27 janeiro 2009

Sauber C16 - Johnny Herbert (1997)

Esta miniatura é da marca Onyx.
A miniatura é um Sauber C16 que o piloto inglês Johnny Herbert utilizou durante a temporada de 1997.
O Sauber C16 foi desenhado por Leo Ress. Após ter utilizado os motores da Mercedes (em 93 e 94) e da Ford (em 95 e 96), a Sauber conseguia outro grande nome como fornecedor de motores: a Ferrari. Assim o motor utilizado por este modelo da Sauber era da Ferrari mas designava-se de Petronas.
Neste ano de 1997 o Sauber C16 foi conduzido por quatro pilotos: Johnny Herbert (inglês), Nicola Larini (italiano), Norberto Fontana e Gianni Morbidelli (italiano) mas apenas o inglês fez a temporada completa. Os restantes 3 pilotos dividiram os GP’s entre si. Julgo que esta situação deve ter tido motivações económicas, isto é, a equipa Sauber beneficiou financeiramente com o “cachet” dos pilotos pagantes que utilizou.
No final do ano de 1997 a Sauber ficava em 7º lugar no campeonato e conquistou um terceiro lugar no GP da Hungria obtido pelo inglês Johnny Herbert.
Johnny Herbert nasceu a 25 de Junho de 1964 em Inglaterra. Como outros pilotos, Herbert passou primeiro pelo kart e depois pelas outras formulas (Formula Ford 1660, Formula Ford 2000, Formula 3000 inglesa e internacional) antes de chegar à Formula 1. Também ainda antes de se estrear na Formula 1, Johnny Herbert sofreu em 1988 um grave acidente em Brands Hatch que por pouco não o deixou incapacitado para a competição automobilística. Ao que parece na manhã do acidente Herbert tinha assinado um contrato com a Benetton para a temporada de 1989. A sua estreia na Formula 1 foi surpreendente. Ainda com graves dificuldades devido aos ferimentos sofridos pelo acidente em Brands Hatch, Herbet faz a sua estreia no GP do Brasil de 1989 com a Benetton. O resultado foi verdadeiramente fantástico para quem ainda estava em convalescência, Herbert terminou o seu primeiro GP da carreira num excelente 4º lugar! No entanto, a Benetton resolveu substituí-lo ao fim de 5 GP’s, para que Herbert pudesse recuperar completamente. Ainda assim Herbert participa no GP da Bélgica com um Tyrrell. Nas 5 temporadas seguintes Herbert correu pela Lotus embora as duas primeiras épocas não tenham sido completas: 2 GP’s em 1990; 7 GP’s em 1991. Nesses anos em que corre pela Lotus os melhores resultados que consegue são 3 quartos lugares em 1993. Em 1994 corre pela Lotus até ao GP de Portugal. No GP seguinte, o da Europa, corre pela Ligier e os dois últimos da temporada são já feitos ao volante de um Benetton. Desconheço a razão porque Herbert deixou a Lotus mas julgo que deve ter sido a oferta da Benetton que terá desencadeado esta mudança. Não nos devemos esquecer que a Ligier, equipa pela qual Herbert faz um GP logo após ter deixado a Lotus, pertencia a Flávio Briatore, o director técnico da Benetton. O ano de 1995 foi o melhor da carreira para Herbert. Ao lado de Michael Schumacher (alemão), campeão do mundo em 1994, e na Benetton que era uma das melhores equipas em 1995, Johnny Herbert ajuda a equipa a conquistar o primeiro e único título de construtores. Claro que Herbert, consciente como deveria estar, não podia fazer frente ao Schumacher mas soube aproveitar as oportunidades que o alemão e os adversários lhe deram: Johnny Herbert vence pela primeira vez um GP e logo em casa, e em Itália volta a vencer. No final da temporada regista a sua melhor classificação: 4º lugar. Os três anos seguintes são passados na Sauber onde dois terceiros lugares são o melhor que consegue. Em 1999 corre pela Stewart e dá a equipa de Jackie Stewart (ex-tricampeão mundial) a sua única vitória na Formula 1. No seu último ano na Formula 1, em 2000, Herbert corre pela Jaguar mas os resultados são fracos e não consegue pontuar. Jonnhy Herbert participou em 161 GP’s, venceu por 3 vezes, tendo conquistado 7 pódios e 98 pontos. Extra Formula 1, Herbert já venceu as 24 Horas de Le Mans em 1991 e ficou em segundo lugar em 3 ocasiões (2002, 2003 e 2004).

1997 – O Campeonato
As novidades no início da temporada de 1997 eram várias, sendo as seguintes as mais importantes: o escocês Jackie Stewart (três vezes campeão mundial em 1969, 1971 e 1973) fundou a equipa Stewart que se estrearia na Formula 1 nesse ano; Adrian Newey, o engenheiro responsável pelos sucessos da Williams nos últimos anos, passou para a McLaren; na Ferrari juntou-se o trio (Schumacher, Ross Brawn e Rory Byrne) que foi responsável pelos títulos de Michael Schumacher na Benetton; a Bridgestone entra para a Formula 1 fornecendo pneus a cinco equipas (Arrows, Minardi, Prost e Stewart); e claro, a ida do Campeão do Mundo Damon Hill para a Arrows. Para o seu lugar na Williams foi contratado Heins-Harald Frentzen (alemão).
Seria precisamente Damon Hill a causar alguma surpresa no primeiro GP da temporada, na Austrália. Hill quase falhou a qualificação mas acabou por alcançar um tempo dentro do limite de 107% do pole-position, que foi conquistada pelo seu ex-colega de equipa na Williams, Jacques Villeneuve (canadiano). No entanto na volta de aquecimento, o Arrows de Damon Hill partiu o cabo do acelerador ditando a desistência do campeão mundial antes do início da corrida. No início da prova, Johnny Herbert (Sauber) e Jacques Villeneuve (Williams) desistiram devido a um acidente. O irlandês Eddie Irvine (Ferrari), causador do acidente, também desistiu. Deste modo e na sua primeira corrida pela Williams, Frentzen ficou com a liderança da prova. Com o decorrer da prova e com as paragens nas boxes (abastecimento e mudança de pneus), o escocês David Coulthard (McLaren) também esteve na primeira posição tendo a cedido a Frentzen novamente quando foi a sua vez de parar nas boxes. Esta situação voltou a repetir-se na paragem seguinte mas Frentzen, depois de sair das boxes, comete um erro e despista-se. Livre da pressão do piloto da Williams, Coulthard aproveitou para vencer a sua primeira corrida pela McLaren. O início de temporada dificilmente poderia ser melhor para a McLaren, que voltava a vencer um GP depois de Senna (1993). A Mercedes, que fornece motores à McLaren, também regressava ao lugar mais alto do pódio depois de mais de quarenta anos (a última vitória da Mercedes na F1 tinha acontecido no GP em 1955). Michael Schumacher (Ferrari) ficou em segundo lugar e o outro McLaren, Mika Hakkinen (finlandês), completou o pódio.
No GP do Brasil Jacques Villeneuve voltou a ser o mais rápido na qualificação mas na largada foi ultrapassado por Michael Schumacher. Contudo a corrida foi interrompida, Rubens Barrichello (Stewart) ficou parado na grelha de partida e existiram alguns incidentes que terão motivado uma 2ª partida. Villeneuve volta a perder a primeira posição para Schumacher na nova partida mas o canadiano da Williams, ainda na primeira volta, passa para a liderança. Quando chega o momento das primeiras paragens nas boxes, já Schumacher tinha perdido o segundo lugar para o austríaco Gerhard Berger (Benetton); a classificação dos 3 primeiros era a seguinte: Villeneuve, Berger e Schumacher. Na segunda paragem nas boxes, Schumacher tem alguns problemas que causaram a perda de tempo comprometendo a corrida, acabando em 5º lugar. Villeneuve vence seguido de Gerhard Berger. O terceiro lugar foi para o francês Olivier Panis da Prost.
Jacques Villeneuve continuou sequência de pole-positions ao efectuar o melhor tempo para o GP da Argentina. Foi a sua terceira deste ano em três GP’s. Esta posição de Villeneuve na grelha de partida foi bem aproveitada na partida para assegurar a liderança da corrida. Ainda na partida, Rubens Barrichello e Michael Schumacher envolvem-se num incidente e ambos abandonam. Quando seguia em segundo lugar, Frentzen abandona. Olivier Panis (Prost) herda a posição de Frentzen mas algum tempo depois também abandona. Após as paragens nas boxes, e já nas últimas voltas, Villeneuve é pressionado por Eddie Irvine (Ferrari) mas a vitória acaba por sorrir ao canadiano da Williams. Irvine termina em segundo lugar e Ralf Schumacher (Jordan) é o terceiro.
No GP de Imola Jacques Villeneuve volta a conseguir a pole-positon e na partida lidera, seguido de Schumacher e de Frentzen. Assim se mantiveram os três primeiros até às paragens nas boxes. Neste momento, Frentzen conseguiu passar o alemão da Ferrari. Villeneuve, com alguns problemas, teve que regressar às boxes sendo lhe detectado um problema no volante. Problema esse que o levou à desistência. Assim para a Williams tudo dependia de Frentzen. E tudo acabou por correr bem a Frentzen, que na seguinte ida às boxes de Schumacher, assumiu a liderança e venceu a corrida, à frente do piloto da Ferrari. Foi a primeira vitória de Frentzen na Formula 1. Eddie Irvine terminou em terceiro lugar. Como nota de registo fica assinalado o facto de Jonh Barnard (ex- director técnico da McLaren e da Ferrari) estar agora a trabalhar na Arrows.
(continua)

Os pilotos do Sauber C16 em 1997 foram: Jonnhy Herbert, Nicola Larini, Norberto Fontana e Gianni Morbidelli.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

23 janeiro 2009

Williams FW18 - Heinz-Harald Frentzen (testes em 1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Em 1996 Damon Hill, depois de vencer o campeonato de Formula 1, não continuou na Williams e rumou para a Arrows. Para o substituir, Frank Williams contratou o piloto alemão Heinz-Harald Frentzen, que deixava assim a Sauber. Segundo os fascículos da colecção Grand Prix – Mitos da Formula 1, esta decisão de Frank Williams em não renovar com Damon Hill poderá ter precipitado a saída do prestigiado director de design da Williams, Adrian Newey, que para além de não concordar com a saída de Hill pretendia também uma participação accionista na empresa. Como isso não aconteceu, Adrian Newey assinou pela McLaren no Verão de 1997.
Heinz-Harald Frentzen vinha, como disse, da Sauber, equipa onde se estreou na Formula 1 em 1994. Ao longo desses 3 anos em que evoluiu na Sauber, Frentzen foi obtendo bons resultados. Assim quando foi necessário encontrar um bom substituto para Hill, Frank Williams foi contratar o piloto da Sauber. Frentzen substituía assim Hill na Williams, juntando-se ao canadiano Jacques Villeneuve, que agora assumia o lugar de primeiro piloto da equipa e era também o principal candidato à conquista do título. A miniatura que agora apresento é sobre o Williams FW18, sobre o qual já escrevi neste post, mas neste caso é o Williams de testes que Heinz-Harald Frentzen terá utilizado na época de defeso antes de iniciar a temporada de 1997. Esta miniatura é uma edição limitada que foi lançada na altura em que a equipa Williams terá estado no Circuito do Estoril em testes.

19 janeiro 2009

Bridgestone Test Car - Damon Hill (1996)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Damon Hill venceu o campeonato do mundo de Formula 1 em 1996 correndo pela Williams mas quando ainda faltavam algumas provas para o fim da temporada, Hill já sabia que não iria estar na Williams no ano seguinte para defender o título conquistado.
Surpreendentemente, ou talvez não, Damon Hill escolheu a Arrows para tentar defender o título. O que todos nós sabíamos era que não iria ter uma época de 1997 nada fácil… e talvez no seu íntimo, também Hill o sabia. E foi o que veio a suceder.
A Arrows, que era agora (em 1997) controlada por Tom Walkinshaw, ao contratar o campeão do mundo beneficiou com a publicidade que esse facto traria para a equipa ao qual aliou ainda o contrato com a Bridgestone, empresa japonesa de pneus que se estreava na Formula 1 nesse ano. Hill terá beneficiado com um contrato milionário. Mas os pneus e Hill não eram as únicas novidades na Arrows: o motor utilizado nesse ano seria o Yamaha.
A época de Damon Hill na Arrows foi realmente difícil. Um verdadeiro calvário, diria eu. Mas mesmo assim Hill teve o seu momento de glória… ou de quase glória. As quebras do Arrows A18 foram inúmeras ao longo do ano. Só para referir algumas: logo na primeira corrida do ano, na Austrália, Hill teve uma amostra daquilo que o esperava. Conseguiu qualificar-se “in extremis”, escapado por pouco à não qualificação que seria se tivesse falhado o tempo dentro do limite de 107% do pole-position. Mas o pior estava para vir. Na volta de aquecimento o cabo do acelerador partiu e Hill foi obrigado a desistir ainda a corrida não tinha começado. Posteriormente a este desastroso inicio de campeonato, as roturas mecânicas continuaram a suceder-se o que desmotivou de tal modo Damon Hill, ao ponto de o seu colega de equipa, o brasileiro Pedro Diniz, começar a ser mais rápido que Hill. Este facto desagradou Walkinshaw, que terá criticado publicamente Hill.
O momento de glória de Hill e da Arrows aconteceu no GP da Hungria. Na qualificação Damon Hill surpreendeu tudo e todos ao efectuar o terceiro tempo. Na corrida, Hill muito cedo chegou ao primeiro lugar, sendo seguido por Jacques Villeneuve (canadiano) e Michael Schumacher (alemão) que lutavam pelo campeonato. Durante a corrida Hill revelou-se sempre muito rápido e inacessível aos seus perseguidores. Muitos pensaram que a vitória de Hill era certa. Na última volta um problema na caixa de velocidades tirou a vitória a Hill e à Arrows. Villeneuve aproveitou e ultrapassou o seu ex-colega de equipa. Para Hill sobrou a fraca consolação do segundo lugar, quando a vitória esteve mesmo para acontecer. Tirando este momento, pode-se dizer que a prestação de Hill na Arrows se saldou por uma perda de tempo. No final da temporada, deixou a Arrows e asssinou pela Jordan.
Esta miniatura representa o teste da Bridgestone com Damon Hill em 1996. Como não está referenciado qual é a marca do carro, julgo que este seja o Arrows A18 que foi utilizado em 1997. A miniatura apresenta a decoração utilizada nos testes dos pneus Bridgestone. Durante a temporada o Arrows A18 utilizou uma decoração completamente diferente.
Editado a 23 de Janeiro de 2008.
Graças ao JB, leitor assíduo do Quatro Rodinhas, que me chamou à atenção de que este F1 afinal não é um Arrows e sim o Ligier JS41. Fica assim rectificado o meu erro, que poderia ter evitado se tenho efectuado uma pequena pesquisa. A confirmar aqui: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Bridgestone_test_car_Ligier_JS41_Mugen.jpg
Obrigado JB por me ter chamado à atenção. Já agora aproveitem para visitar a colecção do JB, talvez por lá reconheçam algumas miniaturas com as quais brincaram na vossa infância. Uma pequena maravilha: JB Modelismo.

12 janeiro 2009

Fiat Punto S1600 - J. P. Fontes - N. R. Silva (Rali de Portugal de 2001)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Fiat Punto foi apresentado em 1994 e tinha como objectivo substituir o modelo Uno da marca italiana. Desenhado por Giorgetto Giugiaro, este pequeno utilitário venceu o prémio de Carro Europeu do Ano de 1995 e rapidamente se tornou num sucesso de vendas.
Entretanto com o passar dos anos o Fiat Punto foi sofrendo alterações e actualmente já vai na terceira geração, o Grand Punto (desde 2003). A primeira geração do Punto vai de 1994 a 1999 e a segunda geração vai de 1999 a 2003. Em 2003 surgiu o Grand Punto e o Punto foi remodelado (facelift), que se mantêm até aos dias de hoje.
Foi com base do Punto da segunda geração que se desenvolveu o Fiat Punto S1600 (ou Kit Car) para os ralis.
A miniatura que hoje apresento é a versão do Fiat Punto S1600 de José Pedro Fontes no Rali de Portugal de 2001. Nota: infelizmente as colecções da Altaya têm o hábito de cometer erros e nesta miniatura existe um erro de “palmatória”. A miniatura do Fiat vem referenciada na base como sendo do Rali de Portugal de 2002, no fascículo o texto é sobre 2002 mas na realidade a miniatura pertence ao ano de 2001.
Sobre o piloto José Pedro Fontes disponho de pouca informação: posso referir que não foi feliz na edição do Rali de Portugal de 2001 porque foi obrigado a desistir, vítima da transmissão do seu Punto. No ano seguinte voltou ao não ser feliz no Rali de Portugal: também desistiu. Este piloto português já guiou pela Fiat, Mitsubishi e Renault. Pelo blog QuimRally soube que José Pedro Fontes obteve o seu primeiro triunfo absoluto na edição 2008 do Rali Casinos do Algarve. Desconheço se alguma vez se sagrou campeão em qualquer uma das categorias existentes no nacional.
Editado a 13 de Janeiro de 2009
Deixo aqui um link onde podemos saber mais sobre José Pedro Fontes.

07 janeiro 2009

Citroen Saxo S1600 - B. Tirabassi - J.J. Renucci (Campeonato Françês de Ralis de 2002)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Como ainda recentemente fiz um post sobre o Citroen Saxo S1600, remeto os leitores para a consulta do mesmo.
No caso desta miniatura do Saxo S1600, esta versão pertence ao piloto francês Brice Tirabassi com a qual se sagrou Campeão Francês de Ralis em 2002. Brice Tirabassi nasceu a 15 de Junho de 1977 em França. A sua estreia nos ralis aconteceu em 1997, nas provas do Troféu Peugeot 106 (terra). Durante os dois anos seguintes manteve a participação neste troféu. Em 1999 e após o seu quarto lugar na prova Volant Peugeot 206 WRC, Brice é considerado uma das esperanças do ano. Vence o Troféu Peugeot 106 (terra) em 2000 e fica em segundo lugar no Volant Peugeot 206 WRC. Ainda em 2000 participa pela primeira vez no Rali de Monte Carlo ao volante de um Peugeot 306. No ano seguinte foi vice-campeão francês de ralis com um Mitsubishi. Brice torna-se piloto oficial da Citroen em 2002, ano em que venceu o Campeonato de França de Ralis com o Citroen Saxo S1600. No campeonato francês desse ano Brice obteve as seguintes classificações: venceu o Rali de Auxerrois; venceu o Rali Alsace-Vosges (sendo esta a versão da miniatura que hoje apresento); foi terceiro classificado no Rali de Limousin; voltou a ser terceiro no Rali do Mont-Blanc; desistiu no Rali do Touquet; e venceu a sétima e última prova do campeonato, o Rali de Cardabelles, sagrando-se campeão francês. Informações retiradas do fascículo da colecção ao qual pertence a miniatura.Em 2003 sagrou-se Campeão Mundial de Ralis Júnior ao volante de um Renault Clio S1600. Em 2004 apenas participa em um rali do mundial com um Mitsubishi. No ano seguinte ao volante de um Subaru Impreza participa em 4 ralis do mundial mas sem resultados de relevo, apenas uma vitória no Rali do Chipre na categoria de Produção e o 12º lugar no Campeonato de Produção. No ano de 2006 volta a correr com a Citroen, neste caso com o C2 S1600, mas os resultados também não são melhores. Na sua categoria, Brice venceu na Volta à Corsega. No final do ano fica apenas em 14º no Campeonato Mundial de Ralis Júnior. Posteriormente a 2006 não tenho mais informações sobre Brice Tirabassi.

04 janeiro 2009

Peugeot 206 WRC - V. Rossi - C. Cassina (Rali RAC de 2002)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Hoje volto a falar do Peugeot 206 WRC. Para não repetir o que já disse sobre o 206 WRC aconselho a leitura dos posts já existentes sobre este modelo da Peugeot:
- Peugeot 206 WRC - Rali de Portugal de 2002
- Peugeot 206 WRC - Volta à Córsega de 2000
Neste caso trata-se de uma situação “algo” especial no desporto motorizado.
Frequentemente temos assistido na carreira de vários pilotos à mudança de categoria dentro do desporto automóvel, como por exemplo mudar da F1 para o DTM. Mas de tempos a tempos, assistimos a incursões de alguns pilotos a experimentarem outras modalidades do desporto motorizado, por exemplo passar das motos para a competição automóvel. Neste último caso, o piloto que teve mais sucesso foi John Surtees, que foi várias vezes campeão nas motos tendo depois passado para a Formula 1 onde também se sagraria campeão mundial em 1964 pela Ferrari.
A situação que vos vou falar hoje é bem mais simples, a miniatura que apresento é o Peugeot 206 WRC que o piloto italiano Valentino Rossi (Campeão Mundial de MotoGP) utilizou na sua primeira prova oficial no mundial de ralis, que neste caso aconteceu no RAC de 2002. No entanto a estreia de Valentino Rossi nos ralis saldou-se por um abandono por se ter despistado. Valentino Rossi voltou a participar num rali do mundial em 2006 ao volante de um Subaru Impreza WRC (Rali da Nova Zelândia de 2006) tendo conseguido terminar a prova na 11ª posição. Valentino Rossi tem mais algumas participações noutros ralis que não fazem parte do WRC. Para além dos ralis, neste últimos anos têm-se falado e especulado muito em torno dos testes que Rossi tem vindo a fazer na Formula 1 com a Ferrari.
Esta miniatura do Peugeot 206 WRC de Rossi pertence à colecção referida mas só foi enviada, como oferta, para quem a assinou. A sua qualidade é bastante superior à qualidade das miniaturas da colecção: tem o interior decorado (publicidade nos bancos e rollbars mas faltam os cintos) e vem com as “palas” nas rodas.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2002
Foi no Rali da Nova Zelândia que se decidiram os títulos do mundial. Assim a três provas do final do campeonato, Marcus Gronholm (finlandês) e a Peugeot não deixaram fugir a oportunidade de conquistarem os títulos. Gronholm sagrou-se virtual campeão com uma vitória numa prova em que o finlandês mostrou a razão de ter sido o melhor do ano, dominado o rali. O seu colega de equipa e compatriota, Harri Rovampera, terminou em segundo lugar, o que deu à Peugeot o título de marcas. O terceiro lugar foi para Tommi Makinen (finlandês) num Subaru Impreza WRC.
Já com o título conquistado, Marcus Gronholm voltou a vencer no Rali da Austrália, o que confirmou ainda mais a sua vitória no campeonato. Rovampera foi novamente o segundo. Foi a nona dobradinha da Peugeot neste campeonato! As vitórias da Peugeot neste ano foram sempre com dobradinhas. Impressionante. O terceiro classificado foi Peter Soberg (norueguês) no Subaru Impreza WRC.
O RAC serviu para cumprir o calendário. Esteve muito perto outra vitória de Gronholm mas um erro do finlandês deitou por terra as pretensões do piloto de terminar o campeonato com novo triunfo e igualar o recorde de Didier Auriol de seis vitórias num ano. Deste modo foi Peter Solberg (Subaru) quem acabou por vencer o RAC o que significou para o norueguês a sua primeira vitória no mundial. O estónio Markko Martin ficou em segundo lugar e Carlos Sainz (espanhol) foi o terceiro, ambos em Ford Focus WRC.
O Mundial de Pilotos terminou com Gronholm em primeiro com 77 pontos (5 vitórias), conquistando o seu segundo título. A Peugeot venceu o campeonato de marcas com 165 pontos (9 vitórias).