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21 maio 2010

BMW M1 - B. Béguin - J.-J. Lenne (Rali de Lorraine de 1984)


Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 18.
O BMW M1, desenhado por Giorgetto Giugiaro, foi utilizado tanto em circuitos como nos ralis. Aliás já vos apresentei aqui no blog uma versão do BMW M1 para pista. A miniatura de hoje é a versão de ralis do BMW M1, neste caso utilizado pelo piloto francês Bernard Béguin no Campeonato Francês de Ralis (Rali de Lorrarine de 1984). Neste rali o BMW M1 de Béguin começou por dominar a concorrência, no entanto sentiu algumas dificuldades ao longo da prova. Primeiro com alguns imprevistos relacionados com o M1 e depois com um denso nevoeiro que lhe limitou a visibilidade, beneficiando outros pilotos que conheciam bem a estrada. Mas após estes contratempos, Béguin recuperou e voltou a fazer os melhores tempos, o que lhe permitiu obter a vitória neste rali do campeonato nacional de França.
O BMW M1 dispunha de um motor de 3497 cc, que na versão de competição podia atingir mais 700 cv de potência! Contudo quando era utilizado nos ralis o motor apenas debitava 430 cv de potência. Para efeitos de promoção do M1, a BMW criou, durante dois anos, um campeonato de M1 (Procar) em que as provas decorriam em paralelo com as provas da F1 (a corrida antecedia a da F1).
Apenas foram construídas 453 unidades do BMW M1, 56 das quais para competição. (fonte fascículo nº 18 Rally Collection)



Nos ralis, para além de ser utilizado em alguns campeonatos nacionais, o BMW M1 teve várias participações no mundial, principalmente nos ralis de asfalto, como a Volta à Córsega. Contudo o M1 nunca atingiu o sucesso pretendido nessa prova. Apesar do BMW M1 ser um carro bastante competitivo revelava-se também bastante frágil e como tal nunca chegou a vencer um rali do Campeonato do Mundo. Mas quem o viu em competição não ficou indiferente à sua imagem e/ou ao som do motor.
Bernard Béguin nasceu a 23 de Setembro de 1947 em França. A sua carreira de piloto teve início em 1971 e prolongou-se até 1996. No Mundial de Ralis Bernard Béguin tem várias participações maioritariamente no Rali de Monte Carlo e na Volta à Córsega. Apenas conseguiu uma vitória, com o BMW M3 na Volta à Córsega de 1987; aliás é neste rali que Béguin tem mais dois excelentes resultados (terceiro lugar), ambos com o Porsche 911 em 1982 e 1985. BernardNegrito Béguin sagrou-se 4 vezes campeão francês: 1979 (Porsche 911 SC), 1991 e 1992 (Ford Sierra Cosworth 4x4) e 1993 (Ford Escort RS Cosworth). Em 1980 ficou em segundo lugar no Campeonato da Europa de Ralis. Ao longo da sua carreira, Bernard Béguin conduziu carros de várias marcas: Alfa Romeo, Opel, BMW, Fiat, Porsche, Alpine-Renault, Ford, Peugeot e Subaru.

11 julho 2008

BMW V12 LMR - J. Winkelhock - P. Martini - Y. Dalmas (24 Horas de Le Mans de 1999)



Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
A única vitória da BMW nas 24 Horas de Le Mans foi conseguida com o BMW V12 LMR em 1999. Esse feito alcançado com os pilotos Pierluigi Martini (italiano), Joachim Winkelhock (alemão) e Yannick Dalmas (francês).
A miniatura apresentada é a versão do BMW V12 LMR que venceu em Le Mans.
Depois de ter participado na mítica prova em colaboração com a McLaren, a BMW optou por desenvolver um carro para participar oficialmente como equipa no ano de 1998. Assim foi desenvolvido o BMW V12 LM. No entanto a prova não correu como esperado para a equipa germânica e os dois BMW V12 LM inscritos tiveram que abandonar e ambos pelo mesmo motivo: problemas com as rodas.
Para o ano seguinte a BMW apresentou uma versão melhorada do modelo do ano anterior: o V12 LMR. As primeiras vitórias deste novo modelo surgiram na América, no ALMS (American Le Mans Series). As provas neste campeonato serviram de preparação para o grande objectivo da BMW: vencer em Le Mans. E assim foi. O BMW V12 LMR de Martini, Winkelhock e Dalmas venceram as 24 Horas de Le Mans, sendo esta a única vitória de um BMW no circuito de La Sarthe. O outro BMW da equipa teve que desistir.
O BMW V12 LMR apresentava umas linhas surpreendentes, robustas e pesadas mas bastante aerodinâmicas. O motor era um 12 cilindros em V de 5990 cc, o que permitia atingir uma velocidade máxima de 350 km/h.
Este trio de pilotos que pilotou o BMW V12 LMR nasceu sensivelmente na mesma altura: Winkelhock a 24 de Outubro de 1960; Martini a 23 de Abril de 1961; e Dalmas a 28 de Julho de 1961. Os três pilotos passaram, em diferentes anos e nos respectivos países, pelas categorias de formação com o objectivo de chegarem à Formula 1. Sendo esse objectivo atingido embora sem grande expressão na categoria máxima do desporto automóvel. Neste aspecto e dos três pilotos, será Martini o que mais tempo esteve na Formula 1 (participou em 118 GP’s, dos quais apenas 16 foram feitos pela Dallara em 1992), aliás é um piloto que associo logo à Minardi. Isto porque foi o primeiro piloto desta simpática (já extinta) equipa na Formula 1 sendo a sua carreira na Formula 1 quase toda feita na Minardi. Winkelhock, irmão mais novo de Manfred Winkelhock (que faleceu em 1985 numa de SportProtótipos), é o que menos experiência tem na Formula 1 (em 1989 tentou por sete vezes qualificar-se para a grelha de partida sem nunca o conseguir). Para Martini e Winkelhock esta vitória na edição de 1999 em Le Mans surge como um dos pontos mais altos das suas carreiras. No entanto para Dalmas, que teve também uma passagem na Formula 1 sem grandes feitos (participou em 23 GP’s), a vitória em 1999 foi a sua quarta em Le Mans. Efectivamente, Yannick Dalmas é um dos poucos pilotos que já venceu por quatro vezes a mítica prova, sempre em carros diferentes: 1992 com a Peugeot, 1994 com a Porsche, 1995 com a McLaren e em 1999 com a BMW. Actualmente, estes três pilotos já encerraram as suas carreiras desportivas.

13 agosto 2007

BMW M3 - M. Duez - A. Lopes (Rali de Monte Carlo de 1989)

Esta miniatura é da marca IXO.
Segundo a Wikipedia, o BMW M3 terá vencido mais provas em circuitos do que qualquer outro modelo. Por isso é considerado por muitos como o carro com mais sucesso nos circuitos.
O BMW M3 venceu vários campeonatos de turismo em diversos países: 1 Campeonato do Mundo de Turismo (1987); 2 Campeonatos Europeus de Turismo (1987 e 1988); 2 Campeonatos Britânicos de Turismo (1988 e 1991); 4 Campeonatos Italianos de Superturismos (1987, 1989, 1990 e 1991); 2 Campeonatos Germânicos de Turismo (1987 e 1989) e 1 Campeonato Australiano de Turismo (1987). Venceu também várias vezes as 24 Horas de Nurburgring, as 24 Horas de Spa e a Guia Race (corrida de turismos que é realizada no circuito de Macau).
O BMW M3, que inicialmente vinha equipado com o motor de 2.3 litros S14, teve como base o modelo E30 da Série 3 de 1986. Uma das razões para a produção deste modelo tem a haver com a sua homologação para as corridas de Turismo de Grupo A e para fazer face ao rival Mercedes-Benz W201.
Fonte Wikipédia.
A miniatura que hoje apresento é do BMW M3, com o patrocínio da FINA, que Marc Duez (belga) utilizou no Rali de Monte Carlo de 1989, tendo terminado na 8ª posição. Como o BMW M3 já abordado, no Quatro Rodinhas num post anterior, podemos então consultá-lo aqui para obter mais algumas informações.

Os resultados do BMW M3 nos ralis e classificação da BMW no Mundial de Construtores:
1987 – Vitória na Volta à Córsega (Bernard Béguin) – BMW: 8ª no campeonato;
1988 – 4º na Volta à Córsega (François Chatriot) – BMW: 7ª no campeonato;
1989 – 8º no Rali de Monte Carlo (Marc Duez); 5º no Rali de Portugal (Marc Duez); 2º na Volta à Córsega (François Chatriot); 7º no Rali de San Remo (Marc Duez) – BMW: 6ª no campeonato;
1990 – 3º na Volta à Córsega (François Chatriot) – BMW: 9ª no campeonato;
1991 – 7º na Volta à Córsega (Patrick Bernardini) – BMW: 8ª no campeonato.


Campeonato do Mundo de Ralis (1989)Este campeonato foi, à semelhança dos dois anos anteriores, dominado pela Lancia e por Miki Biasion (italiano). Dos 13 ralis que compunham o campeonato apenas 10 eram pontuáveis para a classificação de Marcas: Monte Carlo, Portugal, Safari, Córsega, Acrópole, Argentina, Mil Lagos, Austrália, San Remo e RAC. Ficavam de fora: Suécia, Nova Zelândia e Costa do Marfim.
Neste ano o Rali do Monte Carlo não foi a primeira prova do campeonato; o Rali da Suécia abriu o campeonato mas como era um rali apenas pontuável para a classificação de pilotos, as marcas oficiais não compareceram. Aliás tal como sucedeu no Rali da Nova Zelândia. E nesses dois ralis a vitória foi para o Mazda de Ingvar Carlsson (sueco). Após o Rali da Suécia, a Lancia conquista a vitória nos cinco ralis seguintes: Monte Carlo, Portugal, Safari, Córsega e Acrópole. Didier Auriol venceu na Volta à Córsega e Miki Biasion venceu os outros quatro. A Lancia e Biasion praticamente acabaram com a discussão pelos títulos mundiais. Depois da Nova Zelândia, Michael Ericsson (sueco) vence o Rali da Argentina num Lancia e depois de ficar sem lugar na equipa italiana para o rali seguinte, nos Mil Lagos, vinga-se ao vencer a prova finlandesa ao volante de um Mitsubshi Galant VR4. Foi a primeira derrota da Lancia nesse ano. No Rali da Austrália, nova derrota de Lancia. Juha Kankkunen (finlandês) venceu a prova num Toyota Celica 4WD. As duas marcas nipónicas estavam a demonstrar que podiam ser as grandes adversárias da Lancia no futuro, no entanto para esse ano já era tarde. No Rali San Remo, a Lancia estreou o novo Delta Integrale 16v e venceu a prova. Biasion vencia assim a sua quinta prova do ano e renovava o título de campeão. Na Costa do Marfim, o outro rali apenas pontuável para os pilotos, as equipas oficiais não participaram. Assim a vitória foi para o Renault 5 GT Turbo de Alain Oreille (francês). No último rali do campeonato, o RAC, o veterano piloto finlandês, Pentti Airikkala ganha, com um Mitsubishi Galant VR4, o seu único rali do Campeonato do Mundo. A Lancia, já campeã, decidiu não participar no RAC.
Miki Biasion foi, pela segunda vez consecutiva, o campeão com 106 pontos e cinco vitórias. A Lancia venceu o campeonato de marcas com 140 pontos e 7 vitórias.

23 julho 2007

BMW M1 - H.-J. Stuck - H. G. Burger - D. Lacaud (24 Horas de Le Mans de 1980)

Esta miniatura é da marca Quartzo.
O fantástico BMW M1 é bastante famoso devido ao campeonato Procar BMW M1. Este campeonato foi criado com a intenção de promover o BMW M1 e apenas existiu durante dois anos (1979 e 1980). Apenas participavam os M1 e em 1979 as corridas aconteciam antes dos GP’s de Formula 1. Em 1980 as corridas já não estavam tão dependentes da Formula 1. Para que houvesse maior promoção, vários pilotos da Formula 1 participaram no Procar BMW M1. Em 1979, Niki Lauda (austríaco) venceu o campeonato e em 1980 o vencedor foi Nelson Piquet (brasileiro).
A miniatura que hoje apresento refere-se ao BMW M1, conduzido por Hans J. Stuck (alemão), Hans Georg Burger (alemão) e Dominique Lacaud (francês), nas 24 Horas de Le Mans de 1980 onde apenas conseguiram terminar na 15ª posição.
A melhor classificação que um BMW M1 conseguiu nas 24 Horas de Le Mans foi um 6º lugar, obtido em 1979 por Manfred Winkelhock (alemão), Marcel Mignot (francês) e Hervé Poulain (francês).
O BMW M1, apesar de ter sido concebido para a competição nos circuitos, também tem algumas participações nos ralis. Bernard Darniche (francês) utilizou um BMW M1 na Volta à Córsega de 1982, onde teve que abandonar com problemas num tubo do óleo. Bernard Beguin (francês), no ano seguinte, utilizou também um BMW M1 na Volta à Córsega mas o resultado foi o mesmo do ano anterior, abandonou com problemas no motor.


Hans-Joachim Stuck nasceu a 1 de Janeiro de 1951 na Alemanha. Filho de Hans Stuck, famoso piloto da Auto Union na década de trinta. Hans-Joachim Stuck acabou por seguir as pisadas do seu pai. Stuck foi piloto de Formula 1 entre os anos de 1974 e 1979. Participou em 74 GP’s mas apenas conseguiu dois terceiros lugares no ano de 1977. Correu pelas seguintes equipas: March (1974 a 1976), Brabham (1977), Shadow (1978) e ATS (1979).
Hans J. Stuck venceu o DRM (Deutsche Rennsport Meistershaft - campeonato alemão) em 1972 com um Ford Capri RS2600. Nos anos seguintes (1973 e 1974) participa como piloto da BMW tendo conseguido algumas vitórias. Em 1977 participa e obtêm algumas vitórias com o BMW 320i. Em 1980 fica em segundo lugar, ainda com o BMW 320i. No ano de 1981 utiliza em algumas provas o BMW M1 (vitorias em Norisring e Salszburgring) e noutras o BMW 320i. No último ano deste campeonato (1985) fica novamente em segundo lugar num Porsche 956.
Venceu duas vezes as 24 Horas de Le Mans em 1986 e 1987 pela Porsche. Em 1990 sagrou-se campeão do DTM pela Audi.

19 julho 2007

BMW 320i - M. Surer - F. Kottulinsky (6 Horas de Dijon de 1978)

Esta miniatura é da marca Quartzo.
Este é o BMW 320i da equipa Buler (BMW Schweiz) pilotado por Marc Surer (suíço) e Freddy Kottulinsky (sueco) nas 6 Horas de Dijon, onde terminaram na 7ª posição. A prova foi vencida pelo Porsche de Bob wollek e Henri Pescarolo.
O BMW 320i, equipado com um motor de 2 litros, participava no Grupo 5 dos campeonatos de turismo existentes no final da década de 70.


Marc Surer nasceu a 18 de Setembro de 1951 na Suíça. Surer fez a sua formação de piloto na Alemanha. Em 1977 passa a integrar a BMW Júnior Team. Este foi o início da sua ligação à BMW. Tornou-se Campeão Europeu de Formula 2 em 1979, com um March-BMW. Em 1979, estreia-se na Formula 1, no GP dos EUA, com um Ensign. Em 1980, corre pela ATS mas tem um acidente (ATS), onde parte as pernas, no circuito de Kyalami (Africa do Sul). Depois de recuperado, volta à Formula 1 em 1981 correndoo pela Ensign e Theodore. Segundo se consta, volta a ter um acidente no circuito de Kyalami, nesse mesmo ano. Nos anos de 1982 a 1984, corre pela Arrows. Em 1984 participa no Rali de Vallais (Renault 5 Turbo). Em 1985 é contratado pela Brabham-BMW para substituir François Hesnault (francês), depois deste ter feito os 4 GP’s iniciais. Terá sido esta a sua melhor oportunidade na Formula 1. Extra Formula 1, vence, em 1985, os 1000 Km de Monza (Porsche 962) e as 24 Horas de SPA (BMW 635). Em 1986 volta novamente à Arrows mas apenas realiza os 5 primeiros GP’s do campeonato porque noutra participação nos ralis (Rali de Hessen com um Ford RS200) sofre um grave acidente. Nesse acidente, o seu co-piloto morreu e Surer sofreu graves ferimentos que lhe causaram o fim da sua carreira desportiva como piloto. Na Formula 1 participou em 82 GP’s. Conseguiu uma melhor volta no GP do Brasil de 1981 (Ensign). Os melhores resultados que conseguiu foram 2 quartos lugares: GP do Brasil de 1981 (Ensign) e GP de Itália de 1985 (Brabham).
Depois do acidente, Marc Surer manteve a sua ligação à BMW, quer como instrutor quer como director da BMW Motorsport. Posteriormente, foi ainda comentador de televisão e chefe instrutor da Formula Júnior.


Freddy Kottulinsky nasceu a 20 de Julho de 1932 em Munique. Este sueco de origem germânica iniciou a sua carreira desportiva na Suécia. Para além de participar em provas de pista, Kottulinsky também correu nos ralis. Mas o seu maior sucesso desportivo está ligado ao Paris-Dakar.
Foi em 1980, na segunda edição do Paris-Dakar, que Kottulinsky ao volante de um Volkwagen Iltis obtêm o seu maior sucesso da sua carreira desportiva ao vencer a famosa prova. Pouco mais sei sobre Freddy Kottulinsky, apenas que sempre esteve ligado aos automóveis ao longo da sua vida.

06 julho 2007

BMW M3 - B. Béguin - J.-J. Lenne (Volta à Corsega de 1987)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
A BMW sempre se manteve afastada do mundial de ralis, o seu envolvimento neste desporto foi sendo bastante raro ao longo da história dos ralis. Por outro lado, a BMW sempre se interessou pelas provas nos circuitos, como por exemplo a Formula 1 e o mundial de Turismo. Onde alcançou grandes sucessos.
Mas mesmo participando esporadicamente no mundial de ralis, que acontecia a nível privado, a BMW conseguiu algumas (poucas) vitórias (o alemão Achim Warmbold venceu dois: o Rali de Portugal de 1972 e o Rali dos Alpes Austríacos de 1973). Em 1987, Bernard Béguin, ao conquistar a sua única vitória nos ralis, iria dar à BWM a terceira vitória no mundial de ralis. Foi na Volta à Córsega de 1987 com um BMW M3, preparado pela Prodrive (?). Béguin era um piloto com uma carreira versátil, tanto corria nos circuitos como nos ralis. Tem várias participações na Volta à Córsega e no Monte Carlo.
O BMW M3, ao substituir o 635 CSi nos campeonatos de turismo, mostrou-se bastante competitivo conquistando inúmeras vitórias. As características de um rali como a Volta à Córsega (sinuoso e de asfalto) adaptavam-se muito bem às potencialidades do BMW M3 (potente, manobrável e com boa aderência).
Esta miniatura representa o BMW M3 de Bernard Béguin na Volta à Córsega de 1987.
(continuação)
Ao chegar à quinta prova do ano, na Volta à Córsega, já havia um pressentimento que a Lancia iria dominar à vontade o campeonato de 1987. A dúvida residia em qual dos pilotos (Alén, Biasion ou Kankkunen) da Lancia iria vencer o campeonato de pilotos.
Contudo na Volta à Córsega, Bernard Béguin (francês) foi a surpresa ao dominar o rali corso. O BMW M3 mostrou que era bastante competitivo nas estradas estreitas e sinuosas da Córsega. Normalmente neste rali, todo em asfalto, as equipas costumam contratar pilotos especialistas em asfalto. A Lancia também optou por o fazer mas Yves Loubet (francês) não conseguiu evitar a vitória de Béguin, tendo terminado em segundo lugar à frente de Biasion (Lancia) que foi o terceiro. Pelo terceiro ano consecutivo, a Volta à Córsega ficava marcada por alguns acidentes que feriram alguns espectadores no início do rali e com a morte de um dos participantes.
Na Acróple, Markku Alén (finlandês) vencia o seu segundo rali do ano, sendo secundado por Kankkunen (finlandês), seu colega de equipa.
No Rali Olympus (EUA), a Lancia ocupa os três lugares do pódio. Kankkunen obtêm a primeira vitória com a Lancia. Seguido de Biasion e Alén.
Por esta altura, a Lancia estabelece um acordo com os seus pilotos no qual cada um iria fazer 7 ralis, proporcionando condições iguais para eles.
No Rali da Nova Zelândia, nenhum dos candidatos ao título de pilotos participou mas mesmo assim a vitória foi para o Lancia (privado) de Franz Wittmann (austríaco).
Como estava previsto, a Lancia, sem oposição, conquista o título de marcas no Rali da Argentina. Biasion vence o rali argentino e chega à liderança do campeonato de pilotos.
Markku Alén domina completamente o Rali dos 1000 Lagos e a Ford consegue dois pódios com Ari Vatanen (finlandês) em segundo lugar, a mais de 5 minutos de Alén, e Stig Blomqvist (sueco) em terceiro.
A Lancia não participa no Rali da Costa de Marfim que era apenas pontuável para o campeonato de pilotos. Kenneth Eriksson (sueco), num Volkswagen Golf GTi, vence pela primeira vez um rali do mundial.
Miki Biasion (Lancia) vence o Rali de San Remo e termina a sua participação no mundial. Biasion assumiu assim a liderança no campeonato (94 pontos) mas não a ia poder defender no RAC, o último rali do ano. Alén e Kankkunen eram os segundos com 80 pontos.
No RAC, Kankkunen vence de forma categórica e revalida o título de pilotos. Markku Alén não consegue melhor que a quinta posição. Stig Blomqvist (Ford) fica com o segundo lugar depois da desclassificação do Audi de Per Eklund (sueco).
A Lancia vence o título de marcas (140 pontos) com 9 vitórias em 13 possíveis. Kankkunen é o primeiro (100 pontos e 2 vitórias), Biasion o segundo (94 pontos e 3 vitórias) e Alén o terceiro (88 pontos e 3 vitórias).

03 novembro 2006

BMW 2002 Ti - A. Warmbold - J. Davenport (Rali de Portugal de 1972)

Esta miniatura é da marca Troféu.
A BMW nunca esteve oficialmente envolvida nos ralis logo, em parte, o seu pouco sucesso fica explicado mas também porque a marca alemã deu mais importância e maior envolvimento nas provas automobilísticas de circuito obtendo mais sucesso nessas provas. Sempre que houve um BMW envolvido nos ralis foi a nível privado e isso aconteceu apenas esporadicamente. O BMW 2002 Ti representa um desses esporádicos envolvimentos nos ralis, aliás, é com este modelo que a BMW obtêm os maiores êxitos nos ralis. O BMW 2002 Ti, de tracção dianteira, surge na sequência dos modelos 1502 e 1602, no entanto com um motor mais potente do que os anteriores modelos. Entre os pilotos mais ilustres estão nomes como Tony Fall, Achim Warmbold e Bjorn Waldegaard. Os maiores sucessos do 2002 Ti foram as vitórias: no Rali de Portugal de 1972, que não pertencia ao Campeonato Internacional de Marcas e que acontece no último ano deste campeonato, antes da criação do Campeonato do Mundo de Ralis em 1973; e no Rali dos Alpes Austríacos em 1973 para o Campeonato do Mundo de Ralis com Achim Warmbold e Jean Todt como co-piloto.

A miniatura do BMW 2002 Ti que apresento é alusiva ao vencedor do Rali de Portugal de 1972 guiado pelo alemão Achim Warmbold e John Davenport. Como podemos verificar a qualidade desta miniatura é bastante boa, podemos mesmo salientar os pormenores do interior, tais como os cinto de segurança e os manometros no tablier. Achim Warmbold também foi campeão alemão de ralis em 1971 pilotando um BMW 2002 Ti.