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30 novembro 2010

Subaru Impreza WRC - T. Makinen - K. Lindström (Rali de Monte Carlo de 2002)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros MíticosFasc. nº 33.
O piloto finlandês Tommi Makinen conseguiu em 2002 um feito inédito, à época, ao conseguir vencer pela quarta vez consecutiva o Rali de Monte Carlo. Tommi Makinen tinha deixado a Mitsubishi, aonde se sagrou Campeão do Mundo por quatro vezes consecutivas (de 1996 a 1999), e corria agora pela Subaru. O carro utilizado foi o Subaru Impreza WRC, o mesmo com o qual Richard Bruns (inglês) se tinha sagrado Campeão do Mundo de Ralis no ano anterior.
Contudo a vitória de Makinen no Monte Carlo só foi possível graças a um erro da equipa Citroen. Sébastien Loeb (francês) ao volante de um Citroen Xsara WRC foi o piloto mais rápido ao longo de todo o rali mas, quando já tudo parecia decidido e Makinen já só esperava ser segundo classificado, a equipa da Citroen efectuou uma troca de pneus no carro de Loeb fora de um sector permitido para o efeito. O resultado desse erro foi uma penalização de 2 minutos e a consequente vitória para Tommi Makinen. A sua quarta no Rali de Monte Carlo.
O Subaru Impreza WRC já vinha de um ano de utilização e após a vitória de Makinen no Monte Carlo apenas efectuou mais um rali, na Suécia, onde Makinen e Petter Solberg registaram abandonos devido a problemas no motor.
O Subaru Impreza WRC dispunha de um motor boxer de 4 cilindros com 1994 cc. A potência debitada era de 300 cv às 4000 rpm. A transmissão era integral com uma caixa sequencial de seis velocidades. A miniatura apresentada é o Subaru Impreza WRC com o qual o piloto finlandês Tommi Makinen venceu o Rali de Monte Carlo de 2002. Outro facto que importa registar é que esta era a primeira prova de Tommi Makinen com a Subaru. Nada mal para início de contrato… contudo o resto do ano seria menos agradável para Makinen. A Subaru ficaria em terceiro no campeonato de marcas, vencendo 2 ralis (a primeira e a última prova do ano), enquanto Makinen terminou o ano na oitava posição; por outro lado o seu colega de equipa terminou o campeonato na segunda posição.

13 novembro 2010

Suzuki Ignis JWRC - G. Wilks - P. Pugh (Rali de Monte Carlo de 2004)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros MíticosFasc. nº 37.
O Junior World Rally Championship (JWRC) permitiu que alguns pilotos privados tivessem acesso a automóveis de custo moderado. Igualmente também houve algumas marcas que aproveitaram esta competição mais económica para competirem nos ralis e talvez aproveitar essa base para futuramente se lançarem no WRC. Foi o caso da Suzuki.
A Suzuki entra no mundo dos ralis em 2001 no JWRC com o seu modelo Ignis. O JWRC é uma categoria do Campeonato do Mundo de Ralis que está reservado aos carros com cilindrada inferior a 1600 cc, de tracção dianteira e sem turbo.
A aposta nesta categoria (JWRC) levou o seu tempo a dar resultados; só após três temporadas, de 2001 a 2003, é que a Suzuki conseguiu vencer o JWRC, em 2004. A primeira vitória do Ignis (no JWRC) aconteceu em 2003 no Rali da Finlândia com o piloto sueco Daniel Carlsson.
O Suzuki Ignis JWRC de 2004 utilizava um motor de 1597 cc, que debitava 220 cv às 8500 rpm. A tracção era dianteira, conforme o regulamento do JWRC, com uma caixa sequencial de seis velocidades. O Ignis de 2004 representava a segunda geração do modelo da Suzuki. Na prática isto queria dizer que passava a dispor de vias 30 mm mais largas e de suspensões com mais curso, além de que o carro passou a ter mais 15 cm na traseira. Mecanicamente, o Ignis procurou melhorar a sua fiabilidade através da utilização de uma cambota especial e de bielas mais resistentes; os radiadores mudaram de posição e de tamanho; a caixa de velocidades agora utilizada era a da Hewland em substituição da fabricada pela Suzuki, o que permitia ao pilotos seleccionarem as mudanças através de patilhas, como nos WRC. Tudo indica que estas melhorias foram fundamentais em face dos resultados alcançados pela Suzuki ao longo da temporada de 2004.
A miniatura representa o Suzuki Ignis JWRC de Guy Wilks (inglês) no Rali de Monte Carlo de 2004. O piloto inglês não foi feliz nesta sua participação no rali monegasco visto que foi obrigado a desistir. A vitória na categoria JWRC acabou por premiar o Renaul Clio de Nicolas Bernardi (francês). No entanto nem tudo ficou perdido para a Suzuki, o piloto estónio Urmo Aava terminaria em segundo lugar com um Ignis. Contudo e apesar de não ter vencido em Monte Carlo, nas restantes provas o Suzuki Ignis mostrou toda a sua qualidade ao vencer cinco das sete provas que compunham o JWRC; assim o Suzuki Ignis venceu no Rali da Acrópole, no Rali da Turquia, no Rali da Finlândia, no Rali de Gales e no Rali de Itália. O piloto sueco Per-Gunnar Andersson venceu 3 provas (Turquia, Finlândia e Itália) sagrando-se campeão no JWRC e a Suzuki Ignis venceu o seu primeiro título mundial.

29 outubro 2010

Hyundai Accent WRC - J. Bérès - P. Stary (Rali de Monte Carlo de 2004)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 48.
Após o abandono oficial da Hyundai no final de 2003, os automóveis da equipa foram vendidos ou alugados a pilotos privados. A marca coreana nunca conseguiu grandes resultados aos longos dos anos em que esteve em actividade. Assim e juntando alguns problemas económicos aos fracos resultados desportivos, não é de estranhar que a Hyundai tenha retirado a equipa oficial do WRC. Sem nunca ter vencido, a Hyundai regista como melhor resultado um quinto lugar no Rali da Austrália de 2000.
Em 2004 o piloto eslovaco Jozef Bérès utilizou um Hyundai Accent WRC no Rali de Monte Carlo de 2004. A miniatura hoje apresentada representa esse mesmo Hyundai de Bérès no rali monegasco onde conseguiu um bom resultado final. Jozef Bérès terminou o rali na 9ª posição, sendo o segundo melhor entre os pilotos privados. Depois do Monte Carlo, Bérès ainda participou com o Hyundai Accent WRC no Rali da Suécia e no Rali da Acrópole, onde registou dois abandonos.
O Hyundai Accent WRC dispunha de um motor de 4 cilindros em linha colocado transversalmente na dianteira. A sua cilindrada era de 1998 cc com uma potência de 300 cv debitada às 5300 rpm. A transmissão era integral com uma caixa sequencial de seis velocidades.
Os fracos resultados da Hyundai não terão sido causados pela falta de talento dos seus pilotos, uma vez que por lá passaram alguns pilotos de renome internacional, a saber: Kenneth Eriksson (sueco), Alister McRae (britânico, irmão de Colin McRae), Freddy Loix (belga), Armin Schwartz (alemão) e o ex-campeão mundial Juha Kankkunen (finlandês). A incapacidade de tornar o carro mais fiável e dotado de um motor mais potente acabou por ser mais influente na obtenção de resultados positivos.

19 outubro 2010

Mitsubishi Lancer Evo VI - T. Makinen - R. Mannisenmaki (Rali de Monte Carlo de 2000)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 25.
O ano de 2000 representou para Tommi Makinen (finlandês) o fim de um período glorioso de 4 anos em venceu o Campeonato do Mundo de Ralis, sagrando-se tetra campeão (de 1996 a 1999). Contudo Tommi Makinen conseguiu outro feito na sua carreira, ao vencer o Rali de Monte Carlo por quatro vezes consecutivas: de 1999 a 2002.
No campeonato de 2000 Tommi Makinen não conseguiu revalidar o título e só venceu um rali, precisamente o primeiro da época no Monte Carlo. A miniatura que vos apresento representa o Mitsubishi Lancer Evo VI de Tommi Makinen nessa vitória no Rali de Monte Carlo de 2000.
O Mitsubishi Lancer Evo VI mantinha a mesma política da equipa, que se mantinha fiel à utilização de um veículo com as características do Grupo A. O regulamento técnico já permitia os World Rally Car (WRC) desde 1997 mas a Mitsubishi tinha-se mantido com o Lancer do Grupo A que com sucessivas evoluções vinha vencendo títulos desde 1996. Mas finalmente, em 2000, os adversários com os veículos WRC conseguiram destronar a Mitsubishi e Tommi Makinen. O Mitsubishi Lancer Evo VI vinha equipado com um motor de 4 cilindros em linha, colocado transversalmente na traseira, com uma cilindrada de 1997 cc. A potência atingia os 300 cv às 6000 rpm. A transmissão era integral com três diferenciais com uma caixa Xtrac de seis velocidades.
Com poucas alterações em relação ao ano anterior, a Mitsubishi iniciou a temporada de 2000 com uma vitória no Rali de Monte Carlo. Contudo o gelo e o frio sentido nesta edição da prova monegasca iriam desempenhar um papel fundamental no desenrolar dos acontecimentos. A prova iniciou com Tommi Makinen na liderança do rali, seguido do britânico Richard Burns (Subaru) e do francês Gilles Panizzi (Peugeot). Na noite anterior à segunda etapa aconteceu algo de insólito: devido ao muito frio a equipa da Peugeot sofreu uma enorme desilusão porque os três Peugeot 206 WRC oficiais viram-se obrigados a abandonar a prova uma vez que os motores dos Peugeot recusaram-se a pegar. O Subaru de Richard Burns também foi afectado e com isso Tommi Makinen ficou com a vida facilitada na prova. Assim bastou ao finlandês da Mitsubishi controlar o espanhol Carlos Sainz (Ford) para vencer pela segunda vez consecutiva a prova monegasca. Esta foi a sua única vitória em 2000 e apesar de ainda ter conseguido 1 segundo lugar (Suécia) e 3 terceiros lugares (Argentina, San Remo e RAC) Tommi Makinen não foi além do 5º lugar no campeonato (35 pontos). A Mitsubishi quedou-se pela 4ª posição na classificação por marcas. O finlandês Marcus Gronholm, em Peugeot 206 WRC, sagrou-se campeão e a Peugeot venceu o campeonato de marcas.

06 outubro 2010

Renault Clio JWRC - N. Bernardi - D. Giraudet (Rali de Monte Carlo de 2004)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 23.
O piloto francês Nicolas Bernardi participou no Rali de Monte Carlo de 2004 num Renault Clio JWRC, sendo a miniatura hoje apresentada a réplica desse carro.
O francês Nicolas Bernardi, tal como o seu compatriota Sébastien Loeb, foi um piloto produto da fórmula de promoção da Peugeot. (ver post sobre o Peugeot 106). Contudo antes de entrar para a Renault, com a qual disputou os campeonatos de França de 2003 e 2004, Bernardi tinha sido em 2002 piloto da Ford (Ford Puma S1600).
Na edição do Rali de Monte Carlo de 2004, Nicolas Bernadi consegui obter o décimo lugar na classificação geral, o que foi um excelente resultado se tivermos em conta as performances do Renault Clio JWRC. Na categoria JWRC, Bernardi e o Clio foram os vencedores ficando à frente do Suzuki Ignis JWRC de Urmo Aava (estónio).
Contudo no Campeonato do Mundo, Nicolas Bernardi e o Clio JWRC haveriam de ficar atrás do Suzuki Ignis e de Per-Gunnar Andersson, que se tornariam nos campeões do mundo na categoria JWRC. Depois desta vitória monegasca na categoria JWRC, Nicolas Bernardi só voltou a vencer na Catalunha, perdendo o campeonato JWRC por 2 pontos. Após 2004, Nicolas Bernardi deixa a Renault e passa para a Peugeot, vindo a sagrar-se campeão francês em 2005.
Já em 2003, o Renault Clio JWRC, com Simon Jean-Joseph ao volante, tinha vencido, na sua categoria, o Rali de Monte Carlo. No final do campeonato do mundo foi outro piloto, Brice Tiribassi, ao volante do Clio JWRC, que se sagrou campeão do mundo na categoria JWRC. Em França, o Clio JWRC também mostrou a sua eficácia ao vencer o campeonato francês de 2003 (que era composto de ralis de terra e asfalto): Simon Jean-Joseph foi o piloto campeão com o Clio. Em 2004, Simon Jean-Joseph também conquistou, com o Clio, o Campeonato Europeu de Ralis.
O Renault Clio JWRC pertence a uma categoria (Junior World Rally Championship) cuja cilindrada permitida é de 1600 cc, de duas rodas motrizes e sem autorização para utilizar uma alimentação com turbo. O motor do Renault Clio JWRC conseguia debitar 220 cv de potência às 8750 rpm. Dispunha de tracção dianteira com uma caixa sequencial de seis velocidades. Na época a concorrência do Renault Clio era composta de vários modelos: Peugeot 206, Citroen C2, Ford Puma, Fiat Punto e Suzuki Ignis.

30 junho 2010

Ford Focus WRC - M. Gronholm (Rali de Portugal de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos.
Tal como a anterior miniatura do Citroen, esta também foi uma das ofertas pela assinatura da colecção.
A miniatura é uma representação do Ford Focus WRC mas desta vez trata-se do carro que fez a abertura dos troços do Rali de Portugal de 2008. Ao volante do carro “0” estava o piloto finlandês Marcus Gronholm (Campeão do Mundo de Ralis de 2000 e 2002). Marcus Gronholm tinha terminado a sua carreira no ano anterior e surgia como cabeça de cartaz no Rali de Portugal de 2008 mas não era o único nome sonante na prova, que na lista de inscritos contava com pilotos como Didier Auriol (francês, Campeão do Mundo de Ralis em 1994) ao volante de uma Abarth Grande Punto, François Duval (belga) também num Abarth Grande Punto, Manfred Sthol (austríaco) em Peugeot 207 e Juho Hanninen (finlandês) num Mitsubishi EVO IX.
O Rali de Portugal de 2008 surgia integrado no IRC (Intercontinental Rally Challenge) e disputava-se no Algarve entre os dias 8 e 10 de Maio. A prova portuguesa integrava o sistema de rotatividade de provas definido pela FIA (Federação Internacional do Automóvel) e como tal não fazia parte do WRC nesse ano; no ano seguinte o Rali de Portugal regressaria ao calendário do mundial.
A vitória foi para a equipa italiana Luca Rossetti e Matteo Chiarcossi, em Peugeot 207 S2000. A segunda posição ficou na posse de Jan Kopecky e Petr Stary, também em Peugeot 207 S2000. Para completar o pódio, totalmente Peugeot, o terceiro luagar foi para Nicolas Vouilloz, que era um dos candidatos à vitória. Vouilloz ainda lutou com Rossetti numa batalha ao segundo na primeira etapa. Ainda liderou o rali, mas no último dia decidiu por levantar o pé na última especial do dia, optando por uma táctica mais defensiva e deixando para Rossetti o facto de ser o primeiro na estrada. Contudo Vouilloz não foi feliz nesta estratégia: acabou por ser batido, perdeu muito tempo para o rival Rossetti e viu François Duval retirar-lhe a segunda posição. Na tentativa de recuperar o tempo perdido, Vouilloz atacou a fundo mas um furo retirou-lhe qualquer esperança de ainda lutar pela vitória e perdeu mais algumas posições. No entanto ainda foi a tempo de recuperar duas posições a Hanninen e Auriol, subindo ao último lugar do pódio. O melhor português foi Bruno Magalhães num Peugeot 207 S2000, que terminou na sexta posição final. Fonte http://quimrally.blogspot.com/2008/05/rossetti-triunfa-no-rali-de-portugal.html

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
No inicio de Novembro disputou-se o Rali do Japão com a questão dos títulos ainda por resolver, se bem que no caso dos pilotos quase ninguém acreditava que o título pudesse fugir a Sébastien Loeb (francês). Apenas os homens da Ford tinham esperança de ainda impedir a conquista do francês da Citroen, embora as hipóteses de Mikko Hirvonnen (finlandês) fossem remotas: seria necessário vencer e esperar que Loeb não fosse além do quarto lugar para que este não se sagrasse campeão na prova japonesa. Uma parte desse pressuposto foi conseguido com a vitória de Mikko Hirvonnen, sendo seguido pelo seu colega de equipa Jari-Matti Latvala (finlandês), mas Loeb decidiu não colaborar e encerrou a questão do título ao ficar na terceira posição. Sébastien Loeb conquistava assim o seu quinto título de campeão (de 2004 a 2008).
Foi apenas no Rali de Gales, última prova do WRC, que a questão do título de construtores ficou resolvida: a Citroen venceu o rali e o campeonato. Loeb venceu pela décima primeira vez neste campeonato e deu o título à Citroen. Latvala (Ford) foi o segundo e Daniel Sordo (espanhol) foi o terceiro classificado. A Citroen reconquistava assim o título de construtores (191 pontos e 11 vitórias). A Ford, com 173 pontos e 4 vitórias, foi incapaz de manter o título conquistado em 2006 e 2007. Loeb terminou o campeonato com 122 pontos (11 vitórias) e Hirvonnen foi o segundo com 103 pontos (3 vitórias).

26 junho 2010

Citroen C4 WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali da Argentina de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos. A miniatura do Citroen C4 WRC de Sébastien Loeb (Rali da Argentina de 2008) foi uma oferta pela assinatura desta colecção.
O Citroen C4 WRC já foi tema aqui no Quatro Rodinhas, como tal não vou entrar em pormenores sobre o mesmo. Para saber mais sobre o C4 aconselho a leitura do seguinte post: Citroen C4 WRC do Rali de Monte Carlo de 2008.
Assim a miniatura que hoje apresento volta a ser o Citroen C4 WRC de Sébastien Loeb (francês) no Rali da Argentina de 2008. A grande diferença que se nota nestas duas miniaturas está na sua decoração. Não tenho a certeza se foi neste rali mas ao que parece a Citroen alterou a decoração dos seus carros para o rali argentino.
Sébastien Loeb venceu o Rali da Argentina, seguido do piloto australiano Chris Atkinson da Subaru. O seu colega de equipa, o espanhol Daniel Sordo, foi o terceiro classificado. O rival de Loeb na discussão do título, Mikko Hirvonen, piloto finlandês da Ford, foi apenas o quinto classificado.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Após 3 vitórias nos últimos ralis e com apenas 4 ralis para disputar Sébastien Loeb encontrava-se a um pequeno passo para conquistar mais um título de pilotos. O Rali da Catalunha disputado em asfalto era uma prova bem ao jeito de Loeb e do Citroen C4 WRC. Motivado pelas anteriores conquistas, Sébastien Loeb soube dominar o rali da melhor maneira, vencendo a nona prova do ano e a sua 4ª consecutiva. O espanhol Daniel Sordo, colega de Loeb na Citroen, foi o segundo e Mikko Hirvonen, da Ford, foi o terceiro classificado.
Poucos dias depois da prova espanhola, disputou-se a Volta à Córsega, outro rali em asfalto. Tal como na Catalunha, Sébastien Loeb era o principal favorito e só muito dificilmente deixaria de registar nova vitória. Foi então sem grande surpresa que assistimos ao domínio do francês da Citroen. Loeb terminaria em primeiro com mais de três minutos e vinte segundos de vantagem sobre Mikko Hirvonen (Ford). O terceiro classificado foi o belga François Duval em Ford Focus WRC.
Sébastien Loeb liderava o campeonato de pilotos com 106 pontos, seguido de Mikko Hirvonen com 92 pontos. Nos construtores a Citroen liderava com 169 pontos, a Ford seguia em segundo lugar com 146 pontos e sentia o título a fugir-lhe. A duas provas do fim do campeonato, muito dificilmente os títulos deixariam de ser conquistados pelos homens da Citroen…
(continua)

18 junho 2010

Suzuki SX4 WRC - T. Gardemeister - T. Tuominen ( Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 16.
A aventura da Suzuki na categoria máxima do Mundial de Ralis durou pouco mais do que uma temporada. Depois de terem conquistado dois títulos no JWRC (2004 e 2007) os responsáveis da Suzuki optaram por tentar o WRC. O modelo escolhido foi o Suzuki SX4 e a estreia ocorreu na Volta à Córsega de 2007 com Nicolas Bernardi. O resultado (31ª posição) não era o mais importante pois interessava ganhar experiência e resolver os problemas de juventude ao longo das provas que ainda iriam disputar em 2007 de modo a iniciar o campeonato de 2008 com outras ambições.
O Suzuki SX4 WRC dispunha de um motor de 1997 cc, com uma potência de 320 cv às 4500 rpm. A tracção era integral com uma caixa de cinco velocidades Xtrac. O engenheiro responsável pelo desenvolvimento do Suzuki era o mesmo que tinha tido sob a sua responsabilidade os programas da Toyota e da Peugeot (206 WRC e 307 WRC) e que considerava as características do Suzuki SX4 WRC muito parecidas com as do Peugeot 206 WRC.
A miniatura representa o Suzuki SX4 WRC de Toni Gardemeister (finlandês) no Rali de Monte Carlo de 2008. Para a temporada de 2008 o Suzuki SX4 WRC recebeu novas suspensões e melhoramentos nos travões. A prova monegasca não foi isenta de problemas mecânicos e o piloto finlandês viu-se obrigado a desistir no último dia com problemas de temperatura no motor. Contudo o seu colega de equipa, Per-Gunnar Andersson (sueco) conseguiu levar o Suzuki até à oitava posição final garantido o primeiro ponto para o Suzuki SX4 WRC.
No final dos campeonatos a Suzuki ficava em 5º lugar com 34 pontos e os seus dois pilotos, Andersson e Gardemeister, ficaram em 12º (12 pontos) e 13º (10 pontos) respectivamente. E assim acabava a aventura da Suzuki no WRC.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Os dois ralis que se seguiram à Finlândia, disputados a meio e no final de Agosto, eram de características diferentes: o Rali da Alemanha era em asfalto enquanto o Rali da Nova Zelândia disputava-se em terra. Contudo o resultado final viria a ser favorável, bastante favorável, à Citroen e seus pilotos em detrimento da Ford.
O Rali da Alemanha mostrou que a Citroen estava em forma e pronta para a recta final do campeonato. Sébastien Loeb (francês) e Daniel Sordo (espanhol), da Citroen, ficaram na frente da concorrência, tendo Loeb vencido com Sordo em segundo. O francês beneficiou ainda da terceira posição de Duval (belga), da Stobart Ford, que ficou à frente de Mikko Hirvonen (finlândes) da Ford e rival de Loeb no campeonato.
O Rali da Nova Zelândia teve os mesmos protagonistas e o resultado foi igual ao da prova alemã, com uma diferença, desta vez Hirvonen ficou em terceiro lugar. Com esta nova vitória Sébastien Loeb reforçava o primeiro lugar do campeonato conquistado na Alemanha; Loeb tinha agora 86 pontos contra os 78 pontos de Hirvonen. A Citroen que também tinha recuperado o primeiro lugar na Alemanha tinha agora 141 pontos enquanto a Ford já se encontrava a 20 pontos de distância. Faltavam 4 provas para o final da temporada.
(continua)

15 junho 2010

Ford Focus RS WRC 07 - F. Duval - E. Chevailler (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 30.
A miniatura de hoje é novamente o Ford Focus RS WRC 07 (François Duval no Rali de Monte Carlo de 2008), no entanto trata-se da equipa Stobart cujos veículos eram desenvolvidos por Malcom Wilson. Deste modo a equipa Stobart passava a ter uma ligação mais “forte” com a Ford. A equipa Stobart servia também para promover novos talentos que podessem ascender à equipa principal.
A equipa Stobart inscreveu quatro pilotos para o Monte Carlo de 2008: François Duval (belga), Gigi Galli (italiano), Mathew Wilson (inglês) e Henning Solberg (norueguês). Apesar de não ter participado no Monte Carlo de 2007 e de desconhecer alguns troços, François Duval revelou-se ao longo de todo o rali como o melhor piloto da equipa Stobart. Duval teve como adversário directo o australiano da Subaru, Chris Atkinson, tendo disputado tudo o rali, primeiro pela quarta posição e depois pelo último lugar do pódio. Duval esteve sempre muito perto de Atkinson e no último dia do rali chegou mesmo a fazer o melhor tempo em alguns troços contudo não foi o suficiente. Duval terminou o rali na quarta posição a 1,1 segundos de Atkinson que foi o terceiro. Duval viria a terminar o campeonato na 7ª posição com 25 pontos, tendo participado em 7 ralis. Os melhores resultados de 2008 foram dois terceiros lugares (Alemanha e França). A equipa Stobart terminou o campeonato de marcas na 4ª posição com 67 pontos.
François Duval nasceu a 18 de Novembro de 1980 na Bélgica. Filho de um piloto de ralis, Duval também acabou por ser influenciado a seguir uma carreira na modalidade. A sua estreia no WRC aconteceu em 2001 no Rali de Portugal ao volante de um Mitsubshi Carisma do Grupo N, o resultado foi um abandono. Nesse ano para além do Mitsubshi, guiou também um Ford Puma S1600. Apesar dos vários abandonos que teve Duval mostrou qualidades que levaram a Ford a apostar nele para o ano seguinte para o JWRC. Contudo nesse ano a Ford optou também por lhe confiar um Ford Focus WRC em alguns ralis. Este facto permitiu que François Duval desse nas vistas garantindo assim um contrato para a primeira equipa da Ford. Durante os dois anos seguintes (2003 e 2004) Duval participou como piloto titular da Ford mas os resultados alcançados não foram os esperados pelos responsáveis da equipa. Efectivamente, Duval acabou por ser ultrapassado pelo seu colega de equipa, o estónio Markko Martin, e apenas registou alguns pódios. Para 2005 a Citroen viu em Duval capacidades para que fosse contratado e foi na nova equipa que François Duval obteve a sua única vitória no WRC, que aconteceu no Rali da Austrália. Apesar da vitória e de 3 segundos lugares e com o abandono oficial da Citroen, François Duval não conseguiu um lugar numa equipa de topo para 2006, que foi passado na Skoda. Os resultados foram escassos e para 2007 apenas marcou presença em 3 ralis ao volante de um Citroen Xsara WRC (um segundo lugar na Alemanha). O ano de 2008 foi um pouco melhor em termos de participações (7 presenças em ralis) mas a equipa Stobart não lhe permitiu melhor do que 2 terceiros lugares. Desde então não disponho de mais informações sobre Duval, apenas que terá abandonado a sua carreira nos ralis em Março de 2010 (fonte Wikipédia).

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Os dois ralis que se seguiram à Acrópole tiveram como vencedores os únicos candidatos ao título: Sébastien Loeb (francês) e Mikko Hirvonen (finlandês).
O piloto finlandês da Ford venceu o Rali da Turquia, tendo a equipa Ford alcançado um excelente resultado uma vez que Jari-Matti Latvala (finlandês), no outro Ford, ficou em segundo lugar. Sébastien Loeb (Citroen) minimizou as perdas ao ficar na terceira posição. Com este resultado Hirvonen volta ao primeiro lugar na classificação com 3 pontos de vantagem sobre Loeb.
No Rali da Finlândia, Sébastien Loeb recupera pontos e vence em casa do seu rival, Hirvonen, que fica em segundo lugar, contudo o francês da Citroen não consegue recuperar o primeiro lugar na classificação. Chris Atkinson (australiano) consegue terminar em terceiro lugar com o Subaru Impreza.
Cumpridos que estavam 9 dos 15 ralis a classificação do campeonato de pilotos estava assim definida: 1º Hirvonen com 67 pontos e 2º Loeb com 66 pontos. No mundial de construtores a Ford têm 108 pontos, mantendo a primeira posição, e a Citroen segue em segundo lugar com 105 pontos. ENegritontrava-se na fase decisiva dos campeonatos: o rali seguinte era o da Alemanha.
(continua)

07 junho 2010

Subaru Impreza WRC 07 - P. Solberg - P. Mills (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 19.
A Subaru iniciou o campeonato de 2008 com o Impreza WRC 07, carro que tinha sido estreado no Rali do México do ano anterior. As diferenças em relação ao Impreza WRC 06 eram várias: “novos travões, capot, frente e pára-choques redesenhados para uma melhor gestão do ar de refrigeração do motor. Com a mesma intenção, o radiador de água foi instalado numa posição mais baixa e o intercooler montado mais a trás, recebeu uma nova gestão electrónica e novas árvores de cames. Modificaram-se as suspensões para melhorar a geometria da direcção e ganhar tracção.In fascículo nº 19.
O Suabru Impreza WRC 07, com 1230 kg de peso, dispunha de um motor de 1994 cc com uma potência de 300 cv Às 5500 rpm. A estrutura era em monobloco de aço com célula de reforço. A tracção era integral, com diferencial central activo e caixa electrohidráulica sequencial de seis velocidades.
Apesar das melhorias do Impreza, a Subaru não voltou aos tempos áureos em que vencia com frequência e disputava os campeonatos.
Durante o campeonato de 2008 a equipa Subaru teve ao seu serviço os seguintes pilotos: o ex-campeão Petter Solberg (norueguês) e o australiano Chris Atkinson.
A miniatura apresentada é o Subaru Impreza WRC 07 de Petter Solberg no Rali de Monte Carlo de 2008. A prova monegasca não decorreu de forma favorável a Solberg, que se viu ultrapassado pelo seu colega de equipa, Atkinson, que terminou em terceiro lugar, ao passo que o norueguês teve que se contentar com a quinta posição final. O mesmo aconteceu no campeonato: Atkinson terminou a época na 5ª posição (50 pontos), tendo conseguido 5 pódios (2 segundos e 3 terceiros lugares), Solberg foi 6º (46 pontos) e apenas conseguiu um pódio (um segundo lugar). A Subaru viria a terminar o campeonato de construtores de 2008 na terceira posição, sem vitórias, e muito distante da Citroen e Ford.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Os dois ralis seguintes, 6ª e 7ª prova do campeonato, tiveram como denominador comum os mesmos nomes: Sébastien Loeb e Citroen. Efectivamente, Loeb e a Citroen venceram os dois ralis o que significou a 4ª e 5ª vitória da temporada.
Deste modo o Rali da Italia, disputado na Sardenha, terminou com Loeb em primeiro, seguido dos dois Ford Focus de Mikko Hirvonen (finlandês) e Jari-Matti Latvala (finlandês). A Subaru terminou com os seus dois carros em 6º e 10º lugar, com Chris Atkinson a levar a melhor sobre Petter Solberg.
No Rali da Acrópole Sébastien Loeb venceu de forma tranquila e ganhou vantagem no campeonato visto que o seu rival na luta pelo título, Hirvonen, apenas terminou na terceira posição atrás de Petter Solberg. O piloto da Ford fazia na Grécia, com o segundo lugar, o melhor resultado que viria a obter ao longo de todo o campeonato. O outro Subaru, de Atkinson, sofreu problemas de suspensão e não terminou o rali, aliás a prova grega costuma ser bastante conhecida devido à sua dureza que causa bastantes problemas nas suspensões dos carros.
Após 7 ralis disputados o campeonato encontrava-se bastante disputado e a segunda metade da época prometia muita emoção. Loeb estava em primeiro lugar com 50 pontos e Hirvonen estava em segundo com 49 pontos; o finlandês fazia da regularidade a sua maior arma para contrapor às vitórias do francês da Citroen. No campeonato de construtores a situação era muito semelhante: a Ford (81 pontos) levava a dianteira com a Citroen (79 pontos) à distância de apenas 2 pontos.
(continua)

04 junho 2010

Ford Focus RS WRC 07 - M. Hirvonen - J. Lehtinen (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 3.
Para o campeonato de 2008 a grande alteração que a Ford sofria era ao nível da sua equipa de pilotos: o piloto finlandês Mracus Gronholm terminou a sua carreira de piloto no final de 2007 e agora era Mikko Hirvonen (finlandês) quem assumia a posição de primeiro piloto dentro da equipa de Malcolm Wilson. Para colmatar a saída de Gronholm dentro da sua equipa, Malcolm Wilson contratou o jovem piloto finlandês Jari-Matti Latvala.
A Ford iniciou o campeonato com o mesmo carro do ano anterior, o Ford Focus RS WRC 07 que teve a sua estreia no Rali da Finlândia de 2007. Este modelo foi a evolução natural do anterior, o Focus RS WRC 06. A nova evolução do Focus ficou mais leve (menos 20 kg) e sofreu outras intervenções ao nível da mecânica. De resto o seu aspecto é muito idêntico ao do modelo anterior.
A miniatura representa o Ford Focus RS WRC 07 de Mikko Hirvonen no Rali de Monte Carlo de 2008. Assim a Ford apresentou-se no Rali de Monte Carlo, primeiro rali do campeonato de 2008, com dois grandes objectivos: defender o título de marcas conquistado em 2007 (o último tinha sido em 1979) e tentar conquistar o de pilotos.
Contudo o campeão de 2007, o francês Sébastien Loeb, com o Citroen C4 WRC, este imbatível durante toda a prova e Mikko Hirvonen não dispôs de qualquer hipótese de lutar pela vitória. O piloto da Ford acabou por ficar na segunda posição final graças aos vários problemas que Daniel Sordo (espanhol), no outro C4 WRC, teve de enfrentar.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
Após a vitória no Rali da Alemanha, Sébastien Loeb partiu para o Rali da Argentina como o principal candidato ao primeiro lugar. Logo era a referência para os seus adversários. Disputado no final do mês de Março, a prova argentina foi dominada por Loeb que não deu quaisquer possibilidades à concorrência. Mikko Hirvonen apenas conseguiu terminar na 5ª posição graças à regra do SuperRali. O australiano Chris Atkinson, da Subaru, foi o segundo classificado e o colega de Loeb, o espanhol Daniel Sordo, foi o terceiro classificado.
A prova que se seguiu à Argentina foi uma estreia no mundial de ralis: o Rali da Jordânia. Desta vez foi Sébastien Loeb quem beneficiou com a regra do SuperRali, no entanto não conseguiu pontuar visto que terminou na 10ª posição. Assim Mikko Hirvonen aproveitou o facto de Loeb não pontuar e recuperou 10 pontos com a obtenção da vitória no primeiro Rali da Jordânia. Daniel Sordo não conseguiu impedir a vitória do Ford Focus do finlandês e terminou na segunda posição. Chris Atkinson, em boa forma e depois do segundo lugar na Argentina, ficou na terceira posição com o Subaru.
Com 5 ralis disputados o líder do campeonato era Mikko Hirvonen com 35 pontos seguido de Loeb com 30 pontos. A Ford seguia em primeiro com 57 pontos com a Citroen a 7 pontos de distância.
(continua)

26 maio 2010

Citroen C4 WRC - S. Loeb - D. Elena (Rali de Monte Carlo de 2008)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 1.
Um ano após a estreia em competição, o Citroen C4 WRC de 2008 recebeu um novo motor mais actual do que o anterior que também tinha sido utilizado no Xsara WRC. No novo motor, o EW10J4S, procurava-se a máxima fiabilidade uma vez que os regulamentos obrigam a que se utilize o mesmo motor durante dois ralis sem que estes sejam trocados ou reparados. A cilindrada era de 1998 cc e permite uma potência de 320 cv às 5500 rpm. Outra alteração para o ano de 2008 tinha haver com a utilização dos pneus Pirelli; no ano anterior a Citroen tinha utilizado os pneus BF Goodrich mas agora tinha que se adaptar aos pneumáticos italianos. As suspensões também foram alvo de alterações, nomeadamente na utilização de novos componente que permitiram a redução do peso.
Foi assim com uma nova evolução do C4 WRC que Sébastien Loeb (francês) partiu para o Rali de Monte Carlo de 2008. Loeb, quatro vezes campeão mundial (2004, 2005, 2006 e 2007) e quatro vezes vencedor do Monte Carlo (2003, 2004, 2005 e 2007), partia para a primeira prova de 2008 como o principal candidato à vitória, quer no rali quer no campeonato. Deste modo foi com alguma naturalidade que Sébastien Loeb, com um carro que dispunha de um motor mais moderno e novas melhorias, levou o Citroen C4 WRC a nova vitória no Monte Carlo. Imbatível, Loeb não deu hipóteses aos seus adversários.
A miniatura apresentada é o Citroen C4 WRC com o qual Sébastien Loeb venceu o Rali de Monte Carlo de 2008.

Campeonato do Mundo de Ralis de 2008
O Campeonato do Mundo de Ralis teve início em Monte Carlo e sabia-se que apenas duas equipas teriam condições reais de lutar pelos títulos: a Ford que tinha vencido o título de marcas de 2007 e a Citroen que venceu o campeonato de pilotos. Contudo a Ford estava, na minha opinião, mais fraca porque o seu piloto de maior qualidade, Marcus Gronholm (finlandês) e grande rival de Loeb, tinha decidido abandonar a competição no final de 2007. Por outro lado a Subaru revelava-se de algum modo uma incógnita no entanto havia alguma margem para que pudesse causar alguma surpresa. Assim julgo que a Citroen iniciava o campeonato com alguma vantagem sobre a concorrência.
Sébastien Loeb, o melhor piloto de ralis da actualidade, mostrou no Rali de Monte Carlo a sua excelente forma e venceu concludentemente toda a concorrência sem margem para dúvidas. Mikko Hirvonen (finlandês) da Ford, ficou em segundo lugar e Chris Atkinson (australiano) da Subaru foi o terceiro. Monte Carlo foi o prenúncio do que seria o resto do campeonato.
No Rali da Suécia a Ford deu uma excelente resposta ao colocar três carros nos três primeiros lugares, beneficiando da desistência de Loeb com problemas no motor do seu Citroen C4 WRC. Jari-Matti Latvala, piloto finlandês da Ford, obteve na Suécia a sua primeira vitória no WRC. Hirvonen, seu colega de equipa foi o segundo classificado e Gigi Galli (italiano) da equipa Ford Stodbart foi o terceiro.
No Rali do México, Sébastien Loeb voltou à boa forma e venceu novamente, com Latvala (Ford) em segundo lugar e Atkinson (Subaru) em terceiro. Graças ao 4º lugar, Hirvonen manteve a liderança no campeonato com 21 pontos mas Loeb era segundo a um ponto de distância. A Ford também liderava com 37 pontos com a Citroen em segundo lugar com 25 pontos.
(continua)

26 fevereiro 2010

Peugeot 207 S2000 - B. Magalhães - P. Grave (Rali de Portugal de 2007)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Em 2007 o Rali de Portugal voltou finalmente ao Campeonato do Mundo de Ralis. Após algumas tentativas falhadas, o Automóvel Clube de Portugal conseguia colocar Portugal novamente no WRC.
Esperava-se uma luta renhida entre a Citroen e a Ford mas essa expectativa acabou por não se verificar uma vez que se assistiu ao domínio de Sébastien Loeb (francês) e do Citroen C4 WRC. Loeb impôs a sua categoria e venceram a maioria das classificativas. No final obteve uma vitória categórica e beneficiou do atraso do seu maior rival, Marcus Gronholm (finlandês) da Ford, que terminou no quarto lugar. O norueguês Peter Solberg foi o segundo classificado num Subaru Impreza.
O melhor piloto nacional foi o Bruno Magalhães num Peugeot 207 S2000 mas o favorito era Armindo Araújo, que acabou por desistir devido a um despiste. Contudo não foi nas classificativas que Bruno Magalhães se sagrou o melhor piloto português; Rui Madeira acabou por ser desclassificado por irregularidades mecânicas no seu Mitsubishi Lancer Evo IX, assim foi na secretaria que Bruno Magalhães obteve conseguiu ser o melhor piloto nacional.
A miniatura apresentada representa o Peugeot 207 S2000 de Bruno Magalhães, com o qual obteve a 17ª posição no Rali de Portugal de 2007, sendo o melhor piloto nacional.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2007
O Rali da Nova Zelândia foi outra etapa no intenso duelo que vinha sendo travado entre Marcus Gronholm, da Ford, e Sébastien Loeb, da Citroen. O piloto da Ford acabou por levar de a melhor sobre Loeb mas a diferença entre os dois foi menor que 1 segundo: 0,3 segundos! A restante concorrência ficou a mais de um minuto e meio de distância.
Nas estradas de asfalto da Catalunha, a Citroen conseguiu repetir a dobradinha do Rali de Monte Carlo: Loeb venceu o Rali da Catalunha mas o segundo lugar do espanhol, Daniel Sordo, foi importantíssimo na luta pelo título. Marcus Gronholm viu-se assim relegado para a terceira posição final.
Na Volta a Córsega, outro rali disputado em asfalto, Sébastien Loeb não deixou os seus créditos em mão alheias, e especialista como é neste tipo de ralis, obteve outra vitória. Marcus Gronholm minimizou a derrota ao ficar em segundo lugar, à frente de Daniel Sordo e que desta vez não conseguiu ajudar o seu colega de equipa.
O Rali do Japão foi diferente porque os protagonistas do campeonato não terminaram a prova: Loeb vítima de problemas mecânicos e Gronholm vítima de um acidente. Assim, coube aos segundos pilotos da Ford e da Citroen a disputa pela vitória. Mikko Hirvonen acabou por vencer Sordo na luta pelo primeiro lugar.
No Rali da Irlanda a Citroen voltou a colocar os dois carros nos dois primeiros lugares: Loeb vence e beneficia da desistência de Gronholm, novamente devido a um acidente. Sordo voltou a ser segundo classificado.
À partida para o último rali do campeonato, Loeb tinha uma vantagem de 6 pontos sobre Gronholm e não precisava de vencer, bastando-lhe o terceiro lugar em caso de vitória de Gronholm; as desistências do finlandês nos dois últimos ralis estavam a fazer toda a diferença. Na verdade o que aconteceu foi que Loeb termina o rali na terceira posição e sagra-se campeão pela quarta vez consecutiva. A Ford vence o rali com Mikko Hirvonen em primeiro e Gronholm em segundo lugar.
O campeonato termina com Loeb em primeiro com 116 pontos (8 vitórias) e Gronholm termina a sua carreira nos ralis com o vice campeonato (112 pontos e 5 vitórias). A Ford vence novamente o campeonato de construtores.

20 fevereiro 2010

Ford Focus RS WRC 06 - M. Gronholm - T. Rautiainen (Rali de Monte Carlo de 2007)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 15.
O Ford Focus RS WRC 06 (o Focus da segunda geração) estreou no Rali da Austrália em 2005 conduzido por Toni Gardemeister (finlandês). O seu desenvolvimento iniciou em finais de 2004 e decorreu ao longo do ano seguinte. Como a plataforma do novo Focus era totalmente diferente do anterior aproveitou-se para instalar o maior número de elementos o mais baixo possível no chassis. Com um compartimento motor maior houve a possibilidade de conceber os elementos em volta do motor. O carro recebeu um novo bloco de alumínio proveniente da Mazda, baptizado Duratec, que substituiu o motor Zetec com bloco de fundição. Este facto ajudou a baixar o peso para se chegar aos 1230 kg, o mínimo imposto pelo regulamento. (in fascículo nº 15 que acompanha a miniatura).
O motor era um 4 cilindros em linha de 1998cc colocado na dianteira transversalmente, com uma potência de 300 cv. A transmissão era integral com uma caixa de 5 velocidades.
A estreia, como disse anteriormente, aconteceu no Rali da Austrália de 2005 mas problemas na bomba de água ditaram o abandono de Tony Grademeister. Em 2006 Marcus Gronholm (finlandês) lutou com o seu Ford Focus contra o Citroen Xsara de Sebástien Loeb (francês) pelos títulos mas ao finlandês não chegaram as 7 vitórias conseguidas para bater o francês da Citroen, que se sagrou campeão mundial. Contudo a Ford logrou vencer o título mundial de construtores, coisa que já não acontecia desde 1980.
A miniatura representa o Ford Focus RS WRC 06 de Marcus Gronholm no Rali de Monte Carlo de 2007. A Ford apresentou-se no Monte Carlos de 2007 com fortes expectativas no que diz respeito à vitória final. Já no ano anterior Gronholm tinha levado o Focus RS WRC 06 à vitória e desta vez esperavam poder alcançar o mesmo resultado. Tanto mais que a Citroen regressava oficialmente aos ralis (depois de um ano de afastamento) e estreava o novo carro, o Citroen C4 WRC. Mas as expectativas de Gronholm e da Ford foram fortemente abaladas pela excelente prova de Loeb, que assumiu o primeiro lugar desde início e nunca mais o largou. Com alguns problemas mecânicos a afectarem a sua prova, Gronholm teve que se contentar com o terceiro lugar final, atrás dos homens da Citroen, Loeb e Daniel Sordo (espanhol). No que diz respeito ao resto do campeonato, a Ford viria a estrear na segunda metade da temporada a versão 2007 do Focus mas Gronholm não conseguiria vencer o título de pilotos; a Ford por sua vez conseguiu revalidar o título de construtores conquistado no ano anterior.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 2007
No Rali da Argentina Sebastien Loeb (Citroen) completou uma série de 3 vitórias consecutivas e iria iniciar um período de 3 provas em que não teria o sabor da vitória. Marcus Gronholm (Ford) ficou em segundo lugar atrás do francês da Citroen seguido pelo seu compatriota e colega de equipa Mikko Hirvonen.
Os três ralis que se seguiriam à Argentina foram disputados na Itália, Grécia e Finlândia e todos eles tiveram o mesmo vencedor: Marcus Gronholm que ao vencer e beneficiar do atraso de Loeb conseguiu passar para a frente da classificação no mundial. Na Itália Gronholm foi o primeiro, Hirvonen o segundo e Sordo o terceiro, que assim minimizou as perdas para a Citroen uma vez que Loeb desistiu devido a um acidente. Facto raro na sua carreira. Na Grécia Gronholm foi o primeiro, Loeb o segundo e o norueguês Petter Solberg, em Subaru, o terceiro. Na Finlândia os homens da Ford controlaram a prova, com Gronholm em primeiro e Hirvonen em segundo. De referir que foi nesta prova que a Ford estreou o novo Ford Focus WRC (versão de 2007); e que bela estreia. Loeb conseguiu apenas o terceiro lugar.
O Rali da Alemanha significou o regresso de Loeb e da Citroen às vitórias. Por seu lado a Ford e os seus pilotos viram-se relegados para as posições secundárias: Gronholm não vai além do quarto lugar, sendo batido pelo seu colega de equipa Hirvonen que ficou em terceiro. A segunda posição foi para o belga François Duval que num Citroen Xsara WRC privado (equipa Kronos) bateu os pilotos oficiais da Ford.
Decorridas 10 provas, a classificação do mundial era liderada por Marcus Gronholm com 80 pontos mais 8 que Loeb. Nos construtores a Ford levava já uma vantagem considerável sobre a Citroen: 143 pontos tinha a Ford enquanto que a Citroen tinha apenas 102 pontos.
(continua)

13 fevereiro 2010

Citroen C4 WRC - D. Sordo - M. Martí (Rali de Monte Carlo de 2007)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos (fasc. nº 20).
A entrada em competição do Citroen C4 WRC só aconteceu em 2007, três anos depois da apresentação do modelo de estrada, porque o Xsara WRC continuou a ser muito bem sucedido nos ralis. O Xsara WRC era realmente um carro bastante bom, o que permitiu o afastamento oficial da Citroen durante um ano (2006) e mesmo assim a equipa privada (Kronos) que obteve o apoio da Citroen conseguiu vencer o campeonato de pilotos por Sébastien Loeb (francês); o campeonato de construtores foi vencido pela Ford. O Citroen C4 WRC dispôs assim de quase dois anos de desenvolvimento antes de entrar em competição no ano de 2007.
Apesar de ser um carro novo, optou-se por continuar a utilizar o mesmo motor do Xsara WRC, já que tão boas provas tinha dado. Contudo foi montado com um ângulo de inclinação diferente, o que implicou um sistema de escape e radiador específicos. Outro aspecto que se teve em conta foi a sua durabilidade isto porque o regulamento para 2007 obrigava a que cada motor tivesse de efectuar duas provas sem que fosse aberto para reparação ou manutenção. Desde modo o motor era um 4 cilindros em linha de 1998 cc com 300 cv de potência. O C4 utilizava uma caixa sequencial de seis velocidades.
A estreia do Citroen C4 WRC aconteceu no Rali de Monte Carlo de 2007. E o resultado não poderia ter sido melhor para a estreia e para o regresso da Citroen ao mundial: Sébastien Loeb venceu a prova e o seu colega de equipa, o espanhol Daniel Sordo, ficou com o segundo lugar.
A miniatura representa o Citroen C4 WRC de Daniel Sordo, com o qual se classificou em segundo lugar no Rali de Monte Carlo de 2007.

Campeonato do Mundo de Ralis de 2007
A estreia do Citroen C4 WRC foi excelente, como disse anteriormente, a vitória de Loeb e o segundo lugar de Sordo deixaram boas indicações para o resto do campeonato que agora iniciava. O rival de Loeb, o finlandês Marcus Gronholm num Ford Focus WRC, teve que se contentar com o terceiro lugar e esperar pela prova seguinte para poder responder à vitória do francês da Citroen.
O Rali da Suécia foi efectivamente onde Gronholm conseguiu responder a Loeb; assim a Ford logrou obter uma vitória, através do finlandês; caso Loeb não obtivesse o segundo lugar a Ford poderia ter sonhado com um pódio completo, assim Mikko Hirvonen (finlandês) foi o terceiro e Henning Solberg (norueguês) o quarto, ambos em Ford Focus WRC.
O tal pódio de sonho da Ford não aconteceu na Suécia mas veio a concretizar-se no Rali da Noruega; Hirvonen foi o vencedor, Gronholm foi o segundo e Solberg o terceiro: três Ford Focus WRC no pódio. Sébastien Loeb foi apenas o 14º classificado.
O Rali do México foi tempo de recuperação para Loeb e como tal o francês mostrou porque é o melhor piloto de ralis da actualidade relegando para o segundo e o terceiro lugar os homens da Ford, Gronholm e Hirvonen, respectivamente.
No Rali de Portugal Sébastien Loeb mostrou novamente toda a sua qualidade, quer em talento quer em conhecimento dos ralis: com uma acertada escolha de pneus Loeb não deu qualquer hipótese aos adversários. O francês obteve uma vitória categórica, deixando o segundo classificado, Petter Solberg (norueguês) em Subaru, a mais de 3 minutos de distância. Por outro lado, Gronholm devido a um erro na escolha dos pneus não foi além do quarto lugar. O terceiro classificado foi Daniel Sordo em Citroen.
Após 5 ralis disputados, Sébastien Loeb liderava a classificação dos pilotos com um ponto a mais que Gronholm. Nos construtores era a Ford quem liderava à frente da Citroen.
(continua)