01 Junho 2014

Spyker C8 Spyder GT2-R - J. Janis - M. Hezemens - J. Kane (24 Horas de Le Mans de 2007)



 
 
Esta miniatura pertence à colecção Velocidade & Resistência – Fasc. nº 4.
A marca Spyker remonta ao séc. XIX mais precisamente a 1880 quando dois irmãos holandeses, Jacobus e Hendrick-Jan Spijker, resolvem fundar a sua primeira sociedade em Hilversum. O nome Spijker foi adaptado para Spyker. A empresa inicialmente produzia atrelados mas posteriormente passou para a construção de carroçarias de automóveis. No final do século XIX conseguem a licença para produzir os automóveis Benz na Holanda. O objectivo era começar a produzir automóveis de marca própria e assim no inicio do século XX foi apresentado o primeiro Spyker. No Salão de Paris de 1903 a Spyker apresentou um modelo de quatro rodas motrizes e travões nas quatro rodas, sem dúvida um dos primeiros do género. Contudo a empresa viria a sofrer as consequências da bancarrota e fechou as portas em 1925.
No Salão de Londres de 2000 o nome Spyker voltou a reaparecer. A empresa de Victor Muller, um financeiro e coleccionador de automóveis, fundada em 2000 propôs-se a ajudar um amigo a criar um super carro holandês.
De carácter iminentemente desportivo a Spyker tem participações nas 24 Horas de Le Mans e chegou inclusive à Formula 1 em 2006. A Spyker comprou ainda antes do final da temporada de 2006 a equipa de F1 da Midland e participou no ano de 2007 no campeonato de F1. No final desse ano a Spyker vendeu a equipa à Force India que actualmente ainda existe na F1.
O Spyker C8 Spider GT2-R foi apresentado no Salão de Genebra de 2005. A versão de corrida utiliza o motor V8 atmosférico da marca Audi de 3800 cc com 600 cv de potência. A caixa de velocidades é da Hewland de seis velocidades sequenciais.
A miniatura apresentada representa o Spyker C8 Spyder GT2-R nas 24 Horas
de Le Mans de 2007. A equipa do Spyker # 86 era composta por 3 pilotos: Jarek Janis (checo), Mike Hezemans (holandês) e Johnny Kane (inglês).
A equipa Spyker Squadron, que participava na categoria GT2, tinha para além deste carro um segundo carro guiado pelos pilotos Andrea Bellichi (italiano), Andrea Chiesa (suíço) e Alex Caffi (italiano). Infelizmente para a marca nem um nem o outro carro conseguiram terminar as 24 Horas de Le Mans de 2007, prova que foi vencida pelo Audi de Emanuele Pirro (italiano), Marco Werner (alemão) e Franck Biela (alemão).
Dos 54 participantes no inicio da prova apenas terminaram 29 carros.
O melhor resultado alcançado pela Spyker nas 24 Horas de Le Mans aconteceu em 2009 com o 5º lugar na classe GT2 obtido pelo Spyker C8 Laviolette GTR-2 com Tom Coronel, Jeroen Bleekemolen (ambos holandeses) e Jaroslav Janis (checo).
Fontes: wikipedia e fascículo da colecção.

18 Abril 2014

Citroen C4 WRC - S. Ogier - J. Ingrassia (Rali de Portugal de 2010)


 
Esta miniatura pertence à colecção A Paixão pelo Rally – Fasc. nº 1.
Apesar de já estar em competição à três anos, o Citroen C4 WRC continuava em 2010 a dominar o panorama dos ralis. O piloto francês Sébastien Ogier, contratado pela Citroen, vinha a ser preparado para se tornar no substituto do multi campeão do mundo Sébastien Loeb (francês). A primeira vitória de Ogier no WRC aconteceu no Rali de Portugal de 2010, apenas dois anos depois da sua estreia no Mundial.
A miniatura hoje apresentada é o Citroen C4 WRC de Sébastien Ogier no Rali de Portugal de 2010 e que representa a sua primeira vitória no WRC.
O Citroen C4 WRC utilizava um motor dianteiro, transversal, de alumínio, com quatro cilindros em linha, duas árvores de cames à cabeça de 16 válvulas e turbocompressor, de 1998 cc e 315 cv de potência às 3500 rpm. A transmissão é de tracção integral com caixa sequencial X-Trac de 6 velocidades.
O 44º Rali de Portugal de 2010 contou com uma lista de 74 inscritos sendo que 51 participantes conseguiram terminar o rali depois de percorrerem os 355 km cronometrados da prova portuguesa.
Na primeira etapa do rali Sébastien Ogier teve o benefício de ser o ultimo a sair para a estrada (recorde-se que os primeiros na prova acabam por ser prejudicados pelo facto de encontrarem a estrada suja, limpando-a para os seguintes pilotos), deste modo o primeiro líder foi o espanhol Dani Sordo (Citroen) mas posterioremente Ogier conseguiu roubar-lhe a liderança. No final da primeira etapa, Ogier liderava a 26 segundos de distância de Sordo e 44 de Sébastien Loeb (Citroen). Contudo para a segunda etapa sendo o líder Sébastien Ogier iria ser o primeiro a sair para a estrada e era esperado que pudesse vir a perder a vantagem obtida e consequentemente a liderança do rali. O seu colega de equipa Sébastien Loeb esteve sempre ao ataque e foi recuperando segundos ao líder mas no final da etapa Ogier conseguiu manter a liderança na prova. Loeb era agora o segundo classificado mas ainda a 22 segundos de Ogier. Para a terceira etapa, a equipa Citroen resolveu dar liberdade aos seus pilotos para lutarem pela vitória e assim Loeb , como líder da equipa Citroen, teve que se esforçar para tentar retirar a liderança da prova ao seu colega de equipa. No entanto Ogier estava determinado a defender a primeira posição para assim alcançar a sua primeira vitória no WRC. E assim sucedeu, Loeb ficou apenas a 7 segundos de Ogier e ficou em segundo lugar. Sébastien Ogier venceu a prova portuguesa e derrotou em confronto directo o grande Sébastien Loeb. A Citroen dominou completamente o rali ao colocar 4 carros nos 5 primeiros classificados: 1º Ogier, 2º Loeb, 3º Sordo e 5º Petter Solberg; o 4º classificado foi Mikko Hirvonen (finlandês) num Ford Focus WRC.
Sébastien Ogier nasceu em França a 17 de Dezembro de 1983. A sua estreia no WRC aconteceu em 2008 no Rally do México com o Citroen C2 Super 1600. Ogier viria a vencer nesse ano o Junior World Rally Championship. Ainda nesse ano conduziu pela primeira vez num rali um carro do WRC: o Citroen C4 no Rali da Grã-Bretanha. Durante os 3 anos seguintes guiou para a Citroen: em 2009 e 2010 na equipa satélite da Citroen, a Citroen Junior Team (ainda que em 2010 tenha feito alguns ralis com a equipa principal, a Citroen Total WRT; em 2011 participa já integrado na equipa principal da Citroen. O primeiro pódio surge em 2009, um segundo lugar no Rali da Grécia. A primeira vitória acontece no ano seguinte no Rali de Portugal, ainda em 2010 vence mais um rali e termina a época no 4 lugar do campeonato. Em 2011 vence 5 ralis e termina o campeonato em 3 lugar. No final desse ano deixa a Citroen a assina pela Volkswagen, que se prepara para participar no WRC. Nesse ano de 2012, Ogier guia um Skoda Fabia S2000 enquanto prepara o Volkswagen Polo R WRC para atacar o campeonato de 2013. A época termina com Ogier, sem resultados de vulto, em 10º lugar. O ano de 2013 iria ser totalmente diferente. E assim foi. Ogier sagra-se Campeão do Mundo pela primeira vez; em 13 ralis regista 9 vitórias, 2 segundos lugares e 1 décimo sétimo lugar. Actualmente Sébastien Ogier mantém-se ainda na Volkswagen e encontra-se a disputar o campeonato de 2014. Com quatro provas já realizadas, Ogier já venceu 3 ralis e terminou em 6º lugar o outro rali. A última prova realizada em Portugal, Ogier venceu o rali pela quarta vez e conquistou a sua 19ª vitória no WRC. Sébastien Ogier volta a ser o principal candidato a vencer o mundial de 2014.

16 Fevereiro 2014

Ferrari F2007 - Kimi Raikkonen (2007)

 
Esta miniatura pertence à colecção Ferrari F1 Collection – Fasc. Nº 9.
O novo Campeonato do Mundo de F1 que vai ter início dentro de algumas semanas traz algumas interrogações que valem a pena ser colocadas. Desde já temos o regresso dos motores turbo e como é que as equipas se vão adaptar a esta nova realidade da F1. Mas o que me deixa mais curioso, e neste caso têm a ver com a miniatura que hoje vos apresento, diz respeito à equipa Ferrari. Como sabem o piloto finlandês Kimi Raikkonen (ex-Lotus) regressou à Ferrari, equipa com a qual foi campeão em 2007. Acontece que o Kimi Raikkonen vai ser colega de equipa do espanhol Fernando Alonso (campeão em 2005 e 2006 pela Renault) que se encontra na Ferrari desde 2010 logo vai para a sua quinta temporada na Ferrari e ainda sem conseguir sagra-se campeão pela equipa italiana. Ora temos aqui uma situação quase ou mesmo inédita na Ferrari: dois ex-campeões do mundo a lutar pelo lugar de primeiro piloto na Ferrari. Tal situação na Ferrari apenas encontra paralelo na década de 50 ou quando Alain Prost (francês) e Nigel Mansell (inglês) foram colegas de equipa em 1990 (e neste caso Mansell ainda não era Campeão do Mundo). Como irá a Ferrari lidar com a situação? E os pilotos? Esta situação leva-nos a Fernando Alonso que por sua vez já viveu uma situação algo semelhante na McLaren em 2007 quando teve como colega de equipa o inglês Lewis Hanilton, e que levou à saída do espanhol no final do campeonato insatisfeito pela indefinição na equipa sobre qual o primeiro piloto, nessa ocasião a luta dos dois pilotos terá custado à McLaren a perda do campeonato de pilotos por um ponto para Kimi Raikkonen.
A miniatura de que hoje vou falar é a do Ferrari F2007 de Kimi Raikkonen com o qual o piloto finlandês se sagrou Campeão do Mundo em 2007. Recorde-se que Kimi Raikkonen foi contratado para substituir o piloto alemão Micheal Schumacher, que na época tinha feito a sua última temporada em 2006 (como sabemos Schumacher regressou à F1 após dois anos sem correr, em 2009).
Muito trabalhado ao nível aerodinâmico, o Ferrari F2007 apresentava o avanço do eixo dianteiro para reduzir os efeitos nocivos das turbulências geradas pelas rodas e pelas estruturas deformáveis laterais, que permitem um aumento da resistência da estrutura do carro. As rodas dianteiras do F2007 dispunham de uma tomada de ar que permitia canalizar o ar quente para as zonas onde possa gerar uma vantagem aerodinâmica, terminando na zona de baixa pressão atrás do pneu que alimenta o fluxo de ar que passa por baixo do carro e da zona central do perfil do difusor. Esta lua é de carbono e tem uma forma convexa para reduzir os vórtices nocivos. In fascículo nº 9, pág. 14.
O motor é de 8 cilindros em “V” a 90º com 2398 cm3 e calculava-se que tinha mais de 800 cv de potência. A caixa era de 7 velocidades, quick shift o que permitia reduções instantâneas. Os responsáveis técnicos pelo F2007 foram os designers Aldo Costa e Nikolas Tombazis.

O campeonato de 2007
Kimi Raikkonen, tendo mudado de equipa (o piloto finlandês vinha da McLaren), teve o que todos os pilotos anseiam no primeiro GP pela sua nova equipa ao vencer o GP da Austrália. Raikkonen não poderia esperar melhor inicio nesta nova etapa da sua carreira. Atrás de si terminaram os pilotos da McLaren, Fernando Alonso (espanhol) e o estreante Lewis Hamilton, segundo e terceiro classificado, respectivamente. No GP da Malásia a McLaren “respondeu” à Ferrari vencendo a prova através de Alonso e com Hamilton em segundo lugar. No GP do Bahren foi a vez de Filipe Massa (brasileiro) vencer com o Ferrari F2007. Assim havia três vencedores ao fim de 3 provas disputadas.
A primeira prova europeia disputou-se em Espanha e Filipe Massa aproveito o embalo que trazia da prova anterior e venceu a corrida, colocando-se na liderança do campeonato. Três vitórias para a Ferrari com 4 provas disputadas. Contudo a Ferrari iria ver a equipa rival, a McLaren, obter 3 vitórias nas 3 provas seguintes: no Mónaco o espanhol Fernando Alonso foi o primeiro enquanto que o melhor Ferrari foi o Massa em terceiro lugar; no Canadá Lewis Hamilton obteve a sua primeira vitória na F1 e em Indianapolis o inglês voltou a vencer, seguido do seu colega de equipa Alonso.
Em Julho no GP da França Kimi Raikkonen volta a vencer, seguido de Massa; a primeira dobradinha do ano para a Ferrari. O piloto finlandês da Ferrari voltou a vencer no GP da Inglaterra quando era esperada uma vitória do inglês da McLaren Lewis Hamilton. No GP da Europa, disputado no circuito de Nurburgring, a McLaren festejou nova vitória por Alonso no entanto já nesta altura havia “rebentado” o escândalo do ano: o caso de espionagem que a Ferrari teria sido alvo por parte da McLaren. Muito resumidamente, o que aconteceu foi que Mike Coughlan (da McLaren) terá recebido informação técnica sobre o F2007 e sobre a organização, informação essa que terá sido fornecida por Nigel Stepney, ex-colaborador da Ferrari. Esta situação foi-se arrastando ao longo de várias provas e só em Setembro é que se viria a saber da decisão final. No entretanto, a McLaren obteve nova vitória no GP da Hungria desta feita através de Hamilton mas no GP da Turquia a Ferrari “respondeu” à McLaren com uma vitória de Filipe Massa.
Uns dias antes de se saber a sentença da McLaren, disputou-se o GP da Itália e a equipa inglesa obteve nova dobradinha com Alonso a vencer e Hamilton em segundo lugar. Alguns dias depois soube-se que a McLaren era considerada culpada no caso de espionagem à Ferrari anulando-se todos os resultados na classificação de construtores e uma avultada sanção económica.
Em SPA, os Ferrari dominam a prova com Kimi Raikkonen em primeiro e Filipe Massa em segundo lugar. No GP do Japão, disputado em condições climatéricas adversas, a Ferrari viu-se relegada para os últimos lugares devido a uma norma relativa ao uso dos pneus de chuva que obrigou os dois Ferrari a pararem nas boxes. Kimi ainda recuperou até ao 3º lugar e Massa até ao 6º lugar. A vitória foi para Hamilton que beneficiou da desistência do seu colega de equipa Alonso. Faltavam duas corridas para terminar o campeonato e Hamilton liderava com 12 pontos de vantagem sobre Alonso e 17 pontos sobre Raikkonen.
No GP da China tudo poderia ter ficado decidido a favor de Hamilton que liderou até meio da prova contudo uma má decisão do piloto e da equipa deitou tudo a perder quando um pneu rebentou devido ao excesso de desgaste, ditando o abandono do inglês. Quem aproveitou foi o piloto da Ferrari, Raikkonen, que venceu a prova, seguido de Alonso e Massa. A ultima corrida iria se disputada no Brasil, tendo Hamilton 4 pontos a mais sobre Alonso e 7 a mais sobre Raikkonen. Para Hamilton as contas eram fáceis de fazer: tinha que terminar nos cinco primeiros lugares para se sagrar campeão. Para Alonso e Hamilton as contas eram mais complicadas e dependiam do resultado do inglês. Praticamente desde o inicio da corrida que os Ferrari se instalaram nos dois primeiros lugares, com Massa em primeiro e Raikkonen em segundo. Hamilton, algo nervoso, ia perdendo alguns lugares até que numa tentativa de ultrapassar Alonso perde o controlo do carro e cai para 8º lugar. Ainda com possibilidades de recuperar até ao 5º lugar, Hamilton não se deu por vencido mas um problema na caixa de velocidades atira o inglês para os últimos lugares. Na frente da corrida, a Ferrari faz a sua estratégia de corrida e na mudança de pneus efectua a troca de posições entre os seus dois pilotos. Kimi vence a prova e sagra-se Campeão do Mundo, uma vez que Hamilton apenas recuperou até ao 7º lugar e tendo Alonso ficado pela 3ª posição. Kimi Raikkonen, com 110 pontos, venceu o campeonato por um ponto de diferença sobre Hamilton e Alonso, ambos com 109 pontos. A Ferrari sagrou-se campeã com 204 pontos (9 vitorias) e a Sauber ficou em segundo com 101 pontos (a McLaren foi desclassificada).

Os pilotos do Ferrari F2007 em 2007 foram: #5 Filipe Massa (brasileiro), #6 Kimi Raikkonen (finlandês).
Vitórias: 9 (K. Raikkonen: 6; F. Massa: 3)
Pole-position: 9 (K. Raikkonen: 3; F. Massa: 6)
Melhor volta: 12 (K. Raikkonen: 6; F. Massa: 6)

15 Dezembro 2013

Ford Fiesta S2000 - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Monte Carlo de 2010)


Esta miniatura pertence à colecção A Paixão Pelo Rally – Fasc. nº 1.
O Campeonato do Mundo (WRC) de 2010 iria ter início apenas em Fevereiro com o Rali da Suécia a abrir a temporada. O Rali de Monte-Carlo, disputado em Janeiro, mais uma vez só iria contar para o Internacional Rally Challenge (IRC). Desde modo a Ford aproveitou a ocasião para estrear o novo Ford Fiesta S2000, modelo que iria servir de base para o futuro WRC da marca. O piloto finlandês da Ford, Mikko Hirvonen, aproveitou a ocasião para conhecer e estrear em competição o Ford Fiesta S2000.
O Rali de Monte-Carlo de 2010 contou com 59 inscritos, onde se incluía o vencedor de 2009, o francês Sébastien Ogier num Peugeot 207 S2000; destas 59 equipas inscritas apenas terminaram a prova 36 equipas. Mikko Hirvonen iniciou o Monte-Carlo ao ataque e instalou-se no primeiro lugar com Ogier em segundo lugar. O Monte-Carlo que é uma prova onde muitas das vezes a escolha de pneus revela-se importante para as aspirações à vitória logo tal facto provocou muitas dores de cabeça aos pilotos, o que levou Ogier a arriscar na terceira classificativa contudo numa saída de estrada o piloto francês perdeu 2 minutos para Hirvonen.
Deste modo Ogier teve que fazer o restante rali em recuperação, enquanto Hirvonen ia controlando a vantagem sobre os seus adversários mais directos. Perto do final da prova quando Sébastien Ogier procurava recuperar 38 segundos de atraso para Hirvonen uma avaria no alternador do Peugeot ditou a sua desistência. Com o seu principal adversário fora do rali, Hirvonen deu ao Ford Fiesta S2000 o primeiro triunfo numa prova internacional. O segundo classificado foi o finlandês Hanninen e o terceiro o francês Vouilloz, ambos em Skoda Fabia S2000. O português Bruno Magalhães terminou na sétima posição num Peugeot 207 S2000.
A miniatura representa o Ford Fiesta S2000 de Mikko Hirvonen e Jarmo Lethinen no 78º Rali de Monte-Carlo de 2010. Equipado com pneus Pirelli, o Fiesta S2000 com um motor de 1999 cc de cilindrada debitava 280 cv de potência.
Mikko Hirvonen nasceu a 31 de Julho de 1980 na Finlândia. A sua estreia no WRC aconteceu no ano 2002 no Rali da FinLândia com um Renault Clio S1600. Ainda nesse ano participa no Rali da Grã-Bretanha com um Subaru Impreza WRC. No ano seguinte participa no campeonato WRC com um Ford Focus WRC ’02 e ’03 conquistando os primeiros pontos na categoria (termina o WRC em 16º com 3 pontos). Em 2004 muda para a Subaru onde utiliza os Impreza ’03 e ’04, terminado o ano em 7º com 29 pontos. Contudo não segura o lugar na Subaru e em 2005 efectua o WRC como privado (com excepção do Rali da Finlândia, num Ford Focus, e no Rali do Japão com um Skoda Fabia WRC) utilizando novamente o Ford Focus WRC ’03 e 04. A conquista do 3º lugar no Rali da Espanha desse ano valeu-lhe, porventura, a assinatura do contrato para 2006 com a equipa oficial da Ford. No campeonato fica em 10º com 14 pontos. Em 2006 com a equipa oficial de Ford Hirvonen conquista a primeira vitória no WRC, aconteceu no Rali da Austrália. Com 8 pódios conquistados, termina o ano no 3º lugar com 65 pontos. De 2007 a 2011, Mikko Hirvonen correu pela Ford oficial, vencendo mais 13 ralis: 2007 – 3º com 99 pontos (3 vitórias); 2008 – 2º com 103 pontos (3 vitórias); 2009 – 2º com 92 pontos (4 vitórias); 2010 – 6º com 126 pontos (1 vitória); 2011 (já com o Ford Fiesta WRC) – 2º com 214 pontos (2 vitórias). Após seis anos com a Ford, Mikko Hirvonen muda de equipa e em 2012 e 2013 guia pela Citroen. Apesar de conquistar muitos pódios apenas vence um rali (Italia em 2012): 2012 – 2º com 213 pontos; 2013 – 4º com 126 pontos. Ao que consta, Mikko Hirvonen será novamente piloto da Ford em 2014. Neste momento Hirvonen já participou em 149 ralis do WRC, vencendo 15 provas e obtendo 64 podios.