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27 julho 2014

Ferrari 625 F1 - Maurice Trintignant (1955)



Esta miniatura pertence à colecção Ferrari F1 Collection – Fasc. Nº 13.
O Ferrari 625 F1 com o francês Maurice Trintignant ao volante deu à equipa de Enzo Ferrari a primeira vitória no circuito monegasco no ano de 1955. Com essa vitória, também, Trintignat tornou-se no primeiro piloto francês a vencer uma corrida de Formula 1. A Ferrari teve de esperar mais 20 anos para voltar a vencer no Mónaco, em 1975 com o austríaco Niki Lauda. A Ferrari conta com 60 participações no GP do Mónaco mas só por 8 vezes é que venceu a prova. A última vitória aconteceu em 2001 com o alemão Michael Schumacher.
O Ferrari 625 F1 foi a evolução do 500 F2, tendo sofrido múltiplas alterações ao longo dos ano de 1954 e 1955. O motor era um quatro cilindros em linha de 2500 cm3 montado em posição dianteira. Debitava 210 cv às 7000 rpm. O motor era alimentado por dois carburadores Weber. O 625 F1 dispunha de dois depósitos de combustível colocados nas laterais. Pesava 600 kg. O chassis era tubular de aço. As suspensões dianteiras eram independentes, com quadriláteros transversais. A suspensão traseira era um eixo De Dion, com push-road duplos. O Ferrari 625 F1 utilizava travões de tambor. Os pneus utilizados eram Englebert. A velocidade máxima era de 270 km/h.
O Ferrari 625 F1 foi utilizado ao longo do ano de 1954 e em algumas provas de 1955. A estreia do 625 F1 aconteceu no GP da Argentina de 1954, tendo obtido a pole-position por Giuseppe Farina (italino) que terminou a prova em segundo lugar. A primeira vitória do 625 F1 foi obtida no GP da Inglaterra (1954) por Jose-Froilan Gonzalez (argentino). O Ferrari 625 F1 só venceu mais uma prova, a do Mónaco em 1955 com Trintignant.
A miniatura representa o Ferrari 625 F1 de 1955 no GP do Mónaco com o qual o piloto francês Maurice Trintignant obteve a vitória.
O Campeonato de 1955 começou com a certeza de que a equipa a bater era a Mercedes, que tinha vencido o campeonato do ano anterior. O piloto em destaque era o argentino, Campeão do Mundo de 1954, Juan Manuel Fangio. A Ferrari preparava a época com esperanças de que o novo Ferrari, o 555, pudesse fazer frente aos poderosos Mercedes W196. Contudo como se iria verificar a Mercedes manteve o domínio, tendo a Ferrari utilizado ao longo dessa época dois modelos, o 625 F1 do ano anterior e o 555 F1. O campeonato era constituído por 7 provas: Argentina, Mónaco, Indianápolis, Bélgica, Holanda, Grã-Bretanha e Itália. Juan Manuel Fangio venceu 4 provas (Argentina, Bélgica, Holanda e Itália) sagrando-se Campeão do Mundo novamente (era o seu 3º título), Stirling Moss (inglês) venceu na Grã-Bretanha e ficou em segundo lugar no campeonato. Maurice Trintignant venceu no Mónaco e ficou em quarto lugar no campeonato. A prova monegasca teve um domínio inicial de Juan Manuel Fangio com Stirling Moss em segundo lugar, enquanto os pilotos da Lancia Alberto Ascari e Eugenio Castelloti (ambos italianos) perseguiam os dois pilotos da Mercedes. Tudo parecia correr bem para a Mercedes, mesmo quando Jean Behra (francês), num Maserati, chegou a ultrapassar os dois pilotos da Lancia. Castelloti acabaria por se atrasar com uma ida às boxes, o mesmo aconteceu a Behra. Sensivelmente a meio da prova a transmissão do Mercedes de Fangio partiu o que levou à desistência do argentino, passando a liderança para Moss. A 20 voltas do final da prova Stirling Moss vê-se obrigado a desistir com um pistão partido no motor do seu Mercedes. A liderança passou neste momento para Ascari contudo este sofreu um acidente ao perder o controlo do seu carro caindo ao mar. Ascari foi salvo pelos mergulhadores sofrendo apenas algumas escoriações. Infelizmente, Ascari seria vitimado por um acidente na semana seguinte, em Monza. Após a desistência de Ascari, apareceu Maurice Trintignant na liderança do GP do Mónaco, que vinha a realizar uma prova regular, cortando a meta em primeiro lugar. Outro destaque vai para Louis Chiron que se tornou no piloto mais idoso a participar num GP, Chiron terminou a prova em sexto lugar. Em Indianápolis venceu um piloto americano, visto que esta prova era basicamente disputada só pelos pilotos americanos.

Maurice Trintignant nasceu em França a 31 de Outubro de 1917 e faleceu a 13 de Fevereiro de 2005 (tinha 87 anos). Este piloto francês teve um longa carreira no deporto automóvel. O seu currículo mostra que foi em 1938 que começou a participar em provas automobilísticas. O carro utilizado foi um Bugatti Type 51. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Trintignant viu-se obrigado a interromper a sua carreira desportiva durante seis anos. Foi só depois de terminar a guerra que Maurice Trintignant voltou, em 1946, à competição e novamente com um Bugatti. Durante aos anos anteriores à criação do Campeonato do Mundo de F1 em 1950, Trintignant utlizou carros como, além do Bugatti, Maserati, Delange até ser contratado por Amedée Gordini em 1948 para guiar para a sua equipa. Durante essa época Trintignant sofreu um grave acidente tendo sido dado como morto contudo o seu coração voltou milagrosamente a bater. Ficou em como alguns dias até que recuperou completamente. Voltou às pistas em 1949 e obteve mais algumas vitórias. Na primeira época da F1, em 1950, participou, sem resultados de registo, em duas provas com o Simca-Gordini. Contudo obteve algumas vitórias em provas que não contavam para o mundial. Em 1951 a situação foi idêntica à de 1950, sem resultados na F1 e algumas vitórias em provas extra mundial. Os anos de 1952 e 1953 correm um pouco melhor para Trintignant, alguns quintos e sextos lugares na F1. Para 1954, Trintignant deixou a equipa Gordini (após 3 anos) e assinou um contrato com a equipa Écurie Rosier, uma equipa que utilizava carros da Ferrari. Uma boa prestação no GP da Argentina, 4º lugar, chamou a atenção a Enzo Ferrari que o contratou de imediato para o GP seguinte. Trintignant correu em Le Mans pela Ferrari e venceu a mítica prova. Na F1 obteve dois pódios (2º na Bélgica e 3º na Alemanha). No ano seguinte é segundo na Argentina (num carro partilhado) e venceu o GP do Mónaco (a sua primeira vitória na F1). Para 1956, Trintgnant arrisca na sua paixão, a Bugatti, e tenta levar a equipa à F1. Contudo apenas participa num GP com a Bugatti, tendo registado um abandono. As restantes provas da F1 são ao volante da Vanwall, no entanto também só regista abandonos. Em 1957 regressou à Ferrari para realizar 3 GP’s. Aos 41 anos, Maurice Trintignant assinou um contrato de dois anos (1958 e 1959) com a Walker Racing Team. Maurice Trintignant voltou a vencer o GP do Mónaco (1958) com o Cooper T45 Climax da Walter Racing Team e obteve alguns resultados de relevo durante esse ano e no seguinte, contudo não voltaria a vencer mais nenhum GP. Para os anos de 1960 e 1961, Trintgnant continuou a utilizar os modelos da Cooper em várias equipas como a Walker Racing Team, Scuderia Centro Sud, Scuderia Serenissima. Em 1962 voltou para a Walker Racing Team, que agora utilizava os Lotus, mas as coisas não correram bem para Trintignant. Em 1963 tem apenas 3 participações em GP’s e a sua última época foi em 1964 com 4 participações em GP’s num BRM privado. Mas ainda assim ficou o registo, na sua penúltima participa em GP’s no GP da Alemanha, da obtenção de um honroso 5º lugar.
Maurice Trintignant participou em 81 GP’s, venceu apenas duas vezes (ambas no Mónaco), não obteve nenhuma pole-position, apenas uma melhor volta e 10 pódios. Conquistou 72,33 pontos. A sua melhor classificação num mundial foi em 1954 e 1955, em ambas as ocasiões ficou em 4º lugar.
Como curiosidade, extra F1, fica o facto de Maurice Trintignant ser o avô de Jean-Louis Trintignant, um dos mais famosos actores franceses.

Os pilotos do Ferrari 625 F1 em 1955 foram: Giuseppe Farina, Umberto Maglioli, Jose-Froilan Gonzalez, Maurice Trintignant, Mike Hawthorn e Eugenio Castelloti.
Vitórias: 1 (M. Trintignant: 1)
Pole-position: 1 (J.-F.Gonzalez: 1)
Melhor volta: 0

28 julho 2013

Ferrari 500 F2 - Alberto Ascari (1952)

 
Esta miniatura pertence à colecção Ferrari F1 Collection – Fasc. Nº 6.
Esta é uma miniatura que estava em falta na minha colecção praticamente desde o início: é o Ferrari 500 F2 de Alberto Ascari (italiano) com o qual se sagrou Campeão do Mundo em 1952. A miniatura do Ferrari 500 F2 # 101 representa o carro utilizado por Ascari no GP da Alemanha de 1952. Nesta prova o piloto italiano esteve imparável, à semelhança do que vinha acontecendo no campeonato. Ascari, que tinha feito a pole-position, venceu a prova depois de ter liderado todas as voltas e efectuou a melhor volta da corrida.
Após o domínio da Alfa Romeo em 1950 e 51, a Ferrari aproveitou a mudança de regulamento da F1 para impor a sua força no campeonato mundial. Com a alteração dos regulamentos a marca dominante na época, a Alfa Romeo, opta por deixar a Formula 1 e a Ferrari aparece como a marca mais bem preparada para lhe suceder.
Na verdade, a Ferrari era a única equipa que já tinha um carro que se adaptava na perfeição aos novos regulamentos: o Ferrari 500 F2. O novo modelo da Ferrari já tinha efectuado a sua estreia dois GP’s antes de terminar a época de 1951, tendo dado boas indicações.
O Ferrari 500 F2 dispunha de um chassis tubular de aço com um motor de 4 cilindros dianteiro colocado na longitudinal. O motor de 1984 cm3 debitava uma potência máxima de 185 cv às 7500 rpm. A caixa era de 4 velocidades mais a marcha atrás. O Ferrari 500 F2 atingia os 260 km/h de velocidade máxima.
No ano de 1952 a equipa oficial da Ferrari contava com pilotos de grande qualidade: Nino Farina (campeão em 1950), Alberto Ascari, Luigi Villoresi, entre outros. Havia ainda outras equipas ligadas à Ferrari com pilotos como Louis Rosier, Roy Salvadori Peter Whitehead e Rudi Fisher, só para mencionar os mais
conhecidos. Contudo é de salientar os pilotos adversários da Ferrari como Jean Behra, Maurice Trintignant e Bira (todos da Gordini), Stirling Moss (pilotou para várias marcas: HWM, Connaught e ERA), José Froilan Gonzalez (da Maserati), Mike Hawthorne e Reg Parnelli (da Cooper). O grande ausente neste ano seria o campeão do mundo de 1951, o argentino Juan Manuel Fangio, devido a um acidente sofrido que o afastaria durante o ano todo.
O Campeonato de 1952 começa com o GP da Suíça com a vitória de Piero Taruffi (italiano) num Ferrari 500 F2. O piloto italiano Alberto Ascari, da Ferrari, é o grande ausente da prova porque preparava a sua participação nas 500 Milhas de Indianápolis (estava prova na época contava para o campeonato mundial). Nessa altura havia também um interesse comercial por parte da Ferrari
para conquistar o mercado norte-americano. Contudo a prova realizada por Ascari resultou num insucesso, apesar da boa prestação da Ferrari até ao seu abandono. De regresso ao continente europeu, o campeonato prosseguiu com o GP da Bélgica. Alberto Ascari em Ferrari 500 F2 venceu a prova e Taruffi terminou na segunda posição. E o resto da história do campeonato de 1952 é um somatório das vitórias de Alberto Ascari, que triunfa nos GP da França, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Itália: na França o segundo classificado foi Farina seguido de Taruffi; na Grã-Bretanha é Taruffi quem fica em segundo lugar seguido de Hawthorne; na Alemanha o sucesso da Ferrari leva à conquista dos 4 primeiros lugares (Ascari, Farina, Fisher e Taruffi); na Holanda Farina e Villoresi completam o pódio; na Itália, Froilan Gonzalez consegue colocar o seu Maserati à frente de 4 Ferrari mas termina a prova em segundo lugar, atrás do inevitável Alberto Ascari, que se sagrou campeão com 6 vitórias em 8 Gp’s (36 pontos), seguido de Nino Farina (24 pontos) e Piero Taruffi com 1 vitória (22 pontos). A Ferrari venceu 7 Gp’s nesse ano de 1952, num campeonato com 8 provas, sendo uma dessas provas as 500 Milhas de Indianápolis. O domínio da Ferrari fica ainda mais impressionante se lhe acrescentar que em 6 das 7 vitórias o segundo classificado também pilotava um Ferrari.

Alberto Ascari nasceu em Itália a 13 de Julho de 1918. O seu pai António Ascari foi um talentoso piloto dos anos vinte e com certeza que este facto influenciou Alberto Ascari. Nem a morte do seu pai no GP de França em 1925 o afastou das corridas.
A sua carreira na Formula 1 começa em 1950, no GP do Monaco onde conquista o segundo lugar num Ferrari. No final do ano é 5º classificado tendo participado em 4 provas. Em 1952 consegue a primeira vitória no GP da Alemanha (onde venceria nos dois anos seguintes) e no campeonato fica na 2ª posição com duas vitórias. Alberto Ascari sagra-se campeão do mundo em 1952 e 1953 pela Ferrari: em 52 vence 6 provas e em 53 vence por 5
vezes. No final de 53 deixa a Ferrari e em 1954 faz duas provas pela Maserati, uma pela Ferrari e outra pela Lancia. Em 1955 faz apenas duas provas antes de morrer a 26 de Maio nuns testes em Monza. Tinha 37 anos, a mesma idade que tinha o seu pai António quando morreu no GP de França. No seu curriculum da F1 ficam registados 32 GP, 13 vitórias, 14 pole-positions e 12 melhores voltas. Alberto Ascari conquistou dois títulos de Campeão do Mundo (1952 e 1953) com a Ferrari. Nesses dois anos Ascari venceu 9 Gp’s consecutivos, sem contar com as 500 Milhas de Indianápolis. Ainda hoje é considerado como o melhor piloto italiano e um dos melhores da Formula 1.

Os pilotos do Ferrari 500 F2 em 1952 foram: Louis Rosier, Giuseppe Farina, Piero Taruffi, André Simon, Rudi Fisher, Alberto Ascari, Charles De Tornaco, Luigi Villoresi, Roy Salvadori, Bobbie Baird e Roger Laurent.
Vitórias: 7 (A. Ascari: 6; P. Taruffi: 1)
Pole-position: 7 (A. Ascari: 5; N. Farina: 2)
Melhor volta: 7 (A. Ascari: 5; N. Farina: 1; P. Taruffi: 1)

17 setembro 2007

Ferrari D246 (1958)

Esta miniatura pertence à colecção Ferrari Collection.
Nota: Para tentar ser um pouco diferente do que venho fazendo e aproveitando o facto do Ferrari D246 pertencer a uma época que me faz lembrar que as fotografias eram a preto e branco (apesar de nessa altura já existir a fotografia com cor), as fotografias que vou postar hoje são a preto e branco... se o resultado não agradar efectuarei algumas alterações.
A miniatura do Ferrari D246 foi adquirida numa papelaria durante um passeio, aliás como já expliquei no post sobre o Ferrari 512 S.
Em Fevereiro já tinha efectuado um post sobre o Ferrari D246 mas como esta miniatura deste modelo da Ferrari apresenta algumas alterações em relação à anteriormente postada resolvi voltar a falar sobre o D246 (também conhecido como Ferrari Dino).
Assim, as diferenças visíveis são ao nível do pára-brisas e das jantes. As duas versões do pára-brisas foram utilizadas pelo D246 em 1958, isto é, quer na versão em que o pára-brisas é apenas um rectângulo colocado à frente da cabeça do piloto como na versão integral que completa o perímetro do cocpit. Já em relação às jantes, a anterior miniatura da Brumm que mostra as jantes do D246 totalmente pretas julgo estar errada, esta miniatura, com as jantes prateadas, que hoje apresento deverá ser a que está correcta.
Outro facto que me chamou à atenção e para o qual não consigo determinar correctamente é quem era o piloto deste Ferrari D246. Como a miniatura não tinha fascículo para me informar, apenas posso especular sobre quem seria o piloto e a corrida onde participou. Como sabemos, nesta época os carros trocavam de numeração de corrida para corrida. Assim e tendo como base de partida o ano em que o D246 estreou na Formula 1 (1958) foi possível apurar que o Ferrari D246 com o número 4 correu em sete provas, durante os 3 anos que esteve em competição, com os seguintes pilotos:
Em 1958:
- GP da Holanda, com Peter Collins (abandonou);
- GP da França, com Mike Hawthorn (vitória, pole-position e melhor volta);
- GP da Alemanha, com Wolfgang von Trips (quarto lugar);
- GP de Marrocos, com Phil Hill (terceiro lugar).
Em 1959:
- GP da Alemanha, com Tony Brooks (vitória, pole-position e melhor volta);
- GP dos EUA, com Wolfgang von Trips (sexto lugar);
Em 1960:
- GP da França, com Wolfgang von Trips (décimo primeiro lugar).
Quero acreditar que esta miniatura possa ser a que representa a vitória de Mike Hawthorn no GP da França em 1958, ano em que se sagrou Campeão do Mundo.

O palmarés do Ferrari D246 e seus pilotos durante os 3 anos que esteve em competição:
Participou em 25 GP’s.
Vitórias: 5 (1958: 2 / 1959: 2 / 1960: 1)
Pole-Positions: 7 (1958: 4 / 1959: 2 / 1960: 1)
Melhores voltas: 10 (1958: 6 / 1959: 2 / 1960: 2)
Pilotos: Mike Hanthorn (Campeão em 1958 com o D246); Tony Brooks; Jean Behra; Cliff Allison; Peter Collins; Olivier Gendebien; Richie Ginther; José-Froilen Gonzalez; Dan Gurney; Phil Hill; Willy Mairesse; Luigi Musso; Wolfgang von Trips.

Falando agora um pouco sobre o ano de 1958. Esse ano foi o início visível da revolução na Formula 1. Várias alterações foram-se sucedendo no seio da Formula 1 dando origem a mudanças significativas nas forças dominantes, quer ao nível dos construtores quer nos pilotos.
A gasolina permitida agora era apenas a utilizada na aviação (de 100 a 130 octanas) porque era a única que estava disciplinada por regras e padrões internacionais. As provas também foram reduzidas. Anteriormente a extensão das corridas era de 500 km ou 3 horas e agora passava a ser de 300 km ou 2 horas. Foi também o ano em que uma equipa privada com um carro de motor central traseiro venceu pela primeira vez na Formula 1 e ousou pôr em causa as equipas de fábrica dominantes (Ferrari, Vanwall e Maserati, que já tinha abandonado a competição no ano anterior mas os seus modelos continuavam a ser utilizados por equipas privadas). O ano de 1958 foi também o último ano de competição para o penta Campeão do Mundo Juan Manuel Fangio. Foi o ano em que foi introduzido o Campeonato Mundial de Construtores.
Tudo isso ficou provado logo na primeira prova do ano, no GP da Argentina. A gasolina agora permitida era benéfica para a redução de consumo, que aliada à menor extensão das provas causou repercussões imediatas nos carros de Formula 1. Aonde? No peso, na dimensão dos carros e pneus: como não necessitavam de grandes depósitos para grandes quantidades de combustível foi possível construir carros mais pequenos, mais leves que limitavam o desgaste dos pneus.
E foi isso que se verificou na abertura do campeonato em Bueno Aires, Argentina.
A Vanwall, equipa pela qual corria Stirling Moss, cedeu o piloto à Cooper porque não tinha os seus carros preparados para o início do campeonato. Apesar de só terem participado 10 carros na prova, Moss apenas conseguiu o sétimo lugar na grelha de partida, com o Cooper. Moss tinha delineado uma estratégia para a corrida sem parar nas boxes. O pequeno Cooper tinha uma desvantagem em relação aos adversários, em caso de paragem nas boxes para mudança de pneus, que era o facto de perder mais tempo devido às suas rodas serem apertadas com quatro porcas enquanto que os adversários apenas utilizavam uma porca central nas rodas. Como o Cooper era mais pequeno, mais leve, logo causava menos desgaste nos pneus, a estratégia de Moss para bater os adversários era não parar nas boxes quando todos o iriam fazer. E assim foi, Moss chega à liderança do GP quando os seus adversários vão parando para mudar de pneus. E nunca mais perdeu o primeiro lugar na corrida embora as outras equipas estivessem à espera que Moss também efectuasse uma paragem nas boxes. A corrida seguinte, no Mónaco, também foi vencida por um Cooper (Maurice Trintignant). Estava confirmada a vitória anterior de Moss num Cooper e a superioridade dos pequenos carros de motor central traseiro... apesar de a Cooper só no ano seguinte ter conseguido vencer os títulos.
A Vanwall foi a primeira equipa Campeã do Mundo, com 48 pontos e 6 vitórias. A Ferrari ficou em segundo lugar com 40 pontos e 2 vitórias.
Mike Hawthorn, que fez um campeonato muito regular com o Ferrari D246, sagrou-se Campeão apenas com uma vitória (42 pontos) e Stirling Moss ficou em segundo lugar com 41 pontos e 4 vitórias.

12 fevereiro 2007

Ferrari D246 - Mike Hawthorn (1958)

Esta miniatura é da marca Brumm. Representa o Ferrari D246 no GP da Grã-Bretanha de 1958, conduzido pelo inglês Mike Hawthorn. Contudo há alguns pormenores na miniatura que não correspondem à realidade. Neste GP, o pára-brisas do Ferrari D246 não tem esta forma, embora este estilo tivesse sido utilizado durante o ano de 1958. Outro pormenor, que no meu entender está errado, são as jantes que nesta miniatura são pretas e que na realidade não o eram.
O Ferrari D246, que substituiu o Lancia-Ferrari D50 de 1957, também era conhecido por Dino 246, que era o nome do filho de Enzo Ferrari. Este carro seguia ainda a regra comum na época que era a utilização do motor dianteiro. No entanto já no ano anterior, em 1957, se tinha assistido à introdução do motor traseiro na Formula 1 embora sem resultados práticos. A esse nível, a revolução na Formula 1 estava a um passo de acontecer...

O campeonato de 1958 começou com o GP da Argentina e o destaque foi todo para Stirling Moss (inglês) e o seu Cooper. Efectivamente, Moss (Cooper) consegue a vitória com um carro de motor central traseiro, batendo os dois Ferrari D246 de Luigi Musso (segundo classificado) e de Mike Hawthorn (terceiro classificado). Esta foi a primeira vitória na Formula 1 de um carro com motor central traseiro. Estava feita história e a Formula 1 nunca mais seria a mesma. No GP seguinte, no Mónaco, confirmou-se o feito histórico alcançado por Moss e o Cooper no GP anterior. Nova vitória de um Cooper desta vez pela mão do francês Maurice Trintignant. No GP da Holanda, Moss volta a vencer desta vez com um Vanwall. Entretanto correu-se nas 500 Milhas de Indianápolis, que apenas pertence ao calendário para o campeonato adquirir o estatuto de mundial. Nesta prova não participam os pilotos da Formula 1.
No GP da Bélgica confirma-se a supremacia das equipas britânicas, Tony Brooks (inglês) vence ao volante de um Vanwall. Mike Hawthorn (Ferrari) fica em segundo lugar. No GP da França, Hawthorn (Ferrari) consegue quebrar a senda vitoriosa dos carros britânicos. Esta foi a única vitória de Hawthorn em 1958. A tragédia aconteceu quando Luigi Musso morre devido ao despiste do seu Ferrari. Este foi também o último GP do penta campeão do mundo Juan Manuel Fangio (argentino). Fangio desiludido com o rumo que a Formula 1 estava a tomar e com a falta de competitividade do Maserati 250F resolve terminar a carreira aos 47 anos. Terminou o GP da França na quarta posição.
No GP da Grã-Bretanha a Ferrari volta a vencer colocando dois carros nas primeiras posições, Peter Collins (inglês) é primeiro e Mike Hawthorn é segundo classificado. No GP da Alemanha, Tony Brooks (Vanwall) volta a vencer mas o GP está novamente envolto em tragédia. Peter Collins (Ferrari) tem um acidente e é cuspido do seu carro, vindo a falecer em consequência de danos cerebrais sofridos com o embate numa árvore. Na sequência da morte do seu amigo e colega de equipa, Hawthorn tomou a decisão de abandonar a Formula 1 no final do ano.
No GP de Portugal, Stirling Moss (Vanwall) termina na primeira posição e Hawthorn (Ferrari) fica em segundo lugar. Tony Brooks (Vanwall) vence a terceira prova da época no GP de Itália. Mike Hawthorn (Ferrari) continuava a coleccionar segundos lugares. O último GP do ano, em Marrocos, foi vencido por Stirling Moss (Vanwall) e Mike Hawthorn termina novamente no segundo lugar. O campeonato acabou com Mike Hawthorn campeão mundial com 42 pontos (uma vitória) e Stirling Moss vice campeão com 41 pontos (quatro vitórias). Mike Hawthorn foi o campeão mas houve vários factores que poderiam ter favorecido Moss, por exemplo, no GP de Portugal, Hawthorn despistou-se e ficou com o carro no sentido contrário ao da corrida o que fez com que tivesse de andar contra o sentido da corrida. Em consequência disso foi desclassificado. Hawthorn recorreu da decisão e Moss testemunhou em seu favor dizendo que viu Hawthorn a andar em sentido contrário ao da corrida mas fora da pista o que não ia contra as regras. E assim Hawthorn recuperou o segundo lugar conseguido em Portugal graças ao testemunho leal e desportivo de Moss, coisa rara nos dias de hoje. Também no GP de Portugal, Moss recebeu indicação da box para não atacar a melhor volta da corrida. Nessa época a melhor volta da corrida valia um ponto para o campeonato. O certo é que Moss podia facilmente ter feito a melhor volta da corrida conseguindo assim mais um ponto e vencer o campeonato, assim foi Hawthorn que conquistou esse ponto extra. Mike Hawthorn beneficiou destes factos e também do jogo de equipa que foi feito nos GP de Itália e de Marrocos. Em Itália o americano Phil Hill (Ferrari) recebeu ordens para não ultrapassar Hawthorn e em Marrocos Phil Hill cedeu a segunda posição a Hawthorn. Assim Mike Hawthorn tornou-se no primeiro campeão britânico da Formula 1 e abandonou a Formula 1. Infelizmente passados 3 meses de se ter tornado campeão morreu num acidente de viação.

Nesse ano de 1958 os pilotos do Ferrari D246 foram: Mike Hawthorn, Luigi Musso, Peter Collins, Wolfgang Von Trips, Olivier Gendenbien e Phill Hil.
Vitórias: 2 (M. Hawthorn: 1; P. Collins:1)
Pole-position: 4 (M. Hawthorn: 4)
Melhor volta : 6 (M. Hawthorn: 5; P. Hill: 1)

15 janeiro 2007

Alfa Romeo 159 - Juan Manuel Fangio (1951)

Esta miniatura é da marca Brumm. Esta é uma das minhas últimas aquisições por isso aparece fora da ordem cronológica do blog na modalidade da Formula 1.
O Alfa Romeo 159 era uma derivação do Alfa Romeo 158 de 1950, que tinha sido concebido em 1935 por Giachino Colombo e que na altura debitava uns 195 cv. Mesmo sendo um carro vencedor que dominou o campeonato de 1950, a Alfa Romeo decidiu melhorar ainda mais o 158, dando origem ao 159. Foram alterados os sistemas de sobrealimentação, os escapes, as admissões, as engrenagens das válvulas e a suspensão traseira. O 159 tinha agora, em 1951, mais do dobro, 450 cavalos de potência. O seu elevado consumo, que obrigava a que a carga do combustível representasse um quinto do seu peso, provocava uma grande mudança do comportamento do chassis à medida que o combustível era rapidamente consumido.
Este fantástico carro, que dominou os GP em 1950 e 1951, representou uma época que terminaria no final de 1951. Se excluirmos as 500 Milhas de Indianápolis, os Alfa Romeo venceram, em 1950 e 1951, 10 provas em 13 possíveis!!!
Os novos regulamentos técnicos que iriam entrar em vigor em 1952 fizeram com que a Alfa Romeo decidisse abandonar a Formula 1 no final de 1951, já que em face desses regulamentos teria de construir um novo carro que seria usado por apenas dois anos.
O campeonato de 1951 começou com o GP da Suíça que seria vencido por Juan Manuel Fangio (argentino) com o Alfa Romeo 159. Seguiu-se a prova em Indianápolis. De volta à Europa, no GP da Bélgica, nova vitória de um Alfa Romeo 159, com o campeão em título ao volante, Nino Farina (italiano). Este Alfa Romeo 159 que apresento é relativo à prova belga, aqui guiado pelo Juan Manuel Fangio. Apenas conseguiu terminar em nono lugar mas conseguiu a pole-position e a melhor volta da prova.
No GP da França, Juan Manuel Fangio (Alfa Romeo) obtêm a sua segunda vitória da época, apesar de ter partilhado o carro com Fagioli, conseguiu também a pole-position e a melhor volta da prova. No GP seguinte, na Grã-Bretanha, a Ferrari vence pela primeira vez na Formula 1. O vencedor foi o Froilán González (argentino) e Fangio ficou em segundo lugar, posição que voltaria a repetir na Alemanha. A Ferrari vence os dois GP seguintes, Alemanha e Itália, através de Alberto Ascari (italiano). No último GP do campeonato, na Espanha, Fangio obtêm aquela que seria a última vitória da Alfa Romeo na Formula 1. Fangio consegue o seu primeiro título de campeão do mundo com 31 pontos (três vitórias). Ascari é segundo classificado com 25 pontos (duas vitórias).

Nesse ano os pilotos que utilizaram este modelo foram: Giuseppe Farina, Juan Manuel Fangio, Luigi Fagioli, Emmanuelle De Graffenried, Consalvo Sanesi, Felice Bonetto e Paul Pietsch.
Vitórias: 4 (J. M. Fangio: 3; N. Farina: 1; L. Fagioli: 1 - partilhou o carro com Fangio na vitória no GP de França)
Pole-position: 4 (J. M. Fangio: 4)
Melhor volta : 7 (G. Farina: 2 - J. M. Fangio: 5)

12 dezembro 2006

Ferrari D50 - Juan Manuel Fangio (1956)

Esta miniatura é da marca Brumm, referente ao GP da Grã-Bretanha de 1956, o argentino Juan Manuel Fangio é o piloto. É uma das minhas últimas aquisições.
O Ferrari D50 era na verdade o Lancia D50, apenas com outra denominação. O que se passou foi que a Lancia, após a morte de Alberto Ascari e com graves problemas financeiros, resolveu abandonar as competições. Num acordo entre a Federação Italiana e a Fiat ficou combinado que a Ferrari ficaria com os activos de competição da Lancia. E assim o Lancia D50, que era um carro concebido com grande atenção nos detalhes, excelentes acabamentos das peças mecânicas e economia de peso, passou a ser, em 1956, o Ferrari D50.
Em 1956, Juan Manuel Fangio (argentino) deixa a Mercedes-Benz (que tinha abandonado as competições) e assina pela Ferrari. Assim J. M. Fangio iria conseguir em 1956 o seu tetra campeonato (terceiro consecutivo).

No início do campeonato, GP da Argentina, Fangio (Ferrari) vence em casa mas a vitória é repartida com o seu colega de equipa Musso (italiano). Na época, os pilotos da mesma equipa podiam trocar de carros entre si. No GP do Mónaco, o inglês Stirling Moss (Maserati) vence mas Fangio termina em segundo lugar. Entretanto decorrem as 500 Milhas de Indianápolis, que apenas faziam parte do campeonato para que este fosse considerado verdadeiramente mundial. A vitória foi do americano Flaherty, os pilotos da Formula 1 normalmente não participavam. Fangio (Ferrari) abandona no GP da Bélgica e é quarto classificado no GP da França. Os dois GP foram vencidos pelo inglês Peter Collins (Ferrari). No GP da Grã-Bretanha, Fangio impõe o seu Ferrari D50 e volta a vencer no difícil circuito de Nurburgring, na Alemanha. S. Moss (Maserati) termina a prova alemã no segundo lugar.

A decisão do campeonato ficou para o último GP do ano, na Itália. Havia quatro pilotos que ainda podiam vencer o campeonato: Fangio, Moss, Collins e Behra. O GP foi de grande emoção e indecisão até ao final. Como se sabe, na época, os pilotos da mesma equipa podiam trocar de carros entre si e foi devido a esse facto e à grande generosidade de Peter Collins é que Fangio se sagrou campeão do mundo em 1956. A prova decorria à 10 volta com os quatro primeiro classificados apenas separados por um segundo: Fangio, Moss, Schell e Collins, que iam trocando de posição entre si. Entretanto Moss assume a liderança e Fangio com um problema mecânico, para nas boxes. O problema é resolvido com uma peça do carro de Castelloti que já tinha abandonado. Mas quem sai das boxes é Castelloti e Fangio fica nas boxes. Pensou-se que a Ferrari iria fazer parar Musso (Ferrari), que era segundo, para ceder o lugar a Fangio. Mas quando, à 30ª volta, Musso pára nas boxes para mudar um pneu, este não cede o lugar a Fangio. Quatro voltas depois, Peter Collins, que era terceiro, pára nas boxes para verificar os pneus. Peter Collins, que também lutava pelo campeonato e Enzo Ferrari já lhe tinha garantido anteriormente que não ordenaria que ele cedesse o carro a Fangio, vendo o seu colega de equipa nas boxes não teve dúvidas em ceder-lhe o carro voluntariamente. Abandonava assim a possibilidade de ser Campeão Mundial. Foi um gesto de extraordinário desportivismo, ímpar em toda a história. Fangio fica em segundo lugar conseguindo os pontos necessários para ser campeão. A vitória foi de S. Moss (Maserati). No campeonato, Fangio é primeiro com 30 pontos (3 vitórias) e S. Moss é segundo com 27 pontos (2 vitórias).

Os pilotos do Ferrari D50, em 1956, foram: J. M. Fangio, E. Castelloti, L. Musso, P. Collins, A. Pillete, A. De Portago, O. Gendebien e W. Von Trips.
Vitórias: 5 (J. M. Fangio: 3*; Musso: 1*; P. Collins: 2) *A vitória no GP da Argentina é repartida
Pole-position: 6 (J. M. Fangio: 6)
Melhor volta : 4 (J. M. Fangio: 4)

15 setembro 2006

Cooper-Climax T51 - Jack Brabham (1959)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O grande contributo do Cooper T51 foi mostrar as vantagens da utilização do motor traseiro. Tornava os carros mais ágeis e eficazes. O T51 de 1959 não foi o primeiro monolugar com motor traseiro mas chegou no momento oportuno e foi fundamental na alteração do design da Formula 1. O facto de o motor traseiro se situar junto às rodas motrizes fez com que o eixo da transmissão não fosse necessário. Isto significou uma simplificação e menor peso permitindo baixar a posição do piloto. O Cooper T51 utilizava o motor Coventry Clímax, que tinha apenas 240cv contra os 280cv da Ferrari e BRM, mas o facto de ser mais leve deu-lhe a vantagem que necessitava para bater os Ferrari e BRM.
Em 1959, para além da equipa oficial da Cooper (Jack Brabham e Bruce McLaren), havia a equipa de Rob Walker (Stirling Moss e Maurice Trintignant) que utilizava os Cooper T51 embora a caixa de velocidades fosse outra. Stirling Moss continuava com o seu eterno problema: a falta de fiabilidade do seu carro. Há quem afirme que foi devido a essa caixa de velocidades, utilizada pela equipa de Rob Walker nos Cooper T51, que Stirling Moss perdeu o campeonato, ficando em terceiro lugar atrás de Tony Brooks (Ferrari) e de Jack Brabham (Cooper) que venceria o seu primeiro campeonato com 2 vitórias. J. Brabham, australiano, viria a ser e é, actualmente, o único campeão do mundo a vencer um mundial com o seu próprio carro. A equipa Cooper venceu o campeonato de construtores, sendo a Ferrari a segunda classificada.
Na equipa oficial da Cooper estava Bruce McLaren que uns anos mais tarde viria a fundar a equipa McLaren.
Neste ano realizou-se o segundo Grande Prémio de Portugal, o primeiro tinha sido no ano anterior. A prova realizou-se no circuito de Monsanto e contou com a presença de um piloto nacional: Mário Araújo Cabral. Pilotava um Cooper-Maserati, partiu das últimas posições e tornou-se no primeiro piloto português na Formula 1. Stirling Moss (Cooper T51) vence o GP de Portugal, demonstrando as vantagens do motor traseiro que não tardaria em ser a regra até aos nossos dias. “Nicha” Cabral terminaria a prova em décimo lugar.

Neste ano de 1959, os pilotos do Cooper T51 foram: equipa oficial – Jack Brabham e Bruce McLaren; Rob Walker Team – Stirling Moss e Maurice Trintignant. Houve outros pilotos privados que utilizaram este modelo.
Vitórias: 5 (J. Brabham: 2; S. Moss: 2; B. McLaren: 1)
Pole-position: 5 (J. Brabham: 1; S. Moss: 4)
Melhor volta : 5 (J. Brabham: 1; B. McLaren: 1; S. Moss: 2; M. Trintignant: 1)

14 setembro 2006

Maserati 250F - Juan Manuel Fangio (1957)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Maserati 250F era considerado um carro “clássico” sem grandes inovações técnicas mas era um modelo bastante harmonioso e equilibrado, previsível e controlável, que quando conduzido por um grande campeão, como Juan Manuel Fangio, tornou-se num carro dominador. Por essas características teve uma longa vida activa desde 1954 até 1957 como carro oficial de fábrica e mais três temporadas com os pilotos independentes. Foram construídos 26 Maserati 250F.
Em 1957, o argentino Juan Manuel Fangio deixa a Mercedes (que entretanto se retirou das competições) e volta a pilotar para a Maserati. Nesse ano houve maior competitividade porque passaram a existir três marcas com potencial para vencer e houve uma maior distribuição dos pilotos ganhadores. O campeonato viria a ser ganho por Juan Manuel Fangio, o seu quinto título e quarto consecutivo, seguido de Stirling Moss (Vanwall). Foi com o Maserati 250F, nesse ano, que Fangio alcançou a sua última vitória na Formula 1 no mítico circuito de Nurburgring (20,8 km). E que vitória!!
Juan Manuel Fangio alcançou a pole-position e liderou o início da prova até à 12ª volta, quando entra na box para abastecer e trocar de pneus. Fangio tinha iniciado a prova apenas com meio tanque de combustível, graças a essa táctica conseguiu 31 segundos de vantagem sobre os seus adversários. Mas perde muito tempo na box e quando regressa à pista está com um atraso de 50 segundos para os líderes. Após duas voltas começa a maior recuperação da sua carreira e um dos momentos mais fascinantes da história da Formula 1. Pilotando como nunca tinha feito, Fangio, foi batendo recorde de volta sobre recorde durante 10 voltas seguidas. Na penúltima volta estava a 6 segundos de Mike Hawthorn (Ferrari) e Peter Collins (Ferrari), ultrapassando-os na última volta vencendo o GP de Nurburgring. Foi a sua última vitória e a mais sensacional da sua carreira e uma das mais inesquecíveis da história da Formula 1. Moss, no final disse “Esta foi talvez a maior performance de todos os tempos”, Fangio confessava: ”Hoje fiz coisas que jamais fiz numa pista...Qualquer que for a forma como se olhe para esta corrida, ela foi simplesmente fantástica. Eu atingi os meus limites de concentração e de determinação para ganhar. Foi isso que me permitiu arriscar daquele modo.” Naquele tempo, com aqueles carros (que já atingiam os 250km/h ou mais), com aqueles pneus e travões, naqueles circuitos...

Nesse ano de 1957 os pilotos oficiais do Maserati 250F foram: Juan Manuel Fangio, Jean Behra. Houve uma dúzia ou mais de pilotos semi-oficiais ou privados que utlizaram o Maserati 250F (incluindo Stirling Moss na primeira prova do ano, GP da Argentina, conseguindo a pole-position e a melhor volta da corrida, nas restantes provas do campeonato conduziu o Vanwall VW5).
Vitórias: 4 (J. M. Fangio: 4)
Pole-position: 5 (J. M. Fangio: 4; S. Moss: 1)
Melhor volta : 3 (J. M. Fangio: 2; S. Moss: 1)

12 setembro 2006

Vanwall VW5 - Stirling Moss (1957)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Vanwall VW57 conseguiu a primeira vitória totalmente britânica (carro e piloto) na história da Formula 1. Esse feito aconteceu no GP da Grã-Bretanha de 1957. No entanto essa vitória foi a “meias”.Na época, a Formula 1 permitia que os pilotos, durante a prova, podiam ceder o carro ao seu colega de equipa, partilhando o resultado. E neste caso foi isso que aconteceu. No GP da Grã-Bretanha, Stirling Moss (Vanwall VW5) conseguiu obter a pole-position mas durante a prova, à 20ª volta, o motor começou a falhar. Quando Tony Brooks, seu colega de equipa, para na box cede o seu lugar a Moss que consegue recuperar desde 9º lugar até à vitória. Estava consumada a primeira vitória totalmente britânica da Formula 1.
Stirling Moss viria a ficar em segundo lugar no campeonato atrás de... Juan Manuel Fangio (5º titulo)... era o seu terceiro vice-campeonato consecutivo sempre atrás de Fangio. No ano seguinte voltaria a ser vice-campeão. Diz-se que “em Stirling Moss convergem duas circunstâncias decisivas: ser muito bom e encontrar alguém ainda melhor – Fangio -, correndo quase sempre em inferioridade técnica".
Nesse ano de 1957 os pilotos do Vanwall VW5 foram: Stirling Moss, Tony Brooks, Stuart Lewis-Evans e Roy Salvadori (apenas uma prova).
Vitórias: 3 (S. Moss: 6; T. Brooks e S. Moss: 1 a “meias”)
Pole-position: 3 (S. Moss: 2; S. Lewis-Evans: 1)
Melhor volta : 3 (S. Moss: 2; T. Brooks:1)

Ferrari 500 F2 - Rudi Fischer (GP da Suíça 1952)


Esta miniatura é da marca Quartzo. Um leitor do blog, que eu agradeço, alertou-me para um pormenor da miniatura que poderá não estar correcto com a realidade: os escapes do lado esquerdo da miniatura. Em 1952 o Ferrari 500 não terá utilizado estes escapes, que só foram utilizados no Ferrari 500 mas do ano de 1953. Assim deduzo que poderá haver um erro na concepção da minitura ao nível dos escapes e que o modelo apresentado é realmente de Rudi Fischer no GP da Suíça de 1952 ou então o carro não é de R. Fisher e sim de Jacques Swaters no GP da Bélgica em 1953, que também tinha o número 43, embora não tenha participado na corrida.
Apesar do modelo aqui apresentado não pertencer a nenhum dos grandes pilotos da época, este Ferrari 500 F2 foi dominante nos campeonatos de 1952 e 1953. O Ferrari 500 F2 ganhou todos os grandes prémios com excepção do GP de Itália de 1953 (e as duas edições das 500 milhas de Indianápolis) permitindo a Ascari estabelecer o record, ainda vigente, de 9 vitórias consecutivas. Essa foi a única prova que Juan Manuel Fangio vence, em Maserati, nesses dois anos. Em 1952 não participa em nenhum grande prémio devido a um grave acidente sofrido em Monza. Foi também em 1952 que se tornou obrigatório o uso do capacete na Formula 1.
Esses dois campeonatos foram bastante monótonos por várias razões. Entre essas razões estão: o abandono da Alfa Romeo (final de 1951), o adiamento do regresso da Mercedes para 1954 e a fraca competitividade das outras marcas em face da bem preparada Ferrari. A organização antes de o início do campeonato decidiu que seria a F2 a ocupar o lugar da F1 durante os anos de 1952 e 1953 até começar a nova Formula 1 de dois litros e meio prevista para 1954 (o que levou o adiamento da entrada da Mercedes para o ano de 1954, assim como motivou o abandono da Alfa Romeo). A principal alteração era ao nível dos motores: 2.000cc (atmosféricos) e 500cc (sobrealimentados) para os anos de 1952 e 1953 em vez dos 4.500cc (atmosféricos) e 1.500cc (sobrealimentados).
Estas alterações nos regulamentos fizeram com que mais garagistas aparecessem no campeonato porque os carros eram mais acessíveis.

Nesse ano de 1952 os pilotos do Ferrari 500 F2 foram: Alberto Ascari, Piero Taruffi, Giuseppe Farina, Luigi Villoresi, André Simon (apenas 1 prova), Luís Rosier, Charles de Tornaco, Roy Salvatori e Rudi Fischer (cliente da Ferrari).
Rudi Fischer, suíço, na sua carreira participou apenas em 7 grandes prémios, 5 dos quais em 1952 com o Ferrari 500 F2, comprado à Ferrari. A melhor classificação que conseguiu foi um 2º lugar no GP da Suíça de 1952 (versão da miniatura que é apresentada??), terminando em 4º lugar no campeonato. O campeão desse ano foi Alberto Ascari com o Ferrari 500 F2. De salientar que a Ferrari nesse ano consegue colocar quatro pilotos nos primeiros quatro lugares do campeonato.
Vitórias: 7 (A. Ascari: 6; G. Farina:1)
Pole-position: 7 (A. Ascari: 5; G. Farina:2)
Melhor volta : 7 (A. Ascari: 5; G. Farina:1; P. Taruffi: 1)

11 setembro 2006

Lancia D50 - Alberto Ascari (1955)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. Este modelo contém o seguinte erro: o Lancia D50 com o número 4 nunca foi utilizado.
Este modelo tinha um elemento característico que eram os dois pontões laterais, entre as rodas dianteiras e traseiras, onde levava o combustível.
O lento desenvolvimento do Lancia D50 levou a que a sua estreia só acontecesse no GP da Espanha de 1954, o último da temporada. Alberto Ascari, o italiano bi-campeão, conseguiria a pole-position mas viria a desistir quando liderava a prova.
O Lancia D50 deveria ter sido, em 1954-55, o grande rival do Mercedes W196, no entanto devido a várias avarias mecânicas e dificuldades económicas não conseguiu materializar em vitórias toda a sua potencialidade. No entanto, o Lancia D50 não deixou de ser considerado como estando ao nível do Mercedes W196.
Em 1955, Alberto Ascari, quando liderava o GP do Mónaco, perde o controlo do Lancia D50 caindo ao mar, escapando apenas com algumas escoriações. Este seria o último GP de Ascari. Quatro dias depois faleceu num acidente quando testava um Ferrari sport. Em SPA, Castellotti conseguiu a pole-position. Era o último GP da Lancia.
Com a morte de Ascari e os problemas financeiros que a Lancia atravessava, levam Gianni Lancia a decidir-se pelo abandono da Formula 1.
Num esforço entre a Federação Italiana e a FIAT ficou acordado que a Ferrari ficaria com todos os activos da Lancia. Desta maneira a Ferrari que vivia dias difíceis a nível desportivo recebe os Lancia D50 muito superiores aos Ferrari 555 e os utiliza em 1956 (Ferrari D50) com resultados completamente diferentes aos da Lancia em 1955.
Nesse ano os pilotos da Lancia foram: Alberto Ascari, Eugénio Castellotti, Giuseppe Farina (não se qualificou para o GP de Itália), Luigi Villoresi e Luís Chiron (apenas 1 prova).
Vitórias: 0 (Castellotti ficou em 2º lugar no Mónaco)
Pole-position: 1 (E. Castelotti)
Melhor volta : 0

07 setembro 2006

Mercedes W196 - Juan Manuel Fangio (1955)


Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Este modelo representa a outra versão do Mercedes W196, de rodas “abertas”.
Neste ano de 1955 a Mercedes volta a dominar por completo o campeonato do mundo. No entanto após um grave acidente nas 24 Horas de Le Mans, com um Mercedes 300SLR pilotado pelo francês Pierre Levesh, no qual morreram mais de 80 espectadores, a Mercedes tomou a decisão de se retirar da Formula 1 no final desse ano. Como consequência desse acidente, as competições automobilísticas foram proibidas na Suíça até hoje. E os Grandes Prémios da França, Alemanha e Suíça desse ano foram cancelados.
Juan Manuel Fangio conseguiu vencer o seu terceiro título, tendo o seu colega de equipa, Stirling Moss, terminado em segundo lugar no campeonato.
Alberto Ascari, bi-campeão (1952 e 1953), morreu quando ensaiava um Ferrari sport em Monza.
Nesse ano os pilotos foram: Juan Manuel Fangio, Stirling Moss, Piero Taruffi, Karl King, Hans Herrmann, Herrmann Lang (apenas 1 prova) e André Simon (apenas 1 prova).
Vitórias: 5 (J. M. Fangio: 4; S. Moss:1)
Pole-position: 4 (J. M. Fangio: 3; S. Moss :1)
Melhor volta : 5 (J. M. Fangio: 3; S. Moss:2)

Assim terminou a participação da Mercedes na Formula 1, ao fim de 12 grandes prémios (1954 e 1955). Conseguiu vencer 9 provas, obteve 8 pole-positions e 9 melhores voltas. O regresso à Formula 1 ficou para o ano de 1994 como fornecendor de motores à equipa Sauber. Actualmente fornece os motores à McLaren, desde 1995.

Mercedes W196 - Juan Manuel Fangio (1954)


Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
1954 foi o ano escolhido pela Mercedes para regressar em força às competições. No entanto só à quarta prova é que se dá a estreia do Mercedes W196, vencendo o Grande Prémio da França. Este modelo tinha uma particularidade visível que o destacava dos outros, era carenado. No entanto viria a ser utilizada uma versão de rodas “abertas”.
O argentino Juan Manuel Fangio viria a sagrar-se campeão do mundo em 1954, no entanto tinha começado a temporada emprestado (que se deveu ao facto da Mercedes não ter o W196 pronto para o início da época) à Maserati, vencendo 2 provas. À quarta prova dá-se a estreia da Mercedes, já com Juan Manuel Fangio que vence 4 das 6 provas restantes do campeonato, conquistando assim o seu segundo título.
Foi também nesse ano que se registou o primeiro acidente mortal deste o início do campeonato do mundo em 1950: Onofre Marimon, argentino, nos treinos para o GP de Nurburgring, com um Maserati.
Nesse ano foram 4 os pilotos oficiais que utilizaram este modelo: Juan Manuel Fangio, Karl King, Hans Hermann e Hermann Lang (apenas 1 prova).
Vitórias: 4 (J. M. Fangio: 4)
Pole-position: 4 (J. M. Fangio: 4)
Melhor volta : 4 (J. M. Fangio: 2; K. King:1; H. Hermann:1)

06 setembro 2006

Alfa Romeo 158 - Giuseppe Farina (1950)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1. Este modelo contém o seguinte erro: Guiseppe Farina nunca utilizou o número 4 em 1950.
O italiano Giuseppe Farina, conduzindo um Alfa Romeo 158, foi o primeiro campeão da história da Formula 1 em 1950. Nesse ano ainda não existia campeonato de construtores, que só viria a ser constituído em 1958, mas se já existisse a Alfa Romeo teria vencido. Tal foi o domínio da Alfa Romeo nesse ano que venceu 6 das 7 provas que faziam parte do campeonato do mundo de Formula 1. Só não venceu a famosa Indianapolis (que era uma prova realizada por pilotos americanos) mas que só entrava no campeonato da Formula 1 para que este se tornasse verdadeiramente mundial visto que esta era a única prova que se realizava fora da Europa. Esta prova viria a realizar-se até 1960. O primeiro Grande Prémio de Formula 1 que se realizaria fora da Europa foi o GP da Argentina em 1953.
Nesse ano de 1950 foram 6 os pilotos que utilizaram este modelo: Giuseppe Farina, Juan Manuel Fangio, Luigi Fagioli, Reg Parnell, Consalvo Sanesi e Piero Taruffi (estes últimos três pilotos apenas em uma prova cada um).
Vitórias: 6 (G. Farina: 3 - J. M. Fangio: 3)
Polé-position: 6 ( G. Farina: 2 - J. M. Fangio: 4)
Melhor volta : 6 (G. Farina: 3 - J. M. Fangio: 3)