27 agosto 2010

BAR-Honda 006 - Jenson Button (2004)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
Com apenas 20 anos de idade Jenson Button estreou-se na F1 no campeonato de 2000 e desde logo prometeu muito quando obteve o seu primeiro ponto na sua segunda corrida (na altura foi o mais jovem piloto a pontuar na F1, recorde que foi batido posteriormente por Sebastien Vettel em 2007). Mas com o decorrer dos anos uma das maiores promessas da F1 na primeira década do séc. XXI tardou em confirmar todo o seu potencial. A primeira vitória tardou em aparecer, acontecendo apenas em 2006, e quando ninguém esperaria Button consegue vencer o Campeonato do Mundo de F1 de 2009 com a equipa Brawn, que foi construída à pressa com as bases da equipa Honda que saiu, um pouco inesperadamente, da F1 no final de 2008.
No entanto, hoje apresento a miniatura do BAR-Honda 006 de 2004 com o qual Jenson Button conquistou, no GP de San Marino, a sua primeira pole-position da carreira.
O BAR-Honda 006 foi concebido pelos designers Geoffrey Willis, Willem Toet e Mariano Alperin. O motor utilizado foi o Honda e os pneus eram da Michelin. A dupla de pilotos era composta pelo inglês Jenson Button e o japonês Takuma Sato. O monolugar da BAR era bastante competitivo mas a Ferrari e Schumacher estavam intratáveis neste ano. Jenson Button consegue finalmente o primeiro pódio da sua carreira (GP da Malásia) e a sua primeira pole-position (GP de San Marino) com o BAR-Honda 006. Aliás, Button consegue ao longo de todo o campeonato 10 pódios (4 segundos e 6 terceiros lugares), o que prova o valor do BAR-Honda 006. No final do ano Button obteria a sua melhor classificação até então: o terceiro lugar no mundial com 85 pontos.
Jenson Button nasceu a 19 de Janeiro de 1980 em Frome (Inglaterra). Foi apenas com apenas 8 anos que Jenson Button se senta ao volante de um kart. O sucesso foi quase imediato e nas formulas de promoção Button é quase sempre dos melhores, conquistando vitórias e títulos. O seu sucesso começa a despertar a atenção das equipas da F1, nomeadamente a McLaren e a Prost mas é a equipa de Frank Williams que consegue a sua contratação para o ano de 2000. Assim a sua estreia na F1 acontece com a Williams. Apesar do bom campeonato de 2000 (8º com 12 pontos), tendo em atenção a sua juventude (apenas 20 anos, o que o torna no mais jovem piloto a participar num GP), Frank Williams dispensa o jovem inglês e contrata Juan-Pablo Montoya para 2001. Assim Button assina pela Benetton e efectua um ano fraco numa equipa já em decadência (17º com apenas 2 pontos). A Benetton encerra a sua actividade na F1 sendo adquirida pela Renault que volta a ter uma equipa na F1, 17 anos depois de ter abandonado a F1 no final de 1985. Jenson Button corre em 2002 pela Renault ficando em 7º lugar com 14 pontos. Entre 2003 a 2005, Button corre sempre pela BAR, onde nesses 3 anos consegue a o terceiro lugar em 2004 com 85 pontos (foi 9º em 2003 e 2005, com 17 e 37 pontos respectivamente). Como disse anteriormente, foi em 2004 que consegue o seu primeiro pódio e a sua primeira pole-position da carreira. Em 2006 a BAR passa a designar-se Honda; a marca nipónica voltava à F1 como equipa após décadas de ausência. Os 3 anos seguintes da carreira de Button são dedicados à equipa Honda, que está apostada em vencer, no cada vez mais difícil, mundo da F1. O ano de 2006 é algo prometedor, visto que Button finalmente consegue vencer o seu primeiro GP na F1, e termina o ano na 6ª posição com 56 pontos. Contudo os dois anos seguintes são um calvário para Button e para a equipa Honda. Em 2007 apenas consegue 6 pontos e é 14º no campeonato. O ano seguinte consegue ser pior: 18º com 3 míseros pontos. Os fracos resultados da Honda face ao elevado investimento e à crise mundial ditaram o abandono apressado da equipa Honda. Ross Brawn, o director desportivo da equipa Honda, fica com os “restos” da Honda e cria a sua própria equipa. Poucos dariam pela nova equipa, a Brawn, mas a verdade é que o monolugar é competitivo, o que aliado à demora das grandes equipas (Ferrari e McLaren) em se adaptarem às novas regras, permite que os pilotos da Brawn, Jenson Button e Rubens Barrichello, dominem o campeonato vencendo os dois títulos. Desta forma Jenson Button sagrou-se campeão, algo inesperadamente mas com mérito, em 2009 com 95 pontos e 6 vitórias. A equipa Brawn é vendida à Mercedes que passa a ter uma equipa de F1 e Jenson Button assina pela McLaren para o ano de 2010.

2004 – O Campeonato (continuação)
O último terço do campeonato continuou a ser dominado pela equipa Ferrari, apesar de 2 das 6 corridas não tenham sido vencidas pelos pilotos da Ferrari.
No GP da Hungria a Ferrari domina totalmente a prova: Michael Schumacher (alemão) e Rubens Barrichello (brasileiro) efectuam as voltas todas em primeiro e em segundo lugar, respectivamente. Com a questão dos títulos praticamente resolvidos a favor da Ferrari, o GP da Bélgica foi palco da única vitória da McLaren em toda a temporada: o finlandês Kimi Raikkonen é o primeiro seguido de Michael Schumacher. O GP da Itália foi novamente o cenário de mais uma dobradinha da Ferrari, desta feita foi Barrichello quem venceu, obtendo a sua primeira vitória da temporada. Michael Schumacher foi o segundo classificado e Jenson Button foi o terceiro no BAR-Honda. No GP da China Rubens Barrichello repetiu a vitória de Itália sendo seguido de Button na segunda poisção. Michael Schumacher não pontuou pela segunda vez na temporada.
Já a cumprir formalidades, o GP do Brasil foi vencido por Michael Schumacher, seguido do seu irmão Ralf, e com Button em terceiro. A última formalidade do ano foi o GP do Japão, onde Juan-Pablo Montoya e a Williams registaram a sua única vitória do ano.
Michael Schumacher sagrou-se campeão com 148 pontos (13 vitórias! Recorde de vitórias numa temporada) e Rubens Barrichello foi o segundo com 114 pontos (2 vitórias). A Ferrari foi a equipa campeã com 262 pontos (15 vitórias em 18 GP’s). A BAR-Honda ficou em segundo lugar com 119 pontos (0 vitórias).

Os pilotos do BAR-Honda 006 em 2004 foram: Jenson Button (#9) e Takuma Sato (#10).
Vitórias: 0
Pole-position: 1 (J. Button: 1)
Melhor volta: 0

22 agosto 2010

McLaren MP4/19 - David Coulthard (2004)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O piloto britânico David Coulthard efectuou em 2004 a sua última temporada na equipa McLaren. Ao fim de 9 temporadas consecutivas na equipa de Ron Dennis (de 1996 a 2004), Coulthard assinou pela Red Bull para 2005.
A miniatura que hoje apresento é o McLaren MP4/19 com o qual David Coulthard participou no campeonato de 2004.
O McLaren MP4/19 teve como responsáveis os designers Adrien Newey e Mike Coughlan. O motor utilizado era da Mercedes. Os pilotos foram os mesmos do ano anterior: Kimi Raikkonen (finlandês) e David Coulthard. Apesar da excelente qualidade dos designers, o MP4/19 não foi um bom monolugar da McLaren. Os resultados foram fracos e piores do que os do ano anterior. A primeira metade da época de 2004 foi francamente má para uma equipa como a McLaren, ao ponto de nunca ter conseguido um único pódio nos 9 primeiros GP’s (Raikkonen apenas conseguiu 8 pontos e Coulthard apenas 9). Nos restantes 9 GP’s da época a McLaren utilizou uma versão B do carro, designada MP4/19B, onde os resultados melhoraram bastante com alguns pódios e uma vitória mas a época estava irremediavelmente perdida.
A McLaren terminou o campeonato de construtores em 5º lugar com 69 pontos (1 vitória). Os seus pilotos terminaram em 7º (Raikkonen com 45 pontos) e 10º lugar (Coultard com 24 pontos).David Coulthard nasceu a 27 de Março de 1971 em Twynholm. Após obter sucesso nas categorias inferiores, Coulthard conseguiu um lugar de piloto de testes na Williams para o ano de 1993. A sua estreia na F1 aconteceu em circunstâncias dramáticas uma vez que Coulthard foi o piloto que substituiu Aytron Senna na Williams após a morte do brasileiro no GP de San Marino em 1994. Deste modo Coulthard estreou-se na F1 no GP de Espanha de 1994 pela equipa Williams. Coulthard manteve-se na equipa de Frank Williams para a temporada de 1995, onde conseguiria no GP de Portugal a sua primeira vitória na F1. Para 1996 David Coulthard assim contrato com a McLaren e por lá se manteria durante 9 temporadas até 2004. Nos dois primeiros anos (1996 e 1997) na McLaren, Coulthard é melhor que o seu colega de equipa, o finlandês Mika Hakkinen. Mas quando a equipa apresenta um carro capaz de lutar pelos títulos, Coulthard é ultrapassado por Hakkinen que vence os campeonatos de 1998 e 1999. Coulthard termina a temporada de 1998 em 3º (tal como tinha acontecido em 1997) e é apenas 4º em 1999. Em 2000 é novamente 3º no campeonato e em 2001 obtém a sua melhor classificação da carreira com o vice campeonato e à frente de um desmotivado Hakkinen, o colega de equipa. Os três anos seguintes na McLaren são sempre a piorar, culminando com o 10º lugar em 2004. Nestes anos com a McLaren David Coulthard conquistou 12 vitórias. O passou seguinte da sua carreira foi a Red Bull, equipa onde faria os últimos 4 anos da sua carreira na F1. Contudo os resultados numa equipa que se estreava na F1 foram parcos. David Coulthard encerrou a sua carreira em 2008, após 246 GP’s onde venceu 13 vezes, obtendo 12 pole-positions e 18 melhores voltas.

2004 – O Campeonato (continuação)
Se nas primeiras 6 provas do ano apenas um GP escapou a Michael Schumacher (alemão) e à Ferrari, o segundo terço do campeonato foi de domínio total da Ferrari e de Michael Schumacher: 6 provas, 6 vitórias!
O GP da Europa, disputado em Nurburgring, o domínio pertenceu a Schumacher, que venceu, seguido de Rubens Barrichello (brasileiro), seu colega de equipa. No GP do Canadá a Ferrari consegue nova dobradinha mas desta vez o domínio inicial da prova pertenceu ao irmão de Michael Schumacher, Ralf Schumacher da Williams. Michael Schumacher venceu a prova e Ralf terminou em segundo lugar mas foi desclassificado devido a irregularidades nos travões, tal como o seu colega de equipa, o colombiano Juan-Pablo Montoya. Assim o segundo lugar foi para Barrichello. O GP dos EUA foi dominado pelos pilotos da Ferrari mas a vitória pertenceu a Michael Schumacher com Barrichello a ficar novamente no segundo lugar. O piloto espanhol da Renault, Fernando Alonso, dominou a primeira metade do GP da França mas Michael Schumacher dominou a segunda metade da prova e venceu o GP francês com Alonso em segundo lugar. O GP da Grã-Bretanha teve como primeiro líder o finlandês Kimi Raikkonen (McLaren) durante as 11 voltas iniciais mas inevitavelmente Michael Schumacher assume a liderança sem nunca mais a largar vencendo a prova e relegando o segundo lugar para o piloto da McLaren. No GP da Alemanha Michael Schumacher, correndo em casa, obteve a 11ª vitória da época em 12 provas. O piloto inglês, Jenson Button, da BAR, que esteve na liderança da prova por breves voltas, foi o segundo classificado.
Ao fim de 12 GP’s, apesar de o campeonato ainda estar em aberto, já se sabia que muito dificilmente Michael Schumacher perderia este campeonato: Schumacher liderava com 110 pontos e Rubens era o segundo com 74 pontos. Nos construtores a situação era idêntica: a Ferrari liderava com 184 pontos e a Renault era a segunda classificada com 85 pontos.
(continua)


Os pilotos do McLaren MP4/19 em 2004 foram: David Coulthard (#5) e Kimi Raikkonen (#6).
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta: 0

16 agosto 2010

Williams FW26 - Juan-Pablo Montoya (2004)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A equipa de Frank Williams, numa tentativa de voltar a conquistar os títulos (que fugiam desde 1997) e motivados pelos bons resultados da época de 2003, apresentou o Williams FW26 com o qual disputaria o campeonato de 2004. O Williams FW26 causou alguma sensação no meio da Formula 1 com o sensacional “nariz” (designado walrus nose) do monolugar. Os responsáveis pela inovação foram os designers Gavin Fisher e Antonia Terzi. Completamente diferente do que se via nos outros monolugares mas com resultados práticos apenas satisfatórios, a frente do FW26 foi de alguma maneira contestada desde início pelos pilotos da Williams, chegando mesmo a ser alterada para os restantes GP’s a partir da prova na Hungria, adoptando-se uma frente mais convencional.
O Williams FW26 utilizava o motor BMW P84 V10 de 2998 cm3, com 900 cv de potência (mais 30 cv do que o anterior). Os pneus eram os Michelin.
Nesse ano a Williams utilizou 4 pilotos diferentes devido ao acidente sofrido por Ralf Schumacher no GP dos EUA (Ralf esteve ausente em 6 provas regressando para as 3 últimas corrida do ano). Assim, o piloto colombiano Juan-Pablo Montoya efectuou a época completa (18 GP’s); o piloto alemão Ralf Schumacher participou em 12 provas; o piloto italiano Marc Gene participou em 2 provas e António Pizzonia, piloto brasileiro, esteve presente em 4 GP’s.
No final do campeonato a Williams não tinha conseguido alcançar os objectivos traçados no início da temporada. Juan-Pablo Montoya foi o melhor piloto da equipa ao ficar no 5º lugar do campeonato com 58 pontos (1 vitória na última corrida da época, no Brasil; 1 segundo lugar, na Malásia e 1 terceiro lugar, em San Marino). Ralf Schumacher ficou em 9º com 24 pontos (1 segundo lugar no GP do Japão). António Pizzonia foi o 15º com 6 pontos conquistados no 4 Gp’s em que participou. Marc Gene não conseguiu pontuar nas duas corridas em que esteve envolvido. A equipa Williams terminou o campeonato de construtores em 4º lugar, com 88 pontos e apenas 1 vitória. Para além de ter falhado os objectivos, a Williams teve piores resultados que o ano anterior. No final do ano a Williams não manteve nenhum dos seus dois pilotos titulares: Montoya saiu para a McLaren e Ralf Schumacher saiu para a Toyota.
A miniatura apresentada é o Williams FW26 (com o “nariz” original, “walrus nose”) do piloto colombiano Juan-Pablo Montoya.Juan-Pablo Montoya nasceu a 20 de Setembro de 1975 em Bogotá (Colombia). Após a sua formação no kart, Montoya participa em 1996 na F3 britânica. Em 1997 passa para a F3000, campeonato que vence em 1998. Nesta mesma altura, Montoya tendo despertado as atenções, torna-se piloto de testes da Williams. Contudo, Montoya ainda teria de passar dois anos no CART antes de se estrear na F1. O primeiro ano no CART foi de sucesso já que Montoya conquistou o campeonato, contudo no ano seguinte a situação foi diferente apesar de ter conquistado as 500 Milhas de Indianápolis.
A estreia de Montoya na F1 foi com a Williams em 2001, no GP da Austrália (desistência). O seu primeiro pódio, um segundo lugar, acontece na Espanha, na sua 5ª prova na F1. A primeira vitória foi também no seu ano de estreia, no GP de Itália. No final do ano termina o campeonato na 6ª posição. No ano seguinte, apesar das várias pole-positions, Montoya não vence nenhum GP mas colecciona vários pódios e termina a temporada na 3ª posição. Em 2003 vence 2 corridas e termina novamente o campeonato no 3º lugar. No ano de 2004, Montoya corre ainda na Williams mas já com contrato com a McLaren para 2005. Apenas vence 1 GP e termina o ano na 5ª posição. Na McLaren em 2005 Montoya tem o seu melhor ano na F1 no que diz respeito a vitórias com 3 primeiros lugares, no entanto apenas é 4º classificado no campeonato. Em 2006 as suas performances pioram e a sua posição na McLaren agudiza-se quando no GP dos EUA Montoya colide com o seu colega de equipa, Kimi Raikkonen (finlandês). Uns dias depois anuncia que se vai retirar da F1 no final do ano para participar no NASCAR. Contudo pouco depois Ron Dennis anuncia a sua saída da McLaren com efeitos imediatos. Assim terminava a aventura de Montoya na F1, após 94 participações em GP’s, com 7 vitórias, 13 pole-positions e 12 melhores voltas. Depois da F1 Juan-Pablo Montoya rumou até aos EUA para participar no NASCAR, aliás aonde ainda se encontra actualmente.

2004 – O Campeonato
Em face do campeonato de 2003, previa-se para a temporada de 2004 muita competitividade mas havia um denominador comum (ou talvez um dominador comum): o piloto alemão Michael Schumacher. Efectivamente Schumacher e a Ferrari vinham dominando os campeonatos desde o ano 2000. Algumas alterações técnicas e regulamentares foram sendo introduzidas, dizem algumas vozes, com o intuito de dificultar o domínio do alemão.
As principais equipas da F1 mantiveram as suas duplas de pilotos: Michael Schumacher e Rubens Barrichello (brasileiro) na Ferrari; Kimi Raikkonen (finalndês) e David Coulthard (escocês) na McLaren; Ralf Schumacher (alemão) e Juan-Pablo Montoya na Williams; Jenson Button (inglês) e Takuma Sato (japonês) na BAR; e Fernando Alonso (espanhol) e Jarno Trulli (italiano) na Renault.
O campeonato teve início, como vinha sendo hábito, na Austrália. E como estávamos em maré de hábitos, Michael Schumacher venceu o GP com o seu colega de equipa, Rubens Barrichello, em segundo lugar. O terceiro lugar foi para Fernando Alonso em Renault. Juan-Pablo Montoya, com o Williams FW26 (aqui representado em miniatura) terminou a prova australiana num promissor quarto lugar.
As provas que se seguiram (Malasia, Bahrain, San Marino e Espanha) tiveram o mesmo vencedor: Michael Schumacher. Na verdade, o piloto alemão e a Ferrari lideram a maioria das voltas destes GP’s! Perante tal demonstração de força e domínio, ao chegar muito perto do 1º terço do campeonato, perguntava-se se haveria algum piloto e equipa capaz de fazer frente a Michael Schumacher e à Ferrari. Para o registo histórico aqui fica a classificação dos três primeiros nesses GP’s: na Malásia, Schumacher foi o primeiro, seguido de Montoya e Button (BAR); no Bahrai, Schumacher foi o primeiro, seguido de Barrichello (Ferrari) e Button (BAR); em San Marino, Schumacher foi o primeiro, seguido de Button e Montoya; e em Espanha, Schumacher foi o primeiro, seguido de Barrichello e Jarno Trulli (Renault).
Finalmente, à sexta prova do campeonato, no GP do Monaco, um vencedor diferente, ainda que com polémica à mistura. Contudo com Michael Schumacher a passar na liderança da prova quando desiste devido a uma colisão na 46ª volta. Foi uma situação algo polémica porque estava-se numa situação em que o pace-car se encontrava em pista e no momento em que este se preparava para sair Michael aquecia os pneus acelerando e travando, quando vindo de trás Montoya não conseguiu evitar o alemão colidindo com o Ferrari, o que ditou a desistência de Schumacher. Sem a pressão de Schumacher quem aproveitou a situação foi Jarno Trulli. O piloto da Renault vinha contudo a efectuar um excelente prova e tinha liderado a maioria das voltas até ao momento polémico. Assim Trulli venceu no Mónaco, sendo esta a primeira vitória não Ferrari e não Schumacher do ano. Button terminou na segunda posição e Barrichello foi o terceiro classificado.
Depois de 6 provas (1º terço do campeonato), Michael Schumacher liderava a classificação entre os pilotos com 50 pontos, seguido do seu colega equipa, Barrichello, com 38 pontos. A Ferrari era, naturalmente, a primeira classificada entre os construtores com 88 pontos, seguida da Renault com 52 pontos.
(continua)

Os pilotos do Williams FW26 em 2004 foram: Juan-Pablo Montoya #3, Ralf Schumacher #4, Marc Gene #4 e António Pizzonia #4.
Vitórias: 1 (J.-P. Montoya: 1)
Pole-position: 1 (R. Schumacher: 1)
Melhor volta: 2 (J.-P. Montoya: 2)

12 agosto 2010

Lancia Delta HF Integrale 16V - D. Auriol - B. Occelli (Rali de Monte Carlo de 1992)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 39.
O Lancia Delta HF Integrale 16V de 1992 foi a última evolução da série Delta, iniciada em 1987 após o fim do Grupo B. Foi um período em que a equipa Lancia dominou os ralis; durante esses 6 anos (1987 a 1992) a Lancia venceu com os Delta mais de 40 ralis conquistando 4 títulos de pilotos (1987 e 1992 pelo finlandês Juha Kankkunen, 1988 e 1989 pelo italiano Miki Biasion) e 6 títulos de construtores (1987 a 1992).
O Lancia Delta HF Integrale 16 V, também conhecido por “Deltona”, dispunha de um motor de 1995, com turbocompressor Garrett, que debitava 300 cv às 4500 rpm. A tracção era às quatro rodas com diferencial central viscoso e mecânico à frente e atrás.
A miniatura de hoje representa o Lancia Delta HF Integrale 16V do piloto francês Didier Auriol no Rali de Monte Carlo de 1992.
A prova inicial do campeonato de 1992 mostrou que Didier Auriol estava em grande forma. Contudo Didier Auriol viu-se batido, inicialmente, pelo Toyota do espanhol Carlos Sainz, que liderou uma boa parte do rali. No entanto, Auriol mostrou-se como o piloto mais rápido da Lancia, e foi recuperando tempo a Carlos Sainz. O espanhol foi incapaz de acompanhar os tempos de Auriol, perdendo assim cerca de 2 minutos que chegou a ter de vantagem sobre o piloto francês da Lancia. Na última etapa do rali Didier Auriol conseguiu assumir a liderança com um “verdadeiro recital de condução ao volante do seu Deltona e acabou por vencer a prova”. In fascículo Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 39.
Didier Auriol terminou o campeonato de 1992 na 3ª posição graças às 6 vitórias conquistadas, contudo insuficientes para se sagrar campeão. Sainz venceu apenas 4 ralis mas foi mais regular que Auriol e Kankkunen (2º classificado no mundial). A Lancia venceu o campeonato de construtores com 8 vitórias em 10 ralis. Este ano de 1992 representou também o último campeonato da Lancia como equipa oficial. Deste então a Lancia nunca mais participou no mundial de ralis de forma oficial.
Didier Auriol só dois anos mais tarde, em 1994, viria a vencer o mundial pela Toyota. A sua carreira terminou em 2003, tendo vencido 20 ralis. Foi campeão apenas uma vez (1994), foi vice-campeão em 1990 e terminou por 4 vezes em 3º lugar (1991, 1992, 1993 e 1999).

06 agosto 2010

Renault 11 Turbo - J. Ragnotti - P. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1987)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros MíticosFasc. nº 38.
Seis anos após terem vencido o Rali de Monte Carlo, a Renault e Jean Ragnotti (francês) participaram na edição de 1987 do rali monegasco com o Renault 11 Turbo. Este modelo do Grupo A foi a solução encontrada pela Renault para participar no mundial de ralis depois do fim do Grupo B.
A base era o Renault 11 Turbo de série, modelo que foi concebido em 1977. Os componentes mecânicos do Renault 5 GT Turbo foram aplicados neste modelo e daí se partiu para o desenvolvimento da versão de competição do Renault 11 Turbo.
Depois de alguns melhoramentos efectuados desde o ano de lançamento do Renault 11 Turbo em 1984, a versão de competição dispunha, em 1987, de uma potência de 185 cv às 6000 rpm para um motor de 1397 cc.
Os pilotos que prepararam o Renault 11 Turbo para o ano campeonato de 1987 foram os franceses Jean Ragnotti, Didier Auriol e Alain Oreille.
Contudo no seio da equipa Renault não havia ilusões, era perfeitamente reconhecido que o Renault 11 Turbo não era capaz de competir directamente com os Lancia Delta de 2 litros. Mas mesmo sendo um carro de performance inferior aos dos rivais, o Renault 11 Turbo alcançou vários resultados bastante positivos, embora sem vitórias: Jean Ragnotti ficou em 2º lugar no Rali de Portugal de 1987, 3º no San Remo, 4º na Volta à Córsega e 5º na Grécia.
O Renault 11 Turbo foi, contudo, bem sucedido nos campeonatos nacionais onde registou vitórias e venceu campeonatos.
A miniatura de hoje representa o Renault 11 Turbo de Jean Ragnotti no Rali de Monte Carlo de 1987. Jean Ragnotti terminou o rali apenas na oitava posição mas foi o melhor piloto da equipa. No final do campeonato Jean Ragnotti foi o 5º classificado com 51 pontos (a sua melhor classificação no mundial de ralis) enquanto a Renault terminou no 3º lugar entre os construtores com 71 pontos.
Jean Ragnotti foi um excelente piloto que efectuou a sua carreira nos ralis quase sempre na Renault. Apenas venceu 3 ralis sempre ao volante do Renault 5 Turbo: Rali de Monte Carlo em 1981; Volta à Córsega de 1982 e 1985.
Aconselho a leitura de outro post sobre o Renault 11 Turbo de Inverno Amaral no Rali de Portugal de 1988.