29 março 2020

Ferrari 642/F1-91 - Alain Prost (1991)

Esta miniatura pertence à colecção da Altaya Ferrari F1 Collection.
O Ferrari 642/F1-91 foi desenhado por Steve Nichols (Director Técnio) e Jean-Claude Migeot (Designer). O monolugar evoluía do anterior utilizado no campeonato de 1990, o Ferrari 641 cujo responsável tinha sido John Barnard, que já não estava na equipa. Na minha opinião é possível que Jonh Barnard ainda tenha tido alguma responsabilidade no Ferrari 642/F1-91 (pelo menos inicialmente).

O Ferrari 642/F1-91 estava equipado com o motor Ferrari de 3499 cm3 com 12 cilindros, longitudinal, em V a 65º que debitava 725 cv de poteência às 14500 rpm; estava equipado com uma transmissão semi-automática de 7 velocidades; as suspensões são independentes nos dois eixos com quadriláteros transversais e push-rod, a barra estabilizadora só foi usada no eixo dianteiro; e estava equipado com pneus da Goodyear.
Para o campeonato de 1991 a Ferrari manteve o piloto francês Alain Prost e substituiu o inglês Nigel Mansell pelo piloto francês Jean Alesi, que vinha da Tyrrell.
A miniatura representa o Ferrari 642/F1-91 pilotado pelo francês Alain Prost; a equipa Ferrari depositava grandes esperanças para o campeonato uma vez que tinha lutado pelos títulos no campeonato anterior (1990).
O campeonato de 1991 começou nos EUA, com a vitória do brasileiro Ayrton Senna (McLaren) tendo Alain Prost (Ferrari) ficado em segundo lugar. Jean Alesi (francês) abandonou a prova no outro Ferrari. Nos 3 GP’s seguintes (Brasil, San Marino e Mónaco) o vencedor foi o mesmo: Ayrton Senna. No que concerne aos pilotos da Ferrari: Prost foi quarto e Alesi sexto no Brasil; em San Marino ambos abandonaram, Prost com um pião e Alesi com um acidente; e no Mónaco Alesi é terceiro e Prost termina em quinto.
No quinto GP do ano, no Canadá, Senna não vence mas é outro brasileiro que ganha a prova: Nelson Piquet, a fazer a sua ultima temporada na F1, vencia com a Benetton aquela que viria a ser a sua última vitória da carreira na F1. Os dois Ferrari abandonaram com problemas mecânicos. E no GP do México a situação dos dois pilotos da Ferrari seria idêntica: mais duas desistências outras vez com problemas mecânicos. O GP do México foi vencido por Riccardo Patrese (italiano) com Nigel Mansell (inglês) em segundo lugar, ambos em Williams. E foi este o último Gp do Ferrari 642/F1-91. Ao fim de 6 provas, Senna era primeiro com 44 pontos, Patrese era segundo com 20 pontos e os pilotos da Ferrari estavam em 5º e 9º lugares, Prost com 11 pontos e Alesi com 5 pontos, respetivamente. A Ferrari era 4ª classificada com 16 pontos e a McLaren liderava os construtores com 54 pontos.
No GP da França, Mansell (Williams) venceu com Prost, já no novo modelo da Ferrari (643), em segundo lugar e Alesi em quinto lugar. Mansell voltou a vencer os dois GP’s seguintes (Inglaterra e Alemanha), Alain Prost (Ferrari) foi o terceiro na Inglaterra, atrás do segundo classificado Gerhard Berger (austríaco) da McLaren e na Alemanha Jean Alesi (Ferrari) termina em terceiro atrás de Riccardo Patrese (Williams) que foi segundo classificado.
Ayrton Senna (McLaren) venceu na Hungria e na Bélgica, no caso da Ferrari apenas Alesi conseguiu pontar na Hungria com um quinto lugar. Prost não pontua nestas duas provas.
Nas duas provas seguintes, Itália e Portugal, a Williams obteve duas vitórias por Mansell e Patrese, respetivamente. Senna (McLaren) foi segundo classificado nas duas provas. Prost (Ferrari) foi o terceiro em Itália e Alesi (Ferrari) repetiu a terceira posição em Portugal.
Nigel Mansell (Williams) venceria o GP de Espanha com Prost (Ferrari) em segundo e Alesi (Ferrari) em quarto lugar. Gerhard Berger (McLaren) venceria o GP do Japão com Senna (McLaren) em segundo; Prost (Ferrari) terminaria em quarto lugar. Na sequência desta prova Alain Prost foi despedido da equipa Ferrari por declarações pouco abonatórias sobre o monolugar (terá dito que o carro parecia um camião).
No último GP do ano, na Austrália, prova disputada sob más  condições climatéricas e que só teve 14 voltas, a vitória foi para Ayrton Senna (McLaren). Para esta prova a Ferrari substituiu Alain Prost pelo italiano Gianni Morbidelli, que era o piloto de testes. Ainda assim Morbidelli conseguiu a sexta posição que lhe valeu meio ponto porque a prova foi interrompida antes de completar 50% da totalidade das voltas e como tal apenas foram atribuídos metade dos pontos.
Aytron Senna (McLaren) sagrou-se campeão com 96 pontos (7 vitórias) com Nigel Mansell (Williams) em segundo com 72 pontos (5 vitórias). Alain Prost (Ferrari) ficou em quinto lugar com 34 pontos e Jean Alesi foi o sétimo classificado com 21 pontos.
A McLaren venceu o campeonato de construtores com 139 pontos (8 vitórias) seguida da Williams com 125 pontos (7 vitórias) e a Ferrari foi terceira classificada com 55,5 pontos.

Alain Prost nasceu em Fança a 24 de Fevereiro de 1955. Prost foi um dos melhores pilotos da história da Formula 1. Prost coleccionou praticamente todos os títulos nas categorias de formação por onde passou: Kart (1973, 1974 e 1975), Formula Renault de França (1976), Formula Renault da Europa (1977), Formula 3 de França (1978 e 1979) e da Europa (1979). A sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1980 com a McLaren. Conseguiu o seu primeiro ponto logo na estreia: sexto lugar no GP da Argentina.
A primeira vitória chegou no ano seguinte no GP da França com a Renault. Os dois anos seguintes (1982 e 1983), ainda na Renault, mantêm-se como um dos candidatos ao título. Em 1983 termina o campeonato no segundo lugar, a um ponto do campeão, Nelson Piquet (brasileiro). A derrota da Renault foi mal “digerida” e Alain Prost abandona, em conflito, a equipa francesa para assinar pela McLaren. Em 1984, Alain Prost e Niki Lauda, seu colega na McLaren, protagonizam um dos maiores domínios de uma equipa na Formula 1. Mas Prost perde o título por 0,5 ponto para Lauda. Depois de dois vice-campeonatos (1983 e 1984), Alain Prost consegue finalmente o título em 1985. Título que renova em 1986, num dos mais espectaculares campeonatos da história da Formula 1. Contra muitas previsões, Alain Prost conseguiu vencer os dois pilotos da Williams (Mansell e Piquet) que dispunham indiscutivelmente do melhor carro de 1986.
O ano seguinte, já com o McLaren-Porsche a dar sinais evidentes de “velhice”, não consegue segurar o título e termina em quarto lugar no campeonato. Mas Prost conseguiu quebrar o recorde de maior número de vitórias de Jackie Stewart, datado de 1973. Em 1988, com Ayton Senna (brasileiro) como colega de equipa na McLaren e com os motores Honda, Prost disputou um longo duelo com Senna. A McLaren registou nesse ano o maior domínio de uma equipa: 15 vitórias em 16 GP’s. Mas Senna ficou com o título de campeão, o seu primeiro tíitulo. Alain Prost respondeu no ano seguinte ao reconquistar o título de campeão, o seu terceiro.
No final de 1989 abandona a McLaren em conflito com Senna, depois de um controversoGP do Japão, e assina pela Ferrari para o ano de 1990. Numa equipa diferente mas contra o adversário de sempre, Prost voltou a perder o campeonato para Senna e novamente num polémico GP do Japão. Em 1991 Alain Prost lutou contra uma Ferrari que lhe deu muitos problemas. Prost não terminou o campeonato porque foi despedido da Ferrari devido a declarações que caíram mal entre os dirigentes da equipa.
O ano de 1992 foi de interregno, forçado ou por opção. Alain Prost regressou em 1993 para correr pela Williams, aquela que era a melhor equipa do momento. Prost conseguiu mais um título (o quarto), estabeleceu o recorde de 51 vitórias e encerrou a sua carreira de piloto. Alain Prost participou em 199 GP’s, venceu 51, conseguiu 33 pole-positions e 41 melhores voltas. Venceu quatro campeonatos ao longo de 13 temporadas e correu por 4 equipas: McLaren (1980, 1984 a 1989), Renault (1981 a 1983), Ferrari (1990 e 1991) e Williams (1993). Depois da carreira como piloto, Alain Prost esteve alguns anos envolvido na Formula 1 como conselheiro de equipas. Em 1997, tendo como base a equipa Ligier, Alain Prost fundou a sua própria equipa de Formula 1: Team Prost Grand Prix. Cinco temporadas depois, em 2001, com fracos resultados desportivos e péssimos resultados financeiros, a equipa de Prost “fechou as portas”.


Os pilotos do Ferrari 642/F1-91 em 1991 foram: Alain Prost #27 e Jean Alesi #28; este modelo apenas foi utilizado nos 6 primeiros Gp’s do campeonato de 1991.
Vitórias: 0
Pole-Postion: 0
Melhores voltas: 2 (A. Prost: 1; J. Alesi: 1)

09 dezembro 2018

Renault ELF



RENAULT ELF
Estas são as minhas miniaturas, à esc. 1/43, dos Renault Elf, com as tradicionais cores amarela, preta e branca, que actualmente tenho na minha colecção:
 - Renault Alpine A442 #19 de Jean-Pierre Jabouille e Patrick Tambay nas 24 Horas de Le Mans de 1976. Modelo da IXO.
 - Renault Turbo RS01 #15 de Jean-Pierre Jabouille no GP da Inglaterra de 1977 (estreia da Renault na Formula 1). Modelo da Quartzo.


- Renault Turbo RE20/23 # 16 de René Arnoux no ano de 1980. Modelo da Colecção Mitos da Formula 1 da RBA.
 - Renault 5 Turbo # 9 de Jean Ragnotti e Jean-Marc Andrié no Rali de Monte Carlo de 1981. Modelo da Colecção Rali de Monte Carlo da Altaya.
 - Renault Turbo RE30B # 15 de Alain Prost no GP do Brasil de 1982. Modelo da Quartzo.
O período vai desde 1976 a 1982, durante estes anos a Renault Elf esteve envolvida em vários projectos, desde as 24 Horas de Le Mans, passando pelos ralis e Formula 1.
Tenho na minha colecção mais modelos da Renault, todos de competição e alguns de equipas oficiais da Renault mas sem a tradicional publicidade da Elf. Foi essa a razão de não os expor com estes modelos.
Espero que gostem.

30 setembro 2018

McLaren MP4/4 - Ayrton Senna (1988)




Esta miniatura pertence à colecção Formula 1 The Car Collection da Salvat. – Fasc. Nº 1.

Esta miniatura representa o McLaren MP4/4 de 1988 do piloto brasileiro Ayrron Senna. Inicialmente não tencionava colocar aqui no blog esta miniatura porque já tenho duas deste McLaren, uma do Ayrton Senna e outra do Alain Prost (por favor clicar no nome da cada um dos pilotos para ter acesso ao artigo dedicado a cada uma das miniaturas), que anteriormente abordei aqui no 4Rodinhas. Mas optei por tentar fazer uma breve análise e comparação da qualidade das três miniaturas, esta da Salvat e as outras duas da Minichamps.

Contudo primeiro coloco aqui alguns dados da ficha técnica do McLaren MP4/4: o motor era o Honda RA 168E, de 1498 cm3, 6V a 80º; com 4 vávulas por cilindro com uma potência máxima de 640 cv às 12500 rpm; a alimentação era por injeção eletrónica da Honda; a sobrealimentão era efectuada por dois compressores IHI com uma pressão de 2,5 bar; a caixa de dispunha de 6 velocidades; o chassis era monocoque de fibra de carbono e estrutura honeycomb; o peso era de 540 kg; a suspenção dianteira em sistema pull-rod, a traseira em push-rod e ambas com triangulos sobrepostos.

Em relação à sua história na Formula 1, é mais do que conhecida; os pilotos eram o brasileiro Ayrton Senna e o francês Alain Prost; que se bateram durante a época toda tendo saido vencedor Ayrton Senna que se tornou campeão do Mundo de Formula 1 em 1988.


No que diz respeito à qualidade da miniatura da Salvat, na minha opinião, é bastante razoável. Nota-se que existem algumas imperfeições quer ao nível dos acabamentos como na colocação de alguns decalques; nas duas miniaturas da Minichamps, apesar de não serem também perfeitas, parecem-me um pouco melhor neste aspeto; a miniatura do Prost, tem inclusivé, os decalques da Marlboro. O pequeno encosto do capacete parece-me ser de dimensões exageradas; na miniatura do Senna da Minichamps está melhor, na do Prost não têm (o que é uma falha).
As pequenas tomadas de ar colocadas sobre os flancos da miniatura podia ter as entradas pintadas de preto (sempre poderei eu facilmente efectuar essa correcção); a minitura do Senna da Minichamps, não há essas pequenas tomadas de ar, o que podia acontecer na realidade; na do Prost essas tomadas de ar existem e têm a entrada pintada de preto. Outro pormenor são as astes e os retrovisores na miniatura da Salvat são pintados a vermelho; nas duas miniaturas da Minichamps temos as astes em preto que seguram o retrovisor em vermelho, que é o mais correcto. Na miniatura da Salvat não há piloto mas tem os cintos representados e é tudo ao nível dos interiores, enquanto nas duas miniaturas da Minichamps temos os pilotos representados dentro do monolugar.

Existem alguns pontos a favor da miniatura da Salvat, em relação às duas da Minichamps, um deles é o arco que fica logo atrás do capacete do piloto, que está mais bem representado na miniatura da Salvat, outro ponto a favor são as pequenas antenas que estão logo atrás desse arco, que nas miniaturas da Minichamps não existem e ainda posso falar positivamente sobre a base que vem com a miniatura que representa, com os correctores vermelhos e brancos, uma curva da pista.

Haveria muito mais para dizer sobre esta comparação, mas termino dizendo que na minha opinião vale bem a aquisição desta primeira miniatura da Salvat, quanto mais não seja pelo preço (€3,99) de lançamento que estas colecções normalmente fazem para o primeiro fascículo.



Os pilotos do McLaren MP4/4 em 1988 foram: Alain Prost (#11) e Ayrton Senna (#12).

Vitórias: 15 (A. Prost: 7; A. Senna: 8)

Pole-Position: 15 (A. Prost: 2; A. Senna: 13)

Melhor volta: 10 (A. Prost: 8; A. Senna: 2)

10 setembro 2017

Ligier JS43 - Pedro Diniz (1996)



Esta miniatura é da marca Onyx.
O Ligier JS43 foi utilizado pela equipa francesa Ligier no campeonato de Formula 1 de 1996 e teve como responsáveis pelo seu desenvolvimento André de Cortanze (Director Técnico), Frank Dernie (Design) e Loic Bigeois (Aerodinâmica). O JS43 viria a ser o último modelo da carreira da Ligier na Formula 1 isto por que a equipa viria a ser adquirida por Alain Prost, antido piloto e ex-campeão da Formula 1. No ano seguinte desaparecia o nome Ligier e surgia uma nova equipa com o nome Prost.
O Ligier JS43 estava equipado com um motor Mugen Honda (que já vinha a ser utilizado desde o ano anterior), com uma transmissão semi-automática sequêncial de 6 velocidades. Os pneus eram da Goodyear e o combustível da Elf. A equipa de pilotos era formada pelo francês Olivier Panis (que já estava na equipa) e pelo brasileiro Pedro Diniz, que entrava na equipa vindo da equipa Forti.
Neste ano de 1996 o piloto francês Olivier Panis viria a dar uma última grande alegria a esta lendária equipa. Olivier Panis venceria o GP do Monáco desse ano sendo esta a última vitoria da Ligier na Formula 1; a anterior vitória da Ligier tinha acontecido no GP do Canadá em 1981 com o primeiro lugar de Jacques Laffite (francês). Assim e após 21 temporadas a Ligier encerrava a sua actividade na Formula 1 no final de 1996 com o seguinte palmarês: 326 GP’s, 9 vitórias, 9 pole-positions e 9 melhores voltas. A melhor classificação que conseguiu na Formula 1 foi o segundo lugar de construtores obtido em 1980 e Jacques Laffite, como piloto da Ligier, conseguiu por 3 vezes consecutivas ser o 4º melhor classificado em 1979, 1980 e 1981. 
A miniatura representa o Ligier JS43 do piloto Pedro Diniz no ano de 1996, que viria a terminar o campeonato na 15ª posição com 2 pontos graças a dois sextos lugares (no GP da Espanha e da Italia. Olivier Panis termina o campeonato na 9ª posição com 13 pontos tendo vencido o GP do Monaco. Esta vitória, que para além de ser a última da Ligier na Formula 1 como disse anteriormente, é também até hoje a última vitória de um piloto francês na Formula 1. A equipa Ligier termina a sua carreira na Formula 1 com o 6º lugar entre os construtores com 15 pontos. No campeonato de 1996 o piloto inglês Damon Hill (Williams) sagrou-se campeão e a Williams venceu o campeonato de construtores. A descrição do Campeonato do Mundo de Formula 1 de 1996 encontra-se aqui: I Parte; IIParte; III Parte e IV Parte.

Pedro Paulo Diniz nasceu a 22 de Maio de 1970 em São Paulo, Brasil. Depois de ter iniciado a sua carreira na Formula Ford brasileira, Pedro Diniz decide em 1991 passar para as formulas inglesas (Formula 2, Formula 3000).Contudo as performances não são muito brilhantes e nem nos anos seguintes consegue obter resultados dignos de registo. Mesmo assim consegue um contrato para guiar em 1995 pela equipa italiana Forti. Será a estreia da Forti e de Pedro Diniz na Formula 1. Nesse ano de estreia Pedro Diniz consegue como melhor resultado
um 7º lugar no último GP do ano, na Austrália. Em 1996 assina pela Ligier onde obtem os primeiro pontos da sua carreira (dois sextos lugares). Pedro Diniz passa os seguintes dois anos na Arrows onde regista como melhor resultado dois quintos lugares (um em 1997 e outro em 1998), de notar que em 1997 na Arrows tem como colega de equipa Damon Hill, o Campeão do Mundo de 1996. No final de 1998 passa para a Sauber onde fica durante duas temporadas mas os resultados não são melhores: no primeiro ano consegue 3 pontos graças a três sextos lugares e no ano seguinte (2000) não consegue obter nenhum ponto. E assim terminou a carreira na Formula 1 tendo obtido 10 pontos em 98 participações em GP’s. Posteriormente Pedro Diniz ainda se tornou sócio de Alain Prost na equipa Prost Grand Prix. No entanto pouco mais de um ano depois, em 2002, a Prost Grand Prix falia.

Os pilotos do Ligier JS43 em 1996 foram: Olivier Panis (#9) e Pedro Diniz (#10).
Vitórias: 1 (O. Panis:1)
Poe-Position: 0
Melhor volta: 0

Nota: O blog 4Rodinhas fez no passado dia 5 de Setembro onze anos de existência. A actividade do blog tem sido muito reduzida mas de vez em quando lá vai dando uns sinais de vida... como o de hoje. Um grande abraço a todos.

24 novembro 2016

À conversa com Juanh



Depois de quase 5 anos desde a minha última conversa com um coleccionador de miniaturas, hoje retomo com grande prazer estas conversas. Confesso que já tinha alguma vontade de voltar a este formato, quer para dar a conhecer outras pessoas com o mesmo hobbie, quer como forma de ir movimentando o meu 4Rodinhas.
Assim hoje vou conversar com Juanh, coleccionador de miniaturas, que do outro lado do Atlântico, mais precisamente da Argentina, nos dá a conhecer a sua belíssima colecção no blog Juanh Racing Team. Aconselho a visita ao seu blog e verão que não dão o tempo por perdido. E sem mais demoras aqui vai. Espero que gostem.

4Rodinhas - Olá, Juanh. Quero agradecer desde já a tua disponibilidade para esta pequena conversa. Podes dizer me há quanto tempo és coleccionador de miniaturas automóveis?
Juanh - Hola José Antonio, para mi es un placer tener esta charla con vos y los seguidores de este famoso blog que es 4Rodinhas. Comencé a coleccionar miniaturas de automóviles en el año 2007, cuando me recibí de Profesor en Ciencias Sociales.

4Rodinhas - Parto do princípio que todos nós, coleccionadores de miniaturas, gostamos de automóveis mas para além disso houve alguma razão em especial que te levou a coleccionar miniaturas automóveis?
Juanh - Desde muy chico, cuando tenía 3 años (hoy tengo 53), mi padre me llevaba a las carreras de automóviles en el autódromo de mi ciudad, tango varias fotos posando junto a coches de competición; de muy chico jugaba carreras con los Matchbox y Buby, y luego con los Scalextric, a la vez que seguía atentamente en los años setenta a la Fórmula 1 y los Sport Prototipos (¡y soñaba con ser piloto de autos!), llegando a estar presente en el GP de Fórmula 1 de la República Argentina en 1981. Ya de grande me propuse armar kits, pero como los Tamiya de coches de F1 en 1/20 eran muy caros, terminé armando aviones en escala 1/72, que resultaban más económicos. Hasta que hace casi 10 años al fin comencé con los coches en diecast, mi gran pasión.


4Rodinhas - Após este tempo desde que iniciaste a tua colecção será que ainda te lembras da tua primeira miniatura? Qual e envia foto.
Juanh - Mi primer miniatura en 1/43 fue un Schlesser X301 Megane, ganador con Jean Louis Schlesser del Raid Paris-Dakar del año 2000; es un modelo de Bburago. Lo compré por la módica suma de $12, lo que hoy equivaldría a 0.80 U$S. 


4Rodinhas - A tua colecção é orientada por algum tema em específico? Porquê esse tema?
Juanh - Tal como comentaba antes, debido a mi pasión por los coches de carrera que viene desde que tenía 3 años -aún hoy sigo mirando por televisión la mayor parte de las categorías internacionales, y yendo cada tanto al autódromo a 2 kms de mi casa - mi colección se orienta exclusivamente a los coches de competición en escala 1/43.


4Rodinhas - Como sabes existem várias escalas para as miniaturas, qual a tua escala preferida? E porquê essa escala?
Juanh - Colecciono exclusivamente en escala 1/43 por varios motivos: 1- Su precio no es tan elevado (aunque algunos están carísimos...). 2- Las miniaturas tuenos buenos detalles. 3- Existe una infinita variedad de modelos. 4- Ocupan relativamente poco espacio en la vitrina.

4Rodinhas - Neste momento a tua colecção já terá uma quantidade significativa de miniaturas, sabes dizer quantas são (aproximadamente)? E tens algum método para as classificar?
Juanh - A todas las miniaturas las tengo catalogadas en un archivo de Excel; ahí figura nombre del modelo, marca de la miniatura, pilotos, carrera, año, número del coche, circuito, categoría, lugar donde lo compré y fecha de compra. Hoy tengo exactamente 404 coches.

4Rodinhas – Sabes se na tua colecção existe alguma miniatura que consideres que seja rara e valiosa? Qual? Envia a foto. Ou não te preocupas com isso?
Juanh – En nuestras colecciones existen miniaturas valiosas en cuanto a nuestros sentimientos hacia ellas, o a los recuerdos de nuestra infancia que nos traen. En mi colección hay una muy importante: el Fiat 1500 Berlina con el que Carlos Reutemann corrió en 1967 en la categoría Turismo en la ciudad de Paraná, mi ciudad. En ese momento, Reutemann no era conocido, y mi padre me llevó al autódromo y me tomó una fotografía parado junto a su auto. Hoy tengo esa miniatura (me la regalaron los dueños de una casa de hobbies de Buenos Aires), transformada partiendo de un modelo de Starline, y cada vez que la veo viene a mi el recuerdo de mi padre, fallecido hace 11 años, antes de que yo comience con este hobbie.



4Rodinhas - A partir de uma determinada altura comecei a ter alguma dificuldade em guardar as miniaturas, não sei se passou o mesmo contigo, mas o que gostaria de saber era como guardas a tua colecção?
Juanh - Bueno, los dos primeros años de coleccionista, no tenía vitrinas, y los coches estaban en  las bibliotecas con libros que tenemos junto a mi mujer; los libros estaban detrás, los coches adelante, con el peligro que llevaba el sacar un libro y que la miniatura cayera al piso... Lo peor, es que la biblioteca era abierta, sin vidrios, lo que hacía que tuviera que limpiar diariamente los modelos. Por suerte en 2009 pude comprar una vitrina en la que entran (bien amontonados) unos 400 coches en 1/43, a la que hace unos meses le sumé otras vitrinas más pequeñas con capacidad para otros 200 coches.


4Rodinhas - Julgo que nós, coleccionadores de miniaturas, temos um “inimigo” em comum: o pó, assim e não só neste aspecto, pretendia saber se tens mais algum cuidado especial com a tua colecção?
Juanh - Las vitrinas tienen en las aberturas burletes adhesivos con goma espuma, los que funcionan bastante bien para detener el polvo. ¡Igual este intruso siempre ingresa! Lo que hago, para no tocar tanto los modelos, es que cada vez que los estoy por fotografiar para mostrar en el blog, los limpio, primero con un pincel, y en las partes más accesibles y de mayor tamaño con una pequeña franela. Pero con mucho cuidado, para lo cual utilizo lentes y una lupa del tipo “vincha”.

4Rodinhas - Quando pretendes adquirir uma nova miniatura segues algum critério específico (qualidade, fabricante, preço, etc)?
Juanh - Fundamentalmente, ¡que me guste el modelo! Pero, como la situación económica en este lado del mundo está bastante deteriorada para los trabajadores (tengan en cuenta que tanto mi mujer como yo somos profesores de escuela, y a los gobiernos aquí poco les interesa la educación...), al momento de comprar siempre pesa el precio; por lo tanto, muchos de los coches que me gustaría tener no puedo adquirirlos por su alto costo. De los que puedo comprar, me atraen mucho los modelos “raros” y desconocidos.

4Rodinhas - E já agora na sequência da pergunta anterior, aonde adquires as miniaturas para a tua colecção?
Juanh - En mi ciudad no existen tiendas de hobbie, así que a la mayoría las he comprado en Ebay (cuando las medidas aduaneras de nuestro país lo permiten) o en mercado Libre, que es su equivalente a nivel nacional. También tengo varias compradas en tiendas de hobbie en Buenos Aires, a coleccionistas que venden sus modelos, y muchas que me han regalado algunos amigos que se dedican a este hobbie.

4Rodinhas – Tens alguma miniatura que procuras para a tua colecção e que ainda não tenhas adquirido (por exemplo no meu caso procuro as miniaturas do Niki Lauda, ainda me faltam algumas)?
Juanh - Si, por supuesto. Soy fanático de los equipos chicos de la Fórmula 1 de los años setenta, y han aparecido hoy muchos modelos, por ejemplo de Spark, que aún no he podido comprar. Entre ellos varios Shadow, Arrows, ATS, Theodore y Ensign de esos años. Éstos entre otros muchos que desearía también tener, ¡claro está! Yo siempre digo, “mi listado de coches que deseo tener supera las mil unidades...”.

4Rodinhas - Na Argentina têm alguma dificuldade em encontrar miniaturas? Também existem as colecções por fascículos?
Juanh - Como la importación tuvo en estos últimos años muchas trabas aduaneras en Argentina, algo que lentamente se va superando, se hace difícil traer miniaturas del extranjero. Y en el país, debido a ésto mismo, muchos se abusan y piden por ellas precios exorbitantes. Luego de cinco años sin coleccionables por fascículos, hace dos meses ha aparecido uno en los kioscos, justamente en escala 1/43 y de coches argentinos. Son coches de calle, pero los estoy adquiriendo para intentar transformarlos más adelante a versiones de competición, algo que lleva un intenso trabajo de búsqueda por internet y en revistas de información sobre ellos.

4Rodinhas - A internet permite-nos divulgar as nossas colecções e conhecer outras colecções de coleccionadores de outros países. Mas também deves conhecer alguns coleccionadores argentinos ou é raro encontrares quem se dedique a este hobbie?
Juanh - Acá en el país hay muchos coleccionistas, y con este coleccionable del que te hablo antes, han aparecido cientos que se van sumando al hobbie. Además, hay varios grupos de coleccionistas en la web, y se realizan desde hace uno 6 o 7 años algunos encuentros en los cuales podemos encontrarnos con gente con la que compartimos esta pasión. Diría que cada día, a pesar de las condiciones económicas, somos más los que coleccionamos coches en escala.

4Rodinhas – Já participas-te em alguma exposição de miniaturas com a tua colecção? Qual a tua opinião sobre estes eventos?
Juanh - Aunque parezca raro, en mis 9 años de coleccionista, nunca había concurrido a un encuentro; recién en septiembre de este año, hace apenas dos meses, fui al primero, que se llevó a cabo en la ciudad de Rosario -expuse mis modelos de la “Mille Miglia” -. Me gustó tanto, que me he propuesto a partir del año próximo concurrir al menos a dos encuentros cada año. Es hermoso compartir esos momentos con gente que tiene nuestra misma “locura”.


4Rodinhas - Para terminar e voltando à tua colecção, existe alguma miniatura que seja especial para ti? Qual e porquê?
Juanh - Más allá del Fiat 1500 Berlina que ya comenté, al resto de las miniaturas las considero a todas por igual: desde el más económico modelo de coleccionable o de Bburago, hasta los más costosos de Spark o True Scale, todos tienen un valor especial para mi. Muchas veces me paro frente a la vitrina junto a mi mujer (o junto a mi hija menor), miramos los autos, y ambos decimos “¡todos son hermosos!” Y los tres somos muy felices disfrutando de ellos en ese momento.