10 setembro 2017

Ligier JS43 - Pedro Diniz (1996)



Esta miniatura é da marca Onyx.
O Ligier JS43 foi utilizado pela equipa francesa Ligier no campeonato de Formula 1 de 1996 e teve como responsáveis pelo seu desenvolvimento André de Cortanze (Director Técnico), Frank Dernie (Design) e Loic Bigeois (Aerodinâmica). O JS43 viria a ser o último modelo da carreira da Ligier na Formula 1 isto por que a equipa viria a ser adquirida por Alain Prost, antido piloto e ex-campeão da Formula 1. No ano seguinte desaparecia o nome Ligier e surgia uma nova equipa com o nome Prost.
O Ligier JS43 estava equipado com um motor Mugen Honda (que já vinha a ser utilizado desde o ano anterior), com uma transmissão semi-automática sequêncial de 6 velocidades. Os pneus eram da Goodyear e o combustível da Elf. A equipa de pilotos era formada pelo francês Olivier Panis (que já estava na equipa) e pelo brasileiro Pedro Diniz, que entrava na equipa vindo da equipa Forti.
Neste ano de 1996 o piloto francês Olivier Panis viria a dar uma última grande alegria a esta lendária equipa. Olivier Panis venceria o GP do Monáco desse ano sendo esta a última vitoria da Ligier na Formula 1; a anterior vitória da Ligier tinha acontecido no GP do Canadá em 1981 com o primeiro lugar de Jacques Laffite (francês). Assim e após 21 temporadas a Ligier encerrava a sua actividade na Formula 1 no final de 1996 com o seguinte palmarês: 326 GP’s, 9 vitórias, 9 pole-positions e 9 melhores voltas. A melhor classificação que conseguiu na Formula 1 foi o segundo lugar de construtores obtido em 1980 e Jacques Laffite, como piloto da Ligier, conseguiu por 3 vezes consecutivas ser o 4º melhor classificado em 1979, 1980 e 1981. 
A miniatura representa o Ligier JS43 do piloto Pedro Diniz no ano de 1996, que viria a terminar o campeonato na 15ª posição com 2 pontos graças a dois sextos lugares (no GP da Espanha e da Italia. Olivier Panis termina o campeonato na 9ª posição com 13 pontos tendo vencido o GP do Monaco. Esta vitória, que para além de ser a última da Ligier na Formula 1 como disse anteriormente, é também até hoje a última vitória de um piloto francês na Formula 1. A equipa Ligier termina a sua carreira na Formula 1 com o 6º lugar entre os construtores com 15 pontos. No campeonato de 1996 o piloto inglês Damon Hill (Williams) sagrou-se campeão e a Williams venceu o campeonato de construtores. A descrição do Campeonato do Mundo de Formula 1 de 1996 encontra-se aqui: I Parte; IIParte; III Parte e IV Parte.

Pedro Paulo Diniz nasceu a 22 de Maio de 1970 em São Paulo, Brasil. Depois de ter iniciado a sua carreira na Formula Ford brasileira, Pedro Diniz decide em 1991 passar para as formulas inglesas (Formula 2, Formula 3000).Contudo as performances não são muito brilhantes e nem nos anos seguintes consegue obter resultados dignos de registo. Mesmo assim consegue um contrato para guiar em 1995 pela equipa italiana Forti. Será a estreia da Forti e de Pedro Diniz na Formula 1. Nesse ano de estreia Pedro Diniz consegue como melhor resultado
um 7º lugar no último GP do ano, na Austrália. Em 1996 assina pela Ligier onde obtem os primeiro pontos da sua carreira (dois sextos lugares). Pedro Diniz passa os seguintes dois anos na Arrows onde regista como melhor resultado dois quintos lugares (um em 1997 e outro em 1998), de notar que em 1997 na Arrows tem como colega de equipa Damon Hill, o Campeão do Mundo de 1996. No final de 1998 passa para a Sauber onde fica durante duas temporadas mas os resultados não são melhores: no primeiro ano consegue 3 pontos graças a três sextos lugares e no ano seguinte (2000) não consegue obter nenhum ponto. E assim terminou a carreira na Formula 1 tendo obtido 10 pontos em 98 participações em GP’s. Posteriormente Pedro Diniz ainda se tornou sócio de Alain Prost na equipa Prost Grand Prix. No entanto pouco mais de um ano depois, em 2002, a Prost Grand Prix falia.

Os pilotos do Ligier JS43 em 1996 foram: Olivier Panis (#9) e Pedro Diniz (#10).
Vitórias: 1 (O. Panis:1)
Poe-Position: 0
Melhor volta: 0

Nota: O blog 4Rodinhas fez no passado dia 5 de Setembro onze anos de existência. A actividade do blog tem sido muito reduzida mas de vez em quando lá vai dando uns sinais de vida... como o de hoje. Um grande abraço a todos.

24 novembro 2016

À conversa com Juanh



Depois de quase 5 anos desde a minha última conversa com um coleccionador de miniaturas, hoje retomo com grande prazer estas conversas. Confesso que já tinha alguma vontade de voltar a este formato, quer para dar a conhecer outras pessoas com o mesmo hobbie, quer como forma de ir movimentando o meu 4Rodinhas.
Assim hoje vou conversar com Juanh, coleccionador de miniaturas, que do outro lado do Atlântico, mais precisamente da Argentina, nos dá a conhecer a sua belíssima colecção no blog Juanh Racing Team. Aconselho a visita ao seu blog e verão que não dão o tempo por perdido. E sem mais demoras aqui vai. Espero que gostem.

4Rodinhas - Olá, Juanh. Quero agradecer desde já a tua disponibilidade para esta pequena conversa. Podes dizer me há quanto tempo és coleccionador de miniaturas automóveis?
Juanh - Hola José Antonio, para mi es un placer tener esta charla con vos y los seguidores de este famoso blog que es 4Rodinhas. Comencé a coleccionar miniaturas de automóviles en el año 2007, cuando me recibí de Profesor en Ciencias Sociales.

4Rodinhas - Parto do princípio que todos nós, coleccionadores de miniaturas, gostamos de automóveis mas para além disso houve alguma razão em especial que te levou a coleccionar miniaturas automóveis?
Juanh - Desde muy chico, cuando tenía 3 años (hoy tengo 53), mi padre me llevaba a las carreras de automóviles en el autódromo de mi ciudad, tango varias fotos posando junto a coches de competición; de muy chico jugaba carreras con los Matchbox y Buby, y luego con los Scalextric, a la vez que seguía atentamente en los años setenta a la Fórmula 1 y los Sport Prototipos (¡y soñaba con ser piloto de autos!), llegando a estar presente en el GP de Fórmula 1 de la República Argentina en 1981. Ya de grande me propuse armar kits, pero como los Tamiya de coches de F1 en 1/20 eran muy caros, terminé armando aviones en escala 1/72, que resultaban más económicos. Hasta que hace casi 10 años al fin comencé con los coches en diecast, mi gran pasión.


4Rodinhas - Após este tempo desde que iniciaste a tua colecção será que ainda te lembras da tua primeira miniatura? Qual e envia foto.
Juanh - Mi primer miniatura en 1/43 fue un Schlesser X301 Megane, ganador con Jean Louis Schlesser del Raid Paris-Dakar del año 2000; es un modelo de Bburago. Lo compré por la módica suma de $12, lo que hoy equivaldría a 0.80 U$S. 


4Rodinhas - A tua colecção é orientada por algum tema em específico? Porquê esse tema?
Juanh - Tal como comentaba antes, debido a mi pasión por los coches de carrera que viene desde que tenía 3 años -aún hoy sigo mirando por televisión la mayor parte de las categorías internacionales, y yendo cada tanto al autódromo a 2 kms de mi casa - mi colección se orienta exclusivamente a los coches de competición en escala 1/43.


4Rodinhas - Como sabes existem várias escalas para as miniaturas, qual a tua escala preferida? E porquê essa escala?
Juanh - Colecciono exclusivamente en escala 1/43 por varios motivos: 1- Su precio no es tan elevado (aunque algunos están carísimos...). 2- Las miniaturas tuenos buenos detalles. 3- Existe una infinita variedad de modelos. 4- Ocupan relativamente poco espacio en la vitrina.

4Rodinhas - Neste momento a tua colecção já terá uma quantidade significativa de miniaturas, sabes dizer quantas são (aproximadamente)? E tens algum método para as classificar?
Juanh - A todas las miniaturas las tengo catalogadas en un archivo de Excel; ahí figura nombre del modelo, marca de la miniatura, pilotos, carrera, año, número del coche, circuito, categoría, lugar donde lo compré y fecha de compra. Hoy tengo exactamente 404 coches.

4Rodinhas – Sabes se na tua colecção existe alguma miniatura que consideres que seja rara e valiosa? Qual? Envia a foto. Ou não te preocupas com isso?
Juanh – En nuestras colecciones existen miniaturas valiosas en cuanto a nuestros sentimientos hacia ellas, o a los recuerdos de nuestra infancia que nos traen. En mi colección hay una muy importante: el Fiat 1500 Berlina con el que Carlos Reutemann corrió en 1967 en la categoría Turismo en la ciudad de Paraná, mi ciudad. En ese momento, Reutemann no era conocido, y mi padre me llevó al autódromo y me tomó una fotografía parado junto a su auto. Hoy tengo esa miniatura (me la regalaron los dueños de una casa de hobbies de Buenos Aires), transformada partiendo de un modelo de Starline, y cada vez que la veo viene a mi el recuerdo de mi padre, fallecido hace 11 años, antes de que yo comience con este hobbie.



4Rodinhas - A partir de uma determinada altura comecei a ter alguma dificuldade em guardar as miniaturas, não sei se passou o mesmo contigo, mas o que gostaria de saber era como guardas a tua colecção?
Juanh - Bueno, los dos primeros años de coleccionista, no tenía vitrinas, y los coches estaban en  las bibliotecas con libros que tenemos junto a mi mujer; los libros estaban detrás, los coches adelante, con el peligro que llevaba el sacar un libro y que la miniatura cayera al piso... Lo peor, es que la biblioteca era abierta, sin vidrios, lo que hacía que tuviera que limpiar diariamente los modelos. Por suerte en 2009 pude comprar una vitrina en la que entran (bien amontonados) unos 400 coches en 1/43, a la que hace unos meses le sumé otras vitrinas más pequeñas con capacidad para otros 200 coches.


4Rodinhas - Julgo que nós, coleccionadores de miniaturas, temos um “inimigo” em comum: o pó, assim e não só neste aspecto, pretendia saber se tens mais algum cuidado especial com a tua colecção?
Juanh - Las vitrinas tienen en las aberturas burletes adhesivos con goma espuma, los que funcionan bastante bien para detener el polvo. ¡Igual este intruso siempre ingresa! Lo que hago, para no tocar tanto los modelos, es que cada vez que los estoy por fotografiar para mostrar en el blog, los limpio, primero con un pincel, y en las partes más accesibles y de mayor tamaño con una pequeña franela. Pero con mucho cuidado, para lo cual utilizo lentes y una lupa del tipo “vincha”.

4Rodinhas - Quando pretendes adquirir uma nova miniatura segues algum critério específico (qualidade, fabricante, preço, etc)?
Juanh - Fundamentalmente, ¡que me guste el modelo! Pero, como la situación económica en este lado del mundo está bastante deteriorada para los trabajadores (tengan en cuenta que tanto mi mujer como yo somos profesores de escuela, y a los gobiernos aquí poco les interesa la educación...), al momento de comprar siempre pesa el precio; por lo tanto, muchos de los coches que me gustaría tener no puedo adquirirlos por su alto costo. De los que puedo comprar, me atraen mucho los modelos “raros” y desconocidos.

4Rodinhas - E já agora na sequência da pergunta anterior, aonde adquires as miniaturas para a tua colecção?
Juanh - En mi ciudad no existen tiendas de hobbie, así que a la mayoría las he comprado en Ebay (cuando las medidas aduaneras de nuestro país lo permiten) o en mercado Libre, que es su equivalente a nivel nacional. También tengo varias compradas en tiendas de hobbie en Buenos Aires, a coleccionistas que venden sus modelos, y muchas que me han regalado algunos amigos que se dedican a este hobbie.

4Rodinhas – Tens alguma miniatura que procuras para a tua colecção e que ainda não tenhas adquirido (por exemplo no meu caso procuro as miniaturas do Niki Lauda, ainda me faltam algumas)?
Juanh - Si, por supuesto. Soy fanático de los equipos chicos de la Fórmula 1 de los años setenta, y han aparecido hoy muchos modelos, por ejemplo de Spark, que aún no he podido comprar. Entre ellos varios Shadow, Arrows, ATS, Theodore y Ensign de esos años. Éstos entre otros muchos que desearía también tener, ¡claro está! Yo siempre digo, “mi listado de coches que deseo tener supera las mil unidades...”.

4Rodinhas - Na Argentina têm alguma dificuldade em encontrar miniaturas? Também existem as colecções por fascículos?
Juanh - Como la importación tuvo en estos últimos años muchas trabas aduaneras en Argentina, algo que lentamente se va superando, se hace difícil traer miniaturas del extranjero. Y en el país, debido a ésto mismo, muchos se abusan y piden por ellas precios exorbitantes. Luego de cinco años sin coleccionables por fascículos, hace dos meses ha aparecido uno en los kioscos, justamente en escala 1/43 y de coches argentinos. Son coches de calle, pero los estoy adquiriendo para intentar transformarlos más adelante a versiones de competición, algo que lleva un intenso trabajo de búsqueda por internet y en revistas de información sobre ellos.

4Rodinhas - A internet permite-nos divulgar as nossas colecções e conhecer outras colecções de coleccionadores de outros países. Mas também deves conhecer alguns coleccionadores argentinos ou é raro encontrares quem se dedique a este hobbie?
Juanh - Acá en el país hay muchos coleccionistas, y con este coleccionable del que te hablo antes, han aparecido cientos que se van sumando al hobbie. Además, hay varios grupos de coleccionistas en la web, y se realizan desde hace uno 6 o 7 años algunos encuentros en los cuales podemos encontrarnos con gente con la que compartimos esta pasión. Diría que cada día, a pesar de las condiciones económicas, somos más los que coleccionamos coches en escala.

4Rodinhas – Já participas-te em alguma exposição de miniaturas com a tua colecção? Qual a tua opinião sobre estes eventos?
Juanh - Aunque parezca raro, en mis 9 años de coleccionista, nunca había concurrido a un encuentro; recién en septiembre de este año, hace apenas dos meses, fui al primero, que se llevó a cabo en la ciudad de Rosario -expuse mis modelos de la “Mille Miglia” -. Me gustó tanto, que me he propuesto a partir del año próximo concurrir al menos a dos encuentros cada año. Es hermoso compartir esos momentos con gente que tiene nuestra misma “locura”.


4Rodinhas - Para terminar e voltando à tua colecção, existe alguma miniatura que seja especial para ti? Qual e porquê?
Juanh - Más allá del Fiat 1500 Berlina que ya comenté, al resto de las miniaturas las considero a todas por igual: desde el más económico modelo de coleccionable o de Bburago, hasta los más costosos de Spark o True Scale, todos tienen un valor especial para mi. Muchas veces me paro frente a la vitrina junto a mi mujer (o junto a mi hija menor), miramos los autos, y ambos decimos “¡todos son hermosos!” Y los tres somos muy felices disfrutando de ellos en ese momento.

16 outubro 2016

EXTRA: Rodinhas de Fogo

Caros amigos do 4Rodinhas,
Quero dar a conhecer um novo blog, o Rodinhas de Fogo, que pertence a dois jovens coleccionadores, meus amigos, que resolveram iniciar a sua aventura no mundo das miniaturas e da blogoesfera.
Assim convido-vos a visitar o recém criado blog Rodinhas de Fogo, onde vão aparecendo algumas das suas miniaturas. Espero que gostem.

05 setembro 2016

Ferrari 312T3 - Gilles Villeneuve (1978)



Após uma longuíssima ausência de novidades aqui no 4 Rodinhas, hoje é dia de marcar o dia de aniversário com uma miniatura. E assim se chega a 10 anos de 4 Rodinhas. Já vai longe o dia em que iniciei o blog. Infelizmente a actividade é muito reduzida (para não dizer nula) mas aqui estou a dar um sinal, ainda que pequeno, de vida.
Um grande abraço para todos.

Esta miniatura pertence à marca Quartzo.
O modelo à escala 1/43, da Quartzo, apresenta-se com o boneco do piloto ao volante, com capacete detalhado, valorizando assim a miniatura. Este pormenor diferencia esta miniatura das miniaturas das colecções da Altaya que não incluem o piloto, como podemos verificar com a anterior miniatura que já aqui postei sobre este mesmo Ferrari.
A Ferrari preparava a temporada de 1978 com relativa expectativa uma vez que o campeão de 1977, o austríaco Niki Lauda, tinha saído da equipa o que motivou a contratação de um novo piloto. E neste caso o escolhido foi o canadiano Gilles Villeneuve, que já tinha efectuado a sua estreia na F1 em 1977 (no GP da Inglaterra com um McLaren) tendo ainda realizado um GP pela Ferrari nesse mesmo ano. Assim para a temporada de 1978 Gilles Villeneuve iria fazer parte da equipa Ferrari tendo como colega de equipa o argentino Carlos Reutemann.
Facto curioso é que a Ferrari vinha alterando a dupla de pilotos desde 1976:
- 1976 - Niki Lauda e Clay Regazzoni (suíço), Carlos Reutemann efectuou um GP pela Ferrari;
- 1977 - Niki Lauda e Carlos Reutemann, Gilles Villeneuve efectuou dois GP’s pela Ferrari;
- 1978 - Carlos Reutemann e Gilles Villeneuve;
- 1979 - Gilles Villeneuve e Jody Scheckter (sul-africano).
Gilles Villeneuve era na época uma jovem promessa da F1 devido às suas performances nas poucas provas já realizas e que conquistaram imediatamente a
admiração de Enzo Ferrari. Contudo Villeneuve viu-se envolvido em alguns incidentes provavelmente relacionados com a sua juventude e fogosidade que levava para a pista.
O Ferrari 312T3 para o ano de 1978 continuava a ser da responsabilidade de Mauro Forghieri que procurava já adaptar o carro da Ferrari à nova tendência da F1 na época: o efeito de solo lançado pela Lotus.
Como já falei sobre o Ferrari 312T3 num post anterior aconselho a leitura do mesmo para obter mais alguns detalhes sobre este modelo.
A miniatura apresentada representa o Ferrari 312T3 de Gilles Villeneuve no GP de Itália de 1978. Nessa prova Villeneuve terminou no 7º lugar tendo sido penalizado com 1 minuto por ter antecipado a partida.

Gilles Villeneuve nasceu a 8 de Janeiro de 1950 no Canadá. A sua carreira começa
nas categorias inferiores onde realiza provas com boas prestações que chamam a atenção a James Hunt, piloto inglês da McLaren, e que eventualmente lhe dá a oportunidade de realizar a estreia na F1 num McLaren (GP da Inglaterra em 1977). Foi a única prova realizada na F1 por Gilles Villeneuve sem ser num Ferrari. Ainda no ano de 1977 Gilles Villeneuve é contratado por Enzo Ferrari e realiza os dois últimos GP’s da temporada pela equipa, substituindo Niki Lauda (que depois de se sagrar campeão a duas provas antes de terminar o campeonato saiu da Ferrari). Contudo o novo piloto da Ferrari vê-se envolvido num acidente e numa colisão nessas duas provas ganhando alguma reputação de piloto destemido e perigoso.
No início da época de 1978 Villeneuve continua a estar envolvido em polémica uma vez que nas cinco primeiras corridas do ano esteve novamente envolvido em dois acidentes e numa colisão. Finalmente à sexta prova alcança os primeiros pontos com um quarto lugar. O primeiro pódio é atingido à 12ª prova da época no GP da Áustria. A primeira vitória de Gilles Villeneuve na F1 chega no último GP do ano, precisamente no Canadá, o seu país natal. Termina a temporada no 9º lugar com 17 pontos, 1 vitória, 1 melhor volta e 2 pódios.
Em 1979 Gilles Villeneuve tem como colega de equipa Jody Scheckter, que viria a sagrar-se campeão nessa temporada, ficando Villeneuve em segundo lugar com 3 vitórias, 1 pole-position (a primeira da carreira) e 6 melhores voltas. O ano de 1980 é
muito mau para a Ferrari, Villeneuve (14º no campeonato) apenas consegue 6 pontos e Scheckter, campeão de 1979, faz pior, apenas 2 pontos. Para 1981 a Ferrari contratou o piloto francês Didier Pironi e iniciou a sua aposta nos motores turbo. A temporada, que apesar de não ter sido um sucesso, foi bastante melhor que a anterior: Villeneuve conquista mais duas vitórias, 1 pole-position e 1 melhor volta, terminado o campeonato em 7º lugar.
O ano de 1982 que seria provavelmente o ano da consagração de Gilles Villeneuve transformou-se num pesadelo para a Ferrari e também para a F1. Foi um ano marcado por vários acidentes onde num dos quais viria a morrer Gilles Villeneuve. As três primeiras provas do ano foram nefastas para Villeneuve: uma desistência por falha do turbo, um acidente e uma desclassificação. Na quarta prova
Villeneuve termina em segundo lugar, no entanto houve um desentendimento com o seu colega (Pironi) que venceu a prova. Villeneuve sentiu-se enganado por Pironi e jurou que nunca mais lhe dirigia a palavra. Na prova seguinte, no GP da Bélgica, Gilles Villeneuve sofreu um grave e fatal acidente durante os treinos de qualificação. Tinha 32 anos. A carreira de Gilles Villeneuve resume-se a 67 participações em GP’s (1 pela McLaren e 66 pela Ferrari), 6 vitórias, 2 pole-positions e 8 melhores voltas. Terminou o campeonato de 1979 como vice-campeão. Apesar de um curriculum relativamente curto Gilles Villeneuve foi e ainda é dos pilotos mais apreciados da F1, tal era a sua entrega e persistência nas provas nunca dando uma corrida por perdida. São famosos os exemplos desta tenacidade de Gilles... muitos ainda se lembram de uma famosa disputa pelo segundo lugar com René Arnoux (francês) no GP da França de 1979.

Os pilotos do Ferrari 312T3 em 1978 foram: #11 Carlos Reutemann (argentino) e #12 Gilles Villeneuve (canadiano).
Vitórias: 4 (C. Reutemann: 3; G. Villeneuve: 1) Reutemann venceu mais um GP mas com 312T2.
Pole-Position: 2 (C. Reutemann: 2)
Melhor volta: 1 (C. Reutemann: 1) A Ferrari obteve mais 2 melhores voltas mas com o 312T2, uma para cada um dos pilotos.