08 junho 2007

Ford RS 200 - J. Santos - M. Oliveira (Rali de Portugal de 1986)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Ford RS 200, conduzido pelo português Joaquim Santos, era em 1986 a grande aposta da equipa Diabolique Motorsport para fazer frente ao Renault 5 Turbo de Joaquim Moutinho e assim recuperar o título de campeão nacional de ralis perdido em 1985 para a Renault Portuguesa.
Em 1986 o Ford RS 200 só tinha ficado pronto para a estreia, no segundo rali do campeonato, na Suécia. Para a terceira prova, o Rali de Portugal, a equipa nacional Diabolique Motorsport iria dispor também de uma unidade do RS 200 mas, infelizmente, o drama aconteceu envolvendo o RS 200 da Diabolique. Após este acidente e o da Acrópole, o rumo do Campeonato do Mundo de Ralis foi drasticamente alterado.

Em 1986, Joaquim Santos já tinha várias participações no Rali de Portugal, tendo sido o melhor português em 1983 com um Ford Escort RS 1800. Após o acidente de 1986, voltou a ser o melhor português em 1987 e em 1992. Joaquim Santos foi campeão nacional de ralis quatro vezes: 1982, 1983, 1984 e 1992.
Para uma melhor informação sobre o Ford RS 200 aconselho a leitura do seguinte post.
Esta é a miniatura do Ford RS 200 conduzido por Joaquim Santos no Rali de Portugal de 1986.


(continuação)
No Safari, caracterizado pela sua dureza, onde a resistência dos carros é mais importante que a potência, a Lancia fez reaparecer os Lancia 037 que julgava mais resistentes que o Delta S4. Mas seria a Toyota quem acabaria por vencer, à semelhança do ano anterior. O sueco Bjorn Waldegaard vencia e brilhava, com o Toyota Celica, carro que não conseguia resultados de relevo nas provas europeias mas em terras de Africa era dominante. O segundo lugar foi para o outro Toyota, Lars Erik Thorp (sueco). Em terceiro lugar ficava o finlandês Markku Alén com o Lancia 037.
Na Volta à Córsega deu-se a segunda tragédia do ano que ditaria o fim dos carros do Grupo B. O piloto finlandês e o seu co-piloto da Lancia, Henri Toivonen e Sérgio Cresto, morrem na sequência de um despiste, o carro incendiou-se de imediato sem que tivessem hipóteses de salvação. A Lancia retirou os carros em sinal de luto. O francês Bruno Saby (Peugeot) vence o seu primeiro rali do mundial. Seguiram-se mais dois pilotos franceses, François Chatriot ficou em segundo lugar com o Renault 5 Turbo e Yves Loubet foi o terceiro com um Alfa-Romeo GTV6.
Henri Toivonen tinha apenas 29 anos, tendo começado a sua carreira em 1975 participou em 40 ralis e venceu 3 ralis do mundial. Era um dos favoritos à conquista do título de campeão em 1986.
No Rali da Acrópole, o finlandês da Peugeot, Juha Kankkunen, vence o seu segundo rali nesse ano e beneficia da desistência de Alén (Lancia). Os Lancia Delta S4 ainda dominaram mas eram mais frágeis que o Peugeot 205 T16. Massimo Biasion (italiano) consegue minimizar os prejuízos para a Lancia ao ficar em segundo lugar. Bruno Saby (Peugeot) fica em terceiro lugar.
Em face das tragédias ocorridas, a FIA anunciou, antes de se disputar o Rali da Acrópole, o fim do Grupo B. A Citroen e a Ford que preparavam o rali grego ainda o disputaram mas depois cancelaram as suas participações no mundial. A Audi já não participou na Grécia e nunca mais apareceu no Mundial. A MG Metro só participaria no RAC. Das sete marcas presentes no início do ano, apenas restavam a Lancia e a Peugeot.
No Rali da Nova Zelândia, a vitória voltou a sorrir a Kankkunen, que assim reforçava a liderança no campeonato. Os Lancia ainda dominaram mas a vitória voltou a escapar. Alén foi segundo, Biasion o terceiro e Mikael Ericsson (sueco), que substituiu Toivonen na Lancia, o quarto classificado.
No Rali da Argentina, o Lancia Delta S4 voltou a vencer uma prova depois da vitória no Monte Carlo. Desta vez, foram os pilotos da Lancia que beneficiaram com os abandonos dos pilotos da Peugeot. Massimo Biasion vencia assim o seu primeiro rali do mundial e Marku Alén foi o segundo classificado. Stig Blomquvist (sueco) ficou em terceiro e evitou a derrota total da Peugeot.
Kankkunen era líder nos pilotos com 76 pontos e Alén estava em segundo com 54 pontos. Nas marcas, a Peugeot liderava e estava a uma vitória de assegurar o título.
(continua)

2 comentários:

Mafaldinha disse...

Ca está o carro mais MAD da diabolique ;)
juntado o sierra que já foi postado, so falta mesmo o escort mk2 pra malta se espumar :P

cumps

José António disse...

Agradeço os seus comentários, Mafaldinha.

Aqui vai o link para o Ford Escort Mk2 da Diabolique:
http://4rodinhas.blogspot.com/2007/04/ford-escort-mkii-joaquim-santos-rali-de.html

Cumprimentos
José