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25 setembro 2008

Footwork FA16 - Taki Inoue (1995)

Esta miniatura é da marca Onyx.
A miniatura que hoje apresento é novamente o Footwork Arrows FA16. Contudo esta versão é a do piloto é o japonês Taki Inoue no GP de Portugal de 1995.
Sobre este modelo aconselho a leitura do anterior post sobre o Footwork Arrows FA16.
Taki Inoue nasceu a 5 de Setembro de 1963 no Japão. A sua carreira na Formula 1 foi curta, apenas 18 participações em GP’s. A estreia aconteceu no GP do Japão em 1994 com a Simtek. Foi a sua única participação em 1994. No ano seguinte correu pela Footwork Arrows. Participou em todos os 17 GP’s de 1995 mas nunca conseguiu pontuar, tendo apenas terminado 5 Gp’s. Parece que Inoue tinha contrato com a Minardi para correr em 1996 mas acabou por se substituído por Giancarlo Fisichella porque o seu principal patrocinador lhe terá retirado o apoio financeiro. Assim terminou a aventura na Formula 1 deste piloto nipónico.

1995 – O Campeonato (continuação)
O escocês David Coulthard (Williams) foi o piloto mais rápido na qualificação e disso tirou proveito na partida. No entanto na largada deu-se um aparatoso acidente com japonês Katayama (Tyrrell) e a corrida foi interrompida. Na segunda largada Coulthard voltou a sair na frente seguido do alemão Michael Schumacher (Benetton) que ultrapassou o inglês Damon Hill (Williams). Dos pilotos da frente, Schumacher e Hill são os primeiros a parar nas para abastecer e mudar de pneus. Algumas voltas mais tarde foi a vez do primeiro classificado, Coulthard, a parar nas boxes. Mas o escocês da Williams conseguiu manter a liderança. Nas segundas paragens, Schumacher e Coulthard entram em simultâneo nas boxes. Hill fica na liderança da corrida sem que dar sinais de que iria entrar nas boxes, o que revelou uma estratégia ligeiramente diferente dos seus adversários. A segunda paragem de Hill aconteceu 10 voltas depois da paragem de Coulthard e Schumacher. Assim Coulthard recuperou a primeira posição. Na terceira e última ida às boxes, Coulthard consegue manter a liderança. Schumacher também vai às boxes na mesma volta de Coulthard, no entanto o alemão perde o segundo lugar para Hill. A sete voltas do fim Schumacher consegue ultrapassar Damon Hill mas já não tem hipótese de chegar ao primeiro lugar. David Coulthard alcança assim a sua primeira vitória na Formula 1, numa prova aonde conseguiu também a pole-position e a melhor volta da corrida. Schumacher é o segundo classificado e Hill fica em terceiro, perdendo mais alguns pontos para o alemão.
O GP da Europa foi disputado no circuito de Nurburgring. A prova foi realizada à chuva e à excepção de Jean Alesi (Ferrari) todos os pilotos iniciaram a corrida com pneus de chuva. Coulthard voltou a ser o melhor na qualificação e na partida o escocês assume a liderança. Hill segue atrás de Schumacher e vai atacando a posição do alemão, que se defende como pode. Contudo a pista começa a secar e iniciam as paragens nas boxes sendo Schumacher o primeiro a trocar para os slicks. Com as sucessivas paragens dos pilotos nas boxes fica evidente que Alesi foi o grande beneficiado ao ter arriscado a partir com os slicks quando todos partiam com pneus de chuva. Alesi é assim o primeiro classificado e Coulthard segue em segundo lugar. Schumacher e Hill lutam e trocam de posições entre si. Coulthard faz jogo de equipa e deixa Hill passar para segundo. A meio da corrida Alesi efectua a única paragem nas boxes. Na mesma altura Schumacher também entra nas boxes. Alesi manteve a liderança e algumas voltas depois envolveu-se num incidente com Hill. O inglês da Williams força a ultrapassagem e toca no Ferrari de Alesi, o que obrigou Hill a uma paragem forçada nas boxes para trocar o “nariz” do Williams. Com 15 voltas para o fim da prova, Schumacher efectua a ultima paragem nas boxes. Alesi é o primeiro seguido de Schumacher a 22 segundos de distância. Coulthard é o terceiro e Hill o quarto. Scumacher começa a ganhar tempo a Alesi. Damon Hill comete um erro e despista-se. É o abandono. Entretanto Alesi permite a aproximação de Schumacher ao cometer um erro que lhe custou alguns segundos. Com os pneus já gastos, Alesi vê Schumacher chegar à sua traseira. Numa manobra arriscada, Schumacher ultrapassa Alesi na chicane, tendo os dois carros ainda se tocado. Schumacher vence com mérito. Mas se Alesi o tivesse feito não o seria menos merecido, assim o piloto da Ferrari teve que se contentar com o segundo lugar. Coulthard ficou em terceiro. Sem pontuar, Hill praticamente ficou sem hipóteses de ainda lutar pelo campeonato.
No GP do Pacifico, Coulthard volta a ser o pole-position e na partida segura a liderança seguido de Hill e de Schumacher, que lutam entre si e são ultrapassados pelos dois pilotos da Ferrari: 1º Coulthard, 2º Alesi, 3º Hill, 4º Berger e 5º Schumacher. Entretanto Schumacher passa Berger. Alesi, Hill e Schumacher lutam pela segunda posição e entram em simultâneo nas boxes. O mais rápido a sair foi o alemão da Benetton, que assim passou para segundo, seguido de Alesi e de Hill. Coulthard só mais tarde pára pela primeira vez, o que indicia uma estratégia de duas paragens enquanto os principais adversários estão com 3 paragens planeadas. O que se verificou foi que, depois das paragens efectuadas, a estratégia de Coulthard acabou por não resultar. Schumacher é o líder e acaba por vencer a prova, o que significou também a conquista do bi-campeonato. Coulthard ficou em segundo e Hill em terceiro.
O GP do Japão foi outra prova com a presença da chuva. Michael Schumacher partiu melhor e assumiu a liderança batendo Jean Alesi que tinha feito a pole-position. À 5ª volta Alesi foi obrigado a cumprir um Stop & Go por ter “queimado” a partida. Schumacher liderava seguido de Mika Hakkinen (McLaren) e Damon Hill. Duas voltas mais tarde, Alesi arrisca e muda para os slicks. Mas acaba por se despistar. Pouco tempo depois desiste. A corrida às boxes começa com a pista a secar. Posteriormente Schumacher volta a parar nas boxes e Hill assume a liderança. Quando é a vez de Hill parar nas boxes, este consegue manter o primeiro lugar mas na 37ª volta tem uma saída de pista que o obriga a parar nas boxes para trocar o bico do Williams. Nesta altura já Schumacher tem uma confortável liderança. David Coulthard desiste e pouco tempo depois Damon Hill também abandona. Schumacher vence a prova e Hakkinen (finlandês) com o segundo lugar obtêm para a McLaren-Mercedes o melhor resultado do ano. Johnny Herbert (Benetton) fica em terceiro lugar.
O último GP do ano foi na Australia e que viria a ser bastante atribulado. Logo na sexta-feira houve um grave acidente de Mika Hakinen que o afastou da corrida. Damon Hill fez a pole-position mas foi o seu colega de equipa, Coulthard, quem assumiu o primeiro lugar no início da corrida. Schumacher chega ao terceiro lugar depois de ultrapassar os Ferrari. Hill pára nas boxes e deixa Schumacher no segundo posto. Quando Coulthard vai para entrar nas boxes bate no muro e abandona, possivelmente devido a óleo derramado por algum carro. Hill chega ao primeiro lugar quando Schumacher pára nas boxes. Posteriormente, quando lutavam entre si pela 2ª posição, Alesi e Schumacher tocam-se. Em consequência disso, Alesi tem de parar com o bico do Ferrari danificado. Algumas voltas mais tarde, Schumacher também é obrigado a entrar nas boxes para avaliar as consequências do toque com Alesi. Uma volta depois regressa às boxes e é o abandono de Schumacher. Com isto, Damon Hill é o líder da prova com Berger em 2º lugar. Se a liderança de Hill já era confortável ainda mais ficou com o abandono de Berger devido a problemas no motor do Ferrari. E assim a corrida continuou, com a constante mudança do segundo classificado devido sempre à desistência do mesmo. Heins-Harald Frentzen (Sauber) chegou a estar em segundo mas abandonou, depois foi a vez de Herbert que também abandonou. Até que o segundo lugar foi parar às mãos de Olivier Panis (Ligier), que só não abandonou porque a corrida entretanto terminou. Damon Hill venceu a prova australiana e Panis foi o segundo mas o motor do Ligier já dava sinais evidentes (fumo) de que não iria aguentar muito mais tempo em prova. Gianni Morbidelli ficou em terceiro lugar com o Footwork Arrows. Hill venceu a corrida com 2 voltas de avanço sobre os 2ºs, 3ºs e 4ºs classificados!
Michael Schumacher sagrou-se campeão pela segunda vez consecutiva com 102 pontos (9 vitórias). Damon Hill foi o vice-campeão com 69 pontos (4 vitórias). A Benetton venceu pela primeira vez o título de construtores com 137 pontos (11 vitórias). A Williams ficou no segundo lugar com 112 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Footwork Arrows FA16 em 1995 foram: Taki Inoue, Gianni Morbidelli e Max Papis
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

17 setembro 2008

Minardi M195 - Pierluigi Martini (1995)

Esta miniatura é da marca Onyx.
O Minardi M195, cuja miniatura hoje apresento na versão com o piloto italiano Pierluigi Martini, foi o modelo utilizado pela equipa Minardi no campeonato de 1995. Os desginers responsáveis foram Aldo Costa e Mauro Gennari. O Minardi M195 utilizava o motor Ford Cosworth V8 e pneus Goodyear. Não sendo uma equipa de top, a Minardi teve uma fraca participação e apenas conseguiu um ponto em 1995 tendo terminado na 10ª posição do campeonato de construtores. Este modelo fica ligado ao regresso de Pedro Lamy à Formula 1 depois do acidente nos testes da Lotus em 1994 e que lhe provocou várias fracturas nas pernas. O regresso de Lamy aconteceu no GP da Hungria, substituindo o italiano Pierluigi Martini para o resto da temporada. Foi também o Pedro Lamy o responsável pelo único ponto da Minardi nesse ano. Isso aconteceu no último GP do ano, na Austrália. Pedro Lamy conseguiu terminar na sexta posição e assim conquistou aquele que foi o único ponto da equipa nesse ano. Foi também o único ponto conseguido por Lamy na Formula 1.
Pierluigi Martini nasceu em Itália, a 23 de Abril de 1961. Na Formula 1, Martini conseguiu apenas 18 pontos nas 118 participações em GP’s. Foi com a equipa Minardi que Pierluigi Martini se estreou na Formula 1 no GP do Brasil de 1985. Esse GP foi também o da estreia da equipa Minardi na Formula 1. A última corrida de Martini na Formula 1 aconteceu no GP da Alemanha de 1995. Durante a sua carreira na Formula 1 apenas correu em duas equipas: Minardi (1985, 1988 a 1991, 1993 a 1995) e Dallara (1992).

1995 – O Campeonato (continuação)
No GP da Alemanha o piloto inglês Damon Hill (Williams) partiu da pole-position e liderou a 1ª volta seguido do alemão Michael Schumacher (Benetton). Mas no início da 2ª volta Hill despista-se e abandona a prova. Assim o seu rival, Schumacher, fica na primeira posição seguido do escocês David Coulthar (Williams) e do austríaco Gerhard Berger (Ferrari). Contudo os pilotos da Ferrari têm sortes diferentes, Jean Alesi (francês) abandona e Berger teve que cumprir um Stop & Go por ter “queimado” a partida, o que significou a perda de muitas posições. Schumacher liderou a corrida até às paragens nas boxes. Coulthard, que tinha apenas uma paragem planeada, ficou na liderança mas quando parou nas boxes o alemão voltou à primeira posição. E no momento da sua segunda paragem, Schumacher já tinha obtido uma vantagem que lhe permitiu parar nas boxes e manter a liderança. Assim Schumacher venceu pela primeira vez no seu país. David Coulthard ficou em segundo lugar e Gerhard Berger, depois de cumprir Stop & Go e de ter caído na classificação, ainda conseguiu recuperar até ao terceiro posto.
Damon Hill voltou a fazer a pole-position, desta vez no GP da Hungria. Na partida os dois Williams, Hill e Coulthard, seguem na frente de Schumacher. Na 2ª volta Coulthard comete um erro que Schumacher aproveita para passar o escocês da Williams. Hill e Schumacher quase que param em simultaneamente nas boxes mas a paragem do alemão da Benetton não correu muito bem. Assim nove voltas mais tarde Scumacher foi obrigado a voltar às boxes para colocar mais combustível. Entretanto Hill fazia uma corrida mais tranquila, liberto da pressão do seu rival, e sem que as paragens nas boxes alterassem a posição dos dois primeiros, Hill e Schumacher. No entanto já na parte final da corrida Schumacher é obrigado a desistir com problemas mecânicos e perdendo assim o segundo lugar. Hill vence a corrida e Coulthard com o segundo lugar dá à Williams a sua primeira dobradinha do ano. Gerhard Berger conseguiu o 3º lugar.
O GP da Bélgica foi uma prova bastante competitiva e movimentada devido às condições climatéricas. A Ferrari efectuou uma excelente classificação: Gerhard Berger fez a pole-position e Jean Alesi ficou na segunda posição. Surpreendentemente os dois principais candidatos ao título estavam longe das primeiras posições da grelha de partida: Damon Hill estava no 8º lugar e Michael Schumacher era apenas o 16º! Na partida Alesi faz o melhor arranque e assume a liderança. O inglês Johnny Herbert (Benetton) segue em segundo, Berger em terceiro e Hill em sexto. Mas ainda na primeira volta, Herbert consegue ultrapassar Alesi. Mas na segunda volta, Alesi recupera a liderança. Contudo à 5ª volta a suspensão traseira do Ferrari de Alesi cede e o francês é obrigado a abandonar. Herbert fica na primeira posição mas, pressionado por Coulthard, comete um erro e o escocês da Williams assume a liderança. À 13ª volta a caixa de velocidades do Williams de Coulthard falha e é o abandono do piloto da Wiliams. Entretanto Schumacher ia subindo na classificação. Com o abandono de Coulthard, foi a vez de Hill ficar com o primeiro lugar, seguido de Berger e Schumacher. No momento das paragens nas boxes, Schumacher fica momentaneamente no primeiro lugar mas depois da sua paragem Hill recupera a primeira posição. Entretanto Berger abandona com problemas no seu Ferrari. A chuva começa a cair e Hill regressa às boxes para mudar para pneus de chuva. Schumacher, confiante, mantém os slicks mesmo quando a chuva parece não abrandar. Hill que tinha perdido a primeira posição, consegue chegar à traseira do alemão da Benetton. Schumacher, pressionado, tentar defender a todo custo o primeiro lugar mas tem uma ligeira saída de pista mas que foi suficiente para Hill passar novamente para a liderança. Na volta seguinte é a vez de Hill cometer um erro e Schumacher volta ao 1º lugar. Entretanto a chuva tinha parado e com a pista a secar rapidamente Hill tem de voltar às boxes para trocar novamente de pneus. Momentos depois a chuva volta a cair com intensidade, o que baralhou e arrasou completamente a corrida de Hill. Schumacher que ainda estava de slicks pára nas boxes e finalmente muda para os pneus de chuva. Tinha acertado na “lotaria” da chuva. O Safety-Car entrou em pista enquanto Hill foi às boxes para colocar novamente os pneus de chuva. Contudo o calvário de Hill ainda não tinha terminado porque o inglês foi obrigado a cumprir um Stop & Go devido a ter ultrapassado o limite de velocidade nas boxes. Schumacher acabou por vencer um GP bastante complicado e depois de ter partido da 16ª posição. Hill ainda conseguiu salvar a face ao terminar no 2º lugar depois de ultrapassar Martin Brunlde (Ligier) na última volta.
David Coulthard fez a pole-postion para o GP de Itália mas na volta de apresentação despista-se e acaba por deixar Schumacher sozinho na primeira linha da partida. Assim foi com alguma naturalidade que Schumacher manteve a primeira posição na largada, seguido dos Ferrari de Berger e de Alesi. Mas um acidente na primeira volta ditou a interrupção da prova. Isso significou que iria haver uma segunda partida o que permitiu a Coulthard recuperar o seu lugar na grelha de partida. Na segunda partida, Coulthard manteve a liderança, seguido de Berger e de Schumacher. À 15ª volta, Coulthard perde a liderança ao se despistar. Ainda consegue regressar voltar à pista mas abandona nas boxes. Os fãs italianos deliram com a liderança da Ferrari e de Berger. Entretanto Schumacher e Hill, 2º e 3º respectivamente, envolvem-se num acidente que ditou o abandono de ambos. Nas habituais paragens nas boxes, assiste-se às naturais trocas de posições. Depois disso, é Alesi que surge na primeira posição seguido do seu colega de equipa, Berger. Contudo, aquilo que parecia ser um GP de sonho para a Ferrari iria transformar-se em pesadelo. Primeiro foi Berger que desistiu e a 9 voltas do fim deu-se o golpe final nas aspirações da equipa do cavalo rampante, Alesi que era o primeiro, abandona também. Herbert herda a liderança, quando apenas lhe estava reservado o segundo lugar, e acaba por vencer o seu segundo GP do ano e da sua carreira. O finlandês Mika Hakkinen ao ficar em segundo lugar deu o primeiro pódio do ano à McLaren-Mercedes. E Heinz-Harald Frentzen (alemão) foi o terceiro classificado num Sauber.
Com 5 Gp’s para disputar, Schumacher era o primeiro da classificação com 66 pontos seguido de Hill com 51.
(continua)

Os pilotos do Minardi M195 em 1995 foram: Pierluigi Martini, Luca Badoer e Pedro Lamy
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

11 setembro 2008

Footwork FA16 - Gianni Mobidelli (1995)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Durante vários anos (de 1991 a 1996) a equipa Arrows disputou o campeonato de Formula 1 com a designação Footwork. Na origem disso estiveram os grandes investimentos efectuados pelo empresário japonês Wataru Ohashi na Arrows em 1990. Em consequência disso a Arrows passou a designar-se de Footwork no ano seguinte. Deste modo os modelos utilizados pela equipa assumiam também a nova designação; neste caso específico falo do Footwork FA16 de 1995. Em 1996 Tom Walkinshaw adquiriu o controlo da equipa e no final do ano a Footwork como equipa encerrou a actividade na Formula 1. Em 1997 a equipa voltou a designar-se de Arrows. Para ser mais preciso devo referir que nas estatísticas da Formula 1 a Footwork e a Arrows são consideradas duas equipas diferentes.
Alan Jenkins foi o responsável pelo Footwork FA16; o motor utilizado era o Hart. Alan Jenkins esteve durante vários anos na Formula 1, tendo passado por algumas equipas: Onyx (1989-90), Arrows (1991-96), Stewart (1997-98) e Prost (2000).
No decorrer do campeonato de 1995 a equipa Footwork utilizou três pilotos: Gianni Morbidelli (italiano), Taki Inoue (japonês) e Max Papis (italiano). Apenas Morbidelli conseguiu pontuar, graças a um sexto lugar e ao terceiro lugar alcançado no GP da Austrália. No final do campeonato a Footwork classificou-se na 8ª posição com 5 pontos.
A miniatura apresentada é o Footwork Arrows FA16 de Gianni Morbidelli no GP do Canadá de 1995.
Gianni Morbidelli nasceu a 13 de Janeiro de 1968 em Itália. Participou em 67 GP’s, conseguiu apenas 8,5 pontos e 1 pódio (3ª posição no GP da Austrália de 1995). A sua estreia aconteceu em 1990 no GP do Brasil com a Dallara. Foi no GP do Luxemburgo de 1997 que Morbidelli participou pela última vez na F1. Morbidelli correu nas seguintes equipas: 1990 (2 GP’s na Minardi e no GP da Austrália ficou em sexto lugar com um Ferrari); 1991 e 1992 na Minardi (sem pontuar); em 1993 não participou; 1994 (22º com 3 pontos) e 1995 (14º com 5 pontos) na Footwork; em 1996 não participou; 1997 na Sauber (sem pontuar). Foi durante vários anos piloto de testes da Ferrari. Depois da F1, Morbidelli também correu nos campeonatos de turismo e na American Le Mans Series.

1995 – O Campeonato (continuação)
A partida para o GP do Mónaco foi acidentada porque Jean Alesi, Gerhard Berger (ambos em Ferrari) e David Coulthard (Williams) envolveram-se num acidente o que levou a interrupção da corrida. Na segunda partida tudo correu da melhor forma e Damon Hill (Willimans) aproveitou novamente a sua posição na pole para liderar as voltas iniciais até às paragens nas boxes. O alemão Michael Schumacher (Benetton) que seguia de muito perto Hill nunca o conseguiu ultrapassar. Mas Schumacher e a Benetton tinham a estratégia bem estudada para ultrapassarem o inglês da Williams nas boxes, o que veio a acontecer. Depois de se encontrar na liderança, Schumacher nunca mais perdeu essa posição e obteve a sua primeira vitória no Mónaco. Hill teve que se contentar com a segunda posição e Gerhard Berger (austríaco) ficou em terceiro lugar.
No GP do Canada a pole-position foi conquistada por Schumacher. Assim não foi de estranhar que o alemão da Benetton fosse o líder depois da partida. Na primeira volta aconteceram alguns incidentes que ditaram os abandonos dos intervenientes: o inglês Johnny Herbert (Benetton) e o finlandês Mika Hakkinen (McLaren) colidiram enquanto o escocês Coulthard se despista sozinho. Entretanto, Schumacher lidera com Alesi em segundo e Hill em terceiro, perseguido de muito perto por Berger. O austríaco da Ferrari viria a ultrapassar Hill, relegando o inglês da Williams para quarto classificado. Contudo Berger acaba por ver a sua corrida arruinada por causa de um erro da sua equipa quando fica sem combustível algumas centenas de metros antes de entrar nas boxes. Berger consegue chegar muito lentamente às boxes mas já é tarde demais pois perdeu muito tempo. Damon Hill também não tem melhor sorte porque é obrigado a abandonar. Numa altura em que Scumacher era o líder incontestado, com uma vitória quase assegurada, o alemão foi obrigado a ir às boxes para trocar de volante perdendo várias posições; ao que parece estava com problemas nos botões do volante que efectuam as mudanças de velocidades. Com o azar de Schumacher é Jean Alesi quem assume com a liderança da prova. E foi um eufórico Alesi que cortou a linha de chegada em primeiro lugar. Depois de algumas provas em que esteve para vencer e a sorte lhe era madrasta Alesi vencia pela primeira vez na Formula 1 dando à Ferrari uma inesperada vitória. A equipa Jordan também estava em festa porque os seus dois pilotos ocuparam os restantes lugares do pódio: Rubens Barrichello (brasileiro) foi o segundo e Eddie Irvine (irlandês) foi o terceiro classificado.
No GP da França Damon Hill (Williams) faz a pole-position e inicia a prova na liderança com Schumacher na sua perseguição. Alesi colide em Herbert e Barrichello cumpre uma penalização de 10 segundo num Stop & Go porque “queimou” a partida. A luta pela liderança continuou até às paragens nas boxes. E mais uma vez a Benetton levou a melhor sobre a Williams tendo Schumacher assumido a liderança. Entretanto assistiu-se a uma bela batalha pelo terceiro lugar entre Mark Blundell (Ligier) e David Coulthard (Williams). O piloto da Williams acabou por ficar no terceiro lugar após uma excelente corrida por parte do homem da Ligier. Schumacher vence a corrida com Hill em segundo lugar.
O GP seguinte é na Grã-Bretanha, Damon Hill a correr em casa efectua a pole-position, posição que aproveita na partida para liderar até ao momento de ir às boxes. Jean Alesi, partindo da sexta posição, efectua um excelente arranque e coloca-se na segunda posição atrás de Hill. Barrichello volta a cumprir um Stop & Go por novo arranque falhado. Quando Hill vai às boxes deixa Schumacher na liderança, que entretanto já ultrapassado Alesi. Nesta altura percebe-se que Schumacher tinha uma estratégia de corrida com 1 paragem nas boxes enquanto a corrida de Hill estava delineada para 2 paragens. Quando Schumacher para nas boxes, Hill assume a primeira posição novamente mas o inglês da Williams volta a ceder a liderança ao alemão da Benetton quando efectua a sua segunda ida às boxes. No momento crucial da corrida, Schumacher lidera com Hill muito perto, que dispunha de pneus novos, procurando pressionar o alemão. E Hill joga tudo numa ultrapassagem arriscada, quase impossível. O resultado foi uma colisão, o que ditou a desistência para ambos. Assim a luta pela vitória ficou a cargo dos segundos pilotos da Benetton e da Williams; Johnny Herbert (Benetton) herda a primeira posição mas Coulthard acaba por ultrapassar o inglês. Contudo o escocês da Williams é obrigado a cumprir um Stop & Go, o que acabou por ser decisivo para o desfecho da corrida. Herbert vence a corrida, a sua primeira vitória na Formula 1 e logo em casa. Alesi chega em segundo lugar e Coulthard ainda consegue a terceira posição.
Ao terminar a primeira metade do campeonato, Schumacher era o líder da classificação com 46 pontos seguindo de Hill com 35 e Alesi com 32.
(continua)

Os pilotos do Footwork Arrows FA16 em 1995 foram: Taki Inoue, Gianni Morbidelli e Max Papis.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

08 setembro 2008

Pacific PR02 - Jean-Denis Delatraz (1995)

Esta miniatura é da marca Onyx.
A equipa Pacific representa bem uma época (meados da década de noventa) em que na Formula 1 assistimos ao aparecimento de pequenas equipas com carreiras efémeras na categoria máxima do desporto automóvel.
Neste caso específico, a Pacific, que vinha da F3000 e que terá adquirido parte da Lotus, apenas esteve na Formula 1 durante duas temporadas: 1994 e 1995, sendo que no ano da estreia apenas participou em 5 Gp’s (não conseguiu a qualificação nos restantes Gp’s). Ao todo efectuou 22 GP’s na Formula 1. Os resultados não foram além do medíocre: 8º lugar como melhor resultado em GP e 19º lugar na grelha de partida. Durante esses 22 Gp’s a Pacific teve 5 pilotos: Bertrand Gachot (luxemburguês), Paul Belmondo (francês), Andrea Montermini (italiano), Geovanni Lavaggi (italiana) e Jean-Denis Delatraz (suíço). A utilização de vários pilotos ao longo da temporada tinha apenas uma explicação: as dificuldades financeiras da equipa. Como tal os pilotos pagavam para participar nos GP’s. No final da temporada de 1995 a Pacific fechou as portas.
A miniatura apresentada é a do Pacific PR02 que o piloto suíço Jean-Denis Delatraz utilizou em 2 corridas de 1995: GP de Portugal e GP da Europa. Delatraz desistiu em Portugal e terminou o GP da Europa no 15º lugar.
O Pacific PR02 foi desenhado por Franck Coppuck (antigo designer da Lotus em 1991 e 1992. Terá algum parentesco com John Coppuck antigo designer da McLaren nos anos setenta?) e Dave Watson. O motor utilizado era o Ford Cosworth e o contacto do carro com o asfalto estava a cargo dos pneus Goodyear.
Jean-Denis Delatraz nasceu a 1 de Outubro de 1963 na Suíça. Este piloto suíço apenas participou em 3 GP’s na Formula 1 e nas categorias inferiores nunca teve resultados de relevo. Por isso Delatraz teve de pagar para se estrear na F1. Isso aconteceu em 1994 no GP da Austrália com a Larrousse e voltou a pagar para fazer mais duas corridas em 1995 pela Pacific. Depois disso nunca mais voltou à Formula 1.

1995 – O Campeonato
Este ano o campeonato da Formula 1 iria ter mais um GP, ao todo seriam 17 corridas: o GP da Argentina regressou após uma ausência de 14 anos (1981).
Michael Schumacher (alemão), campeão de 1994, e Damon Hill (inglês), vice campeão, mantiveram-se nas mesmas equipas, Benetton e Williams, respectivamente, e eram os favoritos à conquista do título. A Benetton deixou os motores Ford que utilizara em 1994 e passou a usar os motores da Renault, que também equipavam os Williams.
O campeonato de 1994 tinha sido um dos mais controversos e polémicos dos últimos anos que todos procuravam esquecer também pelas trágicas mortes e vários acidentes graves. Mas o GP do Brasil, que deu início à temporada de 1995, manteve a tónica da polémica e talvez por isso temeu-se uma repetição do ano anterior, pelo menos no que concerne às polémicas.
Schumacher (Benetton) foi o vencedor da prova brasileira, David Coulthard (Williams) ficou em segundo lugar e Gerhard Berger (Ferrari) ficou em terceiro. Contudo foram encontradas irregularidades no combustível da Benetton e da Williams. Num primeiro momento a FIA decidiu desclassificar os dois pilotos mas mais tarde voltou atrás na decisão optando por desclassificar e multar as duas equipas mas os seus pilotos mantiveram os pontos conquistados. Assim numa decisão inédita (?) da parte da FIA Schumacher e Coulthard puderam pontuar mas as suas equipas não.
No GP da Argentina, Damon Hill (Williams) que não tinha pontuado na corrida inaugural, venceu a prova e o francês Jean Alesi (Ferrari) ficou em segundo lugar. Schumacher ocupou o terceiro posto. Hill e Alesi voltariam a repetir este resultado na prova seguinte, o GP de San Marino. Mas desta vez, Schumacher não pontuou e foi Berger (Ferrari) quem ficou com o terceiro lugar.
No GP da Espanha o domínio da Benetton foi tão evidente que Schumacher liderou a corrida do princípio ao fim. Johnny Herbert (inglês) logrou obter o segundo lugar porque Damon Hill, que era o segundo classificado, sofreu um problema na última volta que lhe ditou o quarto lugar da prova. O terceiro lugar foi para Berger (Ferrari). Johnny Herbert conquistou o seu primeiro pódio na Formula 1 e deu também à Benetton a sua segunda "dobradinha" na Formula 1; a primeira "dobradinha" tinha sido em 1991 no GP do Japão com os brasileiros Nelson Piquet e Roberto Moreno.
Após 4 GP’s disputados Schumacher liderava o campeonato com 24 pontos e Hill estava apenas a 1 ponto de distância. Nos construtores era a Ferrari que liderava com 27 pontos. Convém não esquecer que nem a Benetton nem a Williams puderam contabilizar os pontos conquistados na primeira corrida.
(continua)

09 agosto 2008

Sauber C13 - Andrea De Cesaris (1994)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Ao ver a lista dos pilotos da Formula 1 com mais de 200 participações em GP’s deparamos com o nome do italiano Andrea De Ceraris. Depois de analisar a sua carreira penso ”como foi possível que ele tenha aguentado tanto tempo na Formula 1?”.
A miniatura que apresento é alusiva a esse feito de Andrea De Cesaris, é o Sauber C13 que regista o seu 200º GP. Esse feito foi alcançado no GP do Canadá de 1994 sendo esse também o seu primeiro GP pela Sauber. Como é possível ver a decoração do Sauber era especial tendo nos flancos do carro os nomes que julgo serem das pessoas da equipa Sauber e a alusão ao 200º GP do piloto.
Andrea De Cesaris participou em 208 GP’s, sendo que as suas últimas nove participações foram pela Sauber. A sua primeira corrida na Formula 1 foi no GP do Canadá de 1980 pela Alfa-Romeo. A sua última corrida aconteceu em 1994 no GP da Europa. Apenas conseguiu uma pole-position e uma melhor volta. Não venceu nenhum GP tendo conseguido 5 pódios e conquistado 59 pontos.
O Sauber C13 utilizado em 1994 foi da responsabilidade dos designers: Andre de Cortanze e Leo Ress. A Sauber era uma equipa que tinha entrado na Formula 1 em 1993. Neste ano de 1994 iria dispor de motores Mercedes. No ano anterior os motores designavam-se de Sauber mas na realidade eram motores da Mercedes. O nome da Mercedes voltava assim à Formula 1 depois de uma ausência de 39 anos (desde 1955). No ano seguinte, em 1995, a Mercedes deixou a Sauber para se associar à McLaren, ligação que ainda se mantêm actualmente.
A Sauber terminou o campeonato de 1994 na 8ª posição com 12 pontos. As melhores classificações que o Sauber C13 alcançou foram dois quartos lugares: um Imola por Wendlinger e o outro em França por Frentzen.

1994 – O Campeonato
A Formula 1 viveu em 1994 um dos seus piores momentos da sua história mais recente. Esse ano ficou marcado pelas mortes de dois pilotos, por desclassificações e suspensões, pelos acidentes e suspeições. Foi um campeonato que provavelmente os responsáveis da Formula 1 devem ter respirado de alívio quando terminou mas ainda assim com um acidente polémico que envolveu os dois candidatos ao título.
Ainda antes de terminar o campeonato de 1993 Alain Prost (francês) anunciou que se retiraria no fim do ano, deixando um lugar vago na Williams. Prost sagrou-se campeão e retirou-se da Formula 1. Ayrton Senna (brasileiro) procurando sempre o melhor carro da Formula 1 ocupou a vaga na Williams substituindo Prost.
Ao fim de quase 10 anos Senna não tinha, em 1994, um rival assumido e era o último do grupo dos 4, que dominaram a Formula 1 desde 1985, ainda em actividade: Nelson Piquet (brasileiro) saiu em 1991, Nigel Mansell (inglês) saiu em 1992 e Prost saiu em 1993 após conquistar o seu quarto título. No entanto havia um jovem piloto alemão que prometia ser um sério candidato ao título: Michael Schumacher. Ironicamente ou não, e salvaguardadas as devidas semelhanças, a situação de Senna, o melhor piloto da época, e a de Schumacher o jovem piloto que pretende destronar o piloto reinante faz-me lembrar a situação, uns anos antes, em que Senna era o piloto que pretendia destronar Alain Prost da posição do melhor da Formula 1. Ciclos da vida na Formula 1…
O campeonato teve início no GP do Brasil com Senna a fazer a pole-position e a dominar até que um pião lhe ditou o abandono. Schumacher no Benetton-Ford venceu a prova.
No GP do Pacífico Senna volta a ser o pole-position mas é infeliz porque desiste no início devido a um toque de Mika Hakkinen (finlandês). Schumacher volta a vencer.
O fim-de-semana do GP de Imola marcou terrivelmente a Formula 1. Nos treinos de sexta-feira morreu o austríaco Roland Ratzenberger quando o Simtek se despistou violentamente devido à quebra do aileron dianteiro. Após 7 anos voltava a morrer um piloto da Formula 1. Elio de Angelis (italiano), em 1986, tinha sido o último piloto a morrer.
Ainda nos treinos Rubens Barrichelo (brasileiro) sofreu um violento acidente do qual saiu milagrosamente ileso embora isso o tivesse impedido de participar no GP.
No início da prova o piloto português Pedro Lamy (Lotus) embate no Benetton de J.J. Letho (finlandês), sem gravidade para os pilotos. Os destroços do acidente feriram algumas pessoas. Devido ao acidente o pace-car entra em pista, permanecendo algumas voltas até que a pista fosse limpa. Ayrton Senna, que tinha efectuado novamente a pole-position, era o líder quando a corrida recomeçou após o regresso do pace-car às boxes. Foi na liderança da corrida que Ayrton Senna se despistou na rápida curva de Tamburello embatendo com violência no muro. Senna foi prontamente assistido mas viria a falecer. Schumacher vence novamente, pela terceira vez consecutiva.
No Gp seguinte, no Monaco, Karl Wendlinger (austríaco) sofreu um grave acidente nos treinos que o deixou em coma durante dias. Felizmente o piloto austríaco recuperou mas na minha opinião a sua carreira ficou marcada por este acidente.
Após mais este acidente houve algumas medidas que foram tomadas por parte da FIA em nome da segurança mas que foram muito discutidas pelas equipas que duvidavam da sua validade prática.
O vencedor do GP do Mónaco foi o mesmo dos anteriores GP’s, Michael Schumacher.
Antes do GP de Espanha, Pedro Lamy ficou ferido com gravidade quando testava em Silverstone. Lamy teve múltiplas fracturas nas pernas em consequência de um despiste quando testava as novas alterações técnicas. Lamy só voltaria à Formula 1 no ano seguinte.
O GP da Espanha realizou-se com outra polémica que envolveu a Benetton e a FIA. Flávio Briatore, chefe da Benetton, escreveu uma carta à FIA demonstrando o desagrado pelas medidas técnicas impostas e a falta de tempo para as testar.
Na Williams David Coulthard (escocês) ocupou o segundo carro passando Damon Hill (inglês) a ser o primeiro piloto da equipa. Hill venceu a prova espanhola e Schumacher ficou em segundo lugar. Mas nos dois GP’s seguintes, Canadá e França, o alemão voltaria a vencer enquanto Hill fica em segundo lugar nas duas provas. Nigel Mansell apareceu na Williams no lugar de Coulthard mas não conseguiu terminar a corrida.
No GP da Grã-Bretanha Schumacher ultrapassou Hill, que era o pole-position, na volta de aquecimento, por isso Schumacher foi penalizado com um “stop-and-go” de 5 segundos. Essa penalização foi ignorada durante bastante tempo ao longo da corrida até que por fim acabou por ser cumprida. Schumacher ainda termina no segundo lugar atrás de Hill mas mais tarde foi desclassificado e condenado com uma suspensão de dois GP’s.
No GP da Alemanha a vitória foi para o Ferrari de Gerhard Berger (austríaco); Schumacher não terminou a prova e Hill não aproveitou para se aproximar do alemão no campeonato. Hill foi apenas 8º classificado!
No GP da Hungria Michael Schumacher voltou a vencer com Hill em segundo lugar.
Michael Schumacher efectua uma excelente corrida na Bélgica mas é desclassificado por causa de uma verificação técnica que dá conta do desgaste irregular do patim de madeira instalado no fundo do carro. Hill acaba por ficar com a vitória e vai para as duas provas seguintes, Itália e Portugal, sem a oposição de Schumacher que terá de cumprir a suspensão. A Williams e Damon Hill aproveitam da melhor maneira a ausência do alemão ao vencer as duas corridas reduzindo a diferença para apenas um ponto quando faltavam 3 GP’s para o fim do campeonato. Nestas 3 corridas que faltavam Nigel Mansell voltou a ocupar o lugar de Coulthard na Williams.
As duas corridas seguintes não resolveram a questão e deixaram tudo na mesma: no GP da Europa vence Schumacher e Hill é o segundo, no GP do Japão inverteram-se as posições, Hill é o primeiro e Schumacher é o segundo. E assim se chegou ao último GP do ano: Schumacher na frente com mais um ponto que Hill.
O GP da Austrália tinha como aliciante a discussão do título mas tudo ficou resolvido num acidente entre Schumacher e Hill. O piloto da Benetton comete um erro e tem um ligeiro despiste indo bater no muro danificando o seu carro. Hill que seguia atrás de Schumacher tenta ultrapassa-lo mas o alemão ao regressar à pista bate intencionalmente em Hill no momento em que este o passava e foram ambos obrigados a abandonar. Para a história ficou a vitória de Nigel Mansell, a última da sua carreira.
A questão do título ficou resolvida a favor de Schumacher duma maneira pouco desportiva. Assim terminava um campeonato que não deixou saudades para ninguém, com Schumacher e a Williams a vencerem os respectivos campeonatos.

Os pilotos do Sauber C13 em 1994 foram: Heinz Harald Fretzen, Andrea De Cesaris, Karl Wendlinger e J.J. Letho.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

05 agosto 2008

Lotus 107B - Pedro Lamy (1993)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Hoje vou falar do carro que permitiu que Portugal voltasse a ter um piloto na Formula 1 depois de Nicha Cabral. Deste modo a miniatura de hoje é o Lotus 107B de Pedro Lamy. Na minha opinião a qualidade das miniaturas da Onyx é apenas razoável; o principal defeito que lhes aponto está na qualidade dos decalques, sendo que por vezes verificamos a falta de pormenores tão básicos como são os espelhos.
A Lotus utilizou no campeonato de Formula 1 de 1993 o modelo 107B. Este Lotus não era mais do que uma evolução do carro de 92, o modelo 107.
Os designers responsáveis pelo Lotus 107B foram Peter Wright e Chris Murphy. O motor utilizado era o Ford Cosworth HB V8. Mas como a Lotus não era o cliente preferencial da Ford, utilizava uma versão inferior do motor que era fornecido à Benetton (cliente principal da Ford).
Contudo, nesta altura a equipa Lotus vivia já com graves dificuldades financeiras e já não era a mesma equipa que obteve algum sucesso nos anos em que por lá andou Ayrton Senna (de 1985 a 1987), já para não falar da equipa Lotus que vencia campeonatos nas décadas de sessenta e setenta.
Desde que o piloto brasileiro deixou a equipa, a Lotus entrou numa fase descendente que se acentuava a cada ano que passava e que viria a culminar no seu desaparecimento da Formula 1 no final do ano de 1994.
Foi neste ambiente pouco favorável que o piloto português, Pedro Lamy, viria a fazer a sua estreia na Formula 1 no GP de Itália de 1993, substituindo o italiano Alessandro Zanardi que tinha sofrido um acidente no GP anterior, em Zolder.
A qualificação de Pedro Lamy no GP de Itália não foi brilhante, foi o último da grelha enquanto o seu colega de equipa, Johnny Herbert, era o 7º na grelha de partida. Na corrida Pedro Lamy aproveitou para ir conhecendo o Lotus e assimilar o mais rapidamente possível todos os aspectos da Formula 1. Deste modo Lamy efectuou uma prova cautelosa e quase terminava num excelente 9º lugar se o motor tivesse resistido a corrida toda. Mas como o motor cedeu à 49ª volta Pedro Lamy teve que contentar-se com o 11º lugar.
No GP seguinte, em Portugal, de certo que Pedro Lamy esperava efectuar uma excelente prestação. Na qualificação Lamy ficou em 18º lugar e voltou a fica atrás de Johnny Herbert. Lamy fez um bom arranque e ganhou alguns lugares; durante a corrida foi subindo mais algumas posições. Quando seguia em 11º lugar, com hipóteses de subir mais um lugar Lamy comete um erro na 61ª volta e dá um toque nos rails que o obrigaram a desistir.
No GP do Japão Pedro Lamy voltou a ficar atrás de Herbert na qualificação e durante a prova os dois pilotos da Lotus rodaram juntos quase sempre no fim da classificação. Lamy viria a desistir vitima de um acidente quando estava à frente do seu colega de equipa e quando faltavam apenas 4 voltas para o fim da corrida.
No último GP do campeonato de 1993, na Austrália, Pedro Lamy teve a prestação mais fraca na sua recente carreira na Formula 1. Fica novamente atrás de Herbert na qualificação e na corrida desiste logo no início devido a um acidente.
O campeonato termina mas Pedro Lamy consegue um contrato para correr na Lotus durante o ano de 1994. Infelizmente Pedro Lamy apenas consegue fazer as quatro primeiras corridas de 1994 porque sofreu um grave acidente quando efectuava testes em Silverstone. Pedro Lamy partiu as duas pernas e ficou afastado o resto do ano. A recuperação foi demorada mas conseguiu regressar à Formula 1. Em 1995 faz os últimos 8 GP’s pela Minardi tendo conquistado um ponto. Em 1996, ainda na Minardi, efectua a sua primeira e única temporada completa na Formula 1 mas sem conseguir pontuar. A carreira de Pedro Lamy na Formula 1 resume-se aos 32 GP’s que disputou na Lotus (8 GP’s em 1993 e 1994) e na Minardi (24 GP’s em 1995 e 1996). Apenas conseguiu um ponto. Depois da Formula 1, Pedro Lamy direccionou a sua carreira para outras categorias (como já referi neste post).

Os pilotos do Lotus 107B em 1993 foram: Johnny Herbert, Alessandro Zanardi e Pedro Lamy.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

11 junho 2008

Williams FW15C - Alain Prost (1993)

Esta miniatura pertence à colecção 100 Anos de Desporto Automóvel.
Dando continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido, a Williams utilizou na temporada de 1993 o Williams FW15C. O novo monolugar da Williams seguia a natural evolução do anterior. O seu responsável foi o inglês Adrien Newey. A Williams entrava no quinto ano de parceria com a Renault.
A equipa de Frank Williams vinha de uma época em que venceu os dois títulos mas contrariando o lema “equipa que vence não se mexe” trocou a sua dupla de pilotos: Alain Prost (francês) e Damon Hill (inglês) substituíram Nigel Mansell (inglês) e Riccardo Patrese (italiano). Alain Prost, que tinha optado por um ano sem correr em 1992, regressava para mais uma última temporada. Prost conquistaria mais um título, o quarto (1985, 1986, 1989 e 1993) e estabelecia um novo recorde: 51 vitórias. A Williams voltava a conquistar o título de construtores; era o seu sexto título (1980, 1981, 1986, 1987, 1992 e 1993).
Alain Prost nasceu em França a. Prost foi um dos melhores pilotos da história Formula 1. Prost coleccionou praticamente todos os títulos nas categorias de formação por onde passou: Kart (1973, 1974 e 1975), Formula Renault de França (1976), Formula Renault da Europa (1977), Formula 3 de França (1978 e 1979) e da Europa (1979). A sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1980 com a McLaren. Conseguiu o seu primeiro ponto logo na estreia: sexto lugar no GP da Argentina. A primeira vitória chegou no ano seguinte no GP da França com a Renault. Os dois anos seguintes (1982 e 1983), ainda na Renault, mantêm-se como um dos candidatos ao título. Em 1983 termina o campeonato no segundo lugar, a um ponto do campeão, Nelson Piquet (brasileiro). A derrota da Renault foi mal “digerida” e Alain Prost abandona, em conflito, a equipa francesa para assinar pela McLaren. Em 1984, Alain Prost e Niki Lauda, seu colega na McLaren, protagonizam um dos maiores domínios de uma equipa na Formula 1. Mas Prost perde o título por 0,5 ponto para Lauda. Depois de dois vice-campeonatos (1983 e 1984), Alain Prost consegue finalmente o título em 1985. Título que renova em 1986, num dos mais espectaculares campeonatos da história da Formula 1. Contra muitas previsões, Alain Prost conseguiu vencer os dois pilotos da Williams (Mansell e Piquet) que dispunham indiscutivelmente do melhor carro de 1986. O ano seguinte, já com o McLaren-Porsche a dar sinais evidentes de “velhice”, não consegue segurar o título e termina em quarto lugar no campeonato. Mas Prost conseguiu quebrar o recorde de maior número de vitórias de Jackie Stewart, datado de 1973. Em 1988, com Ayton Senna (brasileiro) como colega de equipa na McLaren e com os motores Honda, Prost disputou um longo duelo com Senna. A McLaren registou nesse ano o maior domínio de uma equipa: 15 vitórias em 16 GP’s. Mas Senna ficou com o título de campeão, o seu primeiro tíitulo. Alain Prost respondeu no ano seguinte ao reconquistar o título de campeão, o seu terceiro. No final de 1989 abandona a McLaren em conflito com Senna, depois de um controverso GP do Japão, e assina pela Ferrari para o ano de 1990. Numa equipa diferente mas contra o adversário de sempre, Prost voltou a perder o campeonato para Senna e novamente num polémico GP do Japão. Em 1991 Alain Prost lutou contra uma Ferrari que lhe deu muitos problemas. Prost não terminou o campeonato porque foi despedido da Ferrari devido a declarações que caíram mal entre os dirigentes da equipa. O ano de 1992 foi de interregno, forçado ou por opção. Alain Prost regressou em 1993 para correr pela Williams, aquela que era a melhor equipa do momento. Prost conseguiu mais um título (o quarto), estabeleceu o recorde de 51 vitórias e encerrou a sua carreira de piloto. Alain Prost participou em 199 GP’s, venceu 51, conseguiu 33 pole-positions e 41 melhores voltas. Venceu quatro campeonatos ao longo de 13 temporadas e correu por 4 equipas: McLaren (1980, 1984 a 1989), Renault (1981 a 1983), Ferrari (1990 e 1991) e Williams (1993). Depois da carreira como piloto, Alain Prost esteve alguns anos envolvido na Formula 1 como conselheiro de equipas. Em 1997, tendo como base a equipa Ligier, Alain Prost fundou a sua própria equipa de Formula 1: Team Prost Grand Prix. Cinco temporadas depois, em 2001, com fracos resultados desportivos e péssimos resultados financeiros, a equipa de Prost “fechou as portas”.
A miniatura de hoje representa o Williams FW15B de Alain Prost (1993).

1993 – O Campeonato
Neste ano as maiores novidades eram: o regresso de Alain Prost para fazer mais uma época; o abandono de Nigel Mansell, que foi para a Formula Indy, e a estreia de Michael Andretti (campeão da Formula Indy) na Formula 1. A experiencia do filho de Mário Andretti na Formula 1 foi bastante fraca; Michael deu a entender que nunca se adaptou à Formula 1 e os seus resultados foram de tal modo fracos (só conseguiu 7 pontos e um terceiro lugar) que Mika Hakkinen (finlandês) o substituiu nos últimos três GP’s do ano.
Outra novidade era o facto de a McLaren ter terminado a sua longa ligação com a Honda. Para resolver este problema, a McLaren assinou um contrato com a Ford para o fornecimento dos motores. Mas a posição da McLaren em relação à Ford não era a mais desejável, isto é, a sua posição era de cliente normal. A Ford fornecia os motores mais recentes e desenvolvidos à Benetton. Esta situação não agradou a Ayrton Senna, que esteve para não correr na Formula 1 (?), (ainda tentou ocupar um lugar na Williams) mas acabou por renovar pela McLaren sendo pago prova a prova.
O campeonato teve início na África do Sul e não foi surpresa nenhuma a vitória de Alain Prost. Ayrton Senna ficou em segundo lugar e Mark Blundell (inglês) levou o Ligier à terceira posição.
Dispondo do melhor conjunto (chassis e motor) do ano, Alain Prost ainda sentiu algumas dificuldades nas primeiras provas mas depressa resolveu a questão do título. Depois do terceiro lugar no GP da Europa, Prost venceu as corridas de San Marino e Espanha (quarta e quinta prova, respectivamente). No Mónaco apenas conseguiu o quarto lugar. Mas nos quatro GP’s seguintes (Canada, França, Inglaterra e Alemanha), o francês da Williams resolveu praticamente a questão do título, ao vencer as quatro corridas, tendo Senna conseguido apenas 8 pontos contra os 40 de Prost. No GP da Bélgica fica em terceiro lugar e nos últimos três GP’s (Portugal, Japão e Austrália) do ano termina sempre na segunda posição.
Ayrton Senna, depois da segunda posição no GP inicial, conseguiu vencer as duas provas seguintes (Brasil e Doningthon Park). No GP da Europa (Doningthon Park) Senna assinou umas das mais brilhantes páginas da história da Formula 1. A sua vitória, disputada numa corrida à chuva, foi brilhante. Mestre na chuva, Senna conseguiu uma fantástica primeira volta, passando de quinto para o primeiro lugar. Parecia que para todos os outros pilotos a pista estava molhada enquanto para Senna esta estava seca. Após a desistência em San Marino, Senna terminou em segundo na Espanha e venceu o GP do Mónaco. Foi a sua 5ª vitória no Mónaco. E aqui assumiu a liderança do campeonato. Nos oito GP’s seguintes, Ayrton Senna andou afastado dos pódios e apenas conseguiu 11 pontos. Nos últimos dois GP’s voltou às vitórias. A vitória do GP da Austrália ficou como a sua última na Formula 1.
Damon Hill (inglês), colega de equipa de Prost, venceu pela primeira vez na Formula 1, no GP da Hungria. Hill venceu ainda as duas provas seguintes (Bélgica e Itália).
Michael Schumacher (alemão) venceu o GP de Portugal. Foi a única vitória da Benetton, muito pouco para a equipa oficial da Ford. A McLaren, que não beneficiava das mesmas condições que a Benetton, venceu mais GP’s e ficou melhor classificada do que Benetton.
Alain Prost sagrou-se campeão com 99 pontos (7 vitórias) e terminou a sua carreira como piloto da Formula 1. Ayrton Senna ficou em segundo lugar com 73 pontos (5 vitórias) e preparou-se para substituir Prost na Williams para 1994.
A Williams venceu o campeonato de construtores com 168 pontos (10 vitórias), tendo a McLaren ficado em segundo lugar com 84 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Williams FW15C em 1993 foram: Alain Prost #2 e Damon Hill #0.
Vitórias: 10 (A. Prost: 7; D. Hill: 3)
Pole-position: 15 (A. Prost: 13; D. Hill: 2)
Melhor volta : 10 (A. Prost: 6; D. Hill: 4)

01 abril 2008

Williams FW14B - Nigel Mansell (1992)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
A equipa de Frank Williams iniciou o campeonato de 1992 com uma evolução do carro do ano anterior, o Williams FW14B. No campeonato de 1991 o Williams FW14 só atingiu a fiabilidade numa altura em que Ayrton Senna (McLaren) já tinha obtido uma vantagem pontual sobre Nigel Mansell, o que permitiu ao brasileiro uma boa posição para gerir da melhor forma o campeonato. Mas atingida essa fiabilidade, ficou demonstrado que no ano seguinte o trio Williams/Renault/Mansell iria ser um caso sério. A equipa Williams tinha previsto iniciar o ano de 1992 com o FW14B mas posteriormente seria substituído pelo FW15. Essa situação não se veio a verificar porque o FW14B se mostrou de tal modo competitivo e dominador que foi utilizado durante todo o campeonato.
O Williams FW14B, aqui apresentado em miniatura à escala 1/43 e pilotado pelo britânico Nigel Mansell, é considerado como um dos melhores carros de Formula 1. A sua concepção foi da responsabilidade de Adrian Newey. Todos os seus componentes estavam em harmonia, o que tornava o FW14B quase perfeito. Desde o motor Renault (1992 era o quarto ano da associação Williams/Renault), passando pela suspensão activa e pela aerodinâmica (conceito de “nariz levantado”), tudo funcionava em harmonia no FW14B, no qual a electrónica já desempenhava um papel fundamental. A prova de tudo isto foi o domínio completo do campeonato por parte da Williams e os recordes que Mansell conseguiu: 9 vitórias e 14 pole-positions, numa só época.
A dupla de pilotos da Williams foi a mesma do ano anterior: Nigel Mansell e Riccardo Patrese. O britânico Nigel Mansell dispôs assim de um excelente carro para finalmente conseguir o seu único título de Campeão do Mundo na Formula 1. E a Williams, ao conquistar o Campeonato de Construtores, colocou um ponto final ao domínio de quatro anos da McLaren.

1992 – O Campeonato
Nesse ano o piloto Alain Prost (francês), tricampeão mundial (1985, 1986 e 1989), resolveu efectuar um ano sabático. O ano anterior tinha sido bastante conturbado na Ferrari e Prost saiu em litígio da equipa de Maranello.
Nigel Mansell e a Williams tiveram neste ano um início de campeonato como nunca se tinha visto na Formula 1 moderna. Os cinco primeiros GP’s foram completamente dominados por Mansell e pela Williams. Nos três primeiros (Africa do Sul, México e Brasil) a Williams colocou os seus dois carros nas duas primeiras posições. Em Espanha, Mansell venceu mas Patrese não pontuou. No GP de San Marino, a Williams voltou a fazer a “dobradinha”. O domínio da Williams e dos seus pilotos, principalmente de Mansell, foi de tal ordem que nestes 5 GP’s apenas Gerhard Berger (McLaren) conseguiu fazer a melhor volta no GP do México; as vitórias, as polé-positions, as restantes quatro melhores voltas foram conquistadas pela Williams e não houve outro carro senão um Williams a liderar todas as voltas dos 5 Gp’s! Impressionante! Igual só em 1988.
Ao sexto GP da temporada, no Mónaco, a Williams teve a sua primeira derrota. Após um dos piores inícios de temporada dos últimos anos, Ayrton Senna (McLaren) consegue derrotar Mansell e vence pela 5ª vez no Mónaco (4ª vitória consecutiva). Mas esta vitória só foi possível quando Senna passou para a liderança na 71ª volta. Mansell que ficou em segundo lugar liderou as 70 voltas anteriores.
No GP do Canadá a McLaren mostrou que tentava responder à Williams e obtêm uma vitória por Gerhard Berger (austríaco). Nesta corrida o domínio pertenceu à McLaren e foi a primeira vez neste ano que nenhum Williams terminou.
Nos dois GP’s seguintes (França e Grã Bretanha) voltou tudo “à normalidade”, isto é, mais duas vitórias de Mansell e duas “dobradinhas” para a Williams. No GP da Alemanha registou-se outra vitória de Mansell, tendo Senna ficado em segundo lugar. Ao fim de 10 provas, Mansell já tinha vencido 8! A vitória no campeonato estava muito próxima.
No GP da Hungria, Mansell corre, muito provavelmente, a pensar no campeonato e termina em segundo lugar, atrás de Senna, mas sagra-se Campeão do Mundo. Finalmente, e após dois anos (1986 e 1987) em que o campeonato lhe “fugiu”, Nigel Mansell chegava ao título.
O GP da Bélgica fica para a história como aquele em que Michael Schumacher (Benetton) venceu pela primeira vez na Formula 1, um ano após a sua estreia.
Ayrton Senna venceria o GP seguinte, em Itália. Os dois GP’s seguintes (Portugal e Japão) tinham como vencedores os pilotos da Williams. Em Portugal venceu Mansell e no Japão foi a vez de Patrese. O italiano da Williams vencia finalmente um GP nesta temporada.
No último GP da temporada (Austrália), já com a questão dos títulos resolvida, Gerhard Berger deu à McLaren a sua quinta vitória em 1992.
Nigel Mansell sagrou-se campeão com 108 pontos (9 vitórias) e Patrese foi o segundo com 56 pontos (1 vitória). A Williams venceu o campeonato de construtores com 164 pontos (10 vitórias) e a McLaren ficou em segundo lugar com 99 pontos (5 vitórias).

Os pilotos do Williams FW14B em 1992 foram: Nigel Mansell #5 e Riccardo Patrese #6.
Vitórias: 10 (N. Mansell: 9; R. Patrese: 1)
Pole-position: 15 (N. Mansell: 14; R. Patrese: 1)
Melhor volta : 10 (N. Mansell: 7; R. Patrese: 3)

29 março 2008

McLaren MP4-6 - Gerhard Berger (1991)

Esta miniatura é da marca Onyx. A qualidade desta miniatura não é das melhores. É uma miniatura que pertence á minha colecção deste o seu início.
O McLaren MP4/6, desenhado por Neil Oatley, deu continuidade por mais um ano ao domínio que a equipa de Ron Dennis vinha exercendo na Formula 1 desde 1984, com excepção de 1987. Claro que esse domínio variava mas em todos esses anos a McLaren ganhou sempre um dos títulos (menos em 1987). E seria neste ano de 1991 que o domínio da McLaren teria um ponto final. O McLaren MP4/6 estava equipado com o motor Honda e com uma caixa semi-automática de 6 velocidades. A equipa de pilotos era a mesma do ano anterior, Ayrton Senna (brasileiro) e Gerhard Berger (austríaco).
A miniatura apresentada é o McLaren MP4/6 e o seu piloto é Gerhard Berger. O austríaco iniciava em 1991 o seu segundo ano na McLaren e ainda não tinha vencido nenhum GP pela equipa de Ron Dennis.
Gerhard Berger nasceu na Áustria a 27 de Agosto de 1959. A sua estreia na Formula 1 aconteceu em 1984 no GP da Áustria pela equipa ATS. Como Berger se encontrava ligado à BMW não foi de estranhar que a sua estreia tivesse sucedido com uma equipa que utilizava os motores germânicos. Nos dois anos seguintes, essa ligação com a BMW continuou, embora Berger tivesse mudado de equipa a cada ano que passava: em 1985 correu pela Arrows e em 1986 pela Benetton (duas equipas com motores BMW). Seria em 1986 que Berger venceria pela primeira vez na Formula 1. Essa vitória aconteceu no GP do México e foi também a primeira vitória da Benetton na Formula 1. As performances de Berger chamaram a atenção de Enzo Ferrari de modo que em 1987 o austríaco passou a correr pela Ferrari. Após 3 anos na Ferrari, Berger sai e assina pela McLaren em 1990. As duas equipas efectuaram uma espécie troca de pilotos: Gerhard Berger por Alain Prost. E foi na McLaren que Berger deu continuidade à sua carreira durante 3 anos como colega de equipa de Ayrton Senna. Em 1993 regressa novamente à Ferrari. Contudo a situação da Ferrari não lhe permitiu grandes feitos, apesar de em 1994 ter repetido o 3º lugar no campeonato alcançado em 1988. Em 1996, após 3 anos na Ferrari, Berger regressa à Benetton para substituir o bi-campeão mundial Michael Schumacher (alemão), que fazia o caminho inverso de Berger ao assinar pela Ferrari. Schumacher ia para a Ferrari para tentar organizar e colocar a equipa transalpina no caminho dos títulos novamente. Enquanto Berger assinava pela equipa bi-campeã mundial de 1994 e 95. Talvez tivesse a esperança de que a equipa mantivesse o sucesso. Contudo a Benetton não conseguiu superar a saída de Michael Schumacher. No final de 1997 e após 210 GP’s disputados Gerhard Berger coloca um ponto final na sua carreira. No seu palmarés tem 10 vitórias, 12 pole-positions e 21 melhores voltas. O melhor que Berger conseguiu nos campeonatos foi ficar em 3º lugar por duas vezes (1988 e 1994).

Breve resumo do campeonato de 1991 (uma descrição mais detalhada ficará para outra oportunidade)
Ayrton Senna, que tinha vencido o anterior campeonato, teve um início bastante forte ao vencer as primeiras quatro provas do ano: EUA, Brasil, San Marino e Monaco. Enquanto a Williams não conseguiu alcançar a fiabilidade desejada do seu carro, a McLaren amealhou uma vantagem considerável que foi gerindo ao longo do campeonato. A McLaren venceu mais 4 corridas: 3 por Senna (Hungria, Bélgica e Austrália) e 1 por Berger (Japão). Ayrton Senna vencia o seu terceiro título com 96 pontos (7 vitórias) contra os 72 pontos de Mansell (5 vitórias). A McLaren vencia o mundial de construtores pela quarta vez consecutiva (139 pontos e 8 vitórias) contra a Williams (125 pontos e 6 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4-6 em 1991 foram: Ayrton Senna (#1) e Gerhard Berger (#2).
Vitórias: 8 (A. Senna: 7; Berger: 1)
Pole-position: 10 (A. Senna: 8; G. Berger: 2)
Melhor volta : 4 (A. Senna: 2; Berger: 2)

09 março 2008

Ferrari F1 90 - Alain Prost (1990)

Esta miniatura é da marca Ixo – La Storia.
Tal como a anterior miniatura do Ferrari 126C3, esta também vem com as mesmas caixas nas quais fica guardada. A qualidade é excelente. E as miniaturas são obviamente licenciadas pela Ferrari.
O Ferrari F1 90, também designado por 641, é um dos mais belos carros da Formula 1 jamais construídos. Claro que a minha opinião é subjectiva.
O Ferrari F1 90 foi desenvolvido por Enrique Scalabroni mas este carro da Ferrari derivava do anterior modelo, o 640 de 1989, que tinha sido concebido por John Barnard, que entretanto tinha deixado a equipa de Maranelo em finais de 1989.
O Ferrari F1 90 (641) estava dotado de uma caixa semi-automática de sete velocidades e com um tanque de combustível com maior capacidade. O motor era um 12 cilindros com 3.497 cc. com uma potência na ordem dos 680 cavalos para um peso de 505 kg.
Para o ano de 1990, a Ferrari contratou o piloto francês Alain Prost que deixava a McLaren após 6 anos e onde tinha conquistado três Campeonatos do Mundo mas tendo vivido o último ano em grande tensão com o seu colega de equipa Ayrton Senna (brasileiro). Por outro lado, Gerhard Berger (austríaco) deixava a Ferrari e, fazendo o caminho inverso ao de Prost, assinava pela McLaren.
A Ferrari tinha em 1990 um excelente equipa de pilotos: o tri-campeão Alain Prost e Nigel Mansell (britânico), este apesar de não ser um campeão era um excelente piloto e com grandes aspirações de ainda vencer o título. Assim as esperanças de a Ferrari voltar a vencer o campeonato de pilotos era enorme. O último piloto campeão pela Ferrari tinha sido Jody Scheckter (sul-africano) em 1979.
O campeonato de 1990 iniciou com uma excelente corrida no GP dos EUA, na qual assistimos a um magnífico duelo entre Senna (McLaren) e o jovem piloto da Tyrrel, Jean Alesi (francês). A vitória foi de Senna mas nesse dia Jean Alesi começou a mostrar grandes qualidades que o levariam a ser contratado pela Ferrari no ano seguinte.
A primeira viória de Alain Prost na Ferrari aconteceu logo no GP seguinte, no Brasil. Depois da vitória de Patrese (Williams) em San Marino e das duas vitórias de Senna nos GP’s do Mónaco e do Canada, Alain Prost efectuou uma excelente recuperação no campeonato ao vencer os três GP’s seguintes: México, França e Grã-Bretanha.
Completada a primeira metade do campeonato Alain Prost liderava com mais 2 pontos sobre Ayrton Senna.
Esta miniatura do Ferrari F1 90 está referenciada como sendo o Ferrari que Prost usou na vitória do GP de França de 1990.
No GP da Grã-Bretanha, Nigel Mansell, agastado pelos resultados que vinha obtendo, anuncia que se afastaria no final do ano. Assim a Ferrari tratou de contratar Alesi para 1991. Uns GP’s mais tarde, Mansell reconsiderou a sua opinião e assinou pela Williams.
Após a primeira metade do Campeonato de 1990, o Ferrari F1 90 parece ter perdido um pouco a eficácia que anteriormente tinha mostrado. Ou talvez a McLaren tenha evoluído ainda mais o seu carro. Mas na verdade o que aconteceu foi que a Ferrari só voltou a vencer mais dois GP’s: um por Alain Prost e outro por Nigel Mansell. A McLaren e Senna venceram três GP’s.
Nesta segunda metade do campeonato o duelo entre Senna e Prost elevou-se a uns níveis só comparados com os do ano anterior. Senna venceu na Almenha onde Prost foi apenas o quarto. Na Hungria a vitória foi para a Williams (Bousten) mas Senna fica em segundo enquanto Prost não termina. Com a vitória na Bélgica Senna ganha mais alguns pontos a Prost, que ficou em segundo lugar. O resultado seria o mesmo no GP de Itália: Senna primeiro e Prost segundo. Isto significou que nos quatro primeiros GP’s da segunda metade do campeonato, Senna ganhou sempre pontos a Prost. E no GP seguinte, em Portugal, voltou a verificar-se a mesma situação. Embora desta vez Alain Prost tenha ficado irritado com o seu colega de equipa. Mansell, que venceu o GP português, foi acusado por Prost de o ter prejudicado ao não o ajudar na luta pelo campeonato, uma vez que ele já não tinha aspirações ao título.
No Gp da Espanha a Ferrari obtém a sua única dobradinha da época: Prost vence e Mansell fica sem segundo lugar. Finalmente Prost consegue recuperar alguns pontos a Senna. O brasileiro não pontuou e Prost ainda alimenta esperanças de conseguir vencer o campeonato. Faltavam apenas duas provas (Japão e Austrália) para o final da época.
Entre o GP da Espanha e do Japão, o piloto italiano Alessandro Nannini (Benetton) sofreu um grave acidente de helicóptero que lhe amputou o braço abaixo do cotovelo. Contudo foi possível, numa delicada operação que durou cerca de 10 horas, salvar o braço de Nannini. Mas as óbvias limitações do seu braço deixavam poucas esperanças de que Nannini voltasse à Formula 1. Efectivamente o seu regresso à Formula 1 não aconteceu mas a sua carreira desportiva continuou noutras categorias do desporto automóvel.
Tal como no ano passado, a decisão do título era entre os dois pilotos (Senna e Prost) mas agora as posições no campeonato estavam invertidas e encontravam-se em equipas diferentes: Senna, na McLaren, era o primeiro e Prost, na Ferrari, era o segundo. Prost tinha que vencer o GP do Japão para levar a decisão para a Austrália.
Muito já se escreveu sobre o que aconteceu no início do GP do Japão. Na verdade esperava-se muito. Mas o que aconteceu em nada dignificou a Formula 1. Senna fez a pole-position e reclamou que deveria partir do lado contrário. Mas o lugar do pole-position estaria já determinado anteriormente e o seu protesto não foi aceite. Prost que largou da segunda posição ganhou a liderança a Senna e ao abordarem a primeira curva do circuito Senna colide com o francês da Ferrari e terminam aí as sua corridas e a luta pelo título. “Vingança” terão gritado os adeptos do francês acusando o brasileiro. Senna viria a revelar uns largos meses depois que tinha sido intencional mas que se tinha sentido injustiçado pela FIA na decisão do campeonato de 1989.
A vitória do GP do Japão foi para o brasileiro Nelson Piquet (Benetton) que já não vencia desde 1987. Piquet repetiu a vitória no GP da Autrália e terminou o ano na terceira posição. Senna sagrou-se campeão e Prost foi o vice-campeão. A McLaren venceu nos construtores e a Ferrari ficou na segunda posição.
Outros posts sobre o Campeonato de 1990:
- McLaren Mp4-5B

Os pilotos do Ferrari F1 90 em 1990 foram: Alain Prost #1 e Nigel Mansell #2
Vitória: 6 (A. Prost: 5; N. Mansell: 1)
Pole-position: 3 (N. Mansell: 3)
Melhor volta : 5 (A. Prost: 2; N. Mansell: 3)

13 fevereiro 2008

McLaren MP4-5B - Ayrton Senna (1990)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
Hoje apresento a miniatura do McLaren MP4-5B pilotado pelo brasileiro Ayrton Senna.
Para 1990 a McLaren não necessitou de construir um carro completamente novo. O que fez foi evoluir o McLaren MP4-5 de 1989. Um dos engenheiros chefes responsáveis pelo MP4-5 de 1989, Steve Nichols, passou para a Ferrari e assim foi Neil Oatley, outro dos responsáveis do carro de 1989, que se responsabilizou pelo MP4-5B que seria utilizado em 1990.
Em face dos conflitos internos entre os seus pilotos, Prost e Senna, e que determinaram a saída do francês para a Ferrari, a McLaren contratou o piloto austríaco, Gerhard Berger (ex-Ferrari) para o substituir. A McLaren acabaria por conquistar o título de construtores e Ayrton Senna sagrar-se-ia Campeão Mundial pela segunda vez. Embora essa conquista do brasileiro estivesse envolta em grande polémica, tal como tinha sido a do ano anterior. Os duelos entre os dois grandes rivais, Senna e Prost, atingiam níveis demasiado elevados e os conflitos, quase “bélicos”, entre os dois no ano anterior ainda não estavam completamente esquecidos. A polémica foi tal que fez correr muita tinta na imprensa especializada e não só… e ainda hoje se fala nesses conflitos Prost/Senna.

Mas durante a temporada de 1990, a McLaren sentiu algumas dificuldades (que não tinha tido nos dois anos anteriores), quer em fazer evoluir o MP4-5B, quer em preparar a temporada de 1991. Para tentar solucionar alguns problemas, Ron Dennis teve que, a meio do ano, contratar o engenheiro Gordon Kimball. Recordemos que a Ferrari conseguiu, sensivelmente a meio da temporada de 1990, três vitórias consecutivas que fizeram alguma mossa na McLaren. Essa contratação fez com que o MP4-5B evoluísse e se resolvessem alguns dos problemas que afectavam o monolugar da equipa de Ron Dennis. Assim e com o talento de Ayrton Senna, a McLaren conseguiu aquela vantagem necessária sobre os adversários para a conquista do terceiro título de construtores consecutivo, feito que apenas a Ferrari tinha conseguido entre 1975 a 1977.

O McLaren MP4-5B, que nunca conseguiu as performances dos anteriores modelos, dispunha de uma caixa de seis velocidades, o motor era o Honda V10 de 3500 cm3 com uma potência de 690 cavalos, o mais potente desse ano. Este modelo tinha uma característica particular: o exaustor traseiro era composto por um enorme arco central e quatro mais pequenos, situados dois a dois, de ambos os lados, que ficou conhecido como a Catedral. No entanto este exaustor foi abandonado por outro mais convencional e que facilitava a condução. Havia outros problemas: a caixa de velocidades era de utilização bastante delicada e com o depósito cheio o MP4-5B tinha um comportamento errático.
Informações retiradas do fascículo sobre o McLaren MP4-5B da colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.

Os pilotos do McLaren MP4-5B em 1990 foram: Ayrton Senna (#27) e Gerhard Berger (#28).
Vitórias: 6 (A. Senna: 6)
Pole-position: 12 (A. Senna: 10; G. Berger: 2)
Melhor volta : 5 (A. Senna: 2; Berger: 3)

1990 - O campeonato continuação)
No GP da Alemanha, disputado no rápido circuito de Hockenheim, Ayrton Senna regressou às vitórias terminando com a sequência de três vitórias consecutivas da Ferrari e Prost. No entanto a vitória não foi fácil. O italiano Alessandro Nannini, num Benetton, causou alguma sensação e Senna teve que se empenhar para vencer o GP. O italiano da Benetton fez a prova toda sem mudar de pneus e quase que a sua táctica resultava. Nannini ficou em segundo lugar à frente de Berger (McLaren). A prestação da Ferrari foi uma desilução e Prost foi apenas o quarto classificado.
No GP da Hungria, desta vez a táctica de não mudar de pneus voltou a dar resultado. O belga Thierry Boutsen (Williams) conseguiu a sua primeira pole-position da carreira e fez a corrida toda sem mudar de pneus. Nas últimas voltas sofreu a pressão de Senna mas num circuito onde os locais para ultrapassar escasseiam acabou por beneficiar o belga. Senna não conseguiu ultrapassar Boutsen e assim a Williams voltava a vencer pela segunda vez neste ano. Patrese ao fazer a volta mais rápida da corrida completou o domínio da Williams. Senna ficou em segundo e Nelson Piquet (Benetton) foi o terceiro. Mesmo não vencendo, Senna beneficiou da desistência de Prost.
Nos dois GP’s seguinte (Bélgica e Itália) a McLaren e Aytron Senna obtêm duas vitórias decisivas para a conquista dos títulos. Senna ganha alguma vantagem sobre Prost embora o francês tenha minimizado as perdas ao terminar as duas corridas em segundo lugar. E no caso da McLaren, Berger ajudou com os pontos dos terceiros lugares conseguidos nas duas provas.
O GP de Portugal serviu para Mansell mostrar que, apesar do seu anúncio que iria abandonar a Formula 1, quando dispunha de um carro fiável era capaz de grandes performances. Mansell venceu a prova mas Senna conseguiu colocar-se entre os dois Ferraris ao terminar na segunda posição e impedir um eventual jogo de equipa. Prost ficou em terceiro lugar e perdeu mais dois pontos para Senna.
Apesar de Prost ter perdido 8 pontos para Senna nas três últimas corridas, o francês não baixou os braços e chegou ao GP de Espanha disposto a manter a chama pela discussão do título viva. E foi isso que aconteceu. Senna desistiu e Prost aproveitou ao máximo o azar do brasileiro. Prost vence a corrida com Mansell na segunda posição. Uma dobradinha para a Ferrari. A duas corridas para o fim do campeonato, ambos os títulos continuavam em disputa: Senna com mais 11 pontos que Prost e a McLaren com mais 18 pontos que a Ferrari.
A expectativa para o GP do Japão era grande: país da Honda e onde Senna era idolatrado. Para manter as hipóteses de chegar ao título Prost tinha que terminar à frente de Senna e ganhar pelo menos 3 pontos ao brasileiro. Se Prost não terminasse Senna era campeão.
A grande expectativa acabou por sair gorada já que depois da partida para o GP, Ayrton Senna, que era o pole-position, e Alain Prost colidiram ao entrar na primeira curva do circuito. Ambos abandonaram e Senna sagrava-se campeão pela segunda vez. Pelo segundo ano consecutivo estes dois pilotos colidiam no GP do Japão, instalando-se a polémica sobre quem seria o responsável… nós todos já sabemos quem foi o responsável: Senna foi o responsável para os fãs de Prost e Prost foi o responsável para os fãs de Senna. Se bem que uns anos depois o brasileiro tenha assumido a culpa. Foram actos que ainda tinham a sua génese na colisão do ano anterior.
Aaahh… já me esquecia, Nelson Piquet (Benetton) aproveitou para voltar a vencer um GP depois do jejum que já durava há dois anos e meio. Outro brasileiro, Roberto Moreno, também em Benetton terminou em segundo lugar. Obteve o seu primeiro e único pódio na Formula 1. Aguri Suzuki (Lola), piloto da “casa”, ficou num inédito terceiro lugar. Pela primeira vez na história da Formula 1 havia um piloto nipónico no pódio. E como nenhum piloto da Ferrari pontuou, a McLaren conquistou o título de construtores pela terceira vez consecutiva. Para a Honda era o quarto título consecutivo.
Com a questão dos títulos resolvida, o GP da Austrália serviu apenas para cumprir o calendário. Contudo realizava-se a 500ª corrida da Formula 1 desde 1950 e Nelson Piquet (Benetton) assinou o seu nome na história ao vencer a prova. Mansell foi o segundo e Prost o terceiro.
O campeonato de pilotos terminou com os seguintes três primeiros classificados:
1º Ayrton Senna (McLaren) - 78 pontos (6 vitórias);
2º Alain Prost (Ferrari) - 71 pontos (5 vitórias);
3º Nelson Piquet (Benetton) - 43 pontos (2 vitórias).

Entre os construtores, a classificação ficou assim:
1º McLaren – 121 pontos (6 vitórias)
2º Ferrari – 110 pontos (6 vitórias)
3º Benetton – 71 pontos (2 vitórias)

12 fevereiro 2008

Tyrrell 019 - Jean Alesi (1990)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
Em 1990 a Tyrrell, sendo uma pequena equipa que vivia com um escasso orçamento e que não podia ombrear com as grandes equipas, procurava através da criatividade aquilo que não conseguia com os parcos recursos financeiros. Podemos dizer que foi a Tyrrell, esta pequena equipa do “Tio” Ken, a grande responsável pela mudança do aspecto aerodinâmico que actualmente os carros da Formula 1 apresentam.
O modelo da Tyrrell utilizado no campeonato de 1990 partia da base do Tyrrell 018 de 1989, sendo até bastante parecidos. Contudo havia uma grande diferença, o nariz do Tyrrell 019 de 1990 estava elevado. E essa foi a grande inovação da equipa de Ken Tyrrell e que posteriormente veio a ser copiada por todos os outros construtores. Actualmente e desde há muitos anos que esta é a norma para os “bicos” de todos os Formula 1.
O Tyrrell 019 foi da responsabilidade do britânico Harvey Postlethwaite e do engenheiro aeronáutico francês Jean-Claude Migeot. O motor era o Ford Cosworth DFR V8, que embora sendo menos potente que os V10 ou V12 da concorrência, era mais leve e ocupava menos espaço, daí que o Tyrrell 019 apresente uma aerodinâmica mais estilizada. O fornecedor de pneus para 1990 foi a Pirelli que substituiu a Goodyear, a marca utilizada em 1989.
Para o campeonato de 1990, Ken Tyrrell manteve na equipa de pilotos o jovem e promissor piloto francês Jean Alesi, que tinha sido contratado, sensivelmente, a meio do campeonato do ano anterior, ao qual se juntou o experiente, mas modesto, piloto japonês Satoru Nakajima. No entanto, seria ainda com o Tyrrell 018 de 1989, que estes dois pilotos participariam nas duas primeiras provas do ano.
O Tyrrell 019 só se estreou no GP de Imola (3ª corrida do ano), tendo participado nas restantes provas campeonato. No decorrer das provas ficou provada a sua competitividade. Embora não tenha vencido nenhuma GP, ficou em segundo lugar no Monaco, e permitiu a que Jean Alesi mostrasse o seu valor na maior categoria do automobilismo mundial, despertando o interesse das grandes equipas. Quer a competitividade de Alesi quer do Tyrrell 019 fica demonstrada no facto de o piloto francês ter-se qualificado para a grelha de partida dos GP’s quase sempre entre os 10 primeiros. No final do ano, Alesi termina o campeonato na 9ª posição com 13 pontos (dois segundos lugares e um sexto) e com um contrato para guiar pela Ferrari no ano seguinte. Enquanto Nakajima é 15º com 3 pontos (três sextos lugares). A Tyrrel fica em 5º lugar com 16 pontos.
Eis então a miniatura do Tyrrell 019 de 1990, aqui na versão do piloto francês Jean Alesi. Infelizmente e não é inédito nestas colecções, há um erro nesta miniatura. Como disse em cima, a Tyrrell utilizou neste ano pneus da marca Pirelli e a miniatura exibe, erradamente, a marca Goodyear nos pneumáticos.


1990 - O Campeonato
Terceiro ano consecutivo da batalha entre Ayrton Senna (brasileiro) e Alain Prost (francês). Se nos dois anos anteriores os dois pilotos se encontravam na mesma equipa, para este ano havia uma mudança. Prost mudou de equipa e encontrava-se agora na Ferrari, ao lado de Nigel Mansell (britânico). Senna manteve-se na McLaren e tinha agora como colega o austríaco Gerhard Berger (ex-Ferrari).
O campeonato começou nos E.U.A., no GP de Phoenix, e logo com algumas surpresas: Berger fez a pole-position na sua primeira corrida com a McLaren e Senna era apenas o 5º da grelha de partida. O segundo era Perluigi Martini (italiano) num Minardi, o terceiro era Andrea de Cesaris (italiano) num Dallara e o quarto era Alesi num Tyrrell. Prost, em Ferrari, era apenas o 7º e Mansell, no outro Ferrari, o 17º!
Na largada, Alesi, que utilizava o Tyrrell 018 do ano anterior, surpreendeu e assumiu a liderança. Um chassis muito bem equilibrado e os pneus Pirelli muito competitivos permitiram que Alesi efectuasse uma excelente prova. Berger, que era segundo, cometeu um erro e abandonou devido a um despiste. Entretanto Senna começava a reagir e conseguiu ultrapassar Alesi chegando á liderança a meio da prova. Mas o piloto da Tyrrell respondeu e em acto imediato ultrapassa o brasileiro, surpreendendo-o. Senna reage na volta seguinte e ultrapassa Alesi e desta vez não se deixa surpreender. Senna vence a corrida e Alesi fica em segundo lugar apenas a 8 segundos do brasileiro. O belga Thierry Boutsen (Williams) é o terceiro. Nenhum Ferrari terminou a corrida. Satoru Nakajima ficou em 6º lugar com o outro Tyrrell. Excelente início de campeonato para Ken Tyrrell.
No GP do Brasil, na estreia do Autódromo José Carlos Pace, esperava-se a primeira vitória de Senna no Brasil. Contudo a Ferrari mostrou que tinha andamento para a McLaren. A luta pela vitória foi renhida e a vitória só ficou definida quando Senna cometeu um erro ao tentar ultrapassar Nakajima, tento batido na roda traseira do Tyrrell e destruindo a secção dianteira do McLaren. Prost venceu a prova brasileira, Berger ficou em segundo lugar e Senna foi o terceiro.
No final do GP de Imola, o campeonato conhecia o terceiro vencedor em três corridas: o italiano Riccardo Patrese (Williams). O italiano já não vencia um GP há quase 7 anos, desde os seus tempos na Brabham. Senna foi o primeiro líder mas desistiu com uma jante partida. A liderança passou para Boutsen (Williams) mas uma passagem de caixa falhada ditou o abandono do belga. Patrese aproveitou os problemas que afectaram Senna e Boutsen para atacar Berger (McLaren), que era agora o líder. A subida de forma dos Williams-Renault confirmou-se com a ultrapassagem ao McLaren de Berger, que nada pode fazer. Patrese venceu a corrida, Berger ficou em segundo lugar e Alessandro Nannini (italiano) em Benetton completou o pódio. Prost ficou na quarta posição. Alesi, que estreou o Tyrrell 019, terminou na sexta posição.
Nos dois GP’s seguintes, Monaco e Canada, a vitória foi para o mesmo piloto: Ayrton Senna. No Monaco, Senna obteve a sua quarta vitória no tortuoso circuito monegasco. O domínio do piloto brasileiro foi total: vitória (liderou da primeira à última volta), melhor volta e pole-position. Contudo, por pouco a vitória quase que lhe escapou. Nas últimas voltas o motor do McLaren de Senna começou a falhar e Alesi aproximou-se de tal maneira que se a corrida tivesse mais uma volta teria ultrapassado o brasileiro. Alesi terminou em segundo lugar a 1 segundo de Senna. Berger foi o terceiro. No GP do Canada, Senna sentiu algumas dificuldades devido a uma afinação para chuva porque a pista se apresentava com o piso molhado mas que posteriormente veio a secar. Mas mesmo assim conseguiu uma vitória, seguido de Nelson Piquet (brasileiro) num Benetton e de Nigel Mansell (Ferrari).
No GP do México assistiu-se uma corrida emocionante e bastante disputada. A luta, nas últimas voltas, entre Mansell e Berger foi fantástica. Berger efectuou uma excelente corrida mas Mansell conseguiu uma ultrapassagem brilhante sobre o austríaco, que lhe valeu o segundo lugar atrás de Prost. Prost fez uma corrida tacticamente irrepreensível; partindo da 13ª posição da grelha de partida, Prost soube gerir o desgaste dos seus pneus de tal maneira que não fez uma única paragem para trocar de pneus. A sua corrida foi uma lenta evolução na classificação mas no fim a vitória não lhe escapou… Foi uma dobradinha da Ferrari: Prost e Mansell.
No GP da França a Ferrari festejou a sua centésima vitória na Formula 1. Alain Prost “assinou” desta maneira o seu nome na história da Ferrari. Tal como no GP anterior, Alain Prost iniciou a prova num ritmo calmo de modo a poupar a mecânica do carro e os seus pneus. Se por um lado Senna passava por algumas dificuldades inesperadas nas boxes, por outro havia quem estivesse a surpreender ao efectuar uma excelente corrida: Ivan Capelli (italiano) num Leyton House. Prost não tinha a oposição de Senna, seu rival de sempre, mas o italiano da Leyton House estava na frente do GP e quase que resistiu aos ataques do francês da Ferrari. A vitória acabou nas “mãos” de Alain Prost e a Ferrari festejou a sua vitória número 100 na Formula 1. Capelli ficou com o segundo lugar e Senna ficou em terceiro.
Ao chegar à Inglaterra, para disputar a oitava prova do ano, Alain Prost, talvez inspirado com as duas vitórias nas duas últimas corridas, aproveitou a embalagem e superou os seus adversários para vencer o terceiro GP consecutivo de 1990. Mansell fez a pole-position mas Senna fez uma excelente partida e ganhou a liderança. Contudo, Senna sentiu algumas dificuldades para aguentar Mansell. Até que comete um erro e faz um pião que o obrigou a ir às boxes e que lhe retirou quaisquer hipóteses de lutar pela vitória. Mansell acabaria por abandonar numa altura que poderia ter dado a dobradinha à Ferrari. No final da prova, anunciaria a sua retirada das competições no fim do campeonato. Alain Prost venceu a prova, Boutsen foi o segundo e Senna o terceiro.
Decorrida a primeira metade do campeonato, entre os pilotos Prost era o primeiro com 41 pontos seguido de Senna com 39 pontos. Nos construtores a McLaren estava em primeiro lugar com 64 pontos com a Ferrari a 10 pontos de distância.
(continua)

Os pilotos do Tyrrell 019 em 1990 foram: Satoru Nakajima (#3) e Jean Alesi (#4).
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0