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15 novembro 2009

Subaru Impreza WRC '98 - C. McRae - N. Grist (Rali de Monte Carlo de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 2).
O Rali de Monte Carlo foi das poucas provas que Colin McRae (escocês) nunca conseguiu vencer e na edição de 1998, a última que fez ao volante do Subaru, McRae teve que se contentar com a terceira posição final.
O Subaru Impreza WRC ’98 era a nova aposta da marca japonesa para o campeonato de ralis de 1998. Baseado no modelo do ano anterior, sendo que o motor era o mesmo de 1997, outras alterações houve ao nível da mecânica, posição do turbocompressor Garret, intercooler e colector de escapes. No que diz respeito às suspensões muita coisa se manteve e pouco foi alterado. Para não entrar em mais pormenores técnicos (para os quais não possuo conhecimentos) apenas refiro que na ficha técnica, que vem no fascículo que me serviu de fonte, é referido que o Subaru Impreza WRC ’98 dispunha de um motor com 1994 cc que atingia os 300 cv de potência às 5500 rpm. Contudo isto é um pouco diferente do que já tinha referido num anterior post sobre este modelo e para o qual não tenho explicação.
No Rali de Monte Carlo de 1998 a Toyota apresentou o seu novo modelo, o Corolla WRC, com o qual Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) iriam disputar o campeonato. Colin McRae não teve grandes hipóteses de lutar pela vitória isto porque logo no inicio perdeu um minuto para o líder, o seu colega de equipa Piero Liatti (italiano). Na segunda etapa, uma saída de estrada inviabilizou qualquer tentativa de recuperação de McRae. Carlos Sainz acabou por ficar na liderança depois de Liatti ter desistido devido a um capotanço. O espanhol da Toyota deu ao Corolla a primeira vitória logo na sua estreia. O segundo lugar foi para o finlandês Juha Kankkunen em Ford Escort WRC. Colin McRae foi o terceiro classificado, que naquela altura era a sua melhor classificação de sempre no Monte Carlo (em 2003, pela Citroen, ficou em 2º lugar, o seu melhor resultado no Monte Carlo). No campeonato de 1998, Colin haveria de vencer 3 ralis (Portugal, Volta à Córsega e Acrópole) mas muitas desistências (quatro) retiraram-lhe quaisquer hipóteses de lutar pelo título até ao fim, ficando em terceiro no campeonato (o finlandês Tommi Makinen, da Mitsubishi, conquistava o seu terceiro título consecutivo).
Esta miniatura representa o Subaru Impreza WRC ’98 no Rali de Monte Carlo de 1998 com o qual Colin McRae obteve a terceira posição final. É possível verificar na miniatura os característicos conjuntos de faróis utilizados nos troços disputados à noite.
Colin McRae disputou mais de 140 ralis e venceu 25, tendo conquistado um título de campeão mundial (1995 com a Subaru) e ficou por três vezes em segundo lugar. Morreu em 2007 num acidente de helicóptero. Mais sobre Colin McRae aqui.

07 novembro 2009

Peugeot 306 Maxi - G. Panizzi - H. Panizzi (Rali de Monte Carlo de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 9).
Foi com o Peugeot 306 Maxi que a marca de Sochaux efectuou o regresso oficial aos ralis em 1997, colocando assim um ponto final a uma ausência de 10 anos (após as conquistas dos títulos de 1985 e 1986).
O Peugeot 306 Maxi (Kit Car) apresentou-se em 1998 sem grandes evoluções relativamente ao ano anterior, isto porque a Peugeot estava já concentrada no desenvolvimento do 206 WRC. Assim os resultados no mundial de ralis foram um pouco inferiores aos alcançados anteriormente (em 1997 tinham obtido dois terceiros lugares).
O Peugeot 306 Maxi, de tracção dianteira, dispunha de um motor de 4 cilindros em linha, de 1998 cc e debitava 280 cv às 8800 rpm. A caixa de velocidades era uma X-Trac de sete mudanças, que substituiu a de 6 velocidades utilizada em 1996.
A verdade é que este ágil veículo chegou a ameaçar os carros de tracção integral (WRC), principalmente nos ralis de asfalto. Mas como em 1998 não houve desenvolvimento por parte da Peugeot, o 306 Maxi viu-se “ultrapassado” e a ameaça dos Kit Car esteve a cargo do Citroen Xsara Kit Car que chegou mesmo a vencer dois ralis em 1998.A miniatura apresentada é o Peugeot 306 Maxi de Gilles Panizzi (francês) no Rali de Monte Carlo de 1998. Gilles Panizzi foi apenas o 9º classificado, imediatamente à frente do seu compatriota e colega de equipa, François Delecour. Numa edição em que a neve esteve presente, como quase sempre, os 306 Maxi não puderam beneficiar das suas características excelentes para o asfalto.
Gilles Panizzi foi um piloto de ralis especialista em provas de asfalto, a prova disso são as 7 vitórias que constam no seu palmarés: todas em ralis de asfalto e sempre ao volante de um Peugeot 206 WRC: Volta à Córsega (2000 e 2002), Sanremo (2000, 2001 e 2002) e Catalunha (2002 e 2003). Panizzi também se sagrou campeão francês por duas vezes (1996 e 1997) com o Peugeot 306 Maxi. No Rali de Monte Carlo a melhor classificação que obteve foi o terceiro lugar em 2004 com um Mitsubishi Lancer WRC.

29 outubro 2009

Ford Escort WRC - J. Kankkunen - J. Repo (Rali de Monte Carlo de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 4).
O Ford Escort WRC dispunha de um motor YBT de quatro cilindros em linha de 16 válvulas, com 1993 cc, colocado longitudinal na dianteira. Utilizava um turbocompressor japonês IHI e um intercooler. A sua potência era de 300 cv às 5500 rpm, dispunha de tracção integral com uma caixa de seis velocidades Xtrac sequencial.
Como já falei sobre o Ford Escort WRC aconselho a leitura de dois posts para complementar a sua informação: Ford Escort RS Cosworth (1994) e Ford Escort WRC (1997).
Juha Kankkunen efectuou em 1998 a sua segunda temporada na Ford mas o piloto finlandês tetracampeão do mundo (1986, 1987, 1991 e 1993) não conseguiu vencer nenhum rali ao volante do Ford Escort WRC. Aliás nesse ano a Ford não obteve nenhuma vitória. Ao fim de dois anos de utilização do Ford Escort WRC, a marca da oval azul apresentou em 1999 um novo modelo: o Ford Focus WRC.
A miniatura representa o Ford Escort WRC de Juha Kankkunen no Rali de Monte Carlo de 1998. Juha Kankkunen e Bruno Thiry foram os pilotos da Ford neste Monte Carlo mas foram incapazes de dar a vitória à Ford. Os seus adversários na luta pela vitória eram: Tommi Makkinen (finlandês) e Richard Burns (inglês) da Mitsubishi; Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) da Toyota; e Colin McRae (inglês) da Subaru. Inicialmente Kankkunen foi regularmente batido pela concorrência e viu-se relegado para a quinta posição. Na segunda etapa Makinen liderava mas acabou por desistir por acidente. Com a saída de prova de Makinen foi Sainz quem assumiu a liderança enquanto Kankkunen conseguia recuperar até à segunda posição. Na terceira etapa o piloto finlandês da Ford não conseguiu alcançar o piloto da Toyota. Sainz venceria o Monte Carlo e Kankkunen ficava em segundo lugar. Sem conseguir vencer um rali nesse ano, o melhor que obteve foram 3 segundos lugares (Monte Carlo, Quénia e RAC), Juha Kankkunen deixou a Ford no final do ano para assinar pela Subaru em 1999, equipa que lhe daria a oportunidade de acrescentar mais duas vitórias (as últimas) ao seu vasto palmarés.
Ler o seguinte post para saber mais sobre a carreira de Juha Kankkunen.

07 agosto 2009

Renault Clio Maxi - J. Ragnotti - G. Thimonier (Rali de Monte Carlo de 1995)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 18).
O francês Jean Ragnotti, piloto fiel à Renault, participou no Rali de Monte Carlo de 1995 com aquele que foi o primeiro modelo dos Kit Car: o Renault Clio Maxi.
A categoria dos Kit Car nasceu da vontade de algumas marcas (neste caso foi a Renault que demonstrou essa vontade) participarem no Mundial de Ralis mas numa categoria com custos inferiores. Isto permitiu a marcas como a Renault, Peugeot e Citroen criarem modelos que fossem competitivos nos respectivos campeonatos nacionais e cujo custo fosse acessível também para os pilotos privados.
De modo que a Renault foi a primeira marca a lançar o primeiro carro com as características dos Kit Car: basicamente eram veículos com motor sem turbocompressor, de 2 litros e sem transmissão integral. Assim nascia o Renault Clio Maxi.
A Renault mais uma vez criava um carro de ralis pequeno, competitivo e fiável. O Clio Maxi foi criado a partir da base do modelo Clio Williams, que já tinha na sua génese uma preparação desportiva. O Clio Maxi, desenvolvido pela Renault Sport, dispunha de um motor de 2 litros que podia debitar cerca de 270 cv de potência às 8400 rpm. A transmissão era dianteria e podia utilizar uma caixa de 6 ou 7 velocidades da Hewland. Apesar de a sua base ser a do Williams o Clio Maxi revelou-se bem mais difícil de conduzir visto que não eram tão equilibrado como o Williams.
A estreia do Clio Maxi aconteceu em 1995 no Monte Carlo com Jean Ragnotti e Phillipe Bugalski. As prestações do Clio Maxi foram bastante favoráveis, tendo Jean Ragnotti terminado num excelente sétimo lugar da classificação geral e primeiro da sua categoria. Já Bugalski não teve tanta sorte uma vez que foi forçado a desistir devido a uma saída de estrada. O Renault Clio Maxi apenas foi utilizado neste ano de 1995 pela equipa oficial da Renault mas os pilotos privados continuaram a utilizá-lo um pouco por toda a Europa.
Mais informações sobre o Campeonato do Mundo de Ralis de 1995: aqui I, aqui II, aqui III e aqui IV.
No final do ano a Renault já tinha preparado outro modelo para substituir o Clio Maxi: o Renault Maxi Megane.
Esta miniatura representa o Renault Clio Maxi conduzido por Jean Ragnotti no Rali de Monte Carlo de 1995.
Nota: ver também os seguintes posts:
- Renault 5 Alpine
- Renault 5 Turbo
- Renault 5 Maxi Turbo

23 julho 2009

Ford Sierra Cosworth 4x4 - F. Delecour - D. Grataloup (Rali de Monte Carlo de 1992)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo – Os Carros Míticos (fasc. nº 17).
Um ano após a estreia no Rali de Monte Carlo de 1991, o Ford Sierra Cosworth 4x4 voltou a estar presente na edição de 1992 do mítico rali. A equipa Ford reforçou-se com a contratação do piloto italiano Miki Biasion, e manteve o piloto francês François Delecour. Se um azar mecânico retirou a vitória em 1991 ao Sierra, neste ano as coisas não correram melhor para a equipa Ford. Miki Biasion teve problemas vários problemas (no diferencial, turbocompressor e na direcção) que não lhe permitiram ir além do oitavo lugar final. Por sua vez, François Delecour, também com problemas no turbo, apenas conseguiu terminar na quarta posição. A concorrência continuava forte e mais fiável que o Sierra; a Lancia e a Toyota continuavam a dominar o panorama dos ralis.
Apesar das boas prestações o Sierra Cosworth 4x4 não chegou a vencer nenhuma prova do mundial (o Sierra RS Cosworth de tracção traseira venceu uma prova, a Volta à Córsega de 1988). No final do campeonato de 1992 a Ford ficava na quarta posição, enquanto Biasion e Delecour eram quartos e sextos, respectivamente. Esta foi a última temporada do Sierra Cosworth 4x4, onde alcançou dois segundos lugares (Biasion em Portugal e Delecour na Córsega) e dois terceiros lugares (Biasion na Grécia e Delecour no San Remo).
A miniatura representa o Ford Sierra Cosworth 4x4 com o qual François Delecour terminou na 4ª posição o Rali de Monte Carlo de 1992. Chamo à atenção do facto de a miniatura vir com o seguinte pormenor: as rodas e o Ford estão “sujos” com neve. Esse pormenor de qualidade, que com os cintos nos bancos, representam uma evolução em relação ao anterior Ford Sierra Cosworth 4x4 de 1991 (também da Altaya –RallyCar Collection).

François Delecour nasceu a 29 de Agosto de 1962 na França. A sua carreira nos ralis teve início em 1981 ao volante de um Autobianchi A112. Apesar de ter passado por várias equipas, como a Ford, Mitsubishi e Peugeot, Delecour apenas conseguiu vencer 4 ralis: a sua primeira vitória foi em Portugal (1993) com o Ford Escort, nesse ano ainda venceu na Catalunha e na Córsega; 1993 foi o seu melhor ano da carreira tendo terminado o campeonato na segunda posição. Em 1994, ainda na Ford, venceu no Monte Carlo (foi a sua 4ª e última vitória no WRC). Em 1999 ainda fez parte da equipa Peugeot que com os novos 206 WRC dominaram durante 3 anos mas Delecour não beneficiou disso e acabou mesmo por se envolver em intrigas internas com Gilles Panizzi, seu colega de equipa, durante o ano de 2000; esses acontecimentos precipitaram a sua saída da Peugeot. Delecour foi um piloto com grande qualidade mas não conseguiu vencer mais nenhum rali até ao final da sua carreira, que aconteceu em 2002.

01 agosto 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali da Austrália de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Hoje volto a falar do Toyota Corolla WRC; tenho na minha colecção várias miniaturas deste carro. Assim a miniatura é mais um Toyota Corolla WRC, do piloto espanhol Carlos Sainz.
A Toyota encerrou no ano de 1999 a sua actividade como equipa oficial no mundial de ralis. A Toyota deixava o Mundial de Ralis como campeã entre as equipas mas os seus pilotos, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês) deixavam escapar o título de pilotos para o finlandês Tommi Makkinen da Mitsubishi.
A miniatura hoje apresentada é o Toyota Corolla WRC na versão do Rali da Austrália, que era o penúltimo rali do campeonato de 1999 e aonde a Toyota conseguiu conquistar o campeonato de marcas desse ano graças ao segundo lugar de Carlos Sainz.
No final da época a Toyota retirava-se dos ralis para se dedicar exclusivamente à Formula 1.
Foram muitos anos a correr nos ralis onde a Toyota teve como os pontos mais altos quando conquistou 4 títulos de pilotos (Carlos Sainz em 1990 e 1992; Juha Kankkunen em 1993 e Didier Auriol em 1994) e 3 títulos de marcas (1993, 1994 e 1999), tendo vencido mais de quarenta ralis do mundial. Mas nem tudo correu bem para a Toyota, basta lembrar que foram excluídos em 1995 devido a irregularidades mecânicas e castigados com um ano de proibição em 1996.
Entre os pilotos que guiaram para a Toyota ao longo dos anos há que destacar vários: Juha Kankkunen, Bjorn Waldegaard, Didier Aruiol, Marcus Gronholm, mas o mais emblemático terá sido Carlos Sainz.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
O Mundial de Rali foi pela primeira vez à China mas, segundo rezam as crónicas, a organização não foi das melhores, onde quase tudo foi criticado, desde as más condições das estradas, passando pelo clima que transformou os troços em pistas de lama, até à proibição do contacto dos visitantes com os habitantes locais (possivelmente um pouco semelhante com o que se passará actualmente com os Jogos Olímpicos que se vão disputar brevemente na China).
No plano desportivo, o resultado saldou-se por uma vitória (a última nos ralis) da Toyota e de Didier Auriol. A Ford perdeu muito cedo os seus dois carros, Makinen também ficou pelo caminho e apenas o Subaru de Richard Burns, que ficou em segundo lugar, deu luta ao francês. O terceiro lugar foi para o outro Corolla de Sainz.
No Rali de San Remo o finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) efectuou uma excelente prova e obteve uma vitória importantíssima num rali em que não era o favorito. Os Peugeot 206 WRC estiveram em grande plano com os franceses François Delecour e Gilles Panizzi a oferecerem uma excelente luta a Makinen. No final Panizzi era o segundo classificado e Auriol (Toyota) era o terceiro.
No Rali da Austrália ficou tudo decidido nos campeonatos: Richard Burns (Subaru) foi o vencedor, Sainz (Toyota) ficou em segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro. A Toyota venceu o título de marcas graças ao segundo lugar de Sainz e Makinen venceu o título de pilotos graças ao seu terceiro lugar e à desistência de Auriol.
O RAC, ultimo rali do ano, serviu apenas para cumprir o calendário, onde há apenas a registar os dois primeiros lugares para os pilotos da Subaru, Burns e Kankunnen respectivamente, e mais um pódio (o segundo) para o Seat Cordoba WRC com Harri Rovampera (finlandês) ao volante.
Tommi Makinen sagrou-se campeão pela quarta vez consecutiva, com 62 pontos e 4 vitórias. Richard Burns ficou em segundo lugar com 55 pontos e 3 vitórias.
A Toyota venceu o campeonato de marcas com 109 pontos e apenas 1 vitória. A Subaru ficou em segundo lugar com 105 pontos e 5 vitórias.

23 julho 2008

Peugeot 306 Maxi - A. Lopes - L. Lisboa (Rali de Portugal de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes apenas conseguiu um resultado satisfatório no Rali de Portugal de 1999. Adruzilo Lopes terminou o rali na 16ª posição e não conseguiu lutar pela classificação de melhor piloto nacional; na categoria de Formula 2/Kit Car (carros de duas rodas motrizes) apenas conseguiu ser o melhor piloto nacional. Nessa categoria, onde Adruzilo ficou em terceiro, a vitória foi para Alister McRae (irmão de Colin McRae) num Hyunday. Colin McRae venceu o rali num Ford Focus enquanto Rui Madeira (subaru) foi o melhor piloto nacional.
Adruzilio Lopes foi três vezes campeão nacional de ralis (1997, 1998 e 2001) sempre na Peugeot. Neste ano de 1999, Adruzilo Lopes ainda participou, com o 306 Maxi, nos seguintes ralis do mundial: Catalunha (desistiu), Mil Lagos (43ª posição) e Sanremo (desistiu).
A miniatura de hoje é o Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes na versão do Rali de Portugal de 1999.
Nota: aconselho a consulta do anterior post já publicado sobre o Peugeot 306 Maxi.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
No Rali da Acrópole a vitória da Subaru e de Richard Burns confirmou uma tendência que vinha desde o início do campeonato: as vitórias sucediam-se duas a duas para cada uma das marcas, primeiro para a Mitsubishi, depois para Ford, seguindo-se a Citroen e agora duas vitórias para a Subaru. Carlos Sainz (Toyota) e Tommi Makinen (Mitsubishi) subiram ao pódio por esta ordem.
O Rali da Nova Zelândia foi significativo para Tommi Makinen (Mitsubishi) isto porque o finlandês viria a vencer a prova consolidando assim a sua liderança no campeonato. Makinen lutou contra Colin McRae (Ford), que vira a desistir, e lutou contra Didier Auriol (Toyota) mas o piloto da Mitsubishi soube resistir a tudo e a todos. Juha Kankkunen (Subaru) ficou em segundo lugar e Tony Gardmeister ao ficar na terceira posição conseguia o seu e do Seat Cordoba WRC primeiro pódio da carreira. E com a vitória da Mitsubishi foi quebrada a “estranha” sequência de vitórias que vinha acontecendo desde o início do campeonato.
No Rali dos Mil Lagos esperava-se uma grande luta entre os principais candidatos à vitória. Contudo a prova foi completamente dominada pelos pilotos da Subaru: Burns e Kankkunen. Os restantes candidatos nada puderam fazer perante a superioridade da Subaru. Makinen desistiu e apenas conseguiu dois pontos na classificativa que era televisionada. Didier Auriol (Toyota) conseguiu nessa classificativa três pontos. A vitória no rali foi para o veterano Kankkunen, seguido do seu colega de equipa Burns e a terceira posição foi para Sainz (Toyota), posição essa conquista a McRae na tal classificativa onde todos os pilotos, mesmo os que já tinham abandonado, podiam participar.
(continua)

21 julho 2008

Ford Focus WRC - C. McRae - N. Grist (Rali de Portugal de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
O Ford Focus WRC veio substituir o Escort no panorama dos ralis. Com umas linhas modernas e elegantes, o Focus prometia vir a ser uma excelente aposta da Ford para tentar conquistar os títulos de pilotos e de marcas que teimavam em lhes escapar desde há muitos anos. Efectivamente, a Ford não vencia o campeonato de marcas desde 1979.
A estreia do Focus nos ralis aconteceu em 1999, no Rali de Monte Carlo, tendo registado uma desclassificação devido à utilização de uma bomba de água irregular. E após os dois primeiros ralis do campeonato onde sofreu alguns problemas de juventude, o Ford Focus obteve a sua primeira vitória na terceira prova que realizava, no duro Safari. O quarto rali de 1999 foi em Portugal e Colin McRae (escocês), que vinha de uma excelente vitória no rali africano, não deve qualquer problema em dominar a concorrência. A vitória sorriu assim à Ford e a McRae. A Toyota, que ocupou os restantes lugares do pódio, não teve argumentos para incomodar McRae e o Focus.
Mas após estes dois triunfos, o Ford Focus WRC não voltou a conquistar mais nenhum pódio nos restantes ralis. No final do campeonato, a Ford ficou-se pelo quarto lugar e viu assim mais uma vez adiada a conquista dos títulos.
A miniatura de hoje é alusiva ao Ford Focus WRC com o qual Colin McRae venceu o Rali de Portugal de 1999. De realçar a bela decoração do patrocínio da Martini.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
O Rali de Portugal foi para McRae e o para o Focus a continuação da vitória obtida no Safari. O escocês venceu o rali português e a Toyota colocou os seus dois pilotos no pódio, Carlos Sainz (espanhol) e Didier Auriol (francês), respectivamente. Tommi Makinen (finlandês), que era um dos favoritos à vitória, viu-se obrigado a abandonar com problemas no seu Mitsubshi.
Os dois ralis seguintes, disputados em asfalto, foram a confirmação do poder dos kit car. Surpreendentemente, os kit car, concretizaram as ameaças deixadas no ano anterior nestes ralis. No Rali da Catalunha, os Citroen Xsara KitCar dominaram a concorrência sendo que apenas Didier Auriol (Toyota) conseguiu fazer frente aos pilotos da Citroen. E os Xsara KitCar não ficaram nas duas primeiras posições porque Jesus Puras (Citroen) foi obrigado a abandonar com problemas mecânicos. A vitória foi para Philippe Bugalski (francês), Auriol ficou em segundo lugar e Makinen (Mitsubishi) foi o terceiro, que beneficiou do abandono de Sainz quando o espanhol era o terceiro. No Rali da Córsega não só venceu novamente a Citroen como desta vez ficaram com o segundo lugar. Bugalski foi o vencedor novamente e Puras ficou em segundo lugar. Foi a confirmação da superioridade dos kit car sobre os poderosos WRC. O segredo estava na relação peso/potência: 290 cv para 960 kg e para os WRC 300 cv para 1230 kg. Este factor aliado ás provas em asfalto fazia com que os kit car, de apenas duas rodas motrizes, tivessem prestações melhores que os WRC de tracção total. O terceiro classificado foi Carlos Sainz, que desta vez beneficiou da desistência de McRae para chegar ao último lugar do pódio. De realçar neste rali foi também a estreia do Peugeot 206 WRC. Apesar de nenhum dos carros ter chegado ao fim, o 206 WRC deixou boas indicações.
O Rali da Argentina, que encerrou a primeira metade do campeonato, iria confirmar a tendência deste ano: a Mitsubishi venceu as duas primeiras provas, a Ford a terceira e quarta provas, a Citroen a quinta e sexta provas. A Subaru colheu os frutos do desenvolvimento efectuado por Juha Kankkunen. O rali foi dominado pelos dois Subaru de Kankkunen e Richard Burns (britânico), de tal modo que foi decidido pela equipa que seria Burns a vencer mas Kankkunen “trocou” as ordens recebidas e venceu a prova argentina. O experiente Kankkunen desculpou-se que teria percebido mal as indicações dos tempos em relação a Burns… O terceiro lugar foi para Didier Auriol em Toyota Corola WRC.
(continua)

17 julho 2008

Seat Ibiza GTi Evo II - T. Gardemeister - P. Lukander (Rali de Monte Carlo de 1999)

Esta miniatura pertence à colecção RallyCar Collection.
Após 3 títulos consecutivos (1996 a 1998) na categoria de 2 litros, conquistados pelo Seat Ibiza, a marca espanhola optou em 1999 pela categoria máxima dos ralis: o WRC.
Mas hoje é sobre o Seat Ibiza que vou falar sendo assim apresento a miniatura do Ibiza GTI Evo II que Tony Gardemeister (finlandês) utilizou no Rali de Monte Carlo de 1999.
Quando a Seat regressou aos ralis em 1995, após 18 anos de ausência, o modelo escolhido foi o Ibiza com um motor de 2 litros de 16 válvulas e que debitava cerca de 240 cv. O Ibiza logo se mostrou competitivo dentro da sua categoria de tal modo que no ano seguinte disputou o campeonato de 2 litros (carros de duas rodas motrizes). E durante três anos consecutivos (de 1996 a 1998) venceu esse campeonato. Entretanto a Seat resolveu em 1998 estrear o novo modelo que iria disputar o WRC. Assim no ano de 1999 a Seat já não defendeu o título do campeonato de 2 litros para disputar o campeonato de WRC. No entanto o Seat Ibiza continuou a ser utilizado e a disputar ralis pelas equipas privadas, como é o caso desta miniatura que pertence à equipa privada ASTRA.
No Rali de Monte Carlo de 1999, Tony Gardemeister com o Ibiza ficou na 14 posição final mas venceu na categoria de 2 litros.

O Campeonato do Mundo de Ralis de 1999
Neste ano houve algumas novidades no panorama dos ralis, para além da habitual troca de pilotos entre as equipas: uma pontuação adicional (3, 2 e 1 pontos) para os três primeiros classificados do troço designado de Super Especial onde podiam participar todos os pilotos inclusive aqueles que já tinham abandonado; o mundial ia pela primeira vez à China; e novas marcas a disputar o campeonato na categoria máxima e mais uma que regressava aos ralis (Skoda, Seat e Peugeot).
O Rali de Monte Carlo abriu, quase como sempre, a época desportiva. A Ford apresentou o novo modelo, Focus, que substituía o Escort. Colin McRae (escocês) deixou a Subaru e assinou pela Ford mas no rali foi infeliz porque foi desclassificado no final devido a uma irregularidade na bomba de água do seu Focus. Richard Burns substituiu McRae na Subaru. Tommi Makinen (finlandês), campeão em título, disputou a vitória no rali com Gilles Panizzi (francês) e no final assegurou mais uma vitória ao seu vasto palmarés, depois de o francês ter desistido. A Mitsubishi começava da melhor maneira o campeonato. O finlandês Juha Kankkunen (Subaru) ficou na segunda posição e Didier Auriol (francês) conseguiu levar o Toyota Corolla à terceira posição.
No Rali da Suécia, Tommi Makinen (Mitsubishi) deu continuidade à sequência vencedora que vinha de Monte Carlo e obteve uma vitória sobre o Toyota de Carlos Sainz (espanhol). Na terceira posição ficou o Ford Focus de Thomas Radstrom (sueco).
À terceira prova que disputava, o Ford Focus venceu. No Safari Colin Mcrae deu ao Focus a sua primeira vitória nos ralis. Mas para isso teve que resistir à dureza da prova africana tendo ainda beneficiado da desclassificação de Makinen por ter sido ajudado pelo público quando mudava uma roda. Depois de Colin ficou Auriol e Sainz, ambos em Toyota.
(continua)

01 julho 2008

Toyota Corolla WRC - P. Matos Chaves - S. Paiva (Rali de Portugal de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
Hoje volto novamente a falar sobre o Toyota Corolla WRC, depois de o já ter abordado em dois posts anteriores (aqui e aqui). Mas desta vez a miniatura do Toyota Corolla WRC representa uma versão nacional; o piloto é o Pedro Matos Chaves no Rali de Portugal de 1998. Esta foi a sua primeira participação no Rali de Portugal.
O rali português desse ano foi um dos mais disputados de sempre. No final da prova o escocês Colin McRae (Subaru) bateu o espanhol Carlos Sainz (Toyota) por uns meros 2 segundos. Entre os portugueses, o prémio do melhor piloto nacional foi para Rui Madeira num Toyota Celica GT-Four, que ficou na 9ª posição final. Pedro Matos Chaves foi um dos seus adversários, mas o piloto portuense optou por efectuar um rali cauteloso e regular, a pensar mais na classificação do campeonato nacional, acabando por terminar o rali na 13ª posição mas à frente de Adruzilo Lopes que era um dos seus adversários no nacional de ralis.
Pedro Matos Chaves nasceu a 27 de Fevereiro de 1965 no Porto. A carreira de Pedro Matos Chaves teve início nos karts em 1980. Depois evolui para os troféus (Toyota Starlet). Passou pela Formula Ford tendo vencido o campeonato nacional em 1985. Segui depois para a Formula Ford Britânica para dar continuidade à sua carreira. Em 1989 e 1990 corre na Formula 3000 onde participa no campeonato britânico e internacional. No ano de 1990 venceu o campeonato britânico de Formula 3000. Em 1991 consegue dar o salto para a Formula 1. Finalmente, e depois de Nicha Cabral nos anos sessenta, Portugal tinha um piloto na Formula 1. Infelizmente, Pedro Matos Chaves que tinha assinado pela Coloni, equipa de fracos recursos, a Formula 1 assistia a uma grande afluência de equipas o que levou a que algumas tivessem que participar em pré-qualificações. A Coloni era uma dessas equipas. Durante 13 GP’s Pedro Matos Chaves tentou qualificar, sem sucesso, o fraco Coloni para a grelha de partida de um GP. Depois do GP de Portugal, a 13ª e última tentativa de se qualificar para um GP, Pedro Matos Chaves desistiu e deixou a Coloni. Portugal continuou sem ter um representante, depois de Nicha Cabral, à partida de um GP. Em 1992 a sua carreira dá um passo atrás e regressa à Formula 3000 Internacional. Durante os 3 anos seguintes (1993 a 1995) corre na Formula Indy Lights, que mais não é do que uma categoria inferior da Formula Indy. Nesses 3 anos apenas conseguiu vencer uma prova, precisamente no último ano. A melhor classificação aconteceu no primeiro ano onde foi 4º no campeonato. Mas não consegue subir na categoria por isso resolve deixar o campeonato.
Em 1996 corre no Campeonato Espanhol de GT onde se sagra vice-campeão. No ano seguinte passa para o FIA GT na categoria de GT2.
No ano de 1998 passa a correr nos Ralis. Depois de muitos anos a correr em pistas Pedro Matos Chaves resolve apostar nas provas de terra batida com a Toyota. O sucesso chega nos dois anos seguintes (1999 e 2000) quando se sagra campeão nacional de ralis.
Pedro Matos Chaves venceu também o Campeonato GT Espanhol em 2002, ano em que também se estreou nas 24 Horas de Le Mans tendo obtido o 23º lugar (5º na classe GTS) com um Saleen S7-R. No ano seguinte volta a Le Mans para ficar em 22º lugar com o mesmo carro do ano anterior.
Nos anos de 2005 e 2006 ainda participa no nacional de ralis com um Renault Clio S1600, altura em que encerra a sua carreira desportiva como piloto.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
Nesta recta final do campeonato de 1998, o Rali de San Remo teve um vencedor um tanto surpreendente. O piloto Tommi Makinen (finalndês) da Mitsubishi, não sendo um grande especialista em asfalto, deu um passo decisivo para a renovação do título ao vencer um rali cujas características não lhe eram favoráveis. Causou alguma surpresa porque não era tido como um dos favoritos à vitória final no San Remo. Colin McRae apenas foi o terceiro, atrás de Piero Liatti (italiano), ambos em Subaru. Carlos Sainz, outro dos candidatos ao título, ficou-se pela quarta posição.
No Rali da Austrália a vitória de Tommi Makinen foi um misto de sorte, em dois momentos, aliada a alguma incompetência incompreensível da parte da Toyota. Sorte porque Makinen, depois de ter alguns problemas no seu Mitsubshi que foram resolvidos pelos seus mecânicos, beneficiou do abandono de McRae quando este liderava o rali, vitima do turbo. Makinen venceu com 16 segundos de avanço sobre Sainz. Mas Makinen viria a ser penalizado com 1 minuto por ter “queimado a partida”. Um vídeo provava a irregularidade de Makinen. A Mitsubishi reclamou e após uma longa reunião que terminou já de madrugada, a penalização foi retirada. Depois de uma hora à espera do apelo da Toyota, que não aconteceu, a vitória de Makinen foi confirmada. Bastaria à Toyota apresentar o vídeo que provava a irregularidade cometida por Makinen e a vitória ficaria para Sainz. Assim foi Makinen quem saiu da Austrália com a vitória e com o título quase no “bolso”.
O RAC de 1998 ficou para a história dos ralis como um dos mais cruéis e cínicos finais de um campeonato. A vítima seria o infeliz espanhol da Toyota, Carlos Sainz. Makinen chegou ao RAC com dois pontos de vantagem sobre Sainz mas um acidente praticamente no inicio do rali ditou o seu abandono. Deste modo, bastava a Sainz terminar o RAC na quarta posição para se sagrar campeão. E assim foi quase até ao fim do rali britânico. Sainz era quarto classificado até que na última especial e a 500 metros da meta uma biela do motor do seu Toyota gripou. As imagens do Toyota a deitar fumo e do desespero do piloto e co-piloto, aos pontapés ao veículo, correram o mundo inteiro. Tommi Makinen recebeu a notícia da conquista do seu terceiro mundial no aeroporto quando se preparava já para regressar à Finlândia.
O britânico Richard Burns (Mitsubsihi) venceu o RAC e Juha Kankkunen (finlandês) ficou em segundo lugar num Ford.
Makinen venceu o campeonato com 58 pontos (5 vitórias) e Sainz ficou em segundo lugar com 56 pontos (2 vitórias).
A Mitsubishi sagrou-se campeã com 91 pontos (7 vitórias) e a Toyota terminou na segunda posição com 85 pontos (3 vitórias).

24 junho 2008

Renault Mégane Maxi - J. C. Macedo - M. Borges (Rali de Portugal de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção Os Nossos Campeões de Ralis.
A equipa da Renault Galp-Gest e os seus pilotos iniciaram o Rali de Portugal de 1998 com legitimas ambições a conseguir o primeiro lugar entre as equipas portuguesas. A equipa estava bem organizada, com mecânicos experientes e com meios suficientes fornecidos pela Renault. Os dois pilotos eram Pedro Azeredo e José Carlos Macedo que eram pilotos com talento e experiencia.
Apesar da excelente qualidade da concorrência interna (Peugeot 306 Maxi de Adruzilo Lopes, Toyota Celica GT- Four de Rui Madeira e Toyota Corolla de Pedro Matos Chaves), a equipa Renault esperava obter um bom resultado, mas não foram os seus adversários que impediram a obtenção desses objectivos. Infelizmente para a equipa Renault foram os problemas mecânicos nos Mégane Maxi que ditaram o destino dos seus pilotos. Os dois Mégane, de Azeredo e de Macedo, desde o inicio se debateram com problemas de aquecimento no motor, de modo que não chegaram a sair de Viseu. Os mecânicos não conseguiram resolver o aquecimento do motor que afectava os dois Mégane e assim terminava o Rali de Portugal de 1998 para a equipa Renault Galp-Gest.
Rui Madeira (Toyota Celica GT-Four) acabou por ser o melhor português ao terminar na 9ª posição.
Esta miniatura que hoje apresento é o Renault Mégane Maxi de José Carlos Macedo no Rali de Portugal de 1998.
Clique aqui para mais informação sobre o Renault Mégane Maxi.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
O Rali da Acrópole foi inicialmente liderado pelo britânico Richard Burns em Mitsubishi. Mas na segunda etapa o Toyota de Didier Auriol (francês) passou para a liderança enquanto o finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) abandonava. Mas foi Colin McRae (Subaru) quem acabou por vencer o rali. Para tal acontecer McRae teve de beneficiar de uma avaria momentânea no motor do Toyota de Auriol e que o relegou para a segunda posição final. O finlandês Juha Kankkunen ficou em terceiro lugar com o Ford.
No Rali da Nova Zelândia a Toyota reapareceu em força apesar das condições atmosféricas adversas em que decorreu a prova. A liderança do rali esteve praticamente entregue apenas a Sainz e a Auriol, ambos em Toyota Corolla WRC. Discutido segundo a segundo, a decisão sobre quem seria o vencedor manteve-se uma incógnita até ao final. Foi já nas últimas especiais que Sainz “roubou” a liderança ao seu colega de equipa e bateu Auriol por meros 4 segundos. O terceiro lugar foi para Tommi Makinen (Mitsubishi).
Tal como na Nova Zelândia, o Rali dos Mil Lagos foi disputado com tempo chuvoso. Foi precisamente aqui, no rali do seu país, que Tommi Makinen iniciou a renovação do título. Em excelente forma Makinen venceu pela quinta vez consecutiva na Finlândia. Carlos Sainz obteve a segunda posição e McRae, outro dos candidatos ao título, desiste mais uma vez. O terceiro lugar foi para Kankkunen.
A 3 ralis do fim do campeonato, Sainz liderava com mais 9 pontos de vantagem sobre Makinen e McRae.
(continua)

23 junho 2008

Subaru Impreza WRC - C. McRae - N. Grist (Rali de Portugal de 1998)

Esta miniatura é da marca Troféu.
O Subaru Impreza foi apresentado em Novembro de 1993 e estava disponível em várias versões: em duas ou quatro rodas motrizes, de quatro portas ou station wagon. O coupé de duas portas apenas apareceu em 1995. No que diz respeito às motorizações havia o Impreza de 1.6, 1.8 e de 2.0 litros. O motor boxer de 2 litros dispunha de turbo.
Em 1988 a Subaru formou um grupo de trabalho com o principal objectivo de desenvolver e preparar os Subaru para os ralis: a Subaru Tecnica International (STi).
As evoluções do Impreza foram-se sucedendo com o passar do tempo; em 1997 o interior foi completamente renovado.
O Subaru Impreza de 1998 dispunha de um motor turbo de 2.212 cc, 16 valvulas (4 válvulas por cilindro) que debitava 290 cavalos de potência às 6.500 rpm.
A equipa da Subaru de 1998 era composta por 3 pilotos: Colin McRae (escocês), Piero Liatti (italiano) e Kenneth Eriksson (sueco). Como é óbvio, McRae era o primeiro piloto e a aposta da Subaru para conquistar os títulos mundiais. Mas no final do campeonato estes objectivos não foram alcançados; tanto McRae como a Subaru ficam em terceiro lugar nos respectivos campeonatos.
A miniatura de hoje é o Subaru Impreza com o qual Colin McRae venceu o Rali de Portugal de 1998. A qualidade da miniatura é muito boa, aliás como são as da marca Troféu. Os detalhes são excelentes.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
À quarta prova do campeonato, no Rali de Portugal, e depois da vitória inicial da Toyota e das duas da Mitsubishi, seria a vez da outra marca candidata ao título vencer o seu primeiro rali neste ano.
A vitória foi bastante disputada, a tal ponto de ter sido registada umas das menores diferenças entre os dois primeiros classificados: Colin McRae venceu o rali com apenas dois segundos de diferença sobre o espanhol Carlos Sainz (Toyota). Freddy Loix (belga), com uma bela actuação, levou o segundo Toyota ao terceiro lugar.
No Rali da Catalunha assistiu-se ao domínio de Didier Auriol (francês) e ao seu regresso às vitórias, após 3 anos sem vencer. O erro da Toyota foi não ter inscrito o francês como segundo piloto, no seu lugar estava o belga Loix. Assim os pontos da vitória de Auriol não contaram para a Toyota. Freddy Loix (Toyota) terminou a prova em segundo lugar enquanto Sainz não pontua tendo abandonado o rali. A surpresa veio do Citroen Xsara Kit Car do espanhol Jesús Puras que foi o principal opositor de Auriol. Enquanto esteve em prova lutou pela liderança com francês da Toyota, até que o cárter do Citroen partiu ditando o seu abandono. O finlandês Tommi Makinen (Mitsubishi) terminou na terceira posição.
No Rali da Córsega, disputado em asfalto tal como na Catalunha, um Kit Car, o Peugeot 306 Maxi de François Delecour, voltou a incomodar os WRC. Colin McRae conseguiu suster os ataques de Delecour e levou o Subaru Impreza à vitória. Delecour surpreendeu ao ficar em segundo lugar, Piero Liatti (Subaru) completou o pódio.
O finlandês Tommi Makinen, campeão em título, mostrou aos seus adversários a razão dos seus títulos ao dominar completamente o Rali da Argentina. Apenas McRae ofereceu alguma oposição do finlandês da Mitsubshi mas uma saída de pista afastou-o do pódio. Makinen venceu, Sainz ficou em segundo lugar e Juha Kankkunen (Ford) foi o terceiro.
Agora que estavam disputados 7 ralis, o campeonato era liderado por Sainz (28 pontos) seguido de McRae (26 pontos) e Makinen (24 pontos).
(continua)

17 junho 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali Safari de 1998)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
Ainda na sequência do post anterior, hoje apresento a miniatura do Toyota Corolla de Carlos Sainz na versão do Rali Safari de 1998.
Sobre este modelo da Toyota já falei na anterior publicação, apenas faltou referir que nesta época a equipa da Toyota de ralis era chefiada por Ove Andersson (sueco), que recentemente faleceu em consequência de um acidente quando participava numa prova de ralis para clássicos.
Esta miniatura da Vitesse está com uma qualidade bastante apreciável. Os detalhes exteriores estão muito bons sendo, no entanto, no interior que noto uma qualidade acima da média. Para além dos cintos é possível ver os manómetros no tablier, puxadores das portas e o extintor. Muito bom.

Campeonato do Mundo de Ralis de 1998
A maior novidade no panorama dos ralis neste ano foi o regresso da Toyota depois de um ano de afastamento devido à penalização sofrida durante o campeonato de 1996.
O campeonato iniciou como habitualmente no Rali de Monte Carlo. O finlandês da Mitsubishi e campeão em título, Tommi Makinen, iniciou o Monte Carlo de forma magnífica. Dominou inicialmente sem oposição até que uma saída de estrada ditou o seu abandono. Carlos Sainz (espanhol), de regresso à Toyota, aproveitou da melhor forma possível o abandono de Makinen e não deixou fugir a vitória. Juha Kankunnen (finlandês) não conseguiu contrariar a melhor forma do espanhol mas conseguiu levar o seu Ford Escort à segunda posição final. O terceiro classificado foi o escocês Colin McRae num Subaru.
No Rali da Suécia Tommi Makinen voltou a estar muito forte inicialmente, mas desta vez e ao contrário do que se passou no Monte Carlo, foi Makinen quem beneficiou do abandono do líder. Thomas Radstrom (sueco), num Corolla, foi líder inicial mas um despiste deste deixou Makinen na frente. Com a luta pela liderança do rali resolvida restou apenas a Kankkunen e a Sainz disputarem a segunda posição. E foi Carlos Sainz quem levou a melhor. Kankkunen ficou em terceiro lugar apenas a 7 segundos do espanhol.
O Rali Safari foi disputado num traçado muito duro e em condições bastante adversas: muito quente e poeirento. Aliás como quase sempre. Para não variar, Tommi Makinen voltou a ser o centro das atenções ao liderar desde o inicio até quase ao fim da dura prova. Makinen perdeu uma vitória quase certa devido à quebra da correia de distribuição do seu Mitsubishi Lancer. Já sem os outros adversários em prova, os Subaru tinham já abandonado e Carlos Sainz estava atrasado devido a um capotanço, a vitória coube ao britânico Richard Burns, colega de equipa de Makinen. Burns vencia pela primeira vez um rali do mundial. Nas posições seguintes ficaram os pilotos da Ford, Kankunen e Ari Vatanen (finlandês), segundo e terceiro respectivamente.
O campeonato, depois de 3 ralis disputados, era liderado por Carlos Sainz e Juha Kankunen, ambos com 16 pontos. A próxima prova seria o Rali de Portugal onde se registou, na altura, uma das mais pequenas diferenças entre o vencedor e o segundo classificado. (
continua)

13 junho 2008

Toyota Corolla WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali de Monte Carlo de 1998)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Contrariamente ao que se possa pensar, o Corolla foi o primeiro modelo da Toyota a vencer um rali do mundial; foi no Rali dos Mil Lagos de 1975 com Hannu Mikkola (finlandês).
O Corolla foi criado pela Toyota em meados da década de sessenta, mais precisamente em 1966. Foi um modelo que, ao longo dos anos, vendeu milhões de veículos para a Toyota. No plano desportivo, não teve grande relevância até meados da década de noventa, isto se exceptuarmos a primeira vitória da Toyota nos ralis do mundial em 1975 (como já referi anteriormente).
O Toyota Corolla veio substituir o Celica, modelo de grande sucesso nos ralis da Toyota. A estreia do Corolla no Mundial de Ralis aconteceu em 1997 no Rali dos Mil Lagos, por coincidência onde 22 anos antes tinha vencido. O novo Corolla surgia também depois de uma penalização, de um ano de afastamento (1996), que a Toyota tinha sofrido em consequência de irregularidades encontradas no Celica de 1995 (turbos modificados).
O Toyota Corolla era um modelo de dimensões mais reduzidas que o Celica; de quatro rodas motrizes, tinha um motor de 4 cilindros, 16 vávulas de 1972 cc que debitava 300 cavalos de potência e dispunha de uma caixa de seis velocidades.
O ano de 1997 foi de estreia, já tardia no campeonato, do Corolla mas para 1998 a Toyota voltou a contar com o piloto espanhol Carlos Sainz para tentar conquistar novamente os títulos. Sainz regressava assim a uma “casa” que conhecia muito bem e onde tinha conquistado os seus dois títulos mundiais (1990 e 1992). Neste ano o Toyota Corolla venceu 3 ralis: dois por Sainz (Monte Carlo e Nova Zelândia) e um pelo francês Didier Auriol (Catalunha). Contudo estas vitórias não foram suficientes para a Toyota conquistar os títulos. Na classificação por marcas, a Toyota ficou em segundo lugar atrás da Mitsubshi mas foi nos pilotos que se assistiu a um dos maiores azares já vistos no mundial de ralis; Carlos Sainz chegou ao último rali do ano, o RAC, a dois pontos de Tommi Makinen (o finlandês da Mitsubshi). Makinen desistiu logo no início e deixou Sainz com a vida facilitada para conquistar o título. O espanhol da Toyota sem a oposição de Makinen limitou-se a gerir o rali de forma a não esforçar desnecessariamente o Corolla mas no último troço do rali, quando seguia em quarto lugar e a 500 metros da meta uma biela gripou… Tommi Makinen recebeu a notícia da conquista do título quando já se encontrava no aeroporto enquanto um azarado Sainz sofria um dos mais rudes golpes da sua carreira. Recordo-me perfeitamente das imagens captadas pela televisão dos momentos seguintes ao abandono com o co-piloto de Sainz aos pontapés ao Corolla.
A miniatura de hoje é o Toyota Corolla WRC que o piloto espanhol Carlos Sainz utilizou na vitória do Rali de Monte Carlo de 1998. Nestas colecções (da Altaya) as miniaturas não vêm decoradas no interior, o que neste caso é de salientar que esta miniatura traz os cintos, nome do piloto e co-piloto e marca das bacquets.

03 junho 2008

Citroen Xsara Kit Car - P. Bugalski - J-P. Chiaroni (Rali do Var de 1998)




Esta miniatura é da marca Vitesse.
O Citroen Xsara Kit Car e o piloto Philippe Bugalski foram Campeões de França, 2 vezes consecutivas (1998 e 1999), sucedendo a Gilles Panizzi e ao Peugeot 306 Maxi. Em 2000 Bugalski ainda renovou o título de campeão francês mas já ao volante do Citroen Xsara WRC.
Esta miniatura representa o Citroen Xsara Kit Car de Philippe Bugalski no Rali do Var (Campeonato Francês). Esta interessante miniatura do Citroen Xsara Kit Car apresenta, infelizmente, alguns decalques um pouco degradados. A fraca qualidade dos decalques era frequente nos modelos da Vitesse (na época em que esta era uma marca nacional) mas isso não quer dizer que não houvesse modelos em que os decalques se mantinham, com o passar dos anos, com uma qualidade apreciável, como é o caso do modelo anterior.
O Citroen Xsara Kit Car desenvolvia uma potência de 290 cv às 8750 rpm, pesava cerca de 960 kg e dispunha de um motor dianteiro de 1998 cc com uma caixa sequencial de 6 velocidades.
Foi em 1998 que assistimos à estreia do Citroen Xsara Kit Car no Campeonato Mundial de Ralis (WRC), sendo que o Xsara Kit Car ficou conhecido como o melhor carro da sua categoria. A razão disso foram as suas excelentes prestações que começaram a incomodar os carros mais potentes e de tracção integral, principalmente nos ralis de asfalto. No Rali da Córsega Jesús Puras (espanhol), num Citroen Xsara Kit Car, liderou o rali até ao seu abandono mas mesmo assim foi um Kit Car que ficou em segundo lugar, o Peugeot 306 Maxi de François Delecour (francês). Os Kit Car eram carros com uma potência semelhante aos WRC e nos ralis em asfalto os carros de quatro rodas motrizes não conseguiam impor-se aos Kit Car que, apesar de terem apenas duas rodas motrizes, eram mais leves. A relação peso/potência era favorável aos Kit Car: por exemplo, o Xsara tinha uma relação peso/potência de 3,3 kg/cv enquanto a do Subaru era de 4,1 kg/cv. Isto tornava os Kit Car quase imbatíveis no asfalto. Soava assim o alerta para os WRC. Em 1999 foi consumada a supremacia, nos ralis de asfalto, dos Kit Car sobre os WRC. Phillipe Bugalski num Citroen Xsara Kit Car venceu os ralis da Catalunha e da Córsega, consecutivamente. Estava lançada a “confusão” no Mundial de Ralis: carros de uma categoria inferior estavam a superiorizar-se aos carros da categoria dominante. As grandes marcas intensificaram os seus protestos junto da FIA com o objectivo de a obrigar a aumentar o peso mínimo dos Kit Car. O que veio a acontecer. E assim se colocou um ponto final aos Kit Car, que perderam a vantagem que tinha sobre os WRC. Em 2000 os Kit Car desapareceram do mundial e foi criada uma nova categoria, os Super 1600.
O Citroen Xsara foi o único Kit Car a vencer ralis do Campeonato Mundial de Ralis e por isso é considerado como o melhor da sua categoria. O Xsara Kit Car foi também a base para a Citroen desenvolver o Xsara WRC que viria a dominar o campeonato nos anos que se seguiram ao desaparecimento dos Kit Car. O piloto francês Peter Bugalski, que nasceu a 12 de Junho de 1963, foi o único piloto a vencer ralis do mundial com um Kit Car e curiosamente nunca mais venceu nenhum rali do WRC. A sua carreira no mundial de rali terminou em 2003. Bugalski venceu o Campeonato Francês de Ralis por 3 vezes consecutivas: em 1998 e 1999, com o Citroen Xsara Kit Car, e em 2000, já com a versão WRC do Xsara.

30 maio 2008

Peugeot 306 Maxi - G. Panizzi - H. Panizzi (Rali Corte Inglês de 1998)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
Os irmãos franceses Panizzi venceram por duas vezes consecutivas o Campeonato Francês de Ralis. Gilles Panizzi era o piloto e o seu irmão Hervé era o co-piloto. O Peugeot 306 Maxi foi o carro que utilizaram para conquistar esses dois títulos. A miniatura que hoje apresento é o Peugeot 306 Maxi dos irmãos Panizzi na versão do Rali do Corte Inglês (rali integrante do Campeonato Europeu de 1998), cuja prova venceram. Esta miniatura da Vitesse está muito bem detalhada, quer no exterior como no interior, e os seus decalques ainda se encontram em boas condições, apesar dos anos que já têm (tenho esta miniatura à uns 10 anos).
O Peugeot 306 Maxi apenas dispunha de tracção dianteira, com uma caixa sequencial de 7 velocidades. Pesava 960 kg e tinha uma potência de 280 cv às 8700 rpm. O motor, de posição dianteira, era um 4 cilindros de 1998 cc.Gilles Panizzi nasceu a 19 de Setembro de 1965 em França. Estreou-se no mundial de ralis em 1990 no Rali de Monte Carlo com um Lancia Delta Integrale. Venceu 7 ralis; a sua primeira vitória aconteceu no Rali da Córsega de 2000 com um Peugeot 206 WRC. Como disse anteriormente, Panizzi sagrou-se campeão francês em duas ocasiões (1996 e 1997) com o Peugeot 306 Maxi. A particularidade do Peugeot 306 Maxi era o facto de ser um Kit Car. E o que eram os Kit Car?
Os Kit Car foram carros de uma categoria secundária dos ralis que há 9 anos atrás chegaram a fazer sombra aos WRC. Começo por explicar, um pouco resumidamente, que os Kit Car eram carros de ralis que apenas dispunham de duas rodas motrizes, as dianteiras, tinham uma cilindrada máxima de 2 litros, não podiam ter turbocompressor e tinham de respeitar um peso mínimo de 960 quilos. Os motores podiam ser preparados sem limitações, bem como muitos dos outros componentes. Assim bastava às marcas ter um modelo de tracção dianteira com um motor de 2 litros do qual fabricassem 2500 unidades para que pudesse ser desenvolvido como Kit Car.
Temos que recuar até 1993 para encontrar a origem dos Kit Car. A responsabilidade foi da Renault, que descontente por não conseguir vencer nos campeonatos nacionais, nomeadamente o de França, resolveu pedir à FIA a criação de uma nova categoria nos ralis baseada nos modelos de grande série e que permitisse às marcas que não dispunham de modelos de tracção às quatro rodas motrizes, e sem os grandes custos envolvidos nos carros do Grupo A, competir com algumas hipóteses nos campeonatos nacionais. Obviamente o primeiro modelo de um Kit Car foi o da Renault, o Clio Maxi. No Rali de Monte Carlo de 1995 o francês Jean Ragnotti terminou no sétimo lugar com um Clio Maxi. Depois da Renault, outras marcas surgiram com os seus modelos Kit Car: Peugeot, Seat, Skoda, Ford, Volkswagen e Nissan. E assim nos anos seguintes os Kit Car passaram a participar nos ralis do campeonato mundial mas sem colocarem em dúvida o domínio dos carros do Grupo A. Posteriormente os Kit Car serviram de inspiração para a FIA criar os carros do WRC que substituíram os do Grupo A em 1997. E nesse mesmo ano os Kit Car causaram os primeiros sustos aos modelos WRC dominantes. Gilles Panizzi num Peugeot 306 Maxi chegou a liderar o Rali da Catalunha de 1997 à frente dos WRC. Acabou por ficar no 3º lugar mas ficava o aviso que estes pequenos carros podiam criar algumas dificuldades às marcas dominantes. No Rali da Córsega, Gilles Panizzi volta a surpreender e repete o terceiro lugar da Catalunha. Ora ficou provado que um carro mais leve (960 kg) apenas de tracção dianteira, de motor aspirado e com uma preparação livre podia fazer frente aos WRC (mais pesados 1230 kg, com motor turbo e de quatro rodas motrizes) nos ralis de asfalto. A concretização destes pressupostos estaria para vir nos anos seguintes, conforme vou explicar no próximo post.

03 maio 2008

Ford Escort WRC - C. Sainz - L. Moya (Rali da Acrópole de 1997)

Esta miniatura é da marca Vitesse.
O novo regulamento dos ralis que entrou em vigor em 1997 fez com que as marcas tivessem que adaptar os seus modelos às novas regras. Houve algumas marcas que optaram por fazer evoluir os seus anteriores modelos do Grupo A adaptados aos novos regulamentos, como foi o caso da Mitsubishi e em certa medida também da Ford. A Subaru construiu um novo modelo; a Toyota também preparava um novo modelo, o Corolla WRC, que apenas estrearia a meio da temporada. No caso da Ford, optou-se também por construir um novo modelo mas não era mais do que um Escort do Grupo A evoluído, assim nascia o Ford Escort WRC.
O modelo anterior da Ford, o Escort RS Cosworth, estava já numa fase em que o seu desenvolvimento tinha atingido o seu pico. Como tal os novos regulamentos vieram permitir à Ford resolver alguns dos problemas que o Escort RS Cosworth apresentava, nomeadamente no que tocava ao eixo traseiro e aos problemas de comportamento que daí vinham. Assim um novo eixo traseiro foi montado no Escort, de acordo com os novos regulamentos que permitiam tal alteração. O novo Ford Escort WRC, para além do novo eixo traseiro, recebeu um novo spoiler traseiro. Aliás era este spoiler traseiro que tornava mais fácil a distinção entre um Escort RS Cosworth e um Escort WRC. Para além destes dois aspectos o novo Escort era muito similar ao Escort de Grupo A.
Uma das grandes dificuldades que a Ford enfrentou nessa época, diga-se por culpa própria, foi a falta de tempo que teve para preparar o campeonato de 1997. Isto porque se tomou a decisão que todo o programa do WRC estaria entregue a Malcom Wilson mas esta decisão foi tomada apenas em Novembro de 1996. O que significou que Malcom Wilson tinha apenas dois meses para preparar a equipa para o primeiro rali da época seguinte, o Rali de Monte Carlo (disputado em Janeiro de 1997). Assim em apenas dois meses foi contratado o staff para uma equipa de ralis; preparou-se essa equipa; tratou-se de toda a logística necessária; e ainda foi necessário preparar e desenvolver o novo Escort WRC. No inicio do ano, Malcom Wilson tinha conseguido este “pequeno” milagre e tinha dois novos Escort’s WRC prontos para o Rali de Monte Carlo. (fonte:
http://www.rallye-info.com/carspecs.asp?car=168).
O piloto principal da Ford foi o espanhol Carlos Sainz; o alemão Armin Schwarz e o finlandês Juha Kankunnen participaram em algumas provas pela Ford. No final do campeonato, a Ford terminava em segundo lugar tendo vencido dois ralis por Sainz (terceiro lugar no campeonato).
A miniatura de hoje é alusiva ao Ford Escort WRC com o qual Carlos Sainz (espanhol) venceu o Rali da Acrópole de 1997.

Continuação do Campeonato do Mundo de Ralis de 1997
No Rali da Acrópole, a Ford mostrou que estava a subir de forma; Carlos Sainz (Ford) efectuou uma boa prova e obteve a vitória. Juha Kankunnen (Ford) confirmou a melhoria da Ford ao ficar na segunda posição. Com a vitória Sainz mantinha-se na luta pelo título, beneficiando da desistência de Colin McRae (Subaru) e do terceiro lugar de Tommi Makinen (Mitsubishi).
A Subaru venceu o rali seguinte, na Nova Zelândia. O piloto vitorioso foi o sueco Kenneth Eriksson. O espanhol da Ford atropelou uma ovelha e perdeu a liderança do rali tendo ficado em segundo lugar. Mas Sainz ganhou mais alguns pontos sobre os adversários mais directos visto que estes não terminaram. Kankkunen ficou em terceiro lugar.
No Rali dos Mil Lagos estreou o novo Toyota Corolla WRC com o piloto finlandês Marcus Gronholm, tendo mesmo liderado no início do rali antes de se atrasar com problemas no Corolla. Entretanto assistiu-se a um grande duelo entre Sainz, Makinen e Kankkunen. Sainz acabaria por abandonar deixando a decisão sobre a vitória para os dois finlandeses, Kankkunen e Makinen. O campeão do mundo, Makinen, acabou por levar a melhor sobre Kankkunen, que ficou a sete segundos da vitória.
No Rali da Indonésia Carlos Sainz, depois do abandono no rali anterior, volta a recuperar pontos a Colin e Makinen, que não terminam. Sainz vence o rali e Kankunen é segundo novamente e apenas a seis segundos do colega de equipa. A Ford vence pela segunda vez nesse ano.
O Rali de San Remo foi dominado pelos pilotos da Subaru; McRae e Liatti lutaram entre si pela vitória. No final Liatti teve que ceder a vitória ao colega de equipa, McRae, para que este ainda tivesse hipóteses de lutar pelo título. Makinen ficou em terceiro lugar e Sainz foi o quarto.
No Rali da Austrália Carlos Sainz abandonou e deixou de ter hipóteses de lutar pelo título. Colin McRae voltou a vencer mas Tommi Makkinen desta vez ficou em segundo lugar. Desde modo, à partida para o último rali do ano, apenas McRae e Makinen lutavam pelo título. O finlandês da Mitsubishi estava em vantagem porque lhe bastava um ponto para se sagrar campeão.
Colin McRae dominou o RAC e levou o seu Subaru à vitória, foi a sua terceira vitória consecutiva e a quinta nesse ano. Tommi Makinen, que corria com febre, teve alguma dificuldade mas acabou por conseguiu terminar na sexta posição e conseguir o ponto necessário para renovar o título.
Makinen sagrou-se campeão pela segunda vez consecutiva, com 63 pontos (4 vitórias), mais um que McRae, que venceu 5 ralis. A Subaru venceu o campeonato de marcas com 114 pontos (8 vitórias). A Ford ficou em segundo lugar com 91 pontos (2 vitórias).