Segundo se sabe Bruce McLaren tinha teorias muito próprias e curiosas.
O campeonato de 1969 foi dominado, quase completamente, pelo escocês Jackie Stewart (Matra): venceu seis vezes em onze possíveis. Conquistou o título a três provas do fim do campeonato. Desta maneira, o ano de 1969, na Formula 1, não foi muito significativo para Bruce McLaren, que no entanto conseguiu terminar o campeonato na terceira posição. Apenas conseguiu um segundo lugar no GP da Espanha e dois terceiros lugares nos GP da Grã-Bretanha e Alemanha, mais dois quartos e três quintos lugares. No entanto o seu colega de equipa, Denny Hulme, utilizando o McLaren M7A logrou vencer no último GP do ano, no México. Terminou o campeonato na sexta posição. A McLaren ficou no quarto lugar no campeonato de construtores.

O McLaren M7C em 1969 apenas foi utilizado por Bruce McLaren
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

09 outubro 2006

Lotus 49B - Graham Hill (1968)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. Novo erro no número do Lotus 49B: Graham Hill nunca utilizou o número 5 em 1968.
O Lotus 49B era uma evolução natural do Lotus 49 de 1967. A característica mais visível no Lotus 49B era o aileron traseiro (colocado a uma altura que actualmente seria impensável). Este aileron, que foi desenvolvido para o GP de Itália de 1968, era comandado pelo piloto que podia variar a sua inclinação. A Formula 1 entra em 1968 numa época de grandes experiências a nível aerodinâmico. A Lotus aproveitou a liberalização dos patrocínios e decorou os seus carros com as cores de um patrocinador que nada tinha a haver com a Formula 1. Era o início da utilização dos patrocínios na Formula 1 o que significava mais recursos para o enorme crescimento tecnológico que viria a acontecer.
Todas estas novidades (liberalização dos patrocínios, redescoberta da aerodinâmica e o motor Ford Cosworth DFV em 1967) fizeram com que a Formula 1 mudasse radicalmente.
A temporada de 1968 começou com uma vitória de Jim Clark (no Lotus 49 de 1967) no GP da Africa do Sul. Seria o seu último GP da carreira (com vitória, pole-position e melhor volta), ultrapassava assim o record de 24 vitórias de J. M. Fangio. Infelizmente Jim Clark viria a falecer numa prova de Formula 2 em Hockenheim. A Formula 1 perdia assim o maior e melhor piloto da altura, Jim Clark, bi-campeão mundial em 1963 e 1965 (Lotus), com 25 vitórias, 33 pole-postion e 28 melhor voltas.
Nos dois GP seguintes, em Espanha e no Monáco, o vencedor foi o mesmo, Graham Hill com o Lotus 49 e o 49B, respectivamente. No GP da Bélgica vence Bruce McLaren (McLaren), foi a primeira vitória da McLaren. Foi também neste GP que se dá a utilização, pela primeira vez na Formula 1, de apêndices aerodinâmicos de grandes dimensões. No GP da Holanda acontece uma vitória (dobradinha) de uma equipa estreante, a equipa de Ken Tyrrell que utilizava o Matra. O piloto era Jackie Stewart (escocês), que tinha sido piloto de Ken Tyrrell na Formula 2 e que agora se encontravam novamente juntos na Formula 1. Viria a ser uma dupla com grandes resultados na Formula 1 nos anos seguintes. No GP da França, a Ferrari alcança a sua única vitória da temporada pela mão do belga Jacky Ickx. Foi a primeira vitória de J. Ickx e foi também a primeira vitória de um monolugar com apêndices aerodinâmicos. Na Grã-Bretanha vence novamente um Lotus mas guiado por um piloto de uma equipa privada (Team Walker), o francês Jo Siffert (primeira vitória na Formula 1).
No GP da Alemanha, no circuito de Nurburgring, o vencedor foi Jackie Stewart (Matra). Foi uma vitória magistral de J. Stewart, que vence com mais de 4 minutos de avanço sobre G. Hill (Lotus). A chuva era tanta que os pilotos não conseguiam ver os pontos de referência para as travagens, mas mesmo assim J. Stewart que no início seguia em terceiro lugar conseguiu chegar ao primeiro lugar. No meio do nevoeiro e da neblina, a três voltas do fim da corrida, Stewart quase perdia o controlo do carro mas os pneus aderiram à pista retomando o controlo. Depois de alcançada a vitória, J. Stewart afirmaria que a corrida em 1968 “jamais deveria ter sido realizada e tê-la ganho com tal vantagem deu-me credibilidade sempre que eu pedia algo a favor da segurança”.
Nos GP da Itália e Canadá o vencedor foi o mesmo, Denny Hulme, que tinha deixado a Brabham e agora estava na McLaren. No GP dos EUA, Jackie Stewart (Matra) alcança a sua terceira vitória da época. No último GP do ano, no México, apenas dois pilotos ainda podem ser almejar o título, G. Hill (Lotus) e J. Stewart (Matra). No entanto, a Lotus termina a temporada como começou, com uma vitória, neste caso de G. Hill, que assim se sagra campeão novamente. G. Hill é campeão do mundo com 48 pontos e J. Stewart é segundo com 36 pontos. A Lotus vence o campeonato de construtores com 62 pontos à frente da McLaren com 51 pontos.

Os pilotos do Lotus 49B em 1968 foram: Jim Clark, Graham Hill, Jo Siffert, Jackie Oliver, Mário Andretti, Bill Brack (uma prova) Moisés Solana (uma prova)
Vitórias: 3 (G. Hill: 2; J. Siffert: 1); D. Hulme: 1)
Pole-position: 4 (G. Hill: 2; J. Siffert: 1; M. Andretti: 1)
Melhor volta : 4 (J. Siffert: 3; J. Oliver: 1)

06 outubro 2006

Brabham BT24 - Denny Hulme (1967)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Brabham BT24 era um carro de construção simples que utilizava ainda o chassis tubular, quando as equipas adversárias já utilizavam o monocoque. O motor utilizado era um Oldsmobile V8 de 3 litros preparado pela Repco.
Enquanto as outras equipas já utilizavam o monocoque e exploravam múltiplas novidades sofrendo por isso todo o tipo de problemas, a equipa de Jack Brabham não arriscou e manteve a simplicidade dos seus carros com a qual alcançou o sucesso em 1966 e 1967. Mas quando os seus adversários resolveram os problemas, a equipa Brabham não conseguiu acompanhar o avanço dado pelos adversários.
O ano de 1967 pode ser definido como: a simplicidade vence a inovação (como acima expliquei) ou o empregado vence o chefe porque Denny Hulme (neo-zelandês), que era o segundo piloto da Brabham, levou a melhor sobre Jack Brabham (dono e primeiro piloto da equipa). A fiabilidade dos Brabham, com 4 vitórias (2 de cada piloto), permitiu que D. Hulme e J. Brabham apenas não pontuassem em 2 GP cada um, conquistando assim os títulos de pilotos e de construtores. Jim Clark mesmo vencendo 4 GP não conseguiu melhor que a terceira posição no campeonato, enquanto que a Lotus, mesmo tendo a primeira super equipa da Formula 1 (Jim Clark – campeão em 1963 e 1965 - e Graham Hill – campeão em 1962), apenas consegue a segunda posição.
O campeonato começou com uma vitória de Pedro Rodriguez (mexicano) com um Cooper no GP da Africa do Sul, no Mónaco venceu Denny Hulme ainda com o Brabham BT20.
No GP da Holanda dá-se um facto marcante que iria mudar a história da Formula 1, a estreia do motor Ford Cosworth DFV equipado nos Lotus de J. Clark e G. Hill. Isso veio permitir, no futuro, que várias equipas tivessem acesso a um motor com performances excelentes. Jim Clark (Lotus) vence o GP da Holanda, foi a melhor estreia que se poderia esperar.
No GP da Bélgica, J. Brabham estreava o BT24 enquanto D. Hulme corre com o BT20, nenhum dos dois termina e Dan Gurney vence o GP ao volante de um Eagle (torna-se no segundo piloto a vencer um GP com o próprio carro). Na França J. Brabham dá ao BT24 a sua primeira vitória; Jim Clark vence na Grã-Bretanha. Nos GP da Alemanha e Canada, duas vitórias para a Brabham, D. Hulme e J. Brabham respectivamente. No GP da Itália, John Surtees dá a segunda vitória à Honda na Formula 1 e nos dois últimos GP (EUA e México) da temporada duas vitórias de J. Clark. Ao chegar ao último GP, no México, a discussão do título estava entregue aos dois pilotos da Brabham, D. Hulme e J. Brabham, com vantagem para o piloto neo-zelandês. Jack Brabham teria que vencer a corrida e esperar que D. Hulme não conseguisse melhor que o quinto lugar para conquistar o campeonato de pilotos. Mas apenas conseguiu o segundo lugar e D. Hulme foi terceiro conquistando assim o título com 2 vitórias, 3 segundos lugares, 3 terceiros e 1 quarto lugar, somando 51 pontos contra os 46 de J. Brabham, em terceiro ficaria J. Clark com 41 pontos.

Os pilotos do Brabham BT24 em 1967 foram: Jack Brabham e Denny Hulme.
Vitórias: 3 (J. Brabham: 2; D. Hulme: 1)
Pole-position: 0
Melhor volta : 1 (D. Hulme: 1)

03 outubro 2006

Honda RA272 - Richie Ginther (1965)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A primeira tentativa da Honda para entrar na Formula 1 foi em 1964 ao tentar escolher uma equipa para fornecer os seus motores. No início desse ano a Honda pôs-se em contacto com uma equipa que tinha surpreendido os seus responsáveis, a Brabham. No entanto Colin Chapman, sempre astuto, intromete-se nas negociações e utiliza uma possível conexão entre a Lotus e a Honda para pressionar o seu fornecedor de motores, Coventry Climax, a continuar o desenvolvimento do motor V8 que equipava a Lotus. Objectivo que viria a ser alcançado. A Honda, que se sentiu utilizada neste estratagema de Colin Chapman, apressa-se a desenvolver o seu próprio carro. A estreia da Honda na Formula 1 dá-se a meio da época no GP da Alemanha em 1964.
O Honda RA272 de 1965 estava decorado com a cor branca e um círculo vermelho da bandeira nipónica. Antes de 1968 a maioria dos monolugares eram decorados com as cores do respectivo país: verde para as equipas britânicas, vermelho para as equipas italianas, cinza prata para as equipas alemãs...
O motor V12 utilizado no Honda RA272 atingia os 230 cv às 12.000 rpm, era o mais potente da Formula 1 em 1965. A experiência da Honda no motociclismo foi aplicada no motor. O facto da Honda ter entrado na Formula 1 apenas em 1964 não permitiu o desenvolvimento total do motor visto porque estava prevista a entrada de uma nova regulamentação para 1966.
A temporada de 1965 não foi fácil para a equipa Honda, no entanto foram alcançados alguns objectivos. Richie Ginther (norte-americano) ia conseguindo algumas boas posições nas grelhas de partidas. No GP da Bélgica (terceiro da época) termina em sexto lugar dando à Honda o primeiro ponto na Formula 1. Igual classificação seria alcançada no GP da Holanda. Mas o grande êxito do ano seria atingido no último GP do ano, no México. Para ter um bom rendimento o motor Honda necessitava de longas rectas, depois de ter problemas no GP de Itália, precisamente na pista em que tudo dependia dele. Para o GP do México, a equipa Honda não se privou de nada e chegou mesmo a alugar a pista para testes privados para se adaptar à altitude do circuito mexicano. O Honda RA272 funcionou como nunca tinha funcionado, impecavelmente, e venceu o último GP da temporada. Richie Ginther dominou completamente a prova, facto que o levou a pensar que teria sido derramado óleo na pista e que todos os outros pilotos se teriam despistado. O bom trabalho efectuado pela equipa Honda, ajudada pelos pneus Goodyear muito aderentes, resultou na primeira vitória da Honda na Formula 1 assim como também na primeira vitória da Goodyear. A Ferrari e a Brabham não conseguiram vencer nenhum GP nesse ano. Richie Ginther classificou-se em sétimo lugar no mundial e a Honda ficou na sexta posição entre os construtores.

Os pilotos do Honda RA272 em 1965 foram: Richie Ginther e Ronnie Bucknum.
Vitórias: 1 (R. Ginther: 1)
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

02 outubro 2006

Lotus 33 - Jim Clark (1965)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Lotus 33 era uma evolução natural do Lotus 25. No Lotus 33 foram utilizados os novos pneus Dunlop de 33cm de diâmetro de banda larga de rodagem. Este Lotus 33 respeitava o peso mínimo permitido de 450kg, coisa que não acontecia com o Lotus 25 no qual era necessário usar o lastro para respeitar essa regra. O Lotus 33 foi o último carro campeão antes das alterações de cilindrada que passou dos 1,5 litros para os 3 litros em 1966. Alteração essa que já estava anunciada desde o final de 1963 que previa para 1966 uma cilindrada de 3000cc para motores aspirados e 1500cc para motores sobrealimentados. Em 1966 o Lotus 33 era um carro ultrapassado.
O ano de 1965 foi o ano da chegada de Jackie Stewart (escocês), que no futuro não só se revelaria um grande piloto como de enorme influência para tornar as corridas de Grand Prix num desporto muito mais seguro, e a chegada empresa americana Goodyear à Formula 1. E foi também o ano de nova consagração para Jim Clark (escocês) e do Lotus 33.
No final de 1965, Bruce McLaren, após mais de seis temporadas na Cooper, decide fundar a sua própria equipa.
O campeonato começa com uma vitória de J. Clark (Lotus) no GP da Africa do Sul. No Gp seguinte, no Monaco, J. Clark não participa devido à coincidência de datas com as 500 Milhas de Indianápolis, um compromisso que cumpriu com a equipa Lotus, conseguindo o triunfo, o primeiro de um monolugar de motor traseiro e o primeiro não-americano a ganhar as 500 Milhas de Indianápolis. O GP do Monaco foi vencido por Graham Hill (BRM) pela terceira vez consecutiva. Os cinco Gp seguintes (Bélgica, França, Grã-Bretanha, Holanda e Alemanha) foram vencidos por J. Clark no Lotus 33 com excepção do Gp da França que utilizou o Lotus 25. Assim Jim Clark sagrava-se bicampeão mundial de 1965 a 3 provas do final do campeonato. Nos restantes 3 GP do campeonato Jim Clark registou 2 abandonos e termina em 10º lugar na Itália. Esses Gp foram vencidos pelos seguintes pilotos: na Itália venceu Jackie Stewart (BRM), era a sua primeira vitória na Formula 1; nos EUA venceu G. Hill (BRM) e no México venceu Richie Ginther (Honda). Foi mais um campeonato em que a supremacia de Jim Clark e da Lotus não deram quaisquer hipóteses aos seus adversários. Jim Clark é campeão novamente com a pontuação máxima permitida (6 melhores resultados em 10 provas) com 54 pontos, em segundo lugar fica Graham Hill (BRM) com 40 pontos e Jackie Stewart (BRM) é terceiro com 33 pontos. A equipa Lotus vence o campeonato de construtores com 54 pontos, em segundo lugar fica a equipa BRM com 45 pontos.

Os pilotos do Lotus 33 em 1965 foram: Jim Clark, Mike Spence, Paul Hawkins e Bob Bondurant.
Vitórias: 6 (J. Clark: 5 + 1 no Lotus 25)
Pole-position: 6 (J. Clark: 5 + 1 no Lotus 25)
Melhor volta : 6 (J. Clark: 5 + 1 no Lotus 25)

29 setembro 2006

Lotus 25 - Jim Clark (1963)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Lotus 25 estreou-se na Formula 1 em 1962, foi o primeiro carro da Formula 1 a utilizar o chassis monocoque. O brilhante Colin Chapman (inglês), fundador da Lotus, que era um constante inovador, resolveu introduzir a construção do chassis monocoque na Formula 1 pela primeira vez. O peso do carro era uma das preocupações de C. Chapman por isso aproveitava todas as ideias que lhe permitissem reduzir esse peso, daí a utilização do chassis monocoque que era leve, resistente e rígido. E no qual eram montados os componentes mecânicos. Em 1962, o Lotus 25 só não saiu vitorioso no campeonato por que sofreu várias quebras mecânicas, como já referir no post “BRM P57 - Graham Hill (1962)”. Mas o ano de 1963 iria ser completamente diferente.
O campeonato de 1963 não teve discussão e tudo por culpa do fabuloso trio Jim Clark/Lotus/Colin Chapman. O campeonato foi completamente dominado por Jim Clark (escocês) no Lotus 25 ao efectuar a pontuação máxima possível. De referir que nessa época disputaram-se 10 GPs mas apenas eram considerados os 6 melhores resultados para a classificação final. Jim Clark venceu 7 Gp (Bélgica, Holanda, França, Grã-Bretanha, Itália, México e Africa do Sul) mas apenas foram contabilizadas 6 vitórias para a classificação final: 54 pontos, a pontuação máxima!! Mas para além das 7 vitórias, com que estabeleceu o record de vitórias numa só época e que só viria a ser batido em 1988 por Ayrton Senna com 8 vitórias, alcançou também um segundo e terceiro lugar que igualmente não contaram para a sua classificação. Apenas não pontuou no primeiro GP da época no Mónaco porque desistiu devido a um acidente, o vencedor foi Graham Hill no BRM, (a sua primeira das quatro vitorias no Mónaco). G. Hill venceria também o Gp dos EUA e John Surtees daria a única vitória do ano à Ferrari (já não vencia desde 1961) no Gp da Alemanha. Graham Hill foi o segundo classificado no campeonato com apenas 29 pontos. A Lotus venceu sem oposição o campeonato de construtores e a BRM ficou no segundo lugar.

Nesse ano de 1963 os pilotos do Lotus 25 foram: Jim Clark, Trevor Taylor, Jack Brabham (apenas 1 Gp), Pedro Rodriguez, Mike Spencer (apenas 1 Gp) e Peter Arundell.
Vitórias: 7 (J. Clark: 7)
Pole-position: 7 (J. Clark: 7)
Melhor volta : 6 (J. Clark:6)

22 setembro 2006

Porsche 804 - Dan Gurney (1962)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A característica visível do Porsche 804 era a turbina que se encontrava situada entre as trombetas de admissão, que estavam cobertas pela carroçaria. Como não tinha radiador, a refrigeração era feita por ar, o motor boxer era fornecido de ar pela turbina que se situava na parte superior.
Foi ao volante deste Porsche 804, no GP da França em 1962, que Dan Gurney (americano) venceu o seu primeiro GP na Formula 1. Foi também a primeira e única vitória de um Porsche na Formula 1. A Porsche viria a alcançar o sucesso na Formula 1 no futuro mas como fornecedor de motores.
Em 1962 a Porsche viveu momentos difíceis devido à falta de condições que lhe permitissem desenvolver e testar o Porsche 804, que tinha vários problemas que eram atribuídos à falta de rodagem. No entanto, consegue a sua primeira e única vitória na Formula 1 no GP da França. Nesse GP, a Ferrari não participou devido à greve dos seus mecânicos. No GP da Alemanha, Dan Gurney obtém a pole-position e termina em terceiro lugar. No resto do ano nada mais há a destacar, apenas alguns pontos alcançados noutros GP. Tanto Dan Gurney como a Porsche terminam os respectivos campeonatos em quinto lugar. Dan Gurney viria a fundar a sua própria equipa (Eagle) em finais de 1965 chegando mesmo a vencer um GP pilotando um Eagle.
A Porsche resolve retirar-se da Formula 1 e apostar apenas nas competições de sport: para ter sucesso não poderia estar envolvido nas duas competições.

Os pilotos do Porsche 804 em 1962 foram: Dan Gurney e Jo Bonnier.
Vitórias: 1 (D. Gurney: 4)
Pole-position: 1 (D. Gurney: 1)
Melhor volta : 0

21 setembro 2006

BRM P57 - Graham Hill (1962)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O grande trunfo do BRM P57 em 1962 foi a sua fiabilidade, enquanto Graham Hill (inglês) garantia o talento ao volante. O BRM P57 era 100% britânico, todos os seus componentes eram fabricados na Grã-Bretanha.
O campeonato de 1962 é antecedido por diversos factores decisivos: o abandono de Tony Brooks em 1961 da Formula 1, por muitos considerado mais talentoso do que G. Hill e abandonando cedo demais; e o acidente de Stirling Moss, ainda antes de começar a temporada de 1962, que ditaria o fim da sua carreira na Formula 1. Stirling Moss escapou milagrosamente desse acidente, esteve um mês inconsciente e o seu lado esquerdo ficou paralisado durante 6 meses. Era o final da carreira do “eterno não campeão”. Stirling Moss embora não tivesse obtido nenhum título mundial merecia-o. Começou a sua carreira na Formula 1 em 1951; em 1954 é 13º classificado; quatro vezes vice-campeão do mundo (1955, 1956, 1957 e 1958) e três vezes terceiro classificado (1959, 1960 e 1961) – 16 vitórias; 16 pole-position; 19 melhores voltas.
Na abertura do campeonato, Graham Hill obtêm a sua primeira vitória na Formula 1, no GP da Holanda. Seguiu-se um sexto lugar no Mónaco, segundo lugar na Bélgica, desistência na França, quarto lugar na Grã-Bretanha, duas vitórias na Alemanha e Itália, e segundo lugar nos EUA. A decisão do campeonato, entre G. Hill e Jim Clark (escocês) no Lotus 25, ficou então para o último GP da temporada, na Africa do Sul. E tudo indicava que o título iria para Jim Clark. Quando liderava confortavelmente o GP, uma fuga de óleo leva-o à desistência. Graham Hill vence e torna-se campeão do mundo com 42 pontos contra 30 de J. Clark. Mesmo sofrendo várias quebras mecânicas, Jim Clark no Lotus 25, provou em pista a rapidez do Lotus 25 que fez mais pole-positions e melhores voltas que o BRM P57, o “pecado” era mesmo a fragilidade do Lotus 25. Em 1963, resolvida a questão da fiabilidade tudo seria diferente. A BRM vence o título de construtores também na última prova com 42 pontos, a Lotus é segunda classificada com 36 pontos.

Os pilotos do BRM P57 em 1962 foram: Graham Hill e Richie Ginther.
Vitórias: 4 (G. Hill: 4)
Pole-position: 1 (G. Hill: 1)
Melhor volta : 3 (G. Hill: 3)

19 setembro 2006

Ferrari 156 - Phil Hill (1961)


Esta miniatura é da marca Brumm. Modelo utilizado por Phil Hill no GP do Mónaco em 1961 (3º lugar). Este modelo da Ferrari foi utilizado na Formula 1 durante 4 temporadas (1961, 1962, 1963 e 1964).
Enquanto as equipas britânicas reagiam contra a introdução da nova regulamentação de 1500cc para o ano de 1961, a Ferrari preparou um motor adequado às novas regras. Esse motor V6 foi montado num chassis de estrutura tridimensional cuja característica principal era o aspecto frontal em forma de “nariz de tubarão” com duas aberturas gémeas.
O campeonato de 1961 foi bastante interessante, com boas corridas e, infelizmente, com tragédia à mistura. Logo na prova inicial, no GP do Mónaco, assistiu-se a uma grande performance de Stirling Moss no Lotus 18 da equipa de Rob Walker. Apesar da diferença de 35cv para os motores Ferrari, Moss conseguiu compensar essa desvantagem com a sua habilidade e venceu de forma brilhante. Moss alcançou a pole-position mas na grelha de partida foi detectado um problema num tubo que foi logo prontamente soldado, sendo os tanques de combustível protegidos com toalhas húmidas!! Moss vence, numa árdua luta, Richie Ginther (inglês) e Phill Hill (americano) ambos em Ferrari 156.
A Ferrari vence os quatro GP seguintes: na Holanda vence o alemão Wolfgang Von Trips), na Bélgica o vencedor é Phil Hill, na França vence o italiano Giancarlo Baghetti (foi a sua primeira participação na Formula 1 e não voltaria a vencer mais nenhum grande prémio) e na Inglaterra vence novamente W. Von Trips.
No GP da Alemanha, em Nurburgring com 300.000 espectadores, novamente uma brilhante vitória de S. Moss. Contra todos os prognósticos Moss volta a bater os Ferrari 156 com o inferior Lotus 18/21. Numa jogada de mestre, Moss esconde dos adversários que tipo de pneus iria utilizar para assim compensar a falta de velocidade em relação aos Ferrari na longa recta (onde perdia cerca de 4 segundos) mas sendo mais rápido nas zonas sinuosas do longo circuito de Nurburgring.
Em Monza, a tragédia do alemão Wolfgang Von Trips e a resolução do campeoanto em favor de Phil Hill. O campeonato estava a ser discutido pelos dois pilotos da Ferrari, Von Trips e Phil Hill. Durante a prova, W. Von Trips e o escocês Jim Clark (Lotus), iam envolvidos numa disputa de lugares quando os dois carros embatem e o Ferrari voou, literalmente, causando a morte a 14 espectadores. O escocês escapa ileso mas Von Trips morre em consequência dos ferimentos. A Alemanha teria de esperar mais 33 anos para ter um campeão do mundo na Formula 1. Phil Hill vence o GP e sagra-se campeão do mundo, à frente de Von Trips e de Striling Moss, em terceiro. A Ferrari vence o campeonato de construtores mesmo não participando no último GP da temporada, nos EUA.

Os pilotos do Ferrari 156 para 1961 foram: Phill Hill, Richie Ginther, Wolfgang Von Trips, Giancarlo Baghetti (semi-independente), Ricardo Rodriguez, Olivier Gendebien e Willy Mairess (este dois apenas numa prova).
Vitórias: 5 (P. Hill: 2; W. Von Trips: 2; G. Baghetti: 1)
Pole-position: 6 (P. Hill: 5 W. Von Trips: 1)
Melhor volta : 5 (P. Hill: 2; R. Ginther:2; G. Baghetti: 1)

18 setembro 2006

Cooper-Climax T53 - John Surtees (1961)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. Mais uma imprecisão no número do modelo: Jonh Surtees nunca utilizou o número 2 no Cooper T53 durante o ano de1961.
Este modelo, o Cooper T53, foi utilizado por John Surtees em 1961 na equipa Yeoman Credit. O Cooper T53, que já tinha sido usado em 1960 com sucesso (Jack Brabham foi campeão num T53), apresentava uma alteração: foi adaptado às regras que entravam em vigor para 1961. Essas regras já anunciadas em 1958 e previstas para 1961 limitavam a cilindrada dos motores que passava de 2500cc para 1500cc. Em 1958 as equipas inglesas não acreditaram que esta regra iria vigorar logo não se prepararam convenientemente para as novas regras da Formula 1. Quando se aperceberam que a regra dos 1500cc era mesmo para manter já era tarde de mais...
A Cooper adaptou o T53 com os motores Clímax de 1500cc que eram utilizados na F2. O Cooper T53, em 1961, era já um carro obsoleto, sem evolução (apenas com a adaptação dos motores) não conseguiu resultados de relevo. Não houve vitórias, nem pole-position, nem melhores voltas, apenas conseguiu pontuar algumas vezes. No campeonato desse ano houve outros pilotos que utilizaram vários modelos da Cooper (T51, T55, e T58) embora os resultados não tenham sido muito superiores aos do T53. A Cooper termina o campeonato em 4º lugar.

Em 1961, os pilotos do Cooper T53 foram: equipa Yeoman Credit: John Surtees e Roy Salvadori, outro pilotos: Jackie Lewis, Masten Gregory, Lorenzo Bandini, Bernard Collomb, Roger Penske, Hap Sharp e Walt Hansgen.
John Surtees, britânico, que venceria mais tarde o campeonato do mundo da Formula 1 viria a ser o único piloto a vencer campeonatos mundiais em duas e quatro rodas.