27 julho 2010

Lancia Delta HF 4WD - B. Saby - J.-F. Fauchille (Rali de Monte Carlo de 1988)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 41.
Após o fim dos carros do Grupo B, em 1986, a Lancia foi a única, das tradicionais marcas (Peugeot e Audi), que continuou a investir em força no campeonato do mundo de ralis. Em 1987, o primeiro ano pós Grupo B, os carros de ralis permitidos eram os do Grupo A e a Lancia dispunha de uma excelente base para a nova realidade dos ralis: o Lancia Delta HF 4WD.
Este modelo da Lancia tinha sido apresentado em Outubro de 1979, tendo conquistado o prémio de “Automóvel do Ano 1980”. A versão desportiva que serviu de base ao Lancia Delta começou a ser comercializada em meados de 1986 e vinha equipada com um motor turbo de 2 litros e transmissão integral. Na versão de ralis o Delta HF 4WD dispunha de uma potência de 250 cv às 6250 rpm.
O Lancia Delta HF 4WD estreou-se no Rali de Monte Carlo de 1987 com uma vitória de Miki Biasion (italiano). Nesse ano o Lancia Delta HF 4WD sagrou-se campeão vencendo 9 das 13 provas tendo Juha Kankkunen (finlandês), em Lancia, vencido pela segunda vez o campeonato do mundo de ralis. Com um carro muito bem adaptado para o Grupo A e com adversários que nunca tiveram carros com iguais performances, a Lancia iniciou um longo período de domínio nos ralis.
A miniatura apresentada é o Lancia Delta HF 4WD de Bruno Saby no Rali de Monte Carlo de 1988. No início do campeonato a Lancia continuava a ser a equipa mais forte e como tal a concorrência tinha poucas hipóteses de bater a “armada” da Lancia. Deste modo era quase certo, caso nada de anormal acontecesse, que a luta pela vitória no rali monegasco seria uma questão interna da equipa Lancia.
Os três pilotos da equipa oficial da Lancia (Miki Biasion, Yves Loubet e Bruno Saby) dominaram no início. Entretanto Biasion ficou fora de prova e Loubet, que liderou no início, perdeu o primeiro lugar para Saby. Yes Loubet ainda esboçou a tentativa de recuperar o primeiro lugar mas um erro ditou a sua desistência. Com uma grande vantagem sobre o segundo lugar, que era o Lancia privado de Alex Fiorio (italiano), Bruno Saby tomou as precauções necessárias para levar o seu Lancia até ao final da prova vencendo o Rali de Monte Carlo. Foi a sua segunda e última vitória num rali do mundial. O Lancia Delta HF 4WD ainda participou na prova seguinte do campeonato, o Rali da Suécia, onde registou outra vitória por Markku Alén (finlandês). Este foi o último rali do Delta HF 4WD, que foi substituído pelo Lancia Delta Integrale. O campeonato de 1988 foi novamente conquistado pela Lancia (venceu 10 das 11 provas), sendo o título de pilotos para Miki Biasion.
Aqui fica a lista dos vários Lancia Delta da minha colecção de miniaturas:
- Lancia Delta HF 4WD de Carlos Bica (1988)
- Lancia Delta HF Integrale de Miki Biasion (1988)
- Lancia Delta HF Integrale de Didier Auriol (1990)
- Lancia Delta HF Integrale de Didier Auriol (1992)
- Lancia Delta HF Integrale de Juha Kankkunen (1992)
- Lancia Delta HF Integrale de Jorge Bica (1993)
- Lancia Delta HF (versão de estrada)

23 julho 2010

Fiat 124 Abarth Rallye - B. Darniche - A. Mahe (Rali de Monte-Carlo de 1975)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 40.
O Fiat 124 Abarth Rallye entrou em 1975 no seu terceiro ano de competição; a estreia tinha sido em 1973 tendo como objectivo vencer o novo campeonato do mundo de ralis mas encontrou a forte oposição do Alpine-Renault A110. Após esses dois anos de competição em que a Fiat terminou sempre em segundo lugar, o ano de 1975 parecia ser a última oportunidade de chegar ao título. O Ford Escort e o Lancia Stratos eram desde o ano anterior (1974) fortes candidatos que tinham rivalizado com a Fiat.
O Fiat 124 Abarth Rallye estava agora mais competitivo devido às melhorias introduzidas contudo o campeonato de 1975 voltou a escapar à equipa italiana.
A miniatura representa o Fiat 124 Abarth Rallye de Bernard Darniche (francês) no Rali de Monte Carlo de 1975. O piloto francês (ex- Alpine-Renault) efectuava a sua segunda prova com o Fiat mas sofreu um revés ao ter de desistir devido a problemas no motor. Dois dos seus colegas de equipa, Hannu Mikkola e Markku Alen (ambos finlandeses) tiveram melhor sorte, conseguindo terminar na segunda e terceira posição respectivamente. O vencedor foi o italiano Sandro Munari num Lancia Stratos.
O Fiat 124 Abarth Rallye ainda foi utilizado em 1976 mas nesta altura era já evidente que não tinha argumentos para lutar com o Lancia Stratos. Posteriormente a Lancia acabou por ser adquirida pela Fiat e os directores concluíram que era um erro ter duas marcas do mesmo grupo a lutarem entre si e assim o Fiat 124 Abarth Rallye acabou por ser o sacrificado em favor do Lancia Stratos.
Apesar de nunca ter sido campeão (foi vice campeão em 1973, 1974 e 1975) o Fiat 124 Abarth Rallye venceu alguns ralis do mundial: em 1973 Achim Warmbold venceu o Rali da Polonia; em 1974 Raffaele Pinto venceu o Rali de Portugal; em 1975 Markku Alen venceu o Rali de Portugal.
Esta miniatura do Fiat 124 Abarth Rallye é a terceira na minha colecção; aqui ficam as outras duas para quem pretender consultar e complementar a informação deste modelo:
- Fiat 124 Abart Rallye de Luís Netto no Rali de Portugal de 1973;
- Fiat 124 Abart Rallye de Raffaele Pinto no Rali de Portugal de 1974.

19 julho 2010

Alpine-Renault A310 - J.-L. Thérier - M. Vial (Rali de Monte-Carlo de 1975)

Esta miniatura pertence à colecção Rallye Monte-Carlo - Os Carros Míticos – Fasc. nº 42.
O Alpine-Renault A310 surgiu ao púbico em 1971 no Salão de Genebra. Concebido por Marcel Beligond, o A310 tinha como objectivo substituir o Alpine-Renault A110 mas o seu sucesso alcançado permitiu que se mantivesse em produção até 1977.
O Alpine-Renault A310, de linhas estéticas arrojadas para a época, caracterizava-se por ser maior e mais confortável que o seu antecessor, o A110. No entanto o motor inicial utilizado que era o mesmo do A110, de 1600 cc com 125 cv, era penalizado pelo maior peso do A310. A razão de utilizar o mesmo motor do seu antecessor prende-se com o facto de terem surgido alguns atrasos e pela vontade de os responsáveis da marca em lançar o novo modelo no mercado, não esperando assim pelo novo motor V6 que estava previsto para o A310.A estreia no mundial de ralis do Alpine-Renault A310 aconteceu em 1974 na Volta à Córsega e nesta altura o A310 já estava equipado com um motor de 4 cilindros com mais performante: 1795 cc com 175 cv. Terminou a prova em 3º lugar mas atrás do A110 e do Lancia Stratos de Andruet vencedor da prova. Contudo o peso do A310 continuava a ser muito penalizador, de tal modo assim era que o Alpine-Renault A110 continuou a ser utilizado chegando mesmo a obter melhores resultados que o seu sucessor. Ficava assim evidente que o A310 não era opção para fazer frente aos rivais da Lancia, Fiat e Ford.
O Alpine-Renault A310 viria a receber em 1976 um novo motor V6 de 2,7 litros (designado PRV), que foi desenvolvido em conjunto com a Volvo e Peugeot. As prestações melhoraram significativamente mas já era tarde de mais para relançar o A310 nos campeonatos internacionais. A política desportiva da Renault mudara e nesta altura concentrava-se mais em Le Mans e no desenvolvimento do primeiro formula 1 com motor turbo, em detrimento dos ralis.
A miniatura representa o Alpine-Renault A310 de Jean-Luc Thérier no Rali de Monte Carlo de 1975. Nesse ano o A310 dispôs de um motor de 1800 cc com duas árvores de cames à cabeça que permitia atingir os 210 cv às 7800 rpm. Jean-Luc Thérier não terminou o rali devido a um acidente. Sandro Munari (italiano) foi o vencedor ao volante de um Lancia Stratos. Os pilotos finlandeses Hannu Mikkola e Markku Alén terminaram o rali na segunda e terceira posição respectivamente, ambos em Fiat Abarth 124 Rallye. O Alpine-Renault A310 voltaria no ano seguinte ao Monte Carlo mas sem resultados práticos; o sucesso aconteceu em França quando em 1977 Guy Fréquelin conquistou o título de Campeão de França de Ralis com o Alpine-Renault A310 V6.

12 julho 2010

McLaren MP4/4 - Ayrton Senna (1988)

Esta miniatura é da marca Minichamps.
A McLaren iniciou o ano de 1988 com a grande expectativa de que nesse ano o campeonato de F1 lhe seria favorável. No ano anterior a Williams tinha dominado, muito graças a excelente motor Honda. A Lotus, que dispunha do mesmo motor Honda, também ficou melhor classificada que a McLaren. Para a temporada de 1988 a McLaren conseguiu contratar o piloto brasileiro Ayrton Senna (ex-Lotus) e com ele vieram também os motores Honda… mas à custa da Williams, que perdeu não só os motores Honda como também deixou escapar o campeão brasileiro Nelson Piquet para a Lotus (mantendo assim os motores nipónicos).
Com todas estas mudanças a McLaren construiu uma das mais poderosas duplas de pilotos da história da F1: ao piloto francês Alain Prost (campeão em 1985 e 1986) juntou-se Ayrton Senna, que era um dos grandes talentos na F1 e que apesar de ainda não ter sido campeão havia a convicção que brevemente o seria. Sobre o excelente McLaren-Honda MP4/4, concebido por Gordon Murray e Steve Nichols, já falei num anterior post que aconselho a leitura: McLaren-Honda MP4/4 de Alain Prost (1988).
Com a aquisição desta miniatura fico com a dupla de pilotos da McLaren de 1988 completa. A miniatura é o McLaren-Honda MP4/4 de Ayrton Senna com o qual se sagrou Campeão do Mundo de F1 em 1988. O domínio de Senna e Prost foi de tal forma avassalador que apenas uma vitória escapou aos pilotos da equipa de Ron Dennis.

Ayrton Senna nasceu a 21 de Março de 1960 em São Paulo (Brasil). Aytron Senna desde muito cedo tomou contacto com o desporto automóvel tendo conquistado vários títulos nos karts. Posteriormente, em 1981 participou no campeonato britânico de Formula Ford conquistando o título. Depois de um breve regresso ao Brasil, Ayrton Senna voltou à Inglaterra para participar na Formula Ford 2000; o resultado foi a conquista dos campeonatos britânicos e europeus de 1982. O passo seguinte foi o Campeonato de Formula 3, que Ayrton Senna venceria contra o rival Martin Brundle (inglês). Durante esse ano de 1983 Senna efectuou alguns testes com equipas da F1: Williams, Lotus, Brabham e Toleman. Depois da conquista do título de F3, a sua escolha para a primeira temporada na F1 recaiu sobre a equipa Toleman. Consciente das dificuldades para um estreante na F1, Senna terá optado por correr pela equipa Toleman onde teria a hipótese de evoluir sem a pressão de uma grande equipa. Durante o campeonato de 1984 Senna efectuou algumas performances dignas de registo: na memória de todos ainda está a sua corrida no GP do Mónaco, onde debaixo de chuva quase venceu Alain Prost. Termina a época em 9º com 13 pontos. Entretanto Senna assina um contrato para 1985 com a equipa Lotus. Durante os 3 anos que Ayrton Senna esteve na Lotus vence apenas 6 GP’s mas travou duelos inesquecíveis contra Alain Prost, Nelson Piquet e Nigel Mansell (britânico); em 1985 foi 4º (38 pontos e 2 vitórias), em 1986 foi 4º (55 pontos e 2 vitórias) e em 1987 foi 3º (57 pontos e 2 vitórias). Sem hipóteses de lutar pelo título, Senna optou por mudar de equipa e assinou um contrato com a McLaren, levando consigo os motores Honda. O seu novo colega de equipa, Alain Prost (bi-campeão) viria a ser o seu grande rival. Senna sagra-se campeão (8 vitórias) logo no primeiro ano na McLaren e no ano seguinte, em 1989, a tensão entre os dois pilotos agudiza-se acabando por Prost sair da McLaren, depois do francês se sagrar campeão com alguma polémica. Senna é vice-campeão com 60 pontos e 6 vitórias. O ano de 1990 é quase um remake do ano anterior isto porque Senna e Prost continuam a travar o duelo que vinha dos anos anteriores. No entanto Alain Prost já não se encontra na mesma equipa correndo agora pela Ferrari. Desta vez Ayrton Senna vence o campeonato de 1990 (78 pontos e 6 vitórias) e houve novamente polémica entre os dois pilotos. O campeonato de 1991 foi mais “calmo” para Ayrton Senna uma vez que a Ferrari perde competitividade e Prost viu-se sem argumentos para contrariar o brasileiro que assim conquistava o seu terceiro título (96 pontos e 7 vitórias). Seguiu-se o campeonato de 1992 (Prost despedido da Ferrari e sem um carro competitivo, optou por um ano sabático) no qual Senna assistiu à evolução competitiva do Williams face ao seu McLaren e terminou o ano no 4º lugar (50 pontos e 3 vitórias). Em 1993, com Prost de volta à F1, Senna efectuou o sexto e último ano pela McLaren. Ayrton Senna ainda registou excelentes performances (GP da Europa) mas o McLaren é inferior ao Williams de Prost. Senna fica em 2º lugar com 73 pontos e 5 vitórias. Para 1994 a Williams contrata Ayrton Senna (Prost abandonou a F1 e o brasileiro é o seu substituto na equipa de Frank Williams) mas infelizmente tudo corre mal para Senna, que abandonou nos dois primeiros GP’s do ano, e no terceiro, em Imola, sofreu um acidente fatal que chocou o mundo. Ayrton Senna morria a 1 de Maio de 1994 ao volante do Williams quando liderava o GP da Europa.
Ayrton Senna participou em 161 GP’s e registou no seu palmarés 41 vitórias, 65 pole-positions e 19 melhores voltas (614 pontos).

Os pilotos do McLaren MP4-4 em 1988 foram: Alain Prost e Ayrton Senna.
Vitórias: 15 (A. Senna: 8; A. Prost: 7)
Pole-position: 15 (A. Senna: 13; A. Prost: 2)
Melhor volta : 10 (A. Senna: 2; A. Prost: 8)

05 julho 2010

Ferrari F187 - Gerhard Berger (1987)

Esta miniatura é da marca Ixo – La Storia.
Após vários anos a projectar os F1 da McLaren, John Barnard terminou a sua ligação com a equipa de Ron Dennis, o projecto MP4/2 estava esgotado e era agora tempo de iniciar uma nova parceria. Foi com essa ideia que John Barnard, ainda em 1986, chegou a acordo com a Ferrari para projectar os novos carro para a temporada de 1987.
O Ferrari F187, de 1987, teve já a contribuição de John Barnard, que contou também com a participação de Gustav Brunner. A equipa Ferrari manteve o piloto italiano, Michelle Alboreto e contratou piloto o austríaco Gerhard Berger (ex-Benetton) para substituir Stefan Johansson (sueco), que por sua vez rumou para a McLaren. Gerhard Berger tornara-se no último ano num piloto bastante promissor e Enzo Ferrari não perdeu tempo em contratá-lo.
O Ferrari F187 dispunha do motor Ferrari Tipo 033D de 1496 cc com 6 cilindros em V a 90º e debitava 880 cv de potência às 11500 rpm. Os pneus utilizados eram os GoodYear. Foi com uma nova esperança que a equipa Ferrari iniciou a temporada de 1987 tendo em vista apagar a má temporada de 1986, na qual não conseguiu resultados dignos de registo (i.e. sem vitórias, sem pole-positions e sem melhores voltas).
A nova temporada iniciou ainda sob o signo da McLaren, isto porque Alain Prost (francês) venceu o primeiro e o terceiro GP (Brasil e Bélgica); o piloto inglês, Nigel Mansell, da Williams venceu a segunda prova, em San Marino e Nelson Piquet sofria aqui um grave acidente que o afastaria da prova (diz-se que este acidente afectou a sua visão, dificultando a sua capacidade de pilotar). Era com alguma surpresa, ou talvez não, que Prost (bi-campeão) se via em primeiro lugar no campeonato, uma vez que o favoritismo ia todo para a Williams e seus pilotos (Mansell e Piquet).
A Ferrari por sua vez enfrentava algumas dificuldades, apesar de um resultado inicial satisfatório de Berger (4º no Brasil) e Alboreto (3º em San Marino). A temporada iria ser difícil para os homens de Maranello…
Seguiram-se duas vitórias para o brasileiro Ayrton Senna (Lotus) nos GP’s do Mónaco e EUA. Com estes resultados Senna assumia a liderança, enquanto Prost perdia a vantagem inicial; por sua vez Nelson Piquet começava a coleccionar segundos lugares. Na Ferrari, Gerhard Berger voltava a marcar pontos com os dois 4ºs lugares no Mónaco e nos EUA, por sua vez Michelle Alboreto subia ao pódio, 3º lugar no Mónaco.
Os seis GP’s que se seguiram à prova americana foram dominados pela Williams e seus pilotos, que assim se afirmaram como os principais candidatos aos títulos: Nigel Mansell venceu na França e na Grã-Bretanha enquanto Nelson Piquet, que continuava na sua senda de regularidade, terminava em segundo lugar nas duas provas; na Alemanha e Hungria, Nelson Piquet regista as suas primeiras vitórias do ano, assumindo a liderança do campeonato e beneficiando do facto de Mansell não ter pontuado nestas duas provas; no GP da Áustria Nigel Mansell volta às vitórias com Piquet em segundo lugar; no GP da Itália Piquet vence e beneficia com a intromissão de Senna em segundo, à frente de Mansell. Após vários GP’s sem pontuar a Ferrari consegue três pontos com o 4º lugar de Berger… as coisas pareciam querer melhorar para os lados de Maranello.
No GP de Portugal Alain Prost quebrava finalmente o mítico recorde de 27 vitórias de Jackie Setwart, que perdurava desde 1973. Contudo a 28ª vitória de Prost teve a inesperada resistência de Gerhard Berger; efectivamente o piloto da Ferrari fez a pole-position e esteve muito perto de impedir a vitória do francês: Berger assumiu a liderança da prova na segunda volta e só muito perto do final (a 3 voltas do fim) perdeu o primeiro lugar para Prost devido a um pião causado pela pressão que o francês vinha fazendo e pelo desgaste dos pneus do Ferrari. Salvou-se o segundo lugar… Piquet preocupado em amealhar mais pontos terminou na terceira posição.
Nos GP de Espanha e do México a Williams continuou em grande com Mansell a vencer as duas corridas mantendo a esperança de poder bater o seu colega de equipa, Piquet, na corrida pelo título. Desistindo na Espanha, Berger ainda chegou a liderar a prova mexicana mas abandonaria também.
No GP do Japão Nigel Mansell sofre nos treinos um aparatoso acidente que o afastou da corrida; deste modo ficava resolvida a questão do título a favor de Nelson Piquet. Era a conquista do seu terceiro título.
Dando mostras da subida de rendimento da Ferrari, Gerhard Berger efectuou a pole-position e liderou grande parte da corrida nipónica. Com esta vitória a Ferrari quebrou um jejum de mais de 2 anos sem vencer (a última vitória tinha acontecido no GP da Alemanha em 1985). Michelle Alboreto terminou a prova em 4º lugar.
A miniatura que hoje apresento é alusiva a esta vitória de Gerhard Berger no GP do Japão de 1987.
Para terminar o campeonato em grande a Ferrari dominou por completo o fim-de-semana em Adelaide: Berger efectuou a pole-position, liderou todas as voltas e venceu, juntado a isso a melhor volta da corrida; Michelle Alboreto “herdou” o segundo lugar depois da desclassificação de Ayrton Senna. Um resultado de sonho para a Ferrari, dando excelentes indicações para o campeonato de 1988… que não passariam disso mesmo, como todos nós sabemos.
A Williams conquista o título de construtores e Nelson Piquet sagra-se campeão. A Ferrari termina o ano na quarta posição, sendo Gerhard Berger o 5º classificado com 36 pontos (2 vitórias) e Michelle Alboreto o 7º com 17 pontos.

Os pilotos do Ferrari F187 em 1987 foram: Michele Alboreto #27 e Gerhard Berger #28.
Vitória: 2 (G. Berger: 2)
Pole-position: 3 (G. Berger: 3)
Melhor volta : 3 (G. Berger: 3)