12 dezembro 2006

Ferrari D50 - Juan Manuel Fangio (1956)

Esta miniatura é da marca Brumm, referente ao GP da Grã-Bretanha de 1956, o argentino Juan Manuel Fangio é o piloto. É uma das minhas últimas aquisições.
O Ferrari D50 era na verdade o Lancia D50, apenas com outra denominação. O que se passou foi que a Lancia, após a morte de Alberto Ascari e com graves problemas financeiros, resolveu abandonar as competições. Num acordo entre a Federação Italiana e a Fiat ficou combinado que a Ferrari ficaria com os activos de competição da Lancia. E assim o Lancia D50, que era um carro concebido com grande atenção nos detalhes, excelentes acabamentos das peças mecânicas e economia de peso, passou a ser, em 1956, o Ferrari D50.
Em 1956, Juan Manuel Fangio (argentino) deixa a Mercedes-Benz (que tinha abandonado as competições) e assina pela Ferrari. Assim J. M. Fangio iria conseguir em 1956 o seu tetra campeonato (terceiro consecutivo).

No início do campeonato, GP da Argentina, Fangio (Ferrari) vence em casa mas a vitória é repartida com o seu colega de equipa Musso (italiano). Na época, os pilotos da mesma equipa podiam trocar de carros entre si. No GP do Mónaco, o inglês Stirling Moss (Maserati) vence mas Fangio termina em segundo lugar. Entretanto decorrem as 500 Milhas de Indianápolis, que apenas faziam parte do campeonato para que este fosse considerado verdadeiramente mundial. A vitória foi do americano Flaherty, os pilotos da Formula 1 normalmente não participavam. Fangio (Ferrari) abandona no GP da Bélgica e é quarto classificado no GP da França. Os dois GP foram vencidos pelo inglês Peter Collins (Ferrari). No GP da Grã-Bretanha, Fangio impõe o seu Ferrari D50 e volta a vencer no difícil circuito de Nurburgring, na Alemanha. S. Moss (Maserati) termina a prova alemã no segundo lugar.

A decisão do campeonato ficou para o último GP do ano, na Itália. Havia quatro pilotos que ainda podiam vencer o campeonato: Fangio, Moss, Collins e Behra. O GP foi de grande emoção e indecisão até ao final. Como se sabe, na época, os pilotos da mesma equipa podiam trocar de carros entre si e foi devido a esse facto e à grande generosidade de Peter Collins é que Fangio se sagrou campeão do mundo em 1956. A prova decorria à 10 volta com os quatro primeiro classificados apenas separados por um segundo: Fangio, Moss, Schell e Collins, que iam trocando de posição entre si. Entretanto Moss assume a liderança e Fangio com um problema mecânico, para nas boxes. O problema é resolvido com uma peça do carro de Castelloti que já tinha abandonado. Mas quem sai das boxes é Castelloti e Fangio fica nas boxes. Pensou-se que a Ferrari iria fazer parar Musso (Ferrari), que era segundo, para ceder o lugar a Fangio. Mas quando, à 30ª volta, Musso pára nas boxes para mudar um pneu, este não cede o lugar a Fangio. Quatro voltas depois, Peter Collins, que era terceiro, pára nas boxes para verificar os pneus. Peter Collins, que também lutava pelo campeonato e Enzo Ferrari já lhe tinha garantido anteriormente que não ordenaria que ele cedesse o carro a Fangio, vendo o seu colega de equipa nas boxes não teve dúvidas em ceder-lhe o carro voluntariamente. Abandonava assim a possibilidade de ser Campeão Mundial. Foi um gesto de extraordinário desportivismo, ímpar em toda a história. Fangio fica em segundo lugar conseguindo os pontos necessários para ser campeão. A vitória foi de S. Moss (Maserati). No campeonato, Fangio é primeiro com 30 pontos (3 vitórias) e S. Moss é segundo com 27 pontos (2 vitórias).

Os pilotos do Ferrari D50, em 1956, foram: J. M. Fangio, E. Castelloti, L. Musso, P. Collins, A. Pillete, A. De Portago, O. Gendebien e W. Von Trips.
Vitórias: 5 (J. M. Fangio: 3*; Musso: 1*; P. Collins: 2) *A vitória no GP da Argentina é repartida
Pole-position: 6 (J. M. Fangio: 6)
Melhor volta : 4 (J. M. Fangio: 4)

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