27 novembro 2011

Abarth Grande Punto S2000 - G. Basso - M. Dotta (Rali de Monte Carlo de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 62.
A ligação desportiva entre a Fiat e a Abarth remonta aos anos setenta do século passado: a Abarth preparava os modelos da Fiat e da Lancia e os resultados foram excelentes. Com o afastamento do Grupo Fiat, na década de noventa, dos ralis e posterior queda nas vendas, a Fiat optou por fazer renascer o nome Abarth. Contudo o objectivo não era conquistar o WRC mas partir da base do modelo Grande Punto e transformá-lo num pequeno desportivo capaz de vencer no IRC (Intercontinental Rally Challenge). Deste modo procurava-se relançar a marca Fiat no mercado automóvel. Neste renascimento a Fiat decidiu que a Abarth seria uma nova marca no seio do grupo italiano.
O Abarth Grande Punto era baseado num Fiat Grande Punto que a Abarth transformou num automóvel com maiores capacidades desportivas; o lançamento do Abarth Grande Punto aconteceu no Salão de Genebra de 2007. O Abarth destinava-se ao Campeonato de Ralis de Itália e ao IRC: em Itália conseguiu numerosas vitórias mas no IRC as coisas foram mais complicadas.
O Abarth Grande Punto S2000 estava equipado com um motor de 4 cilindros em linha, de 1997cm3 de cilindrada, colocado na posição transversal na dianteira. A potência disponível era de 270 cv Às 8250 rpm. A tracção era integral e usava uma caixa de 6 velocidades e comando sequencial. Os guarda-lamas dianteiros e traseiros foram alargados o que aumentava a largura da carroçaria até ao máximo autorizado de 1,80 m. O aileron traseiro também era permitido pelo regulamento. Os guarda-lamas alargados permitiam a utilização de pneus BFGoodrich de maiores dimensões para as provas de asfalto. (in fascículo nº 62).
A miniatura apresentada é o Abarth Grande Punto S2000 de Giandomenico Basso (italiano) no Rali de Monte Carlo de 2009. A 77ª edição do Rali de Monte Carlo apenas contava para o Intercontinental Rally Challange (IRC) sendo esta a primeira prova do campeoanto. A Abarth procurava neste rali bater-se de igual com a Peugeot e a Skoda pela vitória. Giandomenico Basso não teve um rali fácil e desde muito cedo se viu afastado dos líderes devido a uma má escolha de pneus. Ao longo da segunda etapa saiu duas vezes da estrado quando tentava recuperar o tempo perdido. No final desta etapa Basso estava a 4 minutos do líder e encontrava-se apenas no 8º lugar. À partida para a terceira etapa, a Abarth tinha um carro no 2º lugar (Toni Gardemeister) mas o finlandês viria a desistir no decorrer da etapa. Basso ao vencer uma especial conseguiu subir ao 6º lugar e beneficiou da desistência de Gardemeister para terminar o rali na 5ª posição. A Peugeot colocou 3 carros nos três primeiros lugares, sendo a vitória para Sébastien Ogier (francês).
No campeonato do IRC de 2009, Giandomenico Basso conseguiu alguns resultados de relevo mas não foi além do 5º lugar com 28 pontos. Basso conseguiu vencer uma prova, em Portugal, e alcançou dois terceiros lugares (Brasil e Rússia). O inglês Kris Meeke ao volante de um Peugeot 207 S2000 venceu o IRC de 2009 com 60 pontos e 4 vitórias.
Giandomenico Basso nasceu a 15 de Setembro de 1973 em Itália. Depois de competir nos karts, Basso passou para os ralis aonde se encontra desde 1994. Basso foi o primeiro campeão no IRC em 2006, um campeonato que apenas tinha 4 ralis. Este piloto italiano tem feito carreira maioritariamente no IRC, onde já venceu 6 ralis. Desde 2006 até 2011, Basso guiou quase sempre um Abarth (de 2006 a 2010); neste ano de 2011 efectuou uma prova com o Peugeot 207 S2000 (Monte Carlo) e o restante campeonato está a disputá-lo ao volante de um Proton Satria Neo S2000.

19 novembro 2011

Lancia Stratos - S. Munari - S. Maiga (Rali de Monte Carlo de 1976)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 70.
Como quase todos nós, senão todos, sabemos que o lendário Lancia Stratos desempenhou um papel importante na história do mundial de ralis. Logo torna-se incontornável falar neste excelente carro dos ralis e aqui no 4Rodinhas já foram apresentadas várias miniaturas do Stratos. Esta é mais uma: a miniatura do Lancia Stratos de Sandro Munari, vencedor do Rali de Monte Carlo de 1976.
Apresentado na primeira metade da década de setenta, o Lancia Stratos venceu vários ralis, entre 1974 a 1981, conquistando 3 títulos de marcas (1974, 1975 e 1976). Ao todo venceu 17 provas do Campeonato do Mundo de Ralis: entre os anos de 1974 a 1981, quase todos os anos venceu ralis, com excepção de 1980 ano em que não venceu nenhum rali. É impressionante, são 7 anos consecutivos a vencer pelo menos um rali por ano. E se acrescentar que a partir de 1976 deixou de ser o carro oficial da equipa do Grupo Fiat e que ainda assim venceu ralis ao serviço de equipas privadas podemos afirmar que é desta forma que nascem os mitos.
Sandro Munari, piloto italiano de ralis, foi aquele que melhor se adaptou ao Lancia Stratos, vencendo 7 ralis com o Stratos. As restantes vitórias foram alcançadas pelos seguintes pilotos: Bjorn Waldegaard (sueco) e Bernard Darniche (francês) venceram 3 ralis cada um e Jean-Claude Andruet (francês), Markku Alén (finlandês) e Tony Fassina (italiano) venceram 1 rali cada um.
Concebido com o objectivo único de competir nos ralis, numa época em que os automóveis de ralis eram versões de modelos de turismo, o Lancia Stratos partiu da base do protótipo Stratos de Nuccio Bertone apresentado no Salão de Turim de 1970. Depois de Cesare Fiorio conseguir a autorização dos responsáveis para construir o Lancia Stratos, e conseguida a homologação, a estreia em competição aconteceu na Volta à Córsega de 1972.
O Lancia Stratos dispunha de um motor Ferrari V6 de 2,4 litros, com carburadores Weber de duplo corpo, que debitava 240 cv de potência. Posteriormente, com a injecção mecânica Kugelfischer permitia ao motor atingir a potência de 260 cv. Nestas duas versões, o motor tinha duas válvulas por cilindro mas numa evolução seguinte o motor passou a ter uma cabeça de quatro válvulas por cilindro, que em 1976 permitia atingir a potência de 275 cv. Houve no entanto outras evoluções nos anos seguintes que permitiram que o Stratos atingisse os 290 cv às 8000 rpm, sendo que em alguns
 modelos chegou mesmo a ultrapassar o 300 cv de potência.
O Rali de Monte Carlo de 1976 foi a 44ª edição, disputada entre 17/01/1976 a 24/01/1976, ao longo de 4.500 km dos quais 530 km eram cronometrados. A lista de inscritos atingiu os 148 participantes dos quais apenas 48 terminariam a mítica prova monegasca. Sandro Munari, vencedor do ano anterior, partia como o grande favorito à vitória e não deixaria de honrar esse favoritismo ao chegar no final como o grande vencedor de mais uma edição do Monte Carlo. O ano seguinte seria mais uma vez palco da consagração do Lancia Stratos e de Sandro Munari visto que seria a terceira vitória consecutiva desta dupla transalpina. O Lancia Stratos voltaria a vencer uma vez mais o Monte Carlo em 1979 mas desta vez com Bernard Darniche ao volante do lendário modelo da Lancia.

Os outros Lancia Stratos da minha colecção:

O Lancia Stratos de J.-C. Andruet 1º
classificado na Volta à Córsega de 1974.

O Lancia Stratos de B. Waldegaard
na vitória do Rali de Sanremo de 1975.

O Lancia Stratos de S. Munari na vitória
do Rali de Monte Carlo de 1977.
  
O Lancia Stratos de M. Alén 1º classificado
no Rali de Sanremo de 1978.

29 outubro 2011

Ford Focus WRC 07 - H. Solberg - C. Menkerud (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 50.
A equipa Stobart preparou quatro Ford Focus WRC 07 para o Rali de Monte Carlo de 2008 para o belga François Duval (miniatura já apresentada), Gigi Galli (italiano), Mathew Wilson (inglês) e Henning Solberg (norueguês). Apesar de ser uma equipa privada, a Stobart beneficiava de um bom apoio por parte da equipa oficial da Ford, a M-Sport.
Projectado em 2004, esta geração do Ford Focus já ia com uma série de versões, sendo que a Ford fazia questão de lançar a meio do campeonato a nova versão do ano seguinte. Assim conseguia, de alguma forma, antecipar a preparação da época seguinte. No caso deste Ford Focus WRC 07, a sua estreia tinha acontecido no Rali da Finlândia de 2007. Para a temporada de 2008 efectuaram-se as necessárias alterações com vista a adaptar o Focus às novas alterações técnicas. O motor era um multiválvulas com um bloco de alumínio de origem Mazda e batizado Duratec. A potência do motor de 1998 cc era de 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral e utilizava uma caixa de 5 velocidades sequencial.
A miniatura hoje apresentada é o Ford Focus WRC 07 de Henning Solberg no Rali de Monte Carlo de 2008. Sem grande experiencia em ralis de asfalto escorregadio, Henning Solberg teve um inicio de rali em que sentiu algumas dificuldades em manter um ritmo competitivo, tendo terminado a primeira etapa no 14º lugar. Contudo e com o decorrer da prova Henning Solberg foi-se adaptando às condições do rali conseguindo bons tempos, o que lhe permitiu subir na classificação geral, passando para 10º no segundo dia. Na terceira etapa, Henning Solber soube gerir a sua posição na classificação e logrou mesmo subir ao 9º lugar da classificação final. O piloto francês da Citroen, Sébastien Loeb venceu o rali batendo Mikko Hirvonen (finalndês) da equipa oficial da Ford. A equipa Stobart terminou com os seus quatro Focus entre os dez primeiros: François Duval foi o quarto, Gigi Galli foi o sexto, Henning Solberg foi o nono e Mathew Wilson foi o décimo classificado.
Henning Solberg nasceu a 8 de Janeiro de 1973 na Noruega. Irmão mais velho de Petter Solberg (campeão do WRC em 2003), Henning estreou-se no WRC em 1998 num Toyota Celica no Rali da Suécia, por sinal no mesmo rali em que se estreava também o seu irmão Petter. Henning Solberg iniciou a sua carreira desportiva no rallycross tendo vencido o campeonato finlandês em 1993. A meio da década de 90 muda para os ralis e entre 1999 a 2003 sagra-se 5 vezes campeão finlandês de ralis. Nos anos a seguir à sua estreia no WRC, em 1998, Henning efectua esporadicamente alguns ralis do mundial por ano (1 rali em 1998, 1 em 1999, 4 em 2000, 4 em 2001, 2 em 2002 e 2 em 2003), como piloto privado até em 2004 conseguir um contrato com a Bozian Racing. Em 2005 corre pela Ford oficial e consegue um 4º lugar no Chipre, o seu melhor resultado até então. Em 2006 corre pela OMV num Peugeot 307 WRC e alcança o seu primeiro pódio, um terceiro lugar, no Rali da Turquia desse ano, terminado o campeonato na 8ª posição. A partir de 2007 e até à actualidade tem corrido pela Stobart e com os Ford Focus WRC: em 2007 consegue mais dois terceiros lugares nos ralis da Noruega e no Japão e termina o ano em 6º lugar; em 2008 não consegue nenhum pódio e termina o ano na 8ª posição; em 2009 volta a conseguir dois pódios (3º na Argentina e na Polónia) terminado o ano em sexto; em 2010 volta a falhar os pódios e termina o ano em 8º lugar, neste ano utiliza em alguns ralis o Ford Fiesta S2000; neste campeonato de 2011 que está ainda a decorrer Henning Solberg utiliza o Ford Fiesta WRC mas ainda não conseguiu nenhum pódio.

23 outubro 2011

Peugeot 307 WRC - T. Gardemeister - J. Honkanen (Rali de Monte Carlo de 2006)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 67).
Hoje apresento mais uma miniatura do Peugeot 307 WRC; esta é a terceira miniatura do 307 WRC desta colecção. Este é um dos “inconvenientes” que encontro nestas colecções: a repetição do mesmo carro, mesmo que seja em versões diferentes.
Anteriormente já tinha apresentado uma miniatura do Peugeot 307 WRC no Rali de Monte Carlo de 2006, no caso era o de Manfred Stohl (austríaco) da equipa Bozian Racing. Hoje o Peugeot 307 WRC é da equipa Astra com o finlandês Toni Gardemeister ao volante, no Rali de Monte Carlo de 2006. Estas duas equipas, a Astra e a Bozian Racing, compraram à Peugeot os 307 WRC depois da marca francesa ter decidido retirar abandonar a competição no final do campeonato de 2005. Deste modo a representação da Peugeot em 2006 ficou a cargo destas duas equipas privadas.
Toni Gardemeister tinha corrido pela Ford em 2005 e agora apresentava-se ao volante de um Peugeot 307 WRC de uma equipa privada para disputar o WRC de 2006. Apesar do apoio da Peugeot, o facto de enfrentar as equipas oficiais da Citroen e da Ford, não havia grandes ilusões nestas equipas privadas no que concerne à conquista de algum rali durante a temporada que se iniciava. Contudo havia sempre alguma esperança de alcançar alguns bons resultados, como por exemplo alguns pódios.
A miniatura representa o Peugeot 307 WRC de Toni Gardemeister no Rali de Monte Carlo de 2006. O Peugeot 307 WRC dispunha de um motor de 4 cilindros em linha com uma cilindrada de 1997. O motor estava colocado em posição transversal na dianteira e debitava 300 cv às 5250 rpm.
O rali iniciou com Gardemeister cauteloso e sem arriscar, sabendo que não haveria muitas hipóteses de lutar pela vitória mas com a pequena ilusão de que seria possível alcançar um bom resultado. Gardemeister sabia que o seu adversário nesta prova seria o austríaco Manfred Stohl, também num 307 WRC, da equipa Bozian Racing. Apesar de alguns problemas sofridos ao longo do rali, Gardemeister chegou a ser segundo classificado (atrás do Ford do finlandês Marcus Gronholm) seguido de Manfred Stohl, ambos à frente do francês Sébastien Loeb num Citroen Xsara WRC, um dos favoritos à vitória e candidato ao título mundial. Sabendo que viria a ser difícil manter-se à frente Loeb, quando este recuperasse o tempo perdido, Gardemeister concentrou-se em manter a sua vantagem em relação ao austríaco da Bozian Racing. Assim com o objectivo de bater a outra equipa que utilizava os 307 WRC, Toni Gardemeister conseguiu manter Stohl atrás de si e conseguiu um excelente resultado ao ficar em terceiro lugar e assim subir ao pódio na única vez em que conduziu o Peugeot 307 WRC. Pela segunda vez consecutiva Toni Gardemeister terminava o Rali de Monte Carlo no terceiro lugar. A vitória no Monte Carlo foi para o Ford Focus WRC de Marcus Gronholm seguido do Citroen Xsara de Loeb. No campeonato Loeb sagrou-se campeão mas a Ford levou o título de construtores. Toni Gardemeister ficou em nono lugar com 20 pontos tendo apenas participou em 4 ralis.

15 outubro 2011

Subaru Impreza WRC - S. Sarrazin - S. Prévot (Rali de Monte Carlo de 2006)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 66.
A Subaru, vencedora de três títulos de construtores (1995, 1996 e 1997) e de três títulos de pilotos (Colin Mcrae em 1995, Richard Burns em 2001 e Petter Solberg em 2003), apresentou o seu novo modelo para participar no mundial de 2006 partindo da plataforma utilizada entre 2001 e 2005. A base era idêntica ao que vinha desenvolvendo anteriormente, contudo adaptada às novas regulamentações do WRC relativamente à segurança e à transmissão. Mantinha-se o motor dianteiro em posição longitudinal de quatro cilindros opostos. A cilindrada era de 1994 cc e debitava 300 cv às 5500 rpm. A nova carroçaria foi reforçada, seguindo as indicações de segurança agora impostas, e os diferenciais passavam a ser mecânicos à frente e atrás enquanto que o diferencial central podia ser gerido electronicamente. Outra alteração imposta foi a interdição da injecção de água e a obrigatoriedade de utilizar os motores durante dois ralis. Mesmo respeitando estas alterações o motor revelou-se igualmente potente como o de 2005,sendo mais suave e constante.
Estando a ser preparado desde Março de 2005 o novo Subaru Impreza WRC para 2006 estreou-se no Rali de Monte Carlo de 2006. Os pilotos que compunham a equipa eram de qualidade, Petter Solberg (norueguês), Chris Atkinson (australiano) e Stéphane Sarrazin (francês, ex-piloto da F1), logo as expectativas da equipa eram elevadas. O que realmente aconteceu ao longo da temporada foi que os resultados ficaram aquém das expectativas e a Subaru não conseguiu vencer nenhum rali em 2006, contudo ainda foram alcançados alguns pódios.
A miniatura apresentada é o Subaru Impreza WRC de Stéphane Sarrazin no Rali de Monte Carlo de 2006. Stéphane Sarrazin terminou a prova no 5º lugar, enquanto a vitória sorriu a Marcus Gronholm (finlandês) num Ford Focus WRC seguido de Sébastien Loeb (francês) num Citroen Xsara WRC. Ao longo do campeonato de 2006 a Subaru nunca conseguiu intrometer-se na luta pelos títulos, que foram disputados apenas entre a Citroen e a Ford, as únicas marcas a vencer ralis neste campeonato. A Ford foi mais forte e ficou com o título de marcas enquanto Sébastien Loeb, da Citroen, sagrava-se campeão do mundo no final da temporada. A Subaru terminou a temporada em 3º lugar sem vencer um único rali. Petter Solberg foi o melhor piloto da Subaru ao terminar o campeonato em 6º lugar (sem vitórias o melhor que conseguiu foram três segundos lugares).

Stéphane Sarrazin nasceu a 2 de Novembro de 1975 em França. Sarrazin participou na Formula 3000 Internacional durante 4 épocas (de 1998 a 2001), sem que tenha conquistado o título. Venceu apenas duas corridas e obteve alguns pódios. A melhor época foi a de 1999 tendo ficado em 4º lugar no campeonato. Nesse ano de 1999, Stéphane Sarrazin fez a sua estreia na Formula 1 no GP do Brasil pela Minardi, substituindo o piloto Luca Badoer (brasileiro), que estava magoado num pulso. Sarrazin não terminou a corrida brasileira e a sua carreira na Formula 1 resume-se a essa corrida. Ainda se manteve durante alguns anos como piloto de testes da Prost e da Toyota mas nunca mais participou num GP de F1. Em 2003 esteve envolvido no World Series by Renault. Sarrazin também tem sido um dos pilotos presente nas 24 Horas de Le Mans, contando já com 10 participações; nos últimos anos tem participado como piloto da Peugeot tendo já conquistado por duas vezes o 2º lugar em Le Mans (uma delas fazendo equipa com Pedro Lamy); em outras duas ocasiões terminou na terceira posição. Em 2010 participa em duas corridas do Campeonato Mundial de GT1. No que diz respeito aos ralis, Stéphane Sarrazin participa em alguns ralis do WRC durante os anos de 2004 a 2005 pela Subaru. Durante esses 15 ralis o melhor que conseguiu em termos de resultados são dois 4º lugares. Posteriormente, entre 2009 a 2011, aparece esporadicamente no IRC, com um Peugeot 207 S2000, principalmente no Rali de Monte Carlo.

23 setembro 2011

Ford Focus WRC - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Portugal de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rally Collection – Fasc. nº 12.
Estreado em 1999, o Ford Focus WRC contava já com uma carreira de 10 anos em 2009, ao longo dos quais foi sofrendo inúmeras evoluções.
No Rali de Portugal de 2009, o piloto finlandês Mikko Hirvonen utilizou o Ford Focus WRC de 2008, a evolução de 2009 só surgiria no mês de Maio para o Rali de Itália.
O Ford Focus WRC de 2008 utilizava um motor turbo de 4 cilindros em linha de 16 válvulas com 1998 cc, colocado em posição dianteira transversalmente. A potência era de 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral com um caixa sequencial de cinco velocidades. Resumidamente, foi com estas características que a Ford atacou o mundial de 2009 e que viria a perder para a Citroen e para Sébastien Loeb (francês).
A miniatura representa o Ford Focus WRC que Mikko Hirvonen utilizou no Rali de Portugal de 2009. Mikko Hirvonen iniciou o rali português ao ataque e foi o seu primeiro líder no final da super especial que se disputou no Estádio do Algarve. Hirvonen conseguiu manter a primeira posição no final do primeiro dia, beneficiando de uma saída de estrada de Sébastien Loeb e de um erro de Dani Sordo (espanhol) que o fez perder 20 segundos quando o piloto espanhol da Citroen era o líder da prova. Hirvonen ocupou então o primeiro lugar seguido de Marcus Gronholm (finalndês) num Subaru. Contudo Sordo recuperaria a segunda posição no final do dia, atrás de Hirvonen. No segundo dia do rali, Hirvonen ainda esboçou uma tentativa de manter o primeiro lugar mas Loeb ultrapassou o seu colega de equipa, Dani Sordo, e em breve estava na liderança do rali. Assim o segundo dia terminou com Loeb na frente, seguido de Hirvonen e de Sordo. No último dia do rali, apesar dos esforços de Mikko Hirvonen para alcançar o primeiro lugar, Sébastien Loeb saiu de Portugal com mais uma vitória no seu currículo. Mikko Hirvonen foi o segundo classificado seguido de Dani Sordo.
Mikko Hirvonen nasceu a 31 de Julho de 1980 na Finlândia. Com apenas 15 anos já corria em autocross, tendo passado para o rallycross pouco tempo depois. Com 18 anos faz a sua estreia nos ralis ao volante de um Opel Kadett 16V de 2 litros do Grupo N. Em 2000 participa pela primeira vez no Campeonato Finlandês de Ralis Junior. No ano seguinte passa para o escalão principal do campeonato finlandês. Nesse ano de 2001 dá nas vistas ao ficar em segundo lugar do campeonato. No ano de 2002, para além de participar no campeonato finlandês, participa noutras provas de outros campeonatos como alguns ralis do WRC. As boas prestações valeram-lhe um convite para testar um Ford Focus que por sua vez lhe abriu as portas para a Ford, assinando um contrato com a equipa de Malcolm Wilson para 2003. No ano seguinte corre pela Subaru e em 2005 participa no mundial com, onde alcança um terceiro lugar na Espanha. Esse excelente resultado para um piloto privado, dá-lhe a oportunidade de integrar a equipa oficial da Ford para o ano de 2006. A sua primeira vitória no WRC acontece em 2006 no Rali da Austrália. A partir daí a sua carreira tem-se desenvolvido praticamente ao serviço da Ford. Em 2008, com o abandono de Marcus Gronholm, Hirvonen assume a posição de primeiro piloto da Ford, sendo actualmente o principal rival de Sébastien Loeb. Actualmente já venceu 14 ralis, todas com a Ford e as duas últimas neste ano de 20011 com o Ford Fiesta WRC. Em 2008 e 2009 terminou o campeonato como vice campeão, que representam a sua melhor classificação no mundial.
Fontes: fascículo da colecção e wikipedia.

16 setembro 2011

Talbot Sunbeam Lotus - G. Fréquelin - J. Todt (Rali de Monte Carlo de 1981)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 71.
Já apresentei aqui no 4 Rodinhas uma miniatura do Talbot Sunbeam Lotus, na altura a versão do Rali do Brasil de 1981 aonde alcançou o segundo lugar. A miniatura de hoje é novamente o Talbot Sunbeam Lotus e novamente com os franceses Guy Fréquelin e o seu co-piloto Jean Todt no Rali de Monte Carlo de 1981. No Rali do Brasil ficaram em segundo lugar e no Rali de Monte Carlo, na abertura do campeonato de 1981, esta equipa também terminou a prova na segunda posição atrás do Renault 5 Turbo de Jean Ragnotti (francês).
O grande conquista que este pequeno carro de competição foi a vitória no campeonato de construtores de 1981, com apenas uma vitória no Rali da Argentina e vários segundos lugares (Monte Carlo, Portugal, Córsega, Brasil e San Remo). O finlandês Ari Vatanen, num Ford Escort, sagrava-se Campeão do Mundo em 1981.
O Talbot Sunbeam Lotus, que teve influência de Colin Chapman na sua preparação, utilizava um motor Lotus de duas árvores de cames à cabeça com quatro válvulas por cilindro. A cilindrada era de 2174 cc e debitava 240 cv de potência às 7000 rpm. A caixa de velocidades era manual da ZF com 5 velocidades.
O Talbot Sunbeam Lotus esteve em competição durante dois anos (1980 e 1981), venceu apenas dois ralis (RAC de 1980 pelo finlandês Henri Toivonen e Argentina de 1981 por Fréquelin) e venceu surpreendentemente o campeonato de construtores de 1981. O facto da Talbot pertencer à Peugeot, permitu a que Jean Todt, quando se retirou da competição como co-piloto, passasse a dirigir o projecto da Peugeot para o Grupo B, obtendo os resultados que todos nós já conhecemos.
Em relação à miniatura do Talbot anteriormente apresentada, a que hoje vos trago revela-nos algumas melhorias, nomeadamente a antena no tejadilho, no interior (com cintos nos bancos e manómetros) e alguns pormenores ao nível nos farolins traseiros que estão agora mais detalhados do que a anterior miniatura.

05 setembro 2011

Peugeot 207 S2000 - S. Ogier - J. Ingrassia (Rali de Monte Carlo de 2009)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 43).
Com a estreia em competição do Peugeot 207 S2000, a marca do leão voltava novamente aos ralis, embora sem que se tenha envolvido no WRC. Após se ter retirado dos ralis, em 2005, a Peugeot fez estrear em 2007, o seu novo carro, o Peugeot 207 S2000 para competir no International Rally Challenge (IRC). O IRC é um campeonato reservado aos automóveis de série com uma produção inferior a 2500 unidades por ano; o motor tem uma cilindrada máxima de 2 litros e não pode ter sobrealimentação e um regime máximo de 8500 rpm. A potência está limitada ao 280 cv sendo permitida a transmissão integral e caixas sequenciais. (fonte fascículo nº 43 Rallye Monte-Carlo – Os Carros Miticos).
O Peugeot 207 foi o modelo que veio substituir o Peugeot 206 cuja versão de ralis venceu 3 campeonatos do mundo (2000, 2001 e 2002). O motor de 4 cilindros estava colocado em posição dianteira e transversal, com uma cilindrada de 1998 cc. A potência era de 280 cv às 8500 rpm. A caixa de 6 velocidades era sequencial e inicialmente revelou-se frágil, problema que posteriormente foi resolvido. O Peugeot 207 S2000 revelou ser um carro bastante competitivo tendo vencido dois títulos do IRC (2008 e 2009).
A miniatura representa do Peugeot 207 S2000 de Sébastien Ogier (francês) no Rali de Monte Carlo de 2009. Nesse ano o Monte Carlo apenas contou para o IRC, tendo ficado de fora do calendário do WRC. À partida para a prova estavam presentes vários 207 S2000: pela Peugeot oficial, corria Stéphane Sarrazin; pela Peugeot belga, Nicolas Vouilloz e Freddy Loix; pela Peugeot inglesa, Chris Meeke e pela BF Goodrich e a Federação Francesa de Desporto Automóvel alinhava Sébastien Ogier (Campeão do Mundo Júnior de 2008 num Citroen C2). Entre os vários pilotos privados que também estavam presentes com um Peugeot 207 S2000 encontrava-se um ex-campeão do mundo, o francês Didier Auriol.
Sébastien Ogier acabou por ser o vencedor desta edição do Monte Carlo, tendo realizado uma prova bastante regular e beneficiando da desistência de Sarrazin quando este era líder da prova. Ao realizar uma prova quase isenta de erros, Ogier manteve-se suficientemente competitivo o que lhe permitiu assistir à desistência dos outros Peugeot 207, uns por avarias mecânicas e outros por erros dos seus pilotos.

Nota:
O blog 4Rodinhas cumpre hoje o seu 5º ano de existência. Desta feita sem grandes anúncios, como um post dedicado e/ou alterações motivadas pela efeméride, quero apenas assinalar o momento com um grande abraço e um agradecimento muito especial a todos os que visitam este humilde blog.

Um grande abraço e muito obrigado
José Ferreira

28 agosto 2011

Ford Escort Cosworth - P. Bernardini - B. Occelli (Rali de Monte Carlo de 1996)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 69).
O Ford Escort Cosworth do Grupo A foi um excelente carro de ralis que esteve muito perto de se sagrar campeão do mundo. A oportunidade de vencer o campeonato surgiu logo no ano da sua estreia em competição no ano de 1993. Com o decorrer das épocas que esteve em competição nunca mais esteve tão perto do título como nesse ano.
A miniatura que hoje vos apresento é o Ford Escort Cosworth de Patrick Bernardini (francês) no Rali de Monte Carlo de 1996. Nesse ano o Monte Carlo apenas contava para o campeonato de 2 litros e como tal os principais favoritos no Campeonato do Mundo de Ralis não estiveram presentes. A vitória sorriu a este piloto privado, Patrick Bernardini, ao volante do Ford Escort Cosworth do Grupo A. Em segundo lugar ficou o piloto francês François Delecour num Peugeot 306 Maxi. No ano seguinte a Ford apresentaria o novo modelo Escort de acordo com o regulamento do WRC.
O Ford Escort Coswort de Grupo A venceu por duas vezes o Monte Carlo (em 1994 por François Delecour e em 1996 por Bernardini) mas conseguiu outros resultados de destaque em mais duas edições do Monte Carlos: em 1993 foi segundo e terceiro classificado (François Delecour e Miki Biasion, respectivamente) e em 1995 Delecour foi novamente segundo classificado. Não deixa de ser um excelente currículo do Escort no mítico Monte Carlos, assim como para Delecour.
O Ford Escort Coswort foi construído com a base do Sierra, o motor era um 4 cilindros em linha, colocado na posição dianteira e longitudinal. A cilindrada era de 1993 cc com uma potência na ordem dos 300 cv às 5800 rpm. A caixa Ford, não sequencial, era de seis ou sete velocidades e a transmissão integral com dois diferenciais activos e o traseiro mecânico.
A qualidade desta miniatura é bastante apreciável, tanto a nível externo como interno, sendo de destacar no seu interior: os cintos, roda suplente, manómetros, extintores, alavanca da caixa e travão de mão razoavelmente detalhados. Muito bom!
Patrick Bernardini nasceu a 18 de Junho de 1963 em França. Bernardini venceu por duas vezes o Campeonato Francês de Ralis ao volante do Ford Escort RS Coswort (1994 e 1995). No seu palmares regista 19 participações em ralis do Campeonato do Mundo, onde utiliza carros da BMW, Lancia e Ford. A sua única vitória foi a que conseguiu em 1996 no Rali de Monte Carlo.

15 agosto 2011

Renault 5 GT Turbo - A.Oreille - G. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1989)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. Nº 68).
O Renault 5 GT Turbo, que sucedeu ao Renault 5 Alpine Turbo, foi o antecessor do Renault Clio. Lançado em 1981, este modelo teve uma segunda geração quando em 1985 foi desenvolvida a partir da arquitectura do Renault 5 (Supercinq).
A versão desportiva do Renault 5 GT Turbo estava equipada com um motor de 1397 cc, colocado na posição transversal na frente do carro, sendo a sua potencia muito próxima dos 190 cv às 6200 rpm. A alimentação era feita através de um carborador Solex e usava um turbocompressor Garrett T2 com um intercooler ar-ar. Não deixava de ser espantoso que, na versão de série, um carro com estas dimensões e com uma potência a rondar os 120 cv pudesse ultrapassar os 200 km/h. Era de facto impressionante para um pequeno carro de série… na versão desportiva deveria ser uma pequena “bomba”!
A estreia do Renault 5 GT Turbo aconteceu no Rali de Monte Carlo de 1989, cabendo ao francês Alain Oreille a honra de o pilotar nas classificativas monegascas e de lutar por um lugar de destaque no Grupo N (campeonato para automóveis muito próximos da produção de série). Alain Oreille conseguiu levar o pequeno Renault 5 GT Turbo até à 10ª posição final vencendo na categoria do Grupo N. Nada mau para um veiculo desta cilindrada que ficou à frente de veículos de maior cilindrada. A miniatura representa o Renault 5 GT Turbo de Alain Oreille no Rali de Monte Carlos de 1989, a prova da sua estreia em competição.
Miki Biasion (italiano) venceu o Monte Carlo ao volante de um Lancia Delta Integrale, seguido do seu colega de equipa Didier Auriol (francês). Biasion viria a sagrar-se campeão do mundo em 1989 com 5 vitórias e 106 pontos.
Ao longo do campeonato, Alain Oreille foi vencendo outras provas no Grupo N, tais como a Volta à Córsega e no San Remo. Na Costa do Marfim estava reservado ao pequeno Renault 5 GT Turbo a sua maior performance, visto que pela primeira vez na História dos ralis um automóvel do Grupo N conquistou a vitória absoluta! Foi de facto um feito extraordinário. Alain Oreille e o Renault 5 GT Turbo venceram o campeonato do Grupo N e em 1990 voltariam a repetir o feito, sendo de destacar o terceiro lugar da classificação geral alcançado por Oreille no Renault 5 GT Turbo novamente na Costa do Marfim.
Posteriormente o Renault Clio entraria em competição forçando a retirada dos ralis deste pequeno carro.

07 agosto 2011

Seat Cordoba WRC - T. Gardemeister - P. Lukander (Rali da Nova Zelândia de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (oferta).
O Seat Cordoba WRC participou em 2 temporadas completas no Campeonato do Mundo de Ralis, mais precisamente em 1999 e 2000. A estreia da equipa Seat oficial no WRC aconteceu no campeonato de 1998, no Rali da Finlândia. Contudo ao fim de 2 anos de competição o Seat Cordoba WRC não conseguiu resultados que convencessem os responsáveis da marca a manter o programa de ralis. Assim, no final de 2000, a equipa oficial da Seat retirou-se dos ralis.
A Seat terminou os dois campeonatos no 5 lugar: em 1999 conseguiu 23 pontos sendo o terceiro lugar o melhor resultado obtido, em dois ralis; em 2000 a Seat apenas conseguiu 11 pontos e apenas um terceiro lugar. Em face destes resultados, o campeonato de 2000 foi o último da Seat oficial.
O Seat Cordoba WRC dispunha de um motor de 1995 cc de cilindrada que debitava cerca de 300 cv de potência. De salientar que o Cordoba WRC teve mais duas evoluções desde o momento em que se estreia em 1998 até à sua retirada em 2000: o Cordoba WRC E2 e o Cordoba WRC E3.
A miniatura apresentada é o Seat Cordoba WRC E2 de Toni Gardemeister no Rali da Nova Zelândia de 1999. O rali foi disputado entre os dias 15 e 18 de Julho, com apenas uma lista de 82 participantes dos quais apenas 46 terminariam. A prova percorria uma distância de 1681 km dos quais 401 km eram cronometrados em 26 especiais.
A vitória foi para o finlandês Tommi Makinen, que seria o campeão no final da temporada, ao volante de um Mitsubishi. O segundo lugar foi o ex-campeão Juha Kankkunen (finlandês) num Subaru Impreza WRC. Toni Gardmeister, também finlandês, acompanhou os seus compatriotas com o terceiro lugar e levou o Seat Cordoba ao seu primeiro pódio.
Toni Gardemeister nasceu a 31 de Março de 1975 na Finlândia. A sua estreia no WRC aconteceu em 1996 no Rali dos Mil Lagos em 1996 ao volante de um Opel Astra. Ainda nesse ano efectua mais uma prova do WRC num Nissan Sunny, com o qual participa em mais dois ralis em 1997. Inicia o ano de 1998 com o Nissan mas depois passa para a Seat ao volante de um Ibisa GTi 16V Evo2. Esta evolução na sua carreira acontece depois de ter vencido em 1997 o campeonato finlandês do Grupo A no Nissan Sunny.
Gardemeister manteve-se na Seat desde 1998 até à retirada da marca em 2000; foi um dos pilotos que em 1998 ajudou a Seat a vencer o campeonato destinado aos carros de duas rodas motrizes e de 2 litros. Gardemeister ajudou a desenvolver o Cordoba para o WRC e foi o piloto que deu o primeiro pódio ao Seat Cordoba WRC ao ficar em terceiro no Rali da Nova Zelândia de 1999. Depois da saída de cena da Seat, Gardemeister participa em 2001 como piloto privado com um Peugeot em 2 ralis e é contratado pela Mitsubishi para mais 2 ralis nesse ano. No período de 2002 a 2004 é piloto da Skoda onde utiliza os modelos Octavia WRC e Fabia WRC, contudo nunca mais voltou a obter qualquer pódio. Mais uma vez o abandono de uma marca, neste caso a Skoda, deixa-o novamente sem contrato mas Gardemeister resolve a sua situação ao entrar para a equipa Ford, onde permanece apenas um ano. E é neste ano de 2005 que Toni Gardemeister obtêm os melhores resultados da sua carreira desportiva: ao volante do Ford Focus WRC alcança dois segundos lugares e dois terceiros lugares, terminado o campeonato de pilotos em 4º lugar com 58 pontos. Depois segue-se um ano de 2006 bastante irregular em participações mas mesmo assim com alguns resultados muito interessantes: um terceiro lugar no Monte Carlo com o Peugeot 307 WRC e mais 3 ralis ao volante do Citroen Xsara WRC (dois quartos lugares e um quinto lugar). No ano de 2007 participa em 6 ralis mas os resultados são mais fracos: cinco ralis com o Mitsubishi Lancer WRC (dois sextos lugares, um sétimo e duas desistências), o outro rali é efectuado ao volante do Citroens Xsara WRC onde alcança mais um sétimo lugar.
Em 2008 entra num novo projecto: a Suzuki lança um novo modelo para participar no WRC e Toni Gardemeister é contratado para desenvolver o Suzuki SX4 WRC. Durante todo o campeonato foram desenvolvidos esforços para dar competitividade ao SX4 WRC mas sem nunca conseguiu melhor que o sexto lugar alcançado já no final do campeonato no Rali do Japão. Após uma temporada no WRC e sem resultados satisfatórios, a Suzuki abandona o WRC. Após a aventura Suzuki a carreira de Toni Gardemeister no WRC praticamente encerrou sem nunca ter vencido um rali do mundial. Nos dois anos seguintes, Gardemeister regista algumas participações no IRC.

Aqui ficam outras miniaturas do Seat Cordoba WRC que fazem parte da minha colecção:

Seat Cordoba WRC de Rui Madeira no Rali de Portugal de 2000

Seat Cordoba WRC de Didier Auriol no Safari de 2000