28 julho 2013

Ferrari 500 F2 - Alberto Ascari (1952)

 
Esta miniatura pertence à colecção Ferrari F1 Collection – Fasc. Nº 6.
Esta é uma miniatura que estava em falta na minha colecção praticamente desde o início: é o Ferrari 500 F2 de Alberto Ascari (italiano) com o qual se sagrou Campeão do Mundo em 1952. A miniatura do Ferrari 500 F2 # 101 representa o carro utilizado por Ascari no GP da Alemanha de 1952. Nesta prova o piloto italiano esteve imparável, à semelhança do que vinha acontecendo no campeonato. Ascari, que tinha feito a pole-position, venceu a prova depois de ter liderado todas as voltas e efectuou a melhor volta da corrida.
Após o domínio da Alfa Romeo em 1950 e 51, a Ferrari aproveitou a mudança de regulamento da F1 para impor a sua força no campeonato mundial. Com a alteração dos regulamentos a marca dominante na época, a Alfa Romeo, opta por deixar a Formula 1 e a Ferrari aparece como a marca mais bem preparada para lhe suceder.
Na verdade, a Ferrari era a única equipa que já tinha um carro que se adaptava na perfeição aos novos regulamentos: o Ferrari 500 F2. O novo modelo da Ferrari já tinha efectuado a sua estreia dois GP’s antes de terminar a época de 1951, tendo dado boas indicações.
O Ferrari 500 F2 dispunha de um chassis tubular de aço com um motor de 4 cilindros dianteiro colocado na longitudinal. O motor de 1984 cm3 debitava uma potência máxima de 185 cv às 7500 rpm. A caixa era de 4 velocidades mais a marcha atrás. O Ferrari 500 F2 atingia os 260 km/h de velocidade máxima.
No ano de 1952 a equipa oficial da Ferrari contava com pilotos de grande qualidade: Nino Farina (campeão em 1950), Alberto Ascari, Luigi Villoresi, entre outros. Havia ainda outras equipas ligadas à Ferrari com pilotos como Louis Rosier, Roy Salvadori Peter Whitehead e Rudi Fisher, só para mencionar os mais
conhecidos. Contudo é de salientar os pilotos adversários da Ferrari como Jean Behra, Maurice Trintignant e Bira (todos da Gordini), Stirling Moss (pilotou para várias marcas: HWM, Connaught e ERA), José Froilan Gonzalez (da Maserati), Mike Hawthorne e Reg Parnelli (da Cooper). O grande ausente neste ano seria o campeão do mundo de 1951, o argentino Juan Manuel Fangio, devido a um acidente sofrido que o afastaria durante o ano todo.
O Campeonato de 1952 começa com o GP da Suíça com a vitória de Piero Taruffi (italiano) num Ferrari 500 F2. O piloto italiano Alberto Ascari, da Ferrari, é o grande ausente da prova porque preparava a sua participação nas 500 Milhas de Indianápolis (estava prova na época contava para o campeonato mundial). Nessa altura havia também um interesse comercial por parte da Ferrari
para conquistar o mercado norte-americano. Contudo a prova realizada por Ascari resultou num insucesso, apesar da boa prestação da Ferrari até ao seu abandono. De regresso ao continente europeu, o campeonato prosseguiu com o GP da Bélgica. Alberto Ascari em Ferrari 500 F2 venceu a prova e Taruffi terminou na segunda posição. E o resto da história do campeonato de 1952 é um somatório das vitórias de Alberto Ascari, que triunfa nos GP da França, Grã-Bretanha, Alemanha, Holanda e Itália: na França o segundo classificado foi Farina seguido de Taruffi; na Grã-Bretanha é Taruffi quem fica em segundo lugar seguido de Hawthorne; na Alemanha o sucesso da Ferrari leva à conquista dos 4 primeiros lugares (Ascari, Farina, Fisher e Taruffi); na Holanda Farina e Villoresi completam o pódio; na Itália, Froilan Gonzalez consegue colocar o seu Maserati à frente de 4 Ferrari mas termina a prova em segundo lugar, atrás do inevitável Alberto Ascari, que se sagrou campeão com 6 vitórias em 8 Gp’s (36 pontos), seguido de Nino Farina (24 pontos) e Piero Taruffi com 1 vitória (22 pontos). A Ferrari venceu 7 Gp’s nesse ano de 1952, num campeonato com 8 provas, sendo uma dessas provas as 500 Milhas de Indianápolis. O domínio da Ferrari fica ainda mais impressionante se lhe acrescentar que em 6 das 7 vitórias o segundo classificado também pilotava um Ferrari.

Alberto Ascari nasceu em Itália a 13 de Julho de 1918. O seu pai António Ascari foi um talentoso piloto dos anos vinte e com certeza que este facto influenciou Alberto Ascari. Nem a morte do seu pai no GP de França em 1925 o afastou das corridas.
A sua carreira na Formula 1 começa em 1950, no GP do Monaco onde conquista o segundo lugar num Ferrari. No final do ano é 5º classificado tendo participado em 4 provas. Em 1952 consegue a primeira vitória no GP da Alemanha (onde venceria nos dois anos seguintes) e no campeonato fica na 2ª posição com duas vitórias. Alberto Ascari sagra-se campeão do mundo em 1952 e 1953 pela Ferrari: em 52 vence 6 provas e em 53 vence por 5
vezes. No final de 53 deixa a Ferrari e em 1954 faz duas provas pela Maserati, uma pela Ferrari e outra pela Lancia. Em 1955 faz apenas duas provas antes de morrer a 26 de Maio nuns testes em Monza. Tinha 37 anos, a mesma idade que tinha o seu pai António quando morreu no GP de França. No seu curriculum da F1 ficam registados 32 GP, 13 vitórias, 14 pole-positions e 12 melhores voltas. Alberto Ascari conquistou dois títulos de Campeão do Mundo (1952 e 1953) com a Ferrari. Nesses dois anos Ascari venceu 9 Gp’s consecutivos, sem contar com as 500 Milhas de Indianápolis. Ainda hoje é considerado como o melhor piloto italiano e um dos melhores da Formula 1.

Os pilotos do Ferrari 500 F2 em 1952 foram: Louis Rosier, Giuseppe Farina, Piero Taruffi, André Simon, Rudi Fisher, Alberto Ascari, Charles De Tornaco, Luigi Villoresi, Roy Salvadori, Bobbie Baird e Roger Laurent.
Vitórias: 7 (A. Ascari: 6; P. Taruffi: 1)
Pole-position: 7 (A. Ascari: 5; N. Farina: 2)
Melhor volta: 7 (A. Ascari: 5; N. Farina: 1; P. Taruffi: 1)

25 abril 2013

Ferrari F10 - Fernando Alonso (2010)

Esta miniatura pertence à colecção Ferrari F1 Collection – Fasc. Nº 1.
O piloto espanhol Fernando Alonso, contratado pela Ferrari para 2010, efectuou uma temporada de estreia na equipa transalpina bastante competitiva onde apenas faltou a conquista do título de campeão. O carro que a equipa disponibilizou para Alonso foi o Ferrari F10, que deu boas indicações nos testes entre o final de 2009 e o inicio do campeonato de 2010.
O Ferrari F10 foi concebido pelos designers Aldo Costa e Nikolas Tombazis. O chassis era um monobloco “ninho de abelha” de fibra de carbono e materiais compósitos. Dispunha de um motor Ferrari longitudinal de 8 cilindros em V com 2398 cm3 de cilindrada. A caixa era de 7 velocidades, semiautomática sequencial. Os pneus eram os Bridgestone.
Como disse inicialmente, Fernando Alonso foi contratado pela Ferrari no final de 2009, apresentando no seu currículo dois títulos de campeão do mundo (2005 e 2006) conquistados na Renault. Nascido a 29 de Julho de 1981, Fernando Alonso faz a sua estreia na Formula 1 no GP da Austrália de 2001 pela equipa Minardi. Nesse ano e numa equipa do fundo do pelotão os resultados são os condizentes com o nível do carro que dispunha: o melhor resultado que consegue é um décimo lugar. No entanto consegue um contrato como piloto de testes na Renault e assim o ano de 2002 é de aprendizagem na nova equipa não efectuando nenhum GP.
Em 2003 Alonso consegue a sua primeira pole-position (GP Sepang) e a primeira vitória chega no GP da Hungria. Termina a temporada na sexta posição da classificação geral. O ano de 2004 é menos favorável, com alguns pódios e uma pole-position, mas a glória estava muito próxima. Nos dois anos seguintes Fernando Alonso torna-se bicampeão mundial (2005 e 2006) e muda de equipa. Em 2007, na McLaren, a sua adaptação foi lenta e a rivalidade com o seu colega de equipa, o inglês Lewis Hamilton, que efectuava a primeira temporada, leva a que o piloto espanhol termine a sua relação laboral com a McLaren mais cedo do que se esperava, desiludido com a perda do título de campeão em virtude da luta entre os dois ao longo do campeonato. Deste modo Fernando Alonso regressa à Renault onde passa mais dois anos (2008 a 2009), embora sem o brilho da anterior passagem na equipa: em 2008 vence duas corridas mas em 2009 não regista nenhuma vitória. A nova etapa na carreira de Fernando Alonso para 2010 chama-se Ferrari. O campeonato de 2010 até começou muito bem para Alonso com a vitória na estreia da sua nova equipa, contudo o campeonato acabaria por lhe escapar no último GP do ano. E é na Ferrari que Alonso se mantém até hoje… e ainda sem conquistar um novo título de campeão.
Temporadas:
2001 – (Minardi); 2003 (Renault: 6º 55p – 1v; 2pp; 1mv); 2004 (Renault: 4º 59p – 1pp); 2005 (Renault: 1º 133p – 7v; 6pp; 2mv); 2006 (Renault: 1º 134p – 7v; 6pp; 5mv); 2007 (McLaren: 3º 109p – 4v; 2pp; 3mv); 2008 (Renault: 5º 61p – 2v); 2009 (Renault: 9º 26p - 1pp; 2mv); 2010 (Ferrari: 2º 252p – 5v; 2pp; 5mv); 2011 (Ferrari: 4º 257p – 1v; 1mv); 2012 (Ferrari: 2º 278p – 3v; 2pp).

2010 – O Campeonato
A estreia de Fernando Alonso na Ferrari (Alonso vinha da Renault em 2009) não podia ter sido melhor: vitória no GP do Bahrain. O seu colega de equipa Filipe Massa (brasileiro) ficou em segundo lugar e o inglês Lewis Hamilton da McLaren completou o pódio. O GP da Austrália foi mais complicado para Alonso que 
se viu envolvido num incidente com outros dois pilotos. No final Alonso termina em quarto enquanto que a vitória foi para o inglês Jenson Button da McLaren. O GP da Malásia dominado pelos pilotos da Red Bull, Sebastian Vettel (alemão) e Mark Webber (australiano), que terminaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente. Alonso abandonou com problemas no motor. No GP da China, disputado com chuva, coube aos pilotos da McLaren tirar o melhor partido da situação: Button e Hamilton em primeiro e segundo lugar. Alonso termina em quarto lugar apesar de uma penalização sofrida por largada antecipada.
O primeiro GP europeu foi disputado na Espanha e Alonso esperava alcançar uma vitória caseira no entanto teve que se contentar com o segundo lugar uma vez que Webber (Red Bull) dominou a prova sem oposição.
O GP do Mónaco foi adverso para Alonso que se viu afastado dos primeiros lugares na qualificação devido a um erro, que assumiu, na terceira qualificação. Apesar de uma boa recuperação apenas terminaria a prova na sexta posição. A Red Bull colocou novamente Webber e Vettel na primeira e segunda posição, respectivamente. No GP da Turquia, um acidente entre os dois pilotos da Red Bull ofereceu a vitória a Hamilton (McLaren) seguido de Button (McLaren). Alonso não foi além do oitavo lugar.
O resultado no GP do Canadá foi igual ao do anterior, nova dobradinha da McLaren, com Hamilton em primeiro e Button em segundo lugar. Alonso terminaria em terceiro lugar atrás dos pilotos da McLaren. Curiosamente três Campeões do Mundo no pódio, algo que já não acontecia desde o GP dos EUA de 1991.
Novamente de volta ao velho continente, para disputar o GP da Europa em Valência, a corrida foi plena de incidentes (acidente espectacular de Webber e penalização de Hamilton) que teriam influência no resultado final. A vitória foi para Vettel, seguido de Hamilton e de Button. Alonso mais uma vez longe do pódio mas mesmo assim nos pontos: oitavo classificado. No GP da Inglaterra Mark Webber dominou a prova do princípio ao fim. Os dois pilotos da Ferrari na luta pelo pódio tocam-se e terminam fora dos pontos. O GP da Alemanha foi discutido entre os dois pilotos da Ferrari com Alonso a ultrapassar Massa à 48ª volta. Contudo houve polémica e a Ferrari acabou multada por ter dado ordens ao Massa para deixar passar Alonso. No GP da Hungria a vitória sorriu a Mark Webber que beneficiou de um erro de Vettel. Alonso terminou na segunda posição. No GP da Bélgica, Fernando Alonso teve um fim-de-semana complicado e não averbou nenhum ponto, registando nova desistência. Hamilton (McLaren) venceu a prova belga.
No GP de Itália Fernando Alonso recupera o ânimo para a parte final do campeonato e a sua performance foi brilhante ao longo de todo o fim-de-semana: pole-position, vitória e volta mais rápida. Esta performance foi repetida no GP de Singapura: Alonso volta a obter a pole-position, vitória e volta mais rápida. No GP do Japão Alonso, ao ficar em terceiro lugar, não consegue contrariar a melhor forma dos Red Bull que obtêm a dobradinha: Vettel em primeiro e Webber em segundo. No GP da Coreia Fernando Alonso beneficiou da desistência de Vettel para vencer a prova. Assim Alonso conseguia voltar à liderança da classificação geral, faltando duas corridas para o final do campeonato. No GP do Brasil os Red Bull voltaram a ser os mais fortes e obtiveram uma nova dobradinha (Vettel primeiro e Webber segundo), Alonso termina na terceira posição e mantêm a liderança no campeonato. No último GP do ano, disputado em Abu Dhabi, a vitória de Sebastian Vettel em Red Bull dá-lhe o título de Campeão do Mundo, tornando-se assim no mais jovem campeão da F1. Alonso apenas chega em 7º lugar devido a um erro estratégico da sua equipa.
Sebastien Vettel sagrou-se campeão com 256 pontos (5 vitórias), seguido de Fernando Alonso com 252 pontos (5 vitórias) e de Mark Webber com 242 pontos (4 vitórias). A Red Bull sagrou-se campeã dos construtores com 498 pontos (9 vitórias), seguida da McLaren com 454 pontos (5 vitórias) e da Ferrari com 396 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Ferrari F2010 em 2010 foram: #7 Filipe Massa e #8 Fernando Alonso.
Vitórias: 5 (F. Alonso: 5)
Pole-position: 2 (F. Alonso: 2)
Melhor volta: 5 (F. Alonso: 5)

03 fevereiro 2013

Volkswagen Polo S2000 - J. Maurien - G. Thimonier (Rali Sata Açores de 2009)


 

Esta miniatura pertence à colecção A Paixão pelo Rally – Fasc. nº 5.
O Volkswagen Polo, tendo sido lançado no mercado em 1975, já conta actualmente com 5 gerações. Este pequeno modelo da Volkswagen só muito recentemente se lançou na competição. De facto só apenas em 2006 é que se verificou a estreia do Polo numa prova de rali: aconteceu no Rali Condroz na Bélgica com o Polo S2000.
O Volkswagen Polo S2000 dispõe de um motor aspirado de 1998 cc que debita 282 cv de potência às 8250. O motor de 4 cilindros em linha de 16 válvulas está colocado na frente transversalmente. Utiliza uma caixa de 6 velocidades sequenciais, dispondo de tracção às 4 rodas. A velocidade máxima é de 190 km/h.
A miniatura representa o Volkswagen Polo S2000 de Julien Maurien (francês) no 44º Rali Sata Açores de 2009. Este rali era o 4º do campeonato IRC e disputou-se entre os dias 7 a 9 de Maio. A prova era constituída de 18 especiais de classificação ao longo de 712 km dos quais 229 km eram cronometrados. À partida estavam 43 concorrentes sendo que apenas 25 terminariam a prova açoriana.
O Volkswagen Polo S2000 de Julien Maurien não teve uma prestação positiva, efectuando um rali muito discreto e registando no final uma desistência. O rali açoriano foi dominado pelo piloto britânico Kris Meeke, que à excepção da primeira classificativa foi sempre o líder da prova, tendo vencido metade das especiais de classificação. Assim Meeke no Peugeot 207 S2000 venceu o rali com quase 1 minuto de avanço sobre Jan Kopecký em Skoda Fabia S2000. O melhor piloto português foi o Fernando Peres, num Mitsubishi Lance Evo IX, que ficou em 5º lugar.
No Campeonato IRC de 2009, o vencedor também foi Kris Meeke que venceu 4 dos 11 ralis que compunham o campeonato e o segundo classificado foi o Jan Kopecký que venceu 2 ralis.

21 dezembro 2012

Quizz Natalício

A falta de novidades na minha colecção de miniaturas é o principal motivo pelo qual o 4Rodinhas tem estado grande parte do ano com poucos artigos. Assim para tentar contrariar essa tendência deste ano de 2012 resolvi fazer um Quizz Natalício.

A fotografia que coloco mostra sete miniaturas da minha colecção: são todas à escala 1:43 representado alguns monolugares da Formula 1; cinco dessas miniaturas são da Brabham e as outras duas são da McLaren; algumas são de campeões, outras não; os seus pilotos são o Niki Lauda, Nelson Piquet, Elio de Angelis, Alain Prost e Ayrton Senna. Aquilo que pretendo saber é o que estes sete carros da Formula 1 tem em comum. Quem sabe? É fácil.

Como este será muito provavelmente o meu último post do ano quero desejar a todos um Feliz Natal e um óptimo Ano Novo.

27 outubro 2012

Peugeot 908 HDI FAP - Brabham - Gené - Wurz (24 Horas de Le Mans de 2009)


 Esta miniatura pertence à colecção Velocidade & Resistência – Fasc. nº 1.
Foi no Salão Automóvel de Paris, realizado em Setembro de 2006, que a Peugeot apresentou o modelo 908 que viria a ser a base do novo carro da marca para as 24 Horas de Le Mans do ano seguinte.
Com o objectivo de participar no campeonato Le Mans Series, a Peugeot começou imediatamente os testes e em Janeiro de 2007 o Peugeot 908 HDI FAP fez a sua primeira aparição oficial nos treinos em Paul Ricard. A Peugeot anunciou também que os pilotos que estariam ao volante dos 908 HDI FAP seriam os franceses Stéphane Sarrazin, Nicolas Minassian, Marc Gené, e o português Pedro Lamy para a Le Mans Series, enquanto Jacques Villeneuve (canadiano) e Sébastien Bourdais (francês) também seriam chamados à equipa para as 24 Horas de Le Mans.
O Peugeot 908 HDI FAP, do designer Paolo Cantone, estava equipado com um motor biturbo V12 de 5486 cc que debitava 650 cv de potência. O chassis era um monocoque em fibra de carbono. A transmissão utilizava uma caixa sequencial de seis velocidades. Os pneus eram os Michelin.
O Peugeot 908 HDI FAP estreou-se com uma vitória na primeira prova do campeonato Le Mans Series de 2007 nos 1000 Km de Monza, a que se seguiu nova vitória em Valência.
Apesar de ter conseguido a pole-postion nas 24 Horas de Le Mans, a Peugeot acabou por perder a prova para o Audi R10 tendo terminado com um Peugeot 908 HDI FAP, de Pedro Lamy, no segundo lugar.
No campeonato Le Mans Series, a Peugeot venceu mais 4 provas (Nurburgring, Spa, Silverstone e Interlagos) obtendo assim o título de campeã.
No ano seguinte, a Peugeot continuou a apostar na Le Mans Series e na mítica prova de Le Mans. No entanto desta vez o Peugeot 908 HDI FAP não conseguiu vencer a Le Mans Series tendo perdido os títulos para a Audi. Nas 24 Horas de Le Mans de 2007, o Peugeot 908 HDI FAB conseguiu a pole-position, tal como no ano anterior, contudo na corrida, e apesar de ter liderado, a chuva acabou por revelar alguma instabilidade do 908 e a vitória voltou a ser para o Audi R10. Apesar destes contratempos a Peugeot optou também por participar no American Le Mans Series.
Em 2009, o Peugeot 908 HDI FAB conseguiu finalmente vencer as 24 Horas de Le Mans, com Marc Géne (espanhol), David Brabham (australiano) e Alexander Wurz (austríaco) a serem os pilotos autores da proeza, 16 anos depois da última vitória da Peugeot em Le Mans. Para completar a proeza, um segundo Peugeot 908 terminou na segunda posição e o terceiro carro da marca ficou no sexto lugar.
No ano seguinte apesar de a Peugeot ter conseguido vencer o campeonato Le Mans Series, o fracasso acabou por acontecer nas 24 Horas de Le Mans. A Peugeot colocou quatro 908 HDI FAP nos quatro primeiros lugares da grelha mas nenhum deles conseguiu terminar a mítica prova. Facto que aconteceu pela primeira vez desde 2007.
O Peugeot 908 HDI FAP ainda participou mais um ano nas 24 Horas de Le Mans em 2011, no entanto já fora da equipa oficial da marca. A equipa Oreca ainda venceu em Sebring (Le Mans Series), ficando à frente dos novos Peugeot oficiais, mas em Le Mans o Peugeot 908 da Oreca termina no quinto lugar atrás dos 3 Peugeot oficiais e do Audi R18 que foi o vencedor da prova.
Fontes: wikipedia e fascículo da colecção.

29 julho 2012

Volkswagen Golf GTI - K. Eriksson - P. Diekmann (Rali de Monte Carlo de 1987)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 88.
Campeões do Grupo A em 1986, o piloto sueco Kenneth Eriksson e o Volkswagen Golf GTI apresentaram-se em plena forma para defender o título durante a nova época de 1987. A época iniciava sob o signo da mudança visto que os potentes carros do Grupo B tinham sido banidos, passando o protagonismo para os carros do Grupo A.
O Volkswagen Golf, desenhado por Giorgio Giugiaro e comercializado desde 1974, ia em 1987 na sua segunda geração. Surgida em 1984, a segunda geração do Golf dispunha também de uma versão desportiva igualmente designada de GTI. O motor era um 4 cilindros de 16 válvulas com 1803 cc, cuja potência atingia os 200 cv às 7000 rpm. A transmissão era dianteira e utilizava uma caixa de 5 velocidades. O Volkswagen Golf GTI era bastante rápido, resistente e com excelentes qualidades em termos de tracção.
Kenneth Eriksson venceu o Campeonato do Grupo A de 1986 com seis vitórias batendo o austríaco Rudi Stohl que dispunha de um carro de tracção total e mais potente, o Audi Coupé Quattro.
Com a alteração verificada nos regulamentos para o ano de 1987, o grande objectivo da Volkswagen passava por ser o melhor carro de duas rodas motrizes, entre os quais iria encontrar a oposição do Renault 11 Turbo.
A miniatura representa o Volkswagen Golf GTI de Kenneth Eriksson no Rali de Monte Carlo de 1987, onde este piloto sueco conseguiu o 5º lugar da classificação geral e foi o melhor nas duas rodas motrizes.

O Rali de Monte Carlo de 1987 foi dominado pelos pilotos da Lancia, que dispunha do modelo Delta perfeitamente adaptado às novas regras. Não se vislumbrava nos adversários quem pudesse fazer frente aos pilotos da Lancia. Era quase previsível que o título de campeão iria ser discutido entre eles e que o título de marca iria para a Lancia. A vitória no rali de Monte Carlo foi para o piloto italiano Miki Biasion, naturalmente ao volante de um Lancia Delta. No que diz respeito ao Eriksson e à Volkswagen, o piloto sueco travou uma dura batalha com o francês Jean Ragnotti ao volante do Renault 11 Turbo, conseguindo ser o melhor piloto no carro com apenas duas rodas motrizes. Ragnotti chegou a ser líder nesta classificação mas Eriksson atacou a posição do piloto francês tendo vencido a classe 2 do Grupo A, terminando o rali na 5ª posição da geral.
O Campeonato do Mundo foi bastante favorável para Eriksson e para a Volkswagen, que chegaram a registar uma vitória absoluta no Rali da Costa do Marfim, tendo beneficiado da ausência da Lancia. Kenneth Eriksson termina o campeonato na 4ª posição com 70 pontos e vence o campeonato reservado aos pilotos com carros de duas rodas motrizes, batendo Jean Ragnotti. A Volkswagen fica em 4º lugar com 64 pontos, atrás da Renault.
Kenneth Eriksson nasceu a 13 de Maio de 1956, na Suécia. A sua carreira tem início em 1977 e a estreia num rali do mundial acontece em 1980, na Suécia ao volante de um Saab 96 V4. As suas participações nos ralis do mundial são esporádicas até 1985, resumindo-se a 6 participações no Rali da Suécia e a uma participação no RAC de 1984, ora com a Saab ou com a Opel. Depois a sua carreira arranca verdadeiramente e passa dois anos na Volkswagen, onde alcança a sua primeira vitória num rali do mundial (Costa do Marfim em 1987) e se sagra campeão do Grupo A em 1986. Em 1988 e 1989 guia para a Toyota onde guia o Celica conseguindo dois pódios. Depois de dois anos na Toyota, Eriksson assina por outra marca nipónica, a Mitsubishi. Eriksson passa seis anos na Mitsubishi onde vence 3 ralis e regista mais alguns pódios. Em 1996 e 1997 guia para a Subaru onde vence mais dois ralis. Os quatro anos seguintes são passados na Hyunday mas sem grandes resultados, isto é, sem vitórias ou pódios. O último ano da sua carreira, 2002, é passado ao volante de um Skoda Octavia WRC, mas sem conseguir resultados de vulto. Com uma carreira de 16 anos a participar regularmente no Campeonato do Mundo de Ralis (entre 1986 a 2002), Kenneth Eriksson venceu 6 ralis (Costa do Marfim de 1987 com o Volkswagen Golf GTI; Rali da Suécia de 1991 com o Mitsubishi Galant; Rali da Suécia e da Austrália em 1995 com o Mitsubishi Lancer; Rali da Suécia e da Nova Zelândia de 1997 com o Subaru Impreza WRC), sagrou-se campeão do Grupo A em 1986 e venceu o troféu para veículos do Grupo A de duas rodas motrizes em 1987. Ao nível do Campeonato do Mundo o melhor lugar que conseguiu foi a terceira posição no ano de 1995.

25 março 2012

Team Diabolique Motorsport

Como já passaram várias semanas sem actividade aqui no 4Rodinhas e ainda não tenho novidades no que diz respeito a miniaturas, hoje o post sobre o Team Diabolique Motorspot tem como objectivo dinamizar um pouco o blog:
A Diabolique nasce no ano de 1978 pela mão de Miguel de Oliveira um apaixonado pelos carros de corrida, ele próprio um corredor, quando decide patrocinar as suas próprias equipas com os famosos perfumes Diabolique.
Estes perfumes "Diabolique" viriam imediatamente a ser reconhecidos como marca prestigiada e conceituada, ainda hoje muitíssimo popular não só entre nós, como na vizinha Espanha.
A Diabolique é ainda responsável pela formação de inúmeros pilotos nas mais variadas categorias, tendo mesmo alguns deles chegado ao topo máximo do automobilismo, como é a Fórmula 1.
A Diabolique foi o maior patrocinador privado de sempre da história do desporto automóvel português em todas as categorias e de entre os seus inúmeros patrocinios, está o célebre concurso que lançou para captação de pilotos "Onde Está o Ás?", de onde saíram os melhores pilotos de sempre, que ainda hoje são uma referência no desporto automóvel.
Mas os amantes da Diabolique lembram-se sobretudo dos lindíssimos bólides conduzidos pela dupla Joaquim Santos/Miguel de Oliveira, que nos anos 80 e início dos anos 90 conquistaram inúmeros títulos ao volante dos Ford Escort RS 1800, 2000, Ford RS 200, e Ford Sierra Cosworth 4x4 do Team Diabolique Motorsport. In http://diabolique.no.comunidades.net/index.php?pagina=1039393303

As miniaturas do Ford Escort, do Ford RS200, do Ford Sierra e da carrinha Ford Transit com o atrelado, bem como as figuras são da Altaya, da colecção Os Nossos Campeões de Ralis. A equipa dos três carros era composta pelo piloto Joaquim Santos e o seu co-piloto Miguel Oliveira, vencedores de 3 títulos nacionais de ralis (de 1982 a 1984 com o Ford Escort; Joaquim Santos ainda venceria mais um título em 1992 com o Toyota Celica, mas neste caso já sem o Miguel Oliveira).

12 fevereiro 2012

Lancia Delta Integrale - Y. Loubet - J.-M. Andrié (Rali Vinho da Madeira de 1989)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection (fasc. nº 11).
Em 1989 o Lancia Delta Integrale ia sensivelmente a meio da sua carreira desportiva, relembro que a sua estreia aconteceu em 1987 e retirou-se dos ralis em 1993. O sucesso alcançado até então não deixava margem para dúvidas: o Lancia Delta Integrale era já um nome incontornável na “estoria” dos ralis. A nível mundial já tinha no seu currículo 4 títulos de campeão (dois de pilotos e dois de marcas). E no Campeonato Europeu a história repetia-se…
Aproveitando o cancelamento do Grupo B no final de 1986, o Lancia Delta adaptou-se e explorou ao máximo o regulamento do Grupo A. Durante seis anos não houve outro carro capaz de bater regularmente o Delta. Com um motor de 4 cilindros em linha de 1995 cc, sobrealimentado por um turbo Garrett T3 com intercooler ar/ar, o Lancia Delta tinha um comportamento nervoso mas era muito fiável e com performances incríveis. A potência atingia os 280 cv às 6500 rpm e utilizava um caixa de 6 velocidades, sendo a “transmissão às 4 rodas com diferencial central epicicloidal (45% à frente, 55% atrás) e de acoplamento viscoso Ferguson. As suas diferentes versões contribuíram para 46 das 74 vitórias alcançadas pela marca italiana”. In fascículo nº 11 pág. 85.
Durante 6 anos (de 1987 a 1992) o campeonato do mundo não conheceu outro carro campeão que não fosse o Lancia Delta, e nesse período, apenas Carlos Sainz (espanhol) se sagrou campeão em 1990 e 1992 ao volante de um Toyota, nos outros anos o piloto campeão esteve sempre ao volante do carro italiano: Juha Kankkunen (finlandês) em 1987 e em 1991, Massimo Biasion (italiano) em 1988 e em 1989. A nível europeu o Lancia Delta “só” conseguiu 5 títulos consecutivos (de 1987 a 1991). Podemos ainda somar a todos estes títulos os campeonatos nacionais que venceu na Alemanha, na Austria, na Espanha, na Itália e em Portugal.
A miniatura representa o Lancia Delta Integrale da equipa Grifone com o piloto francês Yves Loubet no Rali Vinho da Madeira de 1989.
A Grifone era uma das equipas que na época representava a Lancia no Campeonato da Europa. Com uma belíssima decoração preta e dourada, o Lancia Delta da Grifone surgia como um dos principais candidatos ao título europeu de 1989. A prova madeirense surgia no calendário com o coeficiente máximo logo era um rali que atraia uma considerável lista de participantes. Yves Loubet num dos Lancia Delta da Grifone era o principal candidato ao título europeu contudo apenas ainda só tinha vencido um rali de coeficiente máximo (Catalunha) e tinha a séria oposição do piloto belga Robert Droogmans num Ford Sierra Cosworth. Loubet tinha então de vencer na Madeira para dar um grande passo na conquista do título europeu. Tal como veio a acontecer. O italiano Fabrizio Tabaton, dono e também piloto da equipa Grifone, resolveu dar uma ajuda a Loubet e ao terminar em segundo lugar “roubou” alguns preciosos pontos a Droogmans, que foi o terceiro classificado. O Rali Vinho da Madeira era favorável a Loubet, senão veja-se, o piloto francês já conhecia o rali enquanto Droogmans corria aqui pela primeira vez, as características do rali eram mais favoráveis ao Delta do que ao Sierra e Loubet pode contar com a ajuda de Tabaton. No que concerne aos pilotos portugueses, Inverno Amaral levou o seu Renault 11 Turbo a um excelente 6º lugar, à frente de Carlos Bica, que num Lancia Delta, terminava na 7ª posição garantido antecipadamente a conquista do título nacional.
Yves Loubet, ao vencer a prova na Madeira, não vencia ainda o campeonato europeu contudo não deixaria de alcançar, algum tempo depois, o título de Campeão Europeu de 1989. Loubet nasceu a 31 de Outubro de 1958 na França. A sua estreia no mundial de ralis aconteceu em 1977 no Rali de Sanremo e terminou em 1999. Este piloto francês nunca venceu uma prova do WRC mas alcançou alguns pódios destacando-se principalmente os alcançados na Córsega onde Loubet era verdadeiramente especialista: 3º lugar alcançado na Córsega de 1986 com um Alfa Romeu GTV6; 2º lugar também na Córsega no ano seguinte e em 1988 com um Lancia Delta; e ainda o 3º lugar em Portugal no ano de 1988. O ponto alto da sua carreira será muito provavelmente a conquista do título europeu em 1989.

19 janeiro 2012

Ford Escort Twin-Cam - J.-F. Piot - J. Todt (Rali de Monte Carlo de 1969)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection (fasc. nº 51).
Com uma carreira de 30 anos nos ralis, o Ford Escort, que foi lançado em 1967, foi um dos carros que o publico mais apreciava ver nas classificativas dos ralis. Na sua fase inicial o Ford Escort foi equipado com um motor Lotus Twin-Cam (duas árvores de cames); daí a designação de Escort Twin-Cam. Este motor de 1601 cm3, que também era utilizado no modelo Cortina, debitava 160 cv às 7500 rpm. A caixa era de 4 velocidades e a tracção era traseira. O Escort era um carro fiável que os fãs adoravam ver devido às “atravessadelas” que o carro dava ao efectuar as curvas. Posteriormente, o Escort foi equipado com o motor BDA, sofrendo mais algumas actualizações. Em 1975 surgiu uma nova carroçaria, que ficou designado como MKII, que deu a conquista dos dois títulos mundiais em 1979. Este novo Escort esteve ao serviço da Ford até meados da década de 80. Ainda no inicio dos anos 80, a Ford chegou a ter programado o lançamento de uma terceira geração do Escort, contudo este projecto acabou por ser anulado: a sua designação era Ford Escort RS1700 Turbo. No pico da era dos Grupo B, a Ford apostou no lançamento do Ford RS200 para os ralis mas o fim abrupto dos carros do Grupo B no final do ano de 1986 levou a Ford a diminuir significativamente a sua actividade nos ralis nos anos seguintes. Durante algum tempo foi utilizado o Ford Sierra Cosworth. Em 1993 ressurgiu o nome Escort e a Ford apostava forte nos ralis e na conquista dos títulos. Primeiro surgiu o Ford Escort Cosworth do Grupo A e posteriormente o Ford Escort WRC. A Ford não voltou a conseguir conquistar os títulos com o Escort mas quando o Focus o substituiu, em 1999, o Escort tinha vencido 34 ralis do mundial. Sem dúvida, um belo currículo.
A miniatura representa o Ford Escort Twin-Cam de Jean-François Piot e Jean Todt (ambos franceses) no Rali de Monte-Carlo de 1969.
Importa referir que em 1969 as instâncias superiores que regulamentavam os ralis não permitiam que os carros dos Grupos 4, 5 e 6 pontuassem nas provas do Campeonato da Europa (na época não havia Campeonato do Mundo), o que quer dizer que apenas pontuavam os carros do Grupo 1, 2 e 3. Assim os organizadores do Rali de Monte-Carlo resolveram criar o Rali Méditerranée que seria realizado em paralelo com a prova monegasca. Desta forma não se excluíram os carros dos Grupos 4, 5 e 6, o que permitiu reunir uma lista de inscritos de fazer inveja, senão veja-se: com os Porsche 911S do Grupo 3 estavam Gérard Larrousse (francês), Bjorn Waldegaard (sueco), Pauli Toivonen (finlandês) e Vic Elford (francês); com os Alpine-Renault do Grupo 4 estavam os franceses Jean-Claude Andruet, Jean Vinatier, Jorma Lusenius e Jean-Pierre Nicolas enquanto Jean-Luc Thérier pilotava um Renault R8 Gordini do Grupo 1; os Ford Escort estavam ao serviço de Hannu Mikkola (finlandês), Ove Andersson (sueco) e Jean-François Piot (francês); com os Lancia Fulvia 1300 tínhamos nomes como Pat Moss, Tony Fall (ambos ingleses) e Rauno Aaltonen (finlandês) e com o Fulvia 1600 estavam Sandro Munari (italiano) e o sueco Harry Kallstrom; Timo Makinen (finlandês) surgia num BMW 2002 TI do Grupo 2, Simo Lampinen (finlandês) utilizava um Saab Sonett V4 enquanto com os Matra 530 apareciam 3 franceses de renome: Jean-Pierre Beltoise, Henri Pescarolo e Jean-Pierre Jabouille. Isto só para mencionar os nomes mais sonantes. Verdadeiramente notável!
Nesta época o Rali de Monte-Carlo era disputado de uma forma completamente da actual: os concorrentes partiam de várias partes da Europa (Lisboa, Reims, Frankfurt, Mónaco…) tendo de percorrer um percurso com mais de 3000 km até ao ponto de concentração. Percorriam em estradas abertas ao trânsito com o objectivo de não sofrerem penalizações. Posteriormente havia um percurso que era comum a todos os participantes. No final o vencedor era aquele que somasse o menor número de pontos. A prova resumiu-se rapidamente a um duelo pelo primeiro lugar entre o Ford Escort de Mikkola e o Porsche de Waldegaard. No caso de Piot, a efectuar a sua primeira prova com o Escort, a sua prestação foi prudente mantendo-se sempre entre os dez primeiros classificados enquanto que vários pilotos de renome foram abandonado: Andruet, Aaltonen, Fall e Andersson. Mais tarde na prova, Hannu Mikkola sofreu uma saída de estrada e atrasou-se significativamente, deixando Piot como o melhor Ford Escort. Mesmo no percurso mais difícil do rali Jean-Pierre Piot foi mostrando as suas qualidades de excelente piloto e nem mesmo quando sentiu alguns problemas com os pneus do Escort deixou de lutar pela melhor classificação possível. No final da prova conseguiu um excelente 4º lugar. A vitória, essa, foi para o Porsche 911S de Bjorn Waldegaard, seguido pelo seu companheiro de equipa, Gérard Larrousse.
NOTA: ler o anterior post sobre Jean-François Piot