05 dezembro 2006

Lancia Stratos - B. Waldegaard - H. Thorszelius (Rali de San Remo de 1975)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
O Lancia Stratos é considerado o primeiro carro a ser construído com o objectivo de participar nos ralis. A base de partida foi um protótipo de Bertone. Cesare Fiorio era o homem forte da Lancia e desenvolveu o Lancia Stratos em conjunto com o piloto italiano Sandro Munari. O Lancia Stratos é um dos mais fantásticos carros da história dos ralis. Utilizava um motor Ferrari V6 colocado em posição central. A superioridade do Stratos sobre os seus adversários ficou provada, tanto nas provas de terra como em asfalto, com a conquista do título em 1974.
A miniatura do Lancia Stratos que apresento é do sueco Bjorn Waldegaard na vitória do Rali de San Remo de 1975.
Havia uma grande expectativa para o campeonato de 1975, esperava-se um grande duelo entre a Fiat e a Lancia, duas marcas do Grupo Fiat. Tanto a Lancia como a Fiat tinham programado participar num grande número de ralis e por isso prepararam as equipas com pilotos de elevada qualidade. A Lancia contratou o italiano Raffaelle Pinto, o sueco Bjorn Waldegaard, e manteve o italiano Sandro Munari como piloto principal. A Fiat contava com os pilotos italianos Maurizio Verini, Fulvio Bachilli e o finlandês Markku Alén. Em alguns ralis ainda contaram com a presença de Hannu Mikkola (finlandês) e Bernard Darniche (francês).

Nos dois primeiros ralis do ano, Monte Carlo e Suécia, a Lancia dominou como quis. No Rali de Monte Carlo, Sandro Munari vence, H. Mikkola (Fiat) é segundo e Alén (Fiat) é terceiro. Na Suécia, B. Waldegaard venceu à vontade à frente do sueco Blomqvist (Saab) que fica em segundo lugar. A partir desta prova e dada a superioridade da Lancia, o Grupo Fiat, devido à escalada de custos que começava a ameaçar o equilíbrio financeiro do grupo, decidiu travar o duelo entre o Fiat 124 Abarth e o Lancia Stratos. Assim voltou-se a analisar o programa de participações das duas marcas nos restantes ralis. A Lancia participaria nos ralis mais favoráveis ao Stratos e a Fiat participaria nos restantes.
No Rali Safari, a Lancia perde a prova no final depois de a dominar. O Lancia Stratos de Waldegaard partiu a caixa e termina em terceiro. A vitória foi para Ove Andersson com um Peugeot 504.
No Rali Acropolis, os Lancia Stratos abandonam com problemas mecânicos originados pela dureza da prova. O vencedor foi o alemão Walter Rohrl com um Opel Ascona. No Rali dos Marrocos, a Lancia não participa, é a vez dos Fiat 124 Abarth. Hannu Mikkola, que já tinha corrido pela Fiat no Monte Carlo, fica sem carro da Fiat mas participa com um Peugeot 504... e vence o rali. M. Alén e B. Waldegaard, que agora correu com um Fiat, não terminaram o rali.

No Rali de Portugal, Markku Alén (Fiat) estreia-se a vencer no mundial (foi a sua primeira vitória das cinco que conseguiu no Rali de Portugal). Hannu Mikkola, que desta vez correu pela Fiat, fica em segundo lugar. Para o Rali dos Mil Lagos, a Fiat prometeu a Mikkola um carro. Mas uns dias antes do rali e vendo que a Fiat nunca mais lhe entrega o carro, Mikkola resolve aceitar a oferta de Ove Andersson para correr na sua equipa pilotando um Toyota Corolla 1600... carro com que vence o Rali dos Mil Lagos. Embora tenha tido a “ajuda” da polícia que apanhou Blomqvist (Saab) a circular numa via urbana acima do limite permitido. A desclassificação foi imediata.
Após as duas vitórias nos dois primeiros ralis do ano, o Lancia Stratos volta a vencer, no Rali de San Remo pela mão de Bjorn Waldegaard. Sandro Munari, como era o piloto principal, utilizou uma versão mais evoluída do Stratos, 24 valvulas e 300 cavalos de potência, mas o motor não resistiu. B. Waldegaard, que usou a versão de 12 válvulas do Stratos, venceu o rali. Em segundo ficou o Fiat 124 Abarth de Maurizio Verini. Na Volta à Córsega, nova vitória do Lancia Stratos, com o francês Bernard Darniche ao volante. No Rali RAC, os Ford Escort conseguiram manter a tradição e voltaram a vencer, Timo Makkinen é primeiro e Clark é segundo, ambos em Ford Escort RS 1800.
O campeonato termina com a vitória da Lancia (96 pontos e quatro vitórias) e a Fiat é segunda classificada (61 pontos e uma vitória).

O sueco Bjorn Waldegaard teve uma longa carreira nos ralis, começou em 1962 e o último rali do campeonato do mundo foi o Safari em 1992, quando já tinha 49 anos. Quando foi contratado para a Lancia em 1975, muitos já o consideravam como acabado, pois a sua última vitória já tinha sido em 1970. Mas como se vê pelo seu historial, em 1990 ainda venceu o Safari, com 47 anos de idade. Pilotou várias marcas de veículos: Porsche, Fiat, Lancia, BMW, Toyota, Ford, Mercedes e Ferrari. Foi o primeiro piloto Campeão do Mundo de Ralis em 1979 pela Ford. Ao longo dos anos foi vencendo vários ralis do mundial: 1975 (Suécia e San Remo); 1976 (San Remo); 1977 (Safari e RAC); 1978 (Suécia); 1979 (Acropolis e Quebec); 1980 (Cote D’Ivoire); 1982 (Nova Zelândia); 1983 (Cote D’Ivoire); 1986 (Safari); 1990 (Safari).

2 comentários:

PGAV disse...

Brutal esse stratos. Pormenores excelentes.

Caro José,


Vou ter novidades muito em breve no meu blog. Alias o BMW 325Ti compact já la está e está para chegar outra...

Os clássicos vão ter alterações e novos modelos em breve. Vou acrescentar nos meus clássicos automóveis até 1970.

Parabens.

Pedro

Anónimo disse...

Caro José Antonio, confesso ser fã incondicional deste maravilhoso carro de rally. Um grande abraço. Maninho. www.maninhodesenhos.blogspot.com