12 julho 2007

Tyrrell 012 - Michele Alboreto (1983)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
O Tyrrell 012 foi o sucessor do Tyrrell 011, que ficou na história da Formula 1 como o último monolugar da Formula 1 a vencer um GP com um motor aspirado, entre os anos de 1983 a 1989 (1988 tinha sido o último ano dos motores turbo). Durante a Era Turbo nunca mais nenhum motor aspirado voltou a vencer um GP.
Essa vitória, no circuito de Detroit, foi também para Ken Tyrrell, dono e fundador da Tyrrell, a última vitória na Formula 1 de um carro com o seu nome. A 23ª e última vitória da Tyrrell teve como protagonista o piloto italiano Michele Alboreto. Desde esse ano, até 1998, ano em que a Tyrrell desapareceu da Formula 1, Ken Tyrrell nunca mais viu um dos seus carros a cortar a linha da meta em primeiro lugar.
O Tyrrell 012, com patrocínio da Benetton, foi concebido por Maurice Phillippe e apenas se estrearia no GP da Áustria de 1983 (11º GP do ano). Foi também o carro utilizado pela Tyrrell durante o ano de 1984. No entanto no ano de 1984, a Tyrrell foi desclassificada do campeonato devido a irregularidades. O Tyrrell 012 utilizava o motor Ford Cosworth DFY (ultima versão do DFV), no GP de estreia foi apresentado com um aileron traseiro fora do comum, em forma de V.

Esse aileron apenas foi utilizado nesse GP porque se verificou que na prática não correspondia ao pretendido. Era um monolugar de fundo plano (visto que o efeito solo fora proibido) logo os pontões laterais estavam muito recuados, onde se situavam os radiadores.
Ken Tyrrell, também conhecido no meio da Formula 1 como “Tio Ken”, foi uma personalidade carismática na Formula 1, excelente estratega e grande conhecedor de talentos. A sua ligação ao mundo do desporto automóvel, bastante longínqua, data do ano de 1951 nas corridas de 500 cc de Formula 3. Em 1960 criou a Tyrrell Racing Organisation e começou a participar na Formula Júnior com o Cooper-BMC. Em 1964 contrata um jovem escocês para correr na Formula 3, Jackie Stewart. O percurso destes dois homens (Ken Tyrrell e Jackie Stewart) está intimamente ligado e cheio de sucessos. Juntos iriam obter vários sucessos, passando pela Formula 2, até chegarem à Formula 1. Stewart estreia-se na Formula 1 com a BRM em 1965. Em 1967, Ken Tyrrell entra na Formula 1 sendo o chefe da equipa Matra para 1968. Stewart é logo contratado por Tyrrell para correr pela Matra. Em 1968 Stewart é vice campeão e em 1969 ganha o seu primeiro título na Formula 1. No final de 1969, Tyrrell deixa a Matra para correr com a sua própria equipa no ano seguinte, levando consigo Stewart. Nesse ano de 1970, Ken Tyrrell utiliza o chassis da March, mas os resultados são medianos (1 vitória). Em 1971, já com um carro concebido pela equipa Tyrrell, Jackie Stewart volta a ser campeão e a equipa ganha o troféu para os construtores. Em 1972 a Tyrrell e Jackie Stewart ficam-se pelos vice campeonatos. Em 1973, Stewart ganha o seu terceiro titulo (segundo com a Tyrrell) e abandona a Formula 1. A Tyrrell ficou novamente em segundo lugar. Terminava assim uma das mais produtivas relações na Formula 1. A Tyrrell nunca mais voltaria a vencer um campeonato. Depois de Stewart, houve bons momentos para a Tyrrell mas nunca mais se atingiu o mesmo sucesso. Só se obteve mais 7 vitórias, até 1998. Mas não se pense que Ken Tyrrell não fosse arrojado. Porque houve projectos que são prova do contrário, como por exemplo: o Tyrrell P34 de seis rodas, o Tyrrell 019 que lançou a moda, na Formula 1, da frente levantada dos monolugares. Contudo foi uma equipa, que apesar de viver quase sempre com dificuldades financeiras, deu a conhecer e lançou na Formula 1 muitos e bons pilotos. Por exemplo, Francois Cevert (francês), Patrick Depailler (francês), Didier Pironi (francês), Michele Alboreto (italiano), Stefan Bellof (alemão) e Jean Alesi (francês), foram pilotos que iniciaram a sua carreira na Formula 1 pela mão de Ken Tyrrell. Outros grandes pilotos, não tendo lá iniciado, passaram pela equipa Tyrrell, como o já citado, Jackie Stewart, Ronnie Peterson (sueco) e Jody Scheckter (sul africano).
Depois da sua última vitória na Formula 1 (em 1983), a Tyrrell deixou de ser uma equipa competitiva (à excepção do Tyrrell 019 de 1990) e viveu em dificuldades financeiras até 1997. Em 1997 a equipa foi vendida à British American Tobacco. Em 1998 ainda sob a orientação de Ken Tyrrell termina o campeonato sem conquistar qualquer ponto. Em 1999, a Tyrrell desaparece e passa a designar-se BAR-Honda. Assim terminava a aventura do “Tio Ken” na Formula 1. Ken Tyrrell viria a falecer em 2001 vítima de um cancro no pâncreas. Tinha 77 anos.


(continuação)
No GP da Bélgica, o francês Alain Prost (Renault) consegue um bom resultado. Faz a pole-position e vence a corrida. Nelson Piquet (brasileiro), seu directo adversário no campeonato, não consegue melhor que um 4º lugar com o Brabham. Patrick Tambay (Ferrari) é segundo e Eddie Cheever (Renault) é o terceiro.
Em Detroit, o segundo GP dos EUA no campeonato, Michele Alboreto vence, com o Tyrrel aspirado, contra a concorrência dos turbos. Keke Rosberg (Williams) e John Watson (McLaren) foram o segundo e terceiro classificados, respectivamente. Também com os carros equipado com o motor Ford Cosworth. Foi a 155ª e última vitória do motor Ford Cosworth (DFV e DFY), que esteve em actividade durante 19 anos (1967 a 1985)!

No GP do Canadá, René Arnoux (francês) vence com o Ferrari e o seu colega de equipa, Patrick Tambay (francês), fica em terceiro lugar. Eddie Cheever (americano) fica em segundo lugar. Prost é apenas quinto e Piquet não pontua.
Na Grã-Bretanha, Prost (Renault) vence, Piquet (Brabham) é segundo e Tambay (Ferrari) é o terceiro. Os três primeiros passaram pela liderança mas no fim foi Prost quem acabou por vencer.
No GP da Alemanha, a Ferrari, em boa forma, domina a prova. Arnoux faz a melhor volta e vence, Tambay faz a pole-position mas abandona na corrida. O italiano, Andrea de Cesaris, da Alfa Romeo faz uma boa corrida e termina em segundo lugar. Riccardo Patrese (Brabham) foi o terceiro.
Nesta altura, com 10 corridas efectuadas, Prost liderava nos pilotos com uma vantagem de 9 pontos sobre Piquet. A Ferrari, que era líder nas marcas, tinha mais 2 pontos que a Renault.
(continua)

Os pilotos do Tyrrell 012 em 1983 foram: Michele Alboreto e Danny Sullivan.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

1 comentário:

Speeder_76 disse...

Excelente! É um belo carro, de facto, mas aquele aleiron traseiro em forma de boomerang era no mínimo original. Quanto aio "tio" Ken... ele faz mesmo falta na Formula 1.