01 junho 2014
Spyker C8 Spyder GT2-R - J. Janis - M. Hezemens - J. Kane (24 Horas de Le Mans de 2007)
27 outubro 2012
Peugeot 908 HDI FAP - Brabham - Gené - Wurz (24 Horas de Le Mans de 2009)
Em 2009, o Peugeot 908 HDI FAB
conseguiu finalmente vencer as 24 Horas de Le Mans, com Marc Géne (espanhol),
David Brabham (australiano) e Alexander Wurz (austríaco) a serem os pilotos
autores da proeza, 16 anos depois da última vitória da Peugeot em Le Mans. Para
completar a proeza, um segundo Peugeot 908 terminou na segunda posição e o
terceiro carro da marca ficou no sexto lugar.08 novembro 2008
Aston Martin DBR9 - P. Lamy - S. Ortelli - S. Sarrazin (24 Horas de Le Mans de 2006)
Em 2006 a equipa, da qual o piloto português Pedro Lamy fazia parte, esteve muito perto de conseguir a vitória na categoria de GT1 das 24 Horas de Le Mans. Os outros dois pilotos eram Stéphane Ortelli e Stephane Sarrazin. O carro era o Aston Martin DBR9, cuja miniatura hoje apresento.
Com efeito, esta equipa (Lamy, Ortelli e Sarrazin) esteve durante muito tempo na prova em luta pela vitória na categoria de GT1 mas um problema na embraiagem do DBR9 forçou uma paragem nas boxes que deitou por terra todo o esforço efectuado até aí pelos três pilotos. Posteriormente tiveram mais um contratempo que impediu a equipa de alcançar uma melhor posição, tendo de se contentar com o 5º lugar na categoria GT1.
Como nota, refiro que a vitória foi para o Audi R10 TDI de Franck Biela, Marco Werner e Emanuelle Pirro. Mas pouca gente se deverá lembrar que em segundo lugar ficou um Pescarolo C60 Hybrid que tinha como um dos pilotos, nada mais nada menos que Sebastian Loeb, o actual penta campeão de ralis! Loeb já tinha participado em Le Mans no ano anterior tendo abandonado a prova.
No final de 2004 aconteceu a apresentação oficial do DBR9. Praticamente desde as primeiras corridas, o Aston Martin DBR9 revelou-se um carro vencedor. No ano de 2005 a Aston Martin regressa novamente às 24 Horas de Le Mans. A sua última participação tinha acontecido em meados de 1960. Neste regresso a Le Mans, a preparação do Aston Martin DBR9 esteve a cargo da Prodrive e de David Richards. Mas neste regresso o objectivo da Aston Martin não era a vitória absoluta em Le Mans mas sim vencer na categoria GT1. A prova de Le Mans em 2005 serviu para a equipa da Aston Martin adquirir experiência apesar de um dos seus carros (o de Lamy) ter sido obrigado a abandonar com falta de combustível quando faltavam pouco mais de duas horas para o fim da prova.
02 outubro 2008
Bentley EXP Speed 8 - A. Wallace - E. V. Poele - B. Leitzinger (24 Horas de Le Mans de 2001)
Passados cinquenta anos, a Bentley regressou a Le Mans. A última participação de um Bentley em Le Mans tinha ocorrido em 1951. O regressou aconteceu em 2001. Precisamente 50 anos depois. E com um objectivo: voltar a vencer as 24 Horas de Le Mans.
A Bentley já tinha vencido anteriormente as 24 Horas de Le Mans por 4 vezes: 1924, 1927, 1928, 1929 e 1930. Neste regresso, em 2001, o modelo utilizado foi o Bentley EXP Speed 8, que aqui apresento à escala 1:43 na versão dos pilotos Andy Wallace (inglês), Eric Van de Poele (belga) e Butch Leitzinger (norte-americano). A Bentley já era nesta altura uma marca do Grupo Volkswagen, tal como a Audi, e sendo assim não é de estranhar a semelhança que existe entre este modelo da Bentley e o Audi R8C. O motor utilizado pelo Bentley EXP Speed 8 era o Audi 4.0 litros, naturalmente. Aliás, este Bentley utilizava muita tecnológica já aplicada no Audi R8.
Um segundo Bentley EXP Speed 8 completava a equipa, sendo pilotado por Martin Brundle, Stephane Ortelli e Guy Smith. A prova foi disputada debaixo de uma intensa chuva, o que dificultou ainda mais a tarefa da jovem equipa da Bentley. Apesar de a vitória não ter sido alcançada, o Bentley nº 8 (Wallace, Van de Poele e Leitzinger) cortou a meta na terceira posição, atrás de dois Audi R8. Se tivermos em consideração as difíceis condições meteorológicas e a inexperiência da equipa, o resultado foi excelente.
No ano seguinte, o Bentley EXP Speed 8 conseguiu apenas um quarto lugar mas em 2003 viria a atingir o objectivo traçado: vencer as 24 Horas de Le Mans. Este Bentley é até hoje o único carro a interromper o domínio exercido pela Audi em Le Mans desde 2000. Mas como são duas marcas do mesmo grupo, fica tudo em “família”…
Andy Wallace nasceu a 19 de Fevereiro de 1961 na Grã-Bretanha. Wallace começou a participar em corridas em 1979 tendo passado pelas várias categorias de formação (Formula Ford, Formula 3, Formula 3000) com o objectivo de chegar à Formula 1. Em 1986 sagrou-se campeão britânico de Formula 3. Mas não foi possível chegar à Formula 1. Em 1988 estreou-se da melhor forma nas 24 Horas de Le Mans: venceu a prova com um Jaguar partilhado com Johnny Dumfries e Jan Lammers. Deste então Andy Wallace têm dedicado a sua carreira aos sportcars.
Eric Van de Poele nasceu a 30 de Setembro de 1961 na Bélgica. A carreira deste piloto belga é semelhante à de Wallace, passou pelas mesmas categorias de formação mas no caso de Van de Poele há que registar que o belga conseguiu chegar à Formula 1 em 1991. Apenas por lá se manteve dois anos, sem nunca ter conseguido pontuar. Em 1992 corre pela primeira vez nas 24 Horas de Le Mans. Contudo as suas participações nos anos seguintes foram quase sempre marcadas pelas desistências. O terceiro lugar conseguido em 2001 é o seu melhor resultado em Le Mans.
Butch Leitzinger nasceu a 28 de Fevereiro de 1969 nos EUA. A carreira deste piloto norte-americano tem sido orientada nos sportcars. A estreia nas 24 Horas de Le Mans aconteceu em 1997. O seu melhor resultado foi o terceiro lugar alcançado em 2001 com o Bentley. Actualmente corre no NASCAR.
03 setembro 2008
Audi R8 - F. Biela - E. Pirro - T. Kristensen (24 Horas de Le Mans de 2000)
Sendo um nome com pergaminhos no desporto automóvel, a Audi teria que, em algum momento da sua história, voltar a participar naquela que é considera a maior prova de competição automóvel do planeta: as 24 Horas de Le Mans. Mas para a Audi participar apenas não chega. O objectivo é e será sempre a vitória.
A miniatura que hoje vos apresento é o Audi R8 dos pilotos Franck Biela (alemão), Emanuele Pirro (italiano) e Tom Kristensen (dinamarquês), que venceu as 24 Horas de Le Mans de 2000.
Tudo começou em 1997 quando os responsáveis da Audi começaram a ponderar o envolvimento da marca nas 24 Horas de Le Mans. No ano seguinte foram dados os primeiros passos nessa direcção ao estabelecerem contactos com a Dallara e com a Joest Racing. A Dallara forneceu o chassis aberto (R8R) e a Joest Team desenvolveu e correu com o Audi. Entretanto a Audi também estabelecia a sua base em Norfolk, sob a supervisão de Tony Southgate, aonde se construiu o chassis fechado (R8C). Em 1999 e depois dos necessários testes a Audi estreou o R8R em Sebring. O resultado não foi mau, um terceiro lugar, mas foram feitas novas alterações para tentar melhorar as performances. Nas 24 Horas de Le Mans a Audi participou com as duas versões do Audi (R8R e R8C) mas os resultados não foram melhores. Os R8R (cockpit aberto) ficaram em 3º e 4º lugar enquanto os R8C (cockpit fechado) tiveram problemas mecânicos.
O Audi R8 dispunha de um motor de 3,6 l de duplo turbo, com uma caixa de seis velocidades sequencial, podendo atingir velocidades máximas na ordem dos 350 km. A qualidade principal do R8 era a fiabilidade, característica de máxima importância em provas como as 24 Horas de Le Mans.
Como nota trágica, o Audi R8 era o carro que o piloto italiano Michelle Alboreto conduzia quando sofreu o acidente que o vitimou em 2001.
Em 2006 o Audi R8 é substituído pelo R10 que se tornou no primeiro carro a diesel a vencer em Le Mans. O que é mais impressionante é que desde 2000 a Audi venceu todos os anos, com excepção de 2003 ano em que a Bentley venceu em Le Mans. Mas se vos disser que o Bentley (a Bentley tal como a Audi são uma empresas do Grupo Volkswagen) que venceu em 2003 é muito parecido com o Audi R8C, que apenas correu em 1999 sendo o projecto depois abandonado pela Audi, isto é quase o mesmo que dizer que a Audi é a única marca a vencer em Le Mans no século XXI. Fantástico!
Os pilotos que levaram o Audi R8 à vitória nas 24 Horas de Le Mans de 2000 foram os seguintes: Franck Biela, Emanuele Pirro e Tom Kristensen.
Biela nasceu a 2 de Agosto de 1964 na Alemanha, tendo a sua carreira sido feita maioritariamente nos campeonatos de turismo e sempre ligado à Audi. Como muitos pilotos, a sua formação começou no kart e passou pela Formula Ford. As suas maiores conquistas no desporto automóvel são as 5 vitórias nas 24 Horas de Le Mans: 2000, 2001, 2002, 2006 e 2007 (sempre na Audi).
Pirro nasceu a 12 de Janeiro de 1962 em Itália. Este piloto italiano é o único destes três que foi piloto na Formula 1. Pirro passou pelas várias categorias de formação antes de chegar à Formula 1: kart, F3000, F2 e F3. Participou em 40 GP’s durante os anos de 1989 a 1991 (Benetton em 1989 e Scuderia Italia (Dallara) nos outros dois anos). Apenas conseguiu três pontos durante a sua passagem na Formula 1. A sua carreira evoluiu depois para os campeonatos de turismo e tal como Biela, os seus maiores sucessos são com a Audi nas 24 Horas de Le Mans, onde regista o mesmo número de vitórias (5) sempre ao lado do piloto alemão.
Kristensen nasceu a 7 de Julho de 1967 na Dinamarca. Este dinamarquês é mais um piloto que não chegou à Formula 1 apesar de ter conquistado alguns campeonatos de formação. Chegou a testar em algumas equipas mas não conseguiu ingressar na categoria máxima de automobilismo, a Formula 1. Deste modo a sua carreira é orientada para os campeonatos de turismo e corridas de sport. E é nas 24 Horas de Le Mans que Kristensen encontra a glória. A sua primeira vitória em Le Mans acontece em 1997 ao volante do Porsche WSC-95. Após duas desistências em 1998 e 1999, Kristensen atingi um recorde de seis vitórias consecutivas nas 24 Horas de Le Mans: 2000, 2001, 2002 (pela Audi), 2003 (pela Bentley), 2004 e 2005 (novamente na Audi). Em 2008, ainda na Audi, Kristensen volta a vencer em Le Mans e estabelece um novo recorde de 8 vitórias nesta mítica corrida.
11 julho 2008
BMW V12 LMR - J. Winkelhock - P. Martini - Y. Dalmas (24 Horas de Le Mans de 1999)
A única vitória da BMW nas 24 Horas de Le Mans foi conseguida com o BMW V12 LMR em 1999. Esse feito alcançado com os pilotos Pierluigi Martini (italiano), Joachim Winkelhock (alemão) e Yannick Dalmas (francês).
A miniatura apresentada é a versão do BMW V12 LMR que venceu em Le Mans.
Depois de ter participado na mítica prova em colaboração com a McLaren, a BMW optou por desenvolver um carro para participar oficialmente como equipa no ano de 1998. Assim foi desenvolvido o BMW V12 LM. No entanto a prova não correu como esperado para a equipa germânica e os dois BMW V12 LM inscritos tiveram que abandonar e ambos pelo mesmo motivo: problemas com as rodas.
O BMW V12 LMR apresentava umas linhas surpreendentes, robustas e pesadas mas bastante aerodinâmicas. O motor era um 12 cilindros em V de 5990 cc, o que permitia atingir uma velocidade máxima de 350 km/h.
Este trio de pilotos que pilotou o BMW V12 LMR nasceu sensivelmente na mesma altura: Winkelhock a 24 de Outubro de 1960; Martini a 23 de Abril de 1961; e Dalmas a 28 de Julho de 1961. Os três pilotos passaram, em diferentes anos e nos respectivos países, pelas categorias de formação com o objectivo de chegarem à Formula 1. Sendo esse objectivo atingido embora sem grande expressão na categoria máxima do desporto automóvel. Neste aspecto e dos três pilotos, será Martini o que mais tempo esteve na Formula 1 (participou em 118 GP’s, dos quais apenas 16 foram feitos pela Dallara em 1992), aliás é um piloto que associo logo à Minardi. Isto porque foi o primeiro piloto desta simpática (já extinta) equipa na Formula 1 sendo a sua carreira na Formula 1 quase toda feita na Minardi. Winkelhock, irmão mais novo de Manfred Winkelhock (que faleceu em 1985 numa de SportProtótipos), é o que menos experiência tem na Formula 1 (em 1989 tentou por sete vezes qualificar-se para a grelha de partida sem nunca o conseguir). Para Martini e Winkelhock esta vitória na edição de 1999 em Le Mans surge como um dos pontos mais altos das suas carreiras. No entanto para Dalmas, que teve também uma passagem na Formula 1 sem grandes feitos (participou em 23 GP’s), a vitória em 1999 foi a sua quarta em Le Mans. Efectivamente, Yannick Dalmas é um dos poucos pilotos que já venceu por quatro vezes a mítica prova, sempre em carros diferentes: 1992 com a Peugeot, 1994 com a Porsche, 1995 com a McLaren e em 1999 com a BMW. Actualmente, estes três pilotos já encerraram as suas carreiras desportivas.
06 junho 2008
Chrysler Viper GTS-R - P. Lamy - O. Beretta - T. Archer (24 Horas de Le Mans de 1998)
Apresentado no Salão do Automóvel de Detroit na primeira metade dos anos 90, o Chryler Viper depressa passou para as pistas; nos EUA corre com o nome de Dogde enquanto na Europa assume a designação de Chrysler.
A empresa francesa Oreca, com vários anos de experiencia no desporto automóvel, foi contactada pela Chrysler para desenvolver e preparar o Dodge Viper para as corridas, quer nos EUA quer na Europa. Nos EUA o Viper corria com uma equipa canadiana que representava a Chrysler, para a Europa era a equipa da Oreca que corria com os Viper.
O Chrysler Viper GTS-R dispunha de um motor V10 de 7986 cc, com 460 cavalos de potência e atingindo uma velocidade máxima de 360 km/h.
Durante três anos consecutivos (de 1998 a 2000) vence na sua classe (GT2 e GTS) as 24 Horas de Le Mans. Em Nurburgring também consegue 3 vitórias absolutas: 1999, 2001 e 2002. Conquistou vários campeonatos: o FIA GT (1997, 1998, 1999, 2001 e 2002), American Le Mans Series (1999 e 2000); só para referir os mais importantes.
Olivier Beretta nasceu a 23 de Novembro de 1969 no Monte Carlo. Olivier Beretta, tal como Lamy, também esteve na Formula 1 e também sem grandes resultados. Na Formula 1, estreia-se em 1994 pela equipa Larousse. Participou em 9 GP’s sem conseguir pontuar. Depois passou para os Grande Turismo. Na 24 Horas de Le Mans estreia-se em 1995. Em 1998, Pedro Lamy e Olivier Beretta sagrara-se campeões na categoria GT2 com o Chrysler Viper GTS-R. Olivier Beretta, que participa regularmente nas 24 Horas de Le Mans, tem nesta prova o 3º lugar (2003) como a sua melhor classificação.
Tommy Archer nasceu a 16 de Novembro de 1954 nos EUA. Este piloto americano tem algumas presenças nas 24 Horas de Le Mans.
28 maio 2008
Porsche 911 GT1 - A. McNish - L. Aiello - S. Ortelli (24 Horas de Le Mans de 1998)
Em 1998 a Porsche conquistou a sua última vitória nas 24 Horas de Le Mans. Mas a Porsche continua a ser a marca com o maior número de vitórias nesta mítica prova: 15 vitórias. Esse record foi estabelecido pelo Porsche 911 GT1, pilotado por Allan McNish, Laurent Aiello e Stéphane Ortelli.
O início dessa vitória começou em 1995, quando o McLaren-BMW venceu a edição desse de Le Mans. A Porsche começou então a preparar um modelo novo capaz de bater o McLaren, deixando de parte o 911 GT2.
O novo Porsche 911 GT1 esteve em preparação no Estoril em Março de 1996 e logo deu provas de que poderia rivalizar com o McLaren.
Com a alteração dos regulamentos, para 1997, que limitavam os motores turbo e proibiam a utilização do ABS, o Porsche 911 GT1 perdeu alguma competitividade e os seus resultados foram fracos (sem vitórias). Foram feitas algumas modificações no 911 GT1 para Le Mans mas não conseguiram evitar as desistências dos 911 GT1 que participaram.
Allan McNish nasceu na Escócia a 29 de Dezembro de 1969. A sua carreira começou nos karts, passou pela Formula 3 (vice campeão em 1989) e Formula 3000. O objectivo era chegar à Formula 1 mas enquanto isso não acontecia participava nas provas de Grande Turismo (GT). Em 1997 participa pela primeira vez em Le Mans. No ano seguinte vence a mítica prova com Ortelli e Aiello. Em 1999 corre pela Toyota mas não termina em Le Mans. Em 2000 McNish volta a fazer equipa com Aiello e Ortelli em Le Mans e terminam na segunda posição com um Audi. Destes três pilotos, McNish foi o único que conseguiu chegar à Formula 1. Após alguns anos como piloto de testes da McLaren e da Benetton, o escocês finalmente conseguiu a sua estreia em 2002 com a Toyota. Apenas fez um ano Formula 1 e sem conseguir pontuar. McNish voltou a participar nas 24 Horas de Le Mans nos anos seguintes mas o melhor resultado foi o terceiro lugar conseguido nas edições de 2005 e 2006 com a Audi.
10 abril 2008
Renault-Alpine A422 - P. Tambay - J.-P. Jabouille (24 Horas de Le Mans de 1976)
Gérard Ducarouge era o director de competição da Renault desde Dezembro de 1975. O ano de 1976 foi fraco ao nível dos protótipos e como tal foi fundada a Renault Sport para agrupar os vários programas desportivos da Renault: ralis, Formula 2 (formula de promoção), Le Mans e Formula 1. E era nestes dois últimos que a Renault mais apostava. E esses objectivos apoiavam-se no desenvolvimento da tecnologia Turbo. Sendo que o objectivo Formula 1 estava mais atrasado e passava primeiro pelo sucesso em Le Mans.
Como as 24 Horas de Le Mans tinham grande impacto na opinião pública, essa era uma boa forma de promoção a que a petrolífera Elf, patrocinador principal da Renault, não era estranha. A reputação internacional de Le Mans justificava o grande investimento da Renault. Nesse sentido a responsabilidade da Renault Sport e G. Ducarouge era grande.
Para conquista Le Mans, a Renault anunciou em Janeiro de 1975 o Renault-Alpine A442 que estrearia nos 1000 Km de Mugello com uma vitória inesperada. Foi a única nessa temporada do A442, que foi tendo problemas com o motor turbo. 1976 e 1977 não foram diferentes do ano de 1975. O carro era rápido mas os problemas com o motor impediam a obtenção de resultados positivos.
Para as 24 Horas de Le Mans de 1978 foi preparado um novo Renault-Alpine, o A443. Contudo o A442B também foi utilizado. O A443 dominou grande parte da corrida mas foi obrigado a abandonar com problemas de motor. O A442 que seguia em segundo lugar ficou na liderança e venceu as 24 Horas de Le Mans. Após esta vitória, a Renault abandonou o programa de Le Mans para se concentrar exclusivamente na Formula 1.
A miniatura de hoje é relativa ao Renault-Alpine A442 dos franceses Jean-Pierre Jabouille e Patrick Tambay nas 24 Horas de Le Mans de 1976. Este foi o único A442 que participou em Le Mans nesse ano de estreia mas o resultado foi uma desistência.
No ano seguinte ano a Renault preparou quatro A442 para Le Mans. As equipas eram: Patrick Depailler e Jacques Laffite; Jean-Pierre Jabouille e Derek Bell; Patrick Tambay e Jassaud; René Arnoux, Didier Pironi e Guy Frequelin. Nas seis primeiras posições da grelha de partida estavam qualificados quatro A442 (a primeira linha estava ocupada por dois A442). Apesar de os Renault-Alpine A442 terem dominado grande parte da prova, foi a Porsche e Jacky Ickx quem acabaram com o sonho dos franceses. A vitória da Porsche foi sofrida já que também no final da prova estiveram à beira de abandonar com problemas no motor. Em relação aos Renault-Alpine A442, um desistiu na primeira volta com princípio de incêndio e os restantes foram abandonando vítimas de problemas nos respectivos motores.
A vitória em Le Mans aconteceu finalmente em 1978 por Didier Pironi e Jean-Pierre Jassaud num Renault-Alpine A422B. Curiosamente o domínio da corrida até foi do novo Renault-Alpine A443 mas o abandono já na parte final da corrida deu a vitória ao A442B de Pironi e Jassaud. Após este sucesso, a Renault concentrou os seus esforços na Formula 1.
11 janeiro 2008
Ferrari 512 BB LM - A. Cudini - J. Morton - J. Paul (24 Horas de Le Mans de 1982)
O Ferrari 512 BB LM foi produzido de 1979 a 1982 tendo sido construídos apenas 25 exemplares. O Ferrari 512 BB LM, que era a versão desportiva do 512 BB, foi construído especificamente para as 24 Horas de Le Mans.
Desenhado por Pininfarina, o Ferrari 512 BB, de tracção traseira, tinha um motor de 12 cilindros montado longitudinalmente. O Ferrari 512 BB foi apresentado ao público em Paris em 1976 e vinha substituir o 365 GT4 BB.
Outro dos problemas que afectava o Ferrari 512 BB LM era o comportamento (handling). Isso ficou-se a dever ao esforço feito de colocar e distribuir todos os componentes no carro, o que levou à colocação do motor sobre a caixa de velocidades. Assim e possivelmente devido à má distribuição do peso, o comportamento do 512 BB LM foi afectado negativamente.
A estreia do Ferrari 512 BB LM nas 24 Horas de Le Mans foi uma desilusão: 12º lugar. Todos os problemas acima mencionados acrescidos de uma forte concorrência, como a do Porsche 935 com os seus 700 cv de potência, deixaram o Ferrari 512 BB LM “fora de combate”.
Após algumas modificações e melhoramentos, o Ferrari BB LM conseguiu o ponto mais alto da sua carreira em 1981 quando conseguiu a vitória na sua classe e a melhor classificação nas 24 Horas de Le Mans (5º lugar).
Em 1984, o Ferrari BB LM deixou de cumprir os novos regulamentos e a sua carreira nas pistas terminou.
28 novembro 2007
Peugeot 905 - Warwick - Dalmas - Blundell (24 Horas de Le Mans de 1992)
A meio da década de 80, durante a fase “louca” dos potentes carros do Grupo B, a Peugeot dominou os acontecimentos nos ralis. Após o fim do Grupo B, em finais de 1986, a Peugeot abandonou os ralis. Nos anos seguintes esteve envolvida na maior e mais conhecida prova de todo terreno: o Dakar. Prova que venceu desde 1987 até 1990. E depois do Dakar, a Peugeot foi à procura de outra “aventura”: as 24 Horas de Le Mans.
Foi no inicio da década de 90 que a Peugeot foi à conquista de Le Mans. Já o tinha tentado no passado. As primeiras participações em Le Mans aconteceram na década de 30 e outras raras aparições, como em 1953, embora sem que tenha obtido resultados dignos de registo. De resto até 1991, a Peugeot manteve-se afastada da mítica prova.
Foi em 1988 que começou a ser preparado o projecto que a Peugeot iria apresentar para conquistar as 24 Horas de Le Mans. A Peugeot Talbot Sport dirigida pelo francês Jean Todt (ex-copiloto de ralis) preparava então o Peugeot 905. Jean Todt, que já tinha liderado a Peugeot nos sucessos obtidos nos ralis e no Dakar, era naturalmente o homem indicado para conquistar Le Mans.
O Peugeot 905 tinha um chassis em fibra de carbono construído pela Dassault Aviation (companhia francesa que constrói aviões militares e civis) e estava equipado com um motor de 3499cc V10 que tinha uma potência que rondava os 670 cavalos.
O Peugeot 905 foi apresentado em 1990 no circuito de Magny Cours com Jean-Pierre Jabouille (francês) ao volante. Ainda participou nas últimas corridas do Campeonato do Mundo de Sportcar sendo a equipa constituída por Jabouille e Keke Rosberg (finlandês). O melhor resultado foi um décimo terceiro lugar no México.
Em 1991, o Peugeot 905 fez a sua primeira época completa no Campeonato do Mundo de Sportcar. Apesar de a Peugeot não ter conseguido conquistar o título no campeonato, que perderam para a Jaguar, venceram 3 provas: Mauro Baldi (italiano) e Phillipe Alliot (francês) venceram em Suzuka e Keke Rosberg e Yannick Dalmas (francês) venceram em Magny Cours e no México.
Nesse ano, no regresso da Peugeot às 24 Horas de Le Mans, a marca francesa não teve sorte: Baldi, Alliot e Jabouille, num dos Peugeot 905, abandonaram com problemas no motor. Enquanto, no outro 905, Dalmas e Rosberg desistiram com problemas na transmissão.
No ano seguinte, a Peugeot conseguiu conquistar os dois títulos (pilotos e construtores) graças às 5 vitórias nas 6 provas que constituíam o campeonato: Derek Warwick (piloto inglês que no ano anterior tinha corrido pela Jaguar) e Dalmas venceram em Silverstone; em Donington Park a vitória foi para Baldi e Alliot; a dupla Warwick e Dalmas venceu a prova em Suzuka; e em Magny Cours foi a vez de Baldi e Alliot voltarem a vencer.
Nesse ano de 1992, a Peugeot finalmente vencia pela primeira vez as 24 Horas de Le Mans. A equipa de pilotos vitoriosa era constituída por Yannick Dalmas, Derek Warwick e Mark Blundell (inglês). Para além da conquista da vitória, ainda ficou outro 905 no terceiro lugar com os seguintes pilotos: Baldi, Alliot e Jabouille.
E até à actualidade estas são as duas únicas vitórias que a Peugeot conseguiu nas 24 Horas de Le Mans. Contudo, na edição de 2007 de Le Mans, a Peugeot esteve perto de voltar a vencer tendo terminado na segunda posição. Mas isso é outra história…
A miniatura que hoje apresento é alusiva a este Peugeot 905 que venceu em 1992 as 24 Horas de Le Mans com os pilotos Derek Warwick, Yannick Dalmas e Mark Blundell.
Derek Warwick nasceu a 27 de Agosto de 1954 em Alresford (Inglaterra). Warwick desde muito cedo mostrou aptidões para o desporto automóvel. Passou pelas várias categorias de formação (kart, Formula Ford, Formula 3 e Formula 2) até chegar à Formula 1. A sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1981 no GP de Las Vegas com a equipa Toleman. Um dado curioso, a Toleman também era a sua equipa na Formula 2 em 1980 e agora a Toleman aventurava-se na Formula 1 juntamente com Warwick. O GP em que Derek Warwick (que tinha passado o ano todo a tentar qualificar-se para um GP) se estreou era o segundo da Toleman na Formula 1. E foi nesse GP, o último de 1981, que Nelson Piquet (brasileiro) conquistou o seu primeiro título na Formula 1. Outro facto curioso, Piquet tinha sido adversário de Warwick na Formula 3. Nesta altura Derek Warwick era uma grande esperança inglesa na Formula 1, mais ainda do que Nigel Mansell. Nos anos de 1982 e 1983 são de aprendizagem na Formula 1 com a equipa Toleman mas mesmo assim consegue uma melhor volta no GP da Holanda de 1982. Os primeiros pontos surgem em 1983 graças a dois quartos lugares, um quinto e um sexto lugar. As boas prestações valeram-lhe um lugar na Renault para 1984. Foi nesse ano que Warwick conseguiu os melhores resultados da sua carreira na Formula 1, dois segundos, dois terceiros lugares e uma melhor volta. No entanto a Renault já não era a mesma equipa dos dois anos anteriores e Warwick termina o campeonato na 7ª posição com 23 pontos. O falhanço na conquista dos títulos e principalmente o fracasso do ano anterior deixaram a Renault em descrédito. Segundo se consta, no final de 1984 Warwick, julgando que ainda poderia lutar pelas vitórias, terá recusado uma oferta de Frank Williams para guiar para a sua equipa em 1985… e Frank Williams contratou Nigel Mansel. No ano de 1985, ainda na Renault, foi mais fraco, apenas conseguiu 5 pontos. Com a saída da Renault da Formula 1, Warwick vê-se sem carro para 1986 porque foi vetado por Ayrton Senna para ser seu colega de equipa na Lotus. No entanto, com a morte do italiano Elio de Angelis da Brabham, Warwick é contratado para o substituir no resto da temporada. Mas o Brabham BT55 foi o maior fiasco de Gordon Murray e Warwick não consegue pontuar. Nos três anos seguintes, Warwick corre pela Arrows mas sem hipóteses de poder almejar grandes feitos. O melhor ano foi o de 1988, onde consegue 17 pontos e termina na 7ª posição no campeonato. Em 1990, quatro anos depois finalmente assina pela Lotus mas a equipa inglesa está na sua fase terminal. Warwick apenas consegue 3 pontos e retira-se da Formula 1. Após dois anos de ausência (1991 e 1992) regressa em 1993 para fazer uma última temporada com a Footwork (ex-Arrows). Durante o ano Warwick apenas consegue um quarto e um sexto lugar e dá por encerrada a sua carreira na Formula 1. Foram 146 participações em GP’s, quatro pódios, duas melhores voltas e 71 pontos. Correu por 6 equipas: Toleman, Renault, Brabham, Arrows, Lotus e Footwork. Para além da Formula 1, Derek Warwick venceu o Campeonato do Mundo de Sportcar e as 24 Horas de Le Mans de 1992 pela Peugeot. No final da década de 90 ainda participou no BTCC (British Touring Car Championship.
Yannick Dalmas nasceu a 28 de Julho de 1961 em França. Piloto francês que também fez carreira na Formula 1 embora os seus resultados sejam ainda mais fracos que os de Derek Warwick. Estreou-se na Formula 1 no GP do México de 1987 num Lola. Participou em 23 GP’s ao longo da sua carreira e não conseguiu nenhum ponto. O seu melhor resultado foi um quinto lugar no GP da Austrália de 1987 mas como a Lola apenas tinha inscrito um carro no campeonato e Dalmas tinha participado nos três últimos GP’s desse ano num segundo Lola os pontos que conquistou não foram considerados. Em 1994 fez a sua última corrida na Formula 1 no GP de Portugal. Correu em 3 equipas na Formula 1: Lola, AGS e Larrousse. Os maiores feitos de Dalmas no desporto automóvel foram alcançados em Le Mans. Yannick Dalmas venceu as 24 Horas de Le Mans por quatro vezes: 1992 (Peugeot), 1994 (Dauer/Porsche), 1995 (McLaren) e 1999 (BMW).
Mark Blundell nasceu a 8 de Abril de 1966 na Inglaterra. Blundell foi mais um piloto britânico que passou na Formula 1 sem grande sucesso. A sua estreia na Formula 1 aconteceu no GP dos EUA de 1991 num Brabham. O ano de 1991 foi fraco em resultados, apenas um sexto lugar. Em 1992 não participa na Formula 1. Esse ano foi aproveitado para correr e vencer as 24 Horas de Le Mans num Peugeot 905 com Warwick e Dalmas. Em 1993 regressa à Formula 1 com a Ligier e consegue o seu primeiro pódio (terceiro lugar) na primeira corrida do ano (África do Sul). Ainda conseguiu mais um terceiro lugar nesse ano no GP da Alemanha e no final do campeonato fica em 10º com 10 pontos. Em 1994, agora na Tyrrell, consegue mais um terceiro lugar no GP de Espanha mas é apenas 12º no campeonato com 8 pontos. Para 1995, Blundell consegue um contrato para correr pela McLaren. Mas a equipa de Ron Dennis ainda atravessava um dos piores momentos da sua hitória e está no seu primeiro ano com a Mercedes. Como tal os resultados não são animadores. Os melhores resultados que Blundell consegue são dois quartos lugares e a 10ª posição no campeonato com 13 pontos. Assim acabava a carreira de Mark Blundell na Formula 1 tendo participado em 61 GP’s onde conseguiu três pódios e 31 pontos. Blundell correu em 4 equipas: Brabham, Ligier, Tyrrell e McLaren. Depois da Formula 1, Mark Blundell foi para os EUA para participar no CART. Durante 5 anos (1996 a 2000) participou em 81 corridas de CART e venceu 3. Em 1997 recebeu o prémio de Piloto Britânico do Ano. Após a aventura no CART ainda tentou relançar a sua carreira ao participar novamente em Le Mans. Fora das pistas ainda faz de comentador em alguns canais da televisão britânica. Em 2003 consegue terminar em segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans. Mark Blundell tem com Martin Brundle uma empresa que gere os contratos de alguns pilotos.



