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12 julho 2010

McLaren MP4/4 - Ayrton Senna (1988)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A McLaren iniciou o ano de 1988 com a grande expectativa de que nesse ano o campeonato de F1 lhe seria favorável. No ano anterior a Williams tinha dominado, muito graças a excelente motor Honda. A Lotus, que dispunha do mesmo motor Honda, também ficou melhor classificada que a McLaren. Para a temporada de 1988 a McLaren conseguiu contratar o piloto brasileiro Ayrton Senna (ex-Lotus) e com ele vieram também os motores Honda… mas à custa da Williams, que perdeu não só os motores Honda como também deixou escapar o campeão brasileiro Nelson Piquet para a Lotus (mantendo assim os motores nipónicos).
Com todas estas mudanças a McLaren construiu uma das mais poderosas duplas de pilotos da história da F1: ao piloto francês Alain Prost (campeão em 1985 e 1986) juntou-se Ayrton Senna, que era um dos grandes talentos na F1 e que apesar de ainda não ter sido campeão havia a convicção que brevemente o seria. Sobre o excelente McLaren-Honda MP4/4, concebido por Gordon Murray e Steve Nichols, já falei num anterior post que aconselho a leitura: McLaren-Honda MP4/4 de Alain Prost (1988).
Com a aquisição desta miniatura fico com a dupla de pilotos da McLaren de 1988 completa. A miniatura é o McLaren-Honda MP4/4 de Ayrton Senna com o qual se sagrou Campeão do Mundo de F1 em 1988. O domínio de Senna e Prost foi de tal forma avassalador que apenas uma vitória escapou aos pilotos da equipa de Ron Dennis.

Ayrton Senna nasceu a 21 de Março de 1960 em São Paulo (Brasil). Aytron Senna desde muito cedo tomou contacto com o desporto automóvel tendo conquistado vários títulos nos karts. Posteriormente, em 1981 participou no campeonato britânico de Formula Ford conquistando o título. Depois de um breve regresso ao Brasil, Ayrton Senna voltou à Inglaterra para participar na Formula Ford 2000; o resultado foi a conquista dos campeonatos britânicos e europeus de 1982. O passo seguinte foi o Campeonato de Formula 3, que Ayrton Senna venceria contra o rival Martin Brundle (inglês). Durante esse ano de 1983 Senna efectuou alguns testes com equipas da F1: Williams, Lotus, Brabham e Toleman. Depois da conquista do título de F3, a sua escolha para a primeira temporada na F1 recaiu sobre a equipa Toleman. Consciente das dificuldades para um estreante na F1, Senna terá optado por correr pela equipa Toleman onde teria a hipótese de evoluir sem a pressão de uma grande equipa. Durante o campeonato de 1984 Senna efectuou algumas performances dignas de registo: na memória de todos ainda está a sua corrida no GP do Mónaco, onde debaixo de chuva quase venceu Alain Prost. Termina a época em 9º com 13 pontos. Entretanto Senna assina um contrato para 1985 com a equipa Lotus. Durante os 3 anos que Ayrton Senna esteve na Lotus vence apenas 6 GP’s mas travou duelos inesquecíveis contra Alain Prost, Nelson Piquet e Nigel Mansell (britânico); em 1985 foi 4º (38 pontos e 2 vitórias), em 1986 foi 4º (55 pontos e 2 vitórias) e em 1987 foi 3º (57 pontos e 2 vitórias). Sem hipóteses de lutar pelo título, Senna optou por mudar de equipa e assinou um contrato com a McLaren, levando consigo os motores Honda. O seu novo colega de equipa, Alain Prost (bi-campeão) viria a ser o seu grande rival. Senna sagra-se campeão (8 vitórias) logo no primeiro ano na McLaren e no ano seguinte, em 1989, a tensão entre os dois pilotos agudiza-se acabando por Prost sair da McLaren, depois do francês se sagrar campeão com alguma polémica. Senna é vice-campeão com 60 pontos e 6 vitórias. O ano de 1990 é quase um remake do ano anterior isto porque Senna e Prost continuam a travar o duelo que vinha dos anos anteriores. No entanto Alain Prost já não se encontra na mesma equipa correndo agora pela Ferrari. Desta vez Ayrton Senna vence o campeonato de 1990 (78 pontos e 6 vitórias) e houve novamente polémica entre os dois pilotos. O campeonato de 1991 foi mais “calmo” para Ayrton Senna uma vez que a Ferrari perde competitividade e Prost viu-se sem argumentos para contrariar o brasileiro que assim conquistava o seu terceiro título (96 pontos e 7 vitórias). Seguiu-se o campeonato de 1992 (Prost despedido da Ferrari e sem um carro competitivo, optou por um ano sabático) no qual Senna assistiu à evolução competitiva do Williams face ao seu McLaren e terminou o ano no 4º lugar (50 pontos e 3 vitórias). Em 1993, com Prost de volta à F1, Senna efectuou o sexto e último ano pela McLaren. Ayrton Senna ainda registou excelentes performances (GP da Europa) mas o McLaren é inferior ao Williams de Prost. Senna fica em 2º lugar com 73 pontos e 5 vitórias. Para 1994 a Williams contrata Ayrton Senna (Prost abandonou a F1 e o brasileiro é o seu substituto na equipa de Frank Williams) mas infelizmente tudo corre mal para Senna, que abandonou nos dois primeiros GP’s do ano, e no terceiro, em Imola, sofreu um acidente fatal que chocou o mundo. Ayrton Senna morria a 1 de Maio de 1994 ao volante do Williams quando liderava o GP da Europa.
Ayrton Senna participou em 161 GP’s e registou no seu palmarés 41 vitórias, 65 pole-positions e 19 melhores voltas (614 pontos).

Os pilotos do McLaren MP4-4 em 1988 foram: Alain Prost e Ayrton Senna.
Vitórias: 15 (A. Senna: 8; A. Prost: 7)
Pole-position: 15 (A. Senna: 13; A. Prost: 2)
Melhor volta : 10 (A. Senna: 2; A. Prost: 8)

05 julho 2010

Ferrari F187 - Gerhard Berger (1987)

Esta miniatura é da marca Ixo – La Storia.
Após vários anos a projectar os F1 da McLaren, John Barnard terminou a sua ligação com a equipa de Ron Dennis, o projecto MP4/2 estava esgotado e era agora tempo de iniciar uma nova parceria. Foi com essa ideia que John Barnard, ainda em 1986, chegou a acordo com a Ferrari para projectar os novos carro para a temporada de 1987.
O Ferrari F187, de 1987, teve já a contribuição de John Barnard, que contou também com a participação de Gustav Brunner. A equipa Ferrari manteve o piloto italiano, Michelle Alboreto e contratou piloto o austríaco Gerhard Berger (ex-Benetton) para substituir Stefan Johansson (sueco), que por sua vez rumou para a McLaren. Gerhard Berger tornara-se no último ano num piloto bastante promissor e Enzo Ferrari não perdeu tempo em contratá-lo.
O Ferrari F187 dispunha do motor Ferrari Tipo 033D de 1496 cc com 6 cilindros em V a 90º e debitava 880 cv de potência às 11500 rpm. Os pneus utilizados eram os GoodYear. Foi com uma nova esperança que a equipa Ferrari iniciou a temporada de 1987 tendo em vista apagar a má temporada de 1986, na qual não conseguiu resultados dignos de registo (i.e. sem vitórias, sem pole-positions e sem melhores voltas).
A nova temporada iniciou ainda sob o signo da McLaren, isto porque Alain Prost (francês) venceu o primeiro e o terceiro GP (Brasil e Bélgica); o piloto inglês, Nigel Mansell, da Williams venceu a segunda prova, em San Marino e Nelson Piquet sofria aqui um grave acidente que o afastaria da prova (diz-se que este acidente afectou a sua visão, dificultando a sua capacidade de pilotar). Era com alguma surpresa, ou talvez não, que Prost (bi-campeão) se via em primeiro lugar no campeonato, uma vez que o favoritismo ia todo para a Williams e seus pilotos (Mansell e Piquet).
A Ferrari por sua vez enfrentava algumas dificuldades, apesar de um resultado inicial satisfatório de Berger (4º no Brasil) e Alboreto (3º em San Marino). A temporada iria ser difícil para os homens de Maranello…
Seguiram-se duas vitórias para o brasileiro Ayrton Senna (Lotus) nos GP’s do Mónaco e EUA. Com estes resultados Senna assumia a liderança, enquanto Prost perdia a vantagem inicial; por sua vez Nelson Piquet começava a coleccionar segundos lugares. Na Ferrari, Gerhard Berger voltava a marcar pontos com os dois 4ºs lugares no Mónaco e nos EUA, por sua vez Michelle Alboreto subia ao pódio, 3º lugar no Mónaco.
Os seis GP’s que se seguiram à prova americana foram dominados pela Williams e seus pilotos, que assim se afirmaram como os principais candidatos aos títulos: Nigel Mansell venceu na França e na Grã-Bretanha enquanto Nelson Piquet, que continuava na sua senda de regularidade, terminava em segundo lugar nas duas provas; na Alemanha e Hungria, Nelson Piquet regista as suas primeiras vitórias do ano, assumindo a liderança do campeonato e beneficiando do facto de Mansell não ter pontuado nestas duas provas; no GP da Áustria Nigel Mansell volta às vitórias com Piquet em segundo lugar; no GP da Itália Piquet vence e beneficia com a intromissão de Senna em segundo, à frente de Mansell. Após vários GP’s sem pontuar a Ferrari consegue três pontos com o 4º lugar de Berger… as coisas pareciam querer melhorar para os lados de Maranello.
No GP de Portugal Alain Prost quebrava finalmente o mítico recorde de 27 vitórias de Jackie Setwart, que perdurava desde 1973. Contudo a 28ª vitória de Prost teve a inesperada resistência de Gerhard Berger; efectivamente o piloto da Ferrari fez a pole-position e esteve muito perto de impedir a vitória do francês: Berger assumiu a liderança da prova na segunda volta e só muito perto do final (a 3 voltas do fim) perdeu o primeiro lugar para Prost devido a um pião causado pela pressão que o francês vinha fazendo e pelo desgaste dos pneus do Ferrari. Salvou-se o segundo lugar… Piquet preocupado em amealhar mais pontos terminou na terceira posição.
Nos GP de Espanha e do México a Williams continuou em grande com Mansell a vencer as duas corridas mantendo a esperança de poder bater o seu colega de equipa, Piquet, na corrida pelo título. Desistindo na Espanha, Berger ainda chegou a liderar a prova mexicana mas abandonaria também.
No GP do Japão Nigel Mansell sofre nos treinos um aparatoso acidente que o afastou da corrida; deste modo ficava resolvida a questão do título a favor de Nelson Piquet. Era a conquista do seu terceiro título.
Dando mostras da subida de rendimento da Ferrari, Gerhard Berger efectuou a pole-position e liderou grande parte da corrida nipónica. Com esta vitória a Ferrari quebrou um jejum de mais de 2 anos sem vencer (a última vitória tinha acontecido no GP da Alemanha em 1985). Michelle Alboreto terminou a prova em 4º lugar.
A miniatura que hoje apresento é alusiva a esta vitória de Gerhard Berger no GP do Japão de 1987.
Para terminar o campeonato em grande a Ferrari dominou por completo o fim-de-semana em Adelaide: Berger efectuou a pole-position, liderou todas as voltas e venceu, juntado a isso a melhor volta da corrida; Michelle Alboreto “herdou” o segundo lugar depois da desclassificação de Ayrton Senna. Um resultado de sonho para a Ferrari, dando excelentes indicações para o campeonato de 1988… que não passariam disso mesmo, como todos nós sabemos.
A Williams conquista o título de construtores e Nelson Piquet sagra-se campeão. A Ferrari termina o ano na quarta posição, sendo Gerhard Berger o 5º classificado com 36 pontos (2 vitórias) e Michelle Alboreto o 7º com 17 pontos.

Os pilotos do Ferrari F187 em 1987 foram: Michele Alboreto #27 e Gerhard Berger #28.
Vitória: 2 (G. Berger: 2)
Pole-position: 3 (G. Berger: 3)
Melhor volta : 3 (G. Berger: 3)

27 junho 2008

Ferrari 126C2 - Patrick Tambay (1982)

Esta miniatura é da marca Brumm.
Hoje faço uma pausa na sequência das publicações sobre o Campeonato do Mundo de Ralis de 1998, que será retomado no próximo artigo.
A miniatura apresentada é o Ferrari 126C2 de 1982 e é a mais recente na minha colecção. Não é um modelo inédito na minha colecção mas também não é uma repetição das duas que já tinha.
Em 1982 a equipa da Ferrari começou o campeonato com uma dupla de pilotos e, infelizmente, foi forçada a terminar com uma dupla de pilotos diferente; os pilotos iniciais eram Gilles Villeneuve (canadiano) e Didier Pironi (francês). Villeneuve viria a falecer nos treinos para o GP da Bélgica sendo posteriormente substituído por Patrick Tambay (francês). Pironi ficou gravemente ferido num acidente no GP da Alemanha e foi substituído por Mário Andretti (norte americano). As anteriores miniaturas do Ferrari 126C2, já apresentadas, eram as versões de Gilles Villeneuve e de Didier Pironi. Neste momento com a aquisição do 126C2 de Tambay fica-me a faltar apenas o Ferrari de Andretti.
O Ferrari 126C2 foi da responsabilidade de Harvey Postlethwaite e do director técnico Mauro Forghieri. O motor era um 6 cilindros turbo com 1496 cc que debitava 580 cv de potência. A Ferrari obteve nesse ano 3 vitórias mas não conseguiu conquistar o título de pilotos devido aos infortúnios dos seus pilotos. No entanto venceu o campeonato de construtores.
A miniatura é o Ferrari 126C2 de Patrick Tambay na versão do GP de Itália de 1982 onde conseguiu o segundo lugar.

Patrick Tambay nasceu a 25 de Junho de 1949 em França. Fez recentemente 59 anos. Patrick Tambay pertenceu à geração de grandes pilotos franceses que surgiu no final da década de setenta. A sua carreira teve início em 1977 no GP da Inglaterra pela equipa Ensign. Nesse ano participa em 7 GP’s onde pontua em 3 deles. Foi o suficiente para conseguir um contrato com a McLaren. Em 1978 e 1979 corre pela McLaren mas esta era já uma equipa longe dos grandes momentos da primeira metade dos anos setenta. Apenas consegue algumas pontuações ao longo dos dois anos sem nunca atingir o pódio. Em 1980 não participa na Formula 1. Regressa em 1981 para fazer 6 provas com a Theodore, onde consegue pontuar uma vez, e faz 8 GP’s pela Ligier, sem conseguir terminar nenhum dos GP’s. Patrick Tambay fica sem contrato para 1982. A morte do seu grande amigo, Gilles Villeneuve, representou para Tambay o regresso à Formula 1 substituindo-o na Ferrari. No GP da Alemanha de 1982 Patrick Tambay consegue a sua primeira vitória na Formula 1. Ainda na Ferrari, Patrick Tambay consegue em 1983 o seu melhor ano na Formula 1. Mais uma vitória, vários pódios e 4 pole-positions. No final do campeonato fica em 4º lugar e ajuda a Ferrari a conquistar o título de construtores. Mas esperava-se mais de Tambay na Ferrari e sai. Tambay assina pela Renault, onde corre nos anos de 1984 e 1985. Tal como na McLaren, Tambay chega à Renault já numa altura em que a equipa se encontra em decadência. Nesses dois anos com a Renault o melhor que consegue é a pole-position e o segundo lugar no GP da França em 1984 e dois terceiros lugares em 1985. A Renault retira a equipa da Formula 1 no final de 1985 e Tambay assina pela Lola para 1986. Foi o último ano de Tambay na Formula 1 tendo pontuado apenas uma vez (5º lugar no GP da Áustria). Patrick Tambay participou em 114 GP’s, venceu apenas dois, obteve 5 pole-positions, duas melhores voltas, 11 pódios e 103 pontos. Patrick Tambay também esteve presente em algumas edições das 24 Horas de Le Mans.

Os pilotos do Ferrari 126C2 em 1982 foram: Gilles Villeneuve, Didier Pironi, Patrick Tambay e Mário Andretti.
Vitórias: 3 (D. Pironi: 2; P. Tambay: 1)
Pole-position: 3 (D. Pironi: 2; M. Andretti: 1)
Melhor volta : 2 (D. Pironi: 2)

13 maio 2008

McLaren MP4-2B - Alain Prost (1985)

Esta miniatura é da marca Solido.
No post anterior apresentei uma das minhas duas últimas aquisições. Hoje falo sobre a outra: o McLaren MP4-2B de 1985, tal como a anterior, também do piloto francês Alain Prost. Estas duas miniaturas são as minhas primeiras da marca Solido e na verdade são bastante detalhadas e como uma qualidade acima da média.
Apesar de já ter na minha colecção um McLaren MP4-2B de 1985 (Niki Lauda) ainda faltava o McLaren campeão de Alain Prost. Fica assim justificada a compra.
Como tenho uma sequência dos carros da McLaren dessa época (1984/85/86 e 87) que já foram abordados aqui no Quatro Rodinhas, não vou repetir o que foi escrito sobre este modelo, como tal remeto os leitores para a consulta desses posts:
- McLaren MP4-2 de Niki Lauda (1984)
- McLaren MP4-2B de Niki Lauda (1985)
- McLaren MP4-2C de Alain Prost (1986)
- McLaren MP4-2C de Keke Rosberg (1986)
- McLaren MP4-3 de Alain Prost (1987)

Faz este ano 23 anos que Alain Prost se sagrou campeão pela primeira vez na Formula 1. Foi o primeiro piloto francês a consegui-lo. E actualmente ainda é o único piloto francês campeão da Formula 1. Alain Prost, piloto que tinha passado pelas categorias de formação de pilotos da Renault, atingia o objectivo que perseguia quase desde que tinha chegado à Formula 1 em 1980, ano em que se estreou com a McLaren. Nos três anos seguintes correu pela Renault e esteve sempre no lote dos candidatos ao título. Em 1983 perdeu o campeonato por um ponto e sai da Renault para regressar à McLaren. Em 1984 perde o título por meio ponto para o seu colega de equipa Niki Lauda. Finalmente em 1985 surge a consagração ao conquistar de forma inequívoca o seu primeiro título de campeão na Formula 1.
O campeonato de 1985 teve todos os ingredientes necessários e exigidos à maior categoria do desporto automóvel: foi competitivo, interessante de seguir prova a prova, diversificado porque foram oito os pilotos venceram GP’s, pilotos que se afirmaram (como Aytron Senna e Nigel Mansell), pilotos que acabaram as suas carreiras, equipas novas que entraram na Formula 1 e equipas que abandonaram a categoria. A Ferrari e Michele Alboreto foram os principais opositores à McLaren e a Prost. Alboreto manteve-se na luta pelo título até ao meio da época mas depois foi afectado por vários problemas mecânicos que lhe retiram quaisquer hipóteses de se manter na luta com o francês da McLaren. Por outro lado as performances da McLaren melhoraram bastante e Alain Prost acabou por se sagrar campeão no GP da Europa, a três provas do fim do campeonato. Mas nem assim o interesse esmoreceu. A prova disso foi o último GP disputado na Austrália, que foi pleno de emoção e interesse da primeira à última volta.
No final do campeonato de 1985 Alain Prost e a McLaren sagraram-se campeões; Niki Lauda acabou a carreira; a Renault deixou de ter equipa na Formula 1 e passou apenas a fornecer motores (Lotus e Ligier); a Alfa-Romeo também deixou a Formula 1, sem conseguir um único ponto e passou, tal como a Renault, a fornecedor de motores; Ayrton Senna confirmou todo o seu potencial de campeão; a Williams recuperou a forma de outros tempos, e perfilou-se como uma das principais forças do ano seguinte, ao vencer os três últimos GP’s de 1985; a Zakspeed, a Minardi e a Lola-Beatrice foram as equipas estreantes; e a Toleman foi adquirida pela Benetton. Foi à 23 anos…

Os pilotos do McLaren MP4/2B em 1985 foram: Niki Lauda, Alain Prost e Jonh Watson.
Vitórias: 6 (N. Lauda: 1; A. Prost: 5)
Pole-position: 2 (A. Prost: 2)
Melhor volta : 6 (N. Lauda: 1; A. Prost: 5)

07 maio 2008

McLaren M29 - Alain Prost (1980)

Esta miniatura é da marca Solido.
Em 1980 a McLaren atravessava já um longo período sem vitórias; a última vitória tinha acontecido em 1977, no GP do Japão com James Hunt ao volante de um McLaren M26. Os sucessores do M26 não foram bem sucedidos. As vitórias eram já uma coisa do passado e os pódios também escasseavam. O M28 substituiu o M26 em 1979 mas depressa se chegou à conclusão que também não seria ainda com este modelo que a McLaren voltaria à boa forma de anos anteriores. A confirmar isto está o facto de o M28 ter sido utilizado apenas em 9 GP’s na temporada de 1979 e de a estreia do M29 ainda ter acontecido nesse ano.
E é sobre o McLaren M29 que hoje vou escrever. A miniatura que apresento é o McLaren M29 de Alian Prost (1980). Esta foi a temporada de estreia do piloto francês.
O designer Gordon Coppuck foi o responsável pelo McLaren M29, aliás como vinha sendo desde 1973 (com o M23). Como disse anteriormente, o McLaren M29 estreou no ano de 1979, no GP da Grã-Bretanha. O resultado não foi mau, John Watson terminou num promissor quarto lugar. Contudo não conseguiu melhor nas restantes corridas.
A McLaren continuou a apostar no M29 para 1980, enquanto preparava o McLaren M30 que surgiu nos últimos 4 GP’s desse ano. Mas o M30 deve ter sido um mau carro porque apenas foi utilizado nessas 4 corridas de 1980. Em 1981 foi utilizada uma evolução do M29 enquanto não surgia o primeiro carro da McLaren Internacional (fusão da McLaren com o Marlboro Project Four de Ron Dennis). Em 1980 a McLaren substituiu o piloto francês Patrick Tambay pelo jovem promissor Alain Prost, que se estreava na Formula 1. Alain Prost e John Watson formaram a dupla de pilotos da McLaren para essa temporada. A estreia de Alain Prost na Formula 1 aconteceu no GP da Argentina de 1980 ao volante de M29 e logo com um sexto lugar. Prost pontuava na primeira vez que guiava na Formula 1. E repetiu a façanha na corrida seguinte, desta vez com um quinto lugar. O resto da temporada já não foi tão empolgante como o seu início mas mesmo assim ainda conseguiu mais dois sextos lugares (um deles com o M30). No final da temporada Prost deixa a McLaren e assina pela Renault. A McLaren termina o campeonato na 8ª posição com 11 pontos; Watson foi o 13º classificado (6 pontos) e Prost o 15º com 5 pontos. No entanto o futuro da McLaren ficou decidido no segundo semestre de 1980; muito resumidamente, o que aconteceu foi a fusão entre a McLaren (gerida por Teddy Meyer) e a Marlboro Project Four (de Ron Denis e John Barnard) para formar a McLaren Internacional. A recuperação da McLaren tinha iniciado…

Como já tinha abordado o campeonato de 1980 remeto os leitores para os dois posts que falam sobre esse tema:
- Renault RE20 - René Arnoux (1980)
- Williams FW07B – Alan Jones (1980)

Os pilotos do McLaren M29 em 1980 foram: John Watson e Alain Prost.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

29 fevereiro 2008

Ferrari 126C3 - René Arnoux (1983)

Esta miniatura é da marca Ixo – La Storia.
Esta semana recebi mais duas miniaturas para a minha colecção. São duas excelentes miniaturas da Ferrari mas o que mais me surpreendeu foram as embalagens nas quais as miniaturas ficam guardadas. Muito bom mesmo.

Bem, hoje vou falar aqui no Quatro Rodinhas sobre uma dessas miniaturas: o Ferrari 126C3 que René Arnoux utilizou no Campeonato do Mundo de Formula 1 em 1983.
A Ferrari terminou o anterior campeonato (1982) tendo vencido o campeonato de construtores mas sem conseguir vencer o de pilotos. Tal situação ficou a dever-se ao infortúnio dos seus pilotos: Gilles Villneuve (canadiano), considerado como o mais que forte candidato ao título de 1982, morreu nos treinos de qualificação para o GP da Bélgica, e Didier Pironi (francês) sofreu um grave acidente no GP da Alemanha que acabou com a sua carreira na Formula 1. Foi um trágico ano para a Ferrari, que teve nessa época 4 pilotos. Para além dos dois pilotos citados, a Ferrari contou com Patrick Tambay (francês) e Mário Andretti (norte-americano) para substituir Villeneuve e Pironi.
A Ferrari iria começar o ano de 1983 com os mesmos objectivos: vencer os dois títulos. Para conseguir atingir esses objectivos, a Ferrari manteve o piloto Patrick Tambay mas Mário Andretti, que apenas tinha sido contratado para fazer os últimos GP’s de 1982, foi substituído pelo francês René Arnoux, que deixava a Renault depois de ter entrado em conflito com o seu colega de equipa Alain Prost (francês).
A equipa de Maranello começou a temporada com uma evolução do modelo do ano anterior, o Ferrari 126C2B, com o qual faria os primeiros 8 GP, ou seja metade do campeonato.
O Ferrari 126C3, que seguia as linhas orientadoras dos anteriores modelos, foi da responsabilidade dos engenheiros Harvey Postlethwaite e Mauro Forghieri. O 126 C3 estreou no GP da Grã-Bretanha com a pole-position de René Arnoux e com o terceiro lugar final de Patrick Tambay.
Este foi o primeiro modelo no qual a Ferrari utilizou os materiais compósitos (kevlar e fibra de carbono) na construção dos seus carros. Esses materiais tornavam os carros mais rígidos e mais leves.
O Ferrari 126C3 venceu dois GP’s: Alemanha e Holanda, ambos por Arnoux. Conseguiu 4 pole-positions (3 para Tambay e 1 para Arnoux) e 2 melhores voltas (Arnoux).
No final do ano o título de pilotos voltou a escapar aos pilotos da Ferrari (Arnoux foi o terceiro e Tambay o quarto classificado). Mas o título de construtores voltou a ser conquistado pela Ferrari (4 vitórias, 8 pole-positions e 3 melhores voltas) com 89 pontos. Para uma mais pormenorizada descrição do campeonato de 1983 aconselho a leitura dos seguintes posts: aqui, aqui e aqui.
Após este ano a Ferrari passou longos anos sem vencer qualquer título. Só em 1999 voltaria a vencer o título de construtores, enquanto que a conquista do título de pilotos teve que ser adiada para o ano seguinte.
René Arnoux nasceu a 4 de Julho de 1948 em França. Arnoux foi um piloto formado pela Renault e pela Elf, tendo corrido nas categorias de formação da marca francesa. Arnoux faz a sua estreia na Formula 1 já com 30 anos, no GP da Bélgica de 1978 (martini MK23). Ao longo da sua carreira participou em 149 GP’s. Correu por quatro equipas: Martini (1978), Renault (1979 a 1982), Ferrari (1983 a 1985 – nesse ano apenas faz o primeiro GP da época e é despedido da Ferrari) e Ligier (1986 a 1989).
A sua primeira vitória aconteceu no GP Brasil de 1980. No palmarés tem 7 vitórias, as duas últimas com este Ferrari 126C3, 18 pole-positions, 12 melhores voltas e 181 pontos conquistados. A sua melhor classificação foi o terceiro lugar alcançado em 1983. O seu último GP foi na Austrália em 1989 quando já tinha 41 anos. Foi um piloto rápido mas dizem que era algo conflituoso (?). No final da sua carreira já era considerado um obstáculo em pista.
Os pilotos do Ferrari 126C3 em 1983 foram: Patrick Tambay #27 3 René Arnoux #28
Vitórias: 2 (R. Arnoux: 2)
Pole-position: 3 (R. Arnoux: 1; P. Tambay: 2)
Melhor volta : 2 (R. Arnoux: 2)

28 dezembro 2007

Minardi M189 - Pierluigi Martini (1989)

Esta miniatura é da marca Onyx.
O Minardi M189 de Pierluigi Martini de 1989 foi a terceira miniatura que adquiri, juntamente com o Lotus 101 e o Ferrari 250 LM, na tal papelaria que já referi nos posts sobre essas duas miniaturas.
A equipa Minardi partiu, em 1989, para a sua quinta temporada na Formula 1 com o carro do ano anterior. Os engenheiros responsáveis pelo novo Minardi M189 foram Aldo Costa e Nigel Cowperthwaite mas o M189 só ficou pronto para a 4ª corrida do ano, no México. O motor foi o mesmo do ano anterior, o Ford Cosworth. Assim como se manteve o fornecedor dos pneus, a Pirelli. Quanto aos pilotos, manteve-se a mesma dupla de pilotos de 1988, o italiano Pierluigi Martini e o espanhol Luís Perez Sala. Apenas com uma pequena alteração, o piloto italiano Paolo Barilla substituiu Martini no GP do Japão.
Em 1988, a Minardi tinha conseguido os primeiros pontos do seu historial. E seria no ano de 1989 que a Minardi obteria um pequeno momento de glória na sua história. Foi no GP de Portugal que Pierluigi Martini e a Minardi chegaram pela primeira vez à liderança de um GP, foi apenas uma volta. Até 2005, ano em que a Minardi “fechou as portas”, nunca mais nenhum Minardi voltou a liderar uma corrida na Formula 1, nem Martini voltaria a ocupar o primeiro lugar durante um GP.
A Minardi ficou em 10º lugar com 6 pontos, Pierluigi Martini ficou em 14º lugar com 5 pontos e Luis Perez Sala foi o 26º com 1 ponto.
Pierluigi Martini nasceu a 23 de Abril de 1961. Martini participou em 118 GP na Formula 1. Estreou-se na Formula 1 no GP do Brasil em 1985 juntamente com a sua equipa de sempre, a Minardi. É o piloto da Minardi com mais Gp’s. Martini fez 102 corridas pela Minardi e 16 pela Dallara. Conseguiu 18 pontos (16 pela Minardi e 2 pela Dallara). Os melhores resultados foram dois quartos lugares. Não fez nenhuma pole-position mas partiu uma vez da segunda posição da grelha de partida (EUA em 1990). A última corrida aconteceu em 1995 no GP da Alemanha.

1989 – O Campeonato (continuação)
No GP da Alemanha, Ayrton Senna (McLaren) vence mas o seu colega de equipa e rival Alain Prost fica na segunda posição, minimizando as perdas para o brasileiro.
No GP da Hungria, Nigel Mansell (Ferrari) volta a vencer, depois da vitória no primeiro GP do campeonato. Senna fica em segundo lugar e Prost é apenas o quarto.
A McLaren obteve a sua quarta dobradinha da temporada ao vencer na Bélgica. Senna foi o primeiro e Prost o segundo. Senna vinha a recuperar a desvantagem pontual para Prost mas os GP’s seguintes seriam fatais para as aspirações do brasileiro na tentativa de chegar ao título.
Efectivamente, os dois GP’s seguintes, Itália e Portugal, foram nefastos para Senna que somou duas desistências, enquanto o seu rival, Prost, conseguiu uma vitória (Itália) e um segundo lugar (Portugal). O austríaco Gerhard Berger (Ferrari), que ainda não tinha pontuado até essa altura, conseguiu um segundo lugar em Itália e venceu o GP de Portugal. Ayrton Senna desistiu em Portugal devido a um polémico acidente entre Nigel Mansell… e isto após ter sido mostrada a bandeira preta a Mansell, que se manteve em pista várias voltas até ao momento em que provocou um acidente quando tentava ultrapassar Senna… Nesta altura as relações entre Senna e Prost já tinham atingido um tal ponto de saturação que o francês já tinha manifestado a sua intenção de deixar a McLaren no fim do campeonato e já se sabia que iria para a Ferrari para fazer equipa com Mansell, enquanto que Berger fazia o caminho contrário, rumo à McLaren.
Devido a estes acontecimentos, Ayrton Senna via-se obrigado a vencer as restantes corridas para se sagrar campeão pela segunda vez. Senna venceu o GP de Espanha, Berger foi o segundo e Prost o terceiro.
A duas corridas para o fim do campeonato, no GP do Japão, aconteceu aquilo que todos já sabem e que fez gastar rios de tinta. Senna fez a pole-position mas foi Prost quem assumiu a liderança da corrida. Os dois McLarens andaram sempre juntos, a diferença entre eles não chegou a ser mais do que 5 segundos. Até que à 46ª volta, Senna, ao chegar á ultima chicane do circuito, tenta passar Prost mas o francês fecha a porta e os dois McLarens colidem e ficam parados nas escapatória da pista. Prost abandona o seu McLaren enquanto o brasileiro ficou à espera dos comissários, que ao empurrarem o carro para o tirarem da situação perigosa em que se encontrava, aproveita o balanço e põe o motor a trabalhar e parte novamente para a pista. Entretanto o italiano Alessandro Naninni (Benetton) tinha assumido a liderança mas Senna ainda foi a tempo de parar nas boxes para reparar o bico o carro, recuperar a primeira posição e cortar a linha de chegada na liderança. Contudo, Senna foi desclassificado porque deveria ter entrado na pista pelo local onde saiu e não ter seguido em frente. E com isto, gerou-se a controvérsia... que dura até hoje! A manobra de Prost foi premeditada ou não? Acho que ninguém sabe até hoje, os fãs de Senna dizem uma coisa e os fãs de Prost dizem o contrário…o que ficou definido nesse momento foi a conquista do título por parte de Alain Prost. Foi o seu tri-campeonato. Bem, já me esquecia, Alessandro Naninni foi declarado o vencedor e assim venceu pela primeira vez na Formula 1. Riccardo Patrese e Thierry Boutsen, ambos em Williams, ficaram em segundo e terceiro, respectivamente.
O GP da Austrália serviu para cumprir calendário. Com os títulos já decididos, a corrida foi disputada debaixo de chuva e foi novamente Thierry Boutsen (Williams) quem saiu vencedor, tal como no Canadá. Nannini foi o segundo e Patrese o terceiro.
Prost venceu o campeonato com 76 pontos (4 vitórias) e Senna ficou em segundo lugar com 60 pontos (7 vitórias). A McLaren venceu o campeonato de construtores com 141 pontos (11 vitórias) seguida da Williams com 77 pontos (2 vitorias)

Os pilotos do Minardi M189 em 1989 foram: Pierluigi Martini, Luís Perez Sala e Paollo Barilla.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 0

26 dezembro 2007

Lotus 101 - Satoru Nakajima (1989)

Esta miniatura é da marca Onyx.
Num anterior post, mencionei umas miniaturas que comprei numa das papelarias da cidade onde vivo. Nesse post o tema foi sobre uma dessas miniaturas: Ferrari 250 LM.
Hoje venho falar noutra dessas miniaturas: o Lotus 101 de 1989. Esta miniatura é alusiva ao Lotus de Satoru Nakajima. Infelizmente encontra-se um pouco degradada, como é possível ver pelas fotos.

Os responsáveis pelo Lotus 101 foram os designers ingleses Frank Dernie e Mike Coughlan. Exactamente, o Mike Coughlan que esteve envolvido no caso de espionagem que recentemente abalou o “circo” da Formula 1. Em 1989 Frank Dernie, ex-Williams, substituiu Gerard Ducarouge (francês) na Lotus como Director Técnico e Mike Coughlan, que já pertencia aos quadros da Lotus, foi promovido a Chefe dos Designers.
Infelizmente, a equipa Lotus já se encontrava com dificuldades financeiras e em declínio desportivo. O ano de 1988 tinha sido fraco em resultados e Ducarouge foi substituído. A dupla de pilotos foi mantida, Nelson Piquet (brasileiro) e Satoru Nakajima (japonês).
Nesta fase de transição entre os motores turbo para os motores aspirados, a Lotus perdeu o fornecimento dos motores Honda tendo que procurar um novo fornecedor. Assim os motores que passaram a equipa os Lotus foram os Judd.
O ano de 1989 foi a confirmação dos resultados do ano anterior. Apesar de ter um excelente piloto, Nelson Piquet, a Lotus realizou uma das piores épocas dos últimos anos. Tal como o ano anterior não venceu nenhum GP mas pior que isso não obteve nenhum pódio. No ano anterior ainda tinha conseguido 3 pódios. Definitivamente este Lotus 101 foi um péssimo carro.
O único resultado digno de registo que conseguiu foi uma melhor volta e que fica para a história como a última da Lotus conseguida num GP. Esse feito aconteceu no último GP do ano, em Adelaide, e o seu autor foi o piloto japonês Satoru Nakajima. Piquet terminou o ano em 8º lugar com 12 pontos e Nakajima em 21º com 3 pontos. A Lotus ficou em 6º entre os construtores, com 15 pontos.


1989 – O Campeonato
Este ano voltou a ser marcado pelo domínio da McLaren e dos seus pilotos (Alain Prost e Ayrton Senna). Embora esse domínio não tivesse sido tão esmagador como no passado ano, a McLaren não deixou margem para dúvidas sobre qual era a melhor equipa.
Contudo no início do campeonato ainda se pensou que as forças na Formula 1 estivessem mais equilibradas devido à vitória da Ferrari e de Nigel Mansell. O piloto britânico tinha deixado a Williams e agora pilotava pela Ferrari.
Mas depressa a McLaren tratou de impor a sua força. Nos 4 GP’s seguintes (Imola, Mónaco, México e EUA) obteve 4 vitórias: Senna venceu os três primeiros e Prost venceu nos EUA.
No GP do Canadá, disputado à chuva, a Williams regressa às vitórias depois de um ano sem conseguir vencer. E logo com uma “dobradinha”. Desde o México de 1987 que não vencia um GP. Depois da saída de Mansell, Frank Williams contratou o piloto belga Thierry Boutsen para fazer equipa com o italiano Riccardo Patrese. E foi assim que Boutsen conseguiu a sua primeira vitória na Formula 1.
Nos dois GP’s seguintes (França e Grã-Bretanha) a McLaren voltou novamente às vitórias através de Alain Prost.
Decorrida a primeira metade do campeonato, Alain Prost liderava o campeonato de pilotos com 47 pontos (apenas não pontuou no Canadá) e Senna era o segundo com 27 pontos (relativos às suas três vitórias, não tendo pontuado em mais nenhum GP). A McLaren era a líder com 74 pontos, seguida pela Williams com apenas 35 pontos.
(continua)

Os pilotos do Lotus 101 em 1989 foram: Nelson Piquet e Satoru Nakajima.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 1 (S. Nakajima: 1)

09 dezembro 2007

McLaren MP4-4 - Alain Prost (1988)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O fabuloso McLaren MP4-4 permitiu que a equipa de Ron Dennis dominasse uma temporada de Formula 1 (1988) como nunca antes nenhuma equipa o tinha conseguido… e nem nos anos seguintes, até aos dias de hoje, tal domínio voltou a ser igualado ou superado.
O McLaren MP4-4 tinha um chassis em monobloco de fibra de carbono e kevlar, o motor era o Honda Turbo que debitava cerca de 700 cv (2,5 bar) às 13.800 rpm.
O domínio exercido nesse ano pelo MP4-4 foi avassalador, para isso muito contribui também o facto da equipa McLaren ter contratado o piloto brasileiro Ayrton Senna (ex-Lotus) para ser colega do francês bi-campeão Alain Prost, tornando-se numa das mais poderosas duplas de pilotos que a Formula 1 já teve.
A Honda fornecia motores a duas equipas, a Lotus e a McLaren, mas o desempenho das duas equipas bastante diferente. A determinada altura do campeonato, a Lotus manifestou aos japoneses da Honda a sua desconfiança em relação aos motores. Ao que a Honda respondeu que não havia favorecimento à McLaren em detrimento da Lotus e como tal dava à Lotus a oportunidade de ser a primeira a escolher os motores. Mas nem mesmo assim os Lotus conseguiram voltar aos níveis demonstrados nos anos anteriores.
Mas para falar sobre o McLaren MP4-4 resolvi postar o texto que vinha na Turbo nº85 de Setembro de 1988, nas pág. 74 e 75.

“O inacessível McLaren MP4-4”

“«Para ser bem sucedido na Formula 1 é necessária a conjugação de cinco factores: chassis, motor, pilotos, pneus e uma boa organização. Se algum destes elementos falhar é impossível chegar a uma posição de relevo». Quem o afirma é Gordon Murray, responsável pelo «staff» técnico da McLaren desde 1987 depois de ter permanecido durante dezassete anos ao serviço da Brabham. Embora o chassis MP4-4 tenha a assinatura de Steve Nichols todas as directrizes do projecto foram estabelecidos por Murray. O projectista sul-africano atribui todo o sucesso do projecto à organização da equipa britânica, comandada superiormente por Ron Dennis, a qual permitiu desenvolver toda a capacidade criativa dos dezassete homens que integram os diversos sectores do departamento técnico da equipa sediada em Woking. «Na McLaren para cada projecto temos um responsável, coordenando eu todo o conjunto. É preciso não esquecer os outros engenheiros, de quem nunca se ouve falar, e sem os quais este carro não teria nascido». Mas qual é o segredo do MP4-4, um carro que não têm permitido quaisquer veleidades aos seus adversários desde a prova inaugural do campeoanto? Para Murray, o primeiro chassis totalmente novo construído pela McLaren desde 1983 apresenta um «cockpit» de soluções clássicas (à excepção da posição de condução e da caixa de velocidades) mas com ideias inovadoras. Fundamental para o domínio exercido são ainda o baixo posicionamento do motor e a caixa de velocidades utilizada (de origem Weissmann) o que permitiu obter um centro de gravidade mais baixo. Da experiência colhida com a concepção do Brabham BT55, o carro da discórdia e que precipitou a sua saída da equipa de Ecclestone, Murray sabia que o baixo posicionamento do piloto tinha consideráveis vantagens em termos aerodinâmicos, aliás amplamente comprovados no McLaren MP4-4 o que desde logo viabilizava o seu anterior projecto… A juntar a todos estes componentes há ainda que ter em conta a prestação de dois pilotos de excepção e a utilização do motor sobrealimentado Honda RA 168-E nas suas várias versões dispondo de uma ampla curva de potência utilizável.Uma questão poderá desde já levantada: também a Lotus dispõe de um motor idêntico e de um piloto que dá pelo nome de Piquet. «Também nós não conseguimos perceber esta diferença de comportamentos dos dois carros. Não há dúvida que a aerodinâmica do McLaren é diferente mas a distribuição de pesos é semelhante. É difícil de explicar…» garante Murray acerca de um carro que, poderia dominar durante mais dois ou três anos o panorama da Formula 1, mas que passará à história no final desta temporada face à regulamentação vigente nesta disciplina a partir de 1989.”

Para se melhor compreender o avassalador domínio da McLaren, deixo-vos alguns números que o MP4-4 alcançou em 1988:
- Vitórias: 15 (Senna 8 e Prost 7) em 16 GP’s (93,75%);
- Pole-positions: 15 (Senna 13 e Prost 2) em 16 GP’s (93,75%);
- Os seus pilotos ocuparam por 12 vezes a primeira linha da grelha de partida (75%);
- Melhores voltas: 10 (Prost 8 e Senna 2) em 16 GP’s (62,5%);
- Das 32 partidas que o MP4-4 fez, terminou 28 vezes e apenas abandonou 4 vezes (87,5%);
- A McLaren conseguiu 199 pontos dos 240 possíveis (82,92%); todos os pontos das restantes equipas (201) superavam os da McLaren por apenas 2 pontos.
- Conseguiu 10 dobradinhas em 16 possíveis (62,5%);
- O McLaren MP4-4 liderou 97,28% (1003 voltas) das voltas do somatório de todos os GP’s (1031 voltas).
Esta miniatura que hoje apresento é relativa ao McLaren MP4-4 de Alain Prost, vice-campeão de 1988.

1988 – O Campeonato (continuação)
O GP da Alemanha foi disputado à chuva e os dois pilotos da McLaren voltaram a dominar o fim-de-semana. Ayrton Senna venceu a corrida com Prost na segunda posição. O austríaco Gerhard Berger, da Ferrari, foi o terceiro.
Na Hungria, Senna e Prost travam um belo duelo mas é o brasileiro que sai vitorioso. Prost ficam com o segundo lugar. Thierry Boutsen (Benetton) ficou em terceiro lugar.
No GP da Bélgica, Senna obtém a sua 7ª vitória da época e pela primeira vez chega ao primeiro lugar do campeonato, apesar de Prost ter o mesmo número de pontos (66) mas apenas 4 vitórias. Na corrida Prost também ficou em segundo lugar. O piloto da “casa”, Boutsen conseguiu uma excelente terceira posição final.
Em Italia houve uma surpresa e aconteceu aquilo que não se esperava… a McLaren não venceu a corrida. No entanto os McLaren voltaram a exercer o seu normal domínio sobre os adversários. Mas o imprevisto aconteceu, Prost já tinha abandonado quando perto do final da corrida, Senna que parecia caminhar para uma nova vitória comete um erro ao ultrapassar um piloto atrasado e os dois colidem provocando o abandono do brasileiro da McLaren. Quem a aproveitou foi a Ferrari que conseguiu a única vitória e dobradinha da época. Foi o delírio para os milhares de “tifosi” que vibraram com a vitória “caseira” da Ferrari. Berger foi o primeiro seguido de Michelle Alboreto (italiano). O americano Eddie Cheever conseguiu um afortunado terceiro lugar para a Arrows.
O GP seguinte era disputado em Portugal e foi no nosso país que eventualmente terá acontecido o primeiro desentendimento entre Alain Prost e Ayrton Senna. Prost venceu a corrida de forma categórica mas quando ultrapassou Senna, na segunda volta, o brasileiro ao defender-se “apertou” Prost contra o muro das “boxes”. Senna foi apenas 6º devido a problemas de consumo. O italiano Ivan Capelli (March) efectuou uma excelente corrida e foi a grande surpresa do fim-de-semana ao ficar no segundo lugar. Thierry Boutsen coleccionou mais um terceiro lugar para a Benetton.
No GP de Espanha, Prost voltou a vencer e Senna voltou a ter problemas com o consumo de combustível e foi apenas quarto. Nigel Mansell (inglês) conseguiu levar o Williams até à segunda posição e Alessandro Nannini (italiano) foi o terceiro num Benetton. Prost já a descontar pontos, apenas amealhou 3 dos 9 pontos da vitória. Por outro lado, Senna estava a uma vitória de se sagrar campeão do mundo pela primeira vez, e isto apesar de Prost ter 84 pontos e Senna 79 pontos.
O GP do Japão foi o momento de consagração para Senna. Com a vitória Ayrton Senna conseguia o seu primeiro título na Formula 1. A performance de Senna foi fantástica. No início atrasou-se ao falhar o arranque mas efectuou uma recuperação soberba até ao primeiro lugar. Prost ficou em segundo lugar mas teve que descontar todos os pontos devido à regra das 11 melhores classificações. Boutsen ficou em terceiro lugar.
O GP da Austrália, que se disputou já com a questão dos títulos decidida, a McLaren foi novamente e sem surpresa a dominadora. Prost terminou em primeiro e Senna foi o segundo, obtendo a McLaren a 10ª dobradinha da temporada. O piloto brasileiro Nelson Piquet (Lotus) ficou com o último lugar do pódio, amenizando assim uma fraca temporada do tri campeão mundial. E esta foi a última vez em que um motor turbo participou na Formula 1.
Senna sagrou-se campeão com 90 pontos (8 vitórias) contra os 87 pontos de Prost (7 vitórias). A McLaren venceu o campeonato de construtores com 199 pontos (15 vitórias) e a Ferrari ficou em segundo lugar com 65 pontos (1 vitória).

Os pilotos do McLaren MP4-4 em 1988 foram: Alain Prost e Ayrton Senna.
Vitórias: 15 (A. Senna: 8; A. Prost: 7)
Pole-position: 15 (A. Senna: 13; A. Prost: 2)
Melhor volta : 10 (A. Senna: 2; A. Prost: 8)

04 dezembro 2007

Benetton B188 - Alessandro Nannini (1988)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
O elegante Benetton B188 foi uma concepção do designer inglês Rory Byrne para o campeonato de 1988. O motor utilizado continuou a ser o Ford mas o Cosworth DFR aspirado, um V8 de 3492 cc com uma potência média de 600 cv às 11.000 rpm. O chassis era em monobloco de fibra de carbono e kevlar.
A dupla de pilotos da Benetton sofreu uma alteração em relação ao ano de 1987, foi contratado o piloto italiano Alessandro Nannini (ex-Minardi) para substituir Teo Fabi (italiano) e manteve-se o piloto belga Thierry Boutsen. A equipa Benetton que tinha começado a sua carreira na Formula 1 em 1986, quando adquiriu a equipa Toleman, iniciava a sua terceira temporada na Formula 1 em 1987. A primeira e única vitória tinha acontecido em 1986 e apesar de no ano anterior não ter conseguido nenhuma vitória os resultados vinham em crescendo: em 1986 tinham terminado o ano na 6ª posição (19 pontos) entre as equipas e em 1987 tinha ficado na 5ª posição (28 pontos). O ano de 1988 continuaria a ser um ano sem vitórias mas o mesmo se poderia dizer de quase todas as equipas… tal foi o domínio da McLaren.
A Benetton terminaria o ano na terceira posição (39 pontos) com 7 pódios conquistados pelos seus pilotos e uma melhor volta no GP da Alemanha conseguida por Alessandro Nannini.


1988 – O Campeonato
Como este seria o último campeonato da Formula 1 em que os motores turbo iriam participar, a FIA introduziu maiores restrições para as equipas que iriam utilizar os motores turbo: a pressão dos turbos baixou dos 4 para 2,5 bar, consequentemente a potência baixou de 1000 para 670 cv; o consumo de combustível permitido baixou dos 195 litros para os 150 litros; e os carros com motor turbo pesavam mais 40 kg que os com motor atmosférico. A FIA pensou que com estas limitações a diferença entre os motores turbo e os aspirados não seria relevante, aliás estariam convencidos de que os motores turbo perderiam competitividade.
Uma grande parte das equipas deixou de utilizar os motores turbo, apenas a McLaren, a Lotus, a Ferrari, a Arrows, a Zakspeed e a Osella optaram por continuar a usar os turbos. No final do ano os turbos seriam proibidos e o campeonato do ano seguinte seria disputado apenas por motores aspirados como tal as equipas que utilizassem agora os motores aspirados teriam, teoricamente, a vantagem de um ano sobre as equipas que se mantiveram ainda com os motores turbo.
O Campeão do ano anterior, o brasileiro Nelson Piquet deixou a Williams para assinar pela Lotus. Por sua vez, Ayrton Senna (brasileiro) deixou a Lotus para correr pela McLaren. Nesta troca de pilotos, a equipa mais prejudicada foi a Williams que ficou sem o motor Honda. Piquet foi para a Lotus e a Honda manteve o fornecimento à equipa inglesa. Senna foi para a McLaren e levou com ele o contrato para a Honda fornecer os motores à equipa de Ron Dennis. Frank Williams teve que recorrer aos motores Judd aspirados.
A Brabham, após dois anos de péssimos resultados, iria estar ausente todo o ano, a primeira ausência desde 1962, ano da sua fundação.
A primeira corrida do ano, no Brasil, teve um vencedor muito conhecido pelo público brasileiro. O piloto francês Alain Prost (McLaren) liderou as voltas todas e venceu o GP pela quinta vez desde 1982. Apenas falhou duas vezes (1983 e 1986). Senna, que foi o pole-position, foi desclassificado na 31ª volta por ter trocado de carro na volta de aquecimento e quando efectuava uma bela recuperação. O piloto austríaco da Ferrari, Gerhard Berger, foi o segundo e Nelson Piquet (Lotus) o terceiro.
No GP de San Marino, novamente um McLaren domina de ponta a ponta. Mas desta vez coube ao brasileiro Ayrton Senna a vitória. Alain Prost ficou na segunda posição e Nelson Piquet é novamente o terceiro.
No GP do Mónaco, Aytron Senna (McLaren) exerce o seu domínio nos treinos ao garantir a terceira pole-position consecutiva. Na corrida o piloto brasileiro lidera até 12 voltas do fim. Quando tinha a vitória quase garantida e com uma confortável vantagem sobre Prost, Senna comete um erro e “dá” a vitória ao seu colega de equipa. Prost é o primeiro e a Ferrari completa o pódio, com Berger seguido de Michele Alboreto (italiano).
A corrida seguinte é uma repetição dos GP’s anteriores. Começa a ser evidente que a McLaren não terá oposição na conquista dos títulos. Assim a corrida mexicana foi completamente dominada por Prost que liderou as voltas todas. Senna ficou em segundo lugar e Berger foi o terceiro.
Numa primeira fase do GP do Canadá, o domínio pertenceu a Alain Prost mas à 19ª volta Senna passa o francês e nunca mais larga a primeira posição. Thierry Boutsen (belga), pilotando um Benetton B188, fez uma óptima prova e cedo se instalou na terceira posição que soube manter até ao final da corrida.
Em Detroit, Ayrton Senna vence o GP americano pelo terceiro ano consecutivo. Pertenceu-lhe a liderança das voltas todas. O pódio foi uma repetição do GP anterior: Prost foi novamente o segundo classificado e Boutsen o terceiro.
Finalmente no GP de França, Alain Prost consegue bater Ayrton Senna na qualificação e faz a pole-position na sua terra natal, após 6 pole-positions consecutivas do brasileiro. O domínio da corrida foi repartido entre os dois pilotos da McLaren. Prost foi o primeiro a liderar, depois foi a vez de Senna mas 20 voltas do fim Prost consegue ultrapassar o brasileiro e vencer em “casa”. Senna ficou com a segunda posição e Alboreto foi o terceiro.
No GP da Grã-Bretanha acontece a primeira situação “anormal” após 7 GP’s. Não há nenhum McLaren na primeira linha da grelha de partida. No seu lugar estão os dois pilotos da Ferrari, respectivamente Berger e Alboreto. Na corrida acontece a segunda situação “anormal”: pela primeira vez neste campeonato um GP é liderado por um carro que não é um McLaren! Efectivamente, a McLaren tinha conseguido a proeza de liderar todas as voltas de todos os GP’s até aí decorridos! Não sei se é inédito mas é um feito assinalável. Esta situação durou até à 13ª volta, altura em que Berger (Ferrari) perde a primeira posição para Senna, que liderou o resto da corrida. A prova foi disputada debaixo de chuva e Alain Prost optou por abandonar voluntariamente (primeira desistência do francês). Mansell consegue o primeiro resultado digno de registo para a Williams nesse ano ao ficar em segundo lugar. O piloto italiano Alessandro Nannini fica em terceiro lugar com o Benetton B188, naquele que foi o seu primeiro pódio na Formula 1.
Após 8 GP’s, Alain Prost era o primeiro com 54 pontos, Senna o segundo com 48 pontos e Berger o terceiro com 21 pontos. Nas equipas, a McLaren liderava com 102 pontos e a Ferrari era segunda com apenas 34 pontos.
(Continua)

Os pilotos do Benetton B188 em 1988 foram: Alessandro Nannini e Thierry Boutsen.
Vitórias: 0
Pole-position: 0
Melhor volta : 1 (A. Nannini: 1)

01 dezembro 2007

McLaren MP4-3 - Alain Prost (1987)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
Após 6 anos de colaboração na McLaren como designer (desde 1981 até 1986), John Barnard deixou a equipa de Ron Dennis para assinar pela Ferrari. John Barnard foi responsável pelos fabulosos McLaren MP4-2, e suas evoluções, que dominaram nos anos de 1984 e 1985 e que conquistaram 5 títulos para a McLaren: 3 de pilotos (Lauda em 1984 e Prost em 1985 e 1986) e dois de construtores (1984 e 1985). Para o lugar de Barnard, a McLaren contratou o engenheiro norte-americano Steve Nichols. A escolha de contratar Nichols era a mais natural para a McLaren. Steve Nichols trabalhou na Hercules, empresa americana de foguetões, que desenvolveu o chassis de fibra de carbono para a McLaren no início da década de 80. Aliás foi nessa altura que Barnard conheceu Steve Nichols. Por isso a escolha de Dennis para substituir Barnard foi a mais lógica.
No entanto, quando Steve Nichols chega à McLaren em 1987, veio encontrar um projecto já esgotado e ultrapassado pela Williams-Honda. Nichols sabia que, apesar de Alain Prost ter conquistado o título de pilotos em 1986 mas que aconteceu em parte devido à “guerra” entre os dois pilotos da Williams (Nelson Piquet e Nigel Mansell), tinha que construir um novo carro para a temporada de 1987. Outra dificuldade que surgia era o facto de se saber já que a Porsche não iria desenvolver mais o motor TAG que equipava o McLaren e que no final do ano deixaria de fornecer os motores à equipa de Ron Dennis.

Assim nascia o McLaren MP4-3 que seguia as linhas orientadoras do anterior MP4-2C. Uma das diferenças mais visíveis era ao nível dos flancos e da parte posterior. De resto a frente do MP4-3 era muito semelhante à dos seus antecessores. O motor, como referi em cima, continuava a ser o TAG-Porsche.
Outra alteração na equipa foi a contratação do piloto sueco Stefan Johansson, que vinha da Ferrari, para substituir o finlandês Keke Rosberg, que por sua vez tinha abandonado a Formula 1.
Mas mesmo sabendo que iria ser uma dura batalha contra os Williams-Honda de Piquet e Mansell, a McLaren e Alain Prost conseguiram um pequeno prémio na segunda metade do campeonato.

1987 – O Campeonato
A McLaren, ao contrário do que seria de esperar, teve um início de campeonato bastante prometedor. Alain Prost conseguiu vencer a corrida e bateu Nelson Piquet (Williams) em casa, que ficou em segundo. Stefan Johansson, que fazia a sua primeira corrida na McLaren, ficou num excelente terceiro lugar.
Nigel Mansell (Williams) venceu o GP de San Marino e beneficiou da desistência de Prost. Ayrton Senna foi o segundo classificado num Lotus. Nelson Piquet sofreu uma grave acidente durante a qualificação e como precaução não correu no domingo. Segundo se consta, Piquet terá ficado afectado com esse acidente e terá perdido alguma da sua natural rapidez…
No GP da Bélgica, a McLaren consegue uma surpreendente “dobradinha”, com Prost em primeiro seguido de Johansson, e tendo aproveitado as desistências dos seus mais directos adversários. Com esta vitória, Alain Prost igualava o record de 27 vitórias de Jackie Stewart.
Nos dois GP seguintes, Mónaco e Estados Unidos, o vencedor e o segundo classificado foram sempre os mesmos, Ayrton Senna (Lotus) e Nelson Piquet (Williams), respectivamente. Aliás, Piquet voltaria a ser segundo classificado nos dois GP’s (França e Grã-Bretanha) que se seguiram e que foram vencidos pelo seu colega de equipa Mansell.
Os quatro GP’s seguintes (Alemanha, Hungria, Austria e Itália) foram dominados pela Williams. Piquet venceu 3 destes 4 GP’s e após 5 segundos lugares finalmente venceu pela Williams. Mansell venceu na Austria.

No GP seguinte, em Portugal, Alain Prost voltava às vitórias, 8 GP’s após a sua última vitória no GP da Bélgica. Nessas 8 provas, Prost apenas tinha conquistado 13 pontos e viu-se afastado da luta pelo título. Contudo esta vitória em Portugal foi um pequeno prémio para Prost, é que a partir desse momento, o francês tornava-se no piloto com mais vitórias na Formula 1: 28 vitórias. Estava finalmente superado o record de 27 vitórias de Jackie Stewart que durava desde 1973 (13 anos).
Nos GP’s de Espanha e do México, Mansell obtêm as duas vitórias e mantêm as esperanças de alcançar o seu colega de equipa, Piquet, no campeonato. Piquet foi 4º em Espanha e 2º no México.
Faltavam duas provas para o fim do campeonato, Japão e Austrália, e tudo iria ser decidido entre os pilotos da Williams, Piquet e Mansell. Ficou tudo decidido no Japão, no regresso da Formula 1 ao país do sol nascente ao fim de 10 anos de ausência.
Nos treinos da 6ª feira, Nigel Mansell sofreu um aparatoso acidente que o impediu de participar na corrida. Nelson Piquet sagrava-se campeão do mundo pela terceira vez.
Essas duas últimas corridas do ano, foram vencidas pelo piloto austríaco Gerhard Berger num Ferrari.
Piquet sagrou-se campeão com 73 pontos (3 vitórias) e Mansell foi o vice-campeão com 61 pontos (6 vitórias). A Williams venceu o campeonato com 137 pontos (9 vitórias) e a McLaren ficou em segundo lugar com apenas 76 pontos (3 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4-3 em 1987 foram: Alain Prost e Stefan Johansson.
Vitórias: 3 (A. Prost: 3)
Pole-position: 0
Melhor volta : 2 (A. Prost: 2)

13 outubro 2007

McLaren MP4-2C - Alain Prost (1986)

Esta miniatura pertence à colecção Grand Prix Mitos da Formula 1.
John Barnard foi o engenheiro responsável pelos chassis da McLaren durante 6 anos (1981 a 1986). Após a sua ligação à McLaren ter terminado no final de 1986, Barnard assinou um contrato com a Ferrari. Mas o sucesso alcançado pela McLaren, nesses anos e principalmente desde 1984 a 1986, deve-se em grande medida a Barnard e ao fantástico MP4-2.
O chassis do McLaren MP4-2 foi um dos melhores até 1986, com excelente equilíbrio e rigidez torcional. Em 1986, apesar de o chassis já ter 3 anos de competição continuou a ser muito competitivo. John Barnard foi efectuando pequenas alterações que o mantinham sempre no topo dos melhores.
Recordo as suas evoluções e os seus pilotos: MP4-2 (1984 – Niki Lauda e Alain Prost), MP4-2B (1985 – Niki Lauda, Alain Prost e John Watson) e MP4-2C (1986 – Alain Prost e Keke Rosberg). E a prova da sua competitividade são 5 os títulos conquistados por este chassis: 3 Títulos de Pilotos (1984, 1985, 1986) e 2 de Construtores (1984 e 1985). Embora com pilotos diferentes, foi a primeira vez na história da Formula 1 que uma equipa venceu três vezes consecutivas o Título de Pilotos.
Claro que o motor TAG-Porsche foi fundamental nestas conquistas. Contudo em 1986 não terá tido o desenvolvimento que possivelmente Prost e Rosberg desejariam.
Durante esses três anos foram muitas as vitórias conquistadas, a saber:
- MP4-2: 12 (Prost: 7, Lauda: 5)
- MP4-2B: 6 (Prost: 5, Lauda: 1)
- MP4-2C: 4 (Prost: 4)
Pole-Positions
- MP4-2: 3 (Prost: 3)
- MP4-2B: 2 (Prost: 2)
- MP4-2C: 2 (Prost: 1; Rosberg : 1)
Melhores Voltas
- MP4-2: 8 (Prost: 3, Lauda: 5)
- MP4-2B: 6 (Prost: 5, Lauda: 1)
- MP4-2C: 2 (Prost: 2)
No total foram 48 GP’s disputados, 22 vitórias, 6 pole-positions e 16 melhores voltas.
Para uma melhor análise ao MP4-2 e as suas evoluções, aconselho a leitura dos posts que já efectuei sobre o mesmo:
McLaren MP4-2 (1984); McLaren MP4-2B (1985); McLaren MP4-2C (1986).A miniatura de hoje é do McLaren MP4-2C de Alain Prost com o qual o piloto francês conquistou o seu segundo Título de Pilotos em 1986. Alain Prost foi o primeiro piloto, depois de Jack Brabham em 1960, a manter o título conquistado em 1985. Após Jack Brabham mais nenhum piloto tinha conseguido manter o título conquistado no ano anterior.

1986 – O Campeonato (continuação)
Quando se chegou à última prova de 1986, na Austrália, dos três pilotos que ainda podiam vencer o título desse ano, Alain Prost (McLaren) era o que tinha menos possibilidades de o fazer, apesar de estar na segunda posição do campeonato. A Williams era a melhor equipa do ano e os seus dois pilotos, Nigel Mansell (britânico) e Nelson Piquet (brasileiro), tinham vencido 9 das 15 corridas já disputadas. Mansell era o líder do campeonato com 70 pontos, mais 6 que o francês da McLaren e mais 7 que o seu colega de equipa. E para reforçar ainda mais essa ideia, os dois iam partir da primeira linha da grelha, sendo Mansel o pole-position. Prost partia da 4ª posição da grelha ao lado do brasileiro Ayrton Senna (Lotus).
Para Mansell ser campeão bastava terminar na 3ª posição independentemente qual fosse o resultado de Prost e Piquet.
Logo na partida, Piquet passa para a frente e Mansell, cauteloso, cai para a 4ª posição. O piloto finlandês Keke Rosberg (McLaren), que fazia a sua ultima corrida na Formula 1, arranca muito bem e de 7º passa para terceiro, logo atrás de Senna (2º). Prost perdeu um lugar e durante as seis primeiras voltas andou sempre na 5ª posição. Durante essas 6 voltas, Senna foi sendo sucessivamente ultrapassado, primeiro por Rosberg, depois por Mansell e depois por Prost. À 7ª volta, Rosberg utlrapassa Piquet e torna-se no novo líder da corrida. Rosberg estava a fazer uma excelente corrida na sua despedida. Prost, depois de passar Senna, rodou algumas voltas atrás de Mansell antes de o ultrapassar. À 23ª volta, Piquet faz um pião e cai para o 4º lugar. Prost é agora o segundo e Mansell o terceiro. E da 23ª volta à 31ª, a classificação manteve-se na mesma: Rosberg, Prost, Mansell e Piquet. Com este resultado, Mansell era campeão. Mas outra questão começava a formar-se nesta altura: estaria Rosberg disposto a ceder o seu primeiro lugar a Prost? Contudo, neste momento era irrelevante porque mesmo se Prost vencesse e Mansell fosse o terceiro, o britânico da Williams era campeão. E ainda faltava muita corrida para o fim.
À 32ª volta deu-se o primeiro golpe na corrida. Prost vai às boxes para mudar de pneus. Veio a saber-se que teve um furo lento num dos pneus. Azar o de Prost, pensou-se nesse momento. Prost cai para a 4ª posição, sendo passado por Mansell e Piquet. Prost conseguiu, depois, recuperar a desvantagem para os dois Williams mas manteve-se em 4º. À 45ª volta, Piquet passa para segundo lugar ao ultrapassar Mansell. Até à 62ª volta a classificação manteve-se inalterada: Rosberg em primeiro, a fazer a sua melhor corrida na McLaren, Piquet em segundo, Mansell em terceiro e Prost em quarto.
À 63ª volta acontece o segundo golpe na corrida. Keke Rosberg era o líder incontestável até que um pneu do seu McLaren rebentou e ditou o abandono do finlandês da McLaren. A corrida pelo título estava novamente relançada. Piquet assumiu a liderança mas Mansell mantinha um resultado que lhe dava o título.
Duas voltas depois do pneu do McLaren de Rosberg ter rebentado aconteceu o terceiro golpe e o momento da corrida. Um dos pneus traseiros do Williams de Mansell rebenta deixando o britânico desesperado. Mansell consegue evitar o acidente mas o abandono era inevitável. O título de 1986 estava a ser decidido pelos pneus.
Neste momento vou abrir um parêntesis para referir que, na minha opinião, a Goodyear, que equipava a William e a McLaren, terá pretendido responder à derrota sofrida no GP do México. Relembro que o Benetton de Berger, equipado com pneus Pirelli, fez toda a corrida mexicana sem parar nas boxes para mudar de pneus enquanto que Piquet fez 3 paragens para mudar de pneus. Essa vitória da Benetton ficou a dever-se à resistência dos pneus Pirelli. Daí julgar que isso levou a Goodyear a preparar pneus que iriam permitir a Williams e a McLaren fazer a corrida toda sem trocar de pneus como resposta à Pirelli.
Voltando à corrida, após o rebentamento do pneu de Mansell, a Williams chamou imediatamente Piquet às boxes para mudar de pneus. Assim Prost ficou na liderança da corrida e aquele furo lento que obrigou Prost a parar nas boxes deixou de ser visto como um azar do francês e sim como “estrelinha” de campeão. Prost controlou a partir daqui Nelson Piquet. O brasileiro da Williams ainda conseguiu recuperar bastantes segundos para Prost. Piquet fez a melhor volta da corrida na última volta mas no fim foram 4 segundos de diferença que ditaram a vitória de Prost e a conquista do seu segundo título consecutivo. Uma dramática e fantástica corrida!
O campeonato terminou com a consagração de Alain Prost (72 pontos e 4 vitórias). Mansell foi o segundo (70 pontos e 5 vitórias), seguido de Piquet (69 pontos e 4 vitórias). A Williams venceu o campeonato de construtores (141 pontos e 9 vitórias) e a McLaren ficou em segundo lugar (96 pontos e 4 vitórias).

Os pilotos do McLaren MP4-2C em 1986 foram: Alain Prost e Keke Rosberg.
Vitórias: 4 (A. Prost: 4)
Pole-position: 2 (A. Prost: 1; K. Rosberg: 1)
Melhor volta : 2 (A. Prost: 2)

12 outubro 2007

Benetton B186 - Gerhard Berger (1986)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A pequena equipa Toleman teve, em 1985, alguns problemas financeiros tendo mesmo faltado aos 3 primeiros GP’s do ano. Segundo se constou não tinha nenhum contrato de fornecimento de pneus. Esse problema foi resolvido quando a Toleman conseguiu os pneus Pirelli de uma outra pequena equipa, a Spirit; esta equipa encerrou a sua actividade após os três primeiros GP’s de 1985. A Toleman conseguiu também o patrocínio da Benetton para o resto da temporada. Relembro que, nesse ano, a Benetton também patrocinava a Alfa-Romeo. No final da época de 1985 a Alfa Romeo retirou-se da Formula 1 e a Benetton comprou a Toleman. E assim, em 1986, a empresa de confecções italiana entra na Formula 1 com uma equipa.
A miniatura de hoje é precisamente o primeiro Benetton na Formula 1, o B186. O designer foi o famoso Rory Byrne, que transitou da ex-Toleman. A Benetton manteve o piloto italiano Teo Fabi e contratou o austríaco Gehard Berger, que deixava a Arrows. Os motores Hart, utilizados pela Toleman, foram substituídos pelos motores BMW. Os pneus Pirelli também transitaram da Toleman para a nova equipa.
O Benetton B186 causou alguma sensação com a sua pintura. As cores “berrantes” da Benetton foram utilizadas na decoração do carro e no primeiro GP do ano, no Brasil, o B186 apresentou-se, salvo erro apenas nos treinos (não confirmo na corrida), com os lados dos pneus pintados: cada pneu ostentava uma cor diferente. A primeira metade da época de 1986 foi difícil embora os primeiros pontos tenham surgido logo na primeira corrida e o primeiro pódio (terceiro lugar de Berger) na terceira prova (San Marino). Mas posteriormente a isso, seguiu-se uma série desistências. No GP da Alemanha, Berger consegue a (sua e da Benetton) primeira melhor volta da Benetton na Formula 1. À décima segunda prova, na Áustria, Teo Fabi consegue a primeira pole-position para a Benetton e que voltaria a repetir na prova seguinte, em Itália. No GP da Áustria, a performance dos Benetton foi muito boa e demonstravam já uma assinalável subida de forma. A primeira vitória surge ainda neste primeiro ano, na penúltima corrida do campeonato. Gerhard Berger vence o GP do México de forma um tanto inesperada e consegue, para si e para a Benetton, a primeira vitória na Formula 1. No final do ano, das três equipas (Brabham, Arrows e Benetton) com motores BMW, a equipa italiana é a melhor (6ª), sendo dela a última vitória da BMW antes do seu regresso em 2000.
Uma curiosidade sobre o Benetton B186: em cada GP, o B186 apresentava uma pequena bandeira do país onde se disputava a corrida. Assim esta miniatura do Benetton B186, conduzido pelo Gerhard Berger, é relativa ao GP do México; é possível ver a bandeira mexicana no B186.

1986 – O Campeonato (continuação)
Após 16 anos de ausência, a Formula 1 regressou ao México. Com o brasileiro Ayrton Senna (Lotus) já fora da discussão do título de pilotos, o interesse girava em torno dos três pilotos que ainda se mantinham numa acesa luta pela conquista do campeonato.
A qualificação ditou mais uma polé-postion para Senna (a 8ª do ano), seguido do seu compatriota Nelson Piquet (Williams) e do britânico Nigel Mansell (Williams). Berger (Benetton) foi o quarto e Alain Prost (McLaren) apenas sexto.
Mansell fez uma má partida e caiu na classificação. Piquet, Senna, Berger e Prost largaram normalmente e seguiam na frente, por essa ordem. Entretanto à 7ª volta, Prost passa Berger. Sensivelmente a meio da corrida começam as paragens nas boxes para trocar de pneus e as alterações na classificação vão-se sucedendo. O primeiro a parar foi Alain Prost, depois o líder, Piquet, à 30ª volta. Senna fica na primeira posição durante mais 4 ou 5 voltas para depois também parar nas boxes. Assim foi Berger, que ainda não tinha parado, quem assumiu a liderança da corrida. A partir daqui e inesperadamente os principais pilotos equipados com pneus Goodyear (Senna, Piquet e Prost) nunca mais conseguiram apanhar Berger.
Os pneus Pirelli demonstraram uma eficácia tremenda no circuito mexicano e Berger, sentindo confiança nos pneus, optou por não parar enquanto que Senna (?), Piquet e Prost (?) fizeram mais do que uma troca de pneus.
A Benetton e Berger fizeram no México a festa da sua primeira vitória. Prost conseguiu um excelente segundo lugar, contudo teve que descontar um ponto devido à regra dos descontos. Senna foi o terceiro classificado. Nelson Piquet e Nigel Mansell foram, respectivamente, o quarto e quinto classificado a uma volta do primeiro. Os dois pontos do quinto lugar de Mansell não contaram já que era a sua décima segunda classificação e a pior pontuação, a par da conseguida nos EUA.
A uma prova do fim, Mansell continuava na frente do campeonato com 70 pontos, Prost recupera o segundo lugar com 64 pontos e Piquet era agora o terceiro com 63 pontos.
(continua)

Os pilotos do Benetton B186 em 1986 foram: Teo Fabi e Gerhard Berger.
Vitórias: 1 (G. Berger: 1)
Pole-position: 2 (T. Fabi: 2)
Melhor volta : 3 (T. Fabi: 1; G. Berger: 2)