26 abril 2007

Ligier JS11 - Jacques Laffite (1979)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A Ligier era uma pequena equipa fundada pelo francês Guy Ligier que corria na Formula 1 desde 1976. A equipa existiu até 1996, altura em que Alain Prost adquiriu a Ligier e lhe mudou o nome para Prost, criando assim a sua equipa de Formula 1.
Em 1979, Gerard Ducarouge e Paul Carrillo foram os responsáveis pelo Ligier JS11, tendo sido desenhado de acordo com o conceito em moda na época e que foi iniciado por Colin Chapman, o efeito solo.
A Ligier era patrocinada pela tabaqueira francesa, a Gitanes. A equipa dava prioridade aos pilotos de nacionalidade francesa, utilizavam o motor francês da Matra, havia uma preocupação por parte de Guy Ligier de manter uma equipa, o mais possível, de carácter francês. No entanto, em relação ao motor, o Matra V12 utilizado na época de 1978 foi abandonando e utilizou-se, em 1979, o sempre fiável Ford Cosworth DFV V8. Até 1978 a Ligier utilizou sempre um só carro mas para 1979 teve que contratar outro piloto devido à norma estabelecida por Bernie Ecclestone que determinava que as equipas tinham que inscrever dois carros para cada GP. O francês Jacques Laffite continuou na equipa e foi contratado outro piloto francês, Patrick Depailler.
O início do campeonato de 1979 dificilmente teria sido melhor para a Ligier, que conseguiu vencer os dois primeiros GP do ano, por Laffite, e o quinto GP da temporada, por Depailler. No entanto, a Ligier, devido ao seu reduzido orçamento, não conseguiu desenvolver o JS11 durante o resto da temporada e os seus adversários recuperam a desvantagem ao conseguirem fazer evoluir os seus carros. Quando usa uma asa-delta, Depailler sofre um grave acidente que o impediu de correr no resto da época. A partir do GP de França foi substituído pelo belga Jacky Ickx.

Como curiosidade sobre este modelo, os pódios conquistados era assinalados na carenagem do carro. Nesta miniatura do Ligier pilotado por Jacques Laffite podemos ver essas marcas referentes às duas vitórias nos GPs da Argentina e da Africa do Sul e ao segundo lugar no GP da Bélgica.

(continuação)
Ao chegar ao GP da Bélgica, a Ligier estava na frente dos campeonatos, o que de facto era muito bom para a equipa de Guy Ligier. Mas seria na prova belga que Jody Scheckter (sul-africano) venceria a sua primeira corrida pela Ferrari. Laffite (Ligier) ficou em segundo lugar e Didier Pironi (francês) terminou na terceira posição com um Tyrrell. No GP do Mónaco, Scheckter (Ferrari) voltou a vencer, Clay Regazzoni (suíço) ficou em segundo com um Williams e Carlos Reutemann (argentino) foi terceiro com o Lotus 79. Scheckter estava nesta altura sozinho no comando do campeonato.
No GP da França, assistiu-se nas últimas voltas, a um dos maiores duelos em pista da história da Formula 1. A Renault que vinha desenvolvendo os motores turbo, deste 1977, ainda não tinha conseguido grandes resultados. Na verdade, os Renault Turbo registavam muitos abandonos nas provas e mesmo neste ano as coisas não estavam bem, apenas tinham terminado três vezes nos GPs já decorridos. Mas o que se passou foi realmente fantástico, os Renault dos franceses Jean-Pierre Jabouille e René Arnoux ficaram nas duas primeira posições na grelha de partida. Logo no início, o Ferrari de Villeneuve (canadiano) tomou a liderança levando atrás de si o Renault de Jabouille. A perseguição durou 46 voltas até que Jabouille ultrapassou Villeneuve, afastando-se deste. Depois assistiu-se à aproximação de Arnoux a Villeneuve. A luta foi de tal modo intensa, que nas últimas quatro ou cinco voltas, os dois pilotos ultrapassaram-se várias vezes, as rodas dos dois carros chegaram tocar entre si várias vezes. O Ferrari de Villeneuve acabou por vencer a luta pelo segundo lugar, ficando Arnoux na terceira posição. A luta entre os dois ainda hoje é relembrada e relegou, de certo modo, a primeira vitória da Renault e de um motor turbo na Formula 1 para segundo plano. Foi, também, a primeira vitória de Jabouille na Formula 1. Até ao final do campeonato, Jabouille não voltaria a terminar mais nenhuma corrida.
No GP da Grã-Bretanha, Clay Regazzoni, que já tinha demonstrado a boa forma dos Williams no GP do Mónaco, vence a corrida dando à equipa Williams a primeira vitória na Formula 1. Esta foi a última vitória do suíço Regazzoni na Formula 1 que já não vencia desde 1976. René Arnoux (Renault) ficou em segundo e Jean-Pierre Jarier (francês) foi o terceiro num Tyrrell.
No GP da Alemanha, o bom resultado da Williams no GP anterior foi confirmado com uma dobradinha. Alan Jones (australiano) vence a corrida e Regazzoni é segundo. Segunda vitória de Jones na Formula 1 e primeira dobradinha da Williams. Jacques Laffite (Ligier) ficou em terceiro lugar.
O campeonato de pilotos era liderado por Scheckter com 35 pontos, seguindo de Laffite com 28 pontos e Villeneuve com 26 pontos. A Ferrari era primeira com 65 pontos e a Ligier era segunda com 51 pontos.
(continua)

Os pilotos do Ligier JS11 em 1979 foram: Jacques Laffite, Patrick Depailler e Jacky Ickx.
Vitórias: 3 (J. Laffite: 2; P. Depailler: 1)
Pole-position: 4 (J. Laffite: 4)
Melhor volta : 3 (J. Laffite: 2; P. Depailler: 1)

3 comentários:

Speeder_76 disse...

Só uma correcçãozinha: o Depailler não se feriu nuns testes privados, foi quando andava de asa-delta, após o GP do Mónaco.

De resto, o artigo está excelente! Abraço.

José António disse...

Realmente tem razão, a minha fonte estava errada. Vou proceder à correcção do texto.
Obrigado pelo seu contributo.
Cumprimentos.

Fleetmaster disse...

Bonita Miniatura. BOns tempos da Ligier. é uma equipe que falta falta a F1. Em 1996 eu chegeui a entrar nos boxes da Ligier e adivinha.... a acabou o filme da máquina !!!!