20 abril 2009

Skoda Fabia WRC - D. Auriol - D. Giraudet (Volta à Córsega de 2003)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
O Skoda Fabia foi apresentado no Frankfurt Motor Show em Setembro de 1999 e vinha substituir o Skoda Felicia. Este modelo da Skoda utilizava a mesma plataforma do Volkswagen Polo Mk IV e Seat Ibiza. A primeira geração do Fabia esteve em produção até 2007, ano em que foi lançada o novo Fabia.
A Skoda aproveitou o Fabia para ser utilizado nos ralis, substituindo assim o Octavia WRC que já se encontrava esgotado face aos seus adversários nos ralis. O Fabia parecia ter todas as características necessárias (mais pequeno e leve) para ser bem sucedido no WRC ou pelo menos obter melhores resultados que o Octavia, que era um carro de grandes dimensões e algo pesado em relação à concorrência. No entanto e quase incompreensivelmente, o Skoda Fabia WRC nunca alcançou resultados de relevo e na maior parte das vezes nunca se mostrou superior ao Octavia. Porquê?
Pesquisando na internet foi possível encontrar algumas justificações, ainda que nunca confirmadas, porque tal terá sucedido. Uma das razões apontadas para os fracos resultados foram os pilotos: o Skoda Fabia WRC estreou no Rali da Alemanha de 2003, a meio do campeonato, sendo utilizado pelos pilotos Toni Gardmeister (finlandês), que era considerado um piloto bastante regular, e Didier Auriol (francês), excelente piloto e ex-campeão mundial, mas que já se encontrava na fase descendente da sua carreira. No ano seguinte (2004) substituíram Auriol por Armin Schwarz (alemão) mas este também já não era propriamente um piloto jovem. Com tempo para desenvolver mais o Fabia apenas participaram em 7 provas, sem resultados significativos. Em 2005 substituíram Gardmeister e Schwarz por pilotos jovens mas de talento por confirmar. Mas houve um piloto francês Alex Bengué, perito no asfalto, que conseguiu ganhar algumas classificativas logo na sua primeira prova, no Monte Carlo de 2005! Outra razão para a fraca prestação do Fabia está ligada à política interna do Grupo Voklswagen, que começou com a substituição do chefe da Skoda. Por exemplo, pilotos de testes queixaram-se várias vezes de que eram impedidos de utilizar os seus “setups” quando o que o carro necessitava era de pequenos ajustes para se tornar muito bom. Outro exemplo: Colin McRae concordou em guiar para a Skoda no Rali da Austrália em 2005 mas apenas se pudesse utilizar os seus “setups”. McRae estava em 2º lugar quando a equipa decidiu efectuar uma simples e desnecessária mudança da caixa de velocidades que levou à desistência se ter excedido o tempo. Os fãs da Skoda dizem que esta desistência foi obra do director da equipa que não queria que o setup de McRae desse melhores resultados que o da equipa. Refiro que esta teoria não está confirmada. Para 2006, houve novamente alterações e a equipa Skoda passou a ser a semi-oficial Red Bull. Ao nível dos pilotos, não se compreende a razão da não manutenção de McRae e Bengué, bem como não se percebeu porque é que se convidou o piloto Harri Rovampera, especialista em pisos de gravilha, para guiar na Volta à Córsega, prova de asfalto, e depois não lhe dão um carro para guiar no rali da Finlândia. Mais algumas histórias são referidas que deixam no ar sérias dúvidas e que nos levam a pensar que o Skoda Fabia WRC poderia ter tido outro desempenho no mundial de ralis. Em 2007, dois anos depois e num Fabia sem qualquer tipo de desenvolvimento desde 2005, um piloto privado terminou em 5º lugar no Rali da Alemanha. Outro piloto privado, também num Fabia, venceu algumas classificativas no Rali da Noruega de 2009. Como é possível que isto tenha acontecido? In
http://www.rallye-info.com/carspecs.asp?car=369
Esta miniatura representa o Skoda Fabia WRC que Didier Auriol utilizou na Volta à Córsega de 2003.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2003
No Rali de San Remo o piloto francês Sebástian Loeb (Citroen) dominou a prova completamente e somou nova vitória às duas que já tinha. Gilles Panizzi (Peugeot), o outro francês especialista em asfalto, foi impotente para contrariar o domínio do seu compatriota e terminou na segunda posição. O terceiro classificado foi o estónio Markko Martin em Ford. A Hyundai já não participou no rali italiano e abandonou a competição por falta de orçamento.
A Volta à Córsega deste ano ficou marcada pela chuva e foi uma prova onde os pneus Pirelli se mostraram superiores. Peter Solberg (norueguês) impôs o seu Subaru equipado com os Pirelli e obteve uma “saborosa” vitória, beneficiando da desistência de Loeb. O espanhol Carlos Sainz (Citroen) ficou com a segunda posição, ultrapassando o francês François Duval (Ford) na última classificativa.
O Rali da Catalunha foi uma prova cheia de incidentes que motivaram várias alterações na liderança. Loeb foi um dos primeiros líderes mas errou nas afinações do carro e foi ultrapassado. Sainz também liderou mas problemas no motor impediram o espanhol de lutar pela vitória. Na terceira etapa a chuva apareceu e com Loeb a errar nos pneus, Panizzi não deixou de aproveitar toda esta sequência de acontecimentos para segurar uma vitória no rali espanhol. Loeb foi o segundo e Martin, que sofreu com alguns problemas nos travões, foi o terceiro. Solberg foi o quinto, Sainz o sétimo e Richard Burns (Peugeot) desistiu, foi a sua última prova na carreira.
A uma prova do final do campeonato havia 4 candidatos ao título: Loeb e Sainz com 62 pontos, Solberb com 62 pontos e Burns com 58 pontos. O inglês Richard Burns não iria poder participar no RAC porque lhe foi diagnosticado um tumor cerebral. Burns lutou pela vida durante os dois anos seguintes mas infelizmente acabou por falecer.
Assim os três pilotos lutaram pela vitória no RAC e quem vencesse sagrava-se campeão. Loeb e Solberg disputaram a liderança enquanto Sainz, atrasado, teve que arriscar para se manter na luta pela vitória. Contudo o espanhol não foi feliz e acabou por desistir. Solberg acabou por vencer o rali e o mundial quando o chefe da Citroen, Guy Fréquelin, pediu a Loeb para terminar a todo o custo e assim conquistar o título de marcas. Peter Solberg sagrou-se campeão com 72 pontos (4 vitórias) seguido de Loeb com 71 pontos (3 vitórias). A Citroen venceu o seu primeiro mundial com 160 pontos (4 vitórias), a Peugeot ficou em segundo com 145 pontos (4 vitórias), a Subaru em terceiro com 109 pontos (4 vitórias) e a Ford em quarto com 93 pontos (2 vitórias).

7 comentários:

JB disse...

Lindissimo este Skoda
JB

Tohmé disse...

José Antonio, sempre gostei dos Skoda. Esse é lindo.
Eles abandonaram o WRC esse ano?

José António disse...

JB e Tohmé, agradeço a vossa visita.

Tohmé, tb sempre gostei dos Skoda, por sinal procuro uma miniatura do Felicia mas nunca encontrei.
O último ano da Skoda nos ralis foi em 2006, com uma equipa semi-oficial da Red Bull.

Abraços

De Gennaro Motors disse...

A Skoda até que fez sucesso no Rally !

anny disse...
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honey disse...
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tiffany disse...
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