02 junho 2007

Citroen BX 4TC - J.-C. Andruet - A. Peuvergne (Rali de Monte Carlo de 1986)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Citroen BX 4TC representou o projecto da marca francesa para competir no Grupo B do Mundial de Ralis. O BX 4TC vinha substituir o Visa 1000 Pistes.
O Citroen BX foi lançado no mercado em 1982 e foi com base nele que Guy Verrier, director do departamento de competição da Citroen, criou o BX 4TC para ser utilizado em 1986 no Grupo B. O BX 4TC estava equipado com um motor de 2141 cc, sobrealimentado com uma potência de 360 cv. Para homologação foram construídas as 200 unidades necessárias mas apenas 86 foram vendidas. As restantes, com excepção de 20 unidades com destino à competição, foram destruídas conforme era regra na Citroen.
Vário factores foram determinantes na curta carreira desportiva deste carro: um orçamento limitado, aliado aos vários acidentes mortais em alguns ralis de 1986, que determinaram o fim do Grupo B no final de 1986, fizeram com que o Citroen BX 4TC fosse um projecto sem futuro para o qual já não havia tempo para que fosse desenvolvido. A Citroen estreou dois BX 4TC no Rali de Monte Carlo (Janeiro de 1986) conduzidos pelos pilotos franceses Jean-Claud Andruet e Philippe Wambergue. Ambos desistiram. O Citroen BX 4TC apenas voltaria a participar em mais dois ralis: Suécia, onde alcançou um sexto lugar e na Acrópole, onde desistiu. Cinco meses depois da estreia a Citroen retirou o carro dos ralis.
Esta é a miniatura do Citroen BX 4TC que estreou no Rali de Monte Carlo de 1986 conduzido pelo francês Jean-Claud Andruet.

O Mundial de Ralis de 1986 prometia muita emoção num campeonato em que sete marcas estavam envolvidas directamente com carros do Grupo B. Para além da Peugeot, Audi, Lancia e Austin Rover que já tinham os seus carros de Grupo B, também a Ford e a Citroen vinham desenvolvendo os seus carros para 1986, e a Porsche também aparecia agora interessada oficialmente nos ralis tendo mesmo criado o Porsche 959 para participar no Grupo B. Que acabou por não vir a acontecer, como já referir no post sobre o Porsche 959.
E o campeonato iniciou em Monte Carlo, com a Citroen a estrear o BX 4TC. A Ford não conseguiu ter o RS 200 pronto para o início do campeonato. As várias marcas presentes tinham nas suas equipas pilotos de grande qualidade. Assim: na Peugeot o finlandês Timo Salonen (campeão de 1985), Juha Kankkunen (finlandês contratado à Toyota), Bruno Saby (francês) e Michelle Mouton (francesa); na Audi estavam Walter Rorhl (alemão) e Hannu Mikkola (finlandês); na Lancia os finlandeses Markku Alen e Henri Toivonen e Massimo Biasion (italiano); na Austin Rover os ingleses Tony Pond e Malcolm Wilson; e na Citroen os franceses Jean-Claud Andruet e Philippe Wambergue.
O Rali de Monte Carlo foi disputado com pouca neve, o que tornou a escolha dos pneus muito mais difícil. Os pneus Pirelli adaptaram-se melhor do que os Michelin. A luta pela vitória foi reduzida à Lancia e à Peugeot. Henri Toivonen dominou o rali e ainda teve um contratempo que lhe destruiu a frente do Lancia Delta S4. Mas os mecânicos reconstruíram o carro a tempo de recuperar a liderança e vencer o rali. Timo Salonen, segundo classificado, nada conseguiu fazer para impedir a vitória de Toivonen. A Audi ficou em terceiro e quarto lugar, com Mikkola e Rohrl, por esta ordem. Kankkunen (Peugeot) foi quinto e Saby (Peugeot) foi o sexto. Os Citroen BX 4TC desistiram. E os MG Metro 6R4 também não terminaram.
(continua)

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